sábado, 31 de janeiro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

Feira do Livro no Círculo de Leitores

O Círculo de Leitores colocou alguns livros a preço de saldo. Livros de Mary Higgins Clark, Alexandre Dumas ou Francesco Alberoni podem ser adquiridos por um preço bastante em conta.
Para beneficiar desta promoção terá de adquirir dois livros que ficarão ao preço de 1 (15.90€)

Mais informações através do site do círculo

Novidades na Quasi


A Quasi continua a apostar em autores portugueses ou de expressão portuguesa, desta feita ao editar livros de Eugénio de Andrade "A Sombra da Memória"; Florbela Espanca "Perdidamente - Correspondência amorosa 1920-1925"; "Algumas palavras -Poesia reunida 1956-2008" de Fernando Guimarães; "Pequena Enciclopedia da Noite - Poemas Escolhidos" de Carlos Nejar; "A Poesia Contemporânea portuguesa- Do final dos anos 50 ao ano 2000" - Fernando Guimarães
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Principezinho - Joann Sfar (Segundo o livro de Antoine de Saint-Exupéry)


O Principezinho é uma obra que acompanha gerações desde 1946, ano em que foi publicado pela primeira vez em França, um bestseller de todos os tempos com mais de 80 milhões de exemplares vendidos internacionalmente e traduzido em cerca de 160 línguas. Sob a perspectiva do pequeno príncipe que vai conhecendo o mundo e aprendendo a crescer ao longo das páginas do livro e numa época em que a imagem ganha cada vez mais importância para as novas gerações, Joann Sfar lança-se neste desafio de fazer uma adaptação da história d’ O Príncipezinho em banda desenhada. Uma obra sempre actual, com uma imagem inovadora e que continuará a ser um livro essencial na formação de qualquer jovem.

Considero O Principezinho como um dos meus livros preferidos e foi, juntamente com os livros de Uma Aventura da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, assim que comecei a gostar cada vez mais de ler e de comprar livros. Este é um livro para crianças e adultos porque traz várias lições de vida que todos deveríamos seguir, valores, avaliação que fazemos de cada um, vaidade, e que nos podem levar a estar cada vez mais sozinhos, como aqueles habitantes dos pequenos planetas. Quando estamos sozinhos somos reis e senhores daquele planeta, mas que importa se podemos reinar, se não temos o que reinar? Que importa se podemos possuir algo se não nos traz felicidade? “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos” é disso exemplo. Esta adaptação em Banda Desenhada retrata muito bem o que Saint-Exupéry escreveu e é enternecedora a imagem do jovem príncipe. Os desenhos estão fantásticos e a mensagem está toda lá. É um livro que recomendo vivamente, a quem gosta de histórias bonitas e inesquecíveis regadas por desenhos soberbos que nos prendem ainda mais. E não é por acaso que Joann Sfar, um dos mais brilhantes e talentosos artistas da nova geração de banda desenhada francesa, tenha sido o vencedor do prémio Goscinny, e desta obra ter sido a escolhida pela revista Lire como a melhor BD editada em França em 2008.

Sobre o autor:
Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry nasceu a 29 de Junho de 1990 e desapareceu a 31 de Julho de 1944, no Mar Mediterrâneo. Além de escritor e ilustrador foi ainda piloto na Segunda Guerra Mundial.
O escritor desde muito novo que mostrou apetência pelos aviões, tendo feito o seu baptizado de voo com apenas 12 anos. Apesar da sua maior ambição fosse oficial da marinha, ao chumbar no exame de admissão decide enveredar para a aviação, tornando-se piloto aos 27 anos Mais tarde, faz o serviço militar em Estrasburgo, e pouco tempo após obter o brevet sofre o primeiro acidente aéreo.
Em 1926, publica o primeiro conto "L'Aviateur" em 1926, seguido de "Courrier Sud", mais tarde adaptado ao cinema. Em 1931 publica o romance, "Voo Nocturno", casando-se ainda, nesse mesmo ano com Consuelo Saucin. Entretanto, devido a problemas de ordem financeira da companhia de aviação onde se encontrava a trabalhar, Saint-Exupéry, tornou-se jornalista, trabalhando como repórter na Guerra Civil Espanhola, em 1937, e é mobilizado como capitão em 1939, ano em que esboça " O Principezinho" e publica "Terra dos Homens". Desmobilizado no ano seguinte, passa um mês em Lisboa, de onde parte para Nova Iorque. Em 1942 publica "Piloto de Guerra", que se torna num best-seller. Em 1943 escreve e publica "Lettre à un Otage" e "O Principezinho". Em 1944 e com a 2ª Grande Guerra prestes a terminar, é dado como desaparecido no dia 31 de Julho. Ao que se sabe o seu avião terá sido abatido por pilotos alemães, sobre a ilha de Córsega. Em 1948 sai postumamente o seu romance "Cidadela". Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram encontrados a poucos quilómetros da costa de Marselha. O seu corpo nunca viria a ser encontrado.
"O Principezinho", o livro mais traduzido em todo o mundo, a par da Bíblia e de "O Capital", de Karl Marx.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

