sábado, 5 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Apresentação do livro Miopia e Astigmatismo, 5 de Outubro 2013 - 18h30 - Fnac Colombo



Clube do autor publica Os livros do final da tua vida

Título: Os livros do final da tua vida
Autor: Will Schwalbe
PVP: 17,50€
N.º de Páginas: 328
Tradução: Eugénia Antunes

Os livros do final da tua vida, brevemente nas livrarias, é um testemunho inspirador sobre os laços que unem pais e filhos e sobre o prazer da leitura. Mais do que um livro sobre livros, é sobretudo um testemunho profundamente comovente e uma celebração da vida.

Forçados por uma trágica circunstância, Will Schwalbe e a mãe ficam longas horas em salas de espera de hospitais. Para passar o tempo, decidem falar dos livros que estão a ler e por seu intermédio, enquanto partilham esperanças e preocupações, redescobrem as suas vidas.

Os livros do final da tua vida foi um dos grandes êxitos literários de 2012. Fez parte da seleção dos melhores livros do ano de várias publicações e das principais livrarias. Ganhou ainda o prémio de melhor testemunho inspirador atribuído pela associação «Books for a Better Life» e foi um dos cinco melhores livros de não ficção do ano segundo a Indies Choice.

«Esta obra demonstra o quanto a literatura é relevante na nossa vida.» The Washington Post
«Um testemunho tocante, (…) que é essencialmente uma comemoração da vida e de como os livros a podem enriquecer.» Booklist
«Poderoso e pertinente.» Publishers Weekly
«Um testemunho afetuoso.» Entertainment Weekly





sexta-feira, 4 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Mães e Filhas com História - Fátima Lopes [Opinião]

Título: Mães e Filhas com História
Autor:
Fátima Lopes
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 16 €
Páginas: 264 + 16 Extratextos


O amor entre uma mãe e uma filha pode ser vivido e sentido de diferentes formas. Pode ser um amor incondicional. Um amor abnegado. Um amor cúmplice, baseado na mais profunda amizade. Um amor temeroso ou respeitador. Castrador ou potenciador.
Foi na procura destas diferentes formas de amor que Fátima Lopes enveredou pela História, para descobrir estas Mães e Filhas.
Catarina de Bragança foi Rainha de Inglaterra, mas sempre viveu na sombra da sua poderosa e demasiado exigente mãe Luísa de Gusmão.
D. Maria II assistiu ao sofrimento da sua adorada mãe, maltratada pelo marido e jurou a si própria não seguir o seu exemplo.
Catarina de Áustria é Rainha de Portugal, mulher de poder, austera, que nunca esqueceu os terríveis anos de cativeiro vividos ao lado da sua mãe, Joana a Louca, no Mosteiro de Tordesilhas.
Filipa de Lencastre, mãe da Ínclita Geração, fez questão de educar os filhos na fé e em valores fortes. Isabel sua filha irá honrar a sua memória ao se tornar na distinta Duquesa de Borgonha.
Sissi, Imperatriz da Áustria e da Hungria viu os seus filhos serem afastados de si por uma sogra controladora. Apenas a última filha Maria Valéria viveu a seu lado e tornou-se na sua verdadeira obsessão.
Já Maria Antonieta confessava em surdina o medo que sentia da sua mãe a imperatriz Maria Teresa.
Estas são algumas das figuras históricas retratadas por Fátima Lopes que depois dos seus anteriores bestsellers, a autora e apresentadora de televisão, regressa à escrita de forma surpreendente. Uma visita à História, que nos permite ficar a conhecer cada uma destas mulheres, no seu papel menos conhecido e explorado, o de mães e filhas.

A minha opinião *:

Não posso deixar de falar este livro sem relatar algumas das histórias que fui lendo (ou relembrando), entre mães e filhas. Histórias de pessoas importantes na nossa História, mas que também tiveram uma importância fulcral na educação e no amor que deram aos seus descendentes.

Sem pretender escrever um livro de história, Fátima Lopes explorou apenas a relação entre mães e filhas de várias personalidades da História Mundial. Para primeira vez que leio a autora, e também apresentadora de televisão, até que fiquei agradada. De uma forma simples, mas enriquecida com aspectos da História, mas também diálogos ficcionados que a autora imaginou que se tivessem passado, Fátima Lopes consegue explicar bem o que terá sido o relacionamento entre membros da família.

O livro começa com a relação fria entre D. Leonor Teles e D. Beatriz. Pérfida como só D. Leonor poderia ser, a sua relação com a sua filha era apenas baseada no que o futuro lhe poderia trazer. Desde tenra idade D. Beatriz era usada pela mãe no intuito de lhe arranjar um excelente casamento que a colocaria, a ela, em boa posição em relação ao trono português. Casada com um homem débil e fraco na governação, D. Leonor era poderosa e usava de todos os meios para fazer tudo a seu proveito. Usada como mera troca na política ibérica, D. Beatriz acaba por casar com um homem que podia ser seu pai... mas as voltas são trocadas e D. Leonor cai em desgraça.

Ao contrário da família anterior, a relação de Filipa de Lencastre e Isabel de Borgonha não podia ser a melhor. Apaixonada pelo marido e pelos filhos, Filipa e Isabel davam-se muito bem. Talvez por isso é que, apesar de não ter sido tão feliz como a mãe tinha sido no casamento, foi uma grande mulher, mãe e consorte. Além disso, tinha uma posição de destaque ao lado do marido, no governo de Borgonha.

"D. Filipa viveu um casamento onde não se conhecem amantes ao monarca, nem filhos ilegítimos depois do casamento. D. Isabel teve de viver rodeada de filhos bastardos do seu marido que não se coibia de ter amantes e espalhou filhos ilegítimos."

Devido ao estado de demência de D. Joana, a Louca, D. Catarina de Áustria viveu os seus primeiros 18 anos em total clausura, só saindo do "cárcere" para casar com o rei de Portugal. Depois do seu marido morrer, estava ela grávida de Catarina, a filha torna-se na sua principal obsessão. Mas não era uma relação boa como era de prever: "Era uma relação baseada no medo, no sacrifício e menos no amor." Inteligente e com uma personalidade vincada e, apesar de ver morrer consecutivamente os filhos que gerava, foi ganhando uma confiança cada vez maior por D. João III.

D. Catarina de Médicis, apesar de uma infância terrível, tornar-se-ia uma verdadeira mulher de Estado, nunca olhando a meios para atingir os seus fins, nem que isso prejudicasse os seus filhos. Primogénita, Margarida, a Rainha Margot, espírito livre e com ideias completamente diferentes da mãe, desde cedo percebeu que teria que iria sofrer muito por contrariar a mãe, inclusive a prisão.

A relação entre D. Luísa de Gusmão e D. Catarina de Bragança era boa. Esposa de D. João IV, Luísa de Gusmão sempre se mostrou ser uma mulher forte, dando provas da regência do reino português quando o rei morreu e o seu filho mais velho e sucessor ainda era menor. Por outro lado, a sua filha não seria tão forte, mas teria pela frente grandes provações. Prometida ao rei de Inglaterra Carlos II, D. Catarina nunca se adaptaria bem à vida na corte inglesa, nem ao sucessivo número de amantes do seu marido. O facto de não ter conseguido deixar descendentes também fez com que fosse cada vez mais infeliz. Pouco tempo da morte do marido D. Catarina volta para Portugal onde deixou sempre o seu coração.

