quarta-feira, 31 de dezembro de 2008




Uma boas entradas para o ano de 2009. Que este ano que agora está para vir seja melhor ainda que o de 2008.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Saramago acusado de Plágio




Segundo notícia do Correio da Manhã de hoje, José Saramago foi acusado de plagiar uma das obras de um autor mexicano. O livro em causa é "As intermintências da morte", lançado em 2005. A notícia pode ser vista na sua totalidade através do link: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=84ABE719-21A4-4794-95D6-538F68698108&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um Homem com Sorte - Nicholas Sparks

Logan Thibault sempre foi um homem que em tudo se pode considerar comum. No entanto a sua vida estava prestes a mudar. A combater no Iraque, Thibault encontra a fotografia de uma mulher nas areias do deserto, e apanha-a pensando que alguém acabará por a reclamar. Mas ninguém aparece e, apesar de rejeitar a ideia, a fotografia passa a ser encarada como um talismã da sorte que faz com que Thibault sobreviva, sem ferimentos graves, a situações de indescritível perigo. De regresso aos EUA, o militar não consegue esquecer a mulher da fotografia decidindo procurá-la pelo país. Mas assim que a encontra a sua vida toma um rumo inesperado e o segredo que Thibault guarda pode custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido. Uma história apaixonante sobre a força avassaladora do destino.
O novo livro de Sparks surpreendeu-me pela positiva. Também devo confessar que gosto bastante dos seus livros lamechas, isso é uma verdade. Mas este acho que foi um pouco diferente do que já nos habituou. Além da bonita história de amor, o autor colocou-se na pele de Thibault, um jovem soldado que combateu na guerra do Iraque, e relatou vários episódios chocantes pelos quais a personagem principal passou. Depois de ter sido o único sobrevivente do seu grupo de amigos, Thibault começa criar uma empatia cada vez maior com a rapariga da fotografia (que encontrou perdida nas ruas do Iraque) e decide, quando chega novamente aos Estados Unidos, partir, juntamente com o seu cão Zeus, para a conhecer.
Quando conhece Beth, uma rapariga na casa dos trinta anos, solteira e mãe de um rapaz de 10 anos, acaba por se apaixonar e viver uma linda história de amor.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Festas Felizes




Um Bom Natal para todos os seguidores do blogue e para todos os amantes de livos. Que este ano o Pai Natal seja generoso e vos presenteie com muitos e muitos livros.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Livro o Segredo volta a ser o mais vendido em Portugal



O livro O Segredo de Rhonda Byrne voltou a ser o livro mais vendido do ano, em Portugal, com um total de 435 mil exemplares. O Segredo foi publicado em Portugal em Junho de 2007, pela editora Lua de Papel e continua a ser um sucesso de vendas.

Pessoalmente não achei qualquer interesse ao livro e só o comprei para oferecer ao meu marido porque ele gosta de livros desse género. Li-o por curiosidade e não vi nada de novo, além de achar muito repetitivo e mal escrito. O meu marido, por sua vez, deixou-o a meio e nunca mais lhe pegou. Será que aconteceu com muita gente que o comprou?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Espaço Miguel Torga vai ser construído em Sabrosa

Miguel Torga, autor de “Os Bichos” e um dos mais conhecidos escritores transmontanos vai ser homenageado através da construção de um espaço, em terrenos próximos da casa onde nasceu, em São Martinho de Anta.

Relativamente ao projecto do Espaço Torga este é assinado pelo arquitecto Souto Moura. O objectivo principal do espaço é constituir um centro literário de referência, além da divulgação da obra de Torga. Vai ter biblioteca, livraria, auditório e sala de exposições.

Miguel Torga, nome de baptismo Adolfo Correia da Rocha, nasceu a 12 de Agosto de 1907, em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, e faleceu a 17 de Janeiro de 1995, em Coimbra.

Em 1928 entrou para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publicou o primeiro livro, "Ansiedade", de poesia. Em 1929, com 22 anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema “Altitudes”. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, era bandeira literária do grupo modernista e era também, bandeira libertária da Revolução Modernista.

Ama a cidade de Coimbra, onde viria também a exercer a sua profissão de médico a partir de 1939 e onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a formatura em Medicina, com apoio financeiro do tio do Brasil. Exerceu no início nas agrestes terras transmontanas, de onde era originário e que são pano de fundo da maior parte da sua obra.

Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha autodefine-se pelo pseudónimo que criou, "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo. A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Abre o teu coração - James Patterson [Opinião]

Título: Abre o teu coração
Autor: James Patterson
Editora: Editorial Presença
N.º de Páginas: 212
PVP: 15,10€

Sinopse:
Jennifer vivia imersa na ausência do marido Danny, que morrera há mais de um ano, quando um novo choque vem abalar a sua vida: Sam, a sua avó e melhor amiga, teve uma trombose e está internada, em coma. Mas os acontecimentos inesperados não se ficam por aqui. Sam deixara em sua casa no Lago Genebra, no Wisconsin, uma série de cartas dirigidas a Jennifer, repletas de revelações surpreendentes. E é a partir deste momento que duas histórias de amor se entrecruzam num cenário de dor e perda mas também de força e esperança. Com a beleza serena do Lago Genebra como pano de fundo, a história que Sam conta através das suas cartas mostra a Jennifer que é possível acolher um novo amor, mais intenso do que qualquer outro, mesmo que este esconda um terrível destino… Escrito num estilo despretensioso e estruturado em capítulos breves que já se tornaram na imagem de marca do autor, Abre o Teu Coração é uma obra que apela às emoções e que não se consegue pôr de lado até à última página.

A minha opinião:
Jennifer, protagonista da história, perde cedo o seu grande amor, o marido Danny. O seu maior apoio é Sam, sua melhor amiga e avó. No entanto, um ano após a morte de Danny, Jennifer sofre um novo choque: Sam tem uma trombose e fica em coma.
Ao visitar Sam ao hospital, Jennifer decide viver temporariamente em casa da avó e leva consigo a companhia dos seus dois gatos. Quando chega ao antigo quarto depara-se com um monte de cartas, escritas por Sam e dirigidas a si própria, onde conta a história da sua vida e vai surpreendê-la. Afinal, aquilo em que acreditou toda a sua vida acaba por ser uma mentira. Nas cartas a avó revela que nunca gostou do seu marido Charles, avô de Jennifer, morto há 4 anos. Jennifer estranha visto ter visto sempre os avós como um casal inseparável.
Nas cartas, Sam revela que conheceu Charles aos 18 anos e como se encantou com ele a primeira vez que o viu. Nove semanas após terem começado a namorar casaram. «Eu estava louca pelo Charles. Tudo me parecia um sonho, mas um sonho maravilhoso». Diz.
No entanto, a lua-de-mel não viria a ser um sonho assim tão bom. Ao terceiro dia Charles bateu em Sam colocando defeitos em tudo o que lhe aparecesse. O sonho desmoronou-se para Sam.
Enquanto vai lendo as confissões da sua avó, Jennifer revê um amigo de infância, Brendan Kelly e os seus encontros começam a ser mais frequentes. Daí até se apaixonarem é um passo. No entanto, também aí Jennifer vai sofrer um duro golpe ao descobrir que Brendan tem um segredo escondido: também ele está doente. Tem uma doença em fase terminal.
Jennifer sente que não pode perder mais um grande amor e luta com todas as forças para que Brendan não desmoralize e se comece a tratar.
Enquanto isso, continua a ler as cartas escritas por Sam e descobre que a sua avó, apesar de ser infeliz com o marido, tinha encontrado a felicidade ao lado de um amigo da família sem que ninguém soubesse. Quando Charles passava o fim-de-semana fora tornava-se o paraíso para Sam porque assim se podia encontrar com o seu amor.
Uma história com um enredo tão romântico que nem parece escrita por um autor de policiais. Um romance emocionante até ao último parágrafo. Fantástica!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

José Rodrigues dos Santos em Húngaro

Segundo o site da editora do escritor e jornalista, José Rodrigues dos Santos, «a editora húngara Kossuth adquiriu os direitos de todos os romances de José Rodrigues dos Santos apresentados na última Feira de Frankfurt.

A Kossuth comprou cinco livros do autor da GRADIVA: A Ilha das Trevas, A Filha do Capitão, Codex 632, A Fórmula de Deus e O Sétimo Selo. De fora ficou apenas o último romance, A vida num sopro, que ainda não tinha sido publicado na altura da Feira de Frankfurt. O húngaro torna-se assim a 14ª língua em que a obra de José Rodrigues dos Santos é publicada. A Kossuth recebeu este ano o prémio de Melhor Editora Húngara de 2008, galardão atribuído pelos seus pares.

"Nós, os portugueses" é o novo livro de Maria Filomena Mónica


Na próxima terça-feira, dia 16, às 18h30, o Clube Literário do Porto foi o local escolhido pelas Quasi Edições para o lançamento do livro "NÓS, OS PORTUGUESES", de Maria Filomena Mónica, contando com a apresentação de Alberto Gonçalves.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Espólio de Fernando Pessoa continua a gerar controvéria

Segundo notícia do DN de hoje, o espólio de Fernando Pessoa ainda está longe de chegar a consenso. As acusações entre herdeiros continuam, assim como com autoridades e estudiosos da obra pessoana...
Pode ver a notícia integral aqui... http://dn.sapo.pt/2008/12/09/artes/o_leilao_reabriu_a_arca_e_disputas_p.html

Aos olhos de Deus – José Manuel Saraiva [Opinião]

Título: Aos Olhos de Deus
Autor:
José Manuel Saraiva
Editora: Oficina do Livro
N.º de Páginas: 256
PVP: 8,90€

Sinopse:
A magnífica embaixada de D. Manuel I ao Papa Leão X. Os pecados que o Império não conseguiu esconder. Uma história de amor que venceu a fé dos homens.

1514. Na época áurea dos Descobrimentos Portugueses, D. Manuel I toma a decisão de enviar ao Papa Leão X uma grande embaixada, demonstração viva do seu poderio temporal.

D. Diogo Pacheco, fidalgo da corte, amigo pessoal do Rei Venturoso, é encarregado pelo monarca de compor e proferir a Oração de Obediência ao Sumo Pontífice, o momento alto da embaixada.

A comitiva parte de Lisboa em cinco embarcações com um tesouro valiosíssimo e animais exóticos trazidos de África e da Índia. Após conturbada viagem o cortejo chega a Roma, onde o Papa preparara uma sumptuosa recepção com a presença das mais altas figuras profanas e religiosas da época.

