sábado, 27 de junho de 2009

Fotobiografias do Século XX - Fernando Pessoa - Richard Zenith e Joaquim Vieira [Opinião]

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Título: Fotobiografias do Século XX - Fernando Pessoa Autor: Joaquim Vieira e Richard Zenith
Editora: Círculo de L
eitores
P.V.P.€ 35,00

A minha opinião
“Diz-se, por vezes que os quatro maiores poetas portugueses do século XX são Fernando Pessoa” assim começa a fotobiografia do, tal como Richard Zenith diz, o melhor poeta português.
Eu até ia mais longe e, tal como disse num post anterior, não apenas do século XX, mas de todos os tempos. Conheci Pessoa não muito cedo, apenas comecei a ler alguns poemas dele na adolescência, com mais ou menos 14 anos. Mas cada vez que leio o poeta e seus heterónimos surpreendo-me sempre e descubro coisas que não tinha visto anterior
mente.
Antes de começar a ler esta fotobiografia já tinha começado a ler uma biografia do autor, “Fernando Pessoa - Vida , Personalidade e Génio de António Quadros. Ainda não terminei o livro anterior, mas a leitura da fotobiografia foi deveras aliciante. Muito bem documenta
da e ilustrada, é um excelente trabalho que recomendo para os fãs do poeta ou até para aqueles que gostariam de conhecer um pouco mais sobre Pessoa.
Não podia deixar de postar algumas das passagens da sua vida que mais me agradaram ler neste livro, apesar de já serem do conhecimento geral.

Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, em Lisboa. O dia do seu nascimento ocorreu numa quarta-feira, pelas 15h30.
“No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, eu era feliz e ninguém estava morto.”
Do poema Aniversário, escrito em 13 de Junho de 1930. Filho de um casal que se dava bastante bem, cedo perdeu o pai (com cinco anos), o que fez com que o pequeno Pessoa e a sua família tivessem que abandonar a casa onde até ali viveu, situada no Largo de S. Carlos. Fernando Pessoa sempre recordaria o local com uma certa nostalgia e eternizá-lo-ia com o poema “Ó sino da minha aldeia”. O sino seria o da Igreja dos Mártires, no Chiado, a “aldeia”, o largo onde nascera, designado assim pela sua pacatez na altura.
Um ano após a morte do seu marido, a mãe de Pessoa casa-se novamente e parte para Durban com o pequeno Fernando. Em Durban, Pessoa não fez grandes amigos e tinha nos irmãos mais novos, Henriqueta e Luís, os seus cúmplices de brincadeiras. A irmã relembra: “éramos as personagens de uma história continuamente inventada por ele”. Segundo Zenith esta era “uma espécie de heteronímia às avessas, portanto, com pessoas reais transfiguradas em personagens fictícias”. Apesar de ter sido um a
luno bem sucedido em Durban, Pessoa sonhava em regressar ao seu país e é aí que ingressa no Curso de Letras. No entanto, pouco mais de um ano, fica desiludido com a mentalidade demasiado convencional dos seus colegas e começa a demonstrar o desejo de ir para Inglaterra, caso conseguisse arranjar dinheiro. “Apesar de ler e escrever bem em português, Pessoa continuou a fazer poemas e contos em inglês, por causa da falta de modelos, por falta de leitura da sua língua materna. É preciso compreender que pessoa aprendia a fazer literatura por imitação. Imitara Dickens, Carlyle, Pope, Shakespeare e Shelley na adolescência, e mais tarde imitaria Cesário Verde”, continua Zenith.

