quarta-feira, 21 de junho de 2017

Dias de Abandono - Elena Ferrante [Opinião]

Título: Dias de Abandono
Autor: Elena Ferrante
N.º de Páginas: 194

Sinopse:
Depois de quinze anos de casamento, Olga é abandonada por Mario. Presa ao quotidiano estilhaçado com dois filhos, um cachorro e nenhum emprego, ela recusa-se a assumir o papel de "poverella" ("a pobre mulher abandonada").
Essa opção projeta-a num turbilhão de obsessões, angústia e ímpetos violentos, capazes de afastar Olga do facto de que as derrotas precisam ser assumidas para que a vida possa enfim seguir adiante. Assinado pela enigmática autora cuja verdadeira identidade é mantida em segredo, "Dias de abandono" colocou Elena Ferrante definitivamente no panteão dos maiores autores da literatura segundo público e crítica.

A minha opinião: 
Ebooks e livros de contos não são a minha paixão, mas de vez em quando, dá jeito ler um livro no telemóvel. Por alguma razão não tinha livro físico comigo e tinha alguns ebooks guardados no telemóvel e aproveitei para me estrear em Elena Ferrante.
Obviamente que não sendo o conto o meu género predilecto não posso avaliar Elena Ferrante apenas por este livro, caso contrário a minha vontade de querer lê-la tinha terminado aqui.
Olga, a protagonista deste livro vive uma vida simples, rotineira, ao lado de Mario, o seu marido e pai dos seus dois filhos. Até que num dia, os quinze anos de casamento termina porque Mario se apaixonou por uma mulher bem mais nova. 
A rejeição leva-a a uma espiral de auto-destruição que só termina quando os filhos começam a gabar em demasia a madrasta. 
De facto Olga viveu sempre para o casamento. Sem trabalho e a braços com o facto de ter de manter uma casa, os dois filhos e um cão, pertença do seu ex-marido, a mulher entra em paranóia e acaba por não saber muito bem que rumo dar à sua vida. 
Ao longo das 194 páginas, não criei qualquer empatia com as personagens. Olga é demasiado paranóica para o meu gosto. Uma mulher que nunca tomou qualquer decisão na vida e que, ao ser confrontada com este revés na sua vida, não sabe desenvencilhar-se. Mario é um homem fútil, que mantém uma relação quase que incestuosa com uma rapariga, mantendo essa relação clandestinamente, sem que Olga se aperceba. Os restantes são acessórios para a história.
Mais um conto que não me cativou, embora tenha ficado com curiosidade para ler a restante obra de Ferrante.  



 

Novidade Alma dos Livros: A Rapariga no Gelo de Robert Bryndza, um livro que vou querer ler

Título: A Rapariga no Gelo
Autor: Robert Bryndza
Título Original: The Girl On Ice
PVP: 17,45€
N.º de Páginas: 336
Data de publicação: 23 Junho

Sinopse:
Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.

A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima?


Um crime em alto mar no novo thriller de Ruth Ware

Título: A Mulher do Camarote 10 
Autor: Ruth Ware.

Se o nome lhe é familiar talvez isso se deva às muitas comparações a Agatha Christie ou então porque ainda tem presente o primeiro livro da autora publicado em Portugal, Numa Floresta Muito Escura. A autora está de volta às livrarias nacionais com A Mulher do Camarote 10, um thriller pleno de suspense e reviravoltas, à boa maneira da talentosa escritora britânica.

Tudo começa com um convite inesperado para uma viagem de sonho. Lo Blacklock, jornalista, recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.

Desesperada, denuncia o ocorrido aos responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

“Não aconteceu nada. Estamos todos seguros. Para de procurar.”


VOGAIS: Gestapo: O Mito e a Realidade da Polícia Secreta de Hitler

Uma visão lúcida e clara da mistura irracional de loucura com método, de dever com maldade, que a Gestapo praticava.» - The Telegraph

«O Professor Frank McDonough descobriu muita informação inovadora, que recolheu neste estudo lúcido e autorizado.» - The Times

«Um trabalho verdadeiramente esclarecedor sobre os métodos, motivações e histórias das pessoas que tentaram policiar o pensamento dos habitantes do Terceiro Reich.» - Independent

Frank McDonough é professor de História Internacional na Universidade John Moores em Liverpool, e o seu Twitter é um dos mais populares do mundo (com temática histórica) e pode ser encontrado em @FXMC1957.

