sábado, 11 de maio de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

14 Maio (3ª feira), às 18h30 na Bertrand Chiado - lançamento do novo livro de Filipa Vacondeus «Os Petiscos da Filipa»


Paleta de Letras: Lançamento OBAX

Título: OBAX
Autor: André Neves
N.º de Páginas: 32
1ª edição, 2013
PVP: 13,90€

Quando sonho desperta, Obax percorre a savana africana com a sua imaginação. Ela conhece girafas e outros animais selvagens, mas o seu passatempo preferido é contar histórias! Algumas delas são tão incríveis que mais parecem um sonho!

Sobre o autor: 
André Neves é brasileiro, tem livros publicados em diversas editoras e ganhou vários prémios literários, entre os quais o “Prémio Luíz Jardim 2001 – melhor livro de imagem” e o “Prémio Jabuti 2011 – melhor livro infantil” com “OBAX”. Como escritor, recebeu também a menção honrosa no Prémio Jabuti 2003. Grande parte das suas obras têm selo “Altamente Recomendável”, concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. André dedica-se à arte de escrever e de ilustrar para crianças de todas as idades.
sexta-feira, 10 de maio de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

1937 O Atentado a Salazar. A frente popular em Portugal de João Madeira

O historiador João Madeira conta-nos, ao longo destas páginas, a extraordinária história, quase cinematográfica, do único atentado contra a vida de António de Oliveira Salazar. O atentado frustrado, a que Salazar escapou ileso, por pura sorte ou por milagre, acaba por favorecer o regime, com campanhas de propaganda, manifestações e artigos de jornais. Montou-se uma verdadeira caça ao homem, porque era preciso encontrar culpados, a todo o custo.

Um acontecimento que se enquadra no contexto da guerra civil de Espanha e das ações de solidariedade desenvolvidas pela Frente Popular Portuguesa em convergência com os anarquistas.

Sinopse:
Domingo, 4 de julho de 1937, 10h20. Rua Barbosa du Bocage. António de Oliveira Salazar preparava-se para sair da sua viatura oficial, um Buick, frente à casa do seu amigo pessoal Josué Trocado, em cuja capela privativa costumava assistir à missa dominical. De repente, uma enorme explosão atroa os ares e esventra a rua. Fumo, pedras, lajes e placas voam pelos ares. Abre-se uma cratera larga e funda na rua. A perplexidade é total. Ouve-se gritos, gente que foge, pessoas que acorrem a ver o sucedido. Trocado precipita-se para a viatura. Ileso, sacudindo a poeira que o cobrira, o ditador sai da viatura pelo seu próprio pé, olha para os lados e aparentemente indiferente, frio, diz: «Vamos assistir à missa.» Esta é a extraordinária história, quase cinematográfica, do único atentado contra a vida de António de Oliveira Salazar, que o historiador João Madeira nos conta ao longo destas páginas. Reconstituindo factos, segue a investigação policial que imediatamente foi montada com exames, inspeções, denúncias e teses contraditórias e se torna numa verdadeira caça ao homem. É preciso encontrar culpados, a todo o custo. Surge então o fantástico «grupo terrorista» do Alto do Pina. Mas a trama é mais complexa do que parece. Este é um acontecimento que se enquadra no contexto da guerra civil de Espanha e das ações de solidariedade desenvolvidas pela Frente Popular Portuguesa em convergência com os anarquistas.

Os jornais da época, as conversas de boca em boca à saída das igrejas, todos falavam em milagre. Mas na realidade, uma sucessão de episódios de circunstâncias inesperadas e de erros, nomeadamente no fabrico do tubo metálico, demasiado curto, que serviria de bomba, fez com que esta detonasse em sentido contrário do local preciso onde o carro estacionara. Por pura sorte, António de Oliveira Salazar escaparia sem um arranhão deste atentado. No final, enquanto uns lhe pediam repouso, mantendo a pose bem afivelada, sorriu e respondeu «Como fiquei vivo terei de continuar a trabalhar».

Sobre o autor:
João Madeira nasceu em Lisboa em 1955. Doutorado em História Institucional e Política Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa. Investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Autor de Os Engenheiros de Almas. O Partido Comunista e os Intelectuais, Estampa, 1996; de Vítimas de Salazar (coordenação), Esfera dos Livros, 2007; Tribunais Políticos (em coautoria), Temas e Debates, 2009. Tem apresentado comunicações a colóquios, conferências e encontros no país e no estrangeiro; comissariado exposições e sido consultor em documentários para televisão. O Partido Comunista, as oposições ao Estado Novo e a violência política têm constituído temas de investigação a que se dedica.

Apresentação do livro «Destinos Interrompidos», de Lissa Price


Eugénio Lisboa apresenta o livro de memórias de Eduardo Pitta, dia 18 de maio, 17h, Fnac Chiado


Um Dia Perfeito - Nora Roberts [Opinião]

Título: Um Dia Perfeito
Autor: Nora Roberts
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 288
Editor: Edições Chá das Cinco

Sinopse:
Quando eram crianças, as quatro amigas Mackensie, Emma, Laurel e Parker, passavam horas a imaginar como seria um dia de casamento perfeito. Anos mais tarde, as suas fantasias tornam-se realidade, mas de uma forma que não esperavam: criaram uma empresa de organização de casamentos e realizam os sonhos de outras mulheres.
Em Um dia Perfeito, ficamos a conhecer Mackensie Elliot, uma fotógrafa bonita e independente, que adora captar os momentos felizes e únicos que descobre nos casamentos. Mas tanta felicidade ao seu redor por vezes recorda-lhe um passado de amargura e que quer deixar para trás.
Quando conhece Carter Maguire, irmão de uma noiva, sente que um inofensivo flirt pode ser mesmo aquilo que precisa para tirar a cabeça de tantos casamentos. O que não esperava era que o coração lhe pregasse uma rasteira e exigisse algo que ela julgava impensável... Poderá Mackensie descobrir o caminho para a felicidade e rumar, um dia, ao altar?
A minha opinião: 
Contrariamente a outros opiniões que tive oportunidade de ler sobre este livro, a minha vontade de terminá-lo era tanta e tão grande, mas não pelos melhores motivos. Este deve ter sido o livro que gostei menos de Nora Roberts. Sem dúvida que prefiro os livros que têm um toque de policial, como os outros que têm vindo a ser publicados pela Saída de Emergência, e, de facto, já estou um pouco farta desta amor lamechas a que Nora Roberts tem familiarizado os seus leitores. Definitivamente já não estou nessa onda.

A história anda à volta de Mac, uma fotógrafa de casamentos, e Carter, um professor universitário. Mac e mais três amigas (Parker, Emma, Lauren) são detentoras de uma empresa que organiza casamentos e foi num desses eventos que Mac reencontrou Carter, irmão da noiva.

Depois desse reencontro, Mac e Carter já não se viam desde a infância, não mais se largaram.
Sem qualquer intensidade, mesmo no campo amoroso, Nora Roberts brinda os seus leitores com um romancezinho com pouco conteúdo.

De certeza que não vou querer ler mais livros desta série, que certamente contará as histórias amorosas das três amigas de Mac. 



Carmen Dolores apresenta o seu livro ‘No Palco da Memória’

Um registo daquela que ainda sou, uma referência aos trabalhos em que fui participando, e até um recordar do que se escreveu a meu respeito. É assim que a atriz Carmen Dolores encara ‘No Palco da Memória’, o livro de memórias que escreveu e que apresenta este Sábado, 18 de maio, às 17h, no Espaço Memória do Teatro Experimental de Cascais.
Atriz nascida em Lisboa, em 1924. As suas interpretações no teatro e no cinema granjearam-lhe o apreço unânime da crítica. Estreou-se no cinema em Um Homem às Direitas (1944), protagonizando êxitos como A Vizinha do Lado (1944) ou Camões de Leitão de Barros (1946). Subiu ao palco em 1945, integrada na Companhia ‘Os Comediantes de Lisboa’, no Teatro da Trindade, onde foi somando sucessos. Casou em 1947 e em 1951 passou para o palco do Teatro Nacional de D. Maria II, dirigido por Amélia Rey Colaço e marido. No Teatro Experimental de Cascais, dirigida por Carlos Avilez, representou Os Espectros de Ibsen e Virginia, peça baseada na vida de Virginia Woolf.
A atriz recebeu as mais altas condecorações, sendo agraciada, em 2004, com a Ordem do Infante Dom Henrique, atribuída pelo antigo Presidente da República, Jorge Sampaio.

