sexta-feira, 25 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Romance de Ali Smith chega às livrarias a 1 de novembro

Título: O Passado é um País Estrangeiro
(There But For The)
Autor: Ali Smith
Género: Romance
Tradução: Helder Moura Pereira
N.º de páginas: 288
Data de lançamento: 1 de novembro
PVP: 16,60 €

«Divertido, humorístico, sério, profundamente inteligente e perturbador.» Guardian
«Aventuroso, intoxicante, deslumbrante. Um romance de ambições sérias e de leitura imensamente divertida.» Literary Review
«O significado da vida, da História, da nossa presença ou ausência.» Huffington Post
«Smith tem o poder de fazer acontecer o que quer que seja. É por isso uma das escritoras mais emocionantes da atualidade.» Daily Telegraph
«O romance mais exuberante que li este ano.» Nick Barley, Herald Tribune

Era uma vez um homem que, certa noite, durante um jantar social, entre dois pratos, subiu as escadas e se fechou num dos quartos da casa. À medida que as horas se transformam em dias e os dias em meses, as consequências deste estranho ato de autorreclusão repercutem-se para o exterior, afetando os donos da casa, os restantes convidados, a vizinhança e todo o país.

Sobre a autora:
Ali Smith é uma autora multipremiada (Whitbread, Man Booker, Orange, Saltire Society First Book of the Year, Scottish Arts Council Award) de vários romances e contos. Nasceu em Inverness, na Escócia, em 1962, e vive atualmente em Cambridge. Depois de A Primeira Pessoa e Outras Histórias e Amor Livre e Outras Histórias, bem como após o seu genial romance de estreia Like (com o título Qualquer Coisa Como), a Quetzal publica agora O Passado é um País Estrangeiro (There But For The).


Livros a preço de saldo com a Sábado


Apresentação do livro: Trocado por Miúdos



Historiador Rui Ramos apresenta "Ínclita Geração" de Isabel Stilwell, amanhã, às 18h30,na Fnac Chiado



Mason & Dixon, de Thomas Pynchon, a 8 de novembro nas livrarias

Título: Mason & Dixon
Autor: Thomas Pynchon
Género: Romance
Tradutora: Salvato Teles de Menezes
N.º de páginas: 952
Data de lançamento: 8 de novembro
PVP: 29,90 €

Charles Mason (1728-1786) e Jeremiah Dixon (1733-1779) foram dois agrimensores britânicos, célebres por demarcarem a fronteira que separa a Pensilvânia e o Maryland, conhecida como Linha Mason-Dixon.
Thomas Pynchon dá nova vida aos dois cientistas, numa história onde encontramos nativos americanos e populações fronteiriças, uma guerra naval, conspirações eróticas e políticas e excesso de cafeína. Acompanhamos o percurso deste bizarro par – um deles animado, o outro depressivo; um gótico, o outro préromântico – desde a sua primeira viagem juntos ao Cabo da Boa Esperança, até à América pré-revolucionária e de regresso, com estranhas reviravoltas do destino, numa grande viagem ao hemisfério negro do Iluminismo, na qual eles observam e participam nas inúmeras oportunidades de insanidade apresentadas pela Idade da Razão.

Sobre o autor:
Thomas Pynchon é o autor de culto de livros como Arco-Íris da Gravidade, V e Vício Intrínseco. Considerado um dos autores mais influentes da atualidade, conquistou um National Book Award e é invariavelmente apontado como um dos favoritos ao Prémio Nobel.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Sextante Editora publica Deixá lá | Más novas de Edward St Aubyn

Título: Deixa lá | Más novas
Autor:
Edward St Aubyn
Tradutor: Daniel Jonas
Págs.: 288
PVP: € 16,60

Edward St Aubyn é um dos mais proeminentes escritores ingleses da sua geração, apelidado de brilhante pelos seus pares e pela crítica. Em Portugal, Miguel Esteves Cardoso já se declarou um admirador: “Dirão que St Aubyn é um classicista mas a verdade é que é moderno. Escreve é muitíssimo bem. É capaz da maior frieza e da maior empatia. Tem um sentido de humor monumental, no verdadeiro sentido da palavra. É um gozão e um gozador; um tarado e um observador.” A partir do dia 1 de novembro, este surpreendente autor vai deixar de estar inédito em Portugal, com a publicação, pela Sextante Editora, de Deixa lá | Más novas, volume que inclui os dois primeiros livros do quinteto A família Melrose. Nesses cinco livros - que a Sextante Editora publicará em 3 volumes -, «St Aubyn observa uma família inteira debaixo de um microscópio e desvela todas as suas dolorosas e inevitáveis complexidades», diz a escritora Maggie O’Farrel, que apelida cada um dos romances de obras-primas.