Heterónimos
“Reduzido a um par de óculos, um chapéu, um bigode e uma gabardina, o corpo praticamente desapareceu. É como se Pessoa fosse, não um homem sem qualidade, mas um conjunto de qualidades sem homem”, diz Zenith.
O termo heterónimo aplica-se apenas aos três poetas que surgiram em 1914: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. A eles, Pessoa fez biografias, atitudes e estilos completamente diferentes. C. R. Anon e Alexander Search, segundo Zenith, podem ser denominados de pré-heterónimos. “Enquanto que os heterónimos representavam o que Pessoa não era, os dois alter-egos anglófonos representavam o que o jovem poeta assumidamente era quando surgiram. Para que finalidade? Para permitir que o autor falasse de sim sem falar de si”, diz.
Em 1915, Fernando P
essoa e demais companheiros de tertúlia, decidem criar a revista Orpheu, que saiu em fins de Março de 1915. Ao contrário do esperado, e apesar de largamente noticiada na imprensa, Orpheu foi alvo de troça de muitos: “Maluqueira literária”, “Os poetas do Orpheu e os alienistas” e “Orpheu nos infernos”, foram alguns dos títulos de artigos que saíram em vários jornais. “Os poetas eram apontados na rua e toda a gente falava do Orpheu. Deste modo, a revista comprada para ler ou para escarnecer, esgotou a sua tiragem de 450 exemplares. O segundo número saiu 3 meses depois, com uma tiragem de 600 exemplares e também esgotou”, relata Zenith. No número dois do Orpheu, mais de um terço da revista era preenchido por obras de Pessoa, muitas delas assinadas por Álvaro de Campos, o primeiro dos três heterónimos a ser revelado publicamente. As pequenas tensões existentes no grupo e o escândalo que alguns textos de Campos suscitaram na opinião pública, além das dificuldades económicas, fizeram com que o terceiro número nunca chegasse a ser publicado. O suicídio de Mário de Sá-Carneiro, em 1916, viria a unir novamente os companheiros, que começaram a publicar várias revistas sobre literatura: Exílio, Centauro e Portugal Futurista foram alguns dos títulos que apareceram.
Mas era nos cafés lisboetas que os amigos se juntavam para falar sobretudo sobre arte e literatura. Dos muitos cafés frequentados por Pessoa, apenas dois sobreviveram até aos nossos dias: A Brasileira do
Chiado, fundado em 1905, e o Martinho da Arcada, em 1782.
Apesar de ter «nascido» a 16 de Abril de 1889, Alberto Caeiro apenas «apareceu» a Pessoa a 8 de Março de 1914, surgindo a história do «dia triunfal» dado que Caeiro, escreveu, de um jacto e «numa espécie de êxtase», mais de 30 poemas de “O Guardador de Rebanhos”. Richard Zenith refere que o nome Caeiro poderá ter surgido como uma homenagem ao melhor amigo de Pessoa, Mário de Sá-Carneiro. “O nome Caeiro é Carneiro sem carne, dado a um pasto cujas ovelhas foram espiritualizadas em pensamentos. Sá-Carneiro suicidou-se poucas semanas antes de completar 26 anos e Alberto Caeiro, segundo a sua «biografia» também morreu jovem, com 26 anos, de tuberculose”.
Álvaro de Campos nasceu em Tavira em 1890, estudou engenharia naval em Glasgow, viaj
ou pelo oriente, viveu alguns anos em Inglaterra até que se fixou em Lisboa. “Enquanto os seus colegas heteronímicos viveram uma existência secreta durante mais de uma década, só sendo publicamente revelados em 1924 (Reis) e 1925 (Caeiro), Álvaro de Campos teve uma projecção mediática quase imediata”, diz Zenith.
Ricardo Reis, médico e neoclassicista, nasceu em 1887 no Porto e era monárquico. Por isso mesmo teve de se exilar no Brasil, onde terá vivido o resto dos seus dias. Sobre a sua mudança Pessoa disse: “é uma morte parcial; morre qualquer coisa em nós” e “e assim mudar para melhor, porque mudar é mau, é sempre mudar para pior”.
Definido por Pessoa como um semi-heterónimo surge Bernardo Soares, guarda-livros, cujo lugar de trabalho correspondia ao mesmo local para onde o poeta redigia cartas nos anos 20 e 30. Sobre a sua personalidade disse: «não diferente da minha, mas uma simples mutilação d
ela». Sobre as críticas feitas aos seus heterónimos Pessoa desabafou: «E contudo – penso-o com tristeza – pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática, pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria, pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à vida. Pensar, meu querido Casais Monteiro, que todos estes têm de ser, na prática da publicação, preteridos pelo Fernando Pessoa, impuro e simples!»