No meio do fausto da corte portuguesa e da Cúria dos Medici, contrastante com a dor e a miséria do povo sofredor, ascende à figura de símbolo o amor regenerador de D. Diogo pela bela judia, Raquel Aboab, a quem aquele salvara da fogueira e da sanha intolerante do antijudaísmo reinante. A época de ouro da história do mundo esconde segredos e pecados inconfessáveis das grandes figuras que comandam os destinos do mundo. Entre a fé e a cegueira do poder, a aparência e a essência da condição humana, o sentido de missão e a vaidade só o amor poderá ser redentor. Aos olhos de Deus as personalidades da história não ficarão impunes. E Deus não jogará aos dados.

A minha opinião:

Tal como Rosa Brava, este novo livro de José Manuel Saraiva não me decepcionou. “Aos olhos de Deus” relata sobretudo a época dos descobrimentos, na altura em que D. Manuel I decide presentear o Papa Leão X com riquezas vindas do Oriente.
É também a altura da construção do Mosteiro dos Jerónimos, cujo lançamento da primeira pedra seria a 6 de Janeiro de 1502. D. Manuel queria que os Jerónimos se convertessem no símbolo do seu poder absoluto.
A chegada das naus do Oriente, com todas as riquezas vindas das colónias, trouxe também alguns animais exóticos, que nunca tinham sido vistos pela população portuguesa. A curiosidade pelo desconhecido, por parte de toda a população, faz com que aí não haja distinções entre classes. Quer o povo, nobreza ou clero reagiram da mesma forma quando viram, pela primeira vez, um elefante. Um episódio no mínimo hilariante:
«Não foram apenas o rei e alguns cortesãos a assustar-se vagamente com o porte fantástico do elefante. Houve padres que, ao verem o animal, foram recolher-se nas igrejas, convencidos de que ele encarnava a imagem sinistra de Satanás ou, não sendo bem assim, que possuía pelo menos a marca da sua inspiração. Do mesmo modo e por razões idênticas à dos sacerdotes em disfarçada fuga, algumas mulheres, porventura as mais sensíveis ao pânico e ao horror, caíram desmaiadas no chão e húmido da margem do rio.»
O Papa Leão X, da família Medici, viria a ficar felicíssimo pelas numerosas oferendas que o rei português tinha para lhe oferecer.
Elevado à condição de bispo, em segredo, aos 14 anos, pelo Papa Inocêncio VIII, Giovanni Medici (Papa Leão X), soube colher da sua família o gosto pelo fausto. «Foi de resto pelo dinheiro que os Medici ascenderam ao mais alto patamar da nobreza florentina; foi pela condição económica que se sentaram algumas das suas mulheres em tronos reais; foi enfim pela riqueza que instalaram na cátedra pontifica, a nove de Março de 1513, o jovem Giovanni de Medici –com apenas 37 anos de idade.»
O gosto pelos bens materiais como pelas mulheres Formosas, seriam, contudo, as únicas semelhanças entre D. Manuel I e Papa Leão X. «O amor à fortuna, a constância ao poder temporal, o gosto pelas mulheres formosas e a dedicação sem limite aos prazeres da vida. Quanto ao resto, excluindo a infeliz coincidência de ambos serem dotados de um medonho aspecto físico… não se registavam quaisquer afinidades. Sobretudo nas questões do saber.»
O rei português, apesar de ter um espírito empreendedor e «a extraordinária sageza política que faziam dele um excelente rei», era inculto, mal sabendo falar com o povo ou mesmo na corte. Pelo contrário, «Leão X era culto, sabia latim, grego, italiano rigoroso, escrevia bulas admiráveis, epigramas, poemas.»
Relativamente a Portugal, apesar das grandes e magníficas ofertas do rei de Portugal ao Papa, a situação económica não era a melhor. «Portugal era um país pobre. Mal sabiam as populações de Roma, talvez mesmo da própria Igreja, que nesse distante reino, cujo monarca se propusera enviar ao Papa uma incomensurável fortuna em bens preciosos, havia fome por toda a parte. Que a lavoura estava arruinada; que as tropas que andavam pelo Oriente à conquista de novos mundos e a pregar a fé de Cristo só raramente recebiam os seus soldos; que os fidalgos começavam a abandonar o cultivo das terras – mas nunca a posse delas – suplicando depois ao rei que os mandasse para a Índia, onde, através de indecorosos processos de pilhagem, tencionavam enriquecer depressa e muito. De igual modo ninguém sabia que os fidalgos que já haviam conseguido as tão desejadas mercês, e por sorte não ficaram sepultados no fundo dos mares, estavam a fazer por essa altura negócios fabulosos com a canela e a pimenta, que lhes rendia lucros de quinhentos e seiscentos, às vezes até mil por cento ao mês.»
Mas não é só de história que versa o livro. O autor também nos leva ao romance entre D. Diogo Pacheco, fidalgo da corte e amigo pessoal do rei português, e a judia Raquel Aboab. Foi também nesta época que Portugal dizimou milhares de judeus. Os pais de Raquel também viriam a ser mandados matar e só Raquel se salvaram porque D. Diogo a conseguiu esconder na casa de um amigo, durante vários anos.
Este ódio aos judeus não partiu directamente de D. Manuel, que chegara, inclusive, a ter uma grande simpatia pelo povo hebreu. Chegou até a acolher os judeus expulsos de Castela pelos reis católicos, que terão, eles próprios chegado a pensar que só em Portugal conseguiriam alcançar tão desejável porto de abrigo que lhes garantiria a paz e segurança de vida. No entanto, na altura de se casar, «os reis católicos, cujo principal objectivo consistia de igual modo a unificação das duas coroas, não perderam tempo e propuseram a D. Manuel que desposasse a sua filha mais nova, a infanta D.Maria. Acontecia, porém, que na linha sucessória ela estava longe do trono castelhano, e isso não interessava ao rei português […] Por isso mesmo apresentou a contra-proposta de se casar com a sua irmã D. Isabel, primogénita, viúva do sobrinho e primo de D. Manuel, o príncipe D. Afonso. […] Mas a infanta Isabel, chorando a praguejando, tentou opor-se à solução. Sobretudo porque não estava disposta a substituir no tálamo conjugal um homem que amara por outro que detestava. […] Só que os pais de D. Isabel, também seduzidos por um futuro de esplendor, obrigaram-na a casar. E ela aceitou a ordem, impondo ao monarca português, como condição prévia, o compromisso de ele mandar limpar do seu reino a lepra judaica, afastando-a para longe, expulsando-a ou liquidando-a.»
Entretanto, D. Isabel viria a morrer de parto nos dois anos seguintes ao matrimónio, casando-se D. Manuel com a sua cunhada D. Maria, «que tal como a falecida irmã, desde sempre se revelou intolerante com o povo hebreu. […] De modo que fora por razões de exclusivo interesse político, e não tanto por razões de desumanidade ou de intolerância religiosa, que D. Manuel viria a consentir, no início do mandato, muitos abusos contra um povo indefeso, de que agora, passado algum tempo, parecia arrependido.»

domingo, 7 de dezembro de 2008

Morreu Alçada Baptista

O escritor, ensaísta e ficcionista, António Alçada Baptista faleceu hoje aos 81 anos, vítima de uma doença cardíaca.

Licenciado em Direito, pela Faculdade de Direito de Lisboa, António Alçada Baptista dedicou-se mais à escrita do que à advocacia. Entre 1957 e 1972 foi director da Moraes Editora, e um dos fundadores da revista O Tempo e o Modo. Após o 25 de Abril, dirigiu o jornal O Dia (1975) e foi presidente do Instituto Português do Livro (1979-1985).

A sua dedicação à cultura da língua portuguesa, valeu-lhe uma indigitação para adido cultural de Portugal no Brasil. Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (1995).

A escrita de Alçada Baptista caracteriza-se por narrativas imaginárias e memórias pessoais, mostrando as preocupações interiores do ser humano. O afecto, e a mulher, são elementos principais nas suas obras, que se repartem por ensaios, crónicas, romances e ficção.

O corpo vai estar em câmara ardente na Igreja das Mercês, em Lisboa, para segunda-feira ir para o Cemitério dos Prazeres.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Livros com descontos de 25%

O site www.mediabooks.pt está a fazer descontos em alguns livros que vão até 25%. Os títulos que estão a 25% são A Armadilha de Dante, Arnaud Delalande a 14.25€; As Benevolentes, Jonathan Littell, a 22.50€; As Mulheres do Meu Pai, José Eduardo Agualusa a 12.49€; O Planeta Branco de Miguel Sousa Tavares a 11.25€; Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago a 11.02€; e Cem Anos de Solidão, Gabriel Garcia Marquez a 13.12€. O site oferece ainda o livro “Não brinque, senhor Tanner” de Jean-Paul Dubois, por compras iguais ou superiores a 20€ e todos terão um embrulho especial de Natal por cada livro.

Após a campanha de “Um milhão de livros” a Wook, site da Porto Editora, está igualmente com desconto até 20% em livros e multimédia. Por compras de valor superior a 60€ os portes são gratuitos. A campanha decorre até ao dia 23 de Dezembro.

Feira do Livro do Porto vai regressar à Baixa

Após dois anos de conversação, a Câmara Municipal do Porto e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros decidiram fazer com que Feira do Livro do Porto regresse à Baixa, mais concretamente aos Aliados, já no próximo ano.

A realização da Feira do Livro na Baixa Portuense acontece porque, pela primeira vez em mais de dez anos, as feiras do Porto e Lisboa não se vão realizar em simultâneo, o que possibilita a que os novos pavilhões possam ser utilizados em ambos os certames. Lisboa vai ter a Feira do Livro mais cedo do que o habitual, começando no Dia Mundial do Livro, 23 de Abril, prolongando-se até meados de Maio. No Porto, e como vem sendo habitual, a Feira do Livro vai continuar a realizar-se em Junho.

A próxima feira vai ainda contar com parcerias com algumas livrarias portuenses, estando previstas um conjunto de actividades mais diversificadas.

“Os Contos de Beedle, o Bardo” é o novo J. K. Rowling

A criadora do herói Harry Potter está de regresso com o livro “Os Contos de Beedle, o Bardo”, que reúne quatro histórias inéditas. A quinta história já havia sido inserida no sétimo e último volume da saga do pequeno feiticeiro, “Harry Potter e os Talismãs da Morte”.