Apesar de terem sido das famílias mas ricas portuguesas, os Távoras tiveram um destino trágico. D. Leonor de Távora, uma mulher altiva e orgulhosa, nutria pelos dois filhos preferidos um grande amor: D. Mariana Raimunda e Luís Bernardo cuja mulher fora amante do rei D. José. Nem a fervorosa fé lhes valeu.

Mesmo amando a mãe, Maria Antonieta não conseguia conter o medo que tinha dela, mesmo que a distância as separasse. Maria Teresa, primeira e a única mulher a governar na Europa até então era uma mulher altiva e forte. Além disso não esconde as preferências pela irmã de Antonieta, Maria Cristina, três anos mais velha. Depois de casar com o futuro rei de França, Luís XVI e não conseguindo consumar o casamento e, consequentemente, não conseguir engravidar, a sua mãe mandava-lhe cartas cheias de críticas. Nunca foi feliz no amor. E ao fim de alguns anos de casada tudo servia como escape para a jovem. O aumento das dívidas era cada vez maior o que a tornou má amada pela população.

D. Leopoldina de Habsburgo nunca foi feliz. Era uma mulher triste, sofrida e desiludida com um casamento cujo marido, D. Pedro, a traía constantemente. A par disso sofria violência doméstica. Tal era um facto que acabaria por acabar com a sua triste vida numa das discussões que teve com o seu esposo. A sua e o filho que gerava o seu ventre. D. Maria II assistiu a tudo e jurou que o seu casamento seria bem melhor, seria feliz. Futura rainha de Portugal, D. Maria casou três vezes, mas apenas o seu último marido D. Fernando a desposou. Ao contrário da sua mãe mostrou ser uma mulher forte e destemida que levou a pulso firme os desígnios do reino português assim como dentro das portas de sua casa. Mãe de muitos filhos e feliz no casamento, acabaria por morrer ao dar à luz o seu 11.º filho. Mas morreu feliz.

Quarta filha da Imperatriz Sissi, D. Maria Valéria foi a única filha que pode ser educada pela mãe. Os seus irmãos, mal nasciam, eram tirados à mãe pela sogra, Sofia, por achar que ela não era uma boa mãe. Melancólica e tímida, Sissi foi educada livremente, não tendo uma educação de principesca aos olhos dos estereótipos da época. Daí a sua sogra achar que não daria uma boa mãe. Sissi nunca se interessou pela política e quando a filha nasceu criou uma obsessão por ela. De tal forma que se tornaram muito amigas e confidentes. Talvez por ter sido infeliz no casamento quis que fosse a própria filha escolher o seu marido. Ao contrário da sua mãe, Maria Valéria seria bem aceite na corte e teria um importante papel, sobretudo na Primeira Guerra Mundial.

A Czarina Alexandra apaixonou-se à primeira vista por Nicolau. Apesar da sua família tentar convencê-la a escolher um novo pretendente, Alexandra recusou todos os conselhos. Também o pai de Nicolau não via com boas olhos este enlace. Além de Alexandra ser luterana não era bem vista aos olhos da sociedade russa. Tímida e série, tinha uma cultura acima da média. Anastácia Romanov era a alma da casa, era diabrete enquanto criança e mesmo passando para uma personalidade mais tranquila quando cresceu não deixou de perder o sentido de humor. Morreria aos 17 anos sem ter conhecido o amor e a glória.

Desculpem o extenso texto mais empolguei-me demasiado com as relações entre mães e filhas e acabei por nem reparar que estava tão grande. Gostei da forma como Fátima Lopes expôs a história, cuja leitura fluiu tão bem que li este livro num ápice.

* contém dados detalhados do livro 

 


Quetzal Editores: Lançamento: J. Rentes de Carvalho apresenta As Primeiras Coisas




Guerra & Paz publica 50 Segredos Politicamente Incorrectos do Amor, novo livro de Pedro Marta Santos

Título: 50 Segredos Politicamente Incorrectos do Amor
Autor: Pedro Marta Santos
N.º de Páginas: 168  PVP: 15,99 €
Género: Não Ficção/Psicologia/Sexualidade
Nas livrarias a 17 de Outubro
Guerra e Paz | Livros Politicamente Incorrectos

É tudo mentira. Se ouviu dizer que o amor mata, que o amor é uma ilusão, que o amor é fodido, é tudo mentira. O amor não mata. Pelo contrário: o amor foi, é e será a nossa única salvação.

Sinopse:
Este livro, combinando os resultados de investigações de reputados biólogos, sociólogos, neurologistas, psicólogos evolucionistas, historiadores e até economistas, demonstra que o amor é a melhor opção para combater a ausência de compaixão, a falta de empatia. O egoísmo da genética, a ditadura darwiniana e mesmo a austeridade, a prepotência dos patrões e a inépcia dos nossos políticos.
Não tem nas mãos um livro sossegado. Lê-lo é uma viagem sobressaltada e arriscada. No fim haverá leitores escandalizados, leitores sem fôlego, mas também leitores em êxtase.
Os 50 Segredos prova que os portugueses nunca se fartam de trair as suas amadas, e que as portuguesas nunca se cansam de os perdoar. Que o relativismo moral é o maior inimigo da nova «geração perdida». Que, segundo as estatísticas, não existem homossexuais em Portugal. Que a infidelidade contribui para melhorar a economia. E que a austeridade é como o mau sexo: não tinha de ser assim e aconteceu por razões erradas. Uma coisa é certa: só o amor nos salva.

Sobre o autor:
É jornalista, argumentista, calvo e charmoso (julga ele). Foi redactor e editor de o Independente durante 13 anos, escreveu ficção para a SIC e a RTP e longas-metragens para realizadores e produtores como Mário Barroso, Leonel Vieira, Edgar Pêra, Tiago Guedes, Carlos Coelho da Silva, Jorge Queiroga e António-Pedro Vasconcelos. Colabora com a Sábado e o Diário Económico e este é o seu terceiro livro – o primeiro sobre o amor (depois de três décadas a praticar, achou que estava na altura de escrever sobre o assunto).


quinta-feira, 3 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Quetzal: Austeridade - A História de Uma Ideia Perigosa, de Mark Blyth, a 18 de outubro nas livrarias

Título: Austeridade – A História de Uma Ideia Perigosa
Autor:
Mark Blyth
Género: Ensaio / Economia / Atualidade
Tradução: Freitas e Silva
N.º de páginas: 348
Data de lançamento: 18 de outubro
PVP: 17,70 €

