quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sorte Explosiva - Janet Evanovich [Opinião]

Título: Sorte Explosiva
Autor: Janet Evanovich
Editora: Topseller
N.º de Páginas: 304

O segundo volume da «Saga Stephanie Plum».

A vida da caçadora de recompensas, Stephanie Plum, está em sérias dificuldades neste novo romance explosivo de Janet Evanovich.

Antes sequer de Stephanie conseguir sair do seu voo 127 do Hawai para Newark, já ela se encontra em grandes sarilhos. As suas férias de sonho foram transformadas num pesadelo e está de regresso a New Jersey sozinha. Para piorar, o seu companheiro de viagem nunca regressou ao avião depois da escala em Los Angeles. E agora ele está morto, e todos, criminosos, psicopatas, já para não falar no FBI, estão à procura de uma fotografia que ele supostamente trazia consigo. Apenas uma pessoa viu essa foto: Stephanie Plum. E agora, ela é um alvo a abater. Um especialista de desenho no FBI ajuda-a a reconstituir a pessoa na fotografia, mas as capacidades descritivas de Stephanie não são as melhores. Enquanto não conseguir melhorá-las, ela tem de ter cuidado.

A minha opinião: 
Conheci Janet Evanocich com o livro anteriormente editado pela Topseller, Perseguição Escaldante. Pelo que estava muito curiosa para ver a evolução da personagem Stephanie Plum, que tantas gargalhadas me proporcionou.

Sorte Explosiva, não me desiludiu, até porque gostei ainda mais deste segundo livro. Talvez por estar mais habituada à personagem, talvez por ter gostado mais da história. Neste volume, Stephanie encontra-se numa dupla embrulhada. Primeiro porque os dois amores da sua vida descobrem da existência um do outro em circunstância nada normais, e depois porque numa viagem de avião é-lhe colocada uma fotografia no meio dos seus pertences sem que ela dê conta e isso vai metê-la num sarilho brutal.

Esta personagem procura mesmo sarilhos e se não os encontra eles vão ao se encontro. E este livro é disso exemplo. Por causa da fotografia, Stephanie vai ser perseguida por agentes do FBI, falsos agentes e também por um terrível assassino, mas que não parece tão eficaz como aparente, já que a protagonista consegue sempre livrar-se dele.

Pelo meio, Stephanie, juntamente com Lula, uma ex-prostituta, continuam com o seu trabalho habitual, ou seja, apanhar meliantes fugidos à justiça com o intuito de receberem recompensas. No meio disto tudo, e apesar de conseguir sempre vencer aos seus perseguidores no caso em que se vê envolvida pessoalmente, a caçadora de recompensas não consegue ser eficaz na sua captura, o que faz soltar grandes risadas aos seus leitores com as suas peripécias.

Confesso que gostava de ter sabido mais sobre a viagem de Plum ao Havai, e da confusão gerada lá. Acho que o livro ficaria um pouco mais rico se mostrasse aos leitores essa parte da sua vida. Mas, tirando isso achei o livro hilariante, tornando-o uma excelente leitura para a época que atravessei.    

Novo livro de Dan Brown no cinema em 2015

Lançado em Portugal há uma semana o novo romance de Dan Brown ocupa o primeiro lugar dos principais tops de vendas.
Inferno, de Dan Brown, o quarto livro da série protagonizada por Robert Langdon, superou já as expectativas por parte da Bertrand Editora quanto a vendas efetivas. A provar este sucesso de vendas logo no arranque, está a posição que ocupa nos tops das principais cadeias livreiras e outros agentes de venda de livros: o primeiro lugar é unânime.
Entretanto, chega-nos a notícia de que Inferno será adaptado ao cinema, pela mão da Sony. À semelhança de Código Da Vinci e Anjos e Demónios Ron Howard realizará o filme, com argumento de David Koepp Tom Hanks assegura mais uma vez o papel de Robert Lagndon. A produtora anunciou a estreia para o dia 18 de dezembro de 2015, segundo a notícia que pode ser lida no site do The Telegraph.