20 anos após a sua morte... Fernando Namora vai ser homenageado


O escritor português, natural de Condeixa-a-Nova, Fernando Namora vai ser recordado no próximo fim-de-semana, 20 anos após a sua morte.
A Associação Portuguesa de Escritores e a secção regional do sul da ordem dos Médicos vão recordar Fernando Namora em duas sessões: sábado, dia 31, às 15h30, num colóquio presidido por Mário Soares que decorrerá no Auditório da Ordem dos Médicos, em Lisboa; e domingo, pelas 14:30, será exibido no Cinema São Jorge o filme Domingo à Tarde, baseado no romance homónimo de Fernando Namora.
Fernando Gonçalves Namora nasceu em Condeixa-a-Nova a 15 de Abril de 1919 e morreu em Lisboa no dia 31 de Janeiro de 1989. Licenciou-se em Medicina em Coimbra, carreira que exerceu na sua terra natal e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo.
O seu livro de estreia foi Relevos, em 1938, livro de poesia onde se notam as influências do grupo da Presença. No mesmo ano, publicou o romance As Sete Partidas do Mundo, galardoado com o Prémio Almeida Garrett, onde se começa a esboçar o seu encontro com o neo-realismo, ainda mais patente três anos depois com a poesia de Terra no Novo Cancioneiro.
A sua obra evoluiu no sentido do amadurecimento estético do neo-realismo, o que o levou a um caminho mais pessoal. Não desdenhando a análise social, os seus textos foram cada vez mais marcados por aspectos de picaresco, observações naturalistas e algum existencialismo. Fernando Namora foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, a que se ligou uma linguagem de grande carga poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem.
Entre os títulos que publicou encontram-se os volumes de prosa Fogo na Noite Escura, em 1943; Casa da Malta, 1945; As Minas de S. Francisco, 1946; Retalhos da Vida de um Médico, 1949 e 1963; A Noite e a Madrugada, 1950; O Trigo e o Joio, 1954; O Homem Disfarçado, 1957; Cidade Solitária, 1959; Domingo à Tarde, 1961, Prémio José Lins do Rego; Os Clandestinos 1972 e Rio Triste 1982. Além dos já mencionados, publicou em poesia Mar de Sargaços,1940 e Marketing, 1969. A sua produção poética conheceu uma antologia datada de 1959, intitulada As Frias Madrugadas. Escreveu ainda volumes de memórias, anotações de viagem e crítica, como Diálogo em Setembro 1966; Um Sino na Montanha, 1970; Os Adoradores do Sol, 1972; Estamos no Vento,1974; A Nave de Pedra,1975; Cavalgada Cinzenta, 1977 e Sentados na Relva,1986.
Alguns estudiosos dividem a sua obra, se bem que seja uma sistematização que peca pelo simplismo, em três momentos diferentes na criação romanesca: (1) o ciclo rural, composto de obras como A Noite e a Madrugada e O Trigo e o Joio; (2) o ciclo urbano, fruto da mudança do médico do meio rural para o citadino, marcado pelos romances O Homem Disfarçado e Domingo à Tarde; (3) os cadernos de um escritor, influenciados pelas viagens do autor a outros países, como a poesia de Marketing e as reflexões de Jornal sem Data, 1988. O romance Domingo à Tarde foi adaptado ao cinema em 1966 por António de Macedo. O livro Retalhos da Vida de um Médico foi adaptado ao cinema por Jorge Brum do Canto, 1962, além de ter sido produzida uma série televisiva por Artur Ramos e Jaime Silva, 1979-1980.
Obtido em "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Namora"
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

