quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Divas Rebeldes - Cristina Morató [Opinião]

Título: Divas Rebeldes
Autor:
Cristina Morató
N.º de Páginas: 448
PVP: 23,30 €

Um retrato do lado humano de sete divas, autênticos ícones do glamour e de uma época que não se compreenderia sem elas.


«Uma diva, além de cantar e interpretar, tem de ser uma deusa na vida quotidiana.» Maria Callas

Os nomes de Maria Callas, Coco Chanel, Wallis Simpson, Eva Perón, Barbara Hutton, Audrey Hepburn e Jackie Kennedy ocuparam durante décadas as páginas das revistas. Graças ao seu talento, beleza e personalidade converteram-se em autênticos mitos do século XX.
Famosas, ricas e bonitas, pareciam perfeitas aos olhos do mundo. Ícones da moda e do glamour, criaram um estilo próprio e foram admiradas por milhões de mulheres que sonhavam parecer-se com elas. Mas na realidade estas rutilantes divas foram pessoas solitárias, complexadas com o seu aspecto e zelosas da sua intimidade, pois detestavam ser tratadas como estrelas.
Estas sete mulheres de lenda partilham dolorosas feridas que nunca chegaram a cicatrizar: a falta de carinho ou o abandono dos pais, as sequelas da guerra, a dor da perda dos filhos ou os traumáticos divórcios.

A minha opinião:


Para quem gosta de biografias não pode perder o livro de Cristina Morató, Divas Rebeldes. De uma forma simples, mas completa, a autora traz ao leitor a vida, nem sempre feliz, de sete mulheres que, de um forma ou de outra, marcaram gerações. Algumas delas continuam a marcar e servir de referência para muita gente.

Por detrás de uma vida de sonho, pelo menos aparentemente, surgem mulheres totalmente sós, desprezadas pela família, e que não foram felizes na maioria dos relacionamentos amorosos. Mas sem que nada fizesse prever foram batalhadoras, e seguiram os seus objectivos apesar de contrariedades frequentes.

De todas as que mais me impressionaram foi Coco Chanel e Andrey Hepburn, e apesar de saber já algumas coisas das suas vidas fiquei impressionada com a pobreza a que foram votadas na infância e juventude. Depois houve outras que detestei como foi o caso de Barbara Hutton (uma mulher fútil que, apesar de ser das mais ricas do mundo, destruiu a fortuna amealhada pelo seu avô em homens e uma vida frívola. Wallis Simpson também não me impressionou...

O engraçado é que a vida de algumas destas divas, num ou outro momento, se encontraram o que torna a leitura do livro ainda mais interessante, porque vemos a realidade vista por mais do que um lado. 


Excerto:
"Foi-me permitido o luxo de dar a aristocratas e multimilionárias um aspecto de pobres." - Coco Chanel 

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