Ler no Chiado, hoje, às 18h30, em parceria com o Jornal de Negócios. Partindo dos livros de Joseph E. Stiglitz e de Mark Blyth, Anabela Mota Ribeiro e Helena Garrido falam com António Nogueira Leite e Fernando Medina sobre Desigualdade e Austeridade.
Hoje em dia, tanto na Europa como nos Estados Unidos, criticam-se os gastos do Estado como se a causa da deterioração da economia fossem apenas o desperdício e a irresponsabilidade dos governos. E para a solução da crise financeira, implementaram-se políticas draconianas de corte orçamental como uma espécie de castigo sobre os cidadãos, que são acusados de terem vivido acima dos seus meios e possibilidades – e que agora terão de “apertar o cinto”.
Esta visão esquece – muito convenientemente – a origem do endividamento, que não foi a orgia despesista do Estado, mas sim o resultado direto do resgate e da recapitalização do sistema bancário. Através destas operações, a dívida privada passou a ser dívida pública, e, enquanto os verdadeiros responsáveis deste processo saem impunes, o Estado arca com a culpa e os contribuintes carregam o fardo do aumento de impostos, do desemprego e da perda de direitos fundamentais.
Para o economista e professor Mark Blyth, a viragem global para as políticas de austeridade é uma ideia muito perigosa. Em primeiro lugar, não funciona. Como os últimos quatro anos e exemplos históricos do último século o demonstram, a tentativa do Estado em conter a despesa barrando os caminhos do crescimento até pode ter algum resultado prático, mas nunca quando todos os países o praticam em simultâneo – isso só leva à recessão global.
Em segundo lugar, pedir aos inocentes (os cidadãos, os contribuintes) que paguem pelos erros dos culpados (os Estados, os grandes bancos) é sempre má política. Em terceiro lugar, a receita da austeridade apenas enriquece os ricos, não traz prosperidade para todos, contraria o princípio da igualdade de oportunidades e só leva à pobreza e à desigualdade social.
Ou seja: estaremos dispostos a pagar o custo da austeridade?

Sobre o autor:
Mark Blyth nasceu em Dundee, na Escócia, em 1967. Foi professor da Universidade Johns Hopkins entre 1997 e 2009, tendo terminado o doutoramento em Ciência Política na Universidade de Columbia em 1999. É autor de vários livros e atualmente professor catedrático de Economia Política




Hoje, apresentação do novo livro de Fátima Lopes : "Mães e Filhas com História" por Rita Ferro, 19h, na Fnac do Colombo



O Anjo Caído - Daniel Silva [Opinião]

Título: O Anjo Caído
Autor:
Daniel Silva
Género: Romance
Tradutor: Vasco Teles de Menezes
N.º de páginas: 400
Data de lançamento: 4 de outubro
PVP: 17,70 €

Depois de ter sobrevivido por um triz à sua mais recente missão, Gabriel Allon, o herói dos serviços secretos israelitas, refugiou-se por detrás dos muros do Vaticano, onde se encontra a restaurar uma das obras-primas de Caravaggio. Mas certa manhã, bem cedo, é chamado à Basílica de São Pedro por monsenhor Luigi Donati, o influente secretário privado de Sua Santidade o Papa Paulo VII. Foi encontrado o cadáver de uma bela mulher debaixo da magnífica abóbada de Miguel Ângelo. A polícia do Vaticano suspeita de suicídio, mas Gabriel não concorda. E, segundo parece, o mesmo se passa com Donati, que receia que uma investigação pública possa vir provocar no seio da Igreja e, por isso, chama Gabriel para que ele descubra discretamente a verdade. Com uma advertência: «Regra número um no Vaticano», diz Donati. «Não faça demasiadas perguntas.»

Gabriel descobre que a mulher morta desvendara um segredo perigoso, que ameaça uma organização criminosa que anda a pilhar tesouros da Antiguidade e a vendê-los a quem oferecer mais dinheiro. Mas não se trata apenas de ganância. Um agente misterioso planeia uma sabotagem que irá mergulhar o mundo num conflito de proporções apocalípticas…

A minha opinião:
"Peço desculpa, Signor Allon, mas a verdade é que as pessoas têm o hábito de morrer sempre que o senhor aparece no Vaticano."
Usando a mesmo fórmula que os livros anteriores (este é o 12.º da série Allon), Daniel Silva consegue novamente prender-me com esta leitura, que conta com muita espionagem e muito mistério. Quem nunca leu nenhum livro da série Allon e esteja curioso com este não desespere. Silva, ao longo da história, vai contando também um pouco da vida do seu protagonista, do que foi fazendo ao longo dos 11 livros anteriores, para que ninguém se sinta perdido. Aliás, o primeiro livro publicado da série em Portugal foi o número 3 e muito rapidamente se entra na história do restaurador de arte.

Este livro parece que vaticina o fim próximo da série Allon, que demonstra que deseja aposentar-se, namorar e viajar com Chiara e, quem sabe, terem um filho. Mas pelo que tenho visto, há pelo menos mais um livro da série, que já foi publicado nos EUA com o título The English Girl

No entanto, há sempre algo que surge, como um misterioso assassinato, que impede a Allon o descanso justo de um guerreiro. Quando uma curadora da divisão de antiguidades do Vaticano aparece morta, Gabriel é chamado mais uma vez, pelo Papa Paulo VII para tomar conta da investigação do caso por suspeitar de assassinato. As suspeitas tornam-se cada vez mais uma verdade quando Gabriel toma conhecimento que Claudia Andreatti, a curadora, estava a trabalhar num projecto há 6 meses que investigava corrupção e comércio ilícito internacional de antiguidades. "A coleção do Vaticano é uma das maiores e mais antigas do mundo. E grande parte dela não tem qualquer provenicência conhecida."

Com o decorrer da investigação Allon estabelece ligações com o Hezbollah. Mais uma vez vem à baila o conflito Israel-Palestina. É aqui se torna ainda mais interessante que culmina na visita do Papa a Jerusalém.

Sabendo que poderá sofrer um atentado e não conseguindo demovê-lo de visitar a Terra Santa, Gabriel é eleito "segurança" n.º 1 de Paulo VII e descobre que o inimigo tem planos muito fortes para o destruir...

Viajando por Roma, Jerusálem, Viena... o leitor percorre e toma conhecimento ainda mais aprofundado da história do conflito israelo-árabe, passando pelo roubo de obras de arte, até às vítimas do Holocausto.

Uma lição de história contada ao jeito de Daniel Silva com algum fundo de verdade que é desvendada no final do livro. Muito bom

Excertos:
"O monselhor escolheu para seu investigador um homem muito parecido consigo. Um anjo caído vestido de negro. Um pecador na cidade dos santos."

"As mulheres mortas são como as caixas-fortes dos bancos. Contêm quase sempre segredos desagradáveis."


quarta-feira, 2 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidades Planeta para Outubro

FICÇÃO ESTRANGEIRA
Título: Memórias de um Amigo Imaginário
Autor: Matthew Dicks
N.º de Páginas:  328
PVP: 18,85 €
Nas livrarias a partir de 3 de Outubro

«Há muito tempo que não lia um livro que me empolgasse tanto. Prendeu-me e impressionou-me com a sua visão única. Pode ter a certeza de que nunca leu um livro assim.» JODI PICOULT

Um romance perfeito para quem já teve um amigo – verdadeiro ou não. Matthew Dicks inspirou-se no imaginário de uma criança autista que conheceu e criou uma calorosa história de amor e lealdade, narrada por uma personagem improvável: Budo, o amigo imaginário de Max, o menino autista.
Budo é uma voz original e inesquecível, pois é capaz de falar sobre a vida, o amor, a amizade, a infância, a morte, e a paternidade, como uma personagem poderosa e inteligente dentro da cabeça de uma criança autista.