Sobre o livro:
Neste volume publicam-se os dois primeiros livros de um quinteto, escrito entre 1996 e 2012, que segue a vida de Patrick Melrose.
Em Deixa lá, Patrick é o filho de cinco anos, frágil e filosófico, de um pai brutal e uma mãe omissa. Reunida numa casa na Provença, a aristocrática família aguarda a chegada de visitas.
Em Más novas, Patrick, agora com vinte e dois anos, recebe um telefonema: o pai morreu, e ele terá de voar até Nova Iorque para recolher as suas cinzas. Aí chegado, gasta dinheiro a rodos num festim de drogas e bebida, na tentativa

Sobre o autor:
Edward St Aubyn nasceu em Londres, em 1960, e estudou Literatura Inglesa em Oxford. Os cinco romances sobre Patrick Melrose foram premiados, aclamados pela crítica e pelos pares, e culminaram na consagração internacional do autor.

Imprensa:
Viva Edward St Aubyn! Miguel Esteves Cardoso
Talvez o mais brilhante romancista inglês da sua geração. Alan Hollinghurst
Nada nos pode preparar para a comédia rica e acerba do mundo de St Aubyn ou para a sua densidade filosófica. Zadie Smith
Um dos mais proeminentes autores da sua geração. Will Self
Os romances da família Melrose são uma obra-prima do século XXI, escrita por um dos nossos maiores prosadores. Alice Sebold
Uma verve fulgurante e cáustica. Talvez a própria vivacidade da prosa – a sua concisão lapidar e segurança moral – represente a cura que as personagens procuram. Uma prosa tão bem escrita é em si mesmo uma forma de sanidade. Edmund White, The Guardian
A prosa de St Aubyn tem um charme espontâneo que mascara um intelecto feroz e inquiridor. Um dos melhores escritores da sua geração. The Times


Lançamento do livro "Simone, Força de Viver" de Simone de Oliveira com Patrícia Reis



quarta-feira, 23 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Os Portugueses Descobriram a Austrália? - Paulo Jorge Sousa Pinto [Opinião]

Título: Os Portugueses Descobriram a Austrália?
Autor: Paulo Jorge de Sousa Pinto
N.º de Páginas: 344
PVP: 19€

Sinopse: 
Felizmente, tem havido também historiadores, académicos e sábios que vão pondo a História nos eixos. Porém, um lado da guarda desse passado tem sido descurado: a divulgação. O simples facto de sermos um país onde não há uma caravela, para lá entrar, ver e tocar (…), diz da importância de livros como este Os Portugueses Descobriam a Austrália? - 100 Perguntas Sobre Descobrimentos Portugueses» Ferreira Fernandes, In Prefácio.
Os Descobrimentos representam a Idade de Ouro da História de Portugal, e continuam a suscitar uma especial curiosidade junto de todos os que se interessam pelo nosso passado. Uma temática recheada de mitos por desfazer e mistérios por desvendar, factos e curiosidades por rever ou redescobrir, mas também ideias-feitas, estereótipos e controvérsias que continuam a povoar o nosso imaginário. Estas 100 perguntas formam um guião de uma visita à fascinante época dos Descobrimentos que nos permite compreender melhor a forma como um povo pequeno conseguiu, entre o desejo de conhecer e a vontade de descobrir, abrir-se ao mundo, espalhar-se pelos cinco continentes e alterar, de forma irreversível, o curso da História de culturas, impérios e civilizações. 

A minha opinião: 
Logo que li a sinopse de Os Portugueses Descobriram a Austrália? desejei lê-lo de pronto. Primeiro porque gosto muito de livros de História, segundo porque gosto sempre de saber sobre a História do povo português e, sobretudo, a História que ainda não está bem documentada.

Confesso que esperava um livro de leitura mais fluída, apesar da temática, e que o autor não estivesse sempre a recorrer a outros temas para responder às perguntas... o que levou a que se tornasse um pouco maçudo.

O que acho é que o autor se perde na História, contando e recontando histórias para só no fim de cada resposta dar a conclusão final.