Porto Editora publica o mais recente romance de Jojo Moyes "Viver depois de ti"

Título: Viver depois de ti
Autor:
Jojo Moyes
Tradução: Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro
Págs.: 424
Capa: mole

Depois de Silver bay – A baía do desejo, Um violino na noite, Retrato de família e A última carta de amor, a Porto Editora publica, a 20 de maio, o mais recente romance de Jojo Moyes, Viver depois de ti.
E este não é apenas mais um romance de uma autora de sucesso. Viver depois de ti tem merecido os melhores elogios. Na recensão feita pelo prestigiado The New York Times pode ler-se: «quando terminei a leitura deste romance, quis voltar a lê-lo».
Jojo Moyes é uma ex-jornalista, que trabalhou no The Independent, até se ter tornado escritora a tempo inteiro. Foi jornalista especializada na área da cultura e correspondente em Hong Kong. Publicou, até hoje, onze romances.

Sinopse:
Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.
Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

Sobre a autora:
Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro. Foi uma das poucas autoras a ganhar por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e com A Última Carta de Amor (2010).

Imprensa:
Jojo Moyes oferece-nos um livro majestoso com um conjunto de personagens carismáticas, credíveis e profundamente envolventes. Lou e Will ficarão com os leitores durante muito tempo. The Independent on Sunday
O romance de Jojo Moyes provoca-nos lágrimas redentoras, lágrimas que são tudo menos gratuitas. Em algumas situações são mesmo necessárias. The New York Times
Uma história de amor poderosa. Um enredo narrado com mestria e percorrido por personagens atraentes e afáveis. Uma extraordinária leitura. Daily Mail

Esfera dos Livros: Rainha D. Amélia. Factos desconhecidos sobre a sua vida numa biografia reveladora

José Alberto Ribeiro, diretor da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, um apaixonado pela figura da rainha D. Amélia, traz-nos uma biografia reveladora de factos e acontecimentos até agora ignorados ou silenciados sobre a sua vida.

Após anos de pesquisa em arquivos nacionais e estrangeiros e da leitura dos diários privados da rainha, a que o autor teve acesso, faz-nos uma reconstituição da vida e do quotidiano de D. Amélia, da sua infância, do casamento, da relação com D. Carlos e com os filhos, dos seus gostos, da sua curiosidade pelas novidades da ciência, pela cultura e das suas acções de solidariedade, passando pelos seus desencantos e tristezas, o exílio forçado.

A rainha deixou expresso que após a sua morte estes diários deveriam ser queimados, o que não veio acontecer. José Alberto Ribeiro foi o único historiador a ter acesso, na sua totalidade, a estes diários, bem como a um conjunto de imagens desconhecidas. D. Amélia morre a 25 de outubro de 1951, na sua cama gravada com as armas de França e dos Bragança. Tinha então 86 anos. As suas últimas palavras foram: «Levem-me para Portugal, adormeço em França mas é em Portugal que quero dormir para sempre. No presente, Deus está comigo.»

Sinopse:
«Nunca compreendi o que é que se passou no Terreiro do Paço. Porquê tanto ódio, tanto sangue? Porque é que fizeram aquilo? Eu que não pensava a não ser no bem do meu povo?...(...) Foi necessário eu sofrer tanto para que vocês me amem tanto, mulheres do povo. Vós, mulheres, viúvas como eu, que eram jovens quando eu também era jovem, ofereceram-me flores e lágrimas… Quem sabe se quando fizer a minha última viagem a Portugal elas me irão oferecer flores de novo?».
Amada por uns, odiada por outros, D. Amélia de Orleães, a última rainha de Portugal, viveu num mundo em grandes transformações políticas, sociais e culturais. Princesa de França, mas portuguesa de coração, assistiu ao assassinato do marido e do filho, príncipe herdeiro, a tiro de carabina em pleno Terreiro do Paço e ao fim da monarquia num país que a havia acolhido com entusiasmo. Rumou ao exílio primeiro em Inglaterra depois em França, viveu a Primeira Guerra Mundial, resistiu contra a ocupação nazi, recusando deixar o país que a acolhera e que também era seu. Contudo, apesar da tragédia que marcou o seu quotidiano, D. Amélia orientou a sua vida pela divisa que escolheu para si: Esperança. José Alberto Ribeiro, diretor da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, um apaixonado pela figura desta rainha alta e de personalidade forte, traz-nos uma biografia reveladora de factos e acontecimentos até agora ignorados ou silenciados sobre a sua vida. Após anos de pesquisa em arquivos nacionais e estrangeiros, nomeadamente no Arquivo Nacional de França, em Paris, da leitura dos diários privados da rainha, escritos ao longo de 65 anos, desde que chegou a Portugal até ao fim dos seus dias, o autor reconstituiu a vida e o quotidiano de D. Amélia. Da sua infância, passando pelo seu casamento, a relação com D. Carlos e com os filhos de quem sempre foi uma mãe extremosa, os dias comuns e os dias de grande gala, os seus gostos, a sua curiosidade pelas novidades da ciência, pela cultura e as suas ações de solidariedade, passando pelos seus desencantos e tristezas, o exílio forçado, o calvário da morte de mais um filho, D. Manuel, as questões de sucessão do trono português, e a sua relação de correspondência com António de Oliveira Salazar que a convida a visitar Portugal. A rainha deixou expresso que após a sua morte estes diários deveriam ser queimados, o que não veio acontecer. José Alberto Ribeiro foi o único historiador a ter acesso, na sua totalidade, a estes diários, bem como a um conjunto de imagens desconhecidas que são reproduzidas nesta biografia amplamente ilustrada. D. Amélia morre a 25 de outubro de 1951, na sua cama gravada com as armas de França e dos Bragança. Tinha então 86 anos. As suas últimas palavras foram: «Levem-me para Portugal, adormeço em França mas é em Portugal que quero dormir para sempre. No presente, Deus está comigo.»

Sobre o autor:
José Alberto Ribeiro nasceu a 22 de Agosto de 1971 em Luanda, é licenciado e Mmestre em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorando pela mesma universidade, com uma tese doutoral dedicada à Rainha D. Amélia de Orleães e à sua obra mecenática e artística. Foi assistente convidado da Faculdade de Letras entre 2002 e 2009. Técnico de museus da Direcção-Geral de Património Cultural, onde dirige, desde 2006, a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves. Quer em estudos publicados quer em catálogos de exposições tem orientado as suas investigações nos campos da Museologia e da arte portuguesa dos séculos XIX-XX, com particular atenção aos membros da Casa Real Portuguesa e as suas práticas culturais e artísticas.

Bertrand Editora cria série de bolso especial para Dan Brown - 10 anos depois de O Código Da Vinci e no ano do novo livro, Inferno.


A edição portuguesa de Inferno, de Dan Brown, chega às
livrarias em 10 de julho. Até lá, a Bertrand Editora criou a série
11x17 Gold, na coleção de bolso 11x17.


Já está disponível a edição comemorativa dos 10 anos de
publicação de Da Vinci Code (publicado nos Estados Unidos em
abril de 2003, a edição portuguesa chegou um ano mais tarde,
em 2004). Os restantes títulos do fundo do catálogo deste autor
serão publicados a 17 de maio. Estes livros são ligeiramente
maiores do que os habitualmente publicados pela 11x17 – em
vez de terem 11x17 cm, as medidas que dão nome à coleção de
bolso da Bertrand Editora, têm 12,8x19,8 cm – e serão vendidos
ao público por 13,30 euros.

A 14 de maio, dia em que será conhecida a edição internacional
de Inferno, a Bertrand Editora disponibiliza também as versões
eBook de O Código Da Vinci, A Conspiração, Fortaleza Digital e
O Símbolo Perdido.