«O MEU NOME É BUDO. Existo há cinco anos. Cinco anos é muito tempo para alguém como eu. Foi  Max quem me deu o nome. Max tem oito anos. Max é o único ser humano que consegue ver-me. Sei aquilo que Max sabe e algumas coisas que não sabe. Sei que Max corre perigo. E sei que sou o único que pode  salvá-lo.» Excerto de Memórias de um Amigo Imaginário


Mas os amigos imaginários só podem existir desde que os seus amigos reais continuem a acreditar neles. Mas um dia Max deixa de acreditar! E quando Max fica em perigo, mesmo tendo a criança deixado de acreditar nele, Budo arrisca tudo, incluindo a sua existência, para salvá-lo, ou melhor resgatá-lo do que todos à sua volta querem que Max seja e que nunca poderá ser.

O que diz a crítica
«Divertido, comovente. O mundo do Budo é tão realista como ele é imaginário. Teríamos todos muita sorte em ter Budo ao nosso lado. Ler o seu livro de memórias é a segunda melhor coisa.» Library Journal
«O fim é uma surpresa, tal como o é todo este livro, que pode ler-se como uma fábula, mas que comove como uma história verdadeira.» La Repubblica
«Totalmente original e inesquecível. Memórias de Um Amigo Imaginário é uma história cativante, narrada por uma voz tão inteligente e honesta que não quero que o livro acabe.» Eleanor Brown, autora best-seller do The New York Times
«Um romance incrivelmente cativante sobre a maravilha da juventude e a importância da amizade, seja real ou imaginária. Uma leitura deliciosa e irresistível.» Booklist
«Uma leitura cativante e a exploração do mundo vibrante da imaginação de uma criança.» Publishers Weekly
«Peculiar e emocionante.» Kirkus

Sobre o autor:
É escritor e professor primário e tem artigos publicados no Hartford Courant. É também um contador de histórias e venceu duas vezes o StorySLAM. Memórias de Um Amigo Imaginário catapultou-o para a fama, devido à sua abordagem do imaginário de uma criança autista. Vive em Newington, Connecticut, com a mulher, Elysha, e os filhos, Clara e Charlie.

Título: Uma Paixão Escandalosa
Autor: Emma Wildes
N.º de Páginas:  280
PVP: 16,95 €
Nas livrarias a partir de 3 de Outubro  
Mais um romance de época escaldante, o oitavo, da autora que é uma referência no romance histórico erótico, apimentado com muito sexo e paixões avassaladoras até à última página.
Dona de uma escrita envolvente, que combina na dose certa sensualidade e erotismo, a premiadíssima Emma Wildes, com mais de vinte livros publicados, seduziu irremediavelmente os leitores portugueses.

«Perversamente deliciosa e ousada, a narrativa de Emma Wildes cativa com uma fantasia erótica que é ao mesmo tempo um romance da época da Regência habilmente trabalhado. A autora apresenta uma obra irresistível que capta a época, os costumes e o comportamento escandaloso que se esconde abaixo da superfície.» Romantic Times

Após quatro penosas temporadas, a cativante Vivian Lacrosse pensava que estava finalmente noiva – até que o prometido foge… com outra. Mas, no último momento, o escândalo é dissipado pela improvável proposta de Lucien Caverleigh, o bem-parecido irmão mais velho do ex-noivo. Ninguém fica mais surpreendido do que ela com o inverosímil casamento, mas a proposta parece genuína… e Lucien Caverleigh é o solteiro mais cobiçado de Inglaterra.
Tudo parece estar bem até ao dia do casamento, quando um cruel acto de vingança leva Lucien para longe do altar e de solo britânico. Abalada com o que aparenta ser uma traição imperdoável, Vivian jura não voltar a confiar num homem…
Mas quando Lucien regressa, pretende reivindicar Vivian mais uma vez. E está disposto a fazer qualquer coisa para lhe conquistar o coração – mesmo que tenha de o roubar.

Sobre a autora:
Emma Wildes cresceu a devorar livros e a escrita nasceu naturalmente. A autora costuma dizer que adora escrever porque adora ler. Estudou na Universidade de Illinois é e licenciada em Geologia. Vive em Indiana com o marido e três filhos. Foi a autora n.º 1 do Fictionwise, WisRWA Reader’s Choice Award, vencedora na categoria de Romance Histórico em 2006, do Lories Best Published, e em 2007 vencedora do Eppie para o melhor romance erótico. Livros publicados pela Planeta: Uma Aposta Perversa, Lições de Sedução,  Um Homem Imoral, Um Erro Inconfessável, Pecados Escondidos, Sussurros Ousados, Traída pelo Destino. Descubra mais sobre a autora no seu sítio na internet: www.emawildes.com

Título: Céu
Autor: Alexandra Adornetto
N.º de Páginas:  356
PVP: 18,85 €
Nas livrarias a partir de 3 de Outubro 

Uma série empolgante da autora revelação que escreveu esta série best-seller com apenas 18 anos e que o The New York Times considera que marcou o boom da literatura deste género e a nova tendência de passagem dos vampiros para os anjos.

«Esta série é absolutamente brilhante! Estou apaixonada pelo livro. As personagens são complexas e o enredo como uma montanha-russa de que não se quer sair. A escrita é bem estruturada mas lê-se com grande facilidade e todos o irão adorar. Alexandra Adornetto é um talento inato e mal posso esperar pelo próximo livro da série.» Moonlight Book Reviews

Três anjos – Gabriel, o guerreiro; Ivy, a curandeira; e Bethany, a mais jovem e humana de todos – são enviados à Terra para levar o Bem a um mundo que sucumbe ao poder das trevas. O anjo Bethany e o namorado mortal Xavier estiveram no Inferno e conseguiram regressar.
Neste último livro, o seu amor irá submeter-se à mais dura prova, uma vez que, ao casarem, desafiaram as leis do Céu. Nem os irmãos arcanjos de Bethany, os poderão ajudar na Corte Celestial, que investiga a fundo a desobediência de Bethany. Ela sabe que o castigo será terrível. Os Anjos Caídos estão empenhados em separar Bethany e Xavier, destruir Gabriel e Ivy e levar o lado obscuro ao poder angélico dos Céus. A única coisa que podem fazer para evitar as forças do mal é esconderem-se à vista de todos e misturarem-se com os mortais da mesma idade. Gabriel e Ivy mandam-nos para a Universidade, mas não podem revelar a ninguém a sua relação, e onde se vão cruzar com o perigo em cada esquina. Bethany é chamada ao Céu e o veredicto é ficar lá para sempre.
Terá de enfrentar a terrível possibilidade de deixar o amor da sua vida?