A sombra e o vento, Carlos Ruíz Zafon


Uma história inesquecível sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros. Trata-se de um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de "suspense" que se mantém até à última página. Esta é sobretudo uma trágica história de amor cujo eco se projecta através do tempo.
Ufa! Finalmente consegui ler este livro fantástico de Carlos Ruíz Zafon. Para ser mais económico acabei por ler este livro em formato digital, mas não há nada como poder folhear as páginas, sentir o cheiro do livro, além de ser muito mais prática a leitura. Como passo o dia inteiro em frente ao computador, à noite era-me difícil ligá-lo propositadamente para ler o livro, por muito interessante que ele pudesse ser. Portanto, acabo por ler levar muito mais tempo a ler um livro neste formato.
O autor transporta-nos para a Barcelona da Guerra Civil Espanhola, da censura, da polícia política, mas também da importância que os livros podem ter na vida das pessoas. Quando Daniel Sempere descobre o livro A Sombra do Vento, tudo muda na sua vida. E muda tanto que a vida de Daniel cruza-se e assemelha-se à vida de Julián Carax escritor do referido livro. Ambos sofrem de amor, ambos são perseguidos, e ambos acabam por ter um final feliz.
Do livro subtraí ainda algumas frases que dão que pensar:
“Porque é que se queimam os livros? Por estupidez, por ignorância, por ódio… vá-se lá saber”
“Ele costumava dizer que existimos quando alguém nos recorda”
“Alguém disse uma vez que no momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixámos de gostar dessa pessoa para sempre”
“… às vezes uma pessoa sente-se mais à vontade para falar com um estranho do que as pessoas que conhece… […] Provavelmente porque um estranho nos vê como somos, e não como quer acreditar que somos.”
“Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração.”
“Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo – não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendemos ou esqueçamos – vamos regressar.”
“Falar é de ignorantes, calar é de cobardes, ouvir é de sábios”
“Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro.”
“O romance está morto e enterrado. Dizia-mo no outro dia um amigo que acaba de chegar de Nova Iorque. Os americanos estão a inventar uma coisa que se chama televisão e que vai ser como o cinema, mas em casa. Nunca mais serão precisos livros, nem missa, nem nada de nada.”
“Os acasos são as cicatrizes do destino.”
“As pessoas estão dispostas a acreditar no que quer que seja em vez da verdade.”
“Um relato era uma carta que o autor escreve a si próprio para contar coisas a si mesmo que de outro modo não poderia averiguar.”
“Um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos.”

«Viagens Literárias» no Metro do Porto

Amanhã, dia 27 de Janeiro, pelas 12 horas, o Metro do Porto, em colaboração com a Câmara Municipal da Póvoa do Varzim, vão apresentar «Viagens Literárias no Metro», uma campanha que tem como intuito incentivar à leitura naquele meio de locomoção.

O Estranho Caso de Benjamin Button - F. Scott Fitzgerald




F. Scott Fitzgerald teve uma actividade literária prolífica e celebrizou-se com romances como "O Grande Gatsby" e "Tender Is the Night", além de cerca de 160 contos. "O Estranho Caso de Benjamin Button" foi publicado em 1922 e foi uma das histórias fantásticas através da qual o autor recolheu o aplauso unânime da crítica. Neste conto comovente onde o humor é uma nota dominante, Fitzgerald criou a história de um homem que desafia as leis naturais da vida ao nascer velho e com o passar dos anos em vez de se tornar ainda mais idoso, assiste progressivamente ao rejuvesnecimento do seu corpo e mente até terminar a vida sob a forma de uma criança. Com setenta anos, sofre a incompreensão por parte do pai que procura por todos os meios camuflar a sua estranha aparência, esperando que a alta sociedade a que pertence feche os olhos a tão grande despropósito. Os anos vão passando, e para Benjamin crescer equivale a desenvelhecer. Quando atinge os cinquenta anos uma rapariga de vinte apaixona-se por ele e chegam a casar e a ter um filho, mas quando Benjamim se torna mais novo, com vinte anos, desapaixona-se da mulher, entretanto velha e em processo de decadência. O tempo vai passando e agora Benjamin experimenta as agruras da adolescência, as humilhações de não ser adulto até que se torna criança. Uma vida inusitada que contraria a ordem natural das coisas até ao inevitável fim.
“No longínquo ano de 1860 a maneira correcta de nascer era em casa. Presentemente, segundo me dizem, os sumo-sacerdotes da medicina decretaram que os primeiros vagidos dos recém-nascidos devem ser soltos no ar anestético de um hospital, de preferência de um hospital em voga. Por isso, Mr. E Mrs. Roger Button estavam cinquenta anos à frente do estilo da época quando, num dia do Verão de 1860, decidiram que o seu primeiro bebé nasceria num hospital. Jamais se saberá se este anacronismo teve alguma influência na espantosa história que estou prestes a contar.”
Assim começa o Estranho caso de Benjamin Button, uma história da qual senti curiosidade quando vi a apresentação, numa revista, do novo filme de David Fincher, com Brad Pitt no papel principal.
O livro de Francis Scott Fitzgerald, apesar de ter sido editado, pela primeira vez, nos anos 20, mais propriamente em 1922, tem o efeito de ainda ser bastante actual. Ainda vivemos sob o preconceito, sobre o que o vizinho ou a pessoa do lado vai dizer sobre as nossas diferenças ou as posições que tomamos ao longo da vida.
Ao terminar o livro fiquei com a leve sensação de que Benjamin Button não foi um privilegiado, e não apenas por ter sido sempre conotado como diferente e discriminado em algumas situações, mas por tudo na sua vida. Acho que apesar de ter tido a sua infância no seu final de vida não foi uma vantagem, muito pelo contrário. Desde ter visto recusada a sua adminssão na faculdade por ser velho demais, até ser rejeitado muitas vezes nas brincadeiras com os amgos, acabei por chegar à conclusão de que Mark Twain, provavelmente estaria completamente errado quando proferiu que lamentava que a melhor parte da vida fosse ao início e a pior no fim. Sinceramente a velhice é uma parte da vida muito importante porque nos traz boas recordações. O pequeno (velho) Benjamin Button, na última fase da sua vida, pouco mais sabe do que chorar a pedir comida. Será essa a melhor fase da nossa vida? Será esse o fim que gostaria de escolher? Penso que não.
domingo, 25 de janeiro de 2009 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Último Catão – Matilde Asensi