Assim, antes da edição portuguesa de Inferno, os leitores de
Dan Brown podem ter acesso aos títulos anteriores do autor por
um preço mais convidativo e em formatos diferentes.
Inferno marca o regresso de Robert Langdon, o famoso
simbologista de Harvard, que protagonizou O Código Da Vinci,
Anjos e Demónios e O Símbolo Perdido. Este novo romance é
passado em Itália e é sobre o clássico da literatura, A Divina
Comédia, de Dante Alighieri, a que vai buscar o título de uma
das partes, o Inferno.




quinta-feira, 9 de maio de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa - Bruno Vieira Amaral [Opinião]

Título: Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa
Autor:
Bruno Vieira Amaral
N.º de Páginas: 264
PVP: 15,99 €
Género: Não Ficção/Literatura Portuguesa

Sinopse:
Criadas estranguláveis e bons malandros, cabeleireiras ambiciosas e escritores inseguros, heterónimos ressuscitados e professores suspeitos, polícias cansados e almocreves incansáveis, mulheres-anjo e mulheres-demónio, marialvas e tímidos, ex-seminaristas e assassinos profissionais, emigrantes e retornados, padres e ministras, heróis e vilões.

Ao longo de mais de um século e meio, os melhores autores portugueses contribuíram para a riqueza e diversidade desta galeria onde não raras vezes o leitor encontrará o reflexo dos seus vizinhos e familiares, dos seus amigos e colegas de trabalho e onde não se deverá espantar por encontrar o seu próprio reflexo. Porque estas figuras compostas de papel, tinta e palavras são, afinal, pessoas como nós.

Pela primeira vez, cinquenta das melhores e mais representativas personagens da Literatura Portuguesa dos últimos dois séculos são apresentadas num único livro. Os textos escritos por Bruno Vieira Amaral são um convite à leitura dos romances, o habitat natural de cada uma das personagens, mas também um extraordinário retrato da história e evolução de um país, Portugal. 

A minha opinião:
Como foi bom recordar algumas das personagens que fizeram parte do meu imaginário e que tanta companhia me fizeram...

No livro Guia para 50 personagens da ficção portuguesa, Bruno Vieira Amaral cria uma espécie de dicionário ou enciclopédia que reúne 50 nomes marcantes da literatura portuguesa, dos últimos 150 anos. E ao longo destas 50 personagens fui reconhecendo algumas, que me trouxe as recordações de livros lidos, mas também me avivou a curiosidade para outras tantas, que me fez sentir vontade de pegar nalguns dos livros que tenho por ler nas estantes, e deliciar-me com tão ricas personagens.

Mas Bruno Vieira Amaral brinda-nos com mais do que 50 personagens, já que juntamente com elas vêm outras, também importantes, para o enredo das histórias. Tal é o caso de Simão Botelho e Teresa de Albuqueque tão unidos no amor como na morte e também no protagonismo deste livro; Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete Luas, casal criado por Saramago unidos pelo amor e pela passarola voadora; Y e Fernão personagens adúlteras de Um Amor Feliz de David Mourão-Ferreira; Renato e Marlene unidos pelo amor e pelo crime em Crónica dos Bons Malandros de Mário Zambujal.


Nomes como a maléfica Juliana (O Primo Basílio, Eça de Queirós, 1878); Gineto (Esteiros, Soeiro Pereira Gomes,1941); Luís Bernardo Valença (Equador, Miguel Sousa Tavares, 2003); Padre Amaro (O Crime do Padre Amaro, Eça de Queirós, 1875); Simão Botelho e Teresa de Albuquerque (Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco, 1862); Avô (Cão velho entre Flores, Baptista-Bastos, 1974); Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete Luas (Memorial do Convento, José Saramago, 1982); Quina (A Sibila, Agustina Bessa-Luís, 1954); Joaninha (Viagens na Minha Terra, Almeida Garrett, 1846); Jenny Whitestone (Uma Família Inglesa, Júlio Dinis, 1868); Madalena (A Morgadinha dos Canaviais, 1868); João da Ega (Os Maias, Eça de Queirós, 1888); Teodorico Raposo (A Relíquia, Eça de Queirós, 1887); Calisto Elói (A Queda de um Anjo, Camilo Castelo Branco, 1866), Jaime Ramos (Um Crime Capital, Francisco José Viegas, 2001) e Ricardo Reis (O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984), foram as personagens que fui revivendo. Umas mais adoráveis que outras, de uns livros que gostei, outros que adorei, e outros que odiei ainda mais...

Mas muitas mais ficaram por conhecer. Algumas vou querer, sem qualquer dúvida, conhecer bem mais a fundo... os livros já estão anotados.

Este é um livro para ser acompanhado por um lápis (para quem não se importa de sublinhá-lo à medida que vão lendo) e por um papel (ou vários).

É um livro para ter na estante e ir pegando nele sempre que queiramos recordar personagens que nos estão na memória. Um livro que referencia personagens importantes da nossa literatura. Um livro a não perder para quem é amante dos livros.

Excertos:
"A tristeza veio-lhe na infância, herdou-a do pai que por sua vez a recebera do avô pelo lado masculino, família de melancolias, os cismas, e transmitira-a ao filho, elo destruído da cadeia, viúvo e o que perde uma parte da vida e sobrevive, que existe com a morte dentro de si – acabamos todos por ser viúvos, viúvos de pessoas, de sentimentos, de sonhos, de esperanças, seres metade no lado de cá, metade no lado de lá, sagitários em cavalgadas brumosas” - O Viúvo de Fernando Dacosta.

“Porque quem tem uma vida pela frente pode reinventar-se em qualquer lugar, pode imaginar as raparidas de cerejas a fazer de brincos, mas quem já percorreu três quartos do caminho da vida, que vida é que pode inventar, se ficou tudo em Angola?” da personagem Mário do livro O Retorno de Dulce Maria Cardoso.

"Gineto é moço sem ter sido menino...a desistir dos sonhos quase antes de os terem sonhado", sobre Gineto, personagem criada por Soeiro Pereira Gomes em Esteiros.

"É esse outro dos milagres da ficção: a capacidade de exumar um cadáver histórico e trasladá-lo para a pira literária, inflando-o de vida.", sobre a personagem Viriato do livro "A Voz dos Deuses" de João Aguiar.

"Alguém disse que o verdadeiro amor é renunciar ao poder que se tem sobre o outro."

"Ele é o amigalhaço com o que se partilham os sonhos, mesmo os mais absurdos, o que nos faz acreditar que tudo é possível, génio que nos vê génios, que nos anima nas empreitadas sem futuro, e que, quando este chega, nos conforta com o seu fracasso gémeo.", sobre Ega de Os Maias de Eça de Queirós. 

Sobre o Rapaz sem nome que Molero investiga: "O que interessa o nome quando ele é maior do que a vida, bola de fogo poética a atravessar o céu?", O que diz Molero, Dinis Machado.  

 

TOPSELLER publica novo livro de Scott Westerfeld

Scott Westerfeld é um dos mais conhecidos autores de Literatura Fantástica nos EUA. Escreveu muitas obras aclamadas pela crítica e pelo público, incluíndo a série Leviatã - escrita no género Steampunk e que leva os leitores numa viagem a uma realidade alternativa passada na I Guerra Mundial - publicada pela Vogais, e as séries Uglies – inspirada no género Distopia tão em voga entre os jovens adultos, e Midnighters que a Topseller já começou a editar.

Os seus livros foram nomeados pelo New York Times para integrar a lista «Notable Books of the Year» e ganharam os prémios Aurealis, Victorian Premier, Philip K. Dick e Locus.

Às livrarias chega agora, sob a chancela Topseller (chancela da 20I20 Editora), o primeiro volume da saga Midnighters: Midnighters 1: A Hora Secreta (14,99€).

Sinopse:
«Coisas estranhas acontecem à meia-noite. Niguém se mexe. O tempo para. Durante uma hora a cidade de Bixby pertence às criaturas das trevas.