Família e Ofélia Queirós
Pessoa não era um homem muito chegado à família. Quando as tias
mais chegadas faleceram, o poeta passou a viver sozinho mudando constantemente de residência, sempre localizada entre os bairros da Estefânia e dos Anjos. Contudo, Pessoa chegou a queixar-se de dificuldades económicas e de não ter ninguém a quem recorrer, embora a miséria nunca lhe tivesse batido à porta. A culpa de nunca ter dinheiro era o tempo que Pessoa queria dedicar à escrita, o que fazia com que recusa-se trabalhos a tempo inteiro. Foi num desses trabalhos que Pessoa conheceu Ofélia Queirós. Em Novembro de 1919, quando Ofélia respondia a um anúncio (e seria admitida) na empresa para a qual trabalhava o poeta trabalhava, começou uma troca de olhares entre os dois, que resultaria em namoro. Pessoa declarou o seu amor citando Hamlet, mas mudava constantemente de humores: tanto era afectivo, como indiferente, pelo que Ofélia lhe pediu uma declaração por escrito sobre as suas intenções. É nessa altura que começa a troca de correspondência entre os dois. Foi nas palavras de Ofélia “um namoro simples”, porque Pessoa nunca quis conhecer a família dela nem nunca a apresentou à sua. Mas guardou todas as suas cartas e mesmo os bilhetinhos mais insignificantes.

Morte
No início de 1933, com 44 anos, Pessoa parecia mais velho que a sua real idade. Para o seu envelhecimento precoce poderá ter contribuído os grandes momentos de solidão. Bebia e fumava muito. Por isso mesmo, era acometido por crises hepáticas ou pancreáticas. Em Setembro de 1935 uma crise mais forte abateu-o e a 19 de Novembro escreveu o seu último poema em português. Oito dias depois, 27 de Novembro, sofreu mais uma crise, precisamente no dia em que se comemorava o aniversário da sua irmã. Estranhando o facto de Pessoa não comparecer ao event
o, o cunhado foi procurá-lo no dia seguinte. Pessoa parecia ter melhorado um pouco, mas a 29 de Novembro ficou internado no Hospital de São Luís dos Franceses, no Bairro Alto. Nesse dia escreve as suas últimas palavras “I know not what tomorrow will bring” (não sei o que trará o amanhã) com mão segura e letra firme, dotando a frase e sublinhando a data duas vezes. “O amanhã trouxe-lhe a morte, talvez devido a uma pancreatite aguda, entre as 20 e as 21 horas”. A 2 de Dezembro foi enterrado no Cemitério dos Prazeres. “Como legado à humanidade deixara na Rua Coelho da Rocha, n.º 16, uma despretensiosa arca de madeira que continha milhares de originais dactilografados ou manuscritos em cadernos, agendas, papel de escritório onde trabalhara, papel de cafés que frequentava, folhas volantes, facturas ou impressos, envelopes e pedaços de papel rasgado –na sua grande maioria inéditos”, diz Zenith. A notícia da sua morte, porém, apenas sairia nos jornais três dias depois. Tendo morrido no fim de sábado, 30 de Novembro e não se publicando jornais no domingo à tarde nem na manhã de segunda-feira, por ter sido feriado na véspera, a ocorrência da morte de pessoa só foi anunciada após o funeral que reuniu 50 pessoas. O Diário de Notícias publicaria, na 1.ª página, uma notícia intitulada: “Morreu Fernando Pessoa, grande poeta de Portugal”, e outros jornais deram também notícias da sua morte em páginas interiores. Após analisados todos os documentos da arca que Pessoa deixara é que o poeta viria a ser conhecido totalmente, corria o ano de 1990. “Viemos a saber que, ao longo da vida e desde a infância, Pessoa inventara não 3, nem 10, nem 30 personagens-escritores, mas mais de 70”, diz Zenith. “É uma drama em gente, em vez de em actos”, explicou Pessoa num texto publicado em 1928. “No jazigo da sua avó Dionísia, no cemitério ocidental de Lisboa, o Grande Poeta esperava por nascer. Aguardava não só que as suas obras fossem devidamente publicadas, mas também que o tempo passasse, trazendo a próxima geração de leitores, mais susceptível de apreender o seu génio – que nunca poderia ser plenamente apreciado pelos seus coetâneos, segundo as teorias sobre a imortalidade”, continua o autor da fotobiografia. O centenário de Pessoa foi celebrado por uma profusão de iniciativas em Portugal e além-fronteiras, mas a coroa da glória do rei-poeta foi a trasladação dos seus restos mortais para o Mosteiro dos Jerónimos. «Cada vez mais perto do mito, cada vez menos perto de mim» - Álvaro de Campos vaticinava o futuro. Hoje a poesia e prosa de Pessoa é publicada em todos os continentes e em cerca de 40 línguas.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

