sexta-feira, 23 de agosto de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

A estante está mais cheia #3

Estas duas semanas foram excelentes no que toca à aquisição de livros, alguns deles em promoção. No início desta semana aproveitei a promoção da Presença,e comprei três livros a 3.99€ cada um: O Voyeur de Brian Freeman, Black Out - A Cortina da Memória de Lisa Unger e As Virgen de Vivaldi de Barbara Quick. Ontem não consegui resistir à compra de Morte com vista para o Mar de Pedro Garcia Rosado, publicado pela Topseller, numa visita que fiz à Bertrand (comprei ainda um bloco de notas com pensamentos de Pessoa e uma caixinha com cartões e envelopes do mesmo autor, mais tarde colocarei fotos).   


Numa Feira do Livro existente em Espinho comprei dois livros de Urbano Tavares Rodrigues. A Noite Roxa e Bastardos do Sol, em edições antigas, e que desejo ler brevemente.


Numa visita ao continente comprei um livro (com 20% de desconto) que estava na minha wishlist desde que saiu: O Coleccionador de Erva da Porto Editora, cujo protagonista é o inspector Jaime Ramos. Mais um livro para devorar.
Ainda hoje recebi O Barão, o último livro de Sveva Casati Modignani, oferecido pela Porto Editora, que tem data prevista para 30 de Agosto, e que brevemente estará em passatempo no Marcador de Livros. Vou começar a lê-lo hoje e dentro de poucos dias também estará disponível a minha opinião.
O que acham das minhas compras? Têm feito muitas?




 







quinta-feira, 22 de agosto de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Rapariga dos Seus Sonhos - Donna Leon [Opinião]

Título: A Rapariga dos Seus Sonhos
Autor:
Donna Leon
N.º de Páginas: 360
PVP: 17,76€

Numa manhã chuvosa o Commissario Brunetti e o Ispettore Vianello respondem a uma chamada de emergência sobre o aparecimento de um cadáver a flutuar perto de uns degraus no Grande Canal.
Ao estender os braços para puxar o corpo, o pulso de Brunetti é enredado pelo cabelo dourado e avista um pequeno pé – juntos, Brunetti e Vianello retiram uma rapariga morta da água. Todavia, por incompreensível que possa parecer, ninguém comunicou o desaparecimento de uma criança, nem o roubo das jóias em ouro que tem na sua posse.
Brunetti é atraído para uma busca não só sobre a causa da sua morte, como também da sua identidade, a família e os segredos que as pessoas estão dispostas a guardar a fim de proteger os filhos – sejam inocentes ou culpados.

A minha opinião: 
Quem parte para a leitura dos livros de Donna Leon já espera ler um bom policial, mas também a parte humana de todas as personagens e a descrição maravilhosa da Veneza actual, e das suas gentes. Este nono livro publicado pela Planeta, 17.º da série Comissário Brunetti, não é excepção. O que me agrada mesmo nos romances de Leon é o lado humano do inspector, que além de adorar o trabalho que faz, se preocupa intensamente com a família e com os valores que quer incutir aos filhos.

As cenas familiares entre Guido, Paola e os seus dois filhos, Raffi e Chiara, são deliciosas, assim como é bom sentir o "cheiro" dos pratos que vão sendo confeccionados pela própria mulher de Guido. Além disso, quem é que pode ficar indiferente a um inspector que é amante da leitura?


Mais uma vez se fala da Máfia, da corrupção do poder político, dos interesses instituídos numa Itália que muito me faz lembrar Portugal, ideias provavelmente muito similares aos países latinos.

Em A Rapariga dos Seus Sonhos Guido Brunetti tem duas investigações à sua altura. A primeira surge quando Guido vai a enterrar a mãe. A cerimónia, levada a cabo por uma antigo amigo do seu irmão Sergio, Antonin vai fazer com que Guido tenha de pesquisar sobre os meandros de uma seita que opera recentemente em Veneza. Antonin, um antigo missionário pede-lhe ajuda e, sem saber, também é investigado pelo próprio Guido.

