quarta-feira, 28 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

«Inferno» de Dan Brown adaptado ao cinema por Ron Howard

A 13 de outubro, «Inferno» chega às salas de cinema portuguesas. Depois do enorme sucesso com a adaptação dos livros «O Código da Vinci» e «Anjos e Demónios», de Dan Brown, Ron Howard promete aproximadamente duas horas de emoções e reviravoltas.
Contando mais uma vez com Tom Hanks como Robert Langdon, «Inferno» é o resultado de uma enorme mistura de intriga e momentos emocionantes. Lançado em julho de 2013, o livro inicia-se com Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, que acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Ao virar de cada página, o protagonista apercebe-se que está envolvido numa luta contra o tempo para salvar o mundo de uma ameaça terrível.
«Inferno», que esteve no primeiro lugar de vendas nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, já vendeu mais de 6 milhões de cópias em todo o mundo.
«O Inferno está repleto de truques (…) O senhor Brown acaba não só por nos deixar um trilho de migalhas acerca de Dante (afinal de contas, isto é o Inferno), mas também por brincar com os conceitos de tempo, género, identidade, célebres atrações turísticas e medicina futurista.(...) A grande ênfase está na prodigiosa pesquisa e na paixão por factoides que enformam as histórias do senhor Brown, a facilidade com que os põe em ação, os truques engenhosos e os grandes clímaces.» - The New York Times
«O mais próximo que um livro pode ser de um filme de verão estrondoso.» - USA Today
«Rápido, inteligente, bem informado. Dan Brown é o mestre do thriller intelectual.» - The Wall Street Journal
«Dan Brown no seu melhor.» - The Washington Post
«Puro divertimento, mensagens codificadas, história da arte, ciência e uma catástrofe iminente.» - Daily News

Sinopse:
«Procura e encontrarás.»
É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.

Sobre o autor:
Dan Brown nasceu em 1964 nos Estados Unidos. É autor de vários best-sellers, incluindo O Código Da Vinci, que se tornou um dos livros mais vendidos de todos os tempos. Logo no primeiro dia vendeu mais de seis mil cópias. Chegou a Portugal em 2004 e em poucos meses atingiu as onze edições. O sucesso do livro foi de tal ordem que foi adaptado ao cinema, tal como o romance que escreveu em 2000: Anjos e Demónios.
Os livros de Brown estão publicados em 52 línguas e já vendeu mais de 200 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 2005 foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista TIME.
Filho de um professor de matemática e de uma intérprete de música sacra, Dan Brown estudou numa escola onde desenvolveu um fascínio paradoxal entre ciência e religião. Temas estes que são a base para os seus livros. É graduado pelo Amherst College e pela Phillips Exeter Academy. Entre todos os seus feitos, está o de conseguir colocar simultaneamente os seus quatro primeiros livros na lista de mais vendidos do The New York Times.
http://www.danbrown.com/

A Livros do Brasil publica amanhã Batalha Incerta, de John Steinbeck

Título: Batalha Incerta
Autor: John Steinbeck
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
N.º de Páginas: 328
PVP: 16,60 €
Coleção: Dois Mundos

A Livros do Brasil publica a 29 de setembro Batalha Incerta, de John Steinbeck, um romance empolgante que é ao mesmo tempo um olhar sobre a agitação social e política e a história de um jovem que procura definir a sua identidade. Batalha Incerta foi um dos primeiros títulos escritos por John Steinbeck – lançado em 1936 – e desde logo revelador de alguns dos temas que mais marcariam a sua obra: o comportamento de grupo, a luta de classes, a injustiça social e a falta de solidariedade entre os homens.

Sinopse:
Nos campos de Torgas Valley, na Califórnia, os apanhadores de maçãs estão decididos a pôr fim às práticas gananciosas impostas pelo pequeno grupo de proprietários rurais e a greve é declarada.
No meio da insurreição, Jim Nolan, rapaz solitário desesperado por dar um sentido à sua existência, rapidamente se vê à frente das operações. Mas à medida que a luta cresce, a violência impõe-se de um modo implacável e a defesa pelo reconhecimento dos direitos fundamentais dos trabalhadores transforma-se num fanatismo cego, que ameaça esmagar a vida daqueles que se entregaram ao seu serviço.

