sexta-feira, 24 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Amor em segunda mão - Isabel Wolff [Opinião]


Título: um amor em segunda mão
Autor: Isabel Wolff
Chancela: Contraponto
Páginas: 350
PVP: 19,50€
Tradução: Duarte Sousa Tavares


«Porque quando compramos uma peça de roupa vintage, não compramos apenas tecido e linha, compramos também um bocado do passado de alguém.»

Um Amor em Segunda Mão conta a história de Phoebe Swift, uma especialista em história da moda que decide deixar o seu emprego na prestigiosa leiloeira Sotheby’s para abrir o seu próprio negócio – uma pequena loja de roupa vintage no Sul de Londres, chamada Vintage Village. Ao mesmo tempo, Phoebe está a lidar com a recente perda da sua melhor amiga, Emma, e com a separação do seu noivo. Por isso, refugia-se no trabalho – restaurando as maravilhosas e antigas peças de roupa que compra, revendendo-as para que tragam algum glamour à vida das suas clientes. Mas Phoebe não consegue deixar de pensar nas «vidas passadas» destas roupas – nas histórias que contariam se pudessem falar. Um dia conhece Thérèse Bell, uma senhora de idade, de origem francesa, com uma belíssima colecção de moda para vender. Entre os fatos elegantes e vestidos de alta-costura, Phoebe encontra um casaquinho de criança azul que data da época da Segunda Guerra Mundial – uma peça que a Sr.ª Bell se recusa a vender. À medida que se vão tornando amigas, Phoebe vai escutando a triste e inspiradora história por trás do casaquinho azul – e vai descobrir uma ligação inesperada entre a vida da Sr.ª Bell e a sua, uma ligação que lhe permitirá libertar-se da dor do passado e voltar a amar.
A minha opinião:
Para uma apaixonada por roupa como eu, apesar de não tender para o vintage como a toda a história do livro nos remete, este “um amor em segunda mão” não podia ter vindo mais a calhar. Um livro delicioso que vai contando a história de Phoebe e das pessoas que a rodeiam de uma forma que nos cativa desde logo dada a riqueza da personagem.
Ao comprar diversas roupas vintage Phoebe vai conhecendo as pessoas que as usaram e consequentemente as suas históriase partilha as suas também. Isso acontece com a sr.ª Bell uma senhora encantadora que no fim da sua vida decide desabafar um segredo que nunca contou a ninguém, nem ao seu marido de tantos anos. Esse segredo atormentou-a para toda a vida, muito à semelhança do que a própria Phoebe está a sentir no momento: a traição de uma amiga. Ambas sentem que trairam a amizade que sentiam pelas grandes amigas de sempre e que isso as levou à morte, se bem que diferentes formas.
Mas esta é apenas uma das muitas histórias que Phoebe tem para viver. Desde uma mulher que não consegue ter filhos e compra um vestido lindo cor-de-rosa que não sabe quando o vai usar, mas que o compra na mesma porque isso a faz ficar mais alegre. Até uma estudante que trabalha nos tempos livres para comprar o vestido de sonho para um baile de beneficência.
Por tudo isso só posso recomendar a leitura deste livro que, por vezes, me fez chorar (sobretudo já quase perto do final), mas ao mesmo tempo me fez vajar no espaço para viver um pouco como as suas personagens.

Prémio Bissaya Barreto de Literatura Infantil 2010 para Manuel António Pina e Inês do Carmo

O Cavalinho de Pau do Menino Jesus e outros contos de Natal, publicado em Outubro de 2009 pela Porto Editora, é distinguido com um dos mais importantes prémios na área da Literatura Infantil
“A narrativa notável, a qualidade estética do texto literário capaz de despertar o imaginário da criança, a originalidade da leitura e o humor inteligente encontrados nesta obra foram, para o Júri, alguns dos motivos que imperaram e justificaram a sua decisão”. É desta forma que a Fundação Bissaya Barreto sustenta a atribuição do prémio ao livro de Manuel António Pina (texto) e Inês do Carmo (ilustrações).
O Cavalinho de Pau do Menino Jesus e outros contos de Natal apresenta-nos três contos de temática natalícia que evidenciam uma singular inventividade narrativa, ironia e graça, sem deixarem de recorrer à matriz bíblica – são contos que jogam com os mitos, desconstroem-nos e humanizam-nos sem rasurarem a magia que lhes é própria e, dessa forma, interpelam, fazem pensar, emocionam e, por vezes, fazem rir.
As ilustrações de Inês do Carmo, como este prémio também sublinha, constituem o complemento ideal destas ficções breves de Manuel António Pina.