Novidades Suma de Letras e Arena: Hotelle – Quarto 1, de Emma Mars e O livro das mulheres perigosas, de Clare Conville, Liz Hoggard e Sarah-Jane Lovett

A Objectiva acaba de publicar, através das suas chancelas Suma de Letras e Arena, dois novos títulos: Hotelle – Quarto 1, de Emma Mars (Suma de Letras) e O livro das mulheres perigosas, de Clare Conville, Liz Hoggard e Sarah-Jane Lovett (Arena). Duas boas propostas de leitura para as férias.



Título: Hotelle - Quarto 1
Autor: Emma Mars 
N.º de Páginas: 638
PVP:
18,50€
Hotelle - Quarto 1 conta a história de Anabelle, uma jornalista recém-licenciada, trabalha esporadicamente como acompanhante de luxo, para ganhar algum dinheiro. O local escolhido para essas noites é o Hotel dos Encantos, onde cada quarto é dedicado a uma famosa cortesã. O cenário perfeito para a sedução. Numa dessas noites, conhece o atraente David Barlet, um magnata da comunicação. Apaixonam-se de imediato e ficam noivos, marcando a data do casamento para um mês depois. Mas quem será o enigmático homem que lhe envia mensagens eróticas, a atrai até ao hotel e a guia na descoberta da sua sexualidade através de mandamentos eróticos e sessões de exploração do corpo e dos sentidos? É possível que se tenha deixado seduzir pelo irmão do seu noivo e que esteja agora prisioneira de um arriscado jogo sexual? Acompanhe Elle na descoberta das suas fantasias pela mão de um homem misterioso e altamente sedutor.



Título: O Livro das Mulheres Perigosas
Autor: Clare Conville, Liz Hoggard e Sarah-Jane Lovett
N.º de Páginas: 320
PVP:
17€
 

O livro das mulheres perigosas apresenta a arte de ser uma mulher fantástica no século XXI. O livro para as mulheres que se atrevem a viver melhor

Destemido, provocador e ousado, pautado pelos sábios e eternos conselhos da filosofia e da poesia, O Livro das Mulheres Perigosas inspira-se na experiência de três mulheres perigosamente experientes para dar conselhos práticos mas divertidos que ensinam a requintada arte de viver no século XXI.

Com mais de 600 entradas sobre temas de interesse para todas as mulheres - «Amantes», «Almas Gémeas», «Poder de Atracção», «Terapia familiar», «Vestidos», «Sono», «Solteiros» e «Viajar» - este livro é o companheiro de mesa-de-cabeceira perfeito para a mulher moderna.

Mães, irmãs, filhas e amigas fazem constantemente a si mesmas, e umas às outras, perguntas sobre o que é ser uma mulher moderna. O Livro das Mulheres Perigosas tem essas respostas.

Sobre o livro:
«Um A a Z efervescente, cheio de sábias palavras e anedotas engenhosas.» Easy Living
«Mulheres Perigosas é um livro brilhante, que todas as mulheres deveriam ler.» Femalefirst
«Estou muito grata pela publicação de Mulheres Perigosas, que celebra a arte de ser uma mulher fabulosa aos 15 anos, aos 50 e até depois disso. As três brilhantes autoras pretendem promover, através desta obra inteligente e divertida, a gloriosa arte francesa de nos sentirmos bem na nossa própria pele.» Daily Telegraph
«Um guia inteligente para a vida do século XXI.» Woman & Home
«Um livro cheio de personalidade e conselhos atrevidos.» Sainsbury’s Magazine

Sobre as autoras:
Clare Conville é agente literária e descobriu o escritor DBC Pierre na linha Victoria do metropolitano. Vive em Londres com os filhos e tem pouco jeito para jardinagem.

Liz Hoggard é colunista e entrevistadora. Escreve para o Evening Standard, para o Observer e para o Independent, bem como para algumas revistas. Vive em Peckham e as suas palavras preferidas na língua inglesa são «restaurant» e «taxi».

Sarah-Jane Lovett entregou os TheBadSexAwards, orientou inúmeros salões literários e publicou e declamou a sua própria poesia. Participou em peças de teatro do absurdo francês, trabalhou como jornalista e colunista em diversos jornais e foi a demasiadas festas. Tem dois filhos, vive em Londres e conduz um táxi preto.



quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Retrato da Mãe de Hitler - Domingos Amaral [Opinião]

Título: O Retrato da Mãe de Hitler
Autor: Domingos Amaral
N.º de Páginas: 420
Editora: Casa das Letras

Lisboa 1945.
Jack Gil Mascarenhas Deane já não trabalha para os serviços secretos ingleses, pois a guerra acabou, mas a chegada do seu pai a Lisboa vai alterar a sua vida. O pai é um colecionador de tesouros nazis e vai obrigar Jack Gil a ajudá-lo na sua demanda pelos valiosos artefactos, que muitos nazis, como Manfred, tentam vender em Lisboa, antes de fugirem para a América do Sul.

