sexta-feira, 6 de março de 2009

Questionário Estante de Livros

Há uns tempos atrás o blogue Estante de Livros desafiou vários blogues a responder a um interessante questionário sobre livros. A minha resposta foi agora publicada e não quis deixar de a colocar aqui no meu modesto blogue.

1 - Como surgiu a ideia de criares um blog sobre livros?
O meu gosto pela leitura vem de muito nova. O blog surgiu precisamente pelo gosto de ler de partilhar as minhas impressões com outros amantes das leituras.

2 - És uma leitora rápida? Quantos livros lês, em média, por mês?
Sou uma leitora rápida, sobretudo se estiver a gostar do que estou a ler. Há livros mais fáceis do que outros, mas normalmente leio em média um a dois livros por semana. Portanto, por mês lerei entre seis a oito livros.

3 - Qual é o teu livro preferido de sempre e porquê?
Tenho dois livros de eleição que marcaram diferentes épocas: O Principezinho do Saint-Exupery e o Ano da Morte de Ricardo Reis do José Saramago. O primeiro foi-me dado na infância e numa primeira leitura, apesar de não ter entendido o significado de todas as coisas, prendeu-me bastante. Uns anos mais tarde, li-o novamente e descobri novos significados. É que, apesar de aparentar ser um livro para crianças, o livro tem um grande teor filosófico que só numa idade mais avançada é que se começa a apreender certas passagens. É um livro delicioso. Quanto ao Ano da Morte de Ricardo Reis, comecei por lê-lo por gostar muito de Fernando Pessoa e por ter lido o primeiro livro de Saramago e ter adorado que foi "Memorial do Convento". Adorei a forma como Saramago fez a história do heterónimo pessoano, e como a transpôs para uma realidade, penso eu, muito próxima de Fernando Pessoa, o meu autor preferido em termos de poesia. Portanto, poderia ainda acrescentar um terceiro livro Obra Completa de Fernando Pessoa.

4 - O que te leva a identificares-te com uma personagem/história?
Acho que isso depende muito do estado de espírito quando partimos para um livro. No entanto, a personagem tem que ter algo de mim, nem que seja algo que eu gostaria de ter sido nalguma ocasião. Mas não é difícil identificar-me com uma das personagens do livro que estou a ler até porque quando leio entro no livro e faço-me transportar para o tempo e espaço em que ele se insere.

5 - Género literário preferido e que livro recomendarias dentro do mesmo?
Gosto de vários géneros literários e penso não ter nenhum de eleição. Gosto de romance, romance histórico, romance policial… o género de livros que menos gosto é Ficção Científica embora tenha gostado do Admirável Mundo Novo, 1984, O Triunfo dos Porcos, entre outros. Mas dentro do romance histórico recomendo qualquer livro de Juliette Benzoni, do romance policial a mestre Agatha Christie, poesia Fernando Pessoa e romance Sveva Casati Modignani.

6 - O que achas das adaptações cinematográficas de livros?
Normalmente fico desiludida com as adaptações cinematográficas. Isso aconteceu-me com diversos livros que li e que posteriormente vi no cinema. Exemplos como A Dália Negra; Duas Irmãs, Um Rei; PS. I Love You, O Código Da Vinci, foram uma desilusão sobretudo por terem suprimido episódios chave (pelo menos para mim) da história.

7 - Qual é a tua opinião sobre os e-books?
Apesar de ler alguns livros em formato e-book não aprecio muito a leitura. Não há nada como sentir as folhas do livro, ter o prazer de o folhear, de o cheirar. O e-book tira esse prazer além de não ser nada prático. Estou há semanas a ler A Sombra e o Vento no formato e-book e estou a demorar bastante tempo para o terminar por causa disso. Passo todo o dia ao computador que, quando chego a casa raramente me dá vontade de o ligar para ler o livro, apesar de estar a adorar.