Colecção Oficina dos Sonhos

Livros para ler, livros para sonhar

Na colecção OFICINA DOS SONHOS, são livros o que construímos: livros para crianças e adolescentes. Obras que permitem aos mais jovens ler melhor, alimentar o seu imaginário e franquear as portas do sonho, sem deixarem de ter um pé assente na realidade. Livros que pais e educadores também quererão ler. Livros divertidos, livros com valores.


Título: O Cavalinho de Pau do Menino Jesus e outros contos de Natal
Autores: Manuel António Pina (texto) e Inês do Carmo (ilustrações)
N.º de Págs.: 36
Colecção: Oficina dos Sonhos
PVP: 9,99 €

Convite para apresentação do livro "Nobre Povo - Os Anos da República" de Jaime Nogueira Pinto dia 30 de Setembro, 18h30, Câmara Municipal de Lisboa

quinta-feira, 23 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidades Casa das Letras

Título: Tempestade
Autor: William Boyd
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 412
Editor: Casa das Letras
PVP: 18,50€

William Boyd estará em Portugal nos dias 28, 29 e 30 de Setembro, para promoção do seu último livro Tempestade.

William Boyd é autor de nove romances, incluindo No Coração de África, que conquistou o Whitbread Award e o Somerset Maugham Award; An Ice-Cream War, vencedor do John Llewellyn Rhys Prize e nomeado para o Booker Prize; A Praia de Brazzaville, que ganhou o James Tait Black Memorial Prize; Viagem ao Fundo de Um Coração: Os Diários Íntimos de Logan Montsuart, vencedor do Prix Jean Monnet; e Inquietude, que ganhou o Costa Novel of the Year, do Yorkshire Post Novel of the Year e é uma selecção Richard & Judy.

Sinopse:

Numa tarde de Maio, em Londres, depois de um encontro fortuito e de uma decisão apressada, o jovem climatologista Adam Kindred perde tudo – a casa, o emprego, a reputação, o passaporte, os cartões de crédito, o telemóvel – para nunca mais os recuperar.

Adam não tem escolha. Perseguido pela polícia e por um homem impiedoso, decide esconder-se, juntando-se às fileiras de desaparecidos que se amontoam no submundo de Londres, enquanto luta para compreender como pôde a sua vida desmoronar-se de uma forma tão espectacular. A sua viagem de descoberta irá transportá-lo ao longo das margens do rio Tamisa, desde o opulento distrito de Chelsea até aos lugares mais degradados do East End. Pelo caminho, irá encontrar aristocratas, prostitutas, evangelistas e uma mulher polícia – e versão após nova versão de si mesmo.

No seguimento de Inquietude, vencedor do Costa Award para melhor romance de 2006, esta é uma narrativa emocionante sobre a fraqueza da identidade social, a corrupção no âmago das grandes empresas e os segredos que permanecem escondidos nas profundezas de todas as cidades.

