terça-feira, 25 de abril de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Fátima – Milagre ou construção? - Patrícia Carvalho [Opinião]

Título: Fátima – Milagre ou construção?
Autor:
Patrícia Carvalho
Págs.: 232
Capa: capa mole
PVP: 15,50€

Fátima – Milagre ou construção?
Cem anos depois, Patrícia Carvalho questiona Fátima e as intenções por detrás do milagre.
Esta obra é fruto de uma investigação baseada nos mais variados documentos da época, incluindo imprensa, publicações, fotografias e depoimentos, que analisam as versões da Igreja, mas também hipóteses nunca comprovadas que foram levantadas pelos jornais da República que à data gritavam “farsa”.
Nas páginas deste livro questiona-se se terá sido coincidência a Igreja ter tardado a abrir uma investigação ao caso e que, ainda antes de o fazer, tenha começado a adquirir terrenos e a projetar um santuário. Esta e muitas outras questões são levantadas pela autora que dedicou a sua investigação ao fenómeno religioso que marcou o séc. XX em Portugal e que, ainda hoje, atrai milhões de crentes.
Nas palavras da autora “A história de Fátima, tal como eu a fiquei a conhecer, é o que irão encontrar nestas páginas, livres do carácter tantas vezes apologético dado às “aparições” por figuras da Igreja ou do ataque e acusações gratuitas que marcaram os primeiros trabalhos jornalísticos da imprensa republicana, quando Fátima se começou a impor. A informação que aqui vão encontrar é, julgo, suficientemente rica e clara para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões.”
Esta obra leva os leitores a colocar uma incómoda pergunta: “Estarão os crentes a alimentar uma mentira cuidadosamente planeada?”.

A minha opinião: 
Com a aproximação do centenário de Fátima "chovem" livros sobre a temática. Embora céptica em relação às aparições, muito céptica até, e católica, sempre me despertou curiosidade em saber mais sobre o que terá acontecido naquele 13 de maio de 1917 e nos outros meses sequentes até 13 de outubro, a última vez que Nossa Senhora "apareceu" aos 3 pastorinhos.

Obviamente que parti para a leitura com muita curiosidade em saber mais do que se passou naquele dia na Cova de Iria, mas mais ainda sobre o tratamento dado depois da aparição. O que li deixou-me ainda com mais certezas.

Como jornalista que é Patrícia Carvalho faz um trabalho exaustivo de investigação de todos os intervenientes da história, do ambiente envolvente, dos relatos dos jornais, de modo a que o leitor possa tirar a suas ilações sobre o assunto. 

Já todos sabem que os pastorinhos eram oriundos de famílias humildes, muito dedicadas à religião. De tal forma que se falava da mesma em todas as situações. Os dois pastorinhos mais novos auto-infligiam-se constantemente, o que os terá deixados mais debilitados e mais propensos para "apanha" a epidemia que grassava Portugal.
Lúcia, acaba por ficar sozinha e tem nela a responsabilidade de guardar os segredos que Nossa Senhora lhe contou. A aparição de Fátima acaba por isolá-la de praticamente toda a gente, inclusive da mãe. A igreja é a responsável por tamanha reclusão. Pergunto-me porquê.

Imagem retirada da internet
Se estava céptica, mais ainda fiquei ao deparar-me com o facto de que nesse ano (1917), a Nossa Senhora apareceu a mais pastorinhos, noutros pontos do país. Porquê ter a igreja escolhido Fátima para o culto? Talvez porque áquele local tenha ocorriodo milhares de pessoas para ver o chamado "milagre do sol"?
Se inicialmente a igreja não acreditava nos pastorinhos, pouco tempo depois acabaram por aceitar e acreditar neles...
«Não foi a Igreja que impôs Fátima, mas foi Fátima que se impôs à Igreja.» cardeal Cerejeira

Capela de Nossa Senhora da Aparecida, Folhada
Imagem retirada da Internet
Fiquei ainda a saber que numa freguesia, na minha terra Natal, de Marco de Canaveses também Nossa Senhora apareceu a 3 pastorinhas (coincidência?) no dia 13 de Maio (ainda mais coincidências), mas do ano de 1757, dois anos após o terramoto de Lisboa. 
Naquele lugar foi edificada uma Capela em homenagem às aparições que tal como em Fátima, movimentaram inúmeras peregrinações ao local.
O que pensar disto?
Se tivesse sido numa outra altura será que também estas pastorinhas seriam alvo de devoção?