Autor de vários livros sobre o Terceiro Reich, vê agora publicado em Portugal G​​estapo: O Mito e a Realidade da Polícia Secreta de Hitler (Vogais l 360 pp | 19,99€), uma investigação detalhada, rigorosa e atual sobre a polícia secreta de Hitler 

O objetivo central deste livro é explorar o impacto da Gestapo nos cidadãos alemães que viviam sob o regime de Hitler. Começa com uma explicação detalhada do modo como a Gestapo nasceu. Observa, em seguida, os antecedentes e métodos dos agentes da Gestapo, fornecendo alguma informação nova bastante surpreendente. Investiga depois as principais vítimas do terror nazi, com especial destaque para os dissidentes religiosos, os comunistas, os «marginais sociais» e os judeus. É nestes capítulos que as trágicas provações humanas das vítimas assumem o protagonismo. Sublinha-se de igual forma a extensão da ajuda fornecida à Gestapo pelo público, pela Polícia Criminal (Kripo), e pelas agências de assistência social. Segue-se um pormenorizado capítulo de conclusão que explica o destino dos agentes da Gestapo nos julgamentos do pós-guerra. No geral, este livro fornece uma contribuição muito importante para a compreensão do terror na sociedade nazi. -
​​Frank McDonough

A Gestapo tornou-se uma lenda. Descrita popularmente como uma espécie de Big Brother todo-poderoso do estado policial totalitário nazi, tinha como objetivo declarado a perseguição dos «inimigos do povo». Mas, de todas as histórias que se construíram à volta deste tão importante braço das SS, quais serão verdade?

Baseando-se numa investigação detalhada de documentos até hoje não publicados, Gestapo: O Mito e a Realidade da Polícia Secreta de Hitler(Vogais l 360 pp | 19,99€) debruça-se sobre as histórias fascinantes, vívidas e frequentemente perturbadoras de todos aqueles que na Alemanha se opuseram ao regime de Hitler. Conta também as narrativas dos seus vizinhos, amigos e familiares, que tantas vezes se viram apanhados na teia da Gestapo, como informadores ou mesmo trabalhando diretamente com a agência.

Ao questionar a versão oficial, expondo as limitações de pessoal que a Gestapo tinha, e que tornavam impossível vigiar a totalidade da população, ficamos finalmente a conhecer os métodos e as técnicas que a polícia política do regime usava de facto na sua insidiosa missão.

É ao investigar em grande pormenor casos da Gestapo que este livro oferece uma entrada original e provocante para a vida quotidiana na Alemanha nazi, e pinta um retrato gráfico de várias vítimas do terror nazi. - Frank McDonough

​A VOGAIS disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata aqui. ​






Sobre ​Frank McDonough 
Frank McDonough é professor de História Internacional na Universidade John Moores em Liverpool, cidade onde nasceu. Estudou História na Universidade de Oxford e obteve o seu doutoramento na Universidade de Lancaster.

É autor de vários livros sobre o Terceiro Reich, nos quais se incluem Hitler and the Rise of the Nazi Party (2012), The Holocaust (2008) ou Hitler and Nazi Germany (1999), assim como uma variedade de outros títulos sobre História e Política. É, ainda, presença frequente na rádio e televisão, em programas onde se discute o Terceiro Reich. Já colaborou com instituições como a National Geographic, o Discovery Channel, a BBC, o Channel 5 ou a Russia Today. Também já foi consultor da BBC no âmbito de programas dedicados à História. 






"Uma Autobiografia" de Rita Lee: abrangente, polémica, verdadeira. Com prefácio de Rui Reininho

Título: "Uma Autobiografia" 
Autor: Rita Lee
Abrangente, polémica, verdadeira – tudo o que uma autobiografia deve ser. Com prefácio de Rui Reininho.

"Narrativa impiedosa da autobiografia de Rita Lee pode ser ensinamento à classe artística. Antes de escreverem sobre si mesmos no papel de seres infalíveis, astros da MPB deveriam ler o livro da cantora. Rita Lee retirou o grampo da granada e a jogou no próprio pé. Ao cair, a bomba não só a desintegrou como lançou estilhaços a muitos que um dia estiveram a seu lado." Julio Maria, Estadão.