Jessica Day chega a Bixby contrariada por deixar Chicago para trás, e as primeiras impressões não são positivas. A pequena cidade é muito quente, a água tem um sabor estranho, e Jessica não demorará a descobrir que este não é o único aspeto peculiar de Bixby.

Logo na primeira noite ela desperta de um sonho esquisito, que lhe revela que é a única pessoa que existe e que o mundo está suspenso no tempo. Rapidamente se aperceberá de que não se trata apenas de um sonho, e nesse momento o seu mundo muda para sempre. Jessica descobre um restrito grupo de jovens, chamado Midnighters, que consegue mover-se livremente numa hora da noite que não existe para mais ninguém: a 25.ª hora. Durante anos, os Midnighters e as criaturas das trevas partilharam esta hora tentando evitar-se mutuamente. Mas tudo isso muda com a entrada em jogo de Jessica e dos seus poderes secretos.»

Crítica:
«Fantasia criativa contemporânea.» Publishers Weekly
«Intrigante e provocador.» Locus
«Empolgante e assustador — uma boa leitura para as horas noturnas.» Ursula K. LE Guin
«Ação rápida, na qual muito está em jogo, e personagens inteligentemente concebidas. Este será o livro preferido dos leitores que procuram um mundo escondido entre as envolventes que lhes são familiares.» BCCB
«Uma combinação empolgante de fantasia e horror. Fez com que eu ficasse a ler até muito depois da meia-noite.» Garth Nix

Porto Editora - Ficção Estrangeira - O mais recente romance de John Banville

Título: Luz Antiga
Autor:
John Banville
Tradução: José Vieira de Lima
Págs: 264
PVP: 16,60 €

John Banville é provavelmente um dos escritores britânicos mais importantes da atualidade, com uma obra vasta e premiada. O seu novo romance, Luz Antiga, será publicado pela Porto Editora no dia 13 de maio. As lembranças de um homem que, em adolescente, se apaixona pela mãe do melhor amigo são o ponto de partida desta narrativa, em que o amor e a fragilidade das nossas memórias (não serão antes invenções?) ocupam um papel de destaque.
John Banville é um autor premiado com o Man Booker Prize e aclamado pela crítica, que reconhece na sua escrita ecos de James Joyce, Samuel Beckett, Marcel Proust, Vladimir Nabokov e, ainda, José Saramago.

Sobre o livro:
Existe alguma diferença entre a memória e a invenção?
É essa pergunta que alimenta Luz Antiga, um romance fascinante, escrito com a profundidade, o lirismo e o humor que caracterizam a obra de John Banville.
É também a pergunta que persegue Alexander Cleave, um ator no crepúsculo da vida e da carreira, que recorda com pesar o seu primeiro – e talvez único – amor, assim como a morte da filha às mãos de uma depressão amorosa que Cleave não consegue aceitar ou entender.
Luz Antiga é uma meditação sobre o amor e a perda, sobre o imediatismo inescrutável do passado nas nossas vidas presentes, sobre a forma como a imaginação inventa memórias e as memórias inventam o próprio homem.

Sobre o autor:
John Banville nasceu em Wexford, na Irlanda, em 1945. Na sua já vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico (James Tait Black Memorial Prize 1976), Kepler (The Guardian Fiction Prize 1981), Fantasmas, O Intocável e O Livro da Confissão (finalista do Booker Prize 1989). Em 2005, foi vencedor do Man Booker Prize com O Mar. Vive atualmente em Dublin.

Imprensa:
O brilhantismo de Banville reside na sua prosa límpida, trabalhada frase a frase com a perícia de um ourives. Babelia
Banville escreve com mestria sobre a verdadeira textura do erotismo. Sunday Express
Tal como José Saramago, Banville oferece-nos um mundo aleatório, onírico, mas ao mesmo tempo arraigado na experiência. Sunday Times
Banville é um mestre e a sua prosa um prazer infindo. Martin Amis
Em Luz Antiga encontramos ecos de Yeats e Joyce, de Beckett, de Proust e de Nabokov. Um bálsamo extraordinário. The Irish Independent
Banville capta perfeitamente o espírito da adolescência, o desejo e a ânsia de sexo, o erotismo e as emoções que nos desfocam o pensamento. Independent on Sunday
quarta-feira, 8 de maio de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

TOPSELLER: James Patterson de regresso com um assassínio na manga

Depois da publicação dos dois primeiros volumes de Maximum Ride, a coleção bestseller mudial para os amantes da Literatura Fantástica, James Patterson está de regresso às livrarias com um novo livro destinado ao público jovem adulto: Confissões de uma Supeita de Assassínio.

«Malcolm e Maud Angel eram pais altamente exigentes. Quando são assassinados, a filha mais velha, de dezasseis anos, Tandy, torna-se a principal suspeita do crime. Nesse mesmo dia, ela decide descobrir quem é o verdadeiro assassino, ainda que seja ela própria ou um dos irmãos. Tandy é uma rapariga-prodígio, incrivelmente inteligente e com conhecimentos fora do vulgar. E agora também é herdeira de uma grande fortuna… Ela guarda muitos segredos, que regressam para a atormentar. Sente-se perdida, vítima da educação recebida dos pais. Mas não seria capaz de os matar… ou seria?»

Um thriller emocionante e de leitura compulsiva, onde todos os segredos de Tandy, até os mais obscuros, são revelados. Quem sabe aquilo de que ela é, realmente, capaz?

Sobre o autor:
James Patterson já criou mais personagens inesquecíveis do que qualquer outro escritor da atualidade. É o autor dos policiais Alex Cross, os mais populares dos 25 anos dentro do seu género. Entre os seus maiores êxitos estão também as coleções bestsellers Private: Agência Internacional de Investigação, The Women's Murder Club (O Clube das Investigadoras) e Michael Bennett.

James Patterson é o autor que mais livros teve até hoje no topo da lista de bestsellers do New York Times, segundo o Guiness World Records. Desde que o seu primeiro romance venceu o Edgar Award, em 1977, os seus livros já venderam mais de 260 milhões de exemplares.

Patterson escreveu também diversos livros para leitores jovens, de grande êxito, entre os quais estão as séries Maximum Ride (ed. Topseller), este Confissões de uma Suspeita de Assassínio, Escola e Eu Cómico (ed. Booksmile.)




Tempo para Falar - Helen Lewis [Opinião]

Título: Tempo para Falar
Autor:
Helen Lewis
N.º de Páginas: 284
PVP: 15,50 €

Helen Lewis sobreviveu a dois campos de concentração nazi.
A sua história, aterradora, hipnotizante e de uma coragem ímpar, é narrada na primeira pessoa sem o mais pequeno tom de autopiedade. Um livro de memórias, desprovido de especulações ou lições de moral, que é uma verdadeira celebração da vida.

A crítica não ficou indiferente a um testemunho pungente que nos toca o coração.
«Em Tempo para Falar, Helen Lewis traça-nos um mapa do Inferno e, ao fazê-lo, oferece-nos uma obra de arte sem mácula. Nunca põe um pé em falso ao guiar-nos através de uma paisagem de pesadelo. A sua voz não se altera, o seu estilo permanece simples. Uma forma modesta de se exprimir que esconde a angústia da recordação.» Michael Longley

«É a história de um sofrimento quase inacreditável, mas contada de uma maneira que quase infunde alegria no leitor… notável pela sua simplicidade e lucidez elegíacas, pelo ímpeto irresistível, pela integridade insuperável e pela impressionante ausência de autocomiseração e rancor. Em suma, de abordagem fácil, empolgante e de uma honestidade evidente… todos deviam lê-la.» Independent

«O que distingue este livro de todos os relatos em primeira mão do Holocausto é a capacidade evidenciada por Lewis para descobrir traços de humanidade, onde, com toda a justiça, não tinha razões para os ver… recusa-se a desumanizar mesmo aqueles que tentaram arrancar-lhe tudo quanto tinha de humano - um feito raro para qualquer pessoa na sua situação.» Guardian

A minha opinião:
Helen poderia ter sido uma grande bailarina, não não fosse judia... Mas o facto de ter tido aulas de dança e de ter dedicado o pouco da sua vida a aprender a arte fez com que a própria dança lhe tivesse salvado a vida num dos dois campos de concentração onde esteve.

