quarta-feira, 15 de outubro de 2008 | By: Maria Manuel Magalhaes

Dentro de dez anos, livro digital poderá ultrapassar o papel

Daqui a dez anos, os livros digitais muito provavelmente vão ultrapassar os livros de papel. Esta foi uma conclusão de um inquérito realizado na 60.ª Feira do Livro de Frankfurt, a mil profissionais do sector livreiro, de 30 países presentes no certame.

Murilo António Carvalho vence primeiro Prémio Leya

‘O Rasto do Jaguar’, é obra do jornalista, escritor e realizador de TV brasileiro Murilo António Carvalho, de 60 anos, que o fez conquistar o primeiro Prémio Leya, no valor de cem mil euros. Entre os sete elementos do júri, constituído por 3 portugueses, 2 brasileiros, um angolano e um moçambicano, destaque para Manuel Alegre deu a novidade ao repórter, que à altura estava a gravar um documentário na Amazónia.

A escolha, que foi feita através de voto secreto, fez com que ‘O Rasto do Jaguar’ recolhesse seis votos em sete possíveis. A obra, praticamente desconhecida entre nós, vai ser editada pela Leya.

De referir que a Leya recebeu 448 originais a concurso e o prémiode cem mil euros é o maior atribuído às letras no nosso país.

O vencedor foi ainda apresentado oficialmente na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, onde a Leya se apresenta autonomamente.

Obra de Herberto Hélder quase esgotada

Dos três mil exemplares de "A faca não corta o fogo - súmula e inédita" postos à venda na passada semana, já não resta nenhum na Assírio & Alvim, editora de Herberto Hélder.

Em causa poderá estar a longa espera de 14 anos, que poderá ter feito crescer as expectativas em redor do novo livro de poemas inéditos do autor. Dezenas de pedidos foram feitos nas livrarias espalhadas por todo o país, o que fez com que a distribuidora colocasse todos os livros disponíveis no mercado, tendo-se visto inclusive obrigada a racionar algumas das encomendas.

Acabados os três mil exemplares, a Assírio & Alvim, já referiu que, devido a instruções do próprio autor, não vai fazer a sua reedição.

Aravin Adiga vence Man Booker Prize 2008 com "O Tigre Branco"






O livro "O Tigre Branco" do escritor Aravind Adiga, de 34 anos, é o vencedor do Man Booker Prize 2008, um dos mais prestigiados prémios da literatura mundial.

“O Tigre Branco” é o primeiro trabalho do escritor indiano e com a idade de 34 anos Aravin Adiga foi o mais jovem finalista deste prémio, no valor monetário de cerca de 64 mil euros.

De salientar que esta é apenas a terceira vez, em 40 anos de Booker Prize, que um escritor ganha o galardão com o primeiro livro que escreve.

"O Tigre Branco" conta a história de uma pessoa que vai usar todos os meios necessários a fim de concretizar o sonho de escapar de uma aldeia pobre para o sucesso de uma grande cidade.

Frankfurt: maior Feira do Livro

Frankfurt vai abrir o maior certame mundial do género tendo como uma das presenças prémio Nobel de 2006, Orphan Pamuk. A 60ª Feira do Livro, que tem início hoje, é composta por vários pavilhões, que ocupam uma área de 172 mil m2, o equivalente a quase 30 campos de futebol, onde estarão presentes 7500 expositores de mais de 100 países.

No entanto, apesar da Turquia ser a convidada de honra deste ano no certame, mais de 29 escritores e críticos literários turcos recusaram-se a participar no certame, acusando o Governo pró-islâmico de Recep Erdogan de “não ter o direito de representar a cultura e a literatura turcas”.

O Brasil vai ter presente 43 editoras sendo o principal objectivo dos livreiros brasileiros o aumento da presença da literatura do Brasil no mercado internacional e assegurar a negociação de pelo menos 15% dos maiores mercados editoriais do mundo. O escritor Paulo Coelho vai marcar presença na Feira do Livro, tendo elogiado as possibilidades que a Internet abre à literatura. O escritor disse ainda numa conferência de imprensa dada ontem, dia 14, que está convencido de que o livro impresso ainda vai durar pelo menos mais mil anos.

Nobel em dose tripla

A Presença tem vindo a publicar obras sucessivas de Orphan Pamuk, prémio Nobel de 2006, talvez pelo interesse que o povo português tem nutrido pelo escritor turco. Por isso mesmo, em menos de cem dias a editora lançou mais três obras do Nobel: A Casa do Silêncio; Neve e Istambul.
terça-feira, 14 de outubro de 2008 | By: Maria Manuel Magalhaes

Feminino Singular - Sveva Casatti Modignani [Opinião]

Título: Feminino Singular
Autor:
Sveva Casati Modignani
N.º de Páginas: 400
PVP: 14,94€

Sinopse:

Martina: uma figura de mulher «singular». Amada por uns e criticada por outros, toda a sua vida esteve sob o olhar inquisidor das gentes de Vertova, incluindo o das próprias filhas...

