sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Ritual da Sombra - Eric Giacometti, Jacques Ravenne [Opinião]

Título: O Ritual da Sombra
Autores:
Eric Giacometti, Jacques Ravenne
Colecção: Contemporânea
Preço: 20.90€
Pp.: 384

Um thriller cheio de suspense que introduz os leitores nos meandros da maçonaria e estabelece um paralelo histórico com as mais modernas investigações.
Roma. Um arquivista do Grande Oriente é assassinado na altura de uma festa na embaixada francesa, cumprindo um ritual que evoca a morte de Hiram, o lendário fundador da Maçonaria.
Em Jerusalém, um arqueólogo que tem na sua posse uma enigmática pedra gravada tem uma morte semelhante.
O comissário Antoine Marcas, mestre mação, e a sua parceira, Jade Zewinski, são confrontados com assassinos de uma irmandade nazi, a Sociedade Thule, oponente ancestral da Maçonaria.
Sessenta anos após a queda do Terceiro Reich, os arquivos dos mações, que haviam sido roubados pelos alemães em 1940, continuam a fazer o sangue correr…
Mas que segredo intemporal estará escondido entre aquelas folhas amarelecidas?

Originalmente publicado em 2005, chegou no mês passado a Portugal o primeiro dos nove volumes da série «Antoine Marcas», escrita num esforço colaborativo entre os franceses Éric Giacometti e Jacques Ravenne.

A minha opinião:


Se pensa que ao pegar no Ritual da Sombra vai ter uma leitura ao estilo de Dan Brown, desengane-se. A dupla Eric Giacometti, Jacques Ravenne criou isso sim um livro fascinante sobre a maçonaria e uma seita de seu nome Thule, misturando muita acção à mistura.

Antoine Marcas e Jade Zewinski são os protagonistas escolhidos para tentar desvendar o mistério que está por detrás das mortes de Marek e Sophie Dawes, ambos mações. Mais estranho é que ambos morreram da mesma forma, e segundo um ritual maçónico, o que poderá querer significar qualquer coisa ainda mais obscura, uma vez que evoca a morte do fundador da Maçonaria, Hiram. Como mação que é Marcas não vai descansar até desobrir o que está por detrás de tanto mistério, e o que esconde a seita racista Thule, uma seita que existiu mesmo e que terá inspirado Hitler a criar o nazismo.

Os autores começam a história no fim da Segunda Guerra Mundial, mas depressa esta se começa a centrar na actualidade. Mais tarde começamos a perceber o porquê de revelar uma passagem específica de um SS em fuga numa carrinha. Depressa passamos para os rituais da maçonaria, mas também, em comparação, com os de Thule, ambos um pouco fundamentalistas e a zelar pelo “bem” da irmandade. Revela ainda os métodos atrozes que usam para se vingar de um membro que não agiu correctamente ou para fazer com que o inimigo revele coisas importantes.

Pelo meio, confesso que achei o livro um pouco maçudo, mas no geral gostei muito e aconselho aos amantes de thrillers deste género.

2 comentários:

Morrighan disse...

Ainda bem que gostaste! Assim penso que lhe vou dar uma oportunidade um pouco mais cedo do que pensava :)

Maria Manuel Magalhaes disse...

Gostei bastante do livro embora ache que tem algumas partes mais paradas...
Mas é um livro interessante sobre a maçonaria e a seita que serviu de inspiração para o nazismo, que desconhecia de todo