Natural de Trutnov, na antiga Checoslováquia, Helen foi deportada para Terezín e mais tarde para Auschwitz. Seria neste último campo de concentração que iria viver o inferno.

Antes da deportação vivia em Praga com o marido e fazia da dança a sua profissão. Quando a Checoslováquia foi invadida pelo exército Alemão, Helen ainda recebia a visita de um elemento do exército que, até conhecer o casal judeu, não sabia o que o seu próprio exército fazia com eles. Ajudava-os no que mais precisavam, leváva-lhes comida e chegou, inclusive, a guardar os bens mais preciosos antes que estes fossem roubados pelos nazis. No entanto, não conseguiu impedir que fossem deportados para Terezín.

Em Terezín, apesar da ecassez de alimentos, a vida de Paul e Helen não era tão má como em Auschwitz para onde foram algum tempo depois. Em Terezín Helen ficaria doente de tanto trabalho e da pouca comida que ingeria, tendo de ouvir a atroz frase aquando de uma operação à zona da anca: nunca mais vai dançar.

Mas seria em Auschwitz que sofreria a bom sofrer, sempre com o medo de ir para a câmara de gás. E naquele terrível campo de concentração ninguém se podia dar ao luxo de ficar doente, porque se alguma vez precisasse de cuidados médicos, nunca mais veria a luz do dia.

Vivendo sempre em sobressalto e depois de ter sido avisada por um SS que iria no próximo comboio para um outro local, onde Helen sabia que iria ser morta, a "sorte" viria em forma de espectáculo. Em conversa com outra judia Helen disse que tinha sido bailarina e foi o que a salvou. Colocaram-na num espectáculo como bailarina e também como professora. Tinha, assim, escapado a uma morte certa.

Helen vai relatando ao longo de todo o livro os terrores pelos quais passou, mas mostra também ter sido uma mulher de coragem e uma grande mulher. Vencendo todas as adversidades, e mesmo depois de ter sabido que o seu marido Paul não tinha sobrevido, Helen nunca perdeu a esperança de vir a ser feliz e fazer da dança a sua profissão.

Casou e dedicou a sua vida a ensinar os mais novos o seu grande talento.

Mesmo sendo uma leitora "frequente" deste tipo de relatos, continuo a ficar surpreendida e chocada com toda as atrocidades perpetradas a tantos milhares de inocentes sem que nada se fizesse para evitar. O pior é que depois da queda da Alemanha nazi, as atrocidades continuaram a ser cometidas, mas desta vez por parte dos russos.

Para quem gosta do género, mais uma livro a não perder.

Excertos: 
"Em Auschwitz, «a natureza morrera com as pessoas. Os pássaros tinha fugido do fumo negro dos crematórios, que tudo empestava, e a sua partida deixara um silêncio que se assemelhava a um grito»."
"Onde antes reinava o caos, agora havia uma dança."
"Aprendemos a ouvir em silêncio, a ler nas entrelinhas, a falar pouco e a não confiar em ninguém."
"Chegámos no dia 20 de Maio de 1944. Até àquele momento, nada sabíamos sobre campos de extermínio e câmaras de gás."
"... o pior de Birkenau não eram as condições de vida, mas sim a própria vida, que era um pesadelo."
"Em Birkenau, a natureza morrera com as pessoas."



 
terça-feira, 7 de maio de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

BOOKSMILE: 500 Receitas - Pratos Vegetarianos de fazer água na boca!

Recheado de belíssimas fotografias a cores, 500 Receitas: Pratos Vegetarianos sugere receitas de fazer crescer água na boca. Pratos saborosos, fáceis de preparar e perfeitos para todas as ocasiões. Delicie-se com refeições saudáveis, sem produtos de origem animal, pobres em gorduras e ricas em fibras, vitaminas e minerais.

Aprenda as técnicas essenciais e conheça os ingredientes vegetarianos mais importantes e os sucedâneos sem produtos animais mais comuns e saborosos. Descubra receitas para todos os gostos e ocasiões: pequenos-almoços, sopas, entradas, acompanhamentos, saladas, pratos de arroz, cereais e massas, molhos, sobremesas, bolos e pães doces!

500 Receitas: Pratos Vegetarianos (12,99€) é nono volume da coleção 500 Receitas, composta por livros práticos de usar e fáceis de arrumar (157 x 156 x 24 mm), que vêm dar uma ajuda preciosa a quem precisa de elaborar de forma rápida e com qualidade refeições simples e saborosas. Livros aconselhados pelo Chefe silva, um dos mais queridos e respeitados cozinheiros portuguses, que vão fazer brilhar qualquer anfitrião ou mesa. As receitas são para todos os gostos, fáceis de confecionar e perfeitas para todas as ocasiões.

Os livros 500 Receitas foram também imaginados para aqueles que têm menos prática na cozinha, pois nestes livros encontram-se as técnicas essenciais, os melhores ingredientes e os utensílios indispensáveis. Com estes pratos vegetarianos vai deixar os seus amigos roídos de inveja. São estes os ingredientes do sucesso desta coleção. A partir de agora, cozinhar vai passar a ser bem mais divertido!

500 Receitas é uma colecção atualmente composta por 26 títulos, que já venderam mais de 6 milhões de exemplares em todo o mundo.

Novidades Oficina do Livro para Maio

Título: A Última criada de Salazar
Autor: Miguel Carvalho
N.º de Páginas: 272
PVP: 15,90€
Nas livrarias a 13 de Maio

A Última Criada de Salazar é o relato minucioso da decadência e dos dias do fim de Oliveira Salazar, com o regime em fundo. Com recurso ao testemunho direto de Rosália Araújo, a derradeira empregada doméstica contratada para o palacete de São Bento em 1965, este livro reúne ainda episódios inéditos e vasta documentação que lançam um novo olhar sobre o universo privado do ditador nos últimos anos da sua existência.
Como era Salazar na intimidade? Que estratégias e segredos usavam as criadas para sobreviver às perseguições, vigilâncias e humores da governanta? Como se geria a vida doméstica do palacete? Que episódios foram ocultados nos últimos anos de vida do chefe de Governo? Quantas versões existem da famosa «queda da cadeira»? Como tentou o regime «matar» o ditador? Ao relato da última criada de Salazar juntam-se outros testemunhos, histórias e revelações que permitem ressuscitar uma época e iluminar as facetas mais sombrias do homem que, durante 36 anos, domesticou um povo ao qual a única ambição permitida era «a dignidade de uma vida modesta». 





Título: Hei-de amar-te mais
Autor: Tiago Salazar
N.º de Páginas: 136
PVP: 13,90€
Nas livrarias a 20 de Maio

Hei-de amar-te mais é o diário íntimo de um escritor em viagem.
Os destinatários são a sua mulher e os seus filhos e todos os que acreditam no amor como uma forma de atravessar a vida e o mundo.
É também um livro de fragmentos, memórias, pensamentos, confissões, a par de diálogos com gente comum e grandes autores universais, como Pablo Neruda, Rabindranath Tagore ou Clarice Lispector, que lhe falam do amor em que se revê. Uma escrita sensível e delicada onde se impõem emoções intensas e contraditórias na vida de um viajante tantas vezes solitário.
 


 



Novidades Assírio & Alvim de maio


Título: Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho
Autor: Golgona Anghel
N.º de Páginas: 72
PVP: 11€
Edição Brochada
Nas livrarias a partir de 13 de Maio

Pouco depois da publicação do seu último livro de poesia, Vim Porque me Pagavam, António Guerreiro escrevia no Expresso: «Diabólica e requintada, a poesia de Golgonha Anghel é uma máquina implacável de irrisão e uma festa da linguagem. […] Irrompe como um objeto intempestivo e sem igual na poesia portuguesa. […] Por aqui desfila a prosa do mundo, mas é sempre de viés que ela se apresenta, como que de passagem, já que o poema parece deslocar-se sempre noutra direção e apontar para outro lado. Não numa direção determinada nem para um lado preciso, mas num deslizar contínuo pelas palavras e pelas referências, sem se deter. E este movimento é estonteante, lúdico, faz de cada poema uma festa.»
O livro que agora se publica vem confirmar tudo o que foi dito, por vezes de modo surpreendente, e demonstrar a maturidade poética de Golgona Anghel, uma das vozes mais originais e consequentes da nova  poesia portuguesa.