Os direitos deste novo livro vão reverter a favor de uma associação fundada pela autora inglesa em 2005, juntamente com a eurodeputada Emma Nicholson, a Children's High Level Group. Com uma tiragem de 7,5 milhões de exemplares em todo o mundo, fez com que tenha provocado longas filas nas livrarias.

Este livro oferece-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores. Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros. O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts. Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter.

Parte dos lucros provenientes da venda deste livro reverterá a favor do Children’s High Level Group (CHLG) – uma instituição de beneficência que luta pela defesa e promoção dos direitos das crianças.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Pedro Paixão lança novo livro



“O Mundo É Tudo o que Acontece” é o novo livro de Pedro Paixão, escritor lisboeta autor do romance “A Noiva Judia” e “Nos teus braços morreríamos”. Os Estados Unidos da América, e sobretudo Nova Iorque, serviram de influência para muitos dos seus livros como “Portokyoto”, “A Cidade Depois”, “Saudades de Nova Iorque”. Pedro Paixão é um autor que aprecio portanto será um livro a acrescentar na minha já longa lista.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Já ninguém morre de amor - Domingos Amaral [Opinião]

Título: Já Ninguém Morre de Amor
Autor:
Domingos Amaral
N.º de Páginas: 240
PVP: 16,90€

Sinopse:
Os homens têm memória, alimentam-se de histórias, e as que mais nos marcam são aquelas que determinam a vida dos nossos antepassados.

Esta é a história de uma família, os Palma Lobo. Bisavô, avô, pai e filho. Roberto, Álvaro, Jorge e Salvador. Nomes diferentes, mas o mesmo sangue e muito em comum: mulherengos, excêntricos, excessivos, todos marcados pela loucura e pela tortura da paixão. Foram todos homens invulgares sempre dominados por paixões privadas, amores e loucuras, e era nesse círculo íntimo do coração e do sexo que a sua vida se destinava a viver e a terminar. Passando por Moçambique, Angola, Lisboa, Alentejo e Brasil, a sua vida é uma epopeia à espera de ser revelada.

Já Ninguém Morre de Amor é a odisseia dos Palma Lobo. Um enterro fictício, um homem enforcado com cães e gatos na mesma árvore, um homem que morre a fornicar e um fogo posto para fazer arder o local do pecado… esta não é uma história de amor, é uma história sobre amor.

A minha opinião:
Mais um livro de Gonçalo Amaral e dos três que li talvez tenha sido o melhor. Gostei da história da família Palma Lobo, dos segredos dos seus antepassados e das histórias escondidas por detrás das histórias oficiais. Fantástico!
Através de Salvador, o protagonista desta história começa a desvendar o segredo dos antepassados do seu melhor amigo. A história começa com Roberto Antunes Palma Lobo, nascido em Moçambique, de uma forma pecaminosa. A mãe dele, trisavó de Salvador, morreu ao dar à luz e o suposto pai dele, morrera nove meses antes, assassinado. Suposto porque vem-se a descobrir que o seu pai era um empregado da quinta, que vendo a patroa desmaiada a violou daí resultando o filho Roberto Antunes Palma Lobo. Pouco depois, Roberto chega a Portugal, para viver com a sua avó materna. Mais tarde casa-se com Josefina, filha de um comerciante de conservas algarvio e têm dois filhos. No entanto, Josefina, mulher vivaça que gosta de festas, cansa-se do casamento e foge para o Brasil com um homem por quem se acabara de apaixonar, deixando o marido e os seus dois filhos no Alentejo. Roberto, envergonhado, simula a morte da mulher, acabando por “enterrá-la” na herdade. Com o desgosto de amor, acabaria por morrer dois anos depois.
Deixa órfãos os seus dois filhos que são criados apenas pelos empregados da quinta. O filho mais novo, aparentando sempre problemas de foro mental acaba por se suicidar aos 15 anos, enforcando-se numa árvore, restando apenas Álvaro, que será o bisavô de Salvador.
Tal como o seu pai, é dotado de um pénis fora do normal e de um apetite voraz. Assedia todas as mulheres que conhece e nem com o casamento muda. A sua primeira mulher, sabendo que foi traída pelo seu marido e pela melhor amiga, atira-se da varanda do segundo andar, esmagando a cabeça. Depois de tal acontecimento, Álvaro vai para Luanda onde conhece muitas mulheres e começa a aumentar a fama de predador sexual. Acalmando um pouco a sua má reputação, Álvaro decide casar com uma portuguesa, filha de uns colonos com plantações, Isabel Montenegro que tem uma irmã gémea, que vai viver com o jovem casal. Aí forma-se um triângulo amoroso, que termina quando Isabel se depara com a sua irmã gémea na cama com o seu marido. Após a descoberta, Álvaro manda as duas irmãs para um hospício, onde permanecem até à sua morte. Entretanto, também Álvaro sai de Luanda para regressar a Lisboa, onde casa pela terceira vez. Este terceiro casamento dá-lhe os seus dois únicos filhos: o pai de Salvador e a tia. Com esta mulher, forte e obstinada, Álvaro torna-se num outro homem, pelo menos durante uns tempos. Porém, depois de alguns anos na herdade de Grândola, Álvaro não resiste à filha de um camponês e morre ao ter relações sexuais com ela.
Na herdade continuam a viver a mulher de Álvaro e os dois filhos. Jorge, pai de Salvador, vive na herdade até à idade em que vai para a Universidade, em Lisboa. Lá conhece outra forma de estar na vida, levando uma vida boémia, de drogas, rock and roll e sexo. Acaba por engravidar uma colega e daí nasce Álvaro. Apesar disso, não se casa com a mãe do seu filho, optando por viverem juntos. Dois anos depois nasce Luís.
Após o 25 de Abril, e com os camponeses a invadir a herdade de Grândola, decidem ir viver para o Rio de Janeiro, excepto a irmã de Jorge, que entretanto se apaixonara por um comunista e distanciou-se da família.
No Brasil, Jorge apaixona-se pela pessoa errada e acaba por morrer, vindo-se a descobrir mais tarde que o suposto suicídio foi um homicídio camuflado, em 1984. Um ano depois deste acontecimento trágico a família decide voltar a Portugal.
Desde 1881 até aos nossos dias, a família Palma Lobo vive os tempos das guerras entre MPLA e UNITA, o tempo do Estado Novo, a revolução de Abril e, antes ainda a 2.ª Guerra Mundial, que trouxe refugiados de diversas nacionalidade a Portugal, que viam como o único meio de fugir à perseguição dos nazis.
Através de Portugal muitos europeus conseguiram rumar ao continente americano e aí refazer a sua vida.

domingo, 30 de novembro de 2008

Contos Policiais - Vários autores [Opinião]

Título: Contos Policiais
Autor: Vários
N.º de Páginas: 160
PVP: 14,40€
Sinopse:
«É um crime, caro leitor. Um crime! A vítima somos nós, leitores portugueses, e não há dados que nos apontem para um possível assassino. É praticamente um dado unânime que a literatura portuguesa é vítima de um crime de ausência: a do policial entre a nossa ficção. (...) Talvez a melhor solução seja mesmo um livro de contos policiais, com uma mira atirada à própria cultura de um país. Daí este livro que tem em mãos...» (Pedro Sena-Lino)
Nove destemidos autores portugueses aceitaram o desafio de escrever um conto policial. O resultado desta perigosa experiência é um tiro certeiro: nove contos policiais de alto calibre! Muito cuidado com os textos de: Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Mafalda Ivo Cruz, Mário Cláudio, Rui Zink, valter hugo mãe. E com a estreia de Ricardo Miguel Gomes. Coordenada por Pedro Sena-Lino, esta colectânea de Contos Policiais é a obra inesperada do ano, com incalculável valor literário. Perigo de vida, leia já!

A minha opinião:
Um livro que me surpreendeu pela negativa. Como amante de policiais depositei grandes expectativas que depois não viriam a ser realizadas. De policial tem muito pouco…
Destaque apenas para o conto de Dulce Maria Cardoso “Desaparecida”, história baseada no “Caso Joana”, com Leonor Cipriano no papel principal; de Gonçalo M. Tavares “Bucareste –Budapeste-Bucareste” que narra o roubo da estátua de Lenine por parte de dois irmãos; Ricardo Miguel Gomes com “A perdição do sorriso cromado” que conta a história de um crime passional de um triângulo amoroso entre Anabela, Tojo e Carlos Alberto; e o conto de valter Hugo mãe “O criminoso portuguesinho” que conta a história de um ladrão de arte, que tem como principais intervenientes um alfaiate famoso, a dona de uma pensão, o ladrão e a mulher deste.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

E se fosse verdade... Marc Levy [Opinião]

Título: E Se fosse Verdade...
Autor: Marc Levy
N.º de Páginas: 239
PVP: 7€

Sinopse:
«Ninguém é proprietário da felicidade, temos por vezes a sorte de tr um contrato de arrendamento e de ser o seu locatário. E preciso ser muito regular quanto ao pagamento das rendas, deixamo-nos expropriar muito depressa.»
O que faria se encontrasse uma desconhecida… no armário da sua casa de banho?

E se essa atraente mulher aparecesse e desaparecesse como um fantasma? E se ela lhe dissesse que teve um acidente de carro e que o seu corpo está, há meses, em coma, num hospital do outro lado da cidade? Certamente o seu primeiro impulso seria pensar que está a enlouquecer (ou a lidar com uma louca).

Mas… e se fosse verdade?

E se esta fosse a grande oportunidade de encontrar o amor da sua vida?

Uma inesquecível história de amor, uma aventura tão emocionante quanto divertida, uma narrativa cativante que invoca a nossa capacidade ilimitada de seguir o que nos dita o coração.

A minha opinião:
É uma história empolgante desde a primeira página. Lauren é um jovem médica de São Francisco, mas que tem um acidente que a deixa em coma no hospital onde trabalha. Como está em coma durante muito tempo a sua mãe decide alugar o seu apartamento a um jovem arquitecto, Arthur.
O facto de estar em coma não impede Lauren de aparecer no seu apartamento a Arthur, única pessoa que a vê e que pode comunicar com ela. Depois de o convencer que está em coma no hospital Lauren estabelece um laço afectivo com Arthur tornando-se no centro do seu dia-a-dia.
O livro E se fosse verdade… transformou-se também em filme, embora ainda não tenha tido oportunidade de o ver. Mas estou curiosa. Sei apenas que tem como actriz principal Reese Witherspoon no papel de Lauren e Mark Ruffalo no papel de Arthur.
Marc Levy é autor de oito romances, chegando a tornar-se alguns deles best-seller’s em França. Os livros de Levy contam já com mais de 16 milhões de exemplares vendidos em mais de 38 países.

