sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidade Esfera dos Livros: Nunca se esqueça que ...O Credor Toca Sempre Duas Vezes

Atualmente os tribunais portugueses declaram mais de 50 insolvências por dia. E não são só as empresas a fechar as portas, com falta de liquidez e de cumprimento das obrigações. Há cada vez mais portugueses envolvidos em processos de insolvência pessoais.

Por endividamento excessivo, por dívidas de um ex-cônjuge que subitamente ensombram a sua vida, por incúria, por gestão danosa, por se meterem em negócios sem fazer as devidas salvaguardas, por abuso dos cartões de crédito… Chega uma altura em que o peso das dívidas é demasiado grande e quando o credor bate à porta é preciso estar preparado para encontrar uma solução…

Pelas mãos do advogado Nuno Silva Vieira passam muitos casos de insolvência de empresas e particulares. Aproveite esta ocasião para falar como autor nos dias 14 e 15 de fevereiro e saber como pode evitar que o Credor lhe bata à porta!

Neste livro encontra casos práticos, definições claras dos conceitos jurídicos mais complexos, formas de obter perdão da dívida, estratégias para negociar com os credores, as diferentes etapas de um processo de insolvência, exemplos de planos de pagamento e de revitalização e conselhos úteis para evitar a insolvência.

Sobre o autor:
Nuno da Costa Silva Vieira é licenciado em Direito, advogado, conferencista, autor de várias publicações e artigos jurídicos em várias revistas. Sócio fundador da Vieira, Amílcar & Associados, é consultor em negócios e comentador permanente em programas de televisão.

Sextante Editora publica Policial espanhol multipremiado: A praia dos afogados de Domingo Villar

Título: A praia dos afogados
Autor:
Domingo Villar
Tradutor: 272
Págs.: 424
PVP: € 17,70

A praia dos afogados foi classificado como Livro do Ano pelo Grémio de Livreiros de Madrid e pela Federação de Livreiros da Galiza, recebeu e foi finalista de importantes galardões literários e tornou-se um sucesso de vendas em Espanha. Este livro, da autoria de Domingo Villar, vai estar disponível nas livrarias nacionais a partir do dia 4 de fevereiro, numa edição da Sextante Editora.
Herdeiro literário de Vásquez Montalbán e de Georges Simenon, Domingo Villar tem as suas obras traduzidas para 13 línguas e, em A praia dos afogados, apresenta-nos o seu inspetor Leo Caldas, um epicurista que consegue mergulhar nos mistérios do mundo fechado dos pescadores das rias baixas galegas.
Domingo Villar é um dos convidados da 14.ª edição do Correntes d’Escritas, que se realiza em fevereiro na Póvoa de Varzim. Posteriormente virá a Lisboa para contactos com a comunicação-social.


Sobre o livro:
Uma manhã, o cadáver de um marinheiro é arrastado pela maré até à beira-mar de uma praia galega. Se não tivesse as mãos amarradas, Justo Castelo seria outro dos filhos do mar a encontrar a sua sepultura entre as águas, durante a faina. Sem testemunhas nem rasto da embarcação do falecido, o inspetor Leo Caldas mergulha no ambiente marinheiro da povoação, tentando esclarecer o crime entre homens e mulheres renitentes em revelar as suas suspeitas, mas que, quando decidem falar, indicam uma direção demasiado insólita.

Primeiras páginas: aqui

Sobre o autor:
Domingo Villar nasceu em Vigo, em 1971, e reside atualmente em Madrid, onde trabalha como guionista de cinema e televisão. Com o seu primeiro romance, Ojos de agua (2006), também protagonizado pelo inspetor Leo Caldas, obteve o I Prémio Sintagma, o Prémio Brigada 21 e o Prémio Frei Martín Sarmiento, e foi finalista em duas categorias dos Crime Thriller Awards no Reino Unido. A praia dos afogados recebeu o Prémio Antón Losada Diéguez, foi finalista do Prémio Novelpol e do Prémio Livro do Ano do Grémio de Livreiros de Madrid, e foi considerado Livro do Ano pela Federação de Livreiros da Galiza. As suas obras foram traduzidas para treze línguas.

António de Araújo e Camilo Lourenço apresentam livro de Henrique Raposo


Todas as Palavras de Amor - Ana Casaca [Opinião]

Título: Todas as Palavras de Amor
Autor:
Ana Casaca
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 208
Editor: Editora Guerra & Paz
PVP: 13,99€

Sinopse:
Numa viagem em busca de si mesma, Alice escreve a primeira de muitas cartas a um grande amor. Não imagina que, na morada para onde envia as cartas, vive António, um homem que nunca viu. O homem recebe a primeira carta e as palavras daquela mulher que também não conhece, confrontam-no com aquilo de que sempre fugira.
Alice é uma mulher divorciada à procura do seu próprio rumo. António é um padre que, nunca ousou trilhar o caminho do amor. Todas as Palavras de Amor é um romance que começa com a surpresa de um engano. Depois, em páginas de uma escrita fulgurante, aprendemos que um engano talvez seja a melhor forma de modificar duas vidas para sempre. 