No entanto, a leitura deste livro não é tempo perdido. Com ele ficam esclarecidas algumas perguntas que vamos fazendo e que para as quais vão surgindo novas opiniões, bem diferentes daquelas que fomos aprendendo ao longo das disciplinas de História no secundário e no meu caso também na universidade.

Perguntas como Existiu uma Escola de Sagres? O que aconteceu a Bartolomeu Dias? Vasco da Gama foi um herói ou um almirante cruel e brutal? O «homem do chapeirão» é a efígie do infante D. Henrique? estão presentes no livro cujas respostas podem não ser verdadeiramente as que achamos como certas. Fiquei surpreendida sobretudo com a resposta do infante D. Henrique. Aquele homem que nos habituámos a ver com aquele enorme chapéu, com aquele figura, muito provavelmente não é o infante...

Para quem gosta de História este é um livro a descobrir e a absorver.





Porto Editora reedita "O Último Papa", o livro do top

Título: O Último Papa
Autor:
Luís Miguel Rocha
Págs.: 416
Capa: mole
PVP: 17,70 €

A 1 de novembro, quatro anos depois da entrada da edição americana de O Último Papa para o prestigiado top do The New York Times, a Porto Editora reedita a obra que valeu ao autor português Luís Miguel Rocha o sucesso internacional.
O Último Papa vendeu mais de meio milhão de exemplares em todo o mundo e chega agora novamente às livrarias portuguesas, precisamente 35 anos depois da morte do Papa João Paulo I. Também a edição inglesa de A Mentira Sagrada (2011), thriller publicado originalmente pela Porto Editora, atingiu um top que serve de referência ao mercado internacional, o da revista The Bookseller.
As obras de Luís Miguel Rocha estão publicadas em mais de trinta países. A Filha do Papa, de 2013, é o mais recente romance do autor e um dos mais vendidos este ano em Portugal. Luís Miguel Rocha trabalha, atualmente, num novo thriller, intitulado A Resignação.

Sinopse: 
29 de Setembro de 1978. O mundo acorda com a chocante notícia da morte do Papa João Paulo I, eleito há apenas trinta e três dias. O Vaticano declara que Sua Santidade morreu de causas desconhecidas e que o corpo será embalsamado dentro de vinte e quatro horas, impossibilitando qualquer autópsia. 2006. A jornalista Sarah Monteiro recebe na caixa de correio um envelope com uma lista de nomes que não conhece e uma mensagem codificada. Inicialmente, Sarah fica apenas confusa, mas depois de a sua casa ser assaltada percebe que aquela lista a coloca em perigo. O conteúdo do envelope revela um mundo de corrupção que a jornalista nunca imaginara e ajuda a descobrir a verdade sobre a misteriosa morte de João Paulo I. Arrastada para uma realidade em que mercenários implacáveis, políticos corruptos e membros da Igreja conspiram com o mesmo propósito, Sarah terá de escolher entre contar ao mundo a verdade ou salvar a sua própria vida.

Sobre o autor:
Luís Miguel Rocha nasceu na cidade do Porto em 1976, onde mora atualmente, depois de ter residido dois anos em Londres. Foi repórter de imagem, tradutor e guionista; hoje em dia, dedica-se em exclusivo à escrita. É autor de seis títulos: Um País Encantado, O Último Papa, Bala Santa, A Virgem, A Mentira Sagrada e A Filha do Papa. As suas obras estão publicadas em mais de 30 países e foi o primeiro autor português a entrar para o top do The New York Times. O Último Papa, bestseller internacional, vendeu mais de meio milhão de exemplares em todo o mundo.
www.luismiguelrocha.com
www.facebook.com/luismrocha

Livro Impunidade. Os escândalos que abalaram 40 anos de democracia de Virginia López é noticia na imprensa estrangeira

Os jornais ABC, La Voz de Galicia e o El Mundo deram destaque ao livro que reúne os 15 escândalos que abalaram a nossa democracia. Casos como Camarate, onde morreu um primeiro-ministro português, o Fax Macau, que envolveu o nome de Mário Soares, o caso Freeport, que envolveu José Sócrates, o caso da compra de submarinos e o caso Moderna, ou o caso BPN são alguns dos casos descritos pelo olhar objetivo, neutro e distanciado da autora.

A jornalista traça a sua história e a forma como a justiça atuou em cada um deles. Para chegar a uma evidência: uns por prescrição, outros por falta de provas, outros porque os recursos sucessivos para instâncias superiores que atrasaram uma decisão da justiça, todos terminaram com uma sensação de impunidade.