Na mesma altura o comissário é levado a investigar o caso de uma criança encontrada a boiar nas margens do rio, e o que mais o intriga é ninguém ter comunicado o seu desaparecimento. A imagem dessa bela criança, de cabelos e olhos claros, vai ensombrar as suas noites e leva-o a não descansar enquanto não descobrir o culpado.

Numa clara crítica ao preconceito racial, às várias seitas que proliferam um pouco por toda a parte tendo como único objectivo extorquir dinheiro e bens aos que neles acreditam, ao poder instituído, quer do poder político, quer do poder monetário que tudo faz para encobrir um crime, tendo na polícia o seu maior aliado, não podia deixar de recomendar a leitura deste livro.

Apesar de pertencer a uma série lê-se bem isoladamente, ganhando com isso vontade de conhecer um pouco mais de Guido e da sua família, que poderá ser descoberto através da leitura de outros livros da autora.

O único senão para mim é que depois da descoberta do corpo da criança de etnia cigana, a autora descurou bastante a primeira investigação de Brunetti, relativamente ao caso da seita religiosa denominada os Filhos de Jesus Cristo.





terça-feira, 20 de agosto de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Um Lugar Chamado Evalon é o primeiro livro de Catarina Seabra Lopes

Um Lugar Chamado Evalon é o primeiro livro de Catarina Seabra Lopes. Com apenas 18 anos, Catarina publica assim o seu primeiro livro cuja sinopse é a seguinte: "Ally é uma rapariga comum, habituada a viver uma vida simples numa aldeia desinteressante, sem grandes surpresas ou aventuras extraordinárias, mas tudo isso muda no dia em que ela descobre que é especial. Ally é uma credentis levada numa viagem surpreendente para o mais misterioso e perfeito dos mundos, Evalon um lugar cheio de criaturas diferentes que só existe devido à crença desinteressada de alguns humanos. Neste mundo indescritível, Ally conhece um dos mais poderosos sentimentos do homem, o amor que é capaz de trespassar todas as barreiras impostas pela vida com que ela se depara. De humana a credentis, de débil a portadora de um poder imenso, esta é a história de uma rapariga que se deixa levar pelos mais fortes sentimentos e que se atreve a lutar contra tudo que lhe foi imposto apenas para se dar à possibilidade de ser eternamente como é."

Sobre a autora:
Chamo-me Catarina Seabra, uso o nome do meu pai porque gosto mais da forma como soa quando o digo em voz alta. Tenho 18 anos, feitos em Setembro do ano passado, o que me leva a pensar que continuo a crescer a uma velocidade pouco desejada… Quer dizer crescer como quem diz, o número muda, mas pouco mais muda com ele. Moro em Vila Nova de Gaia, para quem não sabe é um lugar bem pertinho da praia. Consigo sentir o cheiro a mar quando abro a janela, por isso mudemos o “pertinho” para muito perto. Sou estudante ou pelo menos essa é aquela que todos dizem ser a minha profissão, mas para ser sincera não estudo assim tanto, já estudei mais e hoje faço outras coisas com o meu tempo, como escrever, apagar o que escrevo e escrever de novo. E basicamente é isto, se faltar alguma coisa a vida completa, ela completa sempre.




Podem consultar a página do livro no facebook da autora: https://www.facebook.com/UmLugarChamadoEvalonCatarinaSeabraLopes

Novo livro de Sveva Casati Modignani já se encontra em pré-venda

Título: O Barão
Autor:
Sveva Casati Modignani
Tradução: Regina Valente
Págs.: 504
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

A Porto Editora tem vindo a publicar, ao longo dos últimos cinco anos, a obra de uma das autoras de maior sucesso em Portugal: a italiana Sveva Casati Modignani. Nesse sentido, espera-se que a publicação do romance O Barão, a 30 de agosto, marque a chamada rentrée literária e represente um novo êxito.
Obras como Baunilha e Chocolate e Um Dia Naquele Inverno fizeram de Sveva um caso ímpar de popularidade e fidelidade por parte das leitoras. Depois de O Diabo e a Gemada, livro autobiográfico lançado em março, a Porto Editora publica um romance muito aguardado pelas fãs da autora. O Barão mostra os meandros de uma sociedade em que os velhos paradigmas sociais entram em confronto com uma classe disposta a tudo para ascender ao poder, criando um mosaico de personagens vibrantes.

