terça-feira, 30 de abril de 2013

Se Pudesse Voltar Atrás - Marc Levy [Opinião]

Título: Se Pudesse Voltar Atrás
Autor:
Marc Levy
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 248
Editor: Bertrand Editora
PVP: 16,60€

Sinopse:
Andrew Stilman, jornalista do New York Times, acaba de se casar. Na manhã de 9 de julho de 2012, bem cedo, está a fazer jogging na margem do Hudson quando, de súbito, é violentamente agredido. Uma dor fulgurante atravessa-lhe o corpo e ele sente-se submergir num rio de sangue. Andrew perde os sentidos… e, ao recuperar a consciência, está a 9 de maio de 2012.
Dois meses mais cedo, dois meses antes do seu casamento.
A partir desse momento, Andrew tem 60 dias para descobrir o seu assassino, 60 dias para mudar o curso do seu destino. E, a partir de então, cada minuto conta…
A sua investigação leva-o numa viagem vertiginosa, de Nova Iorque a Buenos Aires, e até aos meandros dos momentos mais obscuros da ditadura argentina. Uma corrida contra o tempo, entre o suspense e a paixão.

A minha opinião:
Marc  Levy é dos meus autores favoritos, e raramente me desiludo com a sua escrita. Este livro não foi excepção. Sempre a rondar o mítico, neste novo livro o autor cria como protagonista um jornalista (Andrew) que depois de ter saído da parte dos obituários no jornal, passa a escrever artigos polémicos. Até aqui nada de novo. O problema é que, passado pouco tempo de sair uma reportagem e a meio de outra também ela polémica, Andrew é assassinado.
Nada de anormal, caso o autor não colocasse a hispótese de Andrew poder reviver os 62 dias que antecederam a sua morte, com o intuito de tentar descobrir quem o assassinou. Assim, Levy leva-nos a percorrer esses dias, embrenhando-nos em toda a investigação de Andrew, assim como a reviver o seu dia a dia, passando também pela investigação para a reportagem que lhe estava a ocupar o tempo, centrada nas atrocidades cometidas pela ditadura Argentina, sobretudo aos opositores do regime ditatorial. Essa poderá ser uma pista para o seu assassinato, mas muitas se vão juntar a esta, e todas elas com um fundo de lógica.
Até o tráfico de crianças na China, o seu primeiro trabalho em reportagem, poderá estar relacionado...
Juntamente com Andrew ficámos a conhecer um pouco da história Argentina, sentindo os mistérios que guarda Buenos Aires na pele, ao mesmo tempo que nos questionámos sobre as duas investigações que correm em paralelo: a investigação para a reportagem e a investigação para o crime.
O final é surpreendente, como aliás é habitual nos romances de Marc Levy e deixa-nos a pensar que fomos enganados desde o início do livro. No entanto, este ponto é fulcral para a verdadeira história de Andrew. Fica no ar o desejo de uma continuação...


Excertos: 
"Sozinho em casa, considerando o impensável, Andrew percebeu que tinha sessenta e dois dias pela frente para descobrir quem o assassinara e porquê."
"Quando sabemos que a morte nos espera ao virar da esquina, o sonho rapidamente se torna um pesadelo."
"O amor da nossa vida é aquele que vivemos e não aquele que sonhámos."

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