Ladrões de relíquias, igrejas cristãs do Oriente e do Ocidente, uma obscura irmandade religiosa e a Divina Comédia de Dante Alighieri são as chaves desta trama fascinante em que o mistério e a aventura se reúnem em redor da História. Recorrendo à arte e à literatura como elementos essenciais da narrativa, Matilde Asensi convida-nos, num romance elaborado e ambicioso, a uma apaixonante viagem pela História e pelos segredos mais bem guardados do Cristianismo.
Quando vi que este livro estava baratíssimo (comprei-o por 2 euros) achei que era uma boa oportunidade para começar a lê-lo de rajada, até porque gosto de romances históricos.
De facto, esta é a história de uma aventura entre três estranhos, de nacionalidades diferentes, e que pouco têm entre si: Ottavia Salina (uma religiosa da Ordem da Venturosa Virgem Maria e paleógrafa); Kaspar Glauser-Roist (capitão da guarda suíça) e Farag Boswell (egípcio e trabalha no museu greco-romano de Alexandria).
Juntos são chamados para um missão que vai leva-los a viver uma série de peripécias e provações com bastante enigma à mistura, tendo como pano base A Divina Comédia de Dante. O objectivo de todas as provações por que passaram era apenas um: descobrir onde estavam situadas algumas das relíquias que haviam sido roubadas em diversas igrejas espalhadas por vários países. A aventura leva-os a Siracusa, Roma, Ravena, Jerusalém, Atenas, Istambul, Alexandria e Antioquia. Todas as igrejas cristãs situadas nestas localidades haviam sido espoliadas dos seus Ligna Crucis.
Pelo meio do livro ainda descobri algumas coisas curiosas:

