terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Palácio da Meia-Noite - Carlos Ruiz Zafón [Opinião]

Título: O Palácio da Meia-Noite
Autor:
Carlos Ruiz Zafón
N.º de Páginas: 280
PVP: 17,76 €

No coração de Calcutá esconde-se um obscuro mistério....
Um comboio em chamas atravessa a cidade. Um espectro de fogo semeia o terror nas sombras da noite. Mas isso não é mais do que o princípio. Numa noite obscura, um tenente inglês luta para salvar a vida a dois bebés de uma ameaça impensável.
Apesar das insuportáveis chuvas da monção e do terror que o assedia a cada esquina, o jovem britânico consegue pô-los a salvo, mas que preço irá pagar?
A perda da sua vida. Anos mais tarde, na véspera de fazer dezasseis anos, Ben, Sheere e os amigos terão de enfrentar o mais terrível e mortífero mistério da história da cidade dos palácios.
Uma história de aventura e mistério para jovens dos 9 aos 99 anos.

A minha opinião: 
O Palácio da Meia-Noite é o segundo volume da trilogia Neblina, do qual faz parte O Príncipe da Neblina cuja opinião podem ler aqui

Se gostei do primeiro volume, que nada tem a ver com este, ou seja, não está relacionado podendo ler-se separadamente, gostei ainda mais deste. Zafón tem uma particularidade que para mim é deveras importante, consegue prender o leitor em volta de todo o mistério que consegue criar em volta de qualquer história. Mesmo estas histórias fantásticas que não fazem de todo o meu género.

1932, Calcutá. Num orfanato existe um grupo especial: a Chowber Society, criado por sete jovens que adoram estar juntos e partilhar segredos. Mas o que se passaria naquele ano mudaria tudo, até a forma como os jovens iriam ver o mundo a partir daí. A história, contada pela nosso narrador, foi vivenciada por ele, como membro do grupo e como melhor amigo do protagonista.

Mas não se pense que a narrativa começa nesse ano. Não, claro que não. Tudo remonta ao ano de 1916 e a uma perseguição de um homem, que mais tarde se sabe que é tenente, e de duas crianças. Os seus perseguidores pretendem matá-lose tudo o fazem para o conseguir. Mas o tenente consegue fugir e apesar de ser assassinado consegue salvar os dois bebés. São estes dois bebés que estarão na origem de toda a história.

Depressa voltamos a 1932 e áqueles 4 fatídicos dias que iriam revelar muitas das coisas acontecidas num passado já distante.

Uma história terrível, que assombrará para sempre a família das duas crianças e também a delas, mas que evidenciará o poder da amizade. Os sete amigos, pertencentes a uma especie de irmandade, arriscam a própria vida para libertar os dois amigos dos malefícios do passado. E vão fazê-lo até ao fim.

Uma história vivenciada por jovens, para jovens, mas que agradará certamente o público mais velho.

Excertos: 
"Porque nada é mais difícil de acreditar do que a verdade e nada é tão sedutor como a força da mentira quanto maior for."

"A principal diferença entre um homem e uma mulher é que um homem põe sempre o estômago à frente do coração. Uma mulher faz sempre o contrário."

"Que mundo construímos onde já nem os ignorantes podem ser felizes?"

"Amadurecer não é mais do que o processo de descobrir que tudo aquilo em que acreditavas quando eras jovem é falso e que, por outro lado, tudo o que recusavas acreditar na tua juventude é o certo."

"Há duas coisas na vida que não podes escolher, Ben. A primeira são os teus inimigoos. A segunda, a tua família. Às vezes a diferença entre uns e outros é difícil de detectar, mas o tempo ensina-te que, ao fim e ao cabo, as tuas cartas podiam ter sido outras."
 

2 comentários:

Cleide Martins disse...

Já li os livros "Marina" e "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón e adorei os dois!
Gostava também de ler este!
Para além disso, gostava de ler um dos livros de Urbano Tavares Rodrigues. Qual me recomenda?
Um grande beijo e parabéns pelo ótimo trabalho no blog.
Cleide Martins

Maria Manuel Magalhaes disse...

Olá Cleide, se gostou dos outros dois de Zafón vai gostar certamente deste também.
Relativamente ao livro do Urbano Tavares Rodrigues, já li o autor há mt tempo, mas conto ler muito proximamente Bastardos do Sol. E aí colocarei a minha opinião.

Beijinhos e obrigada,
Maria Manuel