segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A teia de aranha - Agatha Christie [Opinião]

Título: A teia de aranha
Autor: Agatha Christie
Clarissa, mulher de um diplomata, gosta de sonhar acordada. “Imagina que um dia eu encontrava um cadáver na biblioteca, qual seria a minha reação?”, diz num devaneio. O que ela não podia prever é que vai ter oportunidade de descobrir precisamente isso quando tropeça num corpo… na sua própria sala!
Desesperada, convence os seus amigos a ajudá-la a livrar-se do morto, sabendo que, entre eles, está o assassino. E se um inspetor da polícia chegasse de repente…?
Escrito originalmente por Agatha Christie em 1954 como uma peça de teatro, A Teia de Aranha (Sipder’s Web) foi adaptada para romance por Charles Osborne em 2000.

A minha opinião:

Encenada pela primeira vez em 1954, A Teia de Aranha, que teve como principal protagonista Margaret Lockwood no papel de Clarissa, ganhou bastante sucesso nos teatros londrinos. Após a morte de Agatha Christie, Charles Osborne decidiu adaptar esta fantástica peça para romance.

Originalmente escrito para peça de teatro, este pequeno livro preenche, contudo, todos os requisitos que estão presentes nos livros de Christie: suspense, vários suspeitos, um assassinato e o desvendar do crime nas últimas páginas. E, como sempre, nem tudo o que parece é.

Clarissa, uma mulher virada para o o jogo teatral, reúne, na sua casa de campo, alugada recentemente, um grupo de amigos, muito diferentes entre si, mas com excelente reputação no campo profissional. Sempre com uma imaginação fértil, Clarissa sugere que seria emocionante se aparecesse um cadáver na biblioteca. E o sonho passa a realidade quando tropeça num corpo na sala.

Acreditando que tudo não passou de um acidente, Clarissa contacta os amigos que acorrem a encobrir o corpo, mas eis que surge a polícia, chamada através de um telefonema anónimo, e tenta desvendar este estranho assassinato.

Um a um todos ( Sir Rowland, Jeremy Warrender e Hugo Birch) são questionados sobre o que se passou naquela noite. Com um discurso previamente combinado entre todos, os amigos e a própria Clarissa vão “contando” uma história que acaba por não bater certo, e a verdade começa a surgir.

Para os amantes de Christie este é um livro leve e divertido que não podem perder.