Halo, na sua estreia, entrou  directamente para 4.º lugar na lista dos livros mais vendidos do New York  Times

Sobre a autora:
Alexandra Adornetto tinha 18 anos quando escreveu este best-seller, e 14 quando publicou o primeiro livro, e The Shadow Thief, na Austrália. Filha de professores de inglês, confessa-se uma compradora de livros compulsiva que, ao ver-se sem espaço nas estantes, amontoa as suas leituras «em pilhas instáveis, no chão do quarto».
Alex vive em Melbourne, na Austrália. Halo marca a sua estreia nos Estados Unidos e na Europa. Pode visitar Alex e a sua extensa rede de amigos no Facebook.  


Título: Alera
Autor: Cayla Kluver
N.º de Páginas:  384
PVP: 19,95 €
Nas livrarias a partir de 3 de Outubro 

Alera – A Princesa Herdeira, foi o primeiro livro do projecto AmazonEncore, e a revelação literária de uma jovem escritora de 19 anos que cativou os leitores de todo o mundo.
Depois de Alera – Tempos de Vingança, chega agora o último volume desta série.
Intriga . Suspense . Amor . Batalhas
Um romance envolvente, passado na época medieval, num universo povoado de cavaleiros, príncipes e princesas, que nos leva a entrar no mundo da fantasia e dos contos de fada.

«Os fãs dos romances de fantasia e de ficção histórica terão  dificuldade em esperar pelo episódio seguinte deste mundo extraordinário.» Book Reviews

Este não é o momento para a disputa terminar. Agora é quando a luta irá começar. Este é o momento para recuperar o que foi perdido. Alera, rainha de um reino perdido, secretamente apaixonada pelo inimigo. Shaselle, filha de um pai assassinado, uma rebelde com causa. Uma vive atrás das antigas muralhas do palácio de Hytanican e caminha no fio da navalha para manter a frágil paz na sua amada terra. A outra erra pelas ruas devastadas pela guerra, em busca de vingança para a tragédia que atingiu a família, seguindo sussurros de insurgência. Ambas fazem escolhas que as irão separar daqueles que não conseguem deixar de amar. Como as suas histórias se entrelaçam, uma conspiração toma forma e tanto pode acabar em  escravidão ou morte, ou ter de novo liberdade, mas apenas se cada uma conseguir enfrentar o que deve ser sacrificado.

Sobre a autora:
Cayla Kluver completou o primeiro rascunho do livro Alera – A Princesa Herdeira apenas com 14 anos.Para uma autora tão jovem e desconhecida, ser capaz de atrair a atenção dos editores não é tarefa fácil, assim Cayla, com a ajuda da mãe, decidiram fazer uma edição de autor.
Depressa a história começou a circular nas escolas e bibliotecas dos EUA, ganhando diversos prémios e tornou-se numa estreia literária impressionante e extraordinária.
Cayla Kluver foi a primeira autora do projecto AmazonEncore, a chancela editorial que a livraria online Amazon criou para editar e publicar livros e autores emergentes de grande potencial. Em 2008, a primeira edição da obra ganhou o Prémio Literário Reader Views e a medalha de bronze do Prémio Moonbeam Children’s Books de ficção para jovens.
Tem dezanove anos e vive com a família e a sua musa (Nina, a gata) no Wisconsin, onde só os duros conseguem sobreviver.

NÃO FICÇÃO NACIONALTítulo: Eu Estou Sempre Cá
Autor: Maria de Lurdes Candeias
N.º de Páginas:  152
PVP: 14,95 €
Nas livrarias a partir de 3 de Outubro 

O que podem os jovens esconder por detrás de uma fobia, de uma anorexia, ou de uma queda inexplicável dos resultados escolares?
De onde podem surgir e como tratar fobias, anorexias, neuroses, tentativas de suicídio na adolescência?

Maria de Lurdes Candeias, uma pedopsiquiatra de renome, escolheu, há muitos anos, dedicar-se a ajudar e a tratar a depressão na adolescência e decidiu reunir neste livro alguns dos casos clínicos que mais a marcaram, profissional e humanamente, ao longo da carreira. São histórias de abandono, medo, tentativas de suicídio, anorexias, fobias, alcoolismo. Histórias de crianças assustadas.
Às vezes, coisas simples, como tratar de um lanche ou estabelecer limites, podem ser muito importantes para responder aos sinais de alerta dos nossos filhos – e este livro é uma boa ajuda para aprender a detectá-los e a perdero medo de sermos pais. Porque, no fundo, é isso que os nossos filhos esperam, querem e precisam de nós.  
A adolescência, é sabido, é um território difícil e feito de desencontros entre pais e filhos, entre crianças que estão apenas a deixar de o ser e adultos que muitas vezes não sabem como comunicar com aqueles seres em transição, ora mergulhados em tristezas aflitivas, ora agressivos, ora enfadados para além de todos os esforços familiares em contrário...
A vida não dá tréguas, testando a resistência, a paciência e o cansaço cada vez maior dos pais para a sobrevivência básica e quotidiana. E resta esse território de sombra e, por vezes, de grande sofrimento... Neste livro, a pedopsiquiatra e terapeuta familiar, faz um forte apelo à atenção, nem sempre fácil, de quem quer – e deve – ajudar a crescer estas (ainda) crianças. É preciso dar-lhes a segurança da frase com que esta médica, confidente, amiga, se despede dos seus jovens pacientes quando lhes dá alta. A segurança de uma disponibilidade sem prazo de garantia: «Eu estou sempre cá.»
 
Sobre a autora:
Nasceu em 1953, em Lisboa, cidade onde se formou e reside. Médica pedopsiquiatra e terapeuta familiar e sistémica, desenvolve a sua actividade em meio hospitalar, em simultâneo com a clínica privada. É sócia-fundadora da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (APPIA) e do Núcleo de Estudos do Suicídio (NES).
Tem colaborado em diversas actividades de formação na sua área, em jardins-de-infância, escolas e universidades, e com a comunicação social, na imprensa escrita, rádio e televisão. Gosta de restituir o gosto pela vida e também, claro, de viver com muito gosto: de estar com amigos e cozinhar para eles, de ouvir música, de praticar ioga e pilates, de fazer caminhadas, de viajar.



INFANTIL

SKYLANDERS
Uma série emocionante que garante a entrada no mundo mágico de Skylands.
Para os novos jogadores e para aqueles que não  perdem uma jogada com os seus heróis favoritos, a aventura começa com três livros obrigatórios, cheios de diversão e heróis incríveis: Skylanders Giants.  Guia Oficial Skylanders Universe. Livro dos Elementos: Fogo e Água Skylanders Universe. Livro Oficial de Autocolantes.
Os guias perfeitos para crianças a partir dos 7 anos.

«Há milhares de anos, os Gigantes lutaram em épicas batalhas nos Skylands, mas foram desterrados para a Terra. Agora, uma nova ameaça espreita e está na hora de os fazer regressar para que unam as suas forças com as dos Skylanders para derrotar Kaos. Só tu podes colocá-los no Portal do poder e libertar a sua  força e poderes na batalha definitiva para salvar Skylands!»