A minha opinião:
Depois de se ter apaixonado por uma completo desconhecido em Londres, que resulta numa paixão de sete dias, Alice decide manter contacto com António, escrevendo cartas para a morada que ele lhe deu, antes de desaparecer. 
Nestas cartas que vão dar lugar a uma pequena povoação perto da Covilhã, Alice desabafa, contando um pouco do que estar a ser a sua fuga, uma espécie de viagem de inspiração para a sua nova vida. Fugida de um casamento que já não a satisfazia, de um emprego como professora que a desgostava, Alice decide fugir de tudo e de todos e parte numa viagem de reflexão por alguns países europeus. Em Londres conhece António, e em Roma desespera por um contacto dele, enquanto manda cartas infindáveis para um completo desconhecido. O António por quem está apaixonada deu-lhe a morada errada e quem recebe as suas missivas é um outro António, um padre. 
Mas António também partilha as mesmas dúvidas que Alice. Quase que obrigada pelos pais a escolher o sacerdócio, António não se sente completo, não se sente feliz. Vê nas cartas de Alice uma forma de mudar o rumo à sua vida.
Quando Alice recebe uma notícia que a leva a regressar a Portugal, António decide esperá-la na estação de comboios e contar toda a verdade: que ele foi sempre o receptor das suas cartas e que o outro António nunca as chegou a ler.
Um livro baseado na história pessoal da autora, que há alguns anos vem recebendo correspondência de uma pessoa muita viajada sem que saiba que está a enviar postais de diversos países para a pessoa errada. Daí resulta uma história bastante original, um romance bonito, que trata da relação entre duas pessoas que se prenderam no sonho dos pais e que só conseguiram viver os seus próprios sonhos muito mais tarde, tendo que, para isso, quebrar algumas barreiras sociais e até pessoais. Gostei.

Excerto:
"Não sonhava há demasiado tempo e apercebeu-se, naquele instante, que um homem sem sonhos era apenas metade de um todo."

"Tu partiste em busca de ti própria, eu fiquei aqui, nesta aldeia, para fugir de mim."

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidades ASA para Fevereiro

Título: Diário Secreto de uma Mulher
Autor: Sophie Morgan  
Nas livrarias a 16 Fevereiro

Sophie Morgan é uma jovem jornalista de sucesso.

Divertida, inteligente, atraente e generosa, ela podia ser uma das suas amigas. A sua vida é absolutamente banal… com excepção de um “pormenor”: na cama, ela gosta de se entregar a um homem dominador. Sophie é uma submissa. E é também suficientemente ousada para revelar a sua arrojada vida íntima: das primeiras experiências eróticas à recém-descoberta sexualidade, na qual James, um “Christian Grey” da vida real, teve um papel fundamental. É só quando o conhece que ultrapassa verdadeiramente os seus limites. À medida que a paixão entre ambos se intensifica, a questão que coloca a si própria é: até onde será capaz de ir?

Poderá o homem perfeito ser também perfeitamente cruel?
Na senda de 50 Sombras de Grey, este ousado relato pessoal desvenda os segredos e desconstrói os mitos do que realmente significa ser submissa. Arrojado, controverso e sensual, este Diário está recheado de uma honestidade tão surpreendente que ninguém – homem ou mulher – será capaz de o pousar. E quando terminar, o leitor vai perceber por que razão “Sophie” é um pseudónimo.

Título: Mariana
Autor: Susanna Kearsley 
Nas livrarias a 23 Fevereiro 

Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Julia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai-se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Julia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?

Novidades Nascente: Os Anjos do Amor

Haziel, a maior autoridade mundial em angelologia e autor do livro de referência O Nosso Anjo da Guarda Cura-nos, oferece, em Os Anjos do Amor, conselhos de inspiração para que o Amor reine no mundo.

Neste pequeno livro, já à venda em todo o país (7,99€), os leitores vão descobrir como invocar os Anjos do Amor e deixar que estes ajudem a obter uma vida plena de afeto. A Nascente disponibiliza, aqui, um pouco do livro para conhecer um pouco melhor os Anjos do Amor. Veja ainda o booktrailer da obra em anexo.

Haziel é um pseudónimo cabalístico usado pelo autor, F. Bernard-Termés. Nascido na Catalunha, no seio de uma família dedicada ao estudo da Cabala, Haziel foi professor antes de se dedicar por completo ao aprofundamento do estudo esotérico, particularmente dos Anjos da Guarda e da Cabala. Devido às suas obras, publicadas em vários países, Haziel é hoje considerado a maior autoridade em Angelologia.

A 4 de fevereiro, chega às livrarias nacionais o mais recente livro de Miguel Miranda, A Paixão de K


Título: A Paixão de K
Autor:
Miguel Miranda
Págs: 184
Capa: Mole com badanas
PVP: 15,50 €

A 4 de fevereiro, chega às livrarias nacionais o mais recente livro de Miguel Miranda, A Paixão de K, uma história de paixões, de encontros atribulados numa Londres incendiada por distúrbios, e das memórias que se apoderam dos que vivem longe da sua terra-natal.
Num registo original, com humor e imaginação, Miguel Miranda leva- -nos numa viagem envolvente que, desta vez, nos afasta da cidade do Porto, um dos cenários de eleição do autor.
Miguel Miranda celebrou recentemente os seus 20 anos de carreira literária e viu publicados dois dos seus livros em França pelas Editions de l’Aube. Um deles, Dai-lhes Senhor, o Eterno Repouso (2011), foi publicado pela Porto Editora, assim como Todas as Cores do Vento (2012).
 