Site da bertrand remodelado

O site da editora Bertrand foi totalmente remodelado e diga-se para melhor. Agora pode ver-se um site mais moderno, mais funcional e mais atractivo. Até apetece fazer mais compras... ai os meus euritos!!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Wook está a oferecer um milhão de livros

Nos próximos 3 dias, a determinadas horas, a WOOK vai colocar um milhão de livros disponíveis a preço zero. Em cada um desses MOMENTOS WOOK, os primeiros 1000 clientes só terão de ter a sorte de encontrar um dos seus livros preferidos com 100% de desconto.

Basta ir à página da editora www.wook.pt e registar-se. Depois de o fazer é apenas colocar os seus livros preferidos na lista de compras e estar atento à RFM, rádio oficial que dirá quais os MOMENTOS WOOK para ganhar os livros.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Novo livro de Paul Auster já nas bancas

“Homem na Escuridão” Paul Auster, que vai ser lançado no dia 20. Sinopse: E se a América não estivesse em guerra com o Iraque mas consigo própria? Nesta América, as Torres Gémeas não caíram e as eleições presidenciais de 2000 conduziram à secessão, com estado após estado a abandonar a união e uma sangrenta guerra civil a instalar-se. Este mundo paralelo é criado pela mente e coração perturbados de August Brill, um crítico literário vítima de insónias. Com 72 anos, Brill está a recuperar de um acidente de viação em casa da filha, no Vermont e, para afastar recordações que preferia esquecer - a morte da mulher e o violento assassinato do namorado da neta -, conta histórias a si próprio. Gradualmente, o que Brill tenta desesperadamente impedir insiste em ser contado. Com a neta a juntar-se-lhe de madrugada, ele arranja finalmente coragem para revisitar os seus piores dramas.

"Um homem muito procurado" é o novo livro de John Le Carré

“Um homem muito procurado” de John Le Carré que foi lançado no passado dia 14. Sinopse: Um jovem russo com um sobretudo preto comprido e meio morto de fome é introduzido clandestinamente em Hamburgo pela calada da noite. Numa bolsa que usa pendurada ao pescoço esconde uma quantia improvável de dinheiro. É um muçulmano devoto. Mas será mesmo? Afirma chamar-se Issa.

Annabel, uma jovem e idealista advogada alemã especializada em direitos humanos, decide salvar Issa da deportação, e depressa a sobrevivência daquele cliente se torna mais importante do que a sua própria carreira. Em busca do misterioso passado de Issa, Annabel enfrenta o incongruente Tommy Brue, o herdeiro de sessenta anos do Brue Frères, um banco britânico em declínio sediado em Hamburgo. Nasce um triângulo de amores impossíveis.

Entretanto, pressentindo que vão desferir um tiro certeiro na pseudo Guerra contra o Terror, espiões de três nações convergem para pessoas inocentes.

Comovente, compassivo e recheado de personagens que o leitor não quererá largar, Um Homem Muito Procurado está repleto de humor, apesar da tensão presente até à última, e emocionante, página. É igualmente uma obra com uma profunda humanidade e uma pertinência invulgar nos dias de hoje.

O 11 de Setembro e a Al-Qaeda não são esquecidos no 20.º livro do autor.

Bertrand com descontos


Até 26 de Novembro a Bertrand tem vários títulos com descontos até 20%. Para que o leitor possa beneficiar desta promoção basta ir ao site da Bertrand: www.bertrand.pt e imprimir o voucher recortando o respectivo vale do livro pretendido.

sábado, 22 de novembro de 2008

Livro sobre pintora Maluda foi lançado nos dez anos da sua morte

"Maluda", assim se chama o livro sobre a pintora, dez anos após a sua morte, a 15 de Novembro. Esta monografia de 400 páginas, inclui 500 reproduções de trabalhos da artista, com paisagens, as habituais janelas, retratos, desenhos, cartazes e estudos.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva escreveu a introdução do livro elogiando a obra da pintora conhecida sobretudo pelas suas janelas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A Mulher da minha Vida - António Garcia Barreto [Opinião]

Título: A Mulher da Minha Vida
Autor:
António Garcia Barreto
N.º de Páginas: 352
PVP: 4,90€

Sinopse:
Eneias Trindade, um inspector conceituado, é escolhido para acompanhar a investigação sobre o avião que se despenha nas Azenhas do Mar. Uma missão que irá mudar para sempre a sua vida. O que parecia ser um acidente acaba, após testemunhos sobre a existência de um cadáver e um artigo do Repórter X sobre o despenhamento, por se tornar um complicado caso de polícia. Decidido a descobrir a verdade, Eneias Trindade vê-se envolvido em perigosos jogos de poder e perseguições políticas, é afastado da chefia da polícia e decide mudar de vida tornando-se detective privado. Mas não se afasta do mistério que envolve a queda do avião e da esperança de tentar reencontrar o grande amor da sua vida. Um mistério que envolve um cidadão inglês de duvidosa reputação. Descrições de época, retrato de uma Lisboa ainda popular à beira de se tornar uma cidade onde o medo se vai impondo, num enredo cativante e uma história sobre a esperança de reencontrar um grande amor.

A minha opinião:
Um livro que retrata os anos 30 e o começo da ditadura e da entrada no poder de António Salazar como Ministro das Finanças.
Tudo tem início quando Eneias Trindade é solicitado para comandar a investigação de um aeroplano que caiu, envolto em misteriosas circunstâncias. No entanto, quando começa a descobrir o âmago do acidente e a história que está por trás, o seu superior manda suspender a investigação com a desculpa de que já está tudo investigado e não há nada mais a revelar.
Como Eneias é uma pessoa de convicções fixas, e o que está começado é para levar até ao fim, resolve investigar por sozinho o acidente. Começa a ser seguido pela secreta, polícia política, que o chega, inclusive, a agredir, ameaçando-o para que lhes devolva uma prova que eles tanto andam à procura.
De facto, o autor traça um retrato fidedigno do Portugal daquela época, em que só Lisboa é que interessava, o resto era paisagem, e que o Estado é que comandava. Quando olho para os dias de hoje, apesar de estarmos numa democracia, bem analisado há muita coisa que urge mudar.

Prémio Maria Rosa Colaço atribuído a Margarida Botelho e César Magarreiro

Os escritores Margarida Botelho e César Magarreiro foram os vencedores da 3.ª edição do prémio literário Maria Rosa Colaço 2008, através das obras "Cozinheiras de Livros" e "Ronda Filipina", respectivamente.

João Hoffman e Margarida Araújo vencem Prémio literário Matilde Rosa Araújo

Os autores de "A Ilha dos Guardadores de Aranhas", João Hoffman e Margarida Araújo venceram o prémio Matilde Rosa Araújo de Revelação na Literatura Infantil e Juvenil.

Este livro é o primeiro volume da série "A Lenda da Cidadela", tendo sido atribuído um prémio no valor de 2500 euros. Pela primeira vez distingue a obra de um autor nacional no campo da literatura infanto-juvenil.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

National Book Award: já são conhecidos os vencedores

Um dos mais importantes galardões literários norte-americanos, o National Book Award já anunciou os vencedores da edição deste ano.

Os livros "Shadow Country", de Peter Matthiessen,e«The Hemingses of Monticello» de Annette Gordon-Reed, foram os livros escolhidos e retratam sobretudo a história de um assassino em série, e a história de uma família de escravos, respectivamente.

Relativamente à categoria de poesia o vencedor foi Mark Doty com «Fire to Fire» e Judy Blundell arrecadou o prémio na vertente literatura infanto-juvenil com «What I Saw and How I Lied.»

Após um ano, Byblos encerra

Temporariamente indisponível é que se pode ler no site da Byblos, que encerrou hoje as portas.

A maior livraria portuguesa abria há um ano atrás, com inovações tecnológicas, algumas únicas no mundo mas não conseguiu enfrentar a crise económica instalada um pouco por todo o mundo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Inacreditável

Vi na revista Notícias Sábado do JN e DN que António Lobo Antunes se referiu ao mais recente livro de José Rodrigues dos Santos “A vida num sopro” como «uma grande m…” Em entrevista, e citado pela Lusa, Lobo Antunes referiu ainda ficar «assombrado com pessoas que escrevem livros em dois meses».

Que o escritor António Lobo Antunes, o qual admiro, fique assombrado pela rapidez com que se escrevem livros não discuto, mas estar a classificar livros de seus ‘colegas’ como bons ou maus, acho que não lhe fica tão bem. Aliás, se Lobo Antunes não gosta de ‘certos’ livros, simplesmente deixe na ‘beira do prato’. Mas com uma tão baixa percentagem de leitores que ainda existem no nosso país, penso que é melhor ler livros, mesmo que no entender do escritor sejam menores, do que simplesmente não os ler.

A Anatomia do Segredo – Leslie Silbert [Opinião]

Título: A Anatomia do Segredo
Autor:
Leslie Silbert
N.º de Páginas: 336
PVP: 18,92€

Sinopse:
Londres 1953: Dias antes do seu assassinato, o sedutor Christopher Marlowe goza um enorme sucesso como dramaturgo. Rival de Shakespeare, conhece o sub-mundo de Londres como a palma da mão. Nova Iorque, actualidade: Kate Morgan é uma jovem encantadora que trabalha numa agência com ligações à CIA. Contratada pelo milionário Medina para desvendar o mistério de um tomo escrito há mais de 400 anos, Kate envolve-se numa intriga que a leva dos Estados Unidos a Inglaterra, da Tunísia a Itália, na busca de uma perigosa verdade. As páginas amareladas do manuscrito começam a desvendar os seus segredos… e o que fará com que séculos mais tarde ainda leve alguém a matar?

A minha opinião:
Livro interessante que me levou a conhecer o dramaturgo Marlowe do qual nunca tinha ouvido falar. No entanto, o número excessivo de personagens que autora nos brinda faz com que, por vezes, me perdesse na sua leitura. Não deve ser por mero acaso que no início do livro esteja uma lista com as personagens do antigamente, e as do tempo actual.

