sábado, 22 de junho de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Não há feira, mas há escritores começa hoje

Mais de 120 pessoas, maioritariamente escritores, assinaram um manifesto pela Feira do Livro do Porto. Parte desses escritores participará num evento intitulado “Não há feira, mas há escritores”, que vai decorrer na Praça da Liberdade, no Porto, nos dias 22 e 29 de Junho, a partir das 17:00.
As sessões vão decorrer nas esplanadas Sá Reis, Ateneia, Celeste e Petisco da Liberdade e vão contar com a presença dos seguintes autores:
- 22 de junho – Adélia Carvalho, Afonso Cruz, Aida Gomes, Ana Luísa Amaral, Francisco José Viegas, Germano Silva, Gonçalo Cadilhe, João Luís Barreto Guimarães, Luís Miguel Rocha, Manuel Jorge Marmelo, Miguel Miranda, Paulo Ferreira, Pedro Guilherme-Moreira, Richard Zimler e Sílvia Alves;
- 29 de junho – Fernando Alvim, Inês Botelho, Ivo Machado, Germano Silva, Joel Cleto, Julieta Monginho, Manuel Jorge Marmelo, Marco Mendes, Miguel Carvalho, Miguel Miranda, Nuno Camarneiro, Rui Vieira, Sónia Cravo, Valdemar Cruz e Valter Hugo Mãe.

O evento incluirá a leitura de textos, a afixação de mensagens (iniciativa “Acorda, Porto!”) e terá livros à venda, pelo que os escritores poderão assinar as respectivas obras, tal como faziam na Feira do Livro do Porto. “Não há feira, mas há escritores” não tem como objectivo substituir a Feira do Livro. É um protesto e uma forma de procurar compensar os leitores pela não realização da mesma.

Manifesto pela Feira do Livro do Porto
A relação entre os escritores e os leitores não se move ao gosto dos interesses de grupos, sejam económicos ou políticos. Move-nos o apreço, a cordialidade, a cumplicidade e o profundo respeito, valores que não podem ficar reféns de manobras palacianas, conveniências políticas ou intrigas mesquinhas. O encontro entre aqueles que escrevem e aqueles que lêem não pode, por isso, estar dependente de decisões administrativas arbitrárias. Ninguém tem o direito, por ação ou omissão, de impedir ou impossibilitar a realização daquele que é um dos mais importantes eventos culturais da cidade do Porto e do Norte de Portugal.
A Feira do Livro do Porto não se realiza este ano e não importa já discutir se a responsabilidade maior cabe à Câmara Municipal do Porto ou à Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, ou qual das instituições teve mais, menos ou nenhuma vontade de organizar o certame. Os leitores e os escritores foram privados da sua grande festa anual ao fim de 82 anos de história, facto que apenas pode ser entendido como um gesto de total desrespeito por aqueles que lhe deram corpo.
Os signatários querem, assim, manifestar o seu repúdio pela não realização da 83ª edição da Feira do Livro do Porto. Para além de um ataque à vida cultural portuense, a decisão constitui uma afronta à cidadania e aos milhares de visitantes que todos os anos encontravam na Feira do Livro um espaço de convívio, lazer, partilha e cultura. Os signatários exigem ainda dos responsáveis políticos e corporativos a devolução da Feira do Livro à cidade do Porto, apelando à população e a todos os que, pelo silêncio, não querem ser cúmplices deste esbulho e confisco cultural a juntarem vozes e vontades para que a literatura regresse às ruas e praças do Porto. Queremos que os livros, os leitores e os escritores voltem a ser celebrados na Feira do Livro — como até aqui.
Ainda assim, e porque aquilo que nos move é apenas o irrepetível momento de comunhão que a literatura proporciona, estamos outra vez na Avenida dos Aliados. De várias formas e, sobretudo, com aquela que é a nossa única arma: a palavra.

