terça-feira, 31 de julho de 2012

15 Portugueses Ilustres - Paulo Marques [Opinião]


Título: 15 Portugueses Ilustres  
Autor: Paulo Marques
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 304
Editor: Porto Editora
PVP: 16,60€

Sinopse:

Uma viagem ao longo de todo o século XX que aborda a vida de quinze grandes personalidades portuguesas e as suas importantes contribuições em áreas como a Literatura, a Educação, a Cultura, a Arte e a Política.

De Maria de Lourdes Pintasilgo a Francisco Sá Carneiro e Álvaro Cunhal, de Miguel Torga a Irene Lisboa e António Botto, relembrando figuras aparentemente votadas ao esquecimento como Maria Lamas e Elina Guimarães, Paulo Marques dá a conhecer aspetos menos explorados do percurso destes homens e mulheres que, como dizia Camões, se vão da lei da morte libertando, pela enorme contribuição que tiveram na História do nosso país.


A minha opinião:

A paixão por biografias vem de muito cedo, daí que quando saiu este livro não descansei enquanto não o comprei e li. Com pequenas biografias de grandes vultos da história portuguesa, alguns deles esquecidos do grande público, Paulo Marques escreveu um livro interessante e de agradável leitura.

15 Portugueses Ilustres deu-me vontade de saber ainda mais, sobretudo de António Botto, o meu poeta preferido, mas do qual se sabe tão pouco, mas também de Irene Lisboa, Maria Matos ou Maria Lamas. Confesso que não sabia que tínhamos tido um autor lírico de enorme sucesso lá fora, Tomás Alcaide, e gostei de saber um pouco mais da vida deste português que tão foi desprezado pelo nosso país.

Aos fãs de biografias, aos fãs de portugueses ilustres, recomendo. 



Excertos:

“Sou fadista porque quiseram que eu o fosse, porque mo deixaram ser, ou talvez porque não permitiram que eu fosse outra coisa […] A minha vida não fui eu que a fiz, fizeram-ma.” Amália Rodrigues

“Junto dos analfabetos encontro ainda o riso, a indignação, o espanto…” Miguel Torga

“Não sei estar parada. É preciso dar à vida uma utilidade uma preocupação qualquer. Chorar não remedeia nada. Enxugar as lágrimas alheias é esquecer um pouco as próprias palavras.” Rainha D. Amélia

“É sempre na vida verdadeira que encontro os meus tipos, e muitas vezes a alma das personagens que pretendo pôr em cena, nas peças que me aventuro a assinar.” Maria Matos.


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