No Teu Deserto é o novo livro de Miguel Sousa Tavares


No Teu Deserto, assim se chama o mais recente livro de Miguel Sousa Tavares vai chegar brevemente ao mercado. A antecipar, a Wook lançou uma campanha de pré-lançamento. Além do leitor beneficiar de portes grátis, se for dos primeiros a encomendar o livro recebe-o autografado pelo escritor.
Título: No Teu Deserto
Quase Romance
Autor: Miguel Sousa Tavares
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 128
Editor: Oficina do Livro
Excerto
«Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso. E tínhamos um deserto inteiro para olhar.»
«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»«Parecia-me que já tínhamos vivido um bocado de vida imenso e tão forte que era só nosso e nós mesmos não falávamos disso, mas sentíamo-lo em silêncio: era como se o segredo que guardávamos fosse a própria partilha dessa sensação. E que qualquer frase, qualquer palavra, se arriscaria a quebrar esse sortilégio.» «Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»

Novidades Asa para Julho


Título: Meio Sol Amarelo
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Págs.: 544
Preço: 17,00 €
Sinopse
Com uma elegância apenas ao alcance dos grandes escritores, Chimamanda Ngozi Adichie entrelaça as vidas de cinco personagens inesquecíveis: Ugwu, um humilde criado de treze anos a quem o mundo se desvendará pela mão do seu senhor, Odenigbo, que, na intimidade da sua casa, planeia uma revolução. Este jovem professor universitário mantém uma relação apaixonada e sensual com a bela e mágica Olanna, cuja irmã gémea, Kainene, é alvo do amor desesperado de Richard, um jovem inglês a braços com o seu papel de homem branco em África.Todos eles vão ser forçados a tomar decisões definitivas sobre amor e responsabilidade, passado e presente, nação e família, lealdade e traição. Todos eles vão assistir ao desmoronar da realidade tal como a conheciam devido a uma guerra que tudo transformará irremediavelmente. Vencedor do Orange Prize 2007

Título: A Arte de Amar
Autora: Elisabeth Edmondson
Págs.: 400
Preço: 15,00 €
Sinopse
Escândalo, romance e intrigas familiares pela mão da autora do bestseller Uma Villa em Itália.Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto.A sua “fuga” para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo…
Título: Confissões ao Luar
Autora: Alice Hoffman
Págs.: 208
Preço: 13,50 €
Sinopse
Arlyn Singer acredita no destino e no poder dos sentimentos. Naquele que será um dos momentos mais determinantes da sua vida, Arlyn pressente a chegada do seu grande amor. Mas o destino parece pregar-lhe uma partida ao colocar o frio e calculista John Moody no seu caminho. John é o oposto da sonhadora Arlyn. Contudo, a paixão entre ambos é arrebatadora e o casamento inevitável. A vida encarregar-se-á de os levar, a eles e aos seus filhos, a uma casa de vidro no campo, no Connecticut, mas também aos arranha-céus de Manhattan e às águas azuis do estreito de Long Island, sempre em busca de unidade familiar e identidade.Um caminho de perda e redenção que inclui Sam, o filho de ambos, um artista brilhante e explosivo; Blanca, a bela solitária que tenta desesperadamente proteger o irmão do seu destino e que vive a sua própria vida num mundo habitado por livros; e Will, o neto, a braços com uma família fragmentada, emocional e misteriosa que, afinal, nada sabe sobre o amor.“Dilacerante e belo… Um dos melhores romances de Alice Hoffman.”Kirkus Reviews

