sexta-feira, 10 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Guerra & Paz: António Zilhão assina o 2.º volume da colecção «Saber & Educação»

Título: Animal Racional ou Bípede Implume? – Um ensaio
sobre acção, explicação e racionalidade
Autor: António Zilhão
Nº de páginas: 368
Género: S&E /Filosofia/ Lógica
Preço: 17,00€
Saída: 13 de Setembro

Animal Racional ou Bípede Implume? é o título da obra assinado pelo professor de Filosofia da Universidade de Lisboa que estará nas livrarias na próxima semana.
Este ensaio, direccionado para universitários e entusiastas da área da Lógica/Filosofia, apresenta uma proposta de substituição do modelo da Psicologia Popular por um modelo que se inspira na Teoria da Evolução onde os protagonistas são os genes humanos.
António Zilhão (1960) estudou em Lisboa, Graz e Londres, onde se doutorou. É professor de Lógica e Filosofia na Universidade de Lisboa. Foi investigador visitante no Max-Planck-Institut für Bildungsforschung, em Berlim, no Center for Philosophy of Science da Universidade de Pittsburgh, nos USA, professor visitante junto do Centre de Philosophie du Droit da Universidade de Lovaina, na Bélgica, e leccionou na pós-graduação em Filosofia na Universidade Federal da Bahia, no Brasil. Tem publicações em Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália e Brasil.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Sextante vai publicar obra de Rubem Fonseca. O primeiro livro é O Seminarista

Título: O seminarista
Autor: Rubem Fonseca
N.º de Págs.: 129
Capa: mole

A Sextante Editora inicia, com a publicação de O seminarista, a

publicação regular das obras de Rubem Fonseca, Prémio
Camões 2003.

Com as suas narrativas velozes e sofisticadamente cosmopolitas, cheias de violência, erotismo, irreverência e construídas em estilo contido, elíptico e cinematográfico, Rubem Fonseca reinventou
para a língua portuguesa uma literatura noire ao mesmo tempo clássica e pop, brutalista e subtil – a forma perfeita para quem escreve sobre «pessoas empilhadas na cidade enquanto os tecnocratas afiam o arame farpado». Em O seminarista, é-nos narrada a história de um homem que mata por encomenda, sem qualquer tipo de sentimento. Os seus únicos interesses são os livros, os filmes e as mulheres.
A Sextante Editora publicará em Fevereiro de 2011, na altura das Correntes d’ Escritas, um outro romance do autor: Bufo e Spallanzani.

O enredo

Para o protagonista de O seminarista, matar não causa remorso, mas também não causa prazer. É apenas o seu trabalho, que lhe permite dedicar-se àquilo que realmente ama: livros, filmes e
mulheres. Quando decide que já é hora de abandonar a profissão, descobre que não é tão imune aos efeitos dos seus trabalhos e das suas escolhas como acredita ser…
Sou conhecido como o Especialista, contratado para serviços específicos. O Despachante diz quem é o freguês, me dá as coordenadas e eu faço o serviço. Antes de entrar no que interessa – Kirsten, Ziff, D.S., Sangue de Boi – eu vou contar como foram alguns dos meus serviços. (1.º parágrafo de O seminarista)

O autor
Carioca desde os oito anos, Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, a 11 de Maio de 1925. Leitor precoce porém atípico, não descobriu a literatura (ou apenas o prazer de ler) no Sítio do picapau
amarelo, como é ou era de praxe no Brasil, mas devorando autores de romances de aventura e policiais de variada categoria: de Rafael Sabatini a Edgar Allan Poe, passando por Emilio Salgari, Michel Zevaco, Ponson du Terrail, Karl May, Júlio Verne e Edgard Wallace. Era ainda adolescente quando se aproximou dos primeiros clássicos (Homero, Virgílio, Dante, Shakespeare, Cervantes) e dos primeiros modernos (Dostoievski, Maupassant, Proust). Nunca deixou de ser um leitor voraz e ecuménico, sobretudo da literatura americana, a sua mais visível influência.
Por pouco não fez de tudo na vida. Foi office boy, escriturário, nadador, ajudante de mágico, revisor de jornal, comissário de polícia – até que se formou em Direito e se tornou professor da
Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e, por fim, executivo da Light do Rio de Janeiro.
Em 2003, ganhou o Prémio Juan Rulfo e o Prémio Camões.
Recebeu cinco vezes o Prémio Jabuti.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Porto Editora publica segundo romance de Emily Giffin, Coisas do Coração