Para quem tem dúvidas em relação ao que se passou na altura, ou apenas curiosidade, este é um livro a ler.
Recomendo. 


O Homem que Duvidava: O aclamado monstro literário, segundo o New York Times, chega a Portugal

Acaba de chegar a Portugal o bestseller do New York Times - O Homem que Duvidava, da autoria de Ethan Canin, pela chancela Minotauro. Canin, aclamado como um dos mais maduros autores americanos da sua geração, explora a natureza do génio, a rivalidade, a ambição e o amor ao longo de diversas gerações de uma família talentosa.
O Homem que Duvidava é a mais recente obra do norte-americano Ethan Canin e conta-nos a história de Milo Andret, um génio matemático incompreendido, obcecado pela sua mente brilhante, e da sua família, iluminada e atormentada por este dom ao longo de diversas gerações. Considerado um dos melhores livros de 2016 segundo a Amazon, foi aclamado pelos críticos literários mais proeminentes, desde o The Guardian Books, que vê esta «ficção grandiosa» como «rara nos dias de hoje», até ao The New York Times Book Review, que o destaca como um «romance maravilhosamente bem escrito».

Milo Andret é dotado de uma mente extraordinária. Criança solitária entre as florestas do Michigan nos anos 1950, pouco valorizava o seu próprio talento. Contudo, após ingressar na Universidade de Berkeley, apercebe-se da extensão, e dos riscos, do seu dom tão singular. A Califórnia dos anos 1970, revela-se um jogo sedutor, desvelando a Milo o encanto da ambição, mas também da indulgência. A investigação que lá inicia elevá-lo-á à categoria de lenda; a mulher que lá conhece (assim como o seu arquirrival) atormentá-lo-á para o resto da vida. De facto, a verdade é que o brilhantismo de Milo se encontra finamente entrançado com um desejo obscuro que em breve ameaçará o seu trabalho, a sua família e até a sua própria vida.

O Homem que Duvidava narra o percurso de uma família, revelando que a ambição caminha de mãos dadas com a destrutividade, a obsessão namora com o tormento e o amor encanta-se com a dor.
O Homem que Duvidava é uma obra da chancela Minotauro, do Grupo Almedina, e encontra-se nas livrarias pelo pvp de 22.90€.

Críticas
«Esta é uma ficção grandiosa, séria e completamente envolvente, rara nos dias de hoje.», in The Guardian Books
«Um escritor brilhante que se superou a si mesmo.», in BBC
«Uma pérola!», in People (livro do mês)
«551 páginas de felicidade… devastadoras e maravilhosas… deslumbrantes! Acabamos a leitura com o desejo de repensar as nossas escolhas e relacionamentos. É raro um livro conseguir fazê-lo e é raro encontrar alegria nessa leitura.», in Esquire
«Um romance maravilhosamente bem escrito.», in The New York Times Book Review, Editor's Choice
«Brilhante.», in The Guardian
«Uma obra-prima.», in The Daily Mail (UK)

Sobre o autor
Ethan Canin nasceu em Ann Arbor, no Michigan. Talento precoce, chamou a atenção, logo na escola preparatória, de uma das professoras: a aclamada autora Danielle Steel.
O Homem que Duvidava é o seu livro mais recente, uma obra aclamada pela crítica, revelando-se um dos mais maduros autores americanos da sua geração.




Novidades Gradiva de abril

Título: Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo
Autor: Anselmo Borges
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 489
N.º de Páginas: 440 
PVP: € 15,50

Desde que foi escolhido para liderar os destinos da Igreja, o Papa Francisco não tem deixado de surpreender. Pela forma como enfrenta os desafios. Pelos próprios desafios que lança. Nestes textos, o autor também desafia o leitora perceber melhor o homem que o Papa é, as ideias que defende, os perigos e as dificuldades que enfrenta (dentro e fora da Igreja), as
mudanças que pretende fazer. Sem rodeios. Com inteligência.

«Com este livro o autor volta a falar sem temor.» Lídia Jorge, Escritora



Título: Só Uma Noite, Markovitch
Autor: Ayelet Gundar‑Goshen
Coleção: «Gradiva», n.º 165
N.º de Páginas: 392
PVP: € 17,00
Uma estrela da novíssima ficção israelita. Uma grande obra literária.