Título: Na sombra do pecado
Autor: J. R. Ward
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 460
Editor: Casa das Letras
PVP: 18,50€

Sinopse:
Nas sombras da noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra territorial entre vampiros e seus caçadores. Ali, existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. De todos eles, Zsadist é o membro mais aterrorizador da Irmandade da Adaga Negra. Um antigo escravo de sangue, o vampiro Zsadist ainda carrega as cicatrizes de um passado cheio de sofrimento e humilhação. Conhecido pela sua fúria insaciável e actos sinistros, é um selvagem temido tanto por humanos, como por vampiros. A raiva é a sua única companheira e o terror a única paixão - até salvar uma linda fêmea da maldade da Sociedade dos Minguantes.
Bella fica instantaneamente arrebatada pelo poder fulminante que Zsadist possui. Contudo, à medida que o desejo que nutrem um pelo outro começa a apoderar-se deles, a sede de Zsadist por vingança contra os atormentadores de Bella leva-o ao limite da loucura. Agora, Bella tem de ajudar o amante a ultrapassar as feridas do passado tortuoso e a encontrar um futuro ao lado dela…

Título: Novo Dicionário do Islão
Autor: Margarida Santos Lopes
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 452
Editor: Casa das Letras
PVP: 19,90€

Sinopse:
Este Novo Dicionário do Islão, mais completo, actualizado do que a primeira edição, publicada em 2002, tenta dar algumas respostas apresentando palavras, figuras e histórias que moldaram, e ainda definem, a fé «revelada por um arcanjo», em 610 da era cristã, a um mercador a quem foi dado o nome até então invulgar de Muhammad (Maomé). Contém mais palavras, figuras e histórias mas mantém o objectivo: contribuir para descodificar uma religião que nasceu há 1400 anos - em 610 da era cristã -, mas ainda provoca desconfiança. Nestas páginas, Islão (fé) não é igual a islamismo (ideologia); e os islamitas (crentes) nem sempre são islamistas (combatentes da jihad). Para alguns, o termo "islamista" é uma heresia linguística, mas este livro preocupa-se mais com o neologismo que caracteriza o medo e a discriminação dos muçulmanos: «islamofobia». Por isso, segue as recomendações de respeitados «islamólogos», como a muçulmana Dalia Mogahed e John Esposito, que não confundem uma maioria silenciosa e devota de 1200 milhões de fiéis com uma minoria ruidosa e fanática, que continua a matar em nome do seu profeta, Maomé, e de Deus/Allah.

Título: A Maçonaria e a Implantação da República
Autor: Pedro Brandão
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 236
Editor: Casa das Letras
PVP: 15, 90€

Sinopse:
No ano em que se comemora o centenário da implantação da República em Portugal, torna-se quase obrigatório tentar compreender as circunstâncias que permitiram que essa eclosão se verificasse numa Europa de monarquias. O que terá acontecido para que o «doce» e «pacato» Portugal, no primeiro decénio do século XX, fosse extremando posições chegando ao ponto de, por via revolucionária, depor a monarquia da Casa de Bragança? Neste livro, dirigido ao grande público, os autores esboçam o quadro de referência geral que possibilita compreender a emergência do regime e das instituições republicanas. Além de um enquadramento histórico, estrutural e longo, não circunscrito exclusivamente a Portugal, Pedro Brandão e António Chaves Fidalgo descrevem a acção da Maçonaria e as suas relações, quer com a Carbonária, quer com o Directório do Partido Republicano, na coordenação do movimento insurreccional que começa na madrugada de três de Outubro e termina na manhã de cinco de 1910.

Título: Salazar - Cerejeira a "Força" da Igreja
Autor: Pedro Ramos Brandão
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 144
Editor: Casa das Letras
PVP: 11€

Sinopse:
«Teria a Igreja Católica portuguesa pressionado Salazar?» Uma pressão no sentido de influenciar uma política de Estado em termos de favorecimento de determinados interesses, nomeadamente materiais, morais ou ideológicos? Este livro analisa as relações entre o Estado Novo e a Igreja Católica, num registo muito específico, através da correspondência particular trocada entre Oliveira Salazar e o Cardeal Cerejeira, sendo grande parte dos documentos analisados inéditos em termos de publicação.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Guerra & Paz: Professor Luís Farinha apresenta Entrevista com a República

Título: Entrevista com a República
Autor: António Simões do Paço
Nº de páginas: 200
Género: Não Ficção/ História de Portugal
Preço: 15,00€
Saída: 30 de Setembro

