quarta-feira, 10 de abril de 2013

Heróis de Quatro Patas - John McShane [Opinião]

Título: Heróis de Quatro Patas
Autor:
John McShane
Testemunhos
N.º de páginas: 272
PVP: € 15,80

O Livro:
Conheça dezenas de histórias verdadeiras que celebram o amor e amizade que os cães sentem por nós.
São os cães mais corajosos do mundo. Os nossos heróis de quatro patas.
Atravessam-se à frente de balas dirigidas aos donos, salvam-nos de incêndios e são capazes de percorrer quilómetros de neve, em sofrimento, para levar medicamentos a quem mais precisa.
Em Heróis de Quatro Patas surgem histórias comoventes de alguns desses pequenos grandes benfeitores que, a todo o custo, tentaram e conseguiram proteger os seus donos. É o caso de Roselle, um Labrador, que deixou o seu dono cego a salvo da carnificina do 11 de Setembro; ou de Balto e Togo, dois dos Huskies que atravessaram mais de mil quilómetros de neve para levarem medicamentos a uma cidade isolada no Alaska onde grassava uma epidemia mortal.
Qualquer um dos cães aqui retratado conquistou o direito de ser tratado como «o melhor amigo do homem».


A minha opinião:
Quando vi pela primeira vez este livro surgiu-me logo a frase: "tenho de o ler!"
A minha paixão por animais deve ter surgido desde que nasci. Com 5 dias apenas fui lambida por um pastor alemão enquando dormia, portanto, a  relação com animais teria de ser maravilhosa.
Desde pequena convivi com cães, e tive um que foi meu companheiro, o meu fiel amigo, durante 10 anos. Prenda de aniversário quando fiz 14 anos, o Bolinhas (nome original), raçado de Serra da Estrela e Pastor Alemão, proporcionou-me muitos momentos divertidos. Mas também tristes... a primeira decepção foi quando vim da escola e o meu cão não estava lá, nas escadas, onde estava sempre. Tinham-mo roubado. Levaram-no no comboio, mas não sabia para onde. Até que, depois de anunciarmos na rádio local, alguém tinha visto um cão numa estação de comboios. O meu Bolinhas, depois de uns dias na casa do ladrão, tinha conseguido fugir e como sabia que tinha ido de comboio, toca a chegar a uma estação e meter-se num para o levar a casa. O problema é que o comboio ia na direcção errada... a sorte mesmo foi que alguém estava atenta ao apelo e o meu amigo veio novamente para casa, muito fragilizado. Mas conseguiu sobreviver.
Ainda esteve connosco muito tempo até morrer no dia 13 de Setembro de 2002... 
Portanto, só poderia gostar destas histórias de cães-heróis. E sobretudo da do cão que ia esperar sempre o dono à estação de combois. Apesar de não se parecer em nada com a minha, fez-me lembrar o meu fiel amigo.
Quem gosta de animais vai gostar de saber estes fabulosos feitos destes heróis de quatro patas, seja na guerra, em situações de catástrofes naturais, no 11 de Setembro, ou então em situações do dia-a-dia. Estes fiéis amigos mostram assim aos humanos uma lição de lealdade e amor ao próximo que nem sempre nós conseguimos demonstrar.

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