sábado, 14 de março de 2009

Silver Bay – A Baía do Desejo - Jojo Moyes em breve nas livrarias



A Porto Editora vai lançar muito brevemente, dia 26 de Março, o livro de Jojo Moyes intitulado A Baía do Desejo. Segundo a editora este é um livro «com um forte élan e, da autora podemos dizer que rapidamente conquistou um estatuto que a coloca a ombrear com escritoras como Joanne Harris e Anita Shreve.»

«Um mergulho nas águas profundas da paixão...«»

Sinopse

Mike Dormer chega a Silver Bay, uma pacata vila costeira da Austrália, com um único e secreto intuito que abalará por completo a vida dos seus habitantes.

Mas Silver Bay reserva-lhe um destino diferente.

Liza McCullen e a sua filha Hannah, de dez anos, residem no familiar Silver Bay Hotel – tão excêntrico como a sua proprietária Kathleen – onde Mike se hospeda. As suas personalidades enigmáticas exercerão um fascínio inexplicável sobre o pragmático executivo londrino, que se deixará envolver irremediavelmente pelos membros da pequena comunidade de Silver Bay e pela magia que descobre no seu modo de vida. Em pouco tempo, Mike sentir-se-á divido entre a culpa e o desejo, a responsabilidade… e a paixão inesperada. Paralelamente, a vida de Liza sofrerá uma reviravolta inevitável.Prisioneiros de uma perigosa teia de segredos e mentiras, estarão eles preparados para enfrentar os acontecimentos que se avizinham?

Texto da 2ª badana

Liza

«Depois de Letty morrer, houve um período em que pensei que nunca mais voltaria a ser feliz. Não há nada de redentor na morte de um filho, nenhuma lição valiosa que possamos aprender. É algo demasiado grande, demasiado esmagador, demasiado sombrio. É uma dor gélida, sufocante, física, chocante na sua intensidade, e, sempre que pensamos que talvez tenhamos conseguido avançar um pouco, ela volta a erguer-se, como uma onda, para nos afogar de novo.»

Mike

«Quando me viu sentado ao fundo do pontão, do lado da praia, a sua expressão não se alterou, mas parou a pouca distância de mim, na areia, com uma mão erguida para proteger os olhos do sol.Cambaleou ligeiramente e interroguei-me se estaria embriagada. Via-a agora de forma diferente, depois de saber o que sabia. Era como se Liza McCullen tivesse adquirido uma nova dimensão.»

Recensões Críticas

«Como Joanne Harris e Anita Shreve, Jojo Moyes tem o dom de tornar a sua prosa num arrebatador poema de amor – paixões várias e um cenário carregado de beleza e romantismo fazem deste livro um brilhante conto sobre tragédias passadas e novos começos.»

Lancashire Evening Post

«Uma leitura assumidamente romântica.»

Elle

«Um livro difícil de pousar!»

New Woman

Sobre a autora

Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres.

Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Sheltering Rain, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro.

Publicou depois Foreign Fruit (2003), The Peacock Emporium (2004), The Ship of Brides (2005), Silver Bay (2007) e Night Music (2008).

Com Foreign Fruit obteve o prémio Romantic Novel of the Year, para o qual esteve também nomeada por The Ship of Brides e por Silver Bay.

Para mais informações sobre a autora e a sua obra visite o site www.jojomoyes.com

Pode ainda ver um pouco do livro aqui

sexta-feira, 13 de março de 2009

«Passaporte» de Maria Filomena Mónica apresentado hoje


O novo livro de Maria Filomena Mónica foi apresentado, esta sexta-feira, no Casino da Figueira. «Passaporte», assim se chama a nova obra de Maria Filomena Mónica que relata as viagens e incursões realizadas pela própria autora durante os anos de 1994 e 2008.

Sinopse
Depois de «Bilhete de Identidade», Maria Filomena Mónica escreve «Passaporte», um livro sobre as suas viagens e incursões pelo mundo. Com «Bilhete de Identidade» (Alêtheia Editores, 2005), Maria Filomena Mónica alcançou grande sucesso e suscitou grande polémica pela forma desassombrada como descreveu o seu passado e relatou a sua vida até 1976, tendo sido a primeira a fazê-lo na sociedade portuguesa. São também conhecidos outros dos seus livros, como «Cesário Verde», a biografia do poeta que editou em 2007 (Alêtheia Editores).