Sobre o livro:
Além de perito em arte, Perfecto Cuadrado é um habilidoso falsário, que viaja pelo mundo desenhando rostos anónimos no metropolitano e colecionando mulheres belas e sedutoras. É um homem experimentado na arte de seduzir e de amar. Nada faria prever que se apaixonasse de forma eruptiva por uma mulher misteriosa com quem se cruzou no metro de Londres – Josephine K.
Para Perfecto Cuadrado, a vida é uma sucessão de planos, sendo o presente um refluxo do passado, excetuando dois acontecimentos súbitos: os distúrbios que incendeiam a cidade de Londres e a paixão que arde dentro dele.
A Paixão de K. é uma viagem à insensatez de todas as paixões.

Primeiras páginas aqui


Sobre o autor:
Miguel Miranda é médico e autor de vários romances, livros de contos e livros infantis. Recebeu o Grande Prémio de Conto da APE pelo livro Contos à Moda do Porto (1996); o Prémio Caminho de Literatura Policial pelo livro O Estranho Caso do Cadáver Sorridente (1977); e o Prémio Fialho de Almeida pelo livro A Maldição do Louva-a-Deus (2001). Está traduzido em Itália e representado em diversas coletâneas. A Paixão de K é o seu oitavo romance, depois de Dai-lhes, Senhor, o Eterno Repouso e Todas as Cores do Vento, já publicados pela Porto Editora.



A primeira História da Inquisição Portuguesa editada pela Esfera dos Livros

Depois da publicação de A História de Portugal de Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos e Sousa e, Nuno Monteiro e de A História Económica de Portugal de 1143 a 2010 de Pedro Lains, Leonor Costa e Susana Miranda, A Esfera dos Livros edita agora a primeira História Geral da Inquisição Portuguesa, 1536-1821 de Giuseppe Marcocci e José Pedro Paiva.

Os historiadores José Pedro Paiva e Giuseppe Marcocci trazem-nos um trabalho de grande rigor e pesquisa que permite esclarecer este momento negro da História. É uma obra única e original que permite perceber a história, a vida institucional e judiciária do Tribunal da Fé, a sua evolução, com os seus períodos de crise e de maior perseguição.

Sem nunca esquecer as histórias dos homens que formavam este órgão e as suas vítimas - cristãos-novos, feiticeiros, bruxas e outros hereges - que questionavam os dogmas ou a ordem social instituída e, por isso, sofreram duras perseguições e torturas, tendo muitos comparecido em autos da fé celebrados em praças públicas.

O autor José Pedro Paiva vai estar em lisboa nos dias 4, 5 e 6 de fevereiro para falar sobre este tema.

Sinopse:
Em 1536 começava a funcionar, em Évora, onde a corte residia, a Inquisição. O seu objetivo principal era defender a fé e a Igreja. A bula papal da fundação explicitava a natureza dos crimes sob a sua alçada. Apelava-se a todos que denunciassem qualquer pessoa suspeita de ter aderido às crenças luteranas, observado cerimónias e costumes judaicos ou islâmicos, negado a existência da vida eterna, acreditado na transmigração das almas até ao dia do Juízo, contestado a virgindade de Nossa Senhora ou que Cristo fosse o Messias prometido no Antigo Testamento, praticado a bigamia, bruxaria ou feitiçaria, possuído livros para celebrar sabats noturnos ou outros defesos pela Igreja, incluindo bíblias escritas em línguas vernáculas. Iniciava-se uma perseguição que levou milhares de vítimas, homens e mulheres, que pelas suas ideias e comportamentos foram presos, acusadas e, no limite, mortas nas fogueiras por condenação do Santo Ofício.

Nascia, deste modo, no coração do Renascimento, a Inquisição, que marcou de forma vincada a História de Portugal e do seu império durante 285 anos. A sua influência continua-se a sentir ainda hoje, em certas dimensões da vida institucional e até nos costumes e modos de ser e pensar.

Numa pesquisa rigorosa e baseada em consulta exaustiva de arquivos e documentação, Giuseppe Marcocci e José Pedro Paiva apresentam a primeira história da Inquisição portuguesa, desde a sua fundação à extinção, em 1821.

Sobre os autores:
José Pedro Paiva é professor na Universidade de Coimbra, investigador no Centro de História da Sociedade e da Cultura e no Centro de Estudos de História Religiosa. A sua área de pesquisa central é a história religiosa e cultural em Portugal, séculos XVI-XVIII. Entre outros livros é autor de Bruxaria e superstição num país sem "caça às bruxas"(Lisboa, 1997), Os bispos de Portugal e do império (1495-1777) (Coimbra, 2006), Baluartes da fé e da disciplina.

Giuseppe Marcocci é professor de História Moderna na Università degli Studi della Tuscia, em Viterbo (Itália) e coordenador do projeto de investigação Beyond the Holly War, na Scuola Normale Superior, em Pisa (Itália) . A sua área de pesquisa central é a história política, cultural e religiosa do mundo ibérico, com especial atenção sobre o caso português entre os séculos XV e XVIII. Entre outros estudos, é autor de A consciência de um império: Portugal e o seu mundo, sécs. XV a XVII (Coimbra 2012).