O livro da artista Rita Lee, publicado a 23 de junho pela Contraponto, é uma autobiografia exemplar, transparente e honesta. Um íntimo olhar sobre a vida de excessos e de grandes aventuras de uma das maiores estrelas do rock brasileiro, com mais de 55 milhões de discos vendidos.

"Uma Autobiografia" é um livro no qual, sem qualquer pudor, Rita Lee revela tudo sobre os backstages da sua vida. Esta é uma obra que põe o dedo na ferida por diversas vezes e conta tudo sem receio de reações. São histórias e histórias apresentadas de forma cronológica que vão traçando não só o retrato de uma vida como do próprio Brasil.

A infância e os primeiros passos na vida artística; a prisão em 1976; o encontro de almas comRoberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo aqui num testemunho sincero, íntimo e sem preconceitos, não fosse esta autobiografia toda ela escrita e concebida – até a própria capa – pela própria Rita Lee, a definitiva "rainha do rock" brasileiro, como a caracteriza Metrópoles, um dos maiores portais de notícias no Brasil.

Uma obra exemplar também para Portugal: mostra o que uma autobiografia deve ser e abre caminho, na Contraponto, a outros livros em que os protagonistas contam tudo. No Brasil, vendeu mais de 100 mil exemplares no primeiro mês e tem tido excelentes críticas por parte da imprensa.

Rita Lee Jones, capricorniana, é cantora, compositora, instrumentista, atriz, escritora e ativista pelos direitos dos animais. Rainha do rock brasileiro, alcançou a impressionante marca de 55 milhões de discos vendidos, tendo iniciado a sua carreira nos anos 1960, em São Paulo, onde nasceu. Atuou diversas vezes em Portugal: a primeira, em 1969, quando tocou no Teatro Villaret e terminou a noite a dançar na discoteca Ad Lib, em Lisboa; a última, em 2008, num espetáculo esgotado, no Coliseu dos Recreios. Em Portugal, os discos de Rita Lee têm sido editados desde os anos 70, entre os quais se destacam Refestança (1977), Mania de Você (1979), Lança Perfume (1980), Saúde (1981),Flagra (1982), Bombom (1983), Vírus do Amor (1985), Flerte Fatal (1987), Bossa'n'Roll (1991), Balacobaco (2003), entre outros.

Excertos do prefácio de Rui Reininho:
"Aqui se revela o apelo irresistível de entrar na dança de Rita Lee Jones num jogo imparável de palavras e obras que nos vem de meados do século passado. A artista, envolvendo-nos numa delicodoce e ácida teia que envolve romance, novela, mistério, ciúme & aventura mas sobretudo amor e roquenrou proporciona-nos uma inesperada crónica dos bons, maus e outros costumes da sociedade dos Estados Unidos do Brasil.

Esta menininha franzina mas duríssima de roer, essa forcinha vinda de um impulso maior que a doce mediocridade, a vulgar aceitação das regras, leva-nos pela mão pela calada e aos sopetões ao terrível mundo do modernidade eléctrica que alguns chamam e apelam rock`n`roll.

Miss Rita empoleirada então em palcos de onde cai, escorrega e patina como verdadeira campeã, vai brilhando com seu olhinho esperto nunca perdendo noção de si, modesta demais quanto ao seu talento, importância e influência; essa noção da sua limitação humana dá-lhe uma dimensão ainda mais fantástica.

Rita Lee, que tanto cantou, ainda nos encanta, com as suas memórias ora hilariantes ora assustadoras numa linguagem neológica em que inventa, por vezes com a colaboração de um fantasminha indesmentível, uma das assombrações que preencheram a sua louca vida louca: lúcida, luxuriante, latina, léxica... Linda."


José Eduardo Agualusa vence International Dublin Literary Award



José Eduardo Agualusa acaba de vencer o International DUBLIN Literary Award, anunciado hoje na capital irlandesa. O prémio distingue o escritor angolano e o seu romance Teoria Geral do Esquecimento – numa edição particularmente forte, em que a shortlist final incluía obras de Mia Couto, Orhan Pamuk, Viet Thanh Nguyen e Anne Enright.