Sobre a autora:
Golgona Anghel (n. 1979) licenciou-se em Estudos Portugueses e Espanhóis na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde, mais tarde, conclui o doutoramento em Literatura Portuguesa Contemporânea. Desde 2009, desenvolve a sua actividade de investigação no âmbito de um projecto de pós-doutoramento, na FCSH-UNL. Publicou vários livros de ensaio — Eis-me acordado muito tempo depois de mim, uma biografia de Al Berto (Quasi Edições, 2006), Cronos decide morrer, viva Aiôn, Leituras do tempo em Al Berto (Língua Morta, 2013). Mais recentemente, preparou uma edição diplomática dos Diários do poeta Al Berto (Assírio & Alvim, 2012). Com uma mão numa salada de ovas de bacalhau e outra numa caneta de tinta permanente, escreve, hoje, sem trégua, espalha doenças, parte os dentes dos curiosos, alimenta casos perdidos. Tudo isto está devidamente registado: Crematório Sentimental (Quasi Edições, 2007), Como Desaparecer (Diputación de Málaga, 2011), Vim Porque me Pagavam (Mariposa Azual, 2011) e o agora publicado Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho. Alguém, um dia, irá cumprir penas graves em seu nome.


Título: Oração Fria
Autor: António Gamoneda
Tradução: João Moita
N.º de Páginas: 320
PVP: 16€
Edição Brochada
Nas livrarias a partir de 13 de Maio

Esta antologia, preparada e traduzida por João Moita e acompanhada por Antonio Gamoneda, segue a ordenação e a fixação dos textos de Esta  Luz – Poesía Reunida (1947-2004), livro publicado em Espanha em 2004 pela Galaxia Gutenberg, com organização do próprio poeta. Foram ainda incluídos cinco poemas do seu último livro, Canción Errónea, publicado em 2012 pela editora Tusquets.
Anos após a publicação de Livro do Frio na Assírio & Alvim, esta antologia apresenta ao leitor português uma visão panorâmica da obra de um dos maiores poetas espanhóis da atualidade.

A beleza
não proporciona sonhos doces;
derrama-se
na insónia azul do gelo
e na matéria do relâmpago.
Em cal viva, em
lâminas queimadas,
gira sem descanso; a sua
perfeição é a vertigem.
A beleza não é
um lugar aonde os
cobardes vão parar.
Viva em sua luz
o meu pensamento. Quero
morrer em liberdade.

Sobre o autor:
Antonio Gamoneda nasceu em Oviedo em 1931, vive em León e faz parte de uma geração de grandes nomes da poesia espanhola contemporânea como Álvarez Ortega, Claudio Rodríguez, José Agustín Goytisolo, María Victoria Atencia, Francisco Brines e Jaime Gil de Biedma, entre outros. Ainda que o seu primeiro livro tenha sido publicado, como os daqueles poetas, no início da década de sessenta, só no final dos anos oitenta a sua obra, ímpar e peculiar, viria a ter o reconhecimento merecido. A ela foram atribuídos diversos prémios dos quais destacamos o Prémio Cervantes e o Prémio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana, ambos em 2006.



Título: As Novas Mil e Uma Noites
Autor: Robert Louis Stevenson
Tradução: José Domingos Morais
N.º de Páginas: 216
PVP: 15€
Edição Brochada
Nas livrarias a partir de 13 de Maio

As Novas Mil e Uma Noites é um livro de histórias. Nem outra coisa  poderia ser, já que tal título — New Arabian Nights, no original inglês — nos remete direta e imediatamente para a fabulosa e famosíssima coletânea das Mil e Uma Noites. Xerazade, tal como o ignorado árabe que escreveu as histórias que ela contou, era senhora dos recônditos segredos dessa arte por tantos praticada e por tão poucos conseguida. Também assim aconteceu com Robert Louis Stevenson, que, após a conclusão de cada uma das histórias que coligiu sob os títulos de O Clube dos Suicidas e O Diamante do Rajá, nos faz saber que delas teve conhecimento por intermédio de um suposto manuscrito redigido por um misterioso autor árabe. Com estas discretas alusões, Stevenson não nos revela apenas a sua admiração pelas histórias das Mil e Uma Noites. Diz-nos também que o seu objetivo, ao escrever umas Novas Mil e Uma Noites, era idêntico ao de Xerazade; ou seja, o Escocês das Arábias — chamemos-lhe assim — pretende apenas que quem o leia possa passar o tempo sem se dar conta de que o tempo voa, tal como aconteceu com o príncipe árabe, aquele que julgava ser o dono e o senhor de Xerazade. A publicação deste segundo volume encerra a publicação desta obra admirável na Assírio & Alvim.

Sobre o autor:
Robert Louis Stevenson nasceu em Edimburgo, a 13 de Novembro de 1850. Cursou Direito — sem que alguma vez tenha chegado a advogar — e, pouco depois, apaixona-se por Fanny Osbourne, com quem, apesar das diversas atribulações por que passaram, se viria a casar. Anos mais tarde, contrai tuberculose e muda-se com a  mulher e o enteado para a Suíça, onde vive durante um ano. Regressa à Escócia, mas o clima só prejudica ainda mais a sua saúde, obrigando-o a mudar-se novamente, desta vez para o sul de França. Os anos seguintes foram passados à procura de um clima que não agravasse a sua doença, até que finalmente, em 1892, se fixou com a família em Samoa. Foi aí que morreu, no dia 3 de Dezembro de 1894, vítima de uma hemorragia cerebral. Foi autor, entre outros, de O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde e de A Ilha do Tesouro, que o imortalizaram.


Título: Manifesto Anti-Dantas e por Extenso por José de Almada Negreiros poeta d’Orpheu Futurista e Tudo
Autor: Almada Negreiros
Organização: Sara Afonso Ferreira
N.º de Páginas: 112
PVP: 16,60€
Inclui um cd de oferta
Nas livrarias a partir de 27 de Maio

Publicado em 1915 o Manifesto Anti-Dantas foi uma reação pública e veemente de Almada Negreiros contra a oposição crítica e conservadora ao movimento modernista português, aqui personificada por Júlio Dantas.
A edição que agora se apresenta inclui um fac-símile da primeira edição e uma gravação inédita onde se pode ouvir este manifesto lido pelo próprio Almada Negreiros, bem como uma pequena entrevista concedida pelo autor, no decurso dessa leitura. Sara Afonso Ferreira assina a organização, apresentação e notas. O lançamento de O Manifesto Anti-Dantas e por extenso por José de Almada Negreiros, Poeta d'Orpheu, Futurista e Tudo irá realizar-se no próximo dia 27 de maio, pelas 18:30, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa. A moderação é de Anabela Mota Ribeiro com Fernando Cabral Martins, Nuno Artur Silva, Pedro Santos Guerreiro e Sara Afonso Ferreira.  

Sobre o autor:
Nascido em São Tomé em 1893, Almada Negreiros viveu em Portugal e revelou-se como um artista e um escritor polifacetado: artista plástico, poeta, ensaísta, romancista e dramaturgo, associou-se em 1913 ao grupo modernista. Com Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, formou o grupo da revista Orpheu, tendo mais tarde lançado a revista Sudoeste e promovido uma série de conferências. Sempre desejou que a produção artística se orientasse pela linha de renovação dos países já animados do espírito europeu — o que pode explicar a tendência provocatória de alguns dos seus manifestos (com destaque para o Manifesto Anti-Dantas) e o ter participado e fomentado muitas das manifestações culturais realizadas no seu tempo em Portugal. Faleceu em 1970 em Lisboa.