Entrevista com a República, o novo livro de António Simões do Paço, é lançado no dia 1 de Outubro, às 18h30 na Livraria Leya na CE Buccholz, em Lisboa. A apresentação está a cargo do Professor Dr. Luís Farinha, investigador do Instituto de História Contemporânea.
Através de títulos como o Diário de Notícias, A Capital ou O Século, mas também de debates parlamentares, editoriais e depoimentos, o jornalista António Simões do Paço dá voz aos protagonistas que há 100 anos mudaram o rumo de Portugal.
Um livro único na área inclui também um dicionário de figuras da República – como João Chagas, Afonso Costa, Brito Camacho ou Amélia Santos –, a composição de todos os seus Governos, os Presidentes entre 1910 e 1926 e uma cuidada cronologia.

Sobre o autor:
António Simões do Paço nasceu em Lisboa, em 1957. É jornalista, editor e historiador. Foi editor da revista História, em 2001. Coordenou a edição de mais de uma dezena de colecções e obras de História, área em que prepara actualmente o seu doutoramento. É autor de Salazar, o ditador (Bertrand, 2010) e de Francisco Louçã – Biografia (Bertrand, 2009). É, também, coordenador e co-autor de Os Anos de Salazar, um retrato da sociedade portuguesa durante o Estado Novo, em 30 volumes (Planeta de Agostini, 2008).

Esfera dos Livros publica As Mulheres de D. Manuel I de María Pilar Queralt del Hierro

Título: As Mulheres de D. Manuel I
Autor:
María Pilar Queralt del Hierro
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 330
Editor: Esfera dos Livros
PVP: 23€


Depois do sucesso dos romances Eu, Leonor Teles e Memórias da Rainha Santa a historiadora María Pilar Queralt del Hierro traz-nos a história de As Mulheres de D. Manuel I. Isabel, Maria e Leonor, as damas do rei.

A autora vem a Lisboa nos dias 6 e 7 de Outubro explicar como três mulheres marcaram a vida do Rei Afortunado. Aproveite esta oportunidade para saber mais sobre a vida e história de D. Manuel I.


Sinopse:
D. Manuel estava nervoso, aquela era a mulher que sempre amara. Que sempre desejara. Já a noiva sentia-se resignada, na verdade, depois de ter ficado viúva de D. Afonso, filho de D. João II e herdeiro do trono de Portugal, sonhara enveredar por uma vida religiosa, ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Mas quis o destino que os seus pais a entregassem a D. Manuel I, primo do seu falecido sogro. Isabel de Aragão tornava-se a primeira das damas do novo soberano de Portugal, mas o casamento durou pouco mais de um ano e, para grande tristeza de D. Manuel a sua doce mulher esvaiu-se em sangue aquando do nascimento do seu primeiro filho, D. Miguel. Era preciso arranjar uma nova mulher. D. Maria de Aragão, sua cunhada com quem casou em 1500. Mas mais uma vez o fim seria trágico. D. Manuel voltava a cair numa profunda tristeza ao ver a sua amante, fiel companheira e conselheira dar o último suspiro em 1517. Não era justo passar pelo mesmo sofrimento. D. Manuel ameaçou abdicar em nome do seu filho D. João, retirar-se para um mosteiro, mas para surpresa de muitos, ao olhar para o retrato de D. Leonor de Aragão, prometida do seu filho e herdeiro D. João III, o soberano enamorou-se de novo.

Sobre a autora:
María Pillar Queralt del Hierro é autora de Eu, Leonor Teles e Memórias da Rainha Santa, ambos publicados com grande sucesso pela Esfera dos Livros. Nascida em Barcelona, Espanha, editou em 1984 Balaguer, uma biografia do poeta e político catalão sobre o qual incidiu a sua tese de licenciatura. Este livro significou o início de uma carreira dedicada ao romance biográfico de personagens históricos como Fernando VII, que retratou nos livros La Vida y la Época de Fernando VII (1997) e Los Espejos de Fernando VII (2001). Em 1995, publicou o seu primeiro volume de relatos, Cita en azul, uma obra que a crítica espanhola qualificou de «obra-prima absolutamente recomendável». María Pilar Queralt del Hierro licenciou-se em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Autónoma de Barcelona. Foi professora de História da Espanha Contemporânea, na Faculdade de Ciências da Informação da Universidade Autónoma de Barcelona. Colabora com a revista Historia y Vida, desde 1974. Escreve artigos para outras publicações, como a edição espanhola da National Geographic e realiza numerosos trabalhos em obras colectivas sobre temas de arte, cultura e história contemporânea.