Título: O Cavalheiro do Gibão Amarelo
Autor: Arturo Pérez-Reverte
Págs.: 256
Preço: 10,00 €
Sinopse
A nova aventura do capitão Alatriste tem lugar nos vibrantes pátios de comédias da Madrid do século XVII. Cruzando-se com velhos amigos e velhos inimigos, e com as famosas personagens da época, como Lope de Vega, Calderón de la Barca e o capitão Alonso de Contreras, Diego Alatriste e Íñigo Balboa enfrentam uma perigosa conspiração na Corte de Filipe IV.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A breve e assombrosa vida de Oscar Wao com críticas significativas por parte da impresa portuguesa

Assombrosas críticas
O sucesso de um dos livros mais aguardados do ano A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, o vencedor do Pulitzer Prize 2008, e que a Porto Editora deu a conhecer no dia 30 de Abril, recebeu
excelentes críticas das comunicação social portuguesa. Em comunicado, a Porto Editora mostrou-se satisfeita com o reconhecimento por parte dos média da qualidade das obras que tem vindo a publicar desde 2006, sendo que muitas foram distinguidas com prémios tão importantes como o Man Booker Prize, o Orange Prize ou este Pulitzer Prize.

Críticas mais significativas de A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz, um dos livros mais aguardados do ano e já um caso de sucesso editorial.

Diário de Notícias
«Isto bem merecia um Pulitzer, não há dúvida, afinal está tudo ali».
João Céu e Silva

«Baralha, atrapalha, esbugalha, faz tudo o que um autor pode fazer na linha de um ultrapassado
realismo mágico, agora trespassado à prosa, como se travestisse Garcia Marquez num Cormac
McCarthy latino. E safa-se. Safa-se muito bem».
João Céu e Silva

Correio da Manhã
«É um pequeno prodígio de imaginação e humor».
Francisco José Viegas

«Não se atemorizem com o prémio: o livro é uma boa surpresa».

Francisco José Viegas

«Estreia auspiciosa, recompensada com o Prémio Pulitzer, combina uma boa ideia com uma história
bem contada».
Dina Gusmão

Sol
«Com toda a justiça venceu, em 2008, o Prémio Pulitzer para Ficção e o National Books Critics Circle Award e unanimidade da crítica».
Filipa Melo

«Assenta numa inédita agilidade linguística».
Filipa Melo

«Díaz mostra que tudo é possível para conseguir “verdade” e ritmo, uma narrativa de ênfase breve, mas assombrosa».
Filipa Melo

Expresso
«Junot Diaz fez jus as esperanças que nele foram depositadas».
José Mário Silva

«Surge assombrado pelos pergaminhos que só uma correnteza de prestigiados prémios literários
pode conferir, no zénite dos quais se encontra o Pulitzer».
Paula Macedo

«O entusiasmo gerado em torno desta obra radica na originalidade da escrita e na forma como a
história é contada».
Paula Macedo

«O autor esteve à altura das expectativas que há uns anos nele foram depositadas».
Paula Macedo

«“A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao” brilha como num fogo de artifício, mas não deixa de nos levar às lágrimas».
Paula Macedo

Os Meus Livros
«Um romance que nunca cede ao esperado e que cruza com habilidade a história de um país com a história de uma família».
Sara Figueiredo Costa

Diário Digital
«É sem dúvida um dos lançamentos do ano até ao momento. Pela sua linguagem, pelo seu ritmo,
pelas suas histórias, pelo seu carisma, pelo seu clima».
Pedro Justino Alves

««A Breve e Assombrosa Vida de Óscar Wao», de Junot Díaz, editado pela Porto Editora, traz-nos de volta a grande literatura».
Pedro Justino Alves

«Se em termos de prémios literários nem sempre vence a melhor obra, desta vez o Pulitzer Prize de 2008 está bem entregue».
Pedro Justino Alves

«Lamentámos que o fukú tenha assolado «A Breve e Assombrosa Vida de Óscar Wao», mas
felizmente não assolou as palavras de Junot Diaz. Brilhante!!!»
Pedro Justino Alves

O enredo
Oscar Wao é enorme. E dominicano.
Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias,
sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não
consegue mais do que uma vida de desilusões.
Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar.
A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú,
que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim.
Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e
pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande
História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das
promessas incumpridas do Sonho Americano.
Em cada página, Junot Díaz cria uma obra de arte: a sua língua é uma manta de retalhos, uma
canção, é uma fenda no muro entre as civilizações, as pessoas e idades, e os seus heróis
perseguem, através do humor e da poesia, o objectivo último de todo o ser humano: o amor.