Os signatários:
Abraão Vicente
Adélia Carvalho
Adoa Coelho
Afonso Cruz
Aida Gomes
Alexandre Honrado
Alice Vieira
Álvaro Holstein
Ana Bárbara Santo António
Ana Luísa Amaral
Ana Oliveira
Anabela Mota Ribeiro
André Letria
Andrea Del Fuego
Ângelo de Carvalho
António Mota
Carina Rosa
Carla M. Soares
Carla Maia Almeida
Carla Sofia Luz
Carlos Nuno Granja
Casimiro Teixeira
Clara Correia
Clara Pinto Correia
Conceição Oliveira
Cristina Carvalho
Diogo Beja
Domingos Amaral
Elisabete Gonçalves
Eugénia Soares Lopes
Fátima Menéres
Fernando Alvim
Filomena Batista
Filipa Leal
Francisco Duarte Mangas
Francisco Guita Jr.
Germano Silva
Helder Magalhães
Helena Vasconcelos
Hélia Correia
Henrique Soares
Inês Botelho
Isabel Zambujal
Ivo Machado
Inês Pedrosa
Jaime Rocha
João Batista
João Carlos Brito
João Luís Barreto Guimarães
João Paulo Cotrim
João Tordo
Joana Marques
Joaquim do Carmo
Joel Cleto
Joel Neto
Jorge Botas
Jorge Paulo Serra
Jorge Magalhães
Jorge Sousa Braga
José Eduardo Agualusa
José Luís Peixoto
José Manuel Diogo
J. Rentes de Carvalho
José Vaz
Julieta Monginho
Júlio Magalhães
Luciana Espinha
Luís Francisco
Luís Miguel Rocha
Luísa Alonso
Luísa Fortes da Cunha
Lourdes Queirós
Manuel Jorge Marmelo
Marco Martins
Margarida Fonseca Santos
Maria David
Maria Gorjão
Maria Mamede
Maria Manuel Viana
Miguel Carvalho
Miguel Esteves Cardoso
Miguel Miranda
Miguel Viegas Leal
Nelson Ferraz
Nuno Camarneiro
Odete Ferreira
Ondjaki
Onésimo Teotónio de Almeida
Palmira Martins
Patrícia Reis
Paulo Ferreira
Paulo José Miranda
Paulo M. Morais
Paulo Moreiras
Pedro Almeida Vieira
Pedro Bessa
Pedro Eiras
Pedro Guilherme-Moreira
Pedro Pinto
Pedro Sande
Pilar Del Rio
Porfírio Dias Santos
Raquel Freire
Renato Córdoba
Richard Zimler
Rúben de Brito
Rui Lage
Rui Manuel Amaral
Rui Vieira
Rui Zink
Rute Magalhães
Rute Marinho
Samuel Pimenta
Sandro William Junqueira
Sílvia Alves
Teolinda Gersão
Teresa Almeida
Tiago Moita
Tito Couto
Valdemar Cruz
Valter Hugo Mãe
Vasco Ricardo
Vítor Hugo Melroeiro

sexta-feira, 21 de junho de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Oficina do Livro: 25 Junho, às 18h30, Lançamento do livro "Um pouco mais de Fé" de Patrícia Costa Dias. Participação de Mónica Sintra


5 Sentidos publica terceiro livro de Lisa Kleypas

Título: Paixão Sublime
Autore
: Lisa Kleypas
Tradução: Cláudia Ramos e Helena Ramos
Págs: 320
Capa: mole com badanas
PVP: 14,40 €

Ao longo do último ano, com a publicação, pela 5 Sentidos, de Desejo Subtil e Sedução Intensa, Lisa Kleypas tornou-se uma das autoras do chamado romance sensual mais apreciadas em Portugal. Hoje, no primeiro dia de verão, é finalmente publicado o muito aguardado terceiro livro da autora: Paixão Sublime.
Lisa Kleypas é uma autora bestseller do The New York Times, premiada e com uma obra vasta – cerca de 50 romances. A prestigiada revista Publishers Weekly considerou-a «francamente talentosa».
Desejo Subtil, Sedução Intensa e Paixão Sublime fazem parte de uma série de Lisa Kleypas intitulada À flor da pele.

Sinopse:
Quatro jovens damas da sociedade londrina procuram um bom partido. Chega a vez de Evangeline Jenner, a mais tímida, mas também a mais rica, logo que cobre a sua herança. Para escapar às garras da família, Evie pede ajuda a Sebastian, Lord St. Vincent, um conhecido libertino, fazendo-lhe uma proposta irrecusável: que se case com ela, trocando riqueza por proteção. Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite de núpcias, os dois não voltarão a encontrar-se na intimidade, pois Evie não quer ser mais um coração partido na longa lista de conquistas de Sebastian. A Sebastian resta esforçar-se mais para a seduzir… ou entregar finalmente o coração, em nome do verdadeiro amor.

Sobre a autora:
Lisa Kleypas é autora de meia centena de romances já publicados em 25 línguas. Licenciada em Ciências Políticas, editou o primeiro romance com 21 anos. Os seus livros figuram constantemente em listas de bestsellers como o The New York Times e a Publishers Weekly. Os seus romances conquistaram já vários prémios RITA, o prestigiado galardão da RWA (Romance Writers of America). Figura no panteão da literatura de cariz sensual ao lado de autoras já bem conhecidas em Portugal, como Madeline Hunter, Elizabeth Hoyt, Mary Balogh, Emma Wildes ou Nicole Jordan.

A jovem Frances Stuart é a protagonista de A Dama do Retrato, o mais recente romance de Maeve Haran, que a Porto Editora publica no dia 1 de julho

Título: A Dama do Retrato
Autor:
Maeve Haran
Tradução: Raquel Lopes
Págs: 432
PVP: 17,70 €

A jovem Frances Stuart é a protagonista de A Dama do Retrato, o mais recente romance de Maeve Haran, que a Porto Editora publica no dia 1 de julho. Fazendo-nos recuar até à Inglaterra do século XVII, A Dama do Retrato relata com emoção a história da jovem Frances Stuart que, conhecida por todos pela sua beleza, foi alvo de uma obsessão por parte do rei Carlos II, que quis torná-la uma das suas amantes, condição a que esta se negou. A beleza e determinação de Frances Stuart valeram-lhe o epíteto de La Belle Stuart, e a sua figura era de tal modo imponente que foi usada para representar a Britannia, a personificação feminina da nação.