Sobre o autor:
John Steinbeck nasceu em Salinas, na Califórnia, em 1902, numa família de parcos haveres. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford, sem concluir nenhuma licenciatura. Em 1925 foi para Nova Iorque, onde tentou uma carreira de escritor, cedo regressando à Califórnia sem ter obtido qualquer sucesso.
Alcançou o seu primeiro êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco (Tortilla Flat na edição original), confirmado depois, em 1937, com a novela Ratos e Homens. Em 1939, publicaria aquela que, por muitos, é considerada a sua obra-prima, As Vinhas da Ira. Entre os seus livros, destacam-se ainda os romances A Leste do Paraíso e O Inverno do Nosso Descontentamento, bem como Viagens com o Charley, em que relata uma viagem de três meses por quarenta Estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968.

Porto Editora: "Como Vento Selvagem" marca o regresso de Sveva Casati Modignani


Título: Como vento selvagem
Autor: Sveva Casati Modignani
Tradução: Regina Valente
Págs.: 376
Capa: mole com badanas
PVP: 17,50 €

A Porto Editora publica, no próximo dia 4 de outubro,
Como Vento Selvagem, romance de Sveva Casati Modignani até agora inédito em Portugal.
Numa história tão romântica quanto dolorosa, a grande signora da narrativa italiana transporta os leitores através da Itália dos anos 90, do charme dos circuitos de Fórmula Um ao submundo da máfia.
Após um acidente na pista de Monza, o carismático campeão Mistral Vernati luta pela sobrevivência no hospital. No estilo inconfundível daquela que é uma das autoras de maior sucesso em Portugal, a soberba intriga criada por
Sveva Casati Modignani dá vida a personagens inesquecíveis, com motivações diversas e nem sempre confessáveis, que irão culminar na descoberta da verdadeira história de Mistral.
Com obras como Baunilha e Chocolate, Um Dia Naquele Inverno, A Família Sogliano ou ainda o mais recente A Vinha do Anjo, Sveva é um caso ímpar de popularidade e fidelidade entre os leitores portugueses.
Como Vento Selvagem é o seu décimo quinto título publicado pela Porto Editora.

Sinopse: 
Mistral Vernati, o grande campeão de Fórmula Um, está em coma no hospital, depois de um terrível acidente na pista de Monza. Enquanto Mistral luta pela vida, uma pequena multidão de personagens move-se à sua volta, com motivações diversas e nem sempre confessáveis. Maria, a companheira, o seu primeiro e único amor; a mãe, que nunca conseguiu compreender as suas opções de vida, mas para quem ele era a sua razão de viver; Chantal, a mulher que nunca o libertou de um casamento falhado, e que mesmo naquele momento dramático só pensa em arruiná-lo; os filhos,
Manuel e Fiamma. Entre recordações e segredos, descobriremos a verdadeira história de Mistral e Maria.

Sobre a autora:
Reconhecida como a grande signora do bestseller italiano, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia, O Esplendor da Vida, A Siciliana, Mister Gregory, A Viela da Duquesa, Um Dia Naquele Inverno, O Barão, A Família Sogliano, 6 de abril ’96 e A Vinha do Anjo. A sua obra autobiográfica, O Diabo e a Gemada também já se encontra publicada no catálogo da Porto Editora.


Viagem ao Café Gelo, numa Lisboa dos anos 40

Título: Conversas do Café Gelo
Autor: Victor Sousa Lopes
N.º de Páginas: 304 páginas a cores
PVP: 17,00 €
Género: Não Ficção/História
Nas livrarias a 4 de Outubro
Guerra e Paz Editores

Sinopse
Enquanto o mundo vivia um dos maiores conflitos de sempre – a II Guerra Mundial –, Lisboa celebrava o duplo centenário da Independência (1140) e da Restauração (1640), e o povo agradecia a Salazar por manter Portugal em aparente neutralidade. Nesta viagem aos anos 40 do século XX, encontramos uma década de grandes acontecimentos e muitos contrastes, narrados em jeito de crónica, na perspectiva de um contemporâneo da época, o narrador ficcionado Alberto Matias, que o autor conheceu no emblemático Café Gelo. Dos refugiados acolhidos no nosso país aos espiões infiltrados na capital, passando pela consagração de Egas Moniz com o Nobel da Medicina, ou os filmes, peças de teatro e músicas que marcaram uma geração, são passados em revista os momentos que marcaram a política, as artes, o desporto ou a economia, incluindo os menos conhecidos, sobretudo pelos mais novos.