Um erro inocente é o novo livro de Dorothy Koomson publicado pela Porto Editora a 30 de Setembro

Título: Um erro inocente
Autor: Dorothy Koomson
Tradução: Irene Ramalho
N.º de Págs.: 448
Capa: mole
PVP: 16,50 €

A presença de Dorothy Koomson na Feira do Livro de Lisboa deste ano causou enorme impacto. Na altura, o grande destaque foi O amor está no ar, a estreia literária da escritora, que a Porto Editora tinha acabado de lançar no mercado português, depois de publicados os três romances posteriores.
Agora, a 30 de Setembro, chega o novo livro de Dorothy Koomson, intitulado Um erro inocente, uma história ao melhor estilo da autora do
best-seller internacional A filha da minha melhor amiga.
Aquela que foi a primeira vinda da autora britânica de origem ganesa a Portugal ficou também marcada pela realização de um jantar, promovido pela Porto Editora, que juntou Dorothy a quatro enormes fãs, vencedoras de passatempos levados a cabo para o efeito. A britânica nascida no Gana é a autora de maior sucesso da Porto Editora e uma das que mais fãs têm em Portugal, país ao qual se deu a conhecer através do sucesso A filha da minha melhor amiga (mais de 65 mil exemplares vendidos e já na 12.ª edição).

O enredo:
O primeiro amor pode matar...
Durante a adolescência, Poppy Carlisle e Serena Gorringe foram as únicas testemunhas de um trágico acontecimento. Entre aceso debate público, as duas glamorosas adolescentes viram-se a braços com os tribunais e foram apelidadas pela imprensa de "As Meninas do Gelado". Anos mais tarde, tendo seguido percursos de vida muito diferentes, Poppy está decidida a trazer ao de cima a verdade sobre o que realmente sucedeu, enquanto Serena, esposa e mãe de dois filhos, não pretende que ninguém do presente desvende o seu passado. Mas é impossível enterrar alguns segredos - e se o seu for revelado, a vida de ambas voltará a transformar-se num inferno... Emocionante e enternecedora, esta história fará com que nos perguntemos se alguma vez poderemos conhecer verdadeiramente aqueles que amamos.

Sobre a autora:
Dorothy Koomson escreveu o primeiro romance aos 13 anos. Chamava-se There's A Thin Line Between Love And Hate e foi escrito ao ritmo de um capítulo por noite, que depois circulava entre as colegas de escola, todas as manhãs. «E elas adoravam!», confessa.
Cresceu em Londres e, mais tarde, durante a faculdade, em Leeds. Acabou por regressar a Londres, para fazer um mestrado, e ficou por lá durante alguns anos. Passou por vários empregos temporários, até conseguir a grande oportunidade no mundo da escrita, colaborando com várias publicações femininas e jornais nacionais.
Contar histórias e escrever ficção constituem uma enorme paixão na vida de Dorothy Koomson, pelo que foi aproveitando cada segundo que tem para trabalhar em contos e romances. Em 2001 teve a ideia que inspirou O Amor está no Ar, e, com ele, começou uma carreira de romancista, que, segundo a própria, «tem sido espectacular!». Em 2006, publicou o terceiro romance, A Filha da Minha Melhor Amiga – que registou um enorme sucesso, vendendo quase 90 mil exemplares no Reino Unido, só nas primeiras semanas. Cerca de um mês depois, o livro foi seleccionado para o Richard & Judy Summer Reads Book Club e as vendas aumentaram para mais de meio milhão de livros.