Hilary Mantel conquista Costa Book Award of the Year

A britânica Hilary Mantel volta a surpreender, ao adicionar o Costa Book Award of the Year (antigo Whitbread) ao Man Booker. É a primeira vez que um autor vence os dois prestigiados prémios no mesmo ano com o mesmo romance – Bring Up the Bodies. No espaço de três meses, a autora de Wolf Hall, conquistou, ambos pela segunda vez, o National Book Award na categoria ‘Autor do Ano’ e o Man Booker. O novo romance vai ser publicado pela Civilização esta Primavera.
“Não vou pedir desculpa, mas vou dizer obrigado. Não estou arrependida, estou feliz, e vou tratar de assegurar que escrevo mais livros merecedores de prémios”, garantiu Mantel na cerimónia de entrega deste importante prémio literário, ontem, em Londres.
A decisão do júri, que incluiu a entrega de um cheque de 30 mil libras (cerca de 35 mil Euros), foi unânime. Segundo afirmou a sua presidente, Jenni Murray, “não podíamos permitir que o número de vezes que [este romance] foi laureado afetasse a nossa decisão. Foi simplesmente o melhor livro”.
Em outubro, Hilary Mantel fez história ao ser o primeiro autor britânico – e a primeira mulher – a receber duas vezes o Prémio Man Booker e o seu livro, Bring Up the Bodies, ser a primeira sequela a vencer a prestigiada distinção literária nos seus 43 anos de história. O romance Wolf Hall, em 2009, e agora Bring Up the Bodies, a publicar em 2013, são dois títulos com a chancela da Civilização.
Na cerimónia de entrega do Man Booker, em outubro, ironizou: “Não sei. Espera-se vinte anos pelo Prémio Booker e, de repente, surgem dois ao mesmo tempo”. O romance premiado, Bring Up The Bodies, que tem merecido ótimas críticas por parte da crítica internacional, é um romance sobre a queda de Ana Bolena vista pelos olhos de Thomas Cromwell, o ambicioso primeiro-ministro de Henrique VIII. Segundo o júri, este livro é ainda mais impressionante que o seu antecessor, Wolf Hall, vencedor do mesmo prémio em 2009.
Hilary Mary Mantel, escritora e crítica literária britânica, nasceu em Derbyshire (Inglaterra) em 1952. Com mais de uma dezena de obras publicadas, Hilary Mantel foi já distinguida com diversos prémios e condecorações ao longo da sua carreira. Em 1987 venceu o Shiva Naipaul Memorial Prize; em 1990 venceu o Southern Arts Literature Prize, o The Cheltenham Prize e o Winifred Holtby Memorial Prize pelo seu livro Fludd. Ainda na década de 1990, a autora ganhou o Sunday Express Book of the Year e o Hawthornden Prize. Em 2006, Hilary Mantel foi finalista do Commonwealth Writers Prize (Eurasia Region, Best Book) e do Orange Prize for Fiction com o livro Beyond Black.

Novidades Quinta Essência para Fevereiro

Título: Um Beijo Inesquecível
Autor:
Teresa Medeiros
N.º de Páginas: 336

Sinopse:
Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.

Título: Nas Asas do Amanhã
Autor:
Sarah Sundin
N.º de Páginas: 472

Sinopse:
Quando o marido morre na guerra do Pacífico, Helen Carlisle oferece-se como voluntária para o esforço de guerra, a fim de ocultar os seus sentimentos. No entanto, manter a aparência de viúva inconsolável de um herói local está a deixar a sua marca. Em breve algo irá ceder. O tenente Raymond Novak prefere o púlpito ao cockpit. O seu trabalho a treinar pilotos de B-17 permite-lhe ter uma vida pessoal... e dá-lhe uma desculpa conveniente para ignorar o seu maior medo. Quando a bela Helen conquista o seu coração, ele mostra-se decidido a merecê-la e a desposá- la. Ray e Helen veem-se então forçados a arriscar as suas reputações e as suas vidas; irão eles enfrentar e conquistar os desafios que têm pela frente? E poderá o seu jovem amor sobreviver até ao regresso da paz? Cheio de drama, coragem e romance, Nas Asas do Amanhã encerra de forma magistral a popular série «Asas de Glória».
 
Título: Letal
Autor:
Sandra Brown
N.º de Páginas: 456

Sinopse:
Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra. Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.
 

Título: De Olhos Fechados
Autor:
Eve Berlin
N.º de Páginas: 280
 

Sinopse:
Alec Walker é um escritor de thrillers psicológicos sombrios - e um homem que vive para as suas emoções. Desde motos a skidiving, passando por nadar com tubarões, a sua busca incessante de prazer e excitação não tem fim. Essa busca estende-se também às suas relações pessoais, onde nenhuma regra limita os seus desejos. A única coisa que Alec teme é o amor - e permitir que outra pessoa o conheça realmente. Enquanto faz investigação para um livro sobre extremos sexuais, Dylan entrevista Alec - e anseia por saborear a tentação que ele lhe oferece. No entanto, Alec é um dominador famoso e ela recusa entregar-lhe o controlo. Lenta e sedutoramente, Alec mostra-lhe que ao entregar-se-lhe de forma incondicional e submeter-se a todos os seus desejos, ela poderá experimentar o derradeiro prazer. Porém, para poder ficar com a mulher que pela primeira vez o faz ajoelhar, será Alec capaz de correr o maior de todos os riscos e entregar o seu coração? Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal vê-se numa situação tentadora enquanto evita entregar-se ao sentimento que nasce entre eles.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Bertrand: Um guia filosófico para a vida, nas livrarias a 8 de fevereiro