Regras de algumas facções da Igreja “…na comunidade do monte Atos, na Grécia, onde bem sabe quem nem sequer as fêmeas dos animais podem entrar, mas tão-pouco me parece que a tivessem deixado pernoitar na abadia nem deambular livremente pelo lugar, como felizmente nós fizemos. Os frades ortodoxos são muito parecidos com os muçulmanos no que se refere às mulheres.”
Catões - Os dois catões mais conhecidos da história – “os políticos romanos Marco Catão e Catão de Útica… Marco Catão, chamado Catão, o Velho era um maldito fanático, um defensor dos mais bafientos e tradicionais valores romanos, ao estilo daqueles americanos sulistas que acreditam na superioridade da raça branca e são simpatizantes da Klu-Klux-Klan. Desprezava a cultura e a língua gregas porque dizia que debilitavam os romanos e pela mesma razão, tudo o que era estrangeiro. Era duro e frio como uma pedra. Serviu Roma como questor, edil, pretor e censor entre os anos 204 e 149 antes da nossa era. Possuindo fortuna, vivia com a máxima austeridade e considerava supérflua qualquer despesa inútil, como por exemplo a comida dos escravos velhos que já não podia trabalhar. Matava-os, simplesmente, como parte do seu plano de poupança, e aconselhava os cidadãos romanos a seguirem o seu exemplo, a bem da República. Considerava-se a si mesmo perfeito e exemplar... […]. Creio que a irmandade se fixou sem dúvida no outro Catão, Catão de Útica, bisneto do anterior e um homem certamente admirável. Como questor da República, devolveu ao tesouro uma imagem de honradez que tinha perdido muito séculos antes. Era extremamente decente e honesto. Como juiz foi insubornável e imparcial, pois estava convencido de que, para ser justo, não era preciso mais do que querer sê-lo. A sua sinceridade era tão proverbial que em Roma, quando se queria refutar drasticamente alguma coisa, se dizia: «Isso não é verdade, nem que Catão o diga!» Foi um fervoroso opositor de Júlio César, que acusava, com razão, de corrupto, ambicioso e manipulador e de querer reinar sem oposição sobre Roma inteira, que então era uma república. César e ele odiavam-se mortalmente. Durante anos e anos mantiveram uma luta inflamada, um para vir a ser o dono exclusivo de um grande império e outro para o impedir. Quando, finalmente, Júlio César triunfou, Catão retirou-se para Útica, onde tinha uma casa, e cravou uma espada no próprio ventre porque, disse, não tinha cobardia suficiente para suplicar a César pela vida, nem valentia necessária para se desculpar diante do seu inimigo.”

Dante - “Dante Alighieri fez parte dos Fedeli d’Amore desde a sua mais tenra juventude e chegou a ocupar um lugar muito destacado dentro da Fede Santa. […] Por que julga que as pessoas não percebem nada quando lêem a Divina Comédia? Parece a toda a gente um bonito e compridíssimo poema carregado de metáforas que os estudiosos interpretam sempre como alegorias referida à Santa Igreja Católica, aos Sacramentos ou a qualquer outra tolice semelhante. E todos pensam que Beatriz, a sua amada Beatriz, era a filha de Folco Portinari, que morreu de sobreparto aos vinte anos. Pois não, não é assim, e por isso é que não se percebe o que o poeta diz, porque se lê sob a perspectiva errada. Beatriz Portinari não é a Beatriz de que Dante fala, nem tão-pouco a Igreja Católica é a grande protagonista da obra. Há que ler A Divina Comédia em cifra, como explicam outros especialistas. […] sabiam que cada uma das três partes d’A Divina Comédia tem exactamente 33 cantos? Sabiam que cada um desses cantos tem exactamente 115 ou 160 versos, cujos dígitos somam 7? Acham que isto é uma casualidade numa obra tão colossal como A Divina Comédia? Sabiam que as três partes, o Inferno, o Purgatório e o Paraíso terminam exactamente com a mesma palavra, «estrelas», de simbolismo astrológico? […]"
Pitágoras – “um dos filósofos gregos mais eminentes da Antiguidade, nascido no século VI antes da nossa era, estabeleceu uma teoria segundo a qual os números eram o princípio fundamental de todas as coisas e a única via possível para esclarecer o enigma do universo. Fundou uma espécie de comunidade científico-religiosa na qual o estudo das matemáticas era considerado como um caminho de aperfeiçoamento espiritual e pôs todo o seu empenho em transmitir aos seus alunos o raciocínio dedutivo. A sua escola teve numerosos seguidores e foi a origem de uma cadeia de sábios que se prolongou, através de Platão e Virgílio até à Idade Média.”
Maratona e os Jogos Olímpicos –
“os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna tiveram lugar na Grécia em Abril de 1896, depois de mãos de mil e quinhentos anos sem se realizarem. o vencedor da corrida da maratona fora um pastor grego de 23 anos e de apenas 1.60m chamado Spyros Louis. Spyros, considerado desde então um herói nacional, percorreu a distância que separava a localidade de Maratona do estado olímpico de Atenas em duas horas, cinquenta e oito minutos e cinquenta segundos. […] não era corredor profissional.”

Pesquisei ainda na Wikipedia Maratona é a mais longa, desgastante e uma das mais difíceis e emocionantes provas do atletismo olímpico. Ela é disputada na distância de 42,195 km desde 1908. É tradicionalmente o último evento dos Jogos Olímpicos de Verão. Na edição de Estocolmo 1912, o português Francisco Lázaro morreu durante a prova. Nos Jogos de 1948 em Londres, a distância da maratona olímpica foi estabelecida. Até aí, a distância era variável, embora sempre próxima dos quarenta km. Para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Palácio de Windsor, o comité organizador aferiu a distância total em 42.195 metros, que continua até hoje.