O International DUBLIN Literary Award tem o valor de 100 mil euros, sendo o maior do género para uma obra de ficção publicada em Inglês. Desde 1996 já distinguiu autores como Orhan Pamuk, Javier Marías, Michel Houellebecq, Colm Tóibin, Colum McCann, Jim Crace ou David Maalouf e Herta Müller. Ao longo das suas 21 edições, esta é a nona vez que o vencedor é um livro traduzido, e a primeira que elege um livro originalmente escrito em português.

Os candidatos a este prémio são nomeados por bibliotecas públicas selecionadas em todo o mundo, tornando esta distinção única na sua cobertura e alcance. Este ano, bibliotecas da Áustria, Bélgica, Brasil, Croácia, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Irlanda, Polónia, Portugal, Rússia, Escócia, Suécia e Estados Unidos da América, participaram na selecção inicial, assim como na votação da s​hortlist de dez títulos, celebrando a excelência da literatura de hoje.

No caso de o livro vencedor ser uma tradução, o prémio monetário distingue o autor com 75 mil € e o seu tradutor com os restantes 25 mil €. O prémio é patrocinado pelo Dublin City Council e este ano a shortlist incluía livros de José Eduardo Agualusa (VENCEDOR/Angola), Mia Couto (Moçambique), Anne Enright (Irlanda), Kim Leine (Dinamarca/Noruega), Valeria Luiselli (México), Viet Thanh Nguyen (Vietname/EUA), Chinelo Okparanta (Nigéria/EUA), Orhan Pamuk (Turquia), Robert Seethaler (Áustria), Hanya Yanagihara (EUA).

José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. Os seus livros têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros, como, por exemplo, o Grande Prémio de Literatura RTP (atribuído a Nação Crioula, 1998), o Grande Prémio de Conto da APE e o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, ou o Independent Foreign Fiction Prize (para O Vendedor de Passados, 2004). Em 2016, o romance Teoria Geral do Esquecimento foi finalista do Man Booker Internacional.

Desde 2013 que a sua obra começou a ser publicada pela Quetzal. Depois de A Vida no Céu seguiram-se Um Estranho em Goa (2013), A Rainha Ginga (2014), O Livro dos Camaleões (2015) e, no início deste mês, o seu mais recente romance, A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, em paralelo com os seus livros anteriores – agora em novíssimas edições revistas de Estação das Chuvas, As Mulheres do Meu Pai, Nação Crioula, O Vendedor de Passados ou A Conjura, entre outros.

Julgam que o elogio do campo é novidade? Então, falem com Júlio Dinis

Título: A Morgadinha dos Canaviais
Autor: Júlio Dinis
N.º de Páginas: 464
PVP: 16,50 €
Ficção / Literatura Portuguesa
Nas livrarias a 21 de Junho
Guerra e Paz Editores

Sinopse
Agora que tantos portugueses voltaram a descobrir os encantos da vida no campo, é preciso voltar a ler-se Júlio Dinis. Ainda que a história se centre em Madalena, a morgadinha, uma mulher de carácter forte e virtuoso, o enredo inicia-se com a vinda de Henrique de Souselas, um hipocondríaco de manias citadinas, para casa da tia Doroteia, numa aldeia minhota, por conselho do seu médico. O autor ilustra, assim, uma das suas teses predilectas: o efeito regenerador da vida simples do campo sobre a citadina.
São infinitas as lições de vida que podemos retirar da obra: desde a intriga amorosa, com ciúme à mistura, a honra ferida por injustas calúnias, a crítica social e de costumes. Mas Júlio Dinis glosa também tópicos como o do compadrio, o caciquismo, o recurso à cunha, a corrupção política, o fanatismo religioso.
Venha conhecer as salas de famílias da aldeia; tome um chá na casa do Mosteiro, saboreie uma boa canja na casa de Alvapenha, assista em directo às brigas na casa de Zé P’reira, peça conselho ao tio Vicente sobre a melhor mezinha, tome um copo na venda do Canada e, se é devoto ou tem fé, vá até à igreja, mas deixe-se de fanatismos.
Prometemos um final feliz, como era timbre do autor. Leia-o!