Sinopse:
Quando chega à corte da Restauração, Frances Stuart, de apenas dezasseis anos, depressa descobre que tanto a sua beleza como a sua inocência são altamente prezadas – invejadas pelas damas e cobiçadas pelos cavalheiros. O rei Carlos II, loucamente apaixonado por ela, está disposto a tudo para a tornar sua amante. Mas Frances não é apenas um rosto bonito, ela está determinada a fazer as suas próprias escolhas de vida, e a conquistar o homem que ama.
Conseguirá ela escapar às armadilhas resultantes da obsessão do monarca, dos ciúmes da rainha, e da maldade da amante mais influente do rei e levar a sua avante?
Tendo como pano de fundo a Grande Praga e o Grande Incêndio de Londres, A Dama do Retrato é a imagem vívida da vida na decadente corte de Carlos II e da coragem de uma mulher que luta pelo seu próprio destino.

Sobre a autora:
Maeve Haran licenciou-se em Direito pela Universidade de Oxford e trabalhou como produtora de televisão. Escreveu nove romances contemporâneos, entre os quais Having it All, e uma obra de não- -ficção, The Froth in the Cappuccino. Vive em Londres com o marido e os três filhos. O seu primeiro romance histórico foi The Lady and the Poet. Presentemente, é professora convidada da Universidade de Cambridge.

Imprensa:
Evocativo, colorido e excitante. Daily Mail
Há algo de encantador neste misto de intriga e romance na Londres do século XVII. Literary Review
Maeve Haran oferece-nos um retrato da vida na corte tão maravilhosamente detalhado que a leitura deste romance se torna um prazer. Leicester Mercury
Uma leitura que agradará tanto a entusiastas da História como a românticos inveterados. Sussex Life

Livros a preço de saldo com a Sábado


Não há feira, mas há escritores


quinta-feira, 20 de junho de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Clube do Autor publica: O Livro do Anjo, vendedor do Prémio do Melhor Romance Policial do Ano

Título: O Livro do Anjo
Autor: Alfredo Colitto
Tradução: Maria Irene Bigotte de Carvalho
PVP: 17,00 €
N.º de Páginas: 296

1313. A cidade de Veneza fervilha com os preparativos para a festa da Ascensão até que a maré alta traz à porta da Basílica de São Marcos os cadáveres de três crianças cristãs que haviam sido crucificadas. Um crime tão hediondo tem de ser expiado sem demoras. Eleazar de Worms, judeu, é acusado do homicídio e acaba por morrer na prisão. Na cela onde foi encarcerado, Eleazar deixa escrita uma misteriosa frase em latim. Porque a terá escrito com o seu próprio sangue? Qual o seu significado?

Afinal, a macabra descoberta pode ter ligação com o Sefer-ha-Razim, o Livro dos Mistérios que, segundo a lenda, foi ditado pelo anjo Raziel a Noé que, por sua vez, o terá transcrito numa pequena «tábua» de safira. Mondino de Liuzzi, médico anatomista, parte para Veneza na tentativa de ilibar o judeu. Quando este morre, Liuzzi decide continuar a investigar. O médico rapidamente percebe que terá de lutar contra os mais poderosos da cidade ao mesmo tempo que se encontra frente a frente com a mulher que ama e com aquela que amou no passado — e talvez ainda ame. Sendo ele próprio perseguido, conta com a ajuda do seu amigo Gerardo para chegar à verdade. O jovem, outrora membro da Ordem dos Templários, tem também uma missão: pôr a salvo o precioso mapa de Lamberto de Saint-Omer, que indica o caminho para as Terras Austrais, para lá do oceano. Mondino, desafiando o poder de Veneza e arriscando a própria vida, terá de descobrir o enigma de uma antiga linhagem de guardiães que remonta aos tempos do dilúvio, numa história de intriga, mistérios e morte.

O que dizem os leitores internacionais…
Muito mais do que um thriller, muito mais do que um romance histórico
Estou fascinado com o carisma e a inteligência de Mondino de Liuzzi
Lê-se como se fôssemos o protagonista
Veneza na época dos Doges e Mondino de Liuzzi: uma combinação vencedora
Um belo romance
Descrições precisas e detalhadas do tempo, ambientes e costumes
Excelente reconstrução histórica

… e a imprensa
«Um thriller perfeito.» La Reppublica

«Colitto é um autor vivo e sanguíneo que não aprecia as tramas anémicas ou a narrativa débil, em que tanto se fala e nunca nada acontece.» Corriere della Sera

«Um fresco magistral, pleno de intriga e de sentimento.» Marcello Simoni

«Colitto faz-nos viver e respirar a história.» Don Winslow

«Colitto conquistou os leitores com os seus romances históricos.» Thriller Magazine

Sobre o autor:
Além de escritor, Alfredo Colitto é tradutor e professor de escrita criativa. Ficou conhecido do grande público sobretudo pelos seus thrillers históricos que têm como protagonista o médico Mondino de Liuzzi: Cuore di Ferro (finalista do Prémio Salgari), I discepoli del fuoco (que venceu o prémio Franco Fedeli e o Prémio Mediterraneo del Giallo e del Noir) e O Livro do Anjo, distinguido com o Prémio Azzeccagarbugli 2011, que elege o melhor romance policial do ano em Itália. Os direitos dos seus livros foram vendidos para 21 países, entre os quais a Inglaterra, a França, o Canadá e o Brasil.