No decurso da sua existência, dos anos quarenta aos nossos dias, através das mais complicadas vicissitudes, ela tentará encontrar o caminho para atingir a sua autêntica vocação de mulher - gerar a vida. Terá três filhas, de três homens diferentes, sem desposar nenhum deles.

A sua morte súbita, nas vésperas do Natal, provocará um tremendo choque no seio familiar, e será Vienna, a sua mãe, a desvendar os mais íntimos segredos dessa mulher tão enigmática. Através do seu relato, descobriremos que afinal elas têm mais em comum do que pensavam: todas são mulheres atraentes e independentes, que amaram e se deixaram amar, e que decidiram, sobretudo, enfrentar os cânones sociais em prol de um bem maior - a maternidade.

A minha opinião:
Vienna, empregada de uma família abastada, casa com o homem íntegro. Mas o facto deste estar sempre a trabalhar distanciado da pequena aldeia faz com que esta se apaixone pelo filho dos patrões. Vivem um pequeno, mas tórrido romance, da qual nasce Martina. Stephano morre na guerra, sem saber que vai ser pai, e Vienna vai guardar esse segredo com ela e com o marido, que entretanto fica a saber a verdade, mas que não a revela à sua família.
Martina cresce e na escola apaixona-se perdidamente por Leandro, mas pensa sempre que não é correspondida. Envolve-se com Bruno Biffi, um rapaz problemático, e daí nasce a sua primeira filha, Giulliana, que vem a tornar-se uma actriz famosa. Bruno Biffi nunca chega a ter conhecimento que teve uma filha. Depois de uma relação com Sandro nasce Maria. Também Sandro não chega a saber que vai ser pai, já que morre num acidente de viação. Maria casa com um homem de quem a família não gosta, e tem dois filhos. Fica viúva ainda nova e refaz a sua vida com um farmacêutico. Anos mais tarde tem Osvalda fruto de uma relação com Oswald, professor britânico, e único que soube que tinha uma filha, apesar de não ter ficado com Martina. Osvalda é professora primária.
Apenas nos últimos anos de vida é que Martina refaz a sua vida com Leandro, sua paixão desde tenra idade e que também sempre gostara dela.
Este novo livro de Sveva Modignani retrata a história de várias gerações da mesma família que estiveram muito à frente do tempo, não se importando com a crítica social de que foram alvo.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Flor do Sal - Rosa Lobato de Faria [Opinião]

Título: A Flor do Sal
Autor:
Rosa Lobato de Faria 
N.º de Páginas: 224
PVP: 13,63€

Sinopse:

Entre a História e a actualidade, os mistérios do amor e da morte.

"A Flor do Sal" fala-nos da construção de um livro sobre um marinheiro do século XV e sobre o episódio de que ele foi protagonista.

Esse pescador de Cascais, Afonso Sanches (que efectivamente existiu), mais tarde baleeiro e por fim piloto de uma expedição que buscava a Índia a Ocidente, chegou casualmente às costas da América em 1481 (onze anos antes de Colombo) e disso deu notícia ao rei D. João II. Porém, o rei pediu-lhe silêncio sobre o seu achamento, por estar em vias de elaboração o Tratado de Tordesilhas.

Mais de quinhentos anos depois, Rosa Lobato de Faria aproveita este facto histórico para elaborar a sua própria ficção – e a sua história cruza-se com a de Afonso Sanches, num romance sobre os mistérios da criatividade, do amor e da morte.

A minha opinião:
Este nono romance de Rosa Lobato de Faria retrata sobretudo a vida do marinheiro Afonso Sanches, que chega à América doze anos antes de Colombo, mas a quem D. João II terá ordenado que se calasse devido a estar em curso o Tratado de Tordesilhas, que viria a separar o mundo “em duas partes iguais”.
Perante tal ordem, não resta mais nada ao marinheiro português que acatar a ordem do rei, retornando a Cascais para reencontrar a mulher que sempre trouxera no coração, apesar das aventuras que teve ao longo das suas viagens.

A vida num sopro é o novo romance de José Rodrigues dos Santos


A Vida Num Sopro é o novo romance de José Rodrigues dos Santos que a Gradiva vai lançar no mercado a partir de 23 de Outubro. A apresentação da obra está marcada para 25 de Outubro, sábado, na livraria Bertrand do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, às 17h00, segundo informações da própria editora.

José Rodrigues dos Santos é hoje um dos jornalistas mais influentes para as novas gerações e no panorama informativo nacional. No entanto, além da sua mais conhecida faceta como jornalista, José Rodrigues dos Santos é também um ensaísta e romancista. Especialmente nesta última vertente, tornou-se dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada. Até ao final de 2007 publicou quatro ensaios e cinco romances. O romance de estreia, intitulado "A Ilha das Trevas" foi reeditado pela Gradiva, em 2007, actual editora do autor.

As vendas dos seus livros em Portugal superam o meio milhão de exemplares. O Codex 632 vendeu 175 mil exemplares e a última obra, Sétimo Selo chegou aos 160 mil.




José Rodrigues dos Santos está publicado em treze línguas.