Sobre o autor:
Victor Sousa Lopes. Nascido em Lisboa, em 1949, cursou o ensino industrial. Embora se tenha aplicado ao exercício das ciências tecnológicas, o estudo e divulgação de temas de história da arte e de azulejaria é o seu grande objectivo. Publicou pela primeira vez em 1983, embora localize a sua estreia literária em 2001, com o livro Testemunho nas Paredes: Ensaios de Azulejaria. Além de colaboração dispersa por jornais e revistas, é autor de mais de 30 títulos, entre eles Os Dias do “Barracuda”: A última das “armas secretas” classe Albacora da Marinha Portuguesa, lançado em Novembro de 2012, encontrando-se em fase de conclusão o livro 1942 – O Ano que Abalou Lisboa: À Espera do Invasor – Uma História por Contar.


terça-feira, 27 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Comemorações dos 20 anos de livros de Valter Hugo Mãe

Para celebrar os 20 anos de livros de Valter Hugo Mãe, a Porto Editora preparou dois grandes eventos, no Porto e em Lisboa. As iniciativas, que duram todo o dia, contam com o apoio da Câmara Municipal do Porto, que quis associar-se à efeméride. No próximo domingo, 2 de outubro, a Casa da Música, no Porto, recebe o primeiro evento, que conta com a participação de artistas como Teresa Salgueiro, Ana Deus ou Adolfo Luxúria Canibal, para além de diversos académicos de diferentes proveniências e de momentos dedicados às crianças. A 8 de outubro, sábado, no Teatro S. Luiz, em Lisboa, acontece um evento de contornos semelhantes, mas que conta com nomes como Márcia, Ana Bacalhau ou Pedro Lamares. Em ambas as iniciativas vão ser apresentados o novo romance do escritor, Homens imprudentemente poéticos, e ainda um volume de textos académicos dedicados à obra do escritor, de autores de vários países. Os bilhetes (gratuitos) já disponíveis para levantamento na Casa da Música e no Teatro S. Luiz.

Desde 1996, Valter Hugo Mãe ofereceu aos leitores cerca de uma dezena de livros de poesia, quatro obras para crianças, um livro de contos e sete romances. O percurso deste autor, que em 2016 ano liderou as listas de vendas na Islândia, que, entre outros países, se vê prestigiado em França ou Croácia e aclamado no Brasil, faz dele um dos nomes imprescindíveis da literatura portuguesa contemporânea. Não espanta, portanto, que as mais recentes edições dos seus livros (Porto Editora) estejam entusiasticamente prefaciadas por figuras como Ferreira Gullar (o nosso reino, 7.ª ed.), José Saramago (o remorso de baltazar serapião, 10.ª ed.), Adonis (o apocalipse dos trabalhadores, 9.ª ed.), Caetano Veloso (a máquina de fazer espanhóis, 19.ª ed.), Alberto Manguel (O filho de mil homens, 12.ª ed.) ou Mia Couto (Contos de cãs e maus lobos, 3.ª ed.).


Guerra e Paz publica romance inédito em Fevereiro: Humberto Delgado

«Elsa – Romance de Costumes Políticos Portugueses» chega às livrarias a 13 de Fevereiro de 2017, no mesmo dia em que se completam 52 anos do assassinato pela PIDE do seu autor, o General Sem Medo, Humberto Delgado. Trata-se de um romance inédito, de cariz marcadamente autobiográfico, escrito no exílio, há mais de 50 anos e, até agora, depositado no processo de Humberto Delgado no Arquivo Histórico da Força Aérea. São 185 páginas dactilografadas em papel A4 que, segundo o seu neto e biógrafo Frederico Delgado Rosa, terão sido escritas entre 1959 e 1963, período em que Humberto Delgado viveu exilado, no Rio de Janeiro, depois de ter sido candidato da oposição nas eleições presidenciais de 1958.

