quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Rei dos Diamantes - Simon Tolkien [Opinião]

Título: O Rei dos Diamantes
Autor:
Simon Tolkien
N.º Páginas: 416
PVP: 19,95 €
ISBN: 978-989-657-256-3

Sinopse:
1960. David Swain já cumpriu dois anos da pena perpétua a que foi condenado, por ter assassinado o amante da sua ex-namorada, Katya Osman. De madrugada, David foge da prisão e, nessa mesma noite, Katya é encontrada morta na casa do tio – Blackwater Hall.

O inspector Bill Trave, da polícia de Oxford, fica encarregado de perseguir Swain, o homem que ele próprio levara diante da justiça dois anos antes. No entanto, as suas suspeitas conduzem-no ao tio de Katya, Titus Osman, um rico comerciante de diamantes, e ao seu sinistro cunhado, Franz Claes, que tantos esforços faz em esconder um passado obscuro na Alemanha nazi. No entanto, os motivos de Trave são, também eles, suspeitos – Osman é amante da sua mulher, Vanessa –, um calcanhar de Aquiles que Macrae, o inspector recém-chegado à polícia de Oxford, está ansioso por explorar. Quando David é capturado e enfrenta a pena de morte, Trave dispõe-se a perder tudo aquilo que lhe é querido para provar a sua obsessiva convicção de que Osman é culpado.


A minha opinião:
Quando Ethan Mendel é assassinado logo que se encontrou um culpado. A principal suspeita recaíria para o ex-amante da noiva de Ethan: David Swain. O principal investigador do caso foi Bill Trave que não teve quaisquer dúvidas em condenar Swain. As provas estavam todas contra ele.
No entanto, quando a fuga da prisão por parte de Swain coincide com o assassinato de Katya Osmon leva a que Trave comece a colocar dúvidas no facto de Swain ser um assassino. Os interrogatórios invasivos e extensivos aos habitantes de Blackwater Hall, nomeadamente ao tio de Katya, Titus Osman, levam a que Trave seja afastado do caso por incompatibilidade: Titus é agora companheiro da ainda mulher de Trave e faz com que se suspeite que o interesse do detective seja o de incriminar o rei dos diamantes por mera vingança. 
Esperava um pouco mais deste livro que tinha tudo para me agradar. No entanto, teve, sobretudo no início, partes bastante paradas e Simon Tolkien abusou das descrições, muitas vezes supérfulas. Talvez por causa dessas mesmas descrições iniciais o seu final tornou-se bastante previsíevl o que me levou, por vezes, ao desinteresse... 
Gostei do paralelismo dos diamantes e dos judeus que iam para os campos de concentração, que muitas vezes pagavam aos carrascos em géneros para se tentarem salvar da morte certa. Certo é que os nazis sabiam muito bem onde estes guardavam os seus bens mais preciosos e só descansavam quando os tinham em seu poder.  
Para que gosta de ler sobre livros do holocausto, vai gostar de "O Rei dos Diamantes" apesar do autor não desenvolver muito esta parte, ficando-se mais pelo crime e posterior acusação de David Swain.



Excerto:
"Foi um dos casos mais fáceis que tive de deslindar e talvez tenha sido isso que me incomodou. Era como se todas as peças se encaixassem demasiado bem." Pág. 137

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