Lançamento de Primeira Linha de Fogo, de José Viale Moutinho, na próxima 2ª feira, às 18h30, na Bertrand do Chiado


Novo livro de Miguel Susa Tavares editado pela Clube do Autor

Título: Madrugada Suja
Autor: Miguel Sousa Tavares
Três histórias que se cruzam desde uma aldeia deserta até ao topo do poder.
Edição/reimpressão: 2013
N.º de Páginas: 352
Editor: Clube do Autor
 
Sinopse:
No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que vai perseguir os seus protagonistas durante anos. Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu. As circunstâncias do seu trabalho levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido. Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e em simultâneo o dos protagonistas daquela madrugada suja e daquela intriga política. Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente.
 
Excerto:
“E agora, de volta à minha aldeia, onde a luz eléctrica chegara tarde demais para os homens, madrugada dentro, eu lia o Guerra e Paz. Numa aldeia morta, numa noite deserta, seguia, como se estivesse a ver, o esplendor dos salões de baile do Império Russo, a imensidão das estepes gélidas, os gritos de horror dos estropiados pelo fogo dos canhões de Napoleão Bonaparte, e chegava-me mais ao calor da lareira para não sentir a solidão das trincheiras de lama, húmidas, frias, desoladas, onde se abrigava o exército de Kutúsov. Alguém dissera um dia que se podia viver sem tudo, menos água e comida, mas que viver sem livros e sem música não seria o mesmo que viver.”
 
 

BOOKSMILE: Novidades fresquinhas para animar a malta depois dos testes


Depois do anunciado Princesa Poppy: Férias em Portugal, o livro que vai fazer as delícias das meninas princesas, sobretudo com o aproximar do Dia Mundial da Criança , mais a surpresa da visita a Portugal da autora desta coleção bestseller, Janey Louise Jones (press release disponível aqui), a Booksmile tem mais duas novidades para animar os jovens leitores, depois de terminada a bateria de testes na Escola.

Depois de O Mundo Fantástico de Tom Gates, já chegou às livrarias o segundo volume desta hilariante coleção: Tom Gates 2: Desculpas Perfeitas (e Outras Coisas Fixes).

«Eu sou o Tom Gates. Adoro desenhar e estou sempre a inventar esquemas para me baldar aos TPC. Por acaso até gostava de entrar no quadro de honra do Prof. Fullerman, mas isso está a parecer-me bem tramado. E sabem porquê? Porque:

1. O Marcus Melfrew é um puto irritante e traiçoeiro, e parece-me que anda a tramar alguma;

2. O meu dente dói-me tanto que nem consigo concentrar-me em desenhar na sala de aula;

3. Continuo a deixar-me distrair por atividades interessantes como nadar, apanhar bichos e, claro, continuar a chatear a minha irmã Delia.»

Aqui está o pontapé de saída para os novos e divertidos episódios na vida de Tom Gates (9+, 13,99€).


O Mundo Maravilhoso de Tom Gates, coleção com quatro títulos já publicados lá fora, venceu o Roald Dahl Funny Prize, o mais importante prémio britânico de humor infantil e, entre outros, o prestigiado Waterstones Children’s Book Prize 2012 e o Blue Peter Book Awards 2013 (BBC).

Tom é a versão inglesa de Greg, a personagem principal de O Diário de um Banana, uma das séries infantojuvenis mais vendidas em todo o mundo.




Quem está também de regresso é O Bando das Cavernas 4 com o novo livro Códigos Secretos, do autor e ilustrador português Nuno Caravela. São histórias vindas dos confins do tempo, e que têm como protagonista um grupo muito especial de amigos: o Tocha, a Ruby, o Menir, o Kromeleque, o Tzick e o Sabre. Eles são o Bando das Cavernas! E este é n.º 4 de uma coleção onde não falta a boa disposição (7+ I 8,99€).

Depois de O Bando das Cavernas 1: Na maior há dez mil anos , O Bando das Cavernas 2: Aventuras radicais e O Bando das Cavernas 3: Loucura Total, eles estão de volta com novas e loucas aventuras.

Em O Bando das Cavernas 4: Códigos Secretos acompanha-os numa aventura misteriosa, na qual as fórmulas secretas dos livros podem fazer de ti um gigante! Depois, descobre um mapa que te irá levar a conhecer as piranhas-impossíveis e um lugar da pré-história muito especial. Por fim, participa numa festa-surpresa – tão secreta que acaba numa confusão de códigos e mensagens impossíveis de compreender!

Private - Agência Internacional de Investigação - James Patterson [Opinião]

Título: Private - Agência Internacional de Investigação
Autor: James Patterson
Edição/reimpressão: 2013
N.º de Páginas: 384
Editor: TopSeller
Coleção: Série Private

Sinopse:
Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, herdou do seu pai a Private, uma reputada agência internacional de investigação e segurança e, com ela uma carga de trabalhos que pode levá-lo ao ponto de rutura. Os segredos dos homens e mulheres mais poderosos chegam diariamente a Jack e aos seus agentes, que usam técnicas forenses de ponta para resolver os seus casos.
Como se não lhe bastasse ter de apurar a verdade sobre um escândalo de jogo ilegal na liga de futebol americano e tentar resolver um inquérito criminal sobre as mortes selváticas de 18 raparigas, Jack ainda vai ter de desvendar o tenebroso assassínio da mulher do seu melhor amigo — e sua antiga amante.
Com uma narrativa que se desenvolve a um ritmo alucinante, Private: Agência Internacional de Investigação é o mais excitante e vibrante thriller de James Patterson.

A minha opinião:
À medida que vou lendo mais livros de James Patterson, mais fico rendida à sua obra. Este é o segundo policial que leio e confesso ter gostado mais da personagem Jack do que propriamente do Alex Cross de outra série.

Jack é um ex-fuzileiro que se dedica actualmente a investigar casos, estando ao comando da empresa Private - Agência Internacional de Investigação, herdada do pai, um antigo criminoso. Contrariamente ao pai, que tinha uma relação directa com o crime organizado e com a máfia, Jack quer que a Private seja uma empresa exemplar e muda radicalmente o conceito e os clientes.

Actualmente, Jack tem em mãos três casos importantes. O primeiro é um escândalo no futebol americano, que envolve um tio de Jack, que se está a sentir prejudicado com os resultados. O segundo é a investigação de um perigoso serial killer que já matou 18 jovens adolescentes. E o terceiro, e mais importante para Jack, é a investigação da morte da mulher do seu melhor amigo, e também sua ex-amante, Shelby.

A um ritmo rápido e com capítulos curtos, James Patterson envolve os leitores nestas investigações de uma maneira que só se consegue abandonar o livro quando passamos a última página.

Com a ajuda de companheiros brilhantes como Justine (ex-amante e braço direito de Jack), Emilio Cruz, Sci (cientista), Maureen Roth, ou "Mo-bot" (génio da informática), Rick del Rio (ex-colega de Jack nos fuzeleiros) Jack vai resolver estes três casos com uma perna às costas.

Altamente organizados, os membros da Private separam-se para cada um tentar desvendar os casos que lhes foram contratados. Justine embrenha-se no caso das raparigas mortas e depressa suspeita de que os assassinatos poderão ter começado há muito tempo. A ligação que estabelece com uma rapariga assassinado há uns anos vai fazer com que chegue ao assassino (ou assassinos) rapidamente. O modo atroz com que as jovens eram mortas, sempre de uma forma diferente, vai deixando pistas para o (s) verdadeiro (s) assassinos. Para mim este foi o caso que mais me atraiu.


Os outros dois casos são ambos investigados por Jack, devido à relação directa com eles. O primeiro porque envolve os interesses de Fred, tio de Jack e o segundo porque Shelby era uma das melhores amigas de Jack, que tinha sido, inclusive, padrinho do seu casamento com Andy, o seu melhor amigo. Mas o que vai descobrir sobre ambos deixa Jack completamente de rastos.

Um policial muito ao jeito de CSI. Muito bom.