A redescoberta deste romance perdido de Humberto Delgado aconteceu durante os trabalhos preparatórios da exposição “General da Liberdade e Escritor”, patrocinada pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

Ilídio Vasco
Os herdeiros do General Sem Medo, em conjugação com a Sociedade Portuguesa de Autores, entenderam que a Guerra e Paz Editores deveria ser a editora responsável pela publicação. «Elsa» narra a relação entre um militar, Armando Dias, e a protagonista, que dá o nome ao romance, uma jovem cinéfila e intelectualmente curiosa, apesar da sua origem humilde, filha ilegítima de uma criada. O romance mergulha os leitores num quadro de surda revolta social, de que as perseguições e as torturas da PIDE fazem parte integrante e sufocante.

São estas as primeiras palavras do romance de Humberto Delgado: «Já para a cozinha! Estúpida! Apontando a porta, insulta a jovem que ri, despreocupadamente, sentada no sofá. Ao increpá-la, tremem-lhe as adiposas curvas de matrona. De olhos parados, Elsa hesita em aceitar o vexame sem reacção.»


Teolinda Gersão regressa com um livro de contos, Prantos, amores e outros desvarios, a 6 de outubro.

Título: Prantos, amores e outros desvarios
Autor: Teolinda Gersão
Págs.: 140
PVP: 14,40 €

Um ano depois de receber, por unanimidade do júri, o Prémio Fernando Namora pelo romance Passagens, Teolinda Gersão regressa com um novo livro, desta vez de contos, Prantos, amores e outros desvarios, que a Porto Editora publica a 6 de outubro.
Autora de grande versatilidade, os seus livros de contos têm vindo a ser distinguidos em Portugal e no estrangeiro. Em Prantos, amores e outros desvarios encontramos histórias de paixões, angústias, desgostos e loucura – “O que Teolinda faz é escrever a vida”, escreveu no Jornal de Letras, Artes e Ideias Maria Alzira Seixo. Pelos seus livros de contos, Teolinda Gersão foi já premiada com o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, Prémio de Literatura Fundação Inês de Castro e Prémio Máxima de Literatura.
A sessão de lançamento deste livro está marcada para dia 18 de outubro, às 18:30, na FNAC Chiado.

Sobre o livro:
A morte de um homem amado; o pranto de uma mulher que falha uma promessa e se julga castigada; uma mãe, uma filha e o cheiro venenoso das acácias; uma mulher que se extravia dentro dos seus sonhos; aquele elevador com alguém preso lá dentro; o futebol, implacável jogo bravo; setenta e cinco rosas cor de salmão, seguras por um laço de seda e embrulhadas em papel de prata; solidariedade machista, conselhos de um velho a um rapaz; uma água-marinha que traz uma mensagem; não cobiçar as coisas alheias; uma teia de enredos, e a Alice que caiu num buraco do qual dificilmente conseguirá sair.
Catorze contos extraordinários, de uma das autoras mais consagradas e inquietantes da literatura atual, que nunca deixa de nos surpreender com a acutilância e profundidade da sua escrita.

Sobre a autora:
Teolinda Gersão estudou nas universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, foi leitora de português na Universidade Técnica de Berlim e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada. A partir de 1995 passou a dedicar-se exclusivamente à escrita literária. Viveu três anos na Alemanha, dois anos em São Paulo, Brasil, e conheceu Moçambique, onde se passa o romance A árvore das palavras (1997). É autora de 14 livros de ficção, traduzidos em 11 línguas.
Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios: por duas vezes o Prémio de Ficção do PEN Clube (O silêncio, 1981, e O cavalo de sol, 1989), o Grande Prémio de Romance e Novela da APE (A casa da cabeça de cavalo, 1995), o Prémio Fernando Namora (Os teclados, 1999), o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (Histórias de ver e andar, 2002), o Prémio Máxima de Literatura (A mulher que prendeu a chuva e outras histórias, 2008), o Prémio da Fundação Inês de Castro (2008), o Prémio Ciranda e o Prémio da Fundação António Quadros (A Cidade de Ulisses, 2011). Alguns dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, Alemanha e Roménia. Foi escritora residente na Universidade de Berkeley em 2004.
Página pessoal: www.teolinda-gersao.com
Página no Facebook: www.facebook.com/teolindagersao