Dorothy viveu dois anos em Sidney, na Austrália, e agora está de volta a Inglaterra, embora não saiba dizer por quanto tempo – diz-se «mordida pelo bichinho das viagens…».

Para os fãs de Hitchcock

Para os fãs de Hitchcock o blogue Passatempos Portugal está a realizar um passatempo, juntamente com a Chiado Editora, onde se poderão habilitar a um exemplar do livro "Eu, Hitchcockiano, Me Confesso", de José Varregoso (http://passatemposportugal.blogs.sapo.pt/1738540.html)
Boa sorte!
terça-feira, 21 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Esplendor da Vida - Sveva Casati Modignani [Opinião]


Título: O Esplendor da Vida
Autor: Sveva Casati Modignani
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 368
Editor: Porto Editora

Sinopse:
Giulia de Blasco é uma escritora de sucesso que venceu uma difícil batalha contra o cancro e conquistou o amor do cirurgião Ermes Corsini. Apesar disso, Giulia não consegue encontrar a serenidade que tanto deseja.
O seu filho Giorgio, de dezasseis anos, atravessa uma adolescência conturbada e acaba por influenciar negativamente a relação de Giulia e Ermes e fazer Giulia questionar as suas capacidades como mãe.
É no meio destas dúvidas e incertezas que surge Franco Vassalli, um enigmático e fascinante empresário, habituado a conseguir tudo o que quer...
Para Giulia começa assim mais um período dramático e intenso da sua vida.
Depois de Desesperadamente Giulia, Sveva Casati Modignani dá continuação à história de Giulia de Blasco, uma das personagens-chave mais emblemáticas de toda a sua obra.

A minha opinião:
Sveva Casati Modignani traz-nos novamente Giulia, personagem do livro já publicado Desesperadadamente Giulia, que narra sobretudo a doença da personagem principal e o seu antigo amor por um cirurgião famoso Ermes.
Em “O esplendor da vida”, Sveva continua com as angústias de Giulia, desta feita com crises no relacionamento que tem com Ermes e com o seu filho Giorgio que atravessa uma adolescência difícil onde imperam as drogas e as faltas na escola.
Apesar de se sentir tranquila na sua relação com Ermes, vai conhecer Franco Vassalli, um proeminente empresário do mundo da televisão que a vai contrabalançar no amor que sente pelo companheiro de algum tempo.
Como muitas pessoas que têm sucesso na vida profissional Franco Vassalli vai somando alguns inimigos. Um estranho assalto nos seus estúdio de televisão e o rapto da sua mãe. Serena que sempre se impôs sobre o filho, sofre de Alzheimer e vive num mundo de fantasia, mas isso não impede que exista uma espécie de complexo de Édipo para Franco.
Com o interesse em convencê-la a passar o seu mais recente livro para uma série de televisão, Franco aproxima-se cada vez mais de Giulia.

Apesar de gostar muito da autora italiana este não foi o livro que mais gostei de Sveva. Primeiro porque Giulia, apesar de todos os problemas que acarreta ao longo da sua vida, está constantemente a fazer-se de vítima e procura estar sempre rodeada de pessoas que a adulem. Uma mulher que se diz forte, mas que sinceramente acho muito fraca, que quando se depara com uma situação mais problemática como é o caso do filho, o leva para o seu ex-marido para ele tentar convencê-lo a mudar. Para já não falar do seu amor por Ermes que é sempre posto à prova.

Laurentino Gomes já está em Portugal para a grande operação de lançamento de 1822

Laurentino Gomes já está em Portugal para a grande operação de lançamento de 1822.
No programa está incluída a visita a uma escola, uma sessão de apresentação no Porto, com a participação de Carlos Magno e Rui Moreira, e um evento de lançamento no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, com apresentação de José Norton.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

Presença: Lançamento Mundial do novo título de Ken Follett a 28 de Setembro

Ken Follett, um dos escritores britânicos mais consagrados e com maior número de leitores no mundo - cerca de 100 milhões - publica A Queda dos Gigantes no próximo dia 28 de Setembro, em simultâneo nos 15 países onde se encontra publicado (Portugal, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e América Latina, França, Alemanha, Itália, Holanda, Brasil, Dinamarca, Noruega, Suécia, Polónia, Hungria e Bulgária).

