quinta-feira, 23 de outubro de 2008

José Rodrigues dos Santos em entrevista ao DN

A propósito do lançamento do seu mais recente livro "A vida num sopro", José Rodrigues dos Santos dá uma entrevista ao DN que pode ser vista aqui: http://dn.sapo.pt/2008/10/23/entrevista/este_e_livro_a_jose_rodrigues_santos.html


O jornalista é também capa da revista Sábado, onde fala da sua vida pessoal e também, claro está, do seu novo livro.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Autora de D. Sebastião e o Vidente lança novo livro







Deana Barroqueiro, autora de D. Sebastião e o Vidente lançou um novo livro, desta vez incidindo em Bartolomeu Dias.

“O Navegador da Passagem” relata «a odisseia de um Homem espoliado do seu Sonho».

Sinopse

Quando a Armada de Pedro Álvares Cabral, depois de ter descoberto as Terras da Santa Cruz (Brasil), prosseguia a sua viagem para a Índia um grande cometa surgiu nos céus… Naquele tempo, os cometas eram tomados como um prenúncio agoirento de desastres e Bartolomeu Dias, capitão de uma caravela dessa armada de treze navios, tem o pressentimento da morte e recorda a sua vida feita de viagens e aventuras.


A viagem da descoberta da passagem entre os oceanos Atlântico e Índico – um feito extraordinário que abriu o caminho da Índia a Vasco da Gama – é aquela que Bartolomeu relembra com maior intensidade, em particular uma história de amor proibida e condenada ao fracasso e à tragédia com uma escrava que transportava a bordo da sua caravela e teria de desterrar nos lugares por si descobertos.




Amargurado pela ingratidão dos dois reis a quem serviu, que não souberam reconhecer e premiar os seus extraordinários serviços, Bartolomeu Dias recorda igualmente os acontecimentos, as intrigas, crimes e jogos de poder dos seus senhores, dos quais foi testemunha nos breves momentos que passou em terra e na Corte.




A página da Porto Editora contém ainda as primeiras páginas do livro, assim como uma entrevista com a autora que poderá ver através do link: http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=04162

Pode ainda visitar a página da própria escritora: http://deanabarroqueiro.blogspot.com/







Conheci a escrita de Deana Barroqueiro um pouco por acaso. Como sou apreciadora de livros sobre História, senti curiosidade quando vi, numa superfície comercial, o livro “D. Sebastião e o Vidente”, o que me levou a comprá-lo. Devo dizer que o livro atraiu-me tanto que não consegui parar de lê-lo até desvendar o seu final. Agora este novo vai de imediato para a minha ‘listinha’ de livros a comprar muito brevemente. De certeza que não me vai desiludir.

De referir que D. Sebastião e o Vidente foi distinguido com o Prémio Especial do Júri - Máxima 2007.

Editoras portuguesas apostam ainda mais em Grass, Murakami e Philip Roth





A Feira de Frankfurt já encerrou mas sabe-se que as editoras portuguesas fecharam muitos negócios e, em breve, vão chegar às livrarias novos títulos de Haruki Murakami, Robert Wilson, Philip Roth (Dom Quixote) e Günter Grass.

No caso de Philip Roth, o livro com o título original The Humblin, poderá chegar ao nosso país em 2010. No entanto, a editora Dom Quixote tem ainda em vista livros dos habituais auotores Robert Wilson com o livro The Ignorance of Blood e Sándor Márai.

Relativamente à Porto Editora vai editar duas obras vencedoras de prémios: The Brief Wondrous Life of Oscar Who, de Junot Díaz, que foi vencedor do Pulitzer para Ficção 2008, e The Road Home, de Rose Tremain vencedor do Prémio Orange de Ficção.

Quanto à Casa das Letras vai ter como novidades principais o segundo volume das memórias de Günter Grass (Die Box: Dunkelkammer-Geschichten); o primeiro livro de memórias de Haruki Murakami What I Talk About When I Talk About Running; textos inéditos do ‘pai’ do Principezinho, Manon, Danseuse et autres Textes Inédites, de Antoine de Saint-Exupéry, entre outros.

Livro revela que Pessoa era contra o salazarismo

«Contra Salazar» é o nome do livro que vai ser lançado na próxima sexta-feira, dia 24, em Coimbra, a cargo de António Apolinário Lourenço.

O livro reúne tudo o que Fernando Pessoa escreveu contra Salazar, num total de 146. Vão estar reunidos textos em prosa, poesia, cartas, num livro que evoca os 120 anos do nascimento do poeta português.