Novidades Asa para Maio trazem novo livro de Tiago Rebelo

Título: Casei com um Beduíno
Autor: Marguerite van Geldermalsen
PVP: 13,90€
N.º de Páginas: 296
Nas livrarias a 20 de Maio

A neozelandesa Marguerite não podia então imaginar como estas palavras iam mudar a sua vida. Ela viajava pelo Médio Oriente com uma amiga quando conheceu o carismático Mohammad, na Jordânia. A paixão que sentiram um pelo outro foi imediata. Por amor, Marguerite trocou a abundância do seu país pela aridez do deserto. Corajosamente e de uma forma simples e tocante, ela relata o seu dia a dia a partir do momento em que casou com o jovem beduíno e deu à luz os seus três filhos. Assistimos à sua adaptação a um modo de vida totalmente novo, que vai desde habitar numa caverna, sem eletricidade ou água canalizada, a ter de ir de burro buscar água, lavar a roupa no rio, fazer pão e aprender a língua e os costumes de um povo primitivo. Assistimos ao choque cultural, linguístico e religioso, mas também à sua adaptação, por amor e grande entrega, a um povo que – embora primitivo e supersticioso – a recebeu e integrou como sendo uma deles.




Título: O Império dos Homens Bons
Autor: Tiago Rebelo
N.º de Páginas: 536
PVP: 18,90€
Nas livrarias a 27 de Maio

Em 1847, na pequena vila de Inhambane, um punhado de famílias esquecidas pela coroa portuguesa luta heroicamente para impor uma nova civilização em território africano.  
Acabado de se ordenar em Lisboa, o jovem padre Joaquim Santa Rita Montanha é enviado para Moçambique com a sagrada missão de prestar apoio espiritual aos europeus e evangelizar os indígenas.
O seu sonho de realizar uma obra que fique para a história depara-se com dificuldades que parecem insuperáveis. Mas, apesar de todos os obstáculos, o padre Montanha nunca desiste dos seus objectivos ambiciosos e, em breve, torna-se o pilar desta pequena sociedade branca rodeada por milhares de guerreiros de tribos hostis.
Personagem complexa, o padre Montanha é um fervoroso homem de Deus que goza de invulgar prestígio mas não abdica de uma paixão arrebatada pela escrava Leonor, com quem vive um amor proibido.  É, sobretudo, o explorador que não hesita em enfrentar perigos imensos para concretizar uma viagem aos holandeses no interior do sertão e, assim, inaugurar as relações diplomáticas entre o reino de Portugal e os fundadores da futura República Sul-Africana.
Tal como o tenente Montanha, personagem inesquecível do seu anterior romance O Tempo dos Amores Perfeitos, o padre Montanha é antepassado do autor. O Império dos Homens Bons é resultado de uma minuciosa pesquisa sobre a vida deste homem singular e a recriação histórica de uma época de grande romantismo em África. Trata-se de um retrato de época brilhante e de enorme talento.

 
Título: Aconteceu em Roma
Autor: Nicky Pellegrino
N.º de Páginas: 288
PVP:  16,90€
Nas livrarias a 27 de Maio

Românticas ruelas de calçada, piazzas repletas de vida, cafés e bares vibrantes de música e desejo… Não há no mundo cidade como Roma. É aqui que Serafina vive rodeada pelo carinho da mãe e das duas irmãs. Habitam um minúsculo apartamento delapidado e têm pouco ou nenhum dinheiro, mas a alegria está sempre presente.
Quando a mãe sai, sempre bela no seu vestido simples e feito em casa, as irmãs vão cantar para a rua. É um atrevimento que as diverte e lhes permite obter dinheiro para fazerem o que mais gostam: ir ao cinema. Elas suspiram e sonham com as estrelas das matinés. Mas Serafina nunca imaginou conhecer pessoalmente o seu ídolo: o ator e cantor Mario Lanza. Quando as portas da magnífica Villa Badoglio – lar da família Lanza – se abrem para a acolher, a jovem é apresentada a um mundo de sonho. E é rodeada pelo luxo e o glamour que conhece Pepe, o talentoso chef capaz das mais suculentas iguarias e das mais ternurentas emoções. Serafina está apaixonada e a viver dias dourados mas não consegue evitar sentir que aquele não é o seu mundo.
Dividida entre a vida modesta que conhece e a promessa de um futuro melhor, Serafina vai ser obrigada a crescer. Vai sofrer, amar e descobrir que a realidade nunca é apenas o que parece. Que a vida é simultaneamente mais difícil e mais bela do que um sonho.


Quetzal: Um Rapaz a Arder: As Memórias de Eduardo Pitta, nas livrarias a 10 de maio

Título: Um Rapaz a Arder
Memórias 1975-2001
Autor:
Eduardo Pitta
Género: Memórias
N.º de páginas: 240
Data de lançamento: 10 de maio
PVP: 15,50 €

Vindo de Moçambique e chegado a Lisboa em meados dos anos 1970, Eduardo Pitta foi um observador atento da profunda transformação política, social e cultural por que o país passou nos anos que se seguiram à revolução, nos da integração europeia, e até ao início do século XXI.
Nestas memórias, que funcionam também como uma espécie de crónica, Pitta cruza os acontecimentos da História com os da petite histoire e o factual com o pessoal, enriquecendo o seu relato – empenhado, evocativo e sempre cativante – com pessoas, imagens, e algumas revelações.

Sobre o autor:
Eduardo Pitta nasceu em 1949. É poeta, escritor, ensaísta e crítico. Poemas seus estão traduzidos em inglês, francês, castelhano e italiano. Tem poemas, contos e ensaios publicados em revistas de Portugal, Brasil, Espanha, França, Itália, Colômbia, Inglaterra e Estados Unidos. Entre 1974 e 2013 publicou dez livros de poesia, uma trilogia de contos, um romance, cinco volumes de ensaio e crítica e dois diários de viagem. Em 2008, adaptou para crianças O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz. Os títulos mais recentes são Aula de Poesia (2010), Desobediência (2011) e Cadernos Italianos (2013). Participou em congressos, seminários e festivais de poesia em Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Colômbia. É colunista da revista LER, crítico literário da revista Sábado e autor do blogue «Da Literatura».
Tudo sobre o autor em www.eduardopitta.com
segunda-feira, 6 de maio de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

BOOKSMILE: Janey Louise Jones em Portugal para apresentar o novo livro da Princesa Poppy

 Companhia perfeita das meninas há mais de três anos, as histórias da Princesa Poppy já fazem parte do imaginário de milhares de crianças.

As histórias transmitem valores fundamentais como a amizade, solidariedade, respeito, responsabilidade, entre outros, tão importantes na formação do caráter das crianças.

Com tradutores cuidadosamete escolhidos, apadrinhada pelo Dr. Eduardo Sá, e aconselhada pelo Plano Nacional de Leitura, a coleção Princesa Poppy totaliza 428 mil exemplares editados em Portugal, quatro milhões em todo o mundo.

A Série Ilustrados (4+) soma 18 títulos publicados, o que representa uma longevidade fora do comum para o mercado hoje em dia, lembrando a famosa coleção “Anita”. A Princesa Poppy tem ainda livros para bebés (0-3 anos), de atividades (4+) e de histórias para crianças a partir dos 7 anos. E

porque as meninas têm feito desta coleção um sucesso, o que muito tem enchido de orgulho a autora, Janey Louise Jones escreveu uma história especialmente para as leitoras portuguesas: Princesa Poppy: Férias em Portugal.

E, para a festa ser ainda maior, as meninas princesa vão ter a oportunidade de conhecer a autora e falar com ela sobre os livros que tanto adoram. É verdade! Janey Louise Jones vai estar em Portugal pela primeira vez nos dias 7, 8 e 9 de junho, onde vai marcar presença em escolas e na Feira do Livro de Lisboa.

E um dos principais temas de conversa vai ser, claro, o novo livro, cuja história é passada em Portugal. «A Poppy vem de férias a Portugal com a família. Ela adora as praias, o sol e o bom tempo. Mas os gémeos não dão descanso, e ela sente falta da Mel. Por isso, quando faz uma amiga, tudo parece perfeito. Mas será que o seu gosto por gelados não as vai meter em sarilhos?»