terça-feira, 26 de novembro de 2013

Tríptico - Karin Slaughter [Opinião]

Título: Tríptico
Autor: Karin Slaughter
Tradução: Pedro Garcia Rosado

Páginas: 448
Editor: TopSeller
PVP: 18,79€

Sinopse:
Três pessoas com segredos perturbadores.
Um assassino sem nada a perder.
Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado.
Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato.
Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido…

A minha opinião:  

Um assassinato brutal acontece em Atlanta. A vítima, uma prostituta com cerca de 40 anos, aparece morta nas escadas que vão ter ao seu apartamento num bairro social. Uma característica que poderá juntar a outros casos de brutalidade é o facto de a vítima, Aleesha Monroe não ter língua, tendo sido arrancada à dentada. Além disso, Aleesha apresenta uma possível violação.

Coincidentemente, no anos anterior surgiram dois casos de raparigas que foram violadas e com as suas línguas arrancadas. No entanto, tanto uma como outra conseguiram sobreviver, embora não consigam identificar o assassino por este estar camuflado com uma máscara de esqui.

O detective destacado para investigar o caso é Michael Ormewood, antigo militar que também passou pela polícia de costumes. Dada a brutalidade do crime é também chamado para investigar um agente da Georgia Bureau of Investigation, Will Trent, mas a empatia entre os dois é nenhuma. Michael mostra claramente que não gosta de ver um estranho na sua cena de crime.

A história acaba por ter vários protagonistas: Will Trent, o detective de GBI, Michael Ormewood, Angie Polaski, detective dos costumes e amiga de infância de Will; John Sheley, um ex-presidiário, acusado de pedofilia e de assassinar uma antiga colega de escola.

A par da investigação apreciei a forma como a autora caracterizou as personagens, tornando-as fidedignas e reais aos olhos do leitor. Cheias de problemas originários da infância, que poderão ser fulcrais para o desfecho da investigação.

Divido em três partes (daí tríptico?) o desenrolar da história surpreende cada vez, dando uma reviravolta na metade da narrativa. E mostra que nem tudo o que parece é. Adoro livros que me surpreendam e me façam ficar de boca aberta e a falar sozinha.

Tríptico é um policial que se lê de um fôlego. É bom, muito bom!

O facto de ter sido traduzido pelo Pedro Garcia Rosado foi uma mais-valia.




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