O novo livro de Sveva Casati Modignani já se encontra em pré-venda  em sites como Fnac e Wook.

Sinopse:
Bruno Brian di Monreale, o Barão, como é conhecido, é o último descendente de uma antiga e nobre família siciliana. Bruno cresce na Califórnia, com um pai severo e distante e uma mãe dividida entre um casamento precipitado, onde não existe amor, e uma paixão deixada na sua Sicília longínqua. No entanto, são as raízes sicilianas que levam Bruno a regressar à sua ilha natal, ao seu avô, um velho aristocrata e a Calò, o padrinho sempre presente. Serão estas duas figuras que lhe irão transmitir o saber ancestral das velhas famílias e da sua ética e código de justiça.

Bruno di Monreale envolve-se nos negócios do petróleo e das grandes multinacionais, tornando-se num homem poderoso e fascinante. Os amores inconsequentes e os casos fortuitos sucedem-se na sua vida glamorosa mas dominada pela insatisfação, até que se cruza com Karin, uma mulher reservada e misteriosa. Karin revelar-se-á o desafio por que Bruno ansiava e vai trazer-lhe o equilíbrio há tanto desejado.

Em O Barão, um dos primeiros romances da autora, Sveva Casati Modignani revela-nos os meandros de uma sociedade disposta a tudo para manter os seus privilégios, criando um mosaico de personagens vibrantes.

Sobre a autora:
Reconhecida como a grande signora do bestseller italiano, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia, O Esplendor da Vida, A Siciliana, Mister Gregory, A Viela da Duquesa e Um Dia Naquele Inverno. A sua obra autobiográfica, O Diabo e a Gemada também já se encontra publicada no catálogo da Porto Editora.
Sveva Casati Modignani está no Facebook.

Mais informações aqui

Primeiras páginas aqui

Pedra Pagã - Trilogia Signo dos Sete - Vol. III - Nora Roberts [Opinião]

Título: Pedra Pagã
Trilogia Signo dos Sete - Vol. III
Autor: Nora Roberts
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 288

Sinopse:
A Pedra Pagã existe há centenas de anos, muito antes de três rapazes se terem reunido à sua volta e derramado sangue num pacto de irmãos, libertando inconscientemente uma força malévola desejosa de caos e destruição. Um desses rapazes, Gage Turner, foge do seu passado desde há muito tempo. Filho de um pai alcoólico abusivo, a sua infância na cidade de Hollow foi tudo menos fácil, e só a amizade com Fox e Caleb o salvaram.
Mas ao libertarem o mal sobre a sua terra natal, iniciando um ciclo de loucura e crime a cada sete anos, Gage sabe que terá que ajudar os seus amigos a salvar a cidade onde cresceu. Depois de uma vida inteira solitária, conseguirá ele criar laços emocionais com as três mulheres a quem está preso pelo destino, em especial Cybil? Uma história de amor em que só abrindo o coração se pode almejar derrotar as trevas.

A minha opinião:
Por distração minha parti para a leitura deste livro sem ter lido os dois anteriores pertencentes à trilogia. Se os tivesse lido de certeza que me agarraria mais às personagens e à história em si.

Mesmo assim, gostei deste registo de Nora Roberts, um bocadinho fora do romance lamechas e mais sobrenatural. Tudo bem que coisas de forças malévolas, demónios e afins não são muito o meu gosto literário, mas gostei deste livro, ficando curiosidade de ler os outros dois.