Marlowe (sec. XVI) como Kate (sec. XXI), ambos espiões guardam um segredo que se prende com a traição à rainha Isabel, mas que são eles próprios atraiçoados pelas pessoas que lhe estão mais próximas. Ambos têm destinos completamente diferentes: na história Marlowe simula a sua morte enquanto que Kate prepara uma emboscada para o seu inimigo.

Segundo dados da wikipédia Christopher Marlowe (26 de Fevereiro de 1564 – morto em 30de Maio de 1593) foi dramaturgo, poeta e tradutor inglês, e viveu no Período Isabelino. É considerado o maior renovador da forma do teatro do período com a introdução dos versos brancos, estrutura que será empregue por Shakespeare).

Especula-se que Marlowe tenha agido como agente secreto para Francis Walsingham. Segundo o depoimento dos seus assassinos Christopher Marlowe foi morto ainda jovem numa discussão de taberna em Maio se bem que não se tenha a certeza do que aconteceu naquela tarde de 1593.

As peças de teatro que o autor escreveu foram das mais diversas como “Dido, Rainha de Cartago”; “Tamburlaine”; “Tamburlaine, Segunda Parte”; “O Judeu de Malta”; “O Massacre em Paris”; “Eduardo Segundo”; “Doutor Fausto”; “Hero e Leandro” (a peça inacabada) e na qual se centrou o livro “A Anatomia do segredo”

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Para os amantes de Sparks...

Nicholas Sparks passou pelo nosso país com o intuito de promover o seu último romance "Um homem com sorte". Além das sessões de autógrafos Sparks ainda teve tempo para dar algumas entrevistas, algumas das quais ao DN e à revista Sábado, que tive oportunidade de ler.

Sparks é um amante do exercício físico, sendo a primeira coisa que faz ao acordar. Acorda cedo e deita-se igualmente cedo, pelas 21.45. O que mais achei engraçado na reportagem que a revista Sábado fez sobre "24 horas com o autor" ao chegar a um centro comercial onde ia dar autógrafos, um rapaz deu-lhe um flyer onde dizia "Quer conhecer Nicholas Sparks?". Pelos visto há muita gente a conhecer os seus livros, mas muito pouca a saber como o próprio autor é fisicamente, do que gosta ou não.

No DN Sparks revelou que não votou nem em Obama nem em McCain, mas que muitas das histórias dos seus livros tira do sua vida pessoal. (podem sempre ver no site do dn a entrevista na íntegra).

Além disso, o autor norte-americano que vendeu mais de 1 milhão de livros no noso CD está ainda a promover o novo filme baseado no seu romance "O Sorriso das Estrelas" que conta com Richard Gere no papel principal. Não posso perder.

Segundo o jornal Correio da Manhã: «DOSSIER PESSOA-CROWLEY PARA DESCONHECIDO

O dossier que reúne a correspondência entre Fernando Pessoa e o ocultista britânico Aleister Crowley, um dos destaques do leilão de bens do poeta realizado ontem à noite (dia 13) no Centro Cultural de Belém, foi arrematado por 50 mil euros através de um telefonema.

Nenhum dos presentes na sala onde o leilão está a decorrer licitou esse dossier e, perante o anúncio do leiloeiro de que este fora arrematado, não faltou quem comentasse que ninguém daria tanto dinheiro pelos documentos.

Comprada por uma mulher com sotaque francês foi uma fotografia do poeta a passear no Chiado, arrematada por 13 500 euros quando a base de licitação era de apenas seis mil. Já um retrato de Fernando Pessoa em criança ficou por 500 euros.»

Ainda segundo o mesmo jornal a arca de Fernando Pessoa foi arrematada por um coleccionador privado que o quis oferecer ao pai, apaixonado e detentor de vários livros do poeta. «A arca onde o poeta português guardava os seus inéditos, um dos bens que Inês Pedrosa mais desejava para a Casa Fernando Pessoa, foi adquirida pelo valor base de licitação, que era de 50 mil euros. O coleccionador, porém, está disposto a abdicar dela, em favor do Estado. “Se o Estado quiser ficar com a arca, pois estará no seu direito, e tê-la-á”.

«Durante o leilão, onde vários lotes ficaram retidos na leiloeira por falta de licitação, enquanto outros foram arrematados pelo preço mínimo. Por telefone, um coleccionador francês arrematou a quase totalidade dos lotes mais disputados, e ficou com as fotografias originais de Fernando Pessoa, nomeadamente uma do poeta ainda criança e quando se passeava no Chiado – uma das imagens mais emblemáticas do artista.»

Se foi um coleccionador a ficar com as peças mais disputadas significa que o espólio pessoano acabou por não ficar no nosso país, o que é uma pena. Tantas vezes que se investe em coisas sem significado, e agora que o ideal era o Estado Português ficar com a maioria, senão a totalidade das peças, acabou por deixar ir o espólio daquele que é para mim o melhor português de sempre.

Livros de Saramago esgotados em Pequim

Os livros do Nobel português José Saramago estão esgotados naquela que é a maior livraria de Pequim. O mesmo se passa nas compras por internet.

Os livros como "Memorial do Convento" e "Ensaio sobre a Cegueira", traduzidos por um antigo jornalista da Rádio China Internacional, Fan Weixin, são os únicos romances publicados na China, o que mostra a aposta em Saramago devia ser cada vez maior. De facto, os autores portugueses ainda não são muito traduzidos na China, sendo Saramago, entre os contemporâneos talvez o mais conhecido.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um livro a comprar brevemente

Como amante de policiais não quero deixar de comprar este livro escrito por vários autores portugueses. Dos nove escritores apenas conheço a escrita de Mário Cláudio, mas não em policiais e Francisco José Viegas dos quais já li vários dos policiais do autor desde "Crime em Ponta Delgada"; "Um crime na exposição" e "Um crime na capital". Neste momento ando a ler também "Algumas distracções" que está no carro para aqueles dias em que estou em filas intermináveis ou à espera de alguém. Os livros andam sempre espalhados por diversos pontos estratégicos, para nunca estar sozinha. Sinopse: «É um crime, caro leitor. Um crime! A vítima somos nós, leitores portugueses, e não há dados que nos apontem para um possível assassino. É praticamente um dado unânime que a literatura portuguesa é vítima de um crime de ausência: a do policial entre a nossa ficção. (...) Talvez a melhor solução seja mesmo um livro de contos policiais, com uma mira atirada à própria cultura de um país. Daí este livro que tem em mãos...» (Pedro Sena-Lino) Nove destemidos autores portugueses aceitaram o desafio de escrever um conto policial. O resultado desta perigosa experiência é um tiro certeiro: nove contos policiais de alto calibre! Muito cuidado com os textos de: Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Mafalda Ivo Cruz, Mário Cláudio, Rui Zink, Valter Hugo Mãe. E com a estreia de Ricardo Miguel Gomes. Coordenada por Pedro Sena-Lino, esta colectânea de Contos Policiais é a obra inesperada do ano, com incalculável valor literário. Perigo de vida, leia já!

Leilão de Pessoa decorre hoje. Espólio vale mais de 400 mil euros

O leilão, constituído por 70 lotes, contém diversos papéis e uma arca de Fernando Pessoa, e realiza-se hoje à noite no Centro Cultural de Belém. O Estado vai tentar arrebatar os documentos mais importantes que estão na posse dos herdeiros do poeta lisboeta.

O valor do espólio, que será leiloado pela P4 Photography, poderá exceder os 400 mil euros, sendo que a arca pertencente ao poeta d’ “A Mensagem” poderá atingir os 100 mil euros. Constam ainda poemas inéditos, algumas cartas (astrológicas e não só) e fotografias assim como o ‘Dossiê Pessoa-Crowley’, referente ao relacionamento, iniciado em Novembro de 1929, entre Pessoa e o ocultista britânico Aleister Crowley.

Do espólio consta ainda o “De Secretis Livri XVII”, de Wecker Johann Jacob, publicado em 1583. Outro livro é do grande amigo António Botto: "Ciúme - Canções" que contém rectificações do autor. A arca contém os dois primeiros números da revista Orpheu e três exemplares do Sudoeste Magazine, um da revista Contemporânea de 1922, esta última com base de licitação de 500 euros.

Do primeiro lote consta ainda uma carta endereçada a si própria, no dia do seu aniversário, 13 de Junho, contendo vários tipos de cruz, em que se pode ler: "Com a regularidade do costume, faço annos este anno no mesmo dia que no anno passado Admiradores que somos d'essa regularidade, que com certeza teria prémio num collegio, não queremos deixar de o felicitar por ella e lhe desejar que muitas vezes continue no mesmo systema".

A manutenção das peças em território nacional está, no entanto, garantida, até porque foi assinado o despacho de 14 Outubro que o classifica como Património Nacional, o que proíbe a sua exportação.
Casa Fernando Pessoa vai impugnar venda de contracapa de livro
No entanto, a Casa Fernando Pessoa já fez saber que vai impugnar a venda do lote 21 do espólio pessoano, referente à contracapa do livro “As doutrinas anarquistas”, de Paul Ezervacher, pertencente a Fernando Pessoa e que contém anotações em inglês a par de um texto iniciado pelo poeta.
De referir que a capa e o livro constam já do acervo pessoano actualmente em poder da Casa Fernando Pessoa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Novos lançamentos da editora Saída de Emergência




A editora Saída de Emergência lançou mais um livro de uma escritora muito querida dos portugueses, Nora Roberts – “Luzes do Norte”. Este é uma romance sobre duas almas solitárias que encontram amor e redenção numa remota vila do Alasca.

Sinopse: A vila de Lunacy é a última chance para Nate Burke. Como polícia em Baltimore, assistiu à morte do colega na rua, e a culpa ainda o persegue. Sem mais nenhum lugar para onde ir, aceita a função de Chefe da Polícia nessa pequena e remota vila do Alasca. Quando começa a perguntar-se se a mudança não terá sido um grande erro,um beijo imprevisto e arrebatador na passagem do ano, levanta o seu espírito e convence-o a ficar mais tempo. Meg Galloway, nascida e criada em Lunacy, está habituada à solidão. Era apenas uma jovem quando o seu pai desapareceu e teve de aprender a ser independente, pilotando a sua pequena avioneta e vivendo nos arredores da vila na companhia dos seus huskies. Depois do beijo ao novo Chefe da Polícia, permite-se ceder à paixão. E, agora, as coisas em Lunacy começam a aquecer. Há alguns anos, numa das majestosas montanhas que sombreiam a vila, ocorreu um crime que nunca foi resolvido e Nate suspeita que o assassino continua em Lunacy. A sua investigação vai desenterrar segredos e suspeitas, bem como trazer ao de cima o instinto de sobrevivência que fez dele um dos melhores polícias em Baltimore. O que ele não podia saber é que a sua descoberta vai ameaçar a nova vida e o novo amor...