Excerto
«Rodeada de silêncio, a paz voltou ao meu quotidiano. Foi agradável escrever sobre o que vi, ouvi e senti. Apenas lamento que as minhas exigências quanto ao conforto de tal forma tenham aumentado que as viagens me custam uma fortuna. Tão assustada fiquei quando, em Outubro, recebi a última conta que prometi a mim própria nunca mais sair, mas, ao cair da noite lisboeta, por vezes sinto uma tal melancolia que me assalta o desejo absurdo de fugir. Para onde, nem eu sei. Talvez para São Petersburgo, a cidade que ainda não conheço.» Maria Filomena Mónica,
in Prefácio

Lídia Jorge vence Prémio Charles Bisset

Surpresa foi como descreveu Lídia Jorge o Prémio Charles Bisset 2008 atribuído pela Associação Francesa de Psiquiatria ao seu romance «Combateremos a Sombra».

Segundo o site Diário Digital, o Prémio Charles Bisset, para a escritora, é atribuído a «quem através da literatura consiga penetrar nos sentidos humanos». Pode ver a nótica na íntegra aqui

quinta-feira, 12 de março de 2009

Tertúlia de Poesia

Com o intuito de celebrar o Dia Mundial da Poesia (21 de Março), a Porto Editora resolveu antecipar a efeméride promovendo, no dia 19 (quinta-feira), pelas 21h30, uma tertúlia na FNAC do Norteshopping, Matosinhos, onde serão apresentadas quatro antologias.
A Tertúlia, dinamizada por Manuel António Pina, João Luís Barreto Guimarães, Jorge Reis Sá e Rui Lage, terá como antologias “Folhas Caídas e Flores Sem Fruto”, de Almeida Garrett; “Só”, de António Nobre; “Poemas”, de Cesário Verde e “Sonetos”, de Florbela Espanca.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Lançamento do livro: Nuno de Santa Maria


O próximo dia 14 de Março vai ser marcado pelo lançamento do livro “Herói e Santo” que terá lugar na Sede da Fundação SpesCasa da Torre da MarcaR. D. Manuel II, 286 - Porto, com o seguinte programa:

10:00h - Primórdios do Mundo Melhor em Portugal e o Bispo do Porto - Dra. Gracinda Fonseca
10:30h – O Papel de D. António Ferreira Gomes na implementação da Comissão Justiça e Paz - Pe. José António Barros
11:00h – A importância de D. António Ferreira Gomes no Movimento das Equipas de Nossa Senhora - Prof. Doutor Joaquim Pinto Machado
11:30h - Intervalo
11:45h – Lançamento do livro “Herói e Santo”

terça-feira, 10 de março de 2009

Aquisições

Apesar das aquisições da semana passada, no início desta não consegui resistir a comprar mais uns livrinhos:
- Um grito na noite - Mary Higgins Clark
- Salva-me - Guillaume Musso
- Tardes de Chuva e Chocolate -Amalia Decker Márquez (oferecido pelo meu marido)
- Doida não e não! -Maria Adelaide Coelho da Cunha
- A Ofensa- Ricardo Menéndez Salmón (gentilmente cedido pela Porto Editora), que devorei em muito pouco tempo. :)

A Ofensa - Ricardo Menéndez Salmón [Opinião]


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"A Ofensa", de Ricardo Menéndez Salmón, chegou às livrarias, muito recentemente, nos primeiros dias de Março. Um romance "duro, elegante, belíssimo. A epopeia glacial de uma anomalia", nas palavras de Enrique Vila-Matas. (27-2-2009)
Considerado pela crítica como o melhor romance publicado em Espanha em 2007.
Finalista do Prémio Salombó e do Prémio Nacional da Crítica.

Eis "A Ofensa", de Ricardo Menéndez Salmón, publicado pela Porto Editora. Uma verdadeira metáfora de um século trágico, que surpreende e fascina os leitores.