Follett popularizou-se a partir de Os Pilares da Terra (publicado em português pela Presença, em 2007) e Um Mundo Sem Fim (também editado pela Presença, em 2008).

Autor igualmente de thrillers, dos quais A Ameaça e o Voo Final foram traduzidos para português, Follett encontra no romance histórico o expoente máximo da sua escrita.

A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia «O Século» é precisamente o seu novo épico histórico que acompanha a vida de cinco famílias - americana, alemã, russa,inglesa e escocesa - que se cruzam durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista.

«O Século», que atravessará o período conturbado que foi o século XX, abrange neste primeiro volume a época de 1911 até 1925. Ainda a escrever as próximas obras, Follett prevê publicar o segundo volume da trilogia em 2012 e o terceiro em 2014.

Ken Follett nasceu a 5 de Junho 1949, em Cardiff. O seu primeiro grande êxito registou-se com o livro O Olho da Agulha, que venceu o Edgar Award em 1978, mas entre os seus maiores sucessos contam-se Os Pilares da Terra e O Mundo Sem Fim.

Título: A queda dos gigantes
Autor:
Ken Follett
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 928
Editor: Editorial Presença
Colecção: Grandes Narrativas
PVP: 29,95€

Sinopse:
Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia O Século, as vidas de 5 famílias – americana, alemã, russa, inglesa e escocesa – cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista.

Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.

Entre saga histórica e romance de espionagem, casos amorosos e luta de classes, Ken Follett oferece-nos um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades, denotando seu domínio de mestre na arte do romance.

Manuel Maria Carrilho demitido das funções como Embaixador de Portugal na UNESCO

Segundo a Sextante Editora Manuel Maria Carrilho acaba de ser demitido das suas funções como Embaixador de Portugal na UNESCO, devido à publicação do livro E AGORA?

Por uma nova República, que a Sextante Editora acaba de publicar. Neste livro, o autor analisa a situação económica, social e política portuguesa e avança com diversas propostas, defendendo uma visão do País e do seu futuro centrada na urgente qualificação do território, das instituições e das pessoas que lance as bases de uma Nova República. Com a publicação deste livro, organizámos uma sessão de debate sob o tema «Portugal Hoje», que contará com a participação do autor, de Inês Pedrosa e do Professor Luís Campos e Cunha. Esta sessão decorrerá no dia 8 de Outubro, pelas 18h30, no Restaurante do El Corte Inglés de Lisboa.

Somos sempre responsáveis não só pelas nossas opções e acções, mas também pelas suas consequências previsíveis – e quanto maior for essa previsibilidade, maior será a responsabilidade.
Assumindo este princípio, que tanto se aplica aos cidadãos como aos responsáveis políticos, o autor
conduz-nos pelas causas e efeitos da crise actual.
Manuel Maria Carrilho sinalizou, logo em 2007, a difícil encruzilhada em que já então se encontrava o anunciado ímpeto reformista, quando eram poucos os que a pressentiam e ainda menos os que a referiam abertamente. Em 2008, alertou para o significado e para as consequências da crise que então emergia e para a mudança de paradigma que se impunha, propondo uma corajosa reorientação do rumo que o País seguia. Em 2009, abordou sem preconceitos os sinais de desvitalização da democracia e a necessidade de se proceder a uma avaliação rigorosa da legislatura que então terminava.