Dividido entre o desejo de ajudar o pai e o desejo de partir de Lisboa, Jack Gil está também dividido nos seus amores, pois embora esteja apaixonado por Luisinha, uma portuguesa que adora cinema e acredita na democracia, fica perturbado pelo regresso de Alice, o seu amor antigo, uma mulher duvidosa, misteriosa mas entusiasmante, que fora a sua paixão de uns anos antes, e que desaparecera certa noite da sua vida.


A minha opinião:  
Continuação de "Enquanto Salazar Dormia" este novo livro de Domingos Amaral acompanhou-me nas minhas férias na praia. E tornou-se numa leitura ideal. Escrito de uma forma leve, mas engraçada, "O Retrato da Mãe de Hitler" traz de volta Jack Gil, ex-agente do MI6, que conta ao neto as suas peripécias depois de terminada a Segunda Guerra Mundial. 
O autor traz também de volta Luisinha e a sedutora Alice que endoidece o protagonista. No entanto, o bom senso de Luisinha, a sua inteligência e perseverança vão levar a melhor sobre o galã luso-inglês. 
Ao contrário do primeiro livro que tratava das peripécias do espião inglês pelo nosso país durante a Segunda Grande Guerra, aqui temos novamente as peripécias, sobretudo amorosas, mas no pós-guerra. Domingos Amaral retrata um Portugal da censura, um país com medo da polícia política, mas também um Portugal que ajudou refugiados nazis. É aqui que entra mais uma investigação de Jack Gil. A pedido do pai, um homem desprezível que não quer saber de ninguém a não ser dele próprio, Jack vai-se envolver na investigação de tesouros nazis, trazidos para Portugal por muitos refugiados que vêem neles uma possível moeda de troca. Um desses refugiados é Manfred, um nazi fanático, que deseja ver o ideal do nazismo surgir novamente, e acredita que o seu mentor, Hitler, não se tenha suicidado a 30 de Abril de 1945. Mesmo assim, e sabendo onde está guardado um pequeno baú com as relíquias do seu ídolo, Manfred decide traze-las para Portugal a fim de ganhar algum dinheiro com elas. Nesse baú encontra-se o retrato da mãe de Hitler. 
Tal como o primeiro livro do autor, adorei ler este seu seguimento. Gostei do tema abordado, a par das aventuras amorosas de Jack Gil, que serviram para tornar o livro mais agradável. 
Uma óptima leitura de férias. Recomendo. 
 

Acqua Toffana, de Patrícia Melo, a 9 de agosto nas livrarias

Título: Acqua Toffana
Autor: Patrícia Melo
Género: Romance
N.º de páginas: 168
Data de lançamento: 9 de agosto
PVP: 14,40 €

Uma mulher suspeita que o marido a trai e procura a polícia, convencida de que ele é também o brutal assassino de mulheres que habita as manchetes dos jornais.
O funcionário de um cartório, pai de família aparentemente exemplar, vê a sua vida transformar-se diante do ódio incontrolável que o faz aproximar-se de uma vizinha para planear minuciosamente a sua morte.
Ciúme e ódio, testemunha e perpetrador, em duas narrativas paralelas – que se cruzam de forma inesperada – e em que o sexo surge como o poderoso elo entre o assassino e a vítima.

Sobre a autora:
Patrícia Melo é romancista, dramaturga, jornalista e argumentista, e uma figura de destaque na literatura brasileira contemporânea. Os seus livros foram finalistas e vencedores de importantes prémios literários dentro e fora das fronteiras do Brasil: Jabuti e Deux Óceans, entre outros.
No ano 2000, a revista Time incluiu-a na lista dos cinquenta «Líderes Latino-Americanos para o Novo Milénio».
Patrícia Melo vive atualmente entre o Brasil e a Suiça.