Ricardo Menéndez Salmón transporta-nos à II Guerra Mundial para contar a história de Kurt Crüwell, um jovem e discreto alfaiate alemão que, ao entrar nas fileiras do exército nazi, submerge num quotidiano marcado pelo horror que o levará a perceber que a crueldade humana não tem limites. E o autor consegue-o de uma forma excepcional: nas palavras do crítico espanhol Fernando Menéndez, " A Ofensa não nasce desse 'costumbrismo' sentimental e grosseiro que abunda no actual romance espanhol; nem tão pouco dessa narrativa pop e chispante que se julga altamente provocativa. Nada disso. A escrita de Menéndez Salmón surge de onde sempre surgiu a melhor literatura: da necessidade de responder às grandes perguntas sobre a vida e o mundo em que vivemos."
A dada altura, pode ler-se "Há corpos que se atormentam e corpos que se libertam; há corpos que se arrastam e corpos que se elevam; há corpos que interrogam e corpos que respondem. Mas pode um corpo demitir-se da realidade? Pode um corpo face à agressão do mundo, face à fealdade do mundo, face ao horror do mundo, subtrair-se às suas funções, recusar-se a continuar a ser corpo, suspender as suas razões, abdicar de ser o que é, isto é, abdicar de ser uma máquina sensível? Pode um corpo dizer: «Basta, não quero ir mais longe, isto é demasiado para mim»? Pode um corpo esquecer-se de si próprio?".


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Pode ler os primeiros capítulos aqui

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Este livro mostra uma outra forma de ver a 2.ª Guerra Mundial. Através do protagonista Kurt, a história faz-se de uma outra forma, e é vista pelos olhos de um combatente do lado das tropas de Hitler. Kurt é chamado para a frente de combate, deixando para isso a sua pacata vida de alfaiate, numa pequena localidade da Alemanha. As atrocidades que se vai deparando ao longo da guerra acabam por lhe criar uma capa que, apesar de o proteger, passa para uma pessoa completamente fria e desprovida de quaisquer sentimentos. Desde não ter sentido nada quando soube da morte da sua namorada Rachel, judia, nem quando a actual companheira lhe disse estar grávida de um filho seu, já quando estava refugiado em Londres.
Kurt apenas queria esquecer um país chamado Alemanha, e nem a sua língua mãe queria sequer proferir. Desde que se refugiou em Londres passou a expressar-se apenas em inglês e nada o fazia querer lembrar daquele país. Este é um livro um pouco obscuro, mostrando o cinzentismo pelo qual passou a sua vida. Um livro interessante que mostra uma outra forma de ver a II Grande Guerra. Não quero deixar de agradecer à Porto Editora, que me proporcionou tão interessante leitura.

Citações:
"O heroísmo foi inventado para os que carecem de futuro"
"Tal como os afogados no seu último fôlego, o mundo desfilou diante dos seus olhos a uma velocidade vertiginosa. E fê-lo como um lugar estranho. Estranho porque para ele, que durante demasiado tempo tinha levado uma vida excepcional e monstruosa, os últimos anos em Londres, construídos em torno de uma existência pacífica e secreta, se tinham convertido numa espécie de retorno a um leito mais ou menos razoável, mais ou menos partilhado pelo comum dos mortais..."

Tiago Patrocínio vence Prémio Daniel Faria | 2009

A 5ª edição do Prémio Daniel Faria teve como vencedor o autor Tiago Patrocínio (sob o pseudónimo Francisco Fernando) com a obra "O livro das aves".
Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa à obra "A potência do meio dos nós", da autoria de António José Madureira.
O júri do prémio foi constituído por Francisco José Viegas, Francisco Saraiva Fino, Jorge Reis-Sá e Tito Couto.
As obras contempladas com o Prémio e a Menção Honrosa serão publicadas no próximo mês, pelas Quasi Edições, e serão apresentadas no dia 17 de Abril em Penafiel.
Sobre o autor
Tiago Patrício nasceu em 1979 na cidade do Funchal, Madeira, mas passa toda a infância e adolescência em Trás-os-Montes. Entra para o curso de Oficiais da Escola Naval como voluntário, onde pressente uma inclinação para a escrita e para o teatro como sobrevivência, nos navios de guerra durante as comissões de embarque.
Regressa à vida civil 16 meses depois para ingressar na Faculdade de Farmácia que conclui após 8 anos e muitos projectos paralelos. Fez escrita criativa em 2001 na Aula do Risco, vários cursos de aperfeiçoamento em imprensa no CENJOR entre 2001 e 2003, esteve no jornal “Os Fazedores de Letras” entre 2002 e 2007 e escreveu para o suplemento DNJovem durante o mesmo período. Faz teatro desde 2000, ajudou a criar o Com-Siso, com várias peças apresentadas entre 2002 a 2005. No ano seguinte entrou para o Grupo de Teatro de Letras, onde fez formação intensiva com Ávila Costa.
Foi seleccionado e publicado na colectânea Jovens Escritores do CPAI, em 2007 e 2008, em poesia . Fez residências de criação literária em Tunis em Julho de 2007 e em Praga no mês de Novembro do mesmo ano, de onde resultou uma leitura de textos por teleconferência no espectáculo “ECG: O Amor e Lisboa” no teatro Archa em Praga.
Encontra-se a meio caminho entre a poesia, o teatro e o vídeo experimental, no seio da associação “O Elemento Indesejado” e as suas múltiplas manifestaçoes artísticas.