… E AGORA?
Os problemas que antes se adivinhavam, e que infelizmente foram escamoteados, são hoje incontornáveis. Analisando-os, Manuel Maria Carrilho avança com várias propostas, defendendo uma visão do País e do seu futuro centrada na urgente qualificação do território, das instituições e das pessoas que lance as bases de uma Nova República.
No meio de uma crise que torna a intervenção pública um imperativo de cidadania, este livro procura, num registo simultaneamente político e pedagógico, estimular um debate fundamental sobre os problemas do nosso tempo e do nosso País.
domingo, 19 de setembro de 2010 | By: Maria Manuel Magalhaes

As raparigas que sonhavam ursos - Margo Lanagan [Opinião]


Título: As raparigas que sonhavam ursos
Autor: Margo Lanagan
Editora: Guerra & Paz

PVP: 18, 50€

O livro de estreia de Margo Lanagan em Portugal já está nas livrarias. As Raparigas Que Sonhavam Ursos conta uma comovente história de viagens e transformações de três raparigas, que oscila entre a realidade e o mito, a natureza e a magia. Liga vive num céu pessoal, que lhe foi dado em troca da sua vida terrena, em compensação pelo seu sofrimento enquanto adolescente. As suas duas filhas crescem, neste mundo harmonioso, protegidas da violência e dos preconceitos. No entanto, as fronteiras entre o refúgio de Liga e o lugar de onde ela tinha fugido começam a ceder…
Num romance de grande intensidade emocional, Margo Lanagan explora a maldade e a doçura e mostra a magia de viver com as duas.

A minha opinião:
As Raparigas que sonhavam ursos é um livro comovente da história de Liga, uma jovem infeliz que, após a morte da mãe, é violada quase diariamente pelo pai e fica grávida deste. Numa primeira gravidez o pai ainda consegue fazer com que aborte, no entanto, após novas violações, Liga volta a engravidar e acaba por conseguir ter o bebé porque entretanto o pai morre. Mas não se pense que a vida desta jovem de 15 anos se vai tornar fácil. Logo que tem a sua bebé, Branza, Liga é violada por um grupo de rapazes e, sem saber, fica grávida novamente. Urdda é a sua segunda filha, completamente diferente da primeira.
É aí que Liga e as filhas têm uma espécie de viagem no espaço. Viajam para um local bem mais bonito do que o anterior, onde todas as pessoas são unidas e se tratam bem e onde Liga vive na plenitude. Um espaço para onde, de vez em quando, viajam ursos que são pessoas. E mesmo transformados em ursos essas personagens não querem voltar ao lugar de onde vieram.
Porém, a curiosidade de Urdda pelo desconhecido, leva-a a seguir os ursos por forma a saber como é que eles passam para o outro lado. Até que um dia, o seu intento se transforma em realidade. Finalmente Urdda consegue transpor a barreira do espaço e conhece o rapaz/urso que conhecera outrora.
É neste local que Urdda gosta de estar, ao contrário de Liga e Branza. E é aqui que, provavelmente o lugar onde sua mãe é o lugar do desejo do seu coração, um lugar só possível de chegar por intermédio da bruxa Lady Annie, pessoa capaz de fazer com que a pessoa se transporte para outro mundo.
Ao longo do livro encontramos personagens caricatas como o anão Collaby, um homem tão ambicioso que depois de descobrir que no espaço onde vive Liga os objectos se transformam em ouro, “transporta-se” sempre que acha conveniente até que é comido por Teasel Wurldge tranformado em urso. Encontramos também Ramstrong, o urso que as irmãs vêem e que é meigo, carinhoso e muito brincalhão. Personagens fortes que vamos encontrando ao longo do livro que nos fazem transportar também para este mundo real e ficcionado.
Apesar de não ser grande amante de literatura fantástica, como aliás tenho vindo a referir, desde logo que apaixonei por esta história escrita por Margo Lanagan e me foi surgindo cada vez mais curiosidade para ler mais do que a sinopse mostra.

Excerto:
“É melhor estar a salvo do que arrependermo-nos. E a salvo é o que eu estou aqui, nesta casa e nesta vida.” - Liga
“A única coisa que as pessoas lá na minha terra fazem é sorrir e sorrir e ser boazinhas, e nunca querem ir a lado nenhum, nem fazer nada de novo. É tremendamente aborrecido.” - Urdda