Sobre o autor:
Júlio Dinis. Joaquim Guilherme Gomes Coelho, verdadeiro nome de Júlio Dinis, nasceu no Porto, em 14 de Novembro de 1839. Era filho de um cirurgião, José Joaquim Gomes Coelho, e de Constança Potter, que morreu cedo, deixando-o órfão aos seis anos.
Em 1861, termina o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Nessa época, já sofria de tuberculose, o que o levou a sair do Porto, começando a escrever. Inicia a actividade literária em 1862, publicando breves narrativas no Jornal do Porto. Torna-se professor de medicina na escola onde se formou em 1865.
Morreu em 1871, aos 31 anos, vítima de tuberculose. Publicou quatro romances: As Pupilas do Senhor Reitor (1866), Uma Família Inglesa (1867), A Morgadinha dos Canaviais (1868), e Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871).


terça-feira, 20 de junho de 2017

Sono - Haruki Murakami [Opinião]

Título: Sono
Autor: Haruki Murakami
Páginas: 96

Sinopse:
«Há dezassete dias que não durmo.»
Assim tem início a história que Haruki Murakami imaginou e escreveu sobre uma mulher que, certo dia, deixou de conseguir dormir. Pela calada da noite, enquanto o marido e o filho dormem o sono dos justos, ela começa uma segunda vida. E, de um momento para o outro, as noites tornam-se de longe mais interessantes do que os dias... mas também, escusado será dizer, mais perigosas.

A minha opinião: 
A protagonista é uma mulher dada a rotinas. Todos os dias faz a mesma coisa, dedica-se à família e vai nadar 30 minutos. 
Até que numa noite, um pesadelos faz com que perca a vontade e a necessidade de dormir. 
As noites são passadas a ler, e as manhãs são a continuidade da noite, De 30 minutos passa a nadar 1 hora, mas se encontra conhecidos não para para conversar. A vontade de sociabilizar é cada vez menor e mesmo os momentos me que passa com o marido são feitos como uma obrigação. 

"Por obrigação eu fazia sexo com o meu marido. O hábito torna as tarefas simples de serem realizadas.
Pode-se dizer que elas se tornam fáceis. Basta desconectar a mente do corpo. Enquanto o meu corpo se movimentava à vontade,a minha mente parava no seu próprio espaço exclusivo."

Este conto de Murakami peca precisamente por ser um conto. Depois de terminado fica o gosto amargo que ficou algo por contar. A história até me cativou, mas o final foi um valente balde de água fria. 

A segunda vida da protagonista, completamente alheia aos restantes membros da família, fascinou-me. Uma mulher que passa de uma vida rotineira para uma vida de clandestina. Durante a noite a vida é só dela, só a ela pertence De dia continua a fazer as coisas que fazia anteriormente, mas com outra intensidade. Vive mais para si, acaba por achar aborrecido estar com o marido, mas continua a farsa que é o seu casamento. É aqui que a história não encaixa. Preferia um outro final para o livro. 




Compaixão - Jodi Picoult [Opinião]

Título: Compaixão
Autor: Jodi Picoult
Editor: Livraria Civilização 
Páginas: 623

Sinopse:
Se o amor da sua vida lhe pedisse ajuda para morrer, que faria?
O comandante da polícia de uma pequena cidade de Massachusetts, Cameron McDonald, faz a detenção mais difícil da sua vida quando o seu primo Jamie lhe confessa ter matado a mulher, que sofria de uma doença terminal, por compaixão. Agora, um intenso julgamento por homicídio coloca a cidade em alvoroço e vem perturbar um casamento estável: Cameron, colaborando na acusação contra Jamie, vê-se, de repente, em confronto com a sua mulher, Allie – fascinada pela ideia de um homem amar tanto a mulher a ponto de lhe conceder todos os desejos, até mesmo o de acabar com a vida dela. E quando uma atracção inexplicável leva a uma traição chocante, Allie vê-se confrontada com as questões sentimentais mais difíceis: quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral? e o que é que significa amar verdadeiramente alguém?”