Skylanders Giants. Guia Oficial
N.º de Páginas: 176
PVP: 13,95€
À venda partir de 3 de Outubro
Informações e dicas sobre o jogo, sobre os diferentes níveis e sobre os desafios que podes enfrentar e as melhores maneiras de ultrapassá-los. A fonte definitiva dos novos personagens.

Skylanders Universe. Livro dos Elementos: Fogo e Água
N.º de Páginas: 80
PVP: 7, 70€
À venda partir de 3 de Outubro Livro para conhecer os elementos de Skylands. Hugo, o historiador de Skylands, mostra com uma ajudinha do Flynn, todos os segredos do Fogo e da Água, os dois elementos sobre os quais assenta o incrível mundo dos Skylanders.

Skylanders Universe. Livro Oficial de Autocolantes.
N.º de Páginas: 64
PVP: 13,30€
À venda partir de 3 de Outubro Mais de 1.000 autocolantes e fantásticas actividades. Para descobrir tudo sobre os Skylanders e os poderosos Gigantes.



Título: O Primeiro Samurai
Autor: Geronimo Stilton
N.º de Páginas:  48
PVP: 12,90 €
Nas livrarias a partir de 3 de Outubro 

Chega agora o 11.º volume desta colecção de banda desenhada, que tal como os anteriores, integra o Plano Nacional de Leitura. Desta vez, o nosso herói viaja até ao Japão, na época dos samurais.

O que fazem os Gatos Piratas no Japão, no ano de 1603, quando o xógum está prestes a atribuir os feudos aos mais fiéis servidores?
Devem estar a tramar alguma!
Cabe a Geronimo e aos seus amigos, Tea, Esparrela, Benjamim e Pandora acabar de vez com o novo plano dos felinos e descobrir o que pretendem ao atear fogo à cidade recém nascida de Edo, que no futuro virá a ser Tóquio, a capital do Japão!
Recomendado para crianças a partir dos 7 anos.

Mais de 15 000 exemplares vendidos desta colecção.

As aventuras da família Stilton e dos Gatos Piratas oferecem um mundo de aventura e gargalhadas onde as crianças querem sempre entrar. Geronimo Stilton promete boas leituras para os pequenos leitores, ao mesmo tempo que funciona como uma ferramenta educacional para pais e professores. Publishers Weekly





Urbano Tavares Rodrigues, O Livro Aberto de uma Vida Impar - José Jorge Letria [Opinião]

Título: Urbano Tavares Rodrigues, O Livro Aberto de uma Vida Impar
Autor: José Jorge Letria
Editora: Guerra  Paz
N.º de Páginas: 128
PVP: 13,99€

Para inaugurar a colecção o fio da memória, a Sociedade Portuguesa de Autores e a Guerra e Paz Editores publicam um livro de homenagem a Urbano Tavares Rodrigues, romancista, poeta, dramaturgo e ensaísta. Urbano Tavares Rodrigues: O Livro Aberto de Uma Vida Ímpar é, pela voz do próprio Urbano, o retrato de uma vida e o retrato de uma obra. Da infância à idade adulta, da política à literatura, Urbano Tavares Rodrigues, numa longa e exaltante conversa com José Jorge Letria, não só se expõe sem medos ou reticências, como ilumina, pela evocação de episódios, figuras e factos, a nossa história dos últimos 50 anos. Um livro para conhecermos ainda melhor Urbano. Um livro, afinal, para nos conhecermos melhor a nós próprios.

A minha opinião:
Urbano Tavares Rodrigues, O Livro Aberto de uma Vida Ímpar é a prova de como um pequeno livro pode conter algo tão bom.

Conheci os livros do autor quando era muito jovem, num tempo em que não tinha tantos livros ao meu gosto para ler em casa (apesar das estantes estarem cheias) e frequentar a biblioteca municipal do concelho onde vivia. Certo é que a pequena biblioteca de Marco de Canaveses tinha poucos livros, baseando-se em clássicos. Foi nessa altura que conheci Camilo, Eça, Miguel Torga e Urbano Tavares Rodrigues, entre muitos outros autores. E que sortuda que fui.

Mas de Urbano apenas fiquei a conhecer a sua obra e não o homem que ele foi. Com este livro, recentemente publicado pela Guerra & Paz e pela Sociedade Portuguesa de Autores, escrito por José Jorge Letria, Urbano tornou-se ainda mais humano. José Jorge Letria partilhava com Urbano uma amizade de quase 45 anos, quando Urbano já era um jornalista consagrado. Mesmo assim mostrava modéstia nas palavras do autor do livro "Estando connosco ele era mais um de nós."


Escritor desenfreado, só parou de escrever praticamente na véspera do seu internamento do qual resultaria a sua morte, aos 89 anos. "Urbano era um lutador incansável." Para aquele que seria um livro aberto, deu uma entrevista para o seu longo amigo, mais de 3 horas de conversa.

Escrito de uma forma leve, intimista e bastante aberta, José Jorge Letria conseguiu em poucas páginas, que Urbano abarcasse um pouco da sua vida. Desde que nasceu até quase ao dia da sua morte. "Fez questão que a entrevista fosse livre e solta como sempre foi a sua vida." Filho de um grande jornalista [Urbano Rodrigues], Urbano teve porém uma relação bem mais forte com a sua mãe. Com o pai o relacionamento foi distante.

Ao longo da sua longa vida privou com os mais variados escritores portugueses e estrangeiros, tendo conhecido, entre outros, Simone de Bouvoir, Jorge Amado, Jean Paul Sartre, Fernando Namora. Antes disso formou-se em letras, mas foi impedido de leccionar devido às suas ideias políticas. Pela mesma razão esteve preso onde sofreu várias privações. Mesmo assim não parou de escrever, em pedaços duros de papel higiénico. Apesar de comunista apenas conheceu Cunhal após o 25 de Abril


Casado com uma grande escritora, Maria Judite de Carvalho do qual resultaria uma filha, Isabel Fraga, este foi talvez o ponto que menos explorado foi no livro...

De salientar ainda o bonito poema que dá início ao livro de José Jorge Letria, dedicado a Urbano em 2011.
terça-feira, 1 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

A Cidade do Medo - Pedro Garcia Rosado [Opinião]

Título: A Cidade do Medo
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editora: Asa
Colecção: Não Matarás
N.º de Páginas: 293
PVP: 4,90€

Sinopse: 
Para a Polícia, a morte violenta de um sem-abrigo cuja identidade é quase impossível de determinar não é uma ocorrência a que se possa dedicar muito tempo. Mas a situação altera-se na manhã seguinte: aparecem mortos, da mesma maneira, mais dois sem-abrigo na Baixa de Lisboa. E, dois dias depois, são três os sem-abrigo atacados. O serial killer começa, porém, a deixar pistas – e estas apontam para um culto satânico, mas também para a maçonaria. Com o medo a instalar-se em Lisboa, onde o assassino vai multiplicando os seus actos de violência, e enquanto Joel Franco começa a descobrir as origens desta vaga de crimes, o presidente da Câmara de Lisboa e um seu discreto aliado na própria PJ percebem quem é o autor das mortes: o homem que quiseram transformar em bode expiatório quando começou a correr mal o comércio ilícito de terrenos na zona do projectado aeroporto da Ota. No qual pontificara o presidente da Câmara quando ainda era ministro do Ambiente…
E em breve vão estar frente a frente dois homens que, à sua maneira, procuram justiça: o assassino propriamente dito e Joel Franco, que tenta vingar a morte de um amigo de infância em cada homicida que persegue. É bem provável que ambos desafiem a antiquíssima norma que regula a sociedade humana: «Não matarás.»