Título: Filosofia para a Vida e outras situações perigosas
Autor:
Jules Evans

Género: Ciências Sociais
Tradutor: Miguel Coutinho
N.º de páginas: 316
Data de lançamento: 8 de fevereiro


Não é um livro de autoajuda, mas pode ajudar muita gente a perceber o mundo em que vivemos, recorrendo a conceitos antigos. Jules Evans dedicou-se a encontrar utilidade para os filósofos clássicos hoje, tornando claras – e sobretudo muito úteis – as ideias de Sócrates, Epicuro, Heraclito, Pitágoras, Platão e Aristóteles, só para nomear os mais famosos dos doze filósofos clássicos que inspiraram diariamente o autor.
Por que há tantos Céticos que se tornam ilusionistas? Que pensadores se divertem mais? A Filosofia pode salvar-nos a vida?
Depois de a Filosofia o impedir de cair numa profunda depressão, Jules Evans ficou fascinado com a noção de que ideias surgidas há mais de 2000 anos nos podem ajudar agora. Lançou-se, então, numa viagem de cinco anos para investigar o motivo pelo qual se está a redescobrir a sabedoria dos Antigos. Pelo caminho, entrevistou soldados, eremitas, gangsters, astronautas e anarquistas, e ouviu como a Filosofia Antiga lhes tinha, também, mudado a vida. Descobriu ainda que a Filosofia Antiga tinha inspirado comunidades modernas – cafés socráticos, encontros estoicos, comunas epicuristas, cultos platónicos –, e até nações, na sua busca pela vida ideal.
Este livro é um convite para uma escola de sonho, com uma faculdade turbulenta que inclui doze dos maiores filósofos da Antiguidade. Cada lição mostra que técnicas podemos aprender com estes filósofos e se podemos abraçar a sua filosofia como modo de vida. Animado, divertido e inspirador, este livro é de filosofia para a rua, local de trabalho, campos de batalha, para o amor e para a vida.


Sobre o autor:
Jules Evans dirige o Well-Being Project (Projeto Bem-Estar) do Centro de História das Emoções da Faculdade Queen Mary, na Universidade de Londres. Participa na organização do Clube de Filosofia, o maior clube do género no Reino Unido, e dá palestras e workshops sobre a aplicação prática da Filosofia por todo o país. É autor de várias colunas e artigos em publicações como o Wall Street Journal, The Times, Spectator, Prospect e Psychologies, e tem colaborado com organizações como a New Economics Foundation, a Rockefeller Foundation e a School of Life, a escola de Filosofia de Londres. O seu website (www.politicsofwellbeing.com) tem seguidores assíduos por todo o mundo.

Sonhos Proibidos - Lesley Pearse [Opinião]

Título: Sonhos Proibidos
Autor:
Lesley Pearse
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 624
Editor: Edições Asa

Sinopse:

Belle tem quinze anos e uma vida protegida. Graças aos cuidados da ama, ela nunca se apercebeu de que a casa onde vive é um bordel, regido com mão de ferro pela sua mãe. Porém, a verdade encontra sempre maneira de se revelar… Para Belle, será no trágico dia em que assiste ao assassinato de uma das raparigas da casa. Ingénua e indefesa, ela fica à mercê do criminoso, que a rapta e leva para Paris, onde se inicia como cortesã. Afastada do único lar que conheceu, a jovem refugia-se nas memórias de infância e acalenta o sonho de voltar aos braços do seu primeiro amor, Jimmy.

Mas Belle já não é senhora do seu destino. Prisioneira da sua própria beleza, é alvo do desejo dos homens e da inveja das mulheres. Longe vão os anos da inocência e, quando é levada para a exótica e decadente cidade de Nova Orleães, ela acaba por apreciar o estilo de vida que o Novo Mundo tem para lhe oferecer. Mas o luxo e a voluptuosidade que a rodeiam não mitigam as saudades que sente de casa, e Belle está decidida a tomar as rédeas da sua vida. Um sonho que pode ser-lhe fatal pois há quem esteja disposto a tudo para não a perder. No seu caminho, como barreiras fatais, erguem-se um continente selvagem e um oceano impiedoso. Conseguirá o poder da memória dar-lhe forças para sobreviver a uma viagem impossível?

A minha opinião:
 
Apesar de ter ainda na estante Nunca me Esqueças; Procuro-te; e Segue o Teu Coração – Não Olhes para Trás por ler não consegui resistir à sinopse e comprei Sonhos Proibidos, o último livro que saiu de Lesley Pearse. Isto porque depois de ter lido, muito recentemente, Nunca Digas Adeus, fiquei muito impressionada com a escrita e com a originalidade das histórias da autora.

Apesar de quase que ignorada pela mãe, Belle é uma menina de 15 anos, protegida por esta e por Mog, governanta do bordel onde habitam. Apesar de Annie ser dona de um bordel, só quando presencia o assassinato de uma das prostitutas é que Belle descobre o que realmente se faz na casa onde vive.

Estamos na primeira década do século XX e este acontecimento vai mudar para sempre a vida de Belle, já que o assassino foge do local sabendo que deixou para trás uma testemunha. Depois de ter sido raptada para ser posteriormente vendida a um bordel em Paris, Belle acaba por se tornar uma aventureira para que, mais tarde, se torne dona do seu destino. De Paris é levada para Nova Orleães, o único sítio nos EUA onde era permitida a prostituição. Será prostituta de luxo até conseguir regressar a França onde deseja restabelecer-se financeiramente e encontrar o amor da sua vida, o homem que a havia levado para a América.