Morreste-me - José Luís Peixoto [Opinião]

Título: Morreste-me
Autor:
José Luís Peixoto
Editora: Quetzal
N.º de Páginas: 61

Pai. A tarde dissolve-se sobre a terra, sobre a nossa casa. O céu desfia um sopro quieto nos rostos. Acende-se a lua. Translúcida, adormece um sono cálido nos olhares. Anoitece devagar. Dizia nunca esquecerei, e lembro-me.

A minha opinião: 
Publicado no suplemento juvenil do Diário de Notícias como um conto, Morreste-me já mostrava o talento de José Luís Peixoto.

Este é o primeiro livro que leio do autor e cada vez fico mais rendida.

Dedicado ao pai, José João Serrão Peixoto, este é um livro que relata a sua doença grave, que culminaria na sua morte. Trata das dores do pai, mas também nas do autor, enquanto filho, na mãe enquanto viúva e nas da sua irmã. A quem já morreu um familiar próximo este livro tocará certamente e nele se reverá. Foi o que aconteceu comigo. Revi-me nas palavras de José Luís Peixoto e com ele revivi a mágoa de já não ter um ente querido, que partiu, mas que fica no coração de quem cá fica.

Um livro pequeno, mas muito grande... Que retrata de uma forma tão bonita as vivências que passou com o seu pai, o seu exemplo, aquele lhe ensinou a plantar para depois colher, aquele que o acompanhou nos diversos momentos da sua vida.

Genial!



Excertos:
"Pai. Deixaste-te ficar em tudo."
"Tudo o que te sobreviveu me agride. Pai. Nunca esquecerei."

Clara Ferreira Alves apresenta livro de Pedro Bidarra, hoje, pelas 18h30


Alex - Pierre Lemaitre [Opinião]


Título: Alex
Autor:
Pierre Lemaitre
N.º de Páginas: 320
Editora: Sextante
PVP: 16,60€

Sinopse:
Quem conhece verdadeiramente Alex? Ela é bela. Excitante. É por isso que a raptaram e torturaram de forma inimaginável? Quando o comandante da polícia Camille Verhœven descobre por fim o local do sequestro, Alex já tinha desaparecido. Alex, mais inteligente que o seu carrasco. Alex, que não perdoa a ninguém, que nada esquece.

Um thriller gelado que joga com os códigos da loucura assassina, um mecanismo diabólico e imprevisível, onde nos encontramos com o enorme talento de Pierre Lemaître. Alex foi um dos romances finalistas do Grand Prix de la littérature policière 2011.

A minha opinião: 
O que eu mais gostei neste livro foi a imprevisibilidade, o que levou a que a narrativa me surpreendesse sempre que avançava na história.

Nem tudo o que parece é. E quando as investigações sobre o desaparecimento de uma jovem atraente em plena rua à noite, levam a descobrir coisas acerca do raptor e da raptada que deixam o leitor de boca aberta.

O detective destacado para o caso é Camille Verhoeven, também ele com o trauma dos raptos, que leva o caso até ao fim, com o intuito de afastar os fantasmas do passado.

A primeira parte surpreende apenas pelas cenas demasiado realistas do cativeiro de Alex. E persiste a dúvida: qual a razão do seu rapto?

Ao que tudo indica Alex é raptada por um desconhecido que a leva para um local isolado, tendo uma única ideia em mente: vê-la morrer. Mas não de uma morte simples. O raptor quer que ela sofra muito.

Ao mesmo tempo que assistimos ao sofrimento desmedido de Alex, acompanhamos também o decurso da investigação do rapto e vemos como é que os detectives comandados por Camille chegam à descoberta do local.

Na segunda parte deparamo-nos com um serial killer, sem quaisquer remorsos no que toca ao modus operandi, ou seja, à forma como mata as suas vítimas: coloca ácido sulfúrico pelas suas gargantas, de modo a que tenham uma morte atroz. Um a um vai aniquilando, ao que parece, pessoas ao acaso, mas na terceira parte tudo se descobre e nada fica por revelar.

Sem dúvida, a parte que mais gostei foi a última. O que leva uma pessoa a matar, o que leva uma pessoa a raptar, até que ponto chega o desejo de vingança.