O autor:
Junot Díaz nasceu em Santo Domingo, na República
Dominicana, mas também tem nacionalidade norteamericana. A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao é o seu primeiro romance, produto de 11 anos de trabalho. Escreveu textos de ficção para publicações diversas, como The New Yorker, African Voices, Best American Short Stories (1996, 1997, 1999, 2000), Pushcart Prize XXII e The O'Henry Prize Stories 2009.
Além do Pulitzer, o autor foi ainda contemplado com os prémios Eugene McDermott Award, Lila Acheson Wallace Readers Digest Award, 2002 Pen/Malamud Award e Rome Prize from the American Academy of Arts and Letters. Recebeu também as bolsas John Simon Guggenheim
Memorial Foundation, 2003 US-Japan Creative Artist Fellowship, pelo National Endowment for the Arts e a bolsa oferecida pelo Radcliffe Institute for Advanced Study, na Universidade de Harvard.
É, actualmente, editor de ficção para o Boston Review e lecciona no Massachusetts Institute of
Technology.

Factos
Vencedor do Pulitzer Prize for Fiction 2008; Melhor Romance de 2007, pela New York Magazine
Vencedor do National Book Critics Circle Award (fiction); John Sargent Sr. First Novel Prize
Anisfield-Wolf Book Award e Dayton Literary Peace Prize; Eleito “Notable Book” pelo New York Times; “Best of the Month” na Amazon US (Setembro 2007); Mais de 25 semanas no top 10 da New York Times Best-seller List;

Novidade Caderno: O contrário da morte de Roberto Saviano

Título: O Contrário da Morte
Autor: Roberto Saviano
N.º de Páginas: 80
PVP: 11€

Sobre o livro:
O Contrário da Morte é o primeiro livro de Roberto Saviano, desde que Gomorra o tornou um alvo a abater. Junta duas histórias, unidas pela Itália do Sul, desesperançada e seca, onde amor e morte se confundem e onde a máfia napolitana está sempre presente, prepotente e ameaçadora.
Maria ainda não fez 18 anos. O seu noivo, Enzo, tem 21. São pobres, vão casar-se quando ele voltar de Cabul – virá de lá sem glória, mas com o dinheiro certo para a casa, quando se é soldado, ganha-se bem no Afeganistão. Mas Enzo não volta… Passou muito tempo desde que Giuseppe e Vincenzo foram mortos. Mortos, inocentes, que nenhum jornal recordou no dia seguinte. À esquerda, à direita, ao centro, todos mudos. Nasceram na terra da culpa. Não podiam dizer-se inocentes.

Sobre o autor

Roberto Saviano nasceu e cresceu em Nápoles, onde começou uma brilhante carreira como jornalista. Infiltrado na Máfia napolitana, publicou em 2006 o aclamado best-seller internacional Gomorra (editado pela Caderno em 2008). O sucesso do livro, porém, tornou–se um pesadelo – desde então o autor italiano, perseguido pelos mafiosos que denunciou, viu-se obrigado a viver na clandestinidade, sempre sob protecção policial. Vencedor do Prémio Viareggio, a obra deu origem a um filme com o mesmo nome, galardoado com o Grande Prémio do Júri do festival de Cannes.