8 - Tens alguma ideia sobre o que deveria ser feito para aumentar os índices de leitura em Portugal?
Aumentar os índices de leitura em Portugal é tarefa complicada. Primeiro porque os hábitos de leitura devem ser incutidos desde criança e o que se vê é que nem os pais gostam de ler, quanto mais dar livros aos filhos. Depois, se os livros fossem mais acessíveis haveria mais pessoas a comprá-los. Sinceramente, acho os livros caríssimos e quem gosta de ler como nós gasta, por mês, rios de dinheiro.

9 - A leitura é uma paixão que nasce connosco ou está mais dependente de factores externos (muitos livros em casa desde a infância, etc.)?
Penso que o gosto pela leitura vem de infância. Pelo menos comigo foi assim. Os meus pais sempre foram pessoas que leram muito, e havia sempre uma altura do dia dedicado à leitura. Nessa altura eu sabia que não podia fazer mais nada senão ler. A minha mãe recorda a altura em que, ainda sem saber ler, havia um amigo da família que levava banda desenhada da Disney e passava tempos a contar-me histórias. Quando estava sozinha olhava para as imagens e entretinha-me a recriá-las. Portanto, penso que a minha paixão vem daí. Mas, hoje em dia, a maioria dos adultos não gosta de ler e não quer perder tempo a incutir o gosto pela leitura nos filhos. Para eles é mais fácil dar-lhe um jogo para o computador, apesar de bem mais caro, do que dispensar um pouco de tempo para a leitura.


No entanto, convido todos a dar uma espreitadela por este formidável blogue (Estante) sobre livros que tanto me inspirou e continua a fazê-lo na escolha de muitos e variados temas.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Novidade Porto Editora: A Ofensa de Ricardo Menéndez Salmón

A Ofensa de Ricardo Menéndez Salmón foi recentemente lançado pela Porto Editora. Esta é, aliás, uma obra que a editora destaca para este mês.

Sinopse

Se o corpo é a fronteira entre cada um de nós e o mundo, como pode o corpo defender-nos do horror? Quanta dor pode um homem suportar? Pode o amor salvar aquele que perdeu a esperança? São estas algumas das perguntas implícitas em A Ofensa, a história de Kurt Crüwell, um jovem alfaiate alemão empurrado pelo nazismo para o vórtice de uma experiência radical e insólita.

Metáfora de um século trágico, viagem vertiginosa às raízes do Mal, A Ofensa afirmou Ricardo Menéndez Salmón como um dos grandes nomes da jovem ficção espanhola.

A Ofensa foi finalista do Prémio Salambó e do Prémio Nacional da Crítica, além de ter sido considerado por vários órgãos da comunicação social o melhor romance publicado em Espanha em 2007.

Sobre o autor
Licenciado em Filosofia pela Universidade de Oviedo, Ricardo Menéndez Salmon (Gijón, 1971) era já um aitor de uma obra diversificada quando, em 2007, com a publicação de A Ofensa, se transformou numa das referências da nova literatura espanhola. No ano seguinte publicou Derrumbre, que a Porto Editora irá também traduzir para português. Já em 2009, veio a lumo o seu mais recente romance, El Corrector.

Leitura de poesia no Metro do Porto este fim-de-semana

O Metro do Porto vai promover, entre amanhã e sábado, a sessão de leitura de poesia de diversos autores intitulada «Um Porto de Poesia no Metro».
Autores como Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Camilo Castelo Branco, António Gedeão ou Álvaro Barciela, são os nomes que vão ser ‘lidos’ por Maria de Lourdes dos Anjos, Jorge Vieira ou Castro Reis, que também irão ler alguns dos seus trabalhos.
Na sexta-feira, a sessão terá lugar a partir das 18:00 horas, na ligação entre a Estação da Trindade à Estação da Póvoa de Varzim, na Linha Vermelha (B). O evento prosseguirá na viagem de regresso, culminando na Trindade.
No sábado, a sessão decorrerá a partir das 10:30 horas, num metro que faz o percurso Trindade/Matosinhos Sul, na Linha Azul (A).

quarta-feira, 4 de março de 2009

Canta o galo gordo

A Editorial Caminho acaba de lançar o livro infantil Canta o Galo Gordo – Poemas e canções para todo o ano, de Inês Pupo, Gonçalo Pratas e Cristina Sampaio (ilustrações).
Os autores quiseram fazer um livro que falasse do que se aprende na escola, dos dias que pontuam a vida (das crianças e dos adultos), que possa acompanhar pais, avós, famílias, professores e crianças ao longo do ano, recorrendo à poesia e à música.
O CD que acompanha o livro contém as poesias musicadas e interpretadas de forma original.