Se a primeira parte nos vos surpreender, a mim não me cativou de todo, não desistam e prossigam com a leitura fabulosa de Alex. Não se vão arrepender. E não é à toa que tenha vencido o Prémio literário da Blogosfera na categoria Policiais.  


quarta-feira, 19 de junho de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Maria dos Canos Serrados - Ricardo Adolfo [Opinião]

Título: Maria dos Canos Serrados
Autor: Ricardo Adolfo
Edição/reimpressão: 2013
N.º de Páginas: 214
Editor: Alfaguara Portugal

Sinopse:
Maria dos Canos Serrados é a história de uma moça de má rês que se torna pior ainda. Arredores de Lisboa. Maria, vinte e muitos, adora a igualdade de liberdades, seu namorado gigolô, as noites intoxicadas com as amigas e a ideia de vir a ser directora. Mas, de um dia para o outro, vê-se desamada, despedida e falida. E, entre resignar-se ou virar a mesa, Maria decide acertar contas de arma em punho.


Contada de rajada na primeira pessoa, Maria dos Canos Serrados é uma história desbocada, nascida da Grande Crise. Uma reflexão sobre a nova mulher, que não precisa de um Clyde para ser Bonnie.

A minha opinião:
Apesar das excelentes críticas que li acerca do novo livro de Ricardo Adolfo, não consegui lê-lo até ao fim.

E não se pense que não gostei do livro pelos milhentos palavrões que fui lendo. Nada disso.

Apesar de escrito quase como um diário, andei um pouco perdida no meio dele, achei que apesar da ideia ter sido engraçada, não consegui prender-me a nenhuma das personagens.

No entanto, achei engraçada a ideia de que apesar de ter sido despedida de uma grande empresa, Maria consegue desenvencilhar-se muito bem, lutando pelos seus direitos.

Maria,“uma moça de má rês que se torna pior ainda” a viver nos subúrbios de Lisboa, com um namorado gigolô negro, é uma figura caricata, que cuja vida é retratada na perfeição e que deve encaixar em muitas vidas pelo Portugal fora.

Apesar de ter sido elogiado por grandes nomes da literatura portuguesa, a sua breve leitura não me encheu as medidas.


terça-feira, 18 de junho de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Lançamentos Civilização Editora para Junho

FICÇÃO/NÃO FICÇÃO

Título: O Livro Negro
Autor: Hilary Mantel
N.º de Páginas: 440
Tradução:  Miguel Freitas da Costa
Capa: Mole
PVP: 17,50€
Sinopse: Com esta vitória histórica de O Livro Negro, Hilary Mantel torna-se o primeiro autor britânico e a primeira mulher a receber dois prémios Booker, além de ser o primeiro autor a consegui-lo com dois romances consecutivos. Continuando o que começou com o premiado Wolf Hall, regressamos à corte de Henrique VIII para testemunhar a ascensão de Thomas Cromwell enquanto planeia a destruição de Ana Bolena.
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Ana Bolena. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Ana não deu um herdeiro ao rei. Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Ana Bolena.
Um incrível feito literário, O Livro Negro é o relato deste terrível acontecimento da História, por uma das melhores romancistas da atualidade.


Título: O Fundamentalista Relutante
Autor: Mohsin Hamid
N.º de Páginas:128
Tradução:  Sofia Castro Rodrigues
Capa: Mole
PVP: 11,09€
Sinopse: Numa mesa de café em Lahore, um paquistanês com barba conversa com um desconhecido e apreensivo americano. Enquanto anoitece, o paquistanês começa a contar a história que conduziu a este encontro fatídico…
Changez está a viver o sonho americano. À frente da sua turma em Princeton, é contratado por uma firma de “avaliação” de elite, a Underwood Samson. Ele prospera na energia de Nova Iorque e a sua paixão pela bonita e elegante Erica é uma promessa de entrada na alta sociedade de Manhattan. Mas após o 11 de Setembro, a situação de Changez na sua cidade adotiva altera-se subitamente e a sua relação com Erica é eclipsada pelo despertar dos fantasmas do passado desta. A própria identidade de Changez sofre também uma enorme mudança, revelando fidelidades mais fundamentais do que o dinheiro, o poder e talvez até mesmo o amor.




Título: D. Henrique, O Navegador
Autor: Elaine Sanceau
N.º de Páginas: 328
Tradução: Dr. José Francisco dos Santos
Capa: Mole
PVP: 13,99€
Sinopse: O Infante D. Henrique, a quem os entendidos, entre os quais Cadamosto, haviam de chamar o “primeiro desvendador de mares e de terras, que ia lançando em cartas de marear”, foi, sem qualquer dúvida, o grande impulsionador dos Descobrimentos Modernos. Na sua vila de Sagres, rodeado de um escol de matemáticos, cosmógrafos e cartógrafos, ele preparava, com empenho e pertinácia, as viagens ao desconhecido, a fim de desvendar, paulatinamente, os mistérios em que se encontrava envolvido o oceano Atlântico. Civilizações após civilizações floresceram no mundo, formaram-se e desmoronaram-se grandes impérios, e todos passaram sem conhecerem a Terra em que viviam. D. Henrique foi quem encontrou a chave que abriu ao homem de par em par as portas do seu património. Ele realizou a maior transformação que o mundo vira ou viu até hoje.
Este livro é uma narrativa cheia de interesse, onde a vida palpita nos quadros grandiosos em que se moveu a figura do grande herói dos Descobrimentos. E a gente assiste a essa persistente campanha de dar novos mundos ao mundo.