A minha opinião: 
Já tinha o livro Compaixão da Jodi Picoult desde que saiu em maio de 2010. 
Por nenhuma razão em concreto ele foi ficando na estante e a leitura era sempre adiada até que surgiu o projecto desenvolvido pela Elisa do blogue "A Miúda Geek", a Dora do canal "Books & Movies" e a Isa do "Jardim de Mil Histórias" "Um ano com a Jodi". 

Mas, e apesar de gostar muito da autora, esta foi uma leitura decepcionante. Não houve uma pessoa no grupo que gostasse da história e da forma como foi desenvolvida. E a história até que começou bem. 

James MacDonald, primo do comandante da polícia de uma pacata cidade do Massachusetts, revela que assassinou a mulher que se encontra ao seu lado na viatura.

Sofrendo de um cancro em fase terminal, Maggie pede ao grande amor da sua vida, o seu marido, para que acabe com a sua vida. O que não ficou bem claro é porque é que Maggie não se suicidou, já que tinha possibilidade de o fazer, e colocou nas mãos do marido a sua vida, e a probabilidade de o levar à cadeia. 

"Não sei o que se passa. Deve ser por estar sempre a pensar no quanto temos de amar alguém para sermos capazes de lhe fazer uma coisa daquelas. É uma coisa horrível de imaginar."

Paralelamente, vamos acompanhando a vida de Cameron, e o seu monótono casamento com Allie. Tão sensaborões que até dói. A vida deles só será agitada com a chegada de Jamie e de uma estranha rapariga Mia. 

Eutanásia e adultério são os dois temas fortes de Compaixão, que poderão dividir o leitor. Sem expressar qualquer tipo de opinião, deixa a parte de juízes para os que a leem. Até que ponto seriam capazes de matar por amor? Até que ponto convenceriam a pessoa que amam a matar? 
E quanto ao adultério? Perdoariam ao vosso amor uma traição? 

"num casamento nunca é mesmo a meias. É sempre setenta-trinta ou sessenta-quarenta. Há sempre alguém que se apaixona primeiro. Alguém que coloca a outra pessoa num pedestal. Alguém que se esforça muito para que as coisas corram bem; a outra pessoa limita-se a deixar-se levar."

"Alguém que ama é alguém que se deixa amar."  

Um livro para reflectir, mas que não me encheu as medidas. 







Escritora italiana apresenta «Café Amargo» em Lisboa (de 24 a 27 de Junho)

A escritora italiana Simonetta Agnello Hornby vai estar em Lisboa nos próximos dias para apresentar o seu mais recente livro, Café Amargo.

Café Amargo, eleito Livro do Ano por várias publicações, acompanha a vida de uma mulher que não se curva perante o poder masculino. O romance nasce na Sicília, mas a autora transporta-nos até muito mais longe. A protagonista é uma mulher de paixões, marcada também por vários sofrimentos, que engole com altivez como se fosse uma chávena de café amargo.

A história de Maria e das suas escolhas pouco convencionais retrata uma época decisiva da Europa. Falamos dos Fasci, das leis raciais e do período que vai daí até à Segunda Guerra Mundial.

«Café Amargo é um romance histórico único no panorama da ficção contemporânea. A autora apresenta uma escrita densa e, contudo, límpida, insaciável na sucessão de acontecimentos, personagens e ambientes», escreve o La Repubblica

Simonetta Agnello Hornby nasceu em Palermo e vive em Londres desde 1972. Advogada especializada em direito de menores, colabora, desde 2012, com a Global Foundation for the Elimination of Domestic Violence e foi durante oito anos presidente em part-time do Special Educational Needs and Disability Tribunal.

Os seus livros foram traduzidos em todo o mundo, destacando-se A Mennulara, La zia marchesa, Boccamurata, Vento scomposto, La monaca, entre outros. Café amargo foi um dos romances mais vendidos em Itália em 2016.

A autora recebeu, entre outras distinções, o Premio Pen Italia, o Premio letterario Pirandello, o Premio Letterario Forte Village, o Premio Stresa di Narrativa e o Premio Alassio Centolibri. É também Grand'Ufficiale dell'Ordine della Stella d'Italia.