De Israel segue para a Europa um barco com vinte homens. Aguardam‑nos vinte mulheres.

O casamento que celebram é um estratagema para permitir que elas fujam e emigrem para Israel. O combinado é que, à chegada, o casamento seja anulado. Mas Bela Zeigerman é uma mulher belíssima e Yaakov Markovitch não lhe dá o divórcio... São anos de uma ligação não consumada, anos de episódios que agarrarão os leitores. A libertação tem um preço: «Só uma noite, Markovitch»...

Um grande, grande romance, inspirado em acontecimentos reais inscritos na História dramática de Israel.


Título: Rotas Circulares
Um olhar poético sobre o mundo
Autor: Jorge Arrimar
Coleção: «Cantares de Amigos», n.º 5
N.º de Páginas: 128 
PVP: € 15,00

«O que se fundamenta como cerne nestes fragmentos poéticos é exatamente o amor: amor a uma cidade da qual o poeta partiu com uma cumplicidade fortemente estabelecida, amor aos instantes fugazes que continuam vivos e vividos nas rotas circulares, amor às pessoas, conhecidas e desconhecidas, mas que constituem todas o rosto da sua memória.» Yao Feng, in Prefácio


Luis Sepúlveda regressa ao romance com "O Fim da História"

Título: O Fim da História
Autor: Luis Sepúlveda
Tradutor: Helena Pitta
Págs.: 176
PVP: 14,40 €

Oito anos depois de A Sombra do que Fomos, Luis Sepúlveda regressa ao romance com O Fim da História, que a Porto Editora publica a 4 de maio. A 10 e 11 de junho, o escritor passará por Lisboa para se reencontrar com os leitores na Feira do Livro.
Neste novo livro, Sepúlveda oscila entre a atualidade e os anos tensos do Comunismo Soviético, procurando desmascarar os perpetradores de crimes contra a Humanidade durante a ditadura chilena de Pinochet, e denunciar a tortura do regime e a luta armada que se seguiu à morte de Salvador Allende.
Recuperando o protagonista de Nome de Toureiro (Porto Editora), apresenta-nos ainda uma história de resistência, amor e perseverança deste ex-guerrilheiro, Juan Belmonte, e de Verónica, a sua companheira.

Sinopse:
Juan Belmonte, protagonista que já conhecemos em Nome de Toureiro, vive com a sua companheira, Verónica, no extremo sul do Chile. Ambos tentam escapar à sombra do que foram: ele, um guerrilheiro feito de muitas lutas por todo o continente americano; ela, uma dos milhares de vítimas torturadas na infame Villa Grimaldi, durante a ditadura de Pinochet.
Agora, uma voz do passado faz soar um alarme que é também uma chantagem. Um grupo de mercenários acaba de partir para Santiago a fim de resgatar Miguel Krassnoff, o mais cruel dos criminosos da ditadura do país que o acolheu e, simultaneamente, herdeiro do último comandante dos Cossacos – timoneiro ideal para a criação de um estado Cossaco independente dentro da Rússia. Belmonte terá de sabotar a missão deste comando, mas também ele tem uma palavra a dizer quanto ao destino reservado a Krassnoff, o único que torturava de cara descoberta…

Sobre o autor:
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949.
Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas Mundo do Fim do Mundo, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores.
Em 2016 foi galardoado com o Prémio Eduardo Lourenço.


Faltam 7 dias


sexta-feira, 21 de abril de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Faltam 11 dias


Apresentação do livro "Hoje Estarás Comigo no Paraíso", de Bruno Vieira Amaral no Porto



Lançamento de O Deslumbre de Cecilia Fluss, dia 3 de Maio, na Menina e Moça Livraria-Bar, 18h30


Lit. Infantil: Vem daí conhecer o Rei Fixolas!

Título: O Rei Fixolas e o Imperador Malvado
N.º de páginas: 224
PVP: 11,99 €

Com ilustrações divertidas e com um texto muito criativo, O Rei Fixolas e o Imperador Malvado é o primeiro título de uma série supercómica escrita por Andy Riley, autor já premiado com um Emmy e um BAFTA (Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão). Um livro que vai viciar as crianças na leitura.
O Olavo não é um rapaz normal.
Ele é rei, tem um trono, a sua própria armadura e vive num castelo com passagens secretas e tudo. Gosta de agradar os habitantes do seu reino, distribuindo guloseimas e chocolates grátis… E isso é tããããão fixe!
Mas nem tudo é perfeito na vida do nosso rei, pois na terra vizinha vive o homem mais terrivelmente malvado do universo. É claro que isto vai resultar numa aventura emocionante, cheia de ação, chocolates e crocodilos loucos!
Estás pronto para conhecer o Rei Fixolas?