Título: Ideologia e Razão de Estado
Autor: Jaime Nogueira Pinto
N.º de Páginas: 1032

Capa: Mole
PVP: 32,90€
Sinopse: No Inverno de 2003, em Washington, debatia-se a invasão do Iraque de Saddam Hussein, acusado da posse de armas bioquímicas e nucleares e de ligações ao terrorismo internacional. Para justificar a invasão, o Presidente Bush vai procurar apresentar provas nesse sentido e invocar a necessidade de democratizar o Médio Oriente, a bem dos povos e da segurança da América e do Mundo Livre. No século anterior, no Verão de 1917, em Berlim, com a Alemanha em guerra, discutia-se o apoio a Lenine e aos bolcheviques para que fizessem uma revolução na Rússia. Instalado ali o caos, esperava-se que o Império dos Czares se visse forçado a pedir a paz. Entre o entusiasmo dos diplomatas e o cepticismo dos oficiais da inteligência militar, a decisão foi difícil. Mas foi tomada e assumida, com os resultados que se conhecem. Em mais de 2500 anos de História o dilema repete-se. Na sua base, está eterno o conflito entre duas forças rivais ou convergentes na raiz da decisão política: a Ideologia e a Razão de Estado. Em Ideologia e Razão de Estado, uma História do Poder, Jaime Nogueira Pinto percorre a História política do Ocidente à luz destes dois motores da guerra e da paz entre as nações.
 

Título: Acaso
Autor: Joseph Conrad
N.º de Páginas: 360

Capa: Dura
PVP: 8,99€
Sinopse: Acaso (1914), a obra que tornou Joseph Conrad conhecido, conta a história de Flora de Barral, uma jovem vulnerável. Após a prisão do pai, que entrou em falência, Flora descobre que uma mulher na sua posição apenas pode contar consigo mesma. Refletindo a realidade da época, nomeadamente a luta das mulheres pelos seus  direitos, é uma narrativa brilhante de um prolífico autor.
 

Título: Ana Karenina
Autor: Leão Tolstoi
N.º de Páginas: 700

Capa: Dura
PVP: 10,99€
Sinopse: Ana Karenina parece ter tudo – beleza, dinheiro, popularidade e um filho adorado. Mas sente um vazio na sua vida até ao momento em que conhece o arrebatador conde Vronsky. A relação que em breve se inicia entre ambos escandaliza a sociedade e a família, e traz no seu encalce ciúme e amargura. Em contraste com  esta história de amor e autodestruição, encontramos Konstantin Levin, um homem em busca da felicidade e de um sentido para a sua vida.
 

Título: História de Duas Cidades
Autor: Charles Dickens
N.º de Páginas: 424

Capa: Dura
PVP: 9,99€
Sinopse: Ao fim de dezoito anos de prisão na Bastilha como prisioneiro político, o envelhecido Dr. Manette é libertado e parte para a Inglaterra, onde volta a encontrar a filha. Aí, dois homens, Charles Darnay, um aristocrata francês exilado, e Sydney Carton, um advogado brilhante mas de má reputação, apaixonam-se por Lucie  Manette. Das ruas pacíficas de Londres, são levados para a Paris do Reino do Terror, onde a sombra fatal da guilhotina abarca tudo e todos.
 

Título: Coração Impaciente
Autor: Stefan Zweig
N.º de Páginas: 296

Capa: Dura
PVP: 7,99€
Sinopse: Hofmiller, um oficial de cavalaria austro-húngaro, de passagem por uma pequena cidade da fronteira húngara, é convidado para uma festa em casa de um abastado proprietário local, para uma fuga à rotina militar. As instalações são fascinantes, o vinho corre livremente mas, quando o jovem e entusiasmado Hofmiller convida a bela filha do seu anfitrião para dançar, descobre que uma doença a deixou inválida. Este acontecimento aparentemente insignificante irá gradualmente destruir a sua vida, enquanto a piedade e a culpa lhe invadem o coração e o implicam num enredo trágico.
 
Título: Os Maias
Autor: Eça de Queirós
N.º de Páginas: 600
Capa: Dura
PVP: 10,99€
Sinopse: Uma das obras mais conhecidas de Eça de Queirós, Os Maias, publicado inicialmente em 1888, conta a história de uma família ao longo de três gerações. No outono de 1875, Afonso da Maia instala-se em Lisboa, no Ramalhete, na companhia do neto, Carlos, acabado de se formar em Medicina. Após várias aventuras amorosas, Carlos da Maia conhece Maria Eduarda, com quem começa uma relação. Mas o passado de ambos esconde um terrível segredo…
 

Título: A Mensagem
Autor: Fernando Pessoa
N.º de Páginas: 64
Capa: DuraPVP: 6,99€
Sinopse: A obra-prima de um dos maiores poetas portugueses, Mensagem faz uma viagem pela história de Portugal, descrevendo de forma brilhante episódios heroicos e personagens fascinantes, históricas ou míticas. Esta glorificação da pátria, a única obra que o poeta viu publicada em vida, é um tributo sentido aos descobrimentos, ao  sebastianismo, à conquista portuguesa dos mares e ao Quinto Império, culminando com um sentimento de esperança em relação ao futuro de Portugal.
 