Entretanto, há também uma procura incansável por ela em Londres. Belle deixara com o coração despedaçado e cheio de preocupações Mog, Annie e Jimmy, o único rapaz que era o elo de ligação entre o Annie's (o bordel onde vivia) e o mundo exterior. Para Jimmy Belle foi amor à primeira vista e a procura pela sua amada era incansável. Aliou-se a um jovem jornalista que tinha conhecido a prostituta assassinada e, juntamente com ele, começaram a investigar o passado do assassino, que julgaram sempre ter sido o raptor de Belle.

Uma história dramática, mas ao mesmo tempo bela. Mostrando que em todas as épocas há mulheres fortes, que conseguem superar mesmo as piores agruras e dar a volta por cima. Além disso evidencia um problema que sempre existiu e sempre existirá enquanto houver homens que gostem de estar com crianças: o tráfico de seres humanos, sobretudo de crianças.

Um livro lindo e um hino ao amor extraordinário.

Estou curiosa para ler a continuação da vida de Belle já que a Asa vai lançar brevemente “A Promessa”, a continuação de Sonhos Proibidos.

Excerto:
“...tinham-lhe roubado todas aquelas coisas simples, o beijo de um namorado, o sonho de ser dona de uma loja de chapéus, e casar e ter filhos.”

“A morte não é a solução, é apenas a maneira cobarde de fugir à dor.”

Sextante publica a vida de Carmen Dolores: No Palco da Memória

Título: No palco da memória
Autor:
Carmen Dolores
Págs.: 272
PVP: € 16,60


Carmen Dolores é uma das mais prestigiadas atrizes da História do teatro e do cinema em Portugal. No dia 4 de fevereiro, verá publicada a sua autobiografia, No palco da memória, na Sextante Editora.
As estreias, as interpretações no teatro, cinema e televisão e as amizades com atores e escritores conhecidos do grande público, são alguns dos temas-chave deste livro, ricamente ilustrado com fotografias do arquivo pessoal da autora.
Carmen Dolores é uma das convidadas da 14.ª edição do Correntes d’Escritas, que se realiza em fevereiro na Póvoa de Varzim.


Sobre o livro:
«Nunca pensei escrever um segundo livro de memórias, embora o primeiro tivesse como título Retrato inacabado. No entanto, o tempo foi passando e comecei a anotar numa espécie de diário o que me ia acontecendo, o que ia observando, o que me despertava mais interesse… e assim surgiu este No palco da memória, para que fique um registo daquela que ainda sou, uma referência aos trabalhos em que fui participando, e até um recordar do que se escreveu a meu respeito.»
Eis uma voz única, a de Carmen Dolores, que nos entrega aqui, desta vez por escrito, um testemunho absolutamente precioso de uma longa vida em que o Teatro desempenhou um papel decisivo.


Primeiras páginas aqui

Sobre a autora:
Carmen Dolores é uma atriz portuguesa nascida a 8 de agosto de 1924, em Lisboa, de seu nome completo Carmen Dolores Cohen Sarmento Veres. Aos 14 anos, estreou-se na rádio, onde manteve depois uma intensa atividade, nomeadamente em programas de divulgação de poesia. Apareceu pela primeira vez no cinema no filme Amor de perdição (1943), realizado por António Lopes Ribeiro, desempenhando o papel de Teresa. A sua aparição nos palcos aconteceu em 1945, na peça Electra, de Jean Giraudoux, na Companhia dos Comediantes de Lisboa. Transitou depois para o Teatro Nacional, onde permaneceu durante oito anos, tendo passado pelo Teatro de Sempre e pelo Teatro Nacional Popular. No início dos anos 60, fundou, com Armando Cortez, Fernando Gusmão e Rogério Paulo, o Teatro Moderno de Lisboa. Em televisão participou em várias peças de teatro. A 15 de maio de 2005 atuou pela última vez na peça Copenhaga, em Lisboa, dirigida por João Lourenço, peça que marca o seu afastamento dos palcos e da televisão após 60 anos de carreira. Foi então condecorada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Apresentação de "Segredos da Maçonaria Portuguesa" de António José Vilela, dia 31 de janeiro, às 18h30, Bertrand do Chiado


Novidade Objectiva: Maria dos Canos Serrados de Ricardo Adolfo

Já está nas livrarias o novo romance de Ricardo Adolfo, Maria dos Canos Serrados.

O autor, a viver actualmente em Tóquio, vai estar em Portugal a promover este novo romance.

Sobre o livro:

Maria dos Canos Serrados é a história de uma moça de má rês que se torna pior ainda. Arredores de Lisboa. Maria, vinte e muitos, adora a igualdade de liberdades, seu namorado gigolô, as noites intoxicadas com as amigas e a ideia de vir a ser directora. Mas, de um dia para o outro, vê-se desamada, despedida e falida. E, entre resignar-se ou virar a mesa, Maria decide acertar contas de arma em punho.

Contada de rajada na primeira pessoa, Maria dos Canos Serrados é uma história desbocada, nascida da Grande Crise. Uma reflexão sobre a nova mulher, que não precisa de um Clyde para ser Bonnie.