Elogios
«Inclui as aventuras mirabolantes de um rei altamente e de um imperador malvado com um riso muito parvo! E as ilustrações são mesmo loucas!» -The Guardian
«Esplêndido, original e divertido.» - David Walliams
«Em duas palavras: TÃO BOM! » - Miranda Hart

Sobre o autor: 
Andy Riley escreveu muitas coisas divertidas para cinema e televisão, e até ganhou prémios por isso, como um BAFTA e um Emmy.
Para a televisão, Andy coescreveu os argumentos de Gangsta Granny, The Boy in the Dress e Robbie the Reindeer . Entre os filmes que escreveu estão Gnomeu & Julieta e The Pirates! In an Adventure with Scientists.
Andy adora chapéus de cowboy e consegue fazer um brilhante FUU HUU HUU.
Mais sobre o autor em: misterandyriley.com


quinta-feira, 20 de abril de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Escrito na Água - Paula Hawkins [Opinião]

Título: Escrito na Água
Autor: Paula Hawkins 
1ª Edição: maio de 2017
N.º de Páginas: 384
Lançamento Mundial: 2 de Maio

«Um dos livros mais aguardados de 2017.» Revista TIME

CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS.
NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.

Nel vivia obcecada com as mortes no rio.

O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta.

Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas?

Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.

Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade.

A minha opinião: 
Depois do sucesso de A Rapariga no Comboio aguardava com grande expectativa o novo livro de Paula Hawkins. 

Escrito na Água chega às livrarias a 2 de maio, mas o blogue foi um dos privilegiados e recebeu a ARC - Leitura de Avanço bem mais cedo. Obrigada Topseller pela preferência e pelo gesto. 

Muito diferente do livro anterior devido ao misticismo envolto na vítima principal, mas semelhante quando à dose de mistério, Escrito na Água acompanhou-me durante alguns dias e preencheu-me as horas. 

Tal como o anterior, este livro está muito bem escrito, com cenas de suspense de cortar a respiração, com descrição das personagens até ao seu âmago. É isso que aprecio numa leitura. Sentir que a personagem é familiar, sentir como ela sente naquele momento. Nisso Hawkins é exímia. 

Todas as personagens, sem excepção, são demasiado problemáticas, com segredos do passado que nos levam, por vezes, a exasperarmo-nos com algumas atitudes que tomam. No entanto, à medida que a história desenrola, vamos percebendo o porquê de determinadas reacções.

"Algumas das relações mais perfeitas que tive não duraram mais do que uma semana, outras, vários anos. Não é a duração que interessa, na verdade. Apenas a qualidade."

A história é passada num local inóspito, sombrio. Um meio pequeno que se envolve com as mortes misteriosas de mulheres... na água. 

Os habitantes, com características peculiares, são todos próximos uns dos outros, todos se conhecem. Tanto pelas suas virtudes como pelos seus defeitos. E, depois, é criada uma ideia de determinada pessoa que poderá não ser a mais correta... 

No centro de tudo está Nel, uma mulher muito popular na sua juventude. Como revivi os tempos em que também andei no liceu, onde havia os miúdos populares e aqueles que eram postos de parte ou "gozados" por serem diferentes... A juventude pode, por vezes, ser tão cruel!

E é dessa juventude de Nel que muitos desentendidos surgem. Será que o tempo vai trazer o perdão que tanto necessita? 

Mas não é só de perdão que trata o livro. O suicídio é que aqui explanado da melhor forma possível, assim como a violência doméstica, a homossexualidade, o machismo, até ao conhecimento do eu. 

Lena é uma personagem forte, que está em pleno crescimento enquanto mulher capaz de tomar as suas decisões, mas de quem gostei mais foi de Jules ou Júlia. Uma personagem marcada pela vida, com pouca auto-estima, mas que vai mostrar a força que guarda consigo. 

O final não é surpreendente porque descobri o assassino no primeiro momento, mas a forma como está escrito é excelente. 

Gostei. 





Faltam 12 dias