Título: Viagens na Minha Terra
Autor: Almeida Garrett
N.º de Páginas: 232

Capa: Dura
PVP: 7,99€
Sinopse: Em Viagens na Minha Terra, publicado inicialmente em folhetim entre 1845 e 1846, Almeida Garrett descreve a viagem que fez entre Lisboa e Santarém, bem como as suas impressões sobre os locais por que passou. No meio destas deambulações, conta a história de Joaninha, a menina dos rouxinóis, de Carlos, que encarna o herói romântico, e de Frei Dinis, entrelaçando a tragédia que liga estas personagens com as suas crónicas de viagem.
 

Título: O Paraíso das Damas
Autor: Émile Zola
N.º de Páginas: 408

Capa: Dura
PVP: 8,99€
Sinopse: O Paraíso das Damas conta a história de Denise Baudu, uma jovem órfã de vinte anos que acaba de chegar a Paris, vinda da província, na companhia dos dois irmãos. Denise começa a trabalhar na loja de tecidos e confeções “Paraíso das Damas”, um dos primeiros armazéns de Paris, uma loja em constante expansão sob a  chefia do magnata Octave Moret. No universo turbulento das grandes lojas de Paris, que começavam a revolucionar o comércio da época, o romance de Zola descreve uma cidade moderna, mostrando as mudanças de comportamento dos sexos e das classes.

LIVRO ILUSTRADO – INFANTO-JUVENIL

Título: A Princesa Lara e o Sapo
Autor: Laetitia Etienne
N.º de Páginas: 24
Ilustrador: Rozenn Folio-Vrel
Capa: Dura
PVP: 5,99€
Sinopse: Haverá alguma pequena princesa que faz asneiras e sonha partir à aventura? Claro que há! É a pequena princesa Lara! Caprichosa, endiabrada, destemida e adorável! Junta-te a ela e embarca nas suas aventuras, conhece o  seu pai, o rei inventor, o seu grandioso castelo e todos os que lá moram! Hoje, Lara persegue um pobre sapo na esperança de o beijar e de fazer aparecer o seu príncipe encantado! Mas o sapo não gosta tanto de beijos como poderia esperar a pequena princesa. Deste encontro engraçado vai nascer uma nova amizade!

Título: A Princesa Lara e o Gato Traquinas
Autor: Laetitia Etienne
N.º de Páginas: 24
Ilustrador: Rozenn Folio-Vrel
Capa: Dura
PVP: 5,99€
Sinopse: Haverá alguma pequena princesa que faz asneiras e sonha partir à aventura? Claro que há! É a pequena princesa Lara! Caprichosa, endiabrada, destemida e adorável! Junta-te a ela e embarca nas suas aventuras, conhece o seu pai, o rei inventor, o seu grandioso castelo e todos os que lá moram! A Lara encontra um gatinho traquinas e quer ficar com ele! Mas não vai ser nada fácil: o gatinho farta-se de fazer asneiras por todos os aposentos do castelo! E como irá ela escondê-lo dos seus pais, o rei e a rainha, e até  do cozinheiro? Será que ela vai conseguir ficar com o gatinho?

Divina Comédia: Apresentação de Trans Iberic Love de Raquel Freire

Título: Trans Iberic Love
Autor: Raquel Freire

Trans Iberic Love é a história de duas pessoas do século XXI que se apaixonam perdidamente uma pelo outra e pela revolução que protagonizam do movimento Queer dos anos 2000 ao dos Indignados em 2011.
Maria nasceu no Porto em 1974 com a Revolução dos Cravos. Filha única de uma família culta da burguesia republicana, é uma rebelde que desde a infância questiona as regras que lhe são impostas como mulher. É uma escritora habitada pelo desejo de transformar o mundo, que defende novos paradigmas como a quarta vaga do feminismo e a pansexualidade.
José nasceu em Barcelona em 1987 com a construção da União Europeia, numa família da elite intelectual catalã-francesa. Nunca se sentiu "mulher". Considerado um pequeno génio, destaca-se como sociólogo ao criar uma identidade trans, entre o feminino e o masculino. Identifica-se como pirata e guerrilheiro do género.
Juntos ultrapassam todas as fronteiras, mergulham num mundo novo, questionam a identidade sexual, nacional, ideológica, de classe, de género e tentam viver no amor do dia-a-dia esta revolução de comportamentos.