Título: Coisas do coração
Autor: Emily Giffin
Tradução: Cláudia Ramos
N.º de Págs.: 384
Capa: mole
PVP: 16,50€

Escolhi o Teu Amor e é publicado a 15 de Setembro

Em meados de 2009, a Porto Editora publicou Escolhi o Teu Amor, romance que com grande sucesso deu a conhecer ao país a autora Emily Giffin.

Agora, a 15 de Setembro, um ano e milhares de novas leitoras depois, vai editar Coisas do Coração, a nova obra da escritora norte-americana.
Neste romance, cuja ideia central é a de que só as situações mais difíceis ajudam a descobrir o que é realmente importante, a autora continua a abordar a complexidade das emoções humanas, através de um estilo de escrita que já no título anterior não deixou ninguém indiferente.
Giffin, a quem já chamaram «uma Jane Austen dos tempos modernos», é autora de cinco best-sellers do The New York Times.

O enredo:
Tessa é mãe de duas crianças e esposa de um reputado cirurgião plástico. Apesar de todos os avisos da mãe, ela decidiu abandonar a carreira para se dedicar à família e à casa. Tessa parece ter uma vida perfeita.
Valerie é advogada e mãe solteira de Charlie, uma criança de 6 anos que nunca conheceu o pai. Depois de algumas desilusões, Valerie desistiu do romance na sua vida e até, em certo ponto, das amizades, acreditando que é sempre preferível e mais seguro não esperar demasiado dos outros.
Apesar de viverem na mesma cidade, as duas personagens parecem ter muito pouco em comum para além de um incondicional amor aos filhos. Mas, uma noite, um trágico acidente faz com que as suas vidas se cruzem de uma forma que elas nunca poderiam imaginar.

Sobre a autora:
Emily Giffin é licenciada pela Wake Forest University e University of Virginia School of Law. Depois de praticar advocacia numa empresa de Manhattan durante vários anos, Giffin mudou-se para Londres para se dedicar à escrita a tempo inteiro.
É autora de cinco best-sellers do The New York Times e vive actualmente em Atlanta com o marido e três filhos.
Sítio oficial da autora: www.emilygiffin.com.

Críticas:
Uma Jane Austen dos tempos modernos. - The Cincinnati Enquirer
Giffin tem o talento de tornar as personagens credíveis e empáticas, e os leitores são facilmente cativados por este absorvente romance. - Booklist
Esta obra de Emily Giffin é uma história comovente sobre uma mulher que se encontra numa encruzilhada de emoções. - 24 Horas (sobre Escolhi o teu amor)
terça-feira, 7 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Mataram o Sidónio! - Francisco Moita Flores [Opinião]

Título: Mataram o Sidónio!
Autor: Francisco Moita Flores
N.º de Páginas: 300
PVP: 16,50 €

Sinopse:
O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918. Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica. Os resultados são inesperados e (Morro Bem. Salvem a Pátria?) é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar.
Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance. A Polícia confundira todos aqueles que odiavam Sidónio e a sua política cesarista com assassinos em potência. A Maçonaria queria vê-lo destituído, a Carbonária talvez o quisesse desfeito em migalhas, os católicos queriam mais do que o espavento das missas em que o Presidente participava, os integralistas exigiam uma política de ruptura, os democratas odiavam-no e por aí fora. E neste quadro de ódios, os resultados a que chegara, apontavam para um miúdo de 22 anos, fascinado pelo turbilhão das sucessivas rebeliões sindicais, vaidoso da arma que mostrara a Ana Rosa… E Asdrúbal vivia com essa angústia dilacerante. Nem a arma fora recuperada, nem o rapaz, abatido como um cão, poderia ser interrogado.