Em Pedra Pagã Nora Roberts explora a personagem Gage, um rapaz problemático, orfão de mãe, mas com um espírito forte e com vontade de vencer as adversidades da vida. Constatemente com a mãe no pensamento, Gage chega a sonhar com ela e visita frequentemente a sua campa, o que dá ao demónio motivos mais que suficientes para aparecer e tentar enganar o jovem.

Neste terceiro volume, além do romance protagonizado por Gage e Cybil, termina a luta com o demónio que tem atormentado os três amigos (Fox, Gage e Cal), que surge apenas de 7 em 7 anos, a 7 de Julho.

Gostei da particularidade dos três amigos terem nascido no mesmo dia, no mesmo ano e à mesma hora, daí se terem denominado irmãos de sangue. Tranformando assim um elo de ligação muito forte entre eles.
As suas companheiras também têm um papel relevante em toda a história.

Fiquei com curiosidade de conhecer mais produndamente os outros irmãos de sangue para ter uma opinião mais completa desta trilogia. 


segunda-feira, 19 de agosto de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Em Defesa de Jacob - William Landay [Opinião]

Título: Em Defesa de Jacob
Autor:
William Landay
Coleção: Romance
P.V.P: 22 €
Páginas: 388

Andy Barber é procurador-geral adjunto num pequeno condado no subúrbio de Massachusetts há mais de vinte anos. Bem-sucedido, é respeitado na sua comunidade como um advogado sério, obstinado e um homem de família feliz, junto da sua mulher Laurie e do filho Jacob. Mas tudo muda quando um crime chocante abala a pequena cidade de Nova Inglaterra. Um jovem de 14 anos é encontrado morto no bosque junto da casa de Barber que naturalmente assume a investigação do caso. Contudo o advogado não estava preparado para o que viria a acontecer: o seu filho Jacob é acusado de ser o assassino.
É preciso proteger Jacob que garante ao pai a sua inocência. Andy acredita nele. Tem de acreditar. Mas à medida que o julgamento ganha intensidade, com a descoberta de novos factos e revelações chocantes, que demostram como um pai sabe tão pouco acerca do seu filho, com a ameaça de um casamento prestes a ruir, Andy Barber vai enfrentar o seu próprio julgamento. Inicia então uma luta entre a lealdade e a justiça, entre a verdade e a alegação, entre um passado que tenta enterrar a todo o custo e um futuro que não consegue conceber. Este livro, aclamado pela crítica como o livro do ano, está recheado de mistério e suspense, fala-nos de culpa, traição, de amor incondicional e da forma como a nossa vida pode, num segundo, sair do nosso controlo, para nunca mais voltar a ser igual ao que era…

A minha opinião: 
Quando o corpo de um jovem de 14 anos é encontrado num bosque com três ferimentos de faca, o procurador-adjunto Andy Barber decide assumir o caso. Com um filho também de 14 anos, Andy revê-se na pobre família que fica sem o membro mais novo e quer a todo o custo ajudar. Mas o calcanhar de Aquiles de Andy é Jacob, o seu filho. Uma vez que Jacob também tem 14 anos e frequenta a mesma escola que a vítima faz com que Andy seja afastado do caso, por possível "conflito de interesses".

Com um suspeito em mente, Andy fica surpreendido quando o seu filho Jacob é acusado de ter assassinado o colega. Começa aí a luta desenfreada para provar a inocência do filho, lutando contra tudo e todos e até mesmo contra si próprio que, por vezes,desconfia do próprio filho.

Todo o respeito que aquela família tinha na comunidade é transformado em desprezo, sendo ignorada por todos eles. A vida desta família muda completamente.

Em Defesa de Jacob é muito mais que um romance policial, é sobretudo um livro que sobre a família, sobre como esta família lida com a crise, com as acusações, com a desconfiança, sobretudo com toda a mudança que se faz sentir desde que Jacob foi acusado.

Saber que o autor foi procurador-adjunto, tal como o narrador do livro, enriquece o livro e vê-se que William Landay sabe do que está a falar.

Em Defesa de Jacob surpreendeu-me pela forma como está (bem) escrito, pela história e pelo seu final.