Sobre o Autora:
Raquel Freire nasceu no Porto em 1973. É argumentista, realizadora e produtora, mas também activista, cronista, encenadora de teatro, escritora e mãe duma criança de doze anos. Escreveu e realizou Rio Vermelho (Torino Film Festival 1999), Rasganço (Veneza Film Festival 2001) e Veneno Cura (São Paulo Film Festival 2009). Actualmente, está a terminar a longa-metragem A Vida Queima, a corealizar o documentário Dreamocracy e a preparar a longa-metragem baseada neste livro.

Objectiva publica Vamos lá então perceber as mulheres. Mas só um bocadinho de Marta Gautier

Título: Vamos lá então perceber as mulheres. Mas só um bocadinho…
Autor: Marta Gautier
Selo: Objectiva
N.º de Páginas: 168
PVP: 14,30€

Apresentação dia 21 de Junho, às 21h30, no Tivoli Caffé, por Rui Zink


Vamos lá então perceber as mulheres. Mas só um bocadinho… é o título do novo livro de Marta Gautier, inspirado no monólogo cómico que se estreou no Teatro A Barraca em 2011. Desde então, mais de 20.000 pessoas viram o espectáculo, que continua a esgotar a lotação das salas do Cinema S. Jorge, em Lisboa, e do Espaço Confluência (Teatro Maria Helena Torrado), em Cascais.

Se é homem, vai, finalmente, poder perceber como são as mulheres (mas só um bocadinho…). Se é mulher, talvez conclua, com sensação de triunfo, que as mulheres são todas únicas (mas muito parecidas umas com as outras).

Mais um livro imperdível, fresco, atrevido e arrepiantemente esclarecedor da psicóloga Marta Gautier, autora de bestsellers como Não há famílias perfeitas e Gosto de ti assim.

Sobre a autora:
Marta Gautier nasceu em Lisboa e é psicóloga clínica. A par da terapia individual, exerce actividade na área das competências parentais e é consultada por pais que desejam melhorar a relação com os filhos. Da sua experiência e formação específica nesta área, resultou o livro Não há famílias perfeitas, que conquistou um público fiel. Gosto de ti assim reflecte a sua experiência na terapia individual, e provou ser mais um sucesso editorial.

FACEBOOK: http://www.facebook.com/editoraobjectiva
BLOG: http://editoraobjectiva.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de junho de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Oficina do Livro publica Desamor, de Ricardo Martins Pereira

Título: Desamor
Autor: Ricardo Martins Pereira
E-book: 9,99€
PVP: 13,90

Nove histórias reais de corações partidos para que compreenda melhor a sua relação.

É o resultado de histórias que foram vividas por leitoras do blogue, e que foram contadas com muito detalhe.

Sobre o livro:
Numa altura em que as relações amorosas parecem cada vez mais vulneráveis, e em que as razões para as terminar são cada vez mais triviais, importa olhar para histórias verdadeiras e tentar compreendê-las.

Para construir Desamor, o autor analisou centenas de relatos enviados por leitores do seu blogue, O Arrumadinho, e escolheu aqueles que, no conjunto, melhor conseguem espelhar os vários tipos de relações dos dias de hoje. Desamor revela-nos nove casos contados ao pormenor por mulheres que, a dada altura, acreditaram estar a viver um amor verdadeiro e recíproco, mas acabaram com o coração partido.

Nestas páginas, há histórias de amores que começam ou acabam por influência das redes sociais, de dificuldades que nascem dos filhos, de relações à distância, de traições, equívocos fatais e paixões antigas. Estas narrativas encaixam em vivências experienciadas por muitos de nós e reflectem a fragilidade de uma grande parte das relações amorosas nos nossos dias.

Um das histórias aconteceu com uma mulher inteligente, culta, bem sucedida, que nunca se imaginara metida em aventuras semelhantes. É a prova de que incidentes de amor, mais simples, mais duros, mais atribulados, acontecem a qualquer um, em qualquer altura. Ninguém está preparado para nada.

Sobre o autor:
O Arrumadinho, autor do blogue com o mesmo nome, é uma espécie de alter-ego de um homem de 36 anos, pai, marido, jornalista, que utiliza esta personagem para poder falar abertamente sobre os problemas que enfrentamos no dia-a-dia, tanto no trabalho como na família e, sobretudo, nas relações sociais e amorosas.

Há dois anos que o seu blogue se mantém como um dos mais lidos em Portugal, com um número total de visitas que já ultrapassou os 6 milhões e que hoje ronda as 20 mil por dia. Em 2012, O Arrumadinho escreveu Solteiros, Casados e Divorciados — Como Perceber a Cabeça dos Homens, também editado pela Oficina do Livro. Desamor é o seu segundo livro.

José Eduardo Agualusa: Prémio Manuel António Pina

Recentemente criado pela editora Tcharan, o Prémio Manuel António Pina distingue obras destinadas ao público infantil e juvenil. José Eduardo Agualusa foi o primeiro galardoado.
O júri era constituído Inês Fonseca Santos, Adélia Carvalho e Álvaro Magalhães, selecionou o livro pelo livro A Rainha dos Estapafúrdios (com ilustrações de Danuta Wojciechowska e edição Dom Quixote)