quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Estilete Assassino - Ken Follett [Opinião]

Título: O Estilete Assassino
Autor:
Ken Follett
N.º de Páginas: 384
Editora: Bertrand Editora
Género: Espionagem/Thriller

Sinopse: 

Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código «Agulha», vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar em França. Estamos em 1944, a semanas do Dia D.

O Estilete Assassino é um arrebatador bestseller internacional em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.


A minha opinião:

Num dos primeiros livros escritos por Ken Follett já dá para perceber a predilecção que o autor tem pelo tema das guerras, sobretudo o da Segunda Guerra Mundial. Como entusiasta desta temática, é óbvio que fiquei em pulgas para ler.

O Estilete Assassino desenrola-se na base da espionagem da Segunda Grande Guerra. Um espião alemão é enviado para Londres a fim de tentar descobrir o desembarque militar dos Aliados. Calculista e bastante perspicaz, mata a sangue frio quem se atravessa pelo seu caminho, mas esconde-se numa cara bonita e numa gentileza desarmante. Na sua peugada estão Godliman e Blogg, um professor e escritor, e um dos mais promissores agentes ao serviço do M15, respectivamente.

Só que o estilete, conhecido por Die Nadel, é hábil nas fugas, tornando-se praticamente impossível a sua captura. O seu único objectivo é gorado ao transmitir uma mensagem errada a Hitler: o próximo desembarque dos Aliados será em Calais. Semanas depois estes desembarcariam na Normandia.

Por outro lado, logo no início do livro, é-nos apresentado um jovem casal, que sofrendo de um fatídico acidente, se isola numa ilha, praticamente abandona, dedicando-se única e exclusivamente à pastorícia: Lucy e David. Este último, paraplégico devido ao acidente, vive completamente frustrado devido a não poder combater ao lado dos aliados, contra os alemães. Se David vive uma vida em completa frustação, Lucy acompanha o mesmo sentimento. Com um filho de 3 anos, a jovem mulher não vive o amor do marido desde o acidente, tornando-se uma pessoa completamente só em busca de afectos.

Por uma razão é-nos apresentada esta família, que só se desvendará mais à frente a sua importância.

Follett, atrai mais uma vez os seus leitores pela escrita fluída, falando de história sem ser maçadora, mostrando o outro lado da guerra, muito emocionante: o da espionagem. Com personagens extremamente fortes (sobretudo Die Nadel e Lucy) é fácil prendermo-nos à história.

2 comentários:

André Nuno disse...

Maria,
este livro faz parte da minha listinha de preferências pelo que quase só li o último parágrafo da tua opinião! :) (não gosto de saber mesmo nada da história antes de começar um livro)
Percebi que gostaste. Também me interesso pelo tema da Guerra e ainda mais se for enquadrado numa teia de espionagem e suspense. Estou ansioso por lê-lo... Depois partilhamos opinião. :)
Boas leituras.

Maria Manuel Magalhaes disse...

André, gostei muito deste livro, apesar de ter demorado uma eternidade para o terminar. Não é um livro nada maçador, e que trata da espionagem muito bem.

Estou à espera da tua opinião :)

Boas leituras