A par disso há a destacar ainda os livros “Aria” de Nassim Assefi; “Carbono Alterado” [Edição Especial] de Richard Morgan; “Branco” de Rosie Thomas; “O Falsificados de Da Vinci” de Thomas Swan e “A pensar em ti” de Jill Mansell.

Sinopse: Jill Mansell, a rainha da chick-lit, volta a surpreender-nos com uma história inteligente, sensual e divertida.

Quando a filha única de Ginny Holland sai de casa para ir para a universidade, Ginny fica desesperadamente sozinha. Com um divórcio amigável para trás, quer começar de novo e preencher as horas solitárias sem a filha. Infelizmente, o primeiro homem que Ginny pensa ter ficado atraído por ela, acusa-a de tentar roubar um pavão de cerâmica que ela se esquecera que tinha na mão ao sair da loja. Decidida a conhecer pessoas novas, aluga um dos quartos da sua casa, mas o que consegue é a companhia de Laurel, uma mulher que só fala do ex-namorado. Para piorar as coisas, quando Ginny arranja um emprego num restaurante, descobre que o novo patrão é o mesmo que a acusou de roubar na loja. Será que as coisas ainda podiam ficar pior? Claro que sim! É que a sua filha, ainda a aprender a viver sozinha, acaba de cometer uma grande asneira e perder a melhor amiga. E, mais uma vez, vai ter de ser a mãe a resolver tudo!

Mosteiro dos Jerónimos acolhe recital de poesia

A comemorar o 120.º aniversário de Fernando Pessoa o Mosteiro dos Jerónimos, desde o dia 27 de Outubro que tem vindo a receber, semanalmente, uma iniciativa poética de tributo ao poeta lisboeta.

O tributo trata de um recital que conjuga textos de Fernando Pessoa assim como os seus heterónimos mais conhecidos: Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares. A par do recital os visitantes do Mosteiro dos Jerónimos farão uma visita guiada ao próprio monumento, ao som da poesia pessoana. A visita termina junto ao túmulo de Fernando Pessoa.

Esta iniciativa decorre todas as segundas-feiras às 11.00 e às 15.00 horas.

A par deste evento, foi lançada ainda uma produção pertencente ao Museu da Poesia intitulada “Minha Pátria é A Língua Portuguesa” que contém textos do poeta

Fernando Pessoa ditos por Nuno Miguel Henriques. Mais informações no site do Museu da Poesia: www.museudapoesia.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Morreu escritor Michael Crichton





O escritor norte-americano Michael Crichton, faleceu no passado dia 4, vítima de cancro. Autor de mais de uma dezena de"best-sellers", entre os quais "Parque Jurássico", "Congo" e "O mundo perdido", Crichton faleceu aos 66 anos em Los Angeles.

Michael Crichton nasceu em Chicado a 23 de Outubro de 1942, e era filho de um jornalista que desde cedo o incentivou na escrita. Os primeiros livros do autor surgiram com o pseudónimo Jeffery Hudson. O seu género literário pode é a união de acção e de detalhes técnicos. Crichton é formado em medicina pela Harvard Medical School e nos primeiros anos da década de 70 partiu para a Califórnia, começando a dirigir filmes baseados nos seus livros. Entre outros, Crichton dirigiu o filme "Coma", adaptado de um livro de Robin Cook.

As obras de Michael Crichton estão traduzidas em 30 línguas, tendo várias delas sido transpostas para o cinema. O autor norte-americano vendeu mais de 150 milhões de exemplares das suas obras.

O livro mais conhecido poderá ter sido "Parque Jurássico", uma trilogia, que virou um filme sucesso de bilheteiras. Obras de ficção: Presas; Next; Canibais; Estado de Pânico; Resgate no Tempo; O homem terminal; Congo; O mundo perdido; Revelação; Sol Nascente; entre outros.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Livro de Amadeu Baptista vence Prémio de Poesia João Lúcio

"Poemas de Caravaggio", livro de Amadeu Baptista, venceu a primeira edição do Prémio de Poesia João Lúcio, no valor de 10 mil euros. Este prémio é dado pela Câmara Municipal de Olhão sendo o objectivo principal a promoção e divulgação do poeta João Lúcio.

De referir que "Poemas de Caravaggio" já tinha sido distinguido com o Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire, em 2007.

Amadeu Baptista nasceu no Porto em 1953 tendo frequentando a Faculdade de Letras da Universidade do Porto colaborando, actualmente, em vários jornais e revistas nacionais e estrangeiros. Tem poemas traduzidos para Alemão, Castelhano, Catalão, Italiano, Inglês, Francês, Hebraico e Romeno. De entre os seus vários livros inéditos, destacam-se Estrela de Bizâncio (vencedor do Prémio de Poesia e Ficção de Almada 2005, promovido pela Câmara Municipal daquela cidade), Os selos da Lituânia (vencedor ex-aequo do Prémio Literário Cidade do Funchal - Prémio Edmundo Bettencourt - Poesia 2008, promovido pela Câmara Municipal do Funchal), Açougue (vencedor, em 2008, da XVI edição do Prémio de Poesia Espiral Mayor); Doze Cantos do Mundo (vencedor do Prémio Literário Oliva Guerra 2008, instituído pela Câmara Municipal de Sintra); "Maçã" (Prémio José Silvério de Andrade - Foz Côa Cultural, 1985); Arte do Regresso (Prémio Pedro Mir); Paixão (Prémio Vítor Matos e Sá, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2001 e Prémio Teixeira de Pascoaes, 2004); O Claro Interior (Prémio de Poesia e Ficção de Almada, 2000); O Bosque Cintilante (Prémio Nacional Sebastião da Gama); O Bosque Cintilante (Prémio Nacional Sebastião da Gama); Sobre as Imagens (vencedor da edição portuguesa do Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica).

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Adriana Calcanhoto lança "Saga Lusa"

"Saga Lusa - O relato de uma viagem" assim se chama o livro que a Quasi Edições vai lançar já no próximo dia 11 de Novembro. A autora do livro é a conhecida cantora e compositora brasileira Adriana Calcanhoto que conta na primeira pessoa a sua viagem por Portugal durante a tornée do álbum, Maré.


O livro vai ter a apresentação de José António Pinto Ribeiro e terá lugar na Casa Fernando Pessoa, dia 11 de Novembro, às 18h30.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Vencedor está só - Paulo Coelho [Opinião]

Título: O Vencedor está só
Autor: Paulo Coelho
N.º de Páginas: 352
PVP: 15,50€
Sinopse:
O Vencedor Está Só é, segundo Paulo Coelho, uma fotografia do mundo em que vivemos. A acção, em ritmo acelerado, passa-se em 24 horas, durante o Festival de Cinema de Cannes. Mas não é a indústria cinematográfica que está em jogo para Igor Dalev, o empresário russo que chega à cidade francesa com a obsessão de recuperar Ewa, o grande amor da sua vida. Para chamar a atenção da ex-mulher, Igor transforma-se num assassino em série. Em torno desta mente doentia estão produtores, actores consagrados, candidatas a actriz, top models e estilistas, num retrato impiedoso da Superclasse, a elite da elite que define o rumo da vida dos nossos dias. Transmitindo ao leitor pormenores de como vivem e se comportam as personagens baseadas na vida real, Paulo Coelho faz do seu romance não só um testemunho da crise de valores de um universo centrado nas aparências mas, acima de tudo, um thriller que se lê de um só fôlego.
A minha opinião:
Igor, presidente de uma empresa de telecomunicações russa, viaja para Cannes, local onde se encontra a sua ex-mulher com o actual marido, Hamid, um costureiro famoso. Pensando na ex-mulher a toda a hora, tornando-se numa clara obsessão, Igor transforma-se num assassino em série matando, ao longo de um dia, algumas pessoas que se atravessam no seu caminho e sem razão aparente.
A captura deste assassino torna-se, portanto, muito complicada, já que os mortos não têm qualquer ligação entre eles, não estabelecendo qualquer pista para a polícia local.
Pelo meio da trama, misturam-se ainda uma jovem modelo que é aliciada por uma proposta irrecusável e uma aspirante a actriz que viu o seu sonho transformar-se em realidade, quando é escolhida para ser a personagem principal de um filme, cujo realizador é bastante conhecido no meio.

“…Perguntei-lhe porque estava naquela festa: respondeu-me que perdera o seu amor, que viera até ali para a procurar, e agora já não tinha a certeza se desejava exactamente aquilo. Pediu-me que olhasse ao meu redor: estávamos cercados de pessoas cheias de certezas, de glórias, de conquistas. Comentou: «Não se estão a divertir. Acham que chegaram ao topo das suas carreiras, e a inevitável descida assusta-os. Esqueceram-se de que ainda existe um mundo inteiro para conquistar porque se habituaram. Passaram a ter muitas coisas e poucas aspirações. Estão cheios de problemas resolvidos, projectos aprovados, empresas que prosperam sem que seja necessária qualquer interferência. Agora, só lhes resta ter medo da mudança, e por isso andam de festa em festa, de encontro em encontro – para não terem tempo para pensar. Para encontrarem as mesmas pessoas e acharem que continua tudo igual. As certezas substituíram as paixões.”

“…por vezes a vida separa determinadas pessoas apenas para que cada uma delas perceba o quão importante é para a outra.”

“O nome faz com que alguém se transforme num indivíduo único e especial, com passado e futuro, ascendentes e possíveis descendentes, conquistas e derrotas. As pessoas são os seus enormes, orgulham-se deles, repetem-nos milhares de vezes no curso de uma vida e identificam-se com essas palavras. É a primeira palavra que aprendem depois do genérico «papá» e «mamã».

Mas o espírito não tem nome, é a verdade pura, habita aquele corpo por um determinado período e um dia irá deixá-lo – sem que Deus se preocupe em perguntar «Quem é você?» quando a alma chega diante do julgamento final. Deus perguntará apenas: «Você amou enquanto estava vivo?» A essência da vida é essa: a capacidade de amar, e não o nome que carregamos nos nossos passaportes, cartões-de-visita, bilhetes de identidade.”