A minha opinião:
Em “Mataram o Sidónio!” Francisco Moita Flores voltou a não me desiludir. Mestre da narrativa e a relatar os factos como ninguém, Moita Flores baseia-se num documento verídico, uma separata dos Archivos do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, intitulado Exames Periciais no Cadáver do Presidente da República Dr. Sidónio Pais, no Vestuário e na Arma Agressora.
É com base neste documento que o autor dá vida a personagens que tiveram bastante destaque em Portugal e que contribuiram e muito para o desenvolvimento para as técnicas de polícia científica e análise de crimes: Azevedo Neves e Adrusbal d’ Aguiar.
Em 1918 Portugal atravessava uma fase péssima. Descontentes com a política de Sidónio Pais, os portugueses eram dizimados pela pneumónica, uma variante da H1N1 que naquela altura mataria mais portugueses do que os que estavam a combater na batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial. A falta de higiene de povo português fez com que a conhecida gripe espanhola alastrasse ainda mais. E é a 14 de Dezembro deste mesmo ano que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio. José Júlio Costa é apontado como o assassino, ao alvejar com dois tiros o presidente rei.
É nessa altura que entra em cena Asdrubal d’ Aguiar, director do instituto de medicina legal, que será convidado para receber o corpo de Sidónio Pais e fazer contactos para que este seja embalsamado.
No entanto, passado pouco tempo, o juíz começa a desconfiar de que a pessoa que a polícia estava a acusar de ser o assassino do Presidente da República poderia não o ser devido às suas declarações controversas e pede a Asdrubal d’ Aguiar para fazer uma autópsia ao corpo, coisa nunca vista antes. Com a autópsia Asdrubal e companheiros descobrem que Sidónio Pais não apanhou dois mas apenas um tiro e que este não podia ter sido desferido por José Júlio Costa. Aquilo que a imprensa na altura disse, relatada por testemunhas do local foi que Sidónio Pais terá sido atingido por dois tiros, mas afinal foi apenas por um, mas segundo Asdrubal d’ Aguiar, o que as pessoas viram foram dois orifícios: de entrada e saída da bala. Além disso, segundo a autópsia, o tiro foi feito à distância e não à queima-roupa como afirmou a polícia.
José Júlio Costa morreria 30 anos depois, no Hospital Miguel Bombarda, vítima de esquizofrenia, sem nunca ter sido julgado.
Claro que pelo meio Moita Flores não se esquece do romance. Glória, esposa de Asdrubal é vitimada pela pneumónica, assim como a empregada destes, juntando o viúvo e Ana Rosa, única sobrevivente da família da antiga empregada. Um livro fantástico que recomendo a ler.

Excerto: “… não se cansa de apregoar que a gente tome banho todos os dias, que lave as mãos, que mude de roupa, se estiver suja. Onde é que um homem arranja dinheiro para andar a mudar de ceroulas todos os dias. E a pele? A pele não conta? A pele é como as panelas. Conforme as vamos lavando, vão ficando mais fininhas até que abrem buracos…”

Curiosidades:
Azevedo Neves, médico legista, mais tarde secretário de Estado do Comércio a convite de Sidónio Pais, convence o próprio Presidente da República a criar os institutos de medicina legal de Lisboa, Porto e Coimbra, além da criação da Polícia da Investigação Criminal equipado com laboratórios de polícia científica.

Novo livro de Carlos Ruiz Zafón, Marina, nas livrarias a 30 de Setembro

Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
N.º de Páginas: 260
PVP: 18,85€
Tradução: Maria do Carmo Abreu
Disponível a partir de 30 de Setembro

Amigo leitor
Sempre acreditei que todo o escritor, admita-o ou não, tem entre os seus livros alguns como favoritos. Essa predilecção é raro ter a ver com o valor literário intrínseco da obra ou com o acolhimento que ao aparecer lhe dispensaram os leitores ou com a fortuna ou penúria que lhe tenha proporcionado a sua publicação. Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê.
De todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.