Presença com novo site

A partir de 23 de Março a Presença vai aparecer com um site completamente renovado. Os leitores poderão estar ainda mais próximos da editora, através da partilha de opinião, da encomenda de livros e receber, inclusive, ofertas especiais. Pode ver mais aqui

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tudo O Que Ele Sempre Quis - Anita Shreve


Um amor absoluto destruído pelo ciúme. Um romance intenso e violento sobre o poder e os efeitos do desejo, da mentira e da traição.
Um casamento junta sempre duas histórias, dois passados. Esta constatação é talvez tardia para o marido de Etna: um homem cuja obsessão com a sua jovem mulher tem início no momento em que se conhecem – e em que ele a ajuda a escapar a um incêndio - e culmina numa união ensombrada por segredos, traição e pelo fogo avassalador de uma paixão não correspondida.Ao académico Nicholas Van Tassel bastou ver Etna Bliss uma única vez para saber que chegara o momento de abandonar a sua condição de solteirão inveterado. Mas a frieza física e emocional com que é brindado é um prenúncio de tragédia: Etna deseja liberdade e independência, Nicholas quer a jovem exclusivamente para si… E quando descobre que, ainda que tivesse conseguido casar com ela, não teria chegado sequer a conquistá-la, vai ser o lado mais sombrio da sua personalidade a decidir o que fazer a seguir.Escrito com a inteligência e a graça que são já habituais na autora, Tudo o que Ele Sempre Quis é uma arrepiante história sobre desejo, ciúme, perda e os perigos que o fogo – o figurativo e o literal – sempre arrasta consigo.
Críticas de imprensa
"Com este livro, Anita Shreve assegura a continuação da satisfação das necessidades de leitura a que os seus fãs já se habituaram."Susana Nogueira, Dezembro de 2005
"Viciante… Anita Shreve é magistral na forma como descreve o arrebatador impulso da paixão." USA Today
"Impossível de pousar." Guardian
"Delicioso… Shreve no seu melhor." Washington Post
"Um estudo perspicaz sobre o desejo obsessivo… Um dos mais bem conseguidos romances da autora." Seattle Times
“Eu triunfara, não triunfara? Tinha Etna. Tinha as crianças. Era director de Estudos da Escola Superior de Thrupp.”
Parti para a leitura deste livro com uma certa curiosidade. Nunca tinha lido nada da autora e estava com algumas expectativas. Inicialmente pensei que seria daquele tipo de literatura mais leve, sem grandes conteúdos, mas enganei-me completamente.
O livro relata a história de um homem, Nicholas Van Tassel, que vive obcecado com o amor de uma mulher, Etna Bliss. O seu amor por ela, leva-o a pedi-la em casamento mesmo quando ela lhe revela que não o ama. Apesar de saber que não é correspondido Nicholas acede a casar com a mulher que ama verdadeiramente prometendo a ela e a si próprio de que o amor que sente por Etna dará para os dois. Começa-se desde cedo a vislumbrar que a história nunca poderá acabar bem. Um casamento que vive na base do amor de apenas uma das partes nunca pode ser uma união feliz. E agrava-se ainda mais quando na noite de núpcias Nicholas constata que a sua mulher já não era virgem. Os ciúmes doentios, o desejo de querer tudo de acordo com as suas ideias levam-no a cometer um erro gravíssimo que acaba por desmoronar a sua família. No entanto, consegue ficar com o cargo de director da escola onde lecciona, coisa que almejava há bastante tempo…


domingo, 8 de março de 2009

Aquisições da semana

Esta semana foi rica em aquisições :)
- As senhoras de Missalonghi - Collen McCullough (em leilão)
- A praia roubada - Joanne Harris (em leilão)
- Antologia de contos e Poesia de Maria Teresa Horta (livros da Visão)
- O Quarto Protocolo - Frederick Forsyth (Livros da Sábado)
- O assassino inglês -Daniel Silva
- Outras cores - Orhan Pamuk (cortesia da Presença)
- Uma fenda na muralha - Alves Redol (Passatempo Sorumbático - Alves Redol)