Paulo Coelho é um dos escritores mais lidos do Mundo, porém acaba por ser igualmente um dos mais polémicos e votado ao desprezo, visto os seus livros não merecerem sequer crítica internacional. Apesar disso, cada livro que é lançadotorna-se um best-seller. Já vendeu mais de 100 milhões de livros em 160 países.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Nicholas Sparks vai estar em Portugal

Segundo a Presença, editora de Nicholas Sparks em Portugal, o autor norte-americano vai estar no nosso país para sessões de autógrafos entre os dias 10 e 12 de Novembro.

Dia 10, pelas 18 horas, Sparks vai estar na Fnac do CC Vasco da Gama; dia 11 às 18h na livraria do El Corte Ingles de Lisboa; dia 12 pelas 12 horas no Continente do CC Colombo, e pelas 18h estará no hipermercado Jumbo de Setúbal.

É pena que o autor esteja apenas presente no centro do país, sobretudo em Lisboa. Os fãs do resto do país que por várias razões não estarão presentes na capital, não vão poder ter autógrafos do autor, como é o meu caso.

Na sua pele - Jennifer Weiner [Opinião]

Título: Na sua pele
Autor:
Jennifer Weiner
N.º de Páginas: 408
PVP: 17,67€

Sinopse:
Depois do êxito internacional do livro Bons Na Cama, já publicado pela Editorial Presença, que ocupou a tabela de bestsellers dos jornais americanos, Jennifer Weiner regressa com mais uma obra de fôlego. Na Sua Pele conta a história de duas irmãs que nada têm em comum, além do mesmo número de calçado e de uma avó que nunca conheceram. Maggie, 28 anos, desempregada, é bonita e consegue sempre o que quer. Rose, 30 anos, advogada, é gordinha, muito pragmática e responsável, tal como uma irmã mais velha se deve comportar. No entanto, tem tendência a esquecer a sua própria felicidade sendo por vezes negligenciada pela irmã, como daquela vez em que Maggie seduziu um dos raros namorados de Rose. A rivalidade entre as duas acentuou-se ao longo dos anos motivada pela morte da mãe e por segredos familiares que lhes foram ocultados. Agora, já adultas terão de aprender a conviver uma com a outra, aceitando as fragilidades e esquecendo neuroses antigas. Uma obra carregada de afectividade e muito sentido de humor.

A minha opinião:
A história das duas irmãs que ficam muito cedo órfãs de mãe encantou-me deveras. Um livro leve, bom de ler, mostra o relacionamento (ou não) de duas irmãs, que apesar das suas diferenças se vão ajudando, uma mais do que outra. Maggie é uma rapariga despreocupada com a vida, sem emprego certo e com o sonho de ser tornar famosa. Rose, a irmã mais velha, é uma pessoa mais ponderada, tirou o curso de advocacia e exerce-o até que um desgosto de amor faz com que peça licença da empresa onde trabalha para começar a cuidar dos animais das outras pessoas. É uma pessoa que não é muito atraente em termos físicos, ao contrário de Maggie, mas bastante inteligente. Depois de conhecerem a avó, de quem se viram separadas logo que a mãe morreu, a vida começa a ser diferente para ambas, mostrando que a família ainda continua a ser bastante importante e um elo de ligação para toda a sua vida. Numa tarde de domingo, que não tenha mais nada para fazer, alugarei o dvd baseado no livro, para passar um pouco melhor o tempo. De certeza que terá, tal como o livro, situações deveras engraçadas.

Poeta Fernando Guimarães vence Prémio Ruy Belo

O Prémio Lietrário Ruy Belo 2008 foi atribuído ao poeta Fernando Guimarães, com o livro "Na Voz de um Nome". Galardão este atribuído pela Câmara Municipal de Sintra.

O livro de Fernando Guimarães foi distinguido entre 47 títulos concorrentes na categoria de obra poética publicada no biénio 2006/2007.

Fernando Guimarães nasceu no Porto em 1928 e além de poeta destaca-se no campo da literatura igualmente como ensaísta e tradutor.

Esta não é a primeira vez que Fernando Guimarães recebe prémios já que foram atribuídas importantes distinções nacionais à sua obra poética, como o Prémio D. Dinis (1985), da Fundação Casa de Mateus, o Prémio do Pen Clube (1988) e o Prémio da Fundação Luís Miguel Nava (2003).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"O Destino Turístico" é o novo livro de Rui Zink






No último fim-de-semana Rui Zink apresentou o seu último livro "O Destino Turístico".

Sinopse:

Há um sítio onde se faz turismo de guerra. Quem lá vai quer assistir e participar ao vivo em bombardeamentos, explosões e atentados.

Há anos que a Zona é tristemente célebre pelo estado contínuo de guerra civil… é um verdadeiro “paraíso infernal”. Greg parece ser apenas mais um turista, mas o seu guia – após o desaparecimento de uma delegação de observadores filipinos – começa a questionar as suas verdadeiras intenções. Porque será que Greg decidiu visitar aquele inferno de horror quotidiano?!

António Lobo Antunes apresenta "OArquipélago da Insónia"

Mais uma prova de que os livros também podem ser publicitados nas novas tecnologias: António Lobo Antunes apresenta o seu mais recente livro no youtube. Poderá ser visto através do link: http://www.youtube.com/watch?v=cM5bSKc3Wuc

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Escritor Luandino Vieira vence Prémio Nacional de Cultura angolano




O autor de “Luuanda", Luandino Vieira, venceu o Prémio Nacional de Cultura de Angola, na categoria de Literatura, no valor de 35.000 dólares, atribuído pelo Ministério da Cultura.

Vencedor do Prémio Camões 2006, o maior galardão literário da língua portuguesa, Luandino Vieira, recusou receber o prémio alegando «motivos íntimos e pessoais». Contudo sabe-se por entrevistas dadas sobretudo ao JL, (Jornal de Letras Artes & Ideias), que não aceitou o prémio por se considerar um escritor morto e que como tal o Prémio deveria ser entregue a alguém que continuasse a produzir. Tal facto veio-se alterar pois já havia rumores que Luandino Vieira estava a preparar uma nova obra, que iria sair a lume em 2006.

José Luandino Vieira, pseudónimo literário de José Vieira Mateus da Graça, tornou-se cidadão angolano por combater ao lado do MPLA contra o domínio português naquela colónia e por ter contribuindo para a criação da República Popular de Angola. Foi preso pela PIDE, em 1959, acusado de ligações ao movimento independentista, tendo sido libertado pouco tempo depois. Actualmente, reside em Portugal.

Entre outros prémios literários, conquistou o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores (1965), com o polémico romance "Luuanda", o Prémio Sociedade Cultural de Angola (1961), o da Casa do Império dos Estudantes - Lisboa (1963) e o da Associação de Naturais de Angola (1963).

Da sua obra constam títulos como "Nosso Musseque", "A vida verdadeira de Domingos Xavier", "Nós, os do Makulusu", "Luuanda", "No antigamente, na vida", "Velhas estórias", "A cidade e a infância", "Vidas novas", "Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & Eu".

Com "De rios velhos e guerrilheiros - O livro dos rios", o escritor pôs fim em 2006 a um prolongado silêncio editorial.

Dewey - O Gato que Comoveu o Mundo - Vicki Myron [Opinião]

Título: Dewey - O Gato que comoveu o mundo
Autor:
Vicky Myron
N.º de Páginas: 282
PVP: 14,50€

Sinopse:
Que influência pode um animal ter? E quantas vidas pode um animal tocar? Conheça a maravilhosa história do gato que comoveu o mundo!

Como é possível que um gato abandonado transforme uma pequena biblioteca, salve uma típica cidade americana e se torne famoso em todo o mundo?

A história de Dewey começa da pior forma possível. Com apenas algumas semanas, na noite mais fria do ano, foi enfiado na caixa de devolução de livros da Biblioteca pública de Spencer. Encontrado na manhã seguinte, Dewey conquistou o coração de todos os funcionários da biblioteca, ao distribuir por todos gestos de agradecimento e amor. Nos anos que se seguiram, nunca deixou de encantar as pessoas de Spencer com o seu entusiasmo, vivacidade e, acima de tudo, o seu sexto sentido: percebia sempre quem necessitava mais dele. À medida que a sua fama crescia de cidade em cidade, de estado em estado e, surpreendentemente, por todo o mundo, Dewey tornou-se, mais que um amigo, um motivo de orgulho de uma extraordinária cidade rural no coração da América, que lentamente se ergueu da maior crise da sua história.
A minha opinião:
Este foi um livro encantador. Para quem como eu adora animais e os vê como mais um membro da família não poderia achar mais piada a este gato de biblioteca. Revivi muitas situações que sucedem diariamente em minha casa com a minha Betinha, a gatinha que é mais minha ‘filha’ do que meu animal de estimação. Gostei do livro, assim como tinha gostado do Marley e eu. São livros enternecedores, mas com um final tudo menos feliz: com a morte dos animais.

domingo, 26 de outubro de 2008

Helena Sacadura Cabral lança "As magníficas - O Fascínio do Poder"



Mais um livro para ler.

Sinopse:
Sobre o papel das mulheres na construção do país que somos, reina o silêncio. Se é indiscutível que a História de Portugal foi erigida com uma importante influência feminina, também é verdade que este contributo tem sido lamentavelmente minorado ou mesmo esquecido pela grande maioria dos historiadores. Exaltamos os nossos reis, as suas qualidades, os jogos de poder em que estiveram envolvidos, as vitórias que alcançaram. Mas as suas consortes são quase sempre vistas como meros peões deste jogo. Neste livro, Helena Sacadura Cabral surpreende-nos ao recuperar a história de nove magníficas mulheres que souberam deixar a sua marca e influenciar decisivamente a vida nacional. O que têm em comum D. Teresa, a primeira rainha de Portugal, Santa Isabel, a pacificadora, D. Leonor Teles, a licenciosa, D. Filipa de Lencastre, a mãe da Ínclita Geração, D. Catarina de Áustria, a centralizadora, D. Luísa de Gusmão, uma regente poderosa, D. Carlota Joaquina, a política irreverente, D. Maria, a única mulher a ocupar, por direito próprio, a chefia do Estado português já num ordenamento constitucional, e D. Amélia, que viu morrer nos seus braços o marido e o seu filho, o príncipe herdeiro? Foram rainhas, regentes, mães, esposas dedicadas, diplomatas de calibre, políticas argutas e quase todas elas sentiram esse imenso fascínio que o poder parece desencadear.