A minha opinião: 
Quem já leu pelo menos um dos livros de cada série de Pedro Garcia Rosado constata que o autor português tem uma fórmula: juntar a polícia a um elemento do jornalismo, nas investigações em curso.

Primeiro livro da colecção de thrillers intitulado "Não Matarás", publicado em 2010 pela Asa, A Cidade do Medo tem uma boa dose de crueldade, acção, intriga, tudo o que um leitor de thrillers gosta de ver retratados.

O assassino em série intitula-se o Sanitizador de Lisboa e tem como principais alvos os sem-abrigo lisboeta, que indefesos e à margem da sociedade são um alvo fácil para este. As primeiras vítimas são atingidas por 18 facadas em várias partes do corpo o que leva a polícia, e sobretudo Joel Franco, o detective encarregado do caso, a pensar que os assassinatos podem estar ligados a um ritual satânico.

Mas depressa os alvos passam a ser prostitutas e um jovem estudante e tudo muda de figura na investigação.

Mostrando-se bastante perspicaz na descoberta de novas pistas, Joel Franco, o protagonista desta série, vai palmilhando o caminho que o poderá levar para um segredo bem mais escabroso do que aquilo que pensava inicialmente.

O assassino é quase logo desvendado pelo leitor, embora não tire o interesse da continuação da leitura do livro. Passado entre Lisboa e Brasil, em espaços temporais que distam 5 anos, cedo conseguimos perceber quem é o assassino, embora não saibamos o que o move. Por isso mesmo é que vai trocando as voltas da polícia e não deixa vestígios nem para os adversários que pretende atingir indirectamente.

Os crimes são atrozes e passam-se todos nas partes mais importantes da cidade de Lisboa, o que exaspera Guilherme Vau, o presidente da Câmara. Ele próprio deseja que esta investigação tenha um fim... mas pode não ser o fim que ele deseja.


Como nos outros livros que li, Pedro Garcia Rosado aborda temas actuais e pertinentes como o caso dos sem-abrigo, a construção do aeroporto inicialmente pensada na Ota, a importância dos media, a corrupção na política e na própria polícia...

Com capítulos curtos, o que ajuda à leitura do livro e com um protagonista um pouco diferente de Gabriel Ponte que não mantém qualquer relação com a sua família. Franco tem namorada e uma cadela e todos parecem bastante felizes no relacionamento. A vantagem de Franco é que não mantém qualquer relação com o jornalista do canal TVN, que apresenta uma rubrica sobre crimes :)


Um livro que muito além do policial é também uma grande reflexão acerca do que se vai passando no nosso país. Excelente.

Excerto:
"Limparei Lisboa de todos os infra-homens." "Sou o Sanitizador de Lisboa."
"Os mortos podem esperar por nós, mas os assassinos não."

Um Estranho em Goa, de José Eduardo Agualusa, de novo nas livrarias a 11 de outubro

Título: Um Estranho em Goa
Autor: José Eduardo Agualusa
Género: Romance
N.º de páginas: 208
Data de lançamento: 11 de outubro
PVP: 16,60 €

Depois do romance inédito A Vida no Céu, a Quetzal reedita agora um dos romances mais emblemáticos de José Eduardo Agualusa – Um Estranho em Goa.
«Um Estranho em Goa é uma pequena maravilha. Assim entrei em Goa. Este livro mistura a literatura de viagens com uma aventura exótica, uma espécie de mistério que o autor não deslinda mas que lhe serve de ponto de apoio para mover personagens que enlaçam a Índia com Portugal e o Brasil. Goa e Luanda, Lisboa e Rio de Janeiro. À Goa de Agualusa, tão bem vista e descrita, tão bonita, e o Brasil dele, ou a melancolia angolana, enlaçam emoções e estabelecem uma pátria espiritual onde todos nós, portugueses da língua, nos reconhecemos. Sem carregar a prosa com pretensa literatice, comovendo sem ornamento, fazendo poesia ao de leve, abraçando a delicadeza e a estranheza do mundo, Agualusa fez-me viajar com palavras. Estou agradecida ao escritor.» Clara Ferreira Alves, Expresso

Um escritor parte para Goa à procura de uma lenda – o Comandante Maciel, de seu verdadeiro nome Plácido Afonso Domingo, antigo comandante de guerrilhas, em Angola, ou, segundo outras versões, um agente infiltrado da polícia política portuguesa. O que encontra é uma lenda maior, e muitíssimo mais fascinante. Um Estranho em Goa é um roteiro por um território antiquíssimo, onde a realidade e a magia se passeiam de mãos dadas.
“O Diabo nunca anda muito longe do Paraíso” – lembra um dos personagens. Neste maravilhoso romance – que é, também, uma biografia do Diabo –, ele pode estar em toda a parte. O que une, afinal, um traficante de relíquias religiosas, uma bela e misteriosa historiadora de arte, especializada na recuperação de livros antigos, ou um sedutor empresário neopagão? E quem é Plácido Domingo?

Sobre o autor:
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa. Entre as suas obras – onde se incluem romances, contos, crónicas e livros infantis – destacam-se títulos como Estação das Chuvas (1996), O Vendedor de Passados (2004) e A Vida no Céu (2013), o primeiro livro do escritor a ser publicado na Quetzal.

Valter Hugo Mãe apresenta novo livro em Lisboa, Porto e Vila do Conde

A Desumanização é apresentado domingo, às 17:00, no Teatro Maria Matos, em Lisboa

O novo romance de Valter Hugo Mãe, A Desumanização, é lançado este domingo, 6 de outubro, às 17:00, em Lisboa, no Teatro Maria Matos. Joana Vasconcelos, Catarina Homem Marques e Pedro Vieira conversam com o escritor, Rodrigo Leão e respetiva banda tocam ao vivo. A entrada é gratuita.
Na semana seguinte, o livro é apresentado no Porto (Casa da Música) e em Vila do Conde (Teatro Municipal). Nos três eventos, os espectadores receberão um poster-poema alusivo ao romance.

LISBOA – 6 DE OUTUBRO, 17:00 – TEATRO MARIA MATOS
- Apresentação: Joana Vasconcelos, Catarina Homem Marques e Pedro Vieira; participação musical: Rodrigo Leão.
- Entrada gratuita (não é necessário levantar bilhete; abertura de portas às 16:30).