No próximo sábado, Simonetta Agnello Hornby vai participar na Noite da Literatura Europeia, evento que inclui a leitura de vários excertos do seu mais recente livro.





segunda-feira, 19 de junho de 2017

Sessão (louca?) de apresentação da colecção «Os Livros Estão Loucos»



Marcador publica novo livro de Clare Mackintosh , Estou a Ver-te

Título: Estou a Ver-Te
Autor: Clare Mackintosh
Editor: Marcador
Páginas: 352

Sinopse:
Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa.

Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).

Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio.

Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo.

Um thriller obscuro, claustrofóbico e repleto de volte-faces.
Críticas:
«Arrepiante.»
Paula Hawkins

«Sensacional.»
Daily Mail

Sobre a autora: 
Clare Mackintosh passou doze anos ao serviço da polícia, alguns deles no Departamento de Investigação Criminal do Reino Unido.
Deixou a polícia em 2011 para trabalhar como jornalista e consultora de comunicação.
É fundadora do Festival Literário de Chipping Norton.
Agora, escreve a tempo inteiro e vive em Gales, com o marido e três filhos.


Novidade Presença que quero muito ler

Título: O Casal do Lado
Autor: Shari Lapena
Título Original: The Couple Next Door
Tradução: Maria João Lourenço
Colecção: Grandes Narrativas #664
PVP: 17,50€
N.º de Páginas: 296
Data de publicação: 21 Junho 2017

Sinopse: 
Cynthia disse a Anne que não levasse a filha Cora, a bebé de seis meses, para sua casa na noite do jantar para que ela e o marido Marco tinham sido convidados. Não era nada de pessoal. Ela simplesmente não suportava o choro de crianças. Marco não se opõe. Afinal, eles vivem no apartamento do lado. Têm consigo o intercomunicador e irão alternadamente, de meia em meia hora, ver como está a filha.
Cora dormia da última vez que Anne a tinha ido ver. Mas, ao subir as escadas da casa em silêncio, ela depara-se com a imagem que sempre a aterrorizou. A menina desapareceu. Anne nunca tivera de chamar a polícia, antes disso. Mas agora eles estão lá e quem sabe o que irão descobrir... do que seremos capazes, quando levados além dos nossos limites?

Sobre a autora: 
Shari Lapena exerceu advocacia e foi professora de Inglês antes de se dedicar à escrita de ficção.
O Casal do Lado, o seu livro de estreia, foi o thriller mais falado de 2016, ocupando as primeiras posições das listas de bestsellers do Sunday Times e do New York Times.
Foi eleito o livro do ano pela WHSmith.
Os direitos de tradução foram vendidos para 28 línguas.

Mais informações no site da Presença aqui


domingo, 18 de junho de 2017

Lars Kepler em Lisboa, como gostava de ir


Alice no País das Maravilhas adaptados aos dias de hoje - novidade Guerra e Paz

Título: Alice no País das Maravilhas
Autor: Lewis Carroll
Adaptação de Elizabete Agostinho
N.º de Páginas: 152
PVP: 13,90 €
Nas livrarias a 21 de Junho
Guerra e Paz Editores

Sinopse
Oh, que tarde tão aborreci… ZZZZzzzzzz Ah, que susto! Donde é que saiu este Coelho Branco, de olhos cor-de-rosa arregalados, com um colete vestido e um relógio de bolso?

Eu sou a Alice e vou desatar a correr atrás do coelho. Tens pernas para correr comigo?
De que é que tens medo? Não consegues entrar na toca do coelho? Lê-me e vais ver que encolhes

Lê-me e os teus olhos vão ver seres absolutamente surpreendentes: um Gato de Cheshire que ri, uma Lagarta que fuma, criados com caras de sapo e de peixe, um Chapeleiro louco, uma Lebre de Março, uma Tartaruga Falsa com queda para a música, todo um baralho de cartas com medo de ser decapitado pela Rainha de Copas…
Será um sonho, ou o País das Maravilhas existe mesmo?

 Lê-me e vais ver que cresces.

Sobre a Colecção
Os Livros Estão Loucos são clássicos escritos para ti. As histórias que os grandes escritores contaram estão aqui, mas com as palavras de hoje. Para leres numa hora o que antes se lia num dia. São livros com páginas loucas, letras que crescem e encolhem, frases que saem das páginas. Os Livros Estão Loucos e tu também.