Imprensa:
Uma das nossas melhores contistas, uma das nossas melhores romancistas. Miguel Real, Jornal de Letras, Artes e Ideias
No fim de cada um destes contos descobriremos que a vida, a nossa própria vida, não estava exatamente no lugar que pensávamos. (…) Teolinda sobe as escadas do banal quotidiano para alcançar a câmara escura do ser. Inês Pedrosa sobre Histórias de ver e andar
O que Teolinda faz é escrever a vida. Maria Alzira Seixo, Jornal de Letras, Artes e Ideias sobre A Cidade de Ulisses


domingo, 25 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Passatempo A Espia - Paulo Coelho

O Marcador de Livros, em conjunto com a Pergaminho tem para oferecer, em passatempo, um exemplar de A Espia de Paulo Coelho.
A juntar à oferta do livro, pequenos blocos de apontamentos com a capa do livro.

Para aguçar ainda mais o apetite deixo a minha opinião sobre o livro aqui

quinta-feira, 22 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidade Esfera dos Livros: O Comboio do Luxemburgo

Numa altura em que imagens de refugiados, em barcos, em campos, em fuga, em desespero, nos chegam diariamente a casa, pelos ecrãs da televisão e do computador, as historiadoras Irene Flunser Pimentel e Margarida de Magalhães Ramalho lembram um episódio, praticamente desconhecido, com refugiados judeus, que Portugal não salvou em 1940. Uma história impressionante de 293 passageiros, vindos do Luxemburgo, retidos por mais de uma semana na fronteira de Vilar Formoso e a quem foi negada a entrada em Portugal.

O que aconteceu a estas pessoas? Porque foram impedidos de entrar quando as negociações nesse sentido estavam praticamente concluídas?

As autoras analisaram documentos inéditos, entrevistaram sobreviventes e familiares e explicam-nos as razões deste acontecimento que deita por terra a ideia de Portugal, na figura do seu chefe de Governo, António de Oliveira Salazar, acolhia todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial.


À venda a 23 de Setembro

Sobre as autoras:

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Irene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Unive rsidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), tendo coordenado, até Junho de 2012, o projecto, financiado pela FCT, «Justiça Política na Transição para a democracia em Portugal (1974-2008)». Em 2007, recebeu o Prémio Pessoa, atribuído pelo Expresso e pela Unysis. Neste momento está a realizar um projecto de Pós-Doutoramento, aprovado pela FCT, intitulado «O processo de justiça política relativamente à PIDE/DGS, na transição para a democracia em Portugal». É autora e co-autora de diversos livros, entre os quais se contam:

- Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (Esfera dos Livros, 2006)
- Mocidade Portuguesa Feminina (Esfera dos Livros, 2007)
- Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política (Esfera dos Livros, 2007), em co-autoria com João Madeira e Luís Farinha;
- Biografia de um Inspector da PIDE (Esfera dos Livros, 2008)
- Cardeal Cerejeira. O Príncipe da Igreja, (Esfera dos Livros, 2010).
- Espiões em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial (Esfera dos Livros, 2013)


Margarida de Magalhães RamaloMargarida de Magalhães Ramalho nasceu em Lisboa em 1954. Licenciada em História, variante História da Arte pela Universidade de Lisboa, é investigadora do Instituto de História Contemporânea. Começou a sua actividade de investigadora, em 1986 com a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, em Cascais Responsável pelas escavações arqueológicas aí realizadas, entre 1987 e 2005, com alguns estudos publicados nesta matéria foi também a autora da adaptação museológica desta estrutura militar em 2014. Desde 2000 que a sua área de investigação se centrou nas questões relativas aos refugiados em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, desenvolvendo desde essa altura diversos projectos de investigação relacionados com esta temática. Foi comissária científica do futuro museu Vilar Formoso, Fronteira da Paz, Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes, a inaugurar em 2017; da exposição Portugal, the Last Hope, Center for Jewish History, Nova Iorque, 2016; da exposição A Última Fronteira – Lisboa em Tempo de Guerra, Torreão Poente do Terreiro do Paço, 2013, e do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, 2008. Publicou, entre muitos outros títulos, Vilar Formoso – Fronteira da Paz, Câmara Municipal de Almeida (2014) e Lisboa, uma cidade em tempo de Guerra, Imprensa Nacional-Casa da Moeda (2012).