Após Filipa de Lencastre, Isabel Stilwell lança Catarina de Bragança



Após o romance histórico Filipa de Lencastre, Isabel Stilwell lança agora Catarina de Bragança.

Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudade da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de conhecê-lo. Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não foi capaz de cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. «Se ao menos não o amasse tanto!», pensava nas noites mais longas e tristes... Ao longo destas páginas apaixonamo-nos, sofremos, rimos e choramos.




Este é daqueles livros que já está na minha lista de livros a comprar. Além de apreciar a escrita da autora, gosto mais ainda de livros históricos

Myra é o novo livro de Maria Velho da Costa


Após oito anos sem editar, MariaVelho da Costa presenteia os seus leitores com o livro "Myra" numa edição da Assírio & Alvim.

Sinopse: «Falta muito?, perguntou Myra, no desvio do descampado deserto, agreste de árvores cinza na madrugada, rebanhos de ovelhas e bois com a cabeça descida à terra ocre, de fome, de sono.

Falta o que falta da tua história. E o Sr. Kleber sorriu.

Não tenhas medo, miúda. Em todas as histórias há sempre uma ponta do paraíso, um véu de clemência que estende uma ponta, fugaz que seja.»

«O céu estava baixo e muito escuro. Havia estrias roxas e verdes na distância mais clareada do horizonte e pareciam, céu e mar, uma única onda a levantar-se para cobrir a terra. Myra tirou os sapatos e as meias rotas e ficou parada a ver aquele assombro. Se corresse por ali adentro ninguém daria com ela nunca mais, nem no país dali, nem em nenhum outro.»

(excertos)

O livro contém ainda um caderno de ilustrações de Ilda David.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

José Rodrigues dos Santos em entrevista ao DN

A propósito do lançamento do seu mais recente livro "A vida num sopro", José Rodrigues dos Santos dá uma entrevista ao DN que pode ser vista aqui: http://dn.sapo.pt/2008/10/23/entrevista/este_e_livro_a_jose_rodrigues_santos.html


O jornalista é também capa da revista Sábado, onde fala da sua vida pessoal e também, claro está, do seu novo livro.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Autora de D. Sebastião e o Vidente lança novo livro







Deana Barroqueiro, autora de D. Sebastião e o Vidente lançou um novo livro, desta vez incidindo em Bartolomeu Dias.

“O Navegador da Passagem” relata «a odisseia de um Homem espoliado do seu Sonho».

Sinopse

Quando a Armada de Pedro Álvares Cabral, depois de ter descoberto as Terras da Santa Cruz (Brasil), prosseguia a sua viagem para a Índia um grande cometa surgiu nos céus… Naquele tempo, os cometas eram tomados como um prenúncio agoirento de desastres e Bartolomeu Dias, capitão de uma caravela dessa armada de treze navios, tem o pressentimento da morte e recorda a sua vida feita de viagens e aventuras.


A viagem da descoberta da passagem entre os oceanos Atlântico e Índico – um feito extraordinário que abriu o caminho da Índia a Vasco da Gama – é aquela que Bartolomeu relembra com maior intensidade, em particular uma história de amor proibida e condenada ao fracasso e à tragédia com uma escrava que transportava a bordo da sua caravela e teria de desterrar nos lugares por si descobertos.




Amargurado pela ingratidão dos dois reis a quem serviu, que não souberam reconhecer e premiar os seus extraordinários serviços, Bartolomeu Dias recorda igualmente os acontecimentos, as intrigas, crimes e jogos de poder dos seus senhores, dos quais foi testemunha nos breves momentos que passou em terra e na Corte.




A página da Porto Editora contém ainda as primeiras páginas do livro, assim como uma entrevista com a autora que poderá ver através do link: http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04162

Pode ainda visitar a página da própria escritora: http://deanabarroqueiro.blogspot.com/







Conheci a escrita de Deana Barroqueiro um pouco por acaso. Como sou apreciadora de livros sobre História, senti curiosidade quando vi, numa superfície comercial, o livro “D. Sebastião e o Vidente”, o que me levou a comprá-lo. Devo dizer que o livro atraiu-me tanto que não consegui parar de lê-lo até desvendar o seu final. Agora este novo vai de imediato para a minha ‘listinha’ de livros a comprar muito brevemente. De certeza que não me vai desiludir.

De referir que D. Sebastião e o Vidente foi distinguido com o Prémio Especial do Júri - Máxima 2007.

Editoras portuguesas apostam ainda mais em Grass, Murakami e Philip Roth





A Feira de Frankfurt já encerrou mas sabe-se que as editoras portuguesas fecharam muitos negócios e, em breve, vão chegar às livrarias novos títulos de Haruki Murakami, Robert Wilson, Philip Roth (Dom Quixote) e Günter Grass.

No caso de Philip Roth, o livro com o título original The Humblin, poderá chegar ao nosso país em 2010. No entanto, a editora Dom Quixote tem ainda em vista livros dos habituais auotores Robert Wilson com o livro The Ignorance of Blood e Sándor Márai.

Relativamente à Porto Editora vai editar duas obras vencedoras de prémios: The Brief Wondrous Life of Oscar Who, de Junot Díaz, que foi vencedor do Pulitzer para Ficção 2008, e The Road Home, de Rose Tremain vencedor do Prémio Orange de Ficção.

Quanto à Casa das Letras vai ter como novidades principais o segundo volume das memórias de Günter Grass (Die Box: Dunkelkammer-Geschichten); o primeiro livro de memórias de Haruki Murakami What I Talk About When I Talk About Running; textos inéditos do ‘pai’ do Principezinho, Manon, Danseuse et autres Textes Inédites, de Antoine de Saint-Exupéry, entre outros.

Livro revela que Pessoa era contra o salazarismo

«Contra Salazar» é o nome do livro que vai ser lançado na próxima sexta-feira, dia 24, em Coimbra, a cargo de António Apolinário Lourenço.

O livro reúne tudo o que Fernando Pessoa escreveu contra Salazar, num total de 146. Vão estar reunidos textos em prosa, poesia, cartas, num livro que evoca os 120 anos do nascimento do poeta português.

Miguel Sousa Tavares foi assaltado

Segundo a imprensa diária, a casa, situada na Lapa, do escritor e comentador da TVI, Miguel Sousa Tavares foi assaltada tendo sido roubado apenas um computador portátil onde o autor tinha dois livros iniciados, resultado de um ano de trabalho.

O escritor não tinha cópias dos livros, um conto de viagens e uma peça de teatro, embora a editora, Oficina do Livro, tenha parte dos livros guardada.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Agustina em palco e em palavras amigas

Até 31 deste mês, a Seiva Trupe vai homenagear a escritora amarantina Agustina Bessa-Luís, tendo para isso convidado várias personalidades do Porto para falarem da vida e obra da escritora.

Esta homenagem vai estar no Teatro do Campo Alegre até ao próximo dia 31 deste mês. Amanhã um dos convidados será Belmiro de Azevedo.

Urbano Tavares Rodrigues foi homenageado em Penafiel









As ruas de Penafiel, sobretudo as situadas na parte histórica, ‘transformaram-se’ para homenagear o escritor Urbano Tavares Rodrigues. A autarquia organizou colóquios, exposições, documentários e acções de rua até ao passado dia 19.

O objectivo da acção, foi o incentivo à leitura e dar conhecimento do autor lisboeta.

A cidade esteve coberta de post-its e cubos com excertos da obra de Urbano Tavares Rodrigues e uma das personagens dos seus livros - João Herculano – percorreu a principal artéria da cidade, convidando à leitura de um conto exposto em frente a um banco penafidelense.

O autor foi homenageado no quadro da iniciativa denominada Escritaria, organizada pela primeira vez pela Câmara de Penafiel, em conjunto com a editora Cão Menor.

Urbano Augusto Tavares Rodrigues nasceu em 1923 na cidade de Lisboa e é professor universitário, ficcionista, investigador e crítico literário português.

Apesar de ter nascido em Lisboa, a sua infância é passada no Alentejo, o que influenciou para sempre a sua obra. Licencia-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa, doutorando-se em 1984 com uma tese sobre o escritor Manuel Teixeira Gomes.

Foi leitor de português em várias Universidades estrangeiras, entre os anos de 1949 e 1955, época em que se encontrava impedido de exercer docência universitária em Portugal por motivos políticos. Depois da Revolução de 1974 retoma, em Portugal, a actividade docente. Em 1993, jubila-se como Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, continuando a exercer a docência na Universidade Autónoma de Lisboa.

É membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e membro correspondente da Academia Brasileira de Letras. Autor prolífico e prestigiado da segunda metade do século XX em Portugal, a obra de Urbano, que está traduzida em diversas línguas, tem como característica principal a tomada de consciência do indivíduo face a si mesmo e aos outros, processo que se desenvolve até ao reconhecimento de uma identidade social e política. Tem, além disso, colaboração dispersa por publicações variadas, entre as quais o Bulletin des Études Portugaises, Colóquio-Letras, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Vértice, Nouvel Observateur, entre outros, tendo sido director da revista Europa e jornalista de O Século e de O Diário de Lisboa, periódicos onde fez crítica teatral. Enquanto repórter, percorreu grande parte do mundo, tendo reunido os seus relatos de viagem nos volumes Santiago de Compostela (1949), Jornadas no Oriente (1956) e Jornadas na Europa (1958) entre outros livros de viagens que mais tarde publicou.

Militante comunista, o autor considera que, numa primeira fase, a sua obra foi influenciada pelo existencialismo francês da década de 50; mais tarde, na sequência da sua detenção no forte de Caxias, durante o regime ditatorial a que fez oposição, passou a revelar-se como uma literatura de resistência, a que se seguiu um novo período, mais optimista, no pós-25 de Abril.

Recebeu variados galardões literários, como o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa com a obra Uma Pedrada no Charco em 1958 (é de salientar que o seu pai, Urbano Rodrigues, já tinha vencido este prémio na edição do ano de 1948 com a obra O Castigo de D. João), Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários, Prémio da Imprensa Cultural, Prémio Vida Literária - atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores, Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

Apesar de ainda não ter lido a obra mais conhecida do autor, “Os Insubmissos” há uns anos li “Filipa nesse dia”, “Deriva”, “Oceano Oblíquo” e “Violeta e a noite”. Tenho que retomar as leituras do autor, que me prendeu desde o primeiro instante em que li “Oceano Oblíquo”.