quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 | By: Maria Manuel Magalhaes

Livro o Segredo volta a ser o mais vendido em Portugal



O livro O Segredo de Rhonda Byrne voltou a ser o livro mais vendido do ano, em Portugal, com um total de 435 mil exemplares. O Segredo foi publicado em Portugal em Junho de 2007, pela editora Lua de Papel e continua a ser um sucesso de vendas.

Pessoalmente não achei qualquer interesse ao livro e só o comprei para oferecer ao meu marido porque ele gosta de livros desse género. Li-o por curiosidade e não vi nada de novo, além de achar muito repetitivo e mal escrito. O meu marido, por sua vez, deixou-o a meio e nunca mais lhe pegou. Será que aconteceu com muita gente que o comprou?
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 | By: Maria Manuel Magalhaes

Espaço Miguel Torga vai ser construído em Sabrosa

Miguel Torga, autor de “Os Bichos” e um dos mais conhecidos escritores transmontanos vai ser homenageado através da construção de um espaço, em terrenos próximos da casa onde nasceu, em São Martinho de Anta.

Relativamente ao projecto do Espaço Torga este é assinado pelo arquitecto Souto Moura. O objectivo principal do espaço é constituir um centro literário de referência, além da divulgação da obra de Torga. Vai ter biblioteca, livraria, auditório e sala de exposições.

Miguel Torga, nome de baptismo Adolfo Correia da Rocha, nasceu a 12 de Agosto de 1907, em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, e faleceu a 17 de Janeiro de 1995, em Coimbra.

Em 1928 entrou para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publicou o primeiro livro, "Ansiedade", de poesia. Em 1929, com 22 anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema “Altitudes”. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca, era bandeira literária do grupo modernista e era também, bandeira libertária da Revolução Modernista.

Ama a cidade de Coimbra, onde viria também a exercer a sua profissão de médico a partir de 1939 e onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a formatura em Medicina, com apoio financeiro do tio do Brasil. Exerceu no início nas agrestes terras transmontanas, de onde era originário e que são pano de fundo da maior parte da sua obra.

Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha autodefine-se pelo pseudónimo que criou, "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo. A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta.
domingo, 14 de dezembro de 2008 | By: Maria Manuel Magalhaes

Abre o teu coração - James Patterson [Opinião]

Título: Abre o teu coração
Autor: James Patterson
Editora: Editorial Presença
N.º de Páginas: 212
PVP: 15,10€

Sinopse:
Jennifer vivia imersa na ausência do marido Danny, que morrera há mais de um ano, quando um novo choque vem abalar a sua vida: Sam, a sua avó e melhor amiga, teve uma trombose e está internada, em coma. Mas os acontecimentos inesperados não se ficam por aqui. Sam deixara em sua casa no Lago Genebra, no Wisconsin, uma série de cartas dirigidas a Jennifer, repletas de revelações surpreendentes. E é a partir deste momento que duas histórias de amor se entrecruzam num cenário de dor e perda mas também de força e esperança. Com a beleza serena do Lago Genebra como pano de fundo, a história que Sam conta através das suas cartas mostra a Jennifer que é possível acolher um novo amor, mais intenso do que qualquer outro, mesmo que este esconda um terrível destino… Escrito num estilo despretensioso e estruturado em capítulos breves que já se tornaram na imagem de marca do autor, Abre o Teu Coração é uma obra que apela às emoções e que não se consegue pôr de lado até à última página.

A minha opinião:
Jennifer, protagonista da história, perde cedo o seu grande amor, o marido Danny. O seu maior apoio é Sam, sua melhor amiga e avó. No entanto, um ano após a morte de Danny, Jennifer sofre um novo choque: Sam tem uma trombose e fica em coma.
Ao visitar Sam ao hospital, Jennifer decide viver temporariamente em casa da avó e leva consigo a companhia dos seus dois gatos. Quando chega ao antigo quarto depara-se com um monte de cartas, escritas por Sam e dirigidas a si própria, onde conta a história da sua vida e vai surpreendê-la. Afinal, aquilo em que acreditou toda a sua vida acaba por ser uma mentira. Nas cartas a avó revela que nunca gostou do seu marido Charles, avô de Jennifer, morto há 4 anos. Jennifer estranha visto ter visto sempre os avós como um casal inseparável.
Nas cartas, Sam revela que conheceu Charles aos 18 anos e como se encantou com ele a primeira vez que o viu. Nove semanas após terem começado a namorar casaram. «Eu estava louca pelo Charles. Tudo me parecia um sonho, mas um sonho maravilhoso». Diz.
No entanto, a lua-de-mel não viria a ser um sonho assim tão bom. Ao terceiro dia Charles bateu em Sam colocando defeitos em tudo o que lhe aparecesse. O sonho desmoronou-se para Sam.
Enquanto vai lendo as confissões da sua avó, Jennifer revê um amigo de infância, Brendan Kelly e os seus encontros começam a ser mais frequentes. Daí até se apaixonarem é um passo. No entanto, também aí Jennifer vai sofrer um duro golpe ao descobrir que Brendan tem um segredo escondido: também ele está doente. Tem uma doença em fase terminal.
Jennifer sente que não pode perder mais um grande amor e luta com todas as forças para que Brendan não desmoralize e se comece a tratar.
Enquanto isso, continua a ler as cartas escritas por Sam e descobre que a sua avó, apesar de ser infeliz com o marido, tinha encontrado a felicidade ao lado de um amigo da família sem que ninguém soubesse. Quando Charles passava o fim-de-semana fora tornava-se o paraíso para Sam porque assim se podia encontrar com o seu amor.
Uma história com um enredo tão romântico que nem parece escrita por um autor de policiais. Um romance emocionante até ao último parágrafo. Fantástica!