Vaticanum, o novo romance de José Rodrigues dos Santos vai ser lançado a 6 de outubro

Título: Vaticanum
Autor:
José Rodrigues dos Santos
Coleção: Obras de José Rodrigues dos Santos
N.º de Páginas: 608
PVP: €22,00

José Rodrigues dos Santos lança a 6 de Outubro o seu novo romance intitulado Vaticanum.

A apresentação está marcada para sábado, 8 de Outubro pelas 17h00, na Sociedade de Geografia, na Rua das Portas de Santo Antão, n.º 100, em Lisboa.
O novo romance do autor será apresentado por João Paulo Batalha, director executivo da Associação Cívica Transparência e Integridade e a sessão contará com a actuação de um coro infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa e com uma representação teatral pelo grupo de Tomar Fatias de Cá.

Baseado em acontecimentos verídicos sobre corrupção na Santa Sé, Vaticanum conta-nos a história do rapto do papa.

Vaticanum é o décimo sexto romance de José Rodrigues dos Santos, autor da Gradiva que já vendeu mais de três milhões de exemplares em todo o mundo e está publicado em mais de vinte línguas. Tal como em Portugal, o autor tem alcançado primeiros lugares dos tops de vendas em diversos países, nomeadamente em França.

José Rodrigues dos Santos é ainda o escritor preferido dos portugueses segundo estudos das Seleções do Reader’s Digest e do Prémio 5 Estrelas.


quarta-feira, 21 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Marcador de Livros no site do Jornal A Verdade

A partir de hoje, o Marcador de Livros vai colaborar com o jornal A Verdade, o primeiro jornal onde trabalhei, quase logo que terminei o curso de comunicação.
Para quem gosta de me seguir pode também ler as minhas opiniões de livros aqui
A minha primeira opinião foi sobre um livro de um escritor da terra que já tinha saído no blogue. Podem ver aqui

Sessão de lançamento do livro «José Fonseca e Costa, Um Angolano Sedutor»

Coleção Essencial – Livros RTP: As Naus, de António Lobo Antunes, prefaciado por Ricardo Araújo Pereira

Chega esta semana às livrarias portuguesas o sexto livro da “Coleção Essencial – Livros RTP”. Trata-se de As Naus, de António Lobo Antunes, com prefácio de Ricardo Araujo Pereira. O livro, como todos os desta coleção iniciada em abril, será comercializado em capa dura e pelo preço de 10 euros.

«E se, num livro publicado no ano em que passavam precisamente cinco séculos sobre a descoberta do caminho marítimo para a Índia, esses 500 anos coubessem num par de dias, e aí se misturassem astrolábios e nylon, escorbuto e heroína, ninfas e travestis, naus e aviões, o achamento do Brasil e o retorno de Angola?» (Ricardo Araújo Pereira, prefácio)

Sobre o livro:
Em imaginoso encontro de tempos e espaços, figuras diversas da História e da Literatura portuguesas (sobretudo dos séculos XVI e XVII), a par de um casal anónimo vindo da Guiné e de algumas figuras estrangeiras de renome, encontram-se em Lisboa na situação de retornados no pós-25 de Abril de 1974. Subvertendo as histórias individuais dessas diferentes personalidades – Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Francisco Xavier, Diogo Cão, Manuel de Sousa de Sepúlveda, Vasco da Gama, Fernão Mendes Pinto – conta-se das suas vidas em terras africanas, diferentes das que a História consagrou como tendo sido o seu percurso, e de como na sua maior parte se ocupam, após o regresso à metrópole, de actividades menos dignificantes que vão do proxenetismo de Francisco Xavier e Fernão Mendes Pinto à exploração de boîtes e bares manhosos por Manoel de Sousa de Sepúlveda e à batota no jogo da sueca de Vasco da Gama.