Sobre o autor:

Ricardo Adolfo nasceu em Luanda em 1974. Viveu nos arredores de Lisboa, em Macau, em Londres e em Amesterdão. De momento vive em Tóquio com a mulher da sua vida. Na sua obra conta com os romances Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas e Mizé, já traduzidos para diversas línguas, o livro infantil Os monstrinhos da roupa suja e o livro de contos Os chouriços são todos para assar. Todas as suas obras estão editadas na Alfaguara.


Novidade Bertrand: Chega no próximo dia 8 de fevereiro às livrarias, Em Parte Incerta, de Gillian Flynn

Título: Em Parte Incerta
Autor:
Gillian Flynn
Género: Thriller
Tradutor: Fernanda Oliveira
Formato: 15x23,5cm
N.º de páginas: 520
Data de lançamento: 8 de fevereiro
PVP: 17,70€

O livro mais comentado no site Goodreads (22.383 recensões)
«Afiado como um picador de gelo.»
New York Times


Sobre o livro:
O casamento pode dar cabo de uma pessoa…
Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o quinto aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Mostra-se evasivo, é verdade, e amargo – mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade se perguntam já se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?
Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.
Livro do ano de 2012 para:
Publishers Weekly
Amazon
Barnes&Nobel
Entertainment Weekly
O, The Oprah Magazine
Kirkus

Perguntas e respostas:
O que faz de um thriller um bom thriller?
A estrutura narrativa? Este é em «montagem cruzada», alternando a voz do marido cuja mulher desaparece no dia do quinto aniversário do casamento e a da mulher desaparecida, retrospetivamente, através das páginas do seu diário. 

As personagens? Nick e Amy são um casal de desempregados e abandonaram Nova Iorque para irem viver para a cidade natal dele, no Missouri. Nick era jornalista e perdeu o emprego por conta da redução de quadros em empresas de comunicação. Há cada vez menos publicações em papel e cada vez menos trabalho. Amy é licenciada em psicologia e ganhava a vida a criar testes de personalidade para revistas, do género «descobre que tipo de árvore és?». Amy é filha de um casal de psicólogos e escritores, autores de uma série juvenil de grande sucesso, a Incrível Amy. Nick tem uma irmã gémea, Margo, que é também sua sócia, desde que o casal abandou Nova Iorque. E hão-de os polícias, claro, que conduzem a investigação sobre o desaparecimento, iguais aos das séries e filmes de televisão.
O que está para além do suspense? Em Parte Incerta não é só um thriller é também um retrato da vida privada e comum nos Estados Unidos hoje, o quadro de uma época: desemprego, casas hipotecadas, a dificuldade em manter um casamento nos dias que correm, a relação entre irmãos, pais e filhos, noras e genros e sogros.


Sobre a autora:
É autora de Dark Places, best-seller do New York Times que foi eleito melhor livro de 2009 pela Publishers Weekly, foi um dos favoritos dos críticos da New Yorker, a primeira escolha do Chicago Tribune na área da ficção e o livro de escolha para o verão da Weekend Today. É também autora de Sharp Objects, vencedor do Dagger Award e nomeado para o Edgar Award de romance de estreia, escolha da BookSense e da seleção de Descobertas da cadeia de livrarias Barnes & Noble. A autora está publicada em vinte e oito países.

Porto Editora: A 5 de Fevereiro chega às livrarias novo livro de Anita Shreve: Uma Promessa de Felicidade

Título: Uma Promessa de Felicidade
Autor:
Anita Shreve
Tradução:
Isabel Alves
Págs:
272
Capa: mole com badanas
PVP:
16,60 €



O exotismo de África enquadra magnificamente o novo romance de Anita Shreve, intitulado Uma Promessa de Felicidade. A terceira obra que a Porto Editora publica desta consagrada autora chega às livrarias portuguesas a 5 de fevereiro e aborda a fragilidade das relações.
Depois de Testemunho, em 2010, e A Ilha dos Desencontros, em 2011,
Anita Shreve regressa com um romance que versa sobre a perda e o perdão na relação de um casal. Com uma linguagem soberba e uma  enorme profundidade, em Uma Promessa de Felicidade, a autora conduz o leitor pelas paisagens africanas, numa viagem que é também interior. Este romance, «que a eleva acima da típica literatura feminina» (USA Today), foi muito elogiado pela crítica.
Anita Shreve costuma dizer que podia forrar a parede da casa de banho com as rejeições de publicação dos seus contos por parte de revistas. Porque nunca desistiu, conta, hoje, com mais de 8 milhões de livros vendidos em todo o mundo.


O Enredo:

 Margaret e Patrick estão casados há apenas alguns meses quando decidem partir para o Quénia, convencidos de que irão viver uma grande aventura em África. No entanto, Margaret depressa se apercebe de que não conhece os costumes complexos do seu novo lar e tãopouco o homem que tem ao seu lado.
Quando, certo dia, um casal inglês os convida para escalar o monte Quénia, eles aceitam, entusiasmados, o desafio. Porém, durante a árdua subida, ocorre um terrível acidente e, no rescaldo da tragédia, Margaret ver-se-á enredada numa teia de dúvidas sobre o que se passou realmente na montanha. Estes acontecimentos, que a irão afetar profundamente, terão consequências indeléveis no seu casamento.