Carlos Ruiz Zafón, in carta ao leitor de Marina (Junho de 2008)

Marina, o livro que antecedeu o bestseller mundial A Sombra do Vento, é um dos romances favoritos do escritor Carlos Ruiz Zafón. Por muitos considerado uma das maiores revelações literárias dos últimos anos, Zafón confessa, ainda assim, que este é “possivelmente o mais indefinível e difícil de catalogar de quantos romances escrevi, e talvez o mais pessoal”.
Marina, tal como a obra que consagrou Zafón, é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa ora poética ora irónica, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável. Classificado pela crítica como «macabro, fantástico e simultaneamente arrebatador», Marina propõe ao leitor uma reflexão continuada sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte. Ambientada na cidade de Barcelona, a história decorre entre Setembro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recupera as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais da sua juventude.
«Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.»

Sobre o autor:
Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona, em 1964. Em 1993, ganhou o Prémio Ebedé de literatura com o seu primeiro romance, El Príncipe de la Niebla, que vendeu mais de 150.000 exemplares em Espanha e foi traduzido para vários idiomas. Desde então, publicou cinco romances e transformou-se numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos com a obra A Sombra do Vento, finalista dos prémios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002 e livro vencedor do Prémio Correntes d’ Escritas/Casino da Póvoa 2006. Carlos Ruiz Zafón vive actualmente em Los Angeles, onde escreve guiões para cinema e prepara os seus novos livros. Colabora regularmente com os jornais espanhóis La Vanguardia e El País.

Guerra & Paz lança primeira tradução portuguesa de "História Política do Diabo" de Daniel Defoe

Título: História Política do Diabo
Autor: Daniel Defoe
Nº de páginas: 424
Género: Não Ficção/ História
Preço: 20,00€
Saída: 13 de Setembro

Pela primeira vez traduzido em Portugal, a História Política do Diabo de Daniel Defoe, conhecido autor de Robinson Crusoe chega na próxima semana às livrarias.
Originalmente publicado em 1726, esta obra combina a visão bíblica e o senso comum, onde é apresentada uma panorâmica do papel do Diabo na sociedade ao longo dos tempos.
Daniel Defoe expõe a mítica personagem de Satã como um condenado ao destino de se ver rodeado de hipocrisia e cupidez por todos os lados, num texto que junta história, política,
religião e um apurado sentido de humor.
O livro é composto por duas partes distintas e que fascinam pela sua irreverência mordaz, cuidado histórico e, acima de tudo, actualidade.

Sobre o autor:
Daniel Defoe nasceu em Londres, em 1660. Antes de se tornar um dos escritores mais famosos da Literatura Universal, comercializou tabaco, lãs e vinhos, negociando sobretudo com Lisboa, Porto e Cádis. Dívidas galopantes e malquerenças acumuladas como pioneiro do jornalismo provocatório e espião conduzem-no à escrita. Criou uma obra vastíssima, que vai de populares panfletos políticos a intemporais romances de aventuras. É muitas vezes apontado como o pai do romance moderno, tal como hoje o conhecemos.

Novos livros de Domingos Amaral e Fábio Ventura já estão nas banca

Título: Quando Lisboa Tremeu
Autor:
Domingos Amaral
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 488
Editor: Casa das Letras


Sinopse:
Lisboa, 1 de Novembro de 1722. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes da missa começar, um rapaz zanga-se com sua mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis.

De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.

Título: Orbias- O demónio branco
Autor:
Fábio Miguel Ventura
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 412
Editor: Casa das Letras


Sinopse:
As coisas mudaram desde a derradeira separação entre a Terra e Orbias há um ano atrás. Noemi é agora uma estagiária na redacção de uma revista e, Grand City. Leva uma vida solitária e mantém pouco contacto com Adam e Lorelei. Mas enquanto se esforça para esquecer todos os trágicos acontecimentos do passado, o inesperado acontece: os seus poderes de Omnisciência regressam e volta a transformar-se em Guerreira. Para piorar a situação, está constantemente a ver o rosto de Sebastian e a sentir o seu perfume.

Será que afinal os mundos não foram definitivamente separados? Será possível o regresso a Orbias, para junto das outras Guerreiras? Na sua loucura obsessiva, Noemi convence-se a si própria de uma coisa: Sebastian está vivo!
O Demónio Branco é o segundo volume da saga Orbias, a original história de fantasia que veio agitar o género em Portugal.