A obra foi apresentada, ontem, (3 de Março), por Bárbara Guimarães, no Jardim de Inverno do São Luíz Teatro Municipal, completamente cheio de miúdos e graúdos.

Pode ver o link promocional do livro/CD aqui


Novidades da Presença para a 1.ª quinzena de Março

Como novidades para a 1.ª quinzena de Março a Editorial Presença tem títulos aliciantes. Aqui estão alguns exemplos:



O TIGRE BRANCO - Aravind Adiga
Premiado com o Booker Prize de 2008, O Tigre Branco é um romance de estreia auspicioso que, sem cair no cliché do romantismo exótico e superficial, nos revela uma Índia ainda muito pouco explorada pela ficção, a Índia negra, violenta e exuberante das desigualdades socioculturais endémicas. Aravind Adiga oferece-nos um retrato cru e muito pouco glamoroso da desumana realidade de vida das classes mais pobres pela voz espirituosa e mordaz do narrador, Balram Halwai, um jovem que cresce no interior miserável da Índia e se torna um empresário de sucesso em Bangalore. E é através do seu percurso moralmente ambíguo que conhecemos as discrepâncias chocantes entre o luxo extravagante da elite rica dos boulevards e a luta desesperada pela sobrevivência dos que nada têm. Uma comédia negra irreverente que desmistifica a Índia
lírica e nostálgica que tantas vezes idealizamos.

OS MÉDICIS – Banqueiros, Diplomatas e Mecenas na Florença do século XV - Tim Parks
Antes de se terem tornado conhecidos como mecenas, os Médicis adquiriram riqueza e poder através da criação de um banco próprio e do empréstimo de dinheiro a juros. Sabendo, porém, que a Igreja condenava a usura, como geriram eles as teias políticas, diplomáticas, militares e até metafísicas de modo a prosperar e a assegurar o seu estatuto? Com este livro, Tim Parks leva-nos numa visita guiada aos bastidores dos negócios dos Médicis procurando responder a essa questão. O resultado é um olhar exímio sobre as origens do sector financeiro moderno e a sua relação delicada com a arte, a religião e o poder.



A PÁTRIA DOS LOUCOS - Bernardo Rodo
Este romance traz-nos a saga de uma família burguesa na segunda metade do século XX. Centra-se no percurso de dois primos, Alfredo e Sebastião, unidos por uma amizade de irmãos e por uma infância em comum no Alentejo rural, mas separados por destinos divergentes que se vão entrecruzando no decorrer dos anos. As vidas da família Pereira descrevem o rumo a uma loucura que mais não é que o desabar dos sonhos face à realidade quotidiana. Uma prosa inovadora e intuitiva, a que não é alheia uma portugalidade de brandos costumes e tradições que atravessa toda a narrativa, com referências históricas que nos permitem encontrar o fio narrativo e o paradeiro das várias personagens ao longo de mais de quatro décadas. Uma escrita que ganha intensidade à medida que acompanha o crescimento dos protagonistas, os embates da sua vida adulta, o precipício das suas decisões. A Pátria dos Loucos é um romance de estreia auspicioso que certamente se destacará no panorama da ficção portuguesa.

Resultados do Passatempo Marcador de Livros/Presença

Desde já não quero deixar de agradecer a todos os que participaram no primeiro passatempo realizado neste blogue. Não posso deixar de me sentir surpreendida pelo número de participações, 44, uma vez que, o blogue ainda nem um aniversário completou.