Projectando nos vultos históricos de navegadores, escritores, heróis e missionários a inditosa aventura de retorno dos colonos no pós-25 de Abril de 1974, multiplicando neles as marcas do descalabro e da irrisão (físicas e morais), recorrendo a efeitos de burlesco, de sátira e de rebaixamento carnavalescos, inverte António Lobo Antunes o assaz mitificado e glorioso sentido dos descobrimentos portugueses, reescrevendo assim «Os Lusíadas» em modo paródico.

Sobre o autor:
António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1942. Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria. Exerceu, durante vários anos, a profissão de médico psiquiatra. Em 1970 foi mobilizado para o serviço militar. Embarcou para Angola no ano seguinte, tendo regressado em 1973. Em 1979 publicou os seus primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; imediatamente o transformaram num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional. Todo o seu trabalho literário tem sido, ao longo dos anos, objecto dos mais diversos estudos, académicos ou não, e dos mais importantes prémios, nacionais e internacionais. A sua obra encontra-se traduzida em inúmeros países.





Sobre a Coleção

A “Coleção Essencial - Livros RTP” é um projeto cultural concebido pela RTP em parceria com a LeYa e que consiste na publicação de um conjunto de obras de ficção de autores de língua portuguesa e de outras línguas. O objetivo desta iniciativa é a promoção do gosto pela leitura através da descoberta (ou redescoberta) de alguns dos autores mais relevantes do século XX, colocando à disposição do público, por um preço reduzido (10 euros) e ao ritmo de um título por mês, algumas das obras-primas da literatura contemporânea, com prefácios assinados por destacadas personalidades da cultura. A curadoria da coleção é de Zeferino Coelho, um dos mais considerados editores do mundo de língua portuguesa, editor da Caminho, integrada na LeYa.

Novidade Booksmile: Ops... Até As Princesas Dão Puns!

Título: Até as Princesas Dão Puns
N.º de Páginas: 32 
PVP: 11,99 €

A relação que se estabelece com as personagens é um dos fatores que incentivam as crianças à leitura. Estimuladas pela imaginação, é comum que elas se identifiquem e trabalhem as suas emoções quando leem uma história. Vibram, riem e soltam perguntas.

E este é, sem dúvida, um livro que vai gerar todos estes sentimentos (e colocar o olfato à prova, também). Porquê? Porque vamos falar de PRINCESAS e PUNS!!!!

Afinal, ninguém é perfeito. A Branca de Neve, a Pequena Sereia e a Cinderela dão, como nós, puns! Mas vão continuar sempre lindas, claro!
Ilan Brenman, psicólogo de formação e um dos mais conhecidos e acarinhados escritores brasileiros de literatura infantojuvenil, juntou-se à premiada ilustradora Ionit Zilberman, e assim nasceu Até as Princesas dão Puns, finalmente editado em Portugal. Um livro que conta a história do dia em que o pai de Laura pegou no livro secreto das princesas e contou à filha um segredo que ninguém sabia…

Um livro maravilhoso que vai fazer os mais novos, pais e educadores, rirem às gargalhadas. Palavra de Princesa!

Sobre os autores: 
Ilan Brenman psicólogo de formação, é um dos mais conhecidos e acarinhados escritores brasileiros de literatura infantojuvenil. Em 2011, com o livro O Alvo , recebeu o prémio brasileiro de Melhor Livro para Crianças, atribuído pela Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil. Já publicou mais de 70 livros, alguns dos quais encontramos traduzidos e publicados em países como a Polónia, China, Coreia, Espanha, México, França, Dinamarca, Suécia, Itália e, agora, em Portugal, pela Booksmile. Há mais de 20 anos que percorre o Brasil e o resto do mundo dando palestras sobre as mais diversas temáticas no âmbito da Educação e da Cultura. Em 2011, tornou-se colunista da revista Crescer. Em 2014 e 2015, estreou dois programas semanais na Rádio CBN, a mais prestigiada rádio do seu país, onde fala abertamente sobre Educação e Literatura.
Mais sobre o autor em: www.ilan.com.br