Esfera dos Livros - Lançamentos de Junho


Título: Carlota Joaquina - O pecado espanhol
Autor: Marsilio Cassotti
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 24 €
Páginas: 320 + 36 extratextos

Sinopse:
Nunca na História de Portugal uma rainha provocou paixões tão contraditórias como Carlota Joaquina de Borbón (1775-1830). Requintada «divindade tutelar» para os seus seguidores, foi considerada vulgar, luxuriosa e assassina pelos seus inimigos. O seu avô, Carlos III de Espanha, casou-a com o futuro rei D. João VI. Em pouco tempo, a infanta espanhola, filha de uma bela e intriguista princesa italiana, conquistou o coração da sogra, a rainha D. Maria I. Contudo os seus caprichos incomodariam uma corte receosa das suas origens. D. Carlota tentou obter o protagonismo nos assuntos públicos. Foi travada pelos que não aceitavam que «as mulheres se metam nos negócios». O ressentimento contra um marido que considerava fraco e menos inteligente do que ela levou-a a recorrer à conspiração.
A irregular educação dos filhos. Os rumores sobre os seus amantes. As excentricidades no Brasil. As intenções de ser coroada «rainha» em Buenos Aires. As intrigas para casar as infantas. A sua recusa em jurar a Constituição liberal. A «farsa de reconciliação» com o marido. A violência utilizada para entronizar D. Miguel como «rei absoluto». O astuto uso da doença e da religião ao serviço dos seus objectivos. São alguns dos episódios desta documentada e amena biografia de uma mulher rebelde e apaixonada cujo verdadeiro afrodisíaco parece ter sido o poder.
Marsilio Cassotti estudou Ciências Políticas e Relações Internacionais na Universidade Católica de Buenos Aires e Línguas no Instituto Católico de Paris. Durante vários anos, foi director de uma colecção de História pertencente a uma importante editora de Barcelona e é autor de estudos fundamentais sobre mulheres como a princesa Ébolil; a «Excelente Senhora»; a duquesa de Alba, mecenas de Goya; e a rainha Maria Luísa de Parma.




Título: Guerra entre quatro paredes
Autor: Margarida Vieitez
Colecção: Fora de Colecção
P.V.P: 19 €
Páginas: 368

Sinopse

«És incapaz de dizer que me amas»; «Não me dás atenção»; «Nunca me ajudas»; «Só pensas em ti»; «Estou farta/o»; «Asfixias-me»; «Não aguento mais»
Se estas frases fazem parte do seu quotidiano, Cabe-lhe a si decidir o que fazer: tornar a sua relação saudável e satisfatória ou partir para uma guerra sem tréguas marcada por raiva, ódio e ressentimentos. Muitos casais deparam-se com problemas nas suas relações que os empurram para um ambiente de guerrilha doméstica de difícil resolução. Mas é possível chegar a um clima de paz através do diálogo, da análise dos problemas e do estabelecimento de compromissos.
Margarida Vieitez, mediadora familiar, analisa as relações amorosas desde o seu início, passando por temas como as dificuldades de comunicação, a infidelidade, a rotina, a aceitação das diferenças, as relações “faz de conta”, os sinais do “fim”, a violência física e emocional.
Partindo de casos reais com os quais se confrontou ao longo da sua carreira, a autora responde a algumas questões que todos os dias assaltam os casais, apresentando soluções para a resolução dos problemas conjugais.
O amor precisa de ser trabalhado diariamente e de ser pensado. Temos de descobrir e explorar a nossa inteligência amorosa. Afinal o que é uma relação senão uma porta entreaberta que se pode abrir ainda mais ou fechar a cada momento?
Margarida Vieitez, fundadora e coordenadora do Espaço Família, é mediadora familiar e de conflitos e dedica-se ao estudo dos conflitos conjugais e do divórcio.
Licenciada em Direito, dedicou-se ao Direito da Família e pós-graduou-se em Mediação Familiar pela Faculdade de Medicina da Universidade de Sevilha, ministrando formação em Mediação Familiar no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, e estando presente em conferências e seminários.
É ainda especialista convidada do programa Tardes da Júlia da TVI.