A dificuldade na escolha foi grande dada a elevada qualidade e criatividade nas respostas à pergunta "Que posição ocupam a arte, os livros e as cidades na vossa vida?"
Apesar de considerar que todas as participações mereciam uma menção honrosa, a minha escolha recaiu em:


Catarina Sofia Ferreira Santos

Sendo uma “menina do campo”, as cidades que fazem parte da minha vida são apenas as dos livros e as da Arte.
Sejam elas as Cidades Invisíveis que Italo Calvino inventa ou a Nova Iorque que Woody Allen partilha, ou as visões que Thomas Mann e Luchino Visconti perpetuaram com maestria nos seus Morte em Veneza…
São cidades de Arte e de Literatura em que já vivi vezes sem conta e que me pertencem mesmo que eu nunca seja mais do que a tal “menina do campo”!

Paulo Ribeiro

Nada se pode separar as cidades da arte ... pois são arte viva … livros abertos à descoberta de maravilhas intrínsecas aos seres que lhes habitam … os livros … a arte de escrever … encantar … fazer sonhar … com cidades … campos e mundos fenomenais … a arte … do olhar … do ver … tocar e sentir … a arte de acariciar um livro … a arte de amar … as pessoas que habitam as cidades … em especial essa que é arte … livro … cidade … a posição que ocupam na minha vida? … nenhuma … sou eu que ocupo a delas.

Nuno Ricardo Moreira Gonçalves

Os livros são o meu chão, os meus alicerces, suportam o meu pensamento e reforçam a minha estrutura a cada página; a arte é a cor das minhas paredes e do meu tecto, quase inalcançável, força-me a elevar o olhar e tentar ver mais do que a superfície, enquanto muda os contornos de como vejo o mundo real; as cidades vejo-as através das janelas, observo o seu movimento, contemplo a vitalidade, mas prefiro o sossego das minhas quatro paredes!

Carla Sofia Lopes Ribeiro

A arte é o sonho que despoleta os sentidos, a imagem de uma tranquila ilusão por entre a turbulência das cidades. Divago pelas páginas de um livro, como se um novo mundo abrisse asas por dentro do meu corpo, erguendo-me ao alto na capacidade de voar. E sonho, na arte da escrita, como se fosse eu a voz que ditou o sublime encanto das palavras e pudesse cantar ao mundo o meu destino.

Parabéns aos vencedores e um agradecimento a todos os que participaram nesta iniciativa.

terça-feira, 3 de março de 2009

A Papisa Joana – Donna Woolfolk Cross

Muitos negaram, ao longo dos séculos, a sua existência, mas é ainda considerável a quantidade de documentos que referem a sua passagem pelo trono papal. A autora reuniu, numa perfeita combinação, aspectos lendários com factos históricos, do qual resultou um romance sobre Joana de Ingelheim. Na galeria das mais extraordinárias e controversas figuras do Ocidente, a papisa assume contornos enigmáticos e fascinantes.