PORTO – 10 DE OUTUBRO, 21:30 – CASA DA MÚSICA
- Sala Suggia; evento inserido no âmbito do Porto de Encontro, com moderação de Sérgio Almeida.
- Apresentação: Paula Moura Pinheiro; participação musical: Ana Deus e Ricardo Serrano; leituras: Paula Miranda.
- Entrada gratuita (bilhetes disponíveis – máximo de 4 por pessoa – na bilheteira da Casa da Música a partir de 1/10; abertura de portas 21:15).

VILA DO CONDE – 11 DE OUTUBRO, 21:30 – TEATRO MUNICIPAL
- Apresentação: Ana Bacalhau.
- Entrada gratuita (não é necessário levantar bilhete; abertura de portas às 21:00).


segunda-feira, 30 de setembro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Matéria-Prima publica o romance de estreia de Luís Norton de Matos

Título: A Noite em que te Vinguei
Autor: Luís Norton de Matos
Género: Romance
Número de páginas: 352
PVP: € 16,00


Um thriller intenso e viciante.
O poder e a corrupção num jogo demasiado perigoso.

Após matar um dos homens mais poderosos do país, Miguel Marquez, antigo jogador de futebol e comentador desportivo, caminha pela noite, sozinho, com os seus fantasmas e sonhos perdidos. Pelas ruas de Lisboa, revive os dias que o conduziram ao limite: a teia de interesses em que se envolveu, as amizades desfeitas e um amor corrompido.
Já sem expectativas de futuro e vazio de sentimentos, Miguel assiste ao inesperado, algo que nunca imaginara ser possível. Acompanhe Miguel Marquez numa viagem ao lado escuro do futebol e do jornalismo, em que a corrupção, o sexo, o amor e a vida pública se cruzam numa mistura explosiva.

Sobre o autor:
Luís Norton de Matos nasceu em Lisboa, em 1953. Foi Jogador de futebol durante 17 anos, mas a sua carreira foi muito além das quatro linhas. Tem estado ligado à comunicação social de diferentes formas: foi  fundador e director da revista FOOT, colaborador do Semanário, 24Horas, Público, Record e comentador da RTP, TVI e do Rádio Clube Português entre outros.
Actualmente treinador de futebol, sempre gostou de se desafiar noutras áreas. Luís Norton de Matos é um observador nato e um escritor por inevitabilidade. Há mais de vinte anos que cultiva o hábito da escrita, nas mais variadas situações, viagens, esperas em aeroportos, pausas para cafés. Tudo o que produziu ficou, durante anos na gaveta. Muitas dessas peças soltas ganham agora corpo.
A Noite Em Que Te Vinguei é o seu primeiro romance.


O Homem de Constantinopla - José Rodrigues dos Santos [Opinião]

Título: O Homem de Constantinopla
Autor: José Rodrigues dos Santos
Coleção: «Fora de Colecção» n.º 379
N.º de Páginas: 592
PVP: €22,00

Sinopse:
O Império Otomano desmorona-se e a minoria arménia é perseguida. Apanhada na voragem dos acontecimentos, a família Sarkisian refugia-se em Constantinopla. Apesar da tragédia que o rodeia, o pequeno Kaloust deixa-se encantar pela grande capital imperial e é ao atravessar o Bósforo que pela primeira vez formula a pergunta que havia de o perseguir a vida inteira:
“O que é a beleza?”
Cruzou-se com a mesma interrogação no rosto níveo da tímida Nunuphar, nos traços coloridos e vigorosos das telas de Rembrandt e na arquitectura complexa do traiçoeiro mundo dos negócios, arrastando-o para uma busca que fez dele o maior coleccionador de arte do seu tempo.
Mas Kaloust foi mais longe do que isso.

Tornou-se o homem mais rico do planeta.

Inspirado em factos reais, O Homem de Constantinopla reproduz a extraordinária vida do misterioso arménio que mudou o mundo – e consagra definitivamente José Rodrigues dos Santos como autor maior das letras portuguesas e um dos grandes escritores contemporâneos. 

A minha opinião: 
Confesso: Não consigo resistir aos livros de José Rodrigues dos Santos (JRS). Quando sai um apresso-me logo a ler. E este foi fabuloso. Li-o de uma assentada e ao fim de dois dias já estava a desfolhar a última página.

Neste seu novo livro JRS retrata a vida de Calouste Gulbenkian. Dividido em dois volumes, (o segundo será publicado a 23 de Novembro com o título: Um Milionário em Lisboa), este romance começa com a chegada de Krikor a Lisboa quando o seu pai já se encontra moribundo. Krikor encontra por entre os papéis do pai dois volumes que dariam os títulos dois dois livros de JRS.


O primeiro volume começa com a história do jovem Kaloust, nos primeiros anos de vida. Mostrando-se com um rapaz curioso, Kaloust já pronunciava que iria ser um excelente homem de negócios, tal qual o seu pai fora. Um pai que queria que Kaloust fosse o rapaz mais esperto de Trebidonza.


Além de ir retratando a vida, quase como uma biografia, embora romanceada daquele que foi um homem de sucesso, JRS retrata também o conflito que existiu naquela época entre os arménios e os turcos e o ódio que detinham sobre os cristãos. Kaloust acabou por ter de fugir da sua terra mãe, por temer a sua própria vida e dos seus familiares. Estabelece-se em Londres, local onde já tinha vivido para completar os seus estudos de engenharia, e aí permanece durante muito tempo.

A vida de Kaloust, O Senhor Cinco Por Cento, tal qual JRS retratou, pode, porém, ser alvo de polémica. JRS retrata o mecenas como um homem que não olha a meios para atingir os seus objectivos, sobretudo económicos, optando por viver num quarto de hotel (Ritz) para fugir aos impostos, mas também com um mulherengo que gostava de raparigas jovens (menos de 18) por pensar que estas representavam um "elixir" da juventude.

No entanto, não posso deixar de enaltecer a visão que Kaloust tinha para os negócios, investiu no petróleo, um negócio que ainda estava no início, ganhando uma importância cada vez maior com o advento dos automóveis a gasolina sobre o transporte a vapor, a electricidade...


Estava à espera de ver um Kaloust mais virado para a cultura, mas JRS só nos deu um toque desse seu lado. Quando questiona "O que é a beleza?" quando ainda é criança, Kaloust começa a ver o mundo de uma forma diferente e muito à sua maneira. Apreciador de obras de arte desde muito jovem, só quando entraria nos 30 anos é que teria dinheiro para comprar o seu primeiro quadro, que já andava a namorar numa galeria londrina. Mas do aspecto cultural só se viu essa parte. Tenho esperanças que o próximo volume desenvolva muito mais essa vertente, além da importância que teve no nosso país.

Ao lado de Kaloust encontra-se sempre a sua secretária uma tal de Madame Duprés, muito importante para a satisfação dos seus desejos mais prementes.

JRS frisa em várias entrevistas que este é um romance, uma história baseada em Calouste Gulbenkien, embora não tenha o rigor de uma biografia, (daí ter alterado o nome real dos personagens por um nome ficcionado) até porque não falou com ninguém da família do filantropo. No entanto, é curioso saber um pouco mais do que seria a vida de Kaloust até se tornar no homem é que foi.

Excerto:
"Beija sempre a mão que não te atreves a morder."