Sobre a autora:
Natural do Massachusetts, onde ainda hoje reside, Anita  Shreve formou-se na Tufts University, foi professora e acabou por enveredar pelo jornalismo após uma das suas histórias ter ganho o O. Henry Prize, em 1975, escrevendo então artigos para revistas como a Quest, Us e Newsweek. Mais tarde, publicou dois livros de não ficção a partir de artigos publicados na The New York Times Magazine.
Em 1989, abandonou o jornalismo e dedicou-se apenas à literatura, alcançando um grande sucesso internacional – as suas obras venderam já cerca de 8 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1998, recebeu o PEN/L.L. Winship Award e o The New England Book Award para ficção.
No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Testemunho e A Ilha dos Desencontros. 



Mais informações sobre o livro aqui: http://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/uma-promessa-de-felicidade?id=3501369

Novidade Quetzal: A Balada de Johnny Sosa: um clássico contemporâneo da literatura latino-americana

Título: A Balada de Johnny Sosa
Autor:
Mario Delgado Aparaín

Género: Romance
Tradução: Margarida Amado Acosta
N.º de páginas: 112
Data de lançamento: 1 de fevereiro
PVP: 13,30 €


«A Balada de Johnny Sosa enquadra-se, com toda a justiça, na série de romances curtos magistrais produzidos pela narrativa hispano-americana contemporânea. Este relato pode converter-se num clássico.» El País
«Quero assinalar, com a toda a euforia possível, que esta formidável parábola da opressão e da liberdade é a primeira história escrita por um latino-americano na qual os bons dão uma abada aos maus.» Luis Sepúlveda


A vida quotidiana em tempos de arbitrariedade e atropelos, com os seus medos e valentias, as suas cedências e heroísmos, abre-se diante do leitor num relato cativante e pleno de humor.
Durante a ditadura uruguaia, o negro Johnny Sosa, um humilde cantor de blues da cidade de Mosquitos, revela um ato de coragem inimaginável para os que julgam conhecê-lo – e que acabará por converter-se num belíssimo canto à dignidade humana.
Mario Delgado Aparaín oferece-nos, numa época de desconcerto, algo mais do que um romance ameno e aprazível: põe-nos em contacto com a condição do homem, complexa e imprevisível.



Sobre o autor:
Mario Delgado Aparaín nasceu em Florida, no Uruguai, em 1949. Escritor, professor e jornalista, é autor de três livros de contos, Las llaves de Francia (1981), Causa de buena muerte (1982) e La leyenda del Fabulosísimo Cappi y otras historias (Alfaguara, 1999); e de cinco romances, Estado de gracia (1983), El día del cometa (1985), La balada de Johnny Sosa (1987), Por mandato de madre (Alfaguara, 1996) e Alívio de luto (Alfaguara, 1998). O livro A Balada de Johnny Sosa ganhou o Prémio de Literatura de Montevideu em 1988. Foi publicado em Espanha e traduzido no Brasil, Holanda, França, Itália, Alemanha, Portugal e Grécia.

18 Segundos - George D. Shuman [Opinião]

Título: 18 Segundos
Autor:
George D. Shuman
Editora: Editorial Presença
P.V.P.: 18,17 €
Coleção: Minutos Contados
Nº na Coleção: 2
Data 1ª Edição: 07/11/2006
Nº de Edição:
Nº de Páginas: 280

Sinopse:  

Esta primeira obra de um autor que desempenhou uma actividade policial durante vinte anos é um livro que surpreende, arquitectado com um realismo convincente. Sherry Moore é invulgarmente bela, cega, vulnerável e compassiva. A sua mente tem uma característica única, a de poder «ver» o que ficou gravado nos últimos 18 segundos de memória que antecedem a morte de uma pessoa. Essa capacidade cedo a põe em contacto com as forças da lei a quem ajuda a resolver casos criminais. Quando a tenente O’Shaughnessy começa a investigar casos de desaparecimento de jovens mulheres em Wildwood, na Nova Jérsia, as duas mulheres juntam forças para capturar um tenebroso serial killer, acabando por encontrar-se em poder do assassino... Um novo estilo de thriller, não aconselhável a cardíacos.

A minha opinião:
Difícil de entrar na história pelo imenso número de personagens que surgem do nada, com imensas investigações do passado, só a mais de metade da sua leitura é que 18 segundos me prendeu verdadeiramente.

Pegando numa personagem que consegue captar os últimos 18 segundos de vida de uma pessoa, através do toque na mão da vítima, Shuman consegue criar uma história original, causando uma grande curiosidade no leitor.

Sherry Moore é essa mulher, dotada de uma paranormalidade que lhe permite saber mais de uma pessoa morta do que, provavelmente, a sua própria família. Sherry é linda de morrer e cega, e vai-se envolver na história deste serial killer como ninguém.

Aliada da policia para casos que estes não conseguem resolver à primeira, Sherry é chamada para captar os últimos 18 segundos de uma mulher que foi assassinada no seu local de trabalho. Aí Sherry consegue ver um homem e descrevê-lo tão bem às autoridades que daí surge um retrato robot. No entanto, as investigações não vão a lugar nenhum, até que é chamada para “ler” os últimos segundos do pai da primeira vítima, que curiosamente morreu escassos dias antes. E o que Sherry vê vai levá-la à solução do caso.

Depois de ter entrado na história, a vontade de terminar para saber o final foi de tal forma grande que não consegui pousar o livro até que a última página fosse desfolhada.

A minha curiosidade de ler o segundo livro de Shuman, que terá como personagem novamente Sherry, aumentou.