Esta é a história de uma mulher que nasceu fora do seu tempo. Uma mulher inteligente, lutadora, forte, numa altura em que isso não se pedia das mulheres. Do sexo feminino apenas se pedia que tivessem muitos filhos, sobretudo varões, e que arrumassem a casa. Por isso mesmo, nem lhes davam mais liberdade para fazer qualquer outra coisa. Joana quis ir mais além, sobretudo no conhecimento, na resposta aos seus porquês. Com o seu irmão mais velho aprendeu a ler e a escrever e mais tarde com um preceptor acabou por aprender latim e grego fluentemente (o que nem todos os eruditos sabiam). Mas o facto de ser mulher as portas estavam fechadas para ela. No entanto, bafejada pela sorte, Joana consegue entrar numa escola, onde ela é a única rapariga. Aí tem à sua disposição vários livros para se cultivar ainda mais. Mas também é aí que se apaixona, embora seja um relacionamento sem futuro. Quando a terra onde estava foi atacada pelos normandos Joana ficou sozinha e foi aí que decidiu fazer-se passar de homem. Joana sente que esta poderá ser a única oportunidade de seguir com o que mais gosta: o conhecimento.
E de Joana passou a João Anglicus.
Mais tarde, os seus vastos conhecimentos em medicina depressa chegam aos ouvidos do Papa Sérgio e acabam por abrir-lhe as portas por ser o seu braço direito. Daí a tornar-se Papa foi um salto. No entanto, Joana nunca esquece o seu grande amor e uma noite de loucura acaba por resultar numa gravidez, que viria a resultar na sua própria morte, dois anos após ter sido eleita Papa, em 853.
A história da Papisa Joana surpreendeu-me embora já tivesse umas ‘luzes’ sobre o assunto. Acredito piamente que tenha existido um Papa que tenha sido mulher, até porque há e houve sempre muitos segredos dentro do Vaticano que nunca serão revelados. Segundo um cronista do século XIII, Joana ocupou o cargo durante dois ou três anos, entre o Papa Leão IV e o Papa Bento III (anos de 850 e 1100).
Uma das evidências mais interessantes a respeito da existência de Joana é o decreto que foi publicado pela corte de Roma, proibindo que se colocasse Joana no catálogo dos papas: "Assim, acrescenta o sensato Launay, não é justo sustentar que o silêncio que se guardou sobre essa história, nos tempos que seguiram imediatamente o acontecimento, seja prejudicial à narrativa que mais tarde foi feita. É verdade que os eclesiásticos contemporâneos de Leão IV e de Bento III, por um zelo exagerado pela religião, não falaram nessa mulher notável; mas os seus sucessores, menos escrupulosos, descobriram afinal o mistério..." Isso vem provar que possa realmente ter existido uma mulher Papa.

domingo, 1 de março de 2009

A Arte de Matar – Jonathan Santlofer

Há muito que Kate McKinnon trocou o seu trabalho como detective da Polícia de Nova Iorque pela sua paixão pela história da arte. Mas quando uma pintura que doara ao Museu Modernista aparece vandalizada e outros crimes relacionados, incluindo homicídio, se sucedem, Kate sabe que pode combinar a sua experiência e os seus conhecimentos de ambos os mundos para ajudar a descobrir quem é o responsável. A Arte de Matar inclui ilustrações do autor que traçam um percurso de crescente suspense e que, combinadas com um enredo que retrata o submundo do meio artístico nova-iorquino, criam um novo thriller magistral.


Kate Mckinnon há muito tempo que se tinha afastado do seu trabalho na polícia de Nova Iorque. Mas depois de um misterioso caso de destruição de uma tela de Willem de Kooning, que tinha doado ao Museu Modernista, e outra de Franz Kline, propriedade dos amigos Nicholas e Marci Starrett, muda de ideias e decide fazer parte da investigação. A destruição do quadro de Franz Kline faria ainda uma vítima, Nicholas Starret, que apanhara o criminoso em flagrante delito.

Assim, deixa a pacata vida de historiadora de arte, apresentadora de um programa na televisão e escritora, e passa a fazer parte da equipa de investigação.

A arte como pano de fundo, artistas da Escola de Nova Iorque, como Jackson Pollock, Franz Kline, Gorky, Philip Zander, Kate começa a desvendar o misterioso criminoso. Primeiro descobre que os assassinatos e destruição das telas estão todos relacionados com a Escola de Nova Iorque, o mais importante grupo americano expressionista abstractos, curiosamente o grupo sobre o qual ela própria estava a escrever. Depois constata que antes do acto, o criminoso enviava telas com pistas sobre as suas próximas vítimas.

Não li a Anatomia do Medo, um livro bastante publicitado e do mesmo autor, mas fiquei com uma grande curiosidade de ler mais sobre Jonathan Santlofer. A sua escrita é bastante interessante e a ideia de colocar os esboços das telas sobre as quais incide a investigação é bastante original e dá mais fôlego à trama.