sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O Prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón [Opinião]

Título: O Prisioneiro do Céu
Autor:
Carlos Ruiz Zafón
N.º de Páginas: 400
PVP: 21,90€
Disponível a partir de 28 de Junho

O Prisioneiro do Céu, é o terceiro livro da série O Cemitério dos Livros Esquecidos, que começou com A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo, onde o autor regressa à mesma linha de acção e às mesmas personagens.

Para os que se apaixonaram por A Sombra do Vento e se deleitaram com O Jogo do Anjo, e para muitos outros amantes dos livros, o novo romance de Carlos Ruiz Zafón é uma verdadeira promessa de felicidade. A terceira parte da tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos brinda-nos com muito do que já testemunhámos nos dois livros anteriores e prepara-nos para o grande desenlace desta aclamada série, que sairá dentro de alguns anos.

O Prisioneiro do Céu tem um início arrebatador: um estranho entra na livraria dos Sempere e semeia a ansiedade no coração de Daniel, que terá de descobrir, pela mão do seu amigo Fermín Romero Torres, um passado que nunca suspeitava.
Tudo isso, claro, acontece em Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade.
Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.

A minha opinião:


Conheci Zafón com A Sombra e o Vento e desde aí sou uma devoradora dos seus livros. Apesar de ainda não ter tido oportunidade de ler O Jogo do Anjo não pude deixar de o fazer com o seu mais recente livro, inserido na tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos. No entanto, e por saber que, apesar de ser inserido numa série, os livros podem facilmente ser lidos aleatoriamente, decide pegar n' O Prisioneiro do Céu e não me arrependi.

Zafón leva-nos mais uma vez à Barcelona dos anos 50, mas não se fica por aqui. Neste terceiro volume somos levados a vivenciar (muitas vezes parecendo que estamos presentes tal é a descrição que faz) os presos políticos nos anos 30, a forma como eram tratados barbaramente, e até onde vai a ambição de um homem. No tempo da ditadura franquista quase tudo valia.


E aqui, na prisão, que a vida da história da mãe de Daniel Sampere se descobre. Fermin, mais uma vez, é o protagonista que nos leva à revelação da morte de mãe de Daniel, mostrando cada vez mais uma personagem fulcral para desenvolver toda a trama.

Tudo começa quando um estranho irrompe na livraria dos Sampere e compra uma edição magnífica de O Conde de Monte Cristo, que oferecerá a Fermin com a seguinte dedicatória: “Para Fermin Romero de Torres, que regressou de entro os mortos e possui a chave do futuro.”

Recomendo este livro que me deu muito prazer ler, ao sabor de um pacotinho de sugus. 


Excertos:

“Tudo o que é bom está sempre fechado à chave” - pag. 26

“O mundo é demasiado pequeno quando não se tem um sítio para onde ir.” - pág. 124

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