Título: Nuno Álvares Pereira
Autor: Jaime Nogueira Pinto
Colecção: História Divulgativa
Páginas: 306

Sinopse
Nuno Álvares Pereira mostra-nos que sim. E não por um qualquer arrependimento tardio, por uma troca aparentemente súbita e em fim de vida da cota de malha pelo hábito de monge: entre as intrigas da corrupta corte fernandina e o poder e a glória da Casa de Avis, nas horas difíceis da revolução de Lisboa e nas batalhas de Aljubarrota, Atoleiros e Valverde que marcaram a Guerra da Independência, S. Nuno de Santa Maria sempre procurou ser, no espírito e na letra, o cavaleiro perfeito, indo contra muito daquilo que, na guerra e na paz, era regra no tempo.
Jaime Nogueira Pinto reconstitui, no quadro da época, o carácter e o percurso excepcional de Nun’Álvares. Interpretando e integrando a História portuguesa na História europeia medieval, marcada por convulsões político-sociais e pela Guerra dos Cem Anos, e a partir de uma releitura actualizada das fontes tradicionais, o autor dá-nos uma biografia viva e actualizada do pajem, do cavaleiro, do chefe militar e do homem de fé.
Jaime Nogueira Pinto colabora regularmente na imprensa portuguesa (Semanário, Diário de Notícias, TSF e SIC), sendo autor de obras de História Contemporânea como O Fim do Estado Novo e as Origens do 25 de Abril, A Direita e as Direitas, Introdução à Política. Publicou pela Esfera dos Livros em 2007 António de Oliveira Salazar – O Outro Retrato, que se encontra já na 6.ª edição, e em 2008 Jogos Africanos que se encontra em 3.ª edição.
Nascido no Porto em 1946, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e é doutorado em Ciências Sociais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas onde actualmente lecciona Ciência Política e Relações Internacionais. O autor foi administrador da Bertrand, S.A., e director do diário O Século. É administrador de empresas na área de segurança, business intelligence e aconselhamento estratégico.

domingo, 21 de junho de 2009

Memória de Tubarão - Steven Hall [Opinião]

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Título: Memória de Tubarão
Autor: Steven Hall
Colecção: Lado B
P.V.P.: 22,00 €
N.º de edição: 1.ª
Data 1.ª edição: 19/05/2009
N.º de páginas: 436

Sinopse:
Um homem acorda num quarto desconhecido sem saber quem é. Depois encontra um documento, onde está um nome, uma fotografia. Uma carta ali deixada sugere-lhe que contacte uma psicóloga, que o ajudará a perceber a situação. A Dr.ª Randle informa-o então de que ele sofre de um choque traumático na sequência da morte da namorada ocorrida três anos antes, que se traduz por uma amnésia dissociativa, com surtos recorrentes em que perde cada vez mais memórias. Eric vai recebendo cartas do seu «eu» anterior até que um dia, diante do ecrã de televisão, é atacado por uma criatura poderosíssima que o arrasta para um tempestuoso mar negro... Memória de Tubarão é um livro cheio de surpresas, uma aventura delirantemente imaginativa, divertida e inteligente. Um thriller psicológico que tem sido considerado um grande feito literário, ao nível de Paul Auster ou Murakami, e comparável a filmes como Memento e The Matrix.

A minha opinião
E se um dia acordasse e não se lembrasse de nada, nem sequer do seu nome? Foi o que aconteceu com Eric Sanderson, que numa certa manhã quando acordou não sabia nada sobre si, onde estava, nada do seu passado. Até que encontra um papel com um nome e uma fotografia que identificou com a imagem de si próprio quando se viu ao espelho. Assume a identidade de Eric e sai em procura de uma psicóloga alimentando a esperança de que esta o possa ajudar a descobrir quem realmente é. E o livro resume-se às aventuras de Eric, que mais tarde assume a identidade de outra pessoa, Mark Richardson, em procura de respostas. Respostas sobre si, sobre o aconteceu consigo e com a sua namorada. Pelo caminho defronta ‘animais’ conceptuais que tentam sempre tornar-lhe esta caminhada mais difícil. Um deles é Ludovício, um tubarão que se alimenta da memória, sendo o mais agressivo dos tubarões conceptuais. Um livro arrepiante, cheio de aventuras e sem qualquer tipo de monotonia, mas que não me conquistou. O facto de não gostar deste género literário não ajudou a que mudasse de opinião. No entanto, dentro do género, para os amantes de Matrix entre outros, o livro poderá aliciar bem mais do que o fez comigo.