Miguel Sousa Tavares foi assaltado

Segundo a imprensa diária, a casa, situada na Lapa, do escritor e comentador da TVI, Miguel Sousa Tavares foi assaltada tendo sido roubado apenas um computador portátil onde o autor tinha dois livros iniciados, resultado de um ano de trabalho.

O escritor não tinha cópias dos livros, um conto de viagens e uma peça de teatro, embora a editora, Oficina do Livro, tenha parte dos livros guardada.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Agustina em palco e em palavras amigas

Até 31 deste mês, a Seiva Trupe vai homenagear a escritora amarantina Agustina Bessa-Luís, tendo para isso convidado várias personalidades do Porto para falarem da vida e obra da escritora.

Esta homenagem vai estar no Teatro do Campo Alegre até ao próximo dia 31 deste mês. Amanhã um dos convidados será Belmiro de Azevedo.

Urbano Tavares Rodrigues foi homenageado em Penafiel









As ruas de Penafiel, sobretudo as situadas na parte histórica, ‘transformaram-se’ para homenagear o escritor Urbano Tavares Rodrigues. A autarquia organizou colóquios, exposições, documentários e acções de rua até ao passado dia 19.

O objectivo da acção, foi o incentivo à leitura e dar conhecimento do autor lisboeta.

A cidade esteve coberta de post-its e cubos com excertos da obra de Urbano Tavares Rodrigues e uma das personagens dos seus livros - João Herculano – percorreu a principal artéria da cidade, convidando à leitura de um conto exposto em frente a um banco penafidelense.

O autor foi homenageado no quadro da iniciativa denominada Escritaria, organizada pela primeira vez pela Câmara de Penafiel, em conjunto com a editora Cão Menor.

Urbano Augusto Tavares Rodrigues nasceu em 1923 na cidade de Lisboa e é professor universitário, ficcionista, investigador e crítico literário português.

Apesar de ter nascido em Lisboa, a sua infância é passada no Alentejo, o que influenciou para sempre a sua obra. Licencia-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa, doutorando-se em 1984 com uma tese sobre o escritor Manuel Teixeira Gomes.

Foi leitor de português em várias Universidades estrangeiras, entre os anos de 1949 e 1955, época em que se encontrava impedido de exercer docência universitária em Portugal por motivos políticos. Depois da Revolução de 1974 retoma, em Portugal, a actividade docente. Em 1993, jubila-se como Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, continuando a exercer a docência na Universidade Autónoma de Lisboa.

É membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e membro correspondente da Academia Brasileira de Letras. Autor prolífico e prestigiado da segunda metade do século XX em Portugal, a obra de Urbano, que está traduzida em diversas línguas, tem como característica principal a tomada de consciência do indivíduo face a si mesmo e aos outros, processo que se desenvolve até ao reconhecimento de uma identidade social e política. Tem, além disso, colaboração dispersa por publicações variadas, entre as quais o Bulletin des Études Portugaises, Colóquio-Letras, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Vértice, Nouvel Observateur, entre outros, tendo sido director da revista Europa e jornalista de O Século e de O Diário de Lisboa, periódicos onde fez crítica teatral. Enquanto repórter, percorreu grande parte do mundo, tendo reunido os seus relatos de viagem nos volumes Santiago de Compostela (1949), Jornadas no Oriente (1956) e Jornadas na Europa (1958) entre outros livros de viagens que mais tarde publicou.

Militante comunista, o autor considera que, numa primeira fase, a sua obra foi influenciada pelo existencialismo francês da década de 50; mais tarde, na sequência da sua detenção no forte de Caxias, durante o regime ditatorial a que fez oposição, passou a revelar-se como uma literatura de resistência, a que se seguiu um novo período, mais optimista, no pós-25 de Abril.

Recebeu variados galardões literários, como o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa com a obra Uma Pedrada no Charco em 1958 (é de salientar que o seu pai, Urbano Rodrigues, já tinha vencido este prémio na edição do ano de 1948 com a obra O Castigo de D. João), Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários, Prémio da Imprensa Cultural, Prémio Vida Literária - atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores, Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

Apesar de ainda não ter lido a obra mais conhecida do autor, “Os Insubmissos” há uns anos li “Filipa nesse dia”, “Deriva”, “Oceano Oblíquo” e “Violeta e a noite”. Tenho que retomar as leituras do autor, que me prendeu desde o primeiro instante em que li “Oceano Oblíquo”.