Ionit Zilberman nasceu na cidade de Tel Aviv, em Israel, e aos 6 anos mudou-se com os pais para São Paulo, Brasil. Formou-se em Artes Plásticas e durante muitos anos ilustrou algumas das principais revistas brasileiras. A partir de 2006, passou a dedicar-se apenas à ilustração de obras de literatura infantil, tendo publicado 42 livros no Brasil, alguns deles já publicados em países da Europa e da Ásia. Em 2014, ilustrou o livro A História Verdadeira do Sapo Luiz, escrito por Luiz Ruffato, obra que recebeu, em 2016, o Prémio Jabuti - o mais importante prémio literário brasileiro - na categoria de Melhor Livro Infantil.


terça-feira, 20 de setembro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Espia - Paulo Coelho [Opinião]

Título: A Espia
Autor:
Paulo Coelho
Género: Literatura / Romance
Adaptação: Ana Rita Silva
N.º de páginas: 184
PVP: € 15,50

Sinopse:
«Tudo o que sei é que o meu coração é hoje uma cidade-fantasma, povoado por paixões, entusiasmo, solidão, vergonha, orgulho, traição, tristeza. E não consigo desenvencilhar-me de nada disso, mesmo quando sinto pena de mim própria e choro em silêncio. Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim, mas, caso isso ocorra, que nunca me vejam como uma vítima, e sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava de pagar.»

A minha opinião: 
Livros que falem sobre História ou  sobre biografias chamam sempre a minha atenção, pelo que, quando soube que Paulo Coelho ia escrever um livro sobre Mata Hari fiquei logo com vontade de o ter nas mãos.

Felizmente, surgiu uma proposta irrecusável da Pergaminho, que me ofereceu um exemplar e um bloco de notas com a capa do livro, e comecei a lê-lo logo que chegou cá a casa. Posso dizer que numa hora e pouco devorei metade do livro. E a minha opinião não figurou logo no blogue porque o meu tempo ultimamente tem sido escasso.

Mas voltando ao livro...

Pouco sabia de Mata Hari, embora a sua personagem sempre me tivesse despertado interesse. Uma mulher forte, que aproveitou o seu físico e a sua inteligência para atrair os homens, com a finalidade de conseguir sobreviver num país que não era o seu, mas com o qual sempre tinha sonhado.

Vítima de violência doméstica por parte do seu marido, Margaretha Zelke, natural da Holanda, decide mudar de nome e de vida e parte para Paris como bailarina exótica. Lá conhece muita gente, sobretudo homens, fascinados pela sua performance.

Paulo Coelho baseia a maior parte do livro nas aventuras amorosas de Mata Hari, e acaba por "desprezar" a sua importância enquanto espia, se é que teve. No entanto, foi como espia que a holandesa acaba por ser condenada à morte, com a acusação de traição durante a I Guerra Mundial.

Em A Espia, o autor coloca Mata Hari na primeira pessoa, a defender-se das acusações que diz injustas, e a poucas horas de ser fuzilada. A Espia acaba por contar parte da sua vida e proclama inocência, ao mesmo tempo que está convencida de que, até ao último minuto, algum homem importante com quem foi para a cama, a vai salvar.

Repleto de frases feitas, mas que nos tocam ao longo da sua leitura, A Espia ajuda a conhecer um pouco mais de Mata Hari e da sua vida amorosa. Confesso que me soube a pouco e que gostava de ler um pouco mais sobre a Espia, de tal forma que este livro me agarrou.

Para aguçar ainda mais a curiosidade deixo alguns excertos do livro que muito me agradaram e que espelham um pouco o que aquela forte mulher terá sido e que terá passado.

"Como é que uma mulher que durante tantos anos conseguiu tudo o que queria pode ser condenada à morte por tão pouco."

"Sou uma mulher que nasceu na época errada e nada poderá corrigir isso. Não sei se o futuro se lembrará de mim, mas, caso isso ocorra, que nunca me vejam como uma vítima, e sim como alguém que deu passos com coragem e pagou sem medo o preço que precisava de pagar."

"O amor é um veneno. Uma vez apaixonada, deixa de ter controlo sobre a sua vida, já que o seu coração e a sua mente pertencem a outra pessoa. A sua existência fica ameaçada."

"Quando não sabemos aonde a nossa vida nos está a levar nunca estamos perdidos."