Veja aqui os artigos:





http://www.lavozdegalicia.es/noticia/internacional/2013/10/20/mayores-escandalos-portugal-democracia-reunidos-libro/00031382289221204330660.htm

José Rodrigues dos Santos vai ser publicado na Síria

Apesar da guerra civil que grassa no seu país, a editora síria Atlas chegou a acordo com a Gradiva para publicar dois romances de José Rodrigues dos Santos. Os livros em causa são A Mão do Diabo, cujo tema é a crise económica, e O Sétimo Selo, que aborda o aquecimento global e os problemas energéticos, ambas aventuras de Tomás Noronha que foram grandes êxitos em Portugal e noutros países europeus.
Na altura da publicação das obras, e ainda apesar da guerra, a editora síria quer levar o autor à Síria para uma acção de promoção
A Atlas é uma editora sedeada em Damasco, mas os dois romances de José Rodrigues dos Santos serão distribuídos por todo o mundo de língua árabe, de Marrocos à Arábia Saudita, graças aos serviços das distribuidoras Virgin, Alfurat e Antoine.



Lançamento de "Os Portugueses descobriram a Austrália? 100 perguntas sobre factos, dúvidas e Curiosidades dos Descobrimentos" de Paulo Jorge de Sousa Pinto



terça-feira, 22 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Porto Editora publica "O mundo segundo Bob"

Título: O mundo segundo Bob
Autor:
James Bowen
Tradução: José Lima Ferreira
Págs.: 208
Capa: mole
PVP: 15,50 €

Continuação do bestseller A minha história com Bob publicada em Portugal a 1 de novembro
Quando o músico de rua James Bowen conheceu o gato Bob, as vidas dos dois mudaram. Parte dessa realidade – o drama de um homem dependente de drogas que encontra a sua boia de salvação numa camaradagem improvável – foi contada no livro A minha história com Bob, publicado em 2012 pela Porto Editora. A 1 de novembro de 2013, chega às livrarias O mundo segundo Bob, a continuação dessa história real. A minha história com Bob, uma narrativa comovente que impressionou os leitores, está nos principais tops de vendas do Reino Unido há mais de um ano. O mundo segundo Bob é um dos livros apontados internacionalmente como provável sucesso de Natal.
O gato Bob está no Facebook, em www.facebook.com/gatobobportugal.

Sinopse:
Quando James Bowen encontrou um gato alaranjado nas escadas do prédio onde vive, não fazia ideia do quanto a sua vida iria mudar. James e o gato Bob têm vivido uma experiência excecional. No seu livro anterior intitulado A minha história com Bob, acompanhámos os primeiros passos de uma amizade improvável e que veio a revelar-se determinante na recuperação de James. Agora é altura de reaprender a viver no mundo real. É raro o dia em que Bob não oferece momentos de inteligência, coragem e humor, chamando a atenção do seu amigo James para a importância da amizade, lealdade e de quão importante é ser feliz. James revela-nos como sente que Bob tem sido o seu protetor em momentos difíceis, como quando esteve doente ou foi ameaçado de morte. Neste segundo livro, James Bowen oferece-nos um relato emotivo, evocando momentos de alegria intercalados com episódios de tristeza e demonstrando que num mundo tão hostil continua a haver espaço para a esperança.

Sobre o autor:
James Bowen é o autor do bestseller A minha história com Bob. James encontrou o gato Bob em 2007 e desde então são inseparáveis. Vivem no Norte de Londres.
Para ter acesso às novidades, histórias e imagens de James e Bob, siga-os no Twitter, em www.twitter.com/streetcatbob, ou na página de ambos no Facebook www.facebook.com/streetcatbob. Também pode visitar a página portuguesa, em www.facebook.com/gatobobportugal.



Quetzal: Os Níveis da Vida - o novo romance de Julian Barnes

Título: Os Níveis da Vida
Autor: Julian Barnes
Género: Romance
Tradução: Helena Cardoso
N.º de páginas: 112
Data de lançamento: 1 de novembro
PVP: 13,30 €


«Uma escrita tão intensa que é difícil olhá-la de frente.» The Telegraph
«Uma poderosa reflexão sobre as coisas que nos elevam e as que nos destroem.» NPR
«Um livro de uma rara intimidade e honestidade sobre o amor e o  ofrimento.» The Times
«Os Níveis da Vida é, simultaneamente, um artefacto superiormente trabalhado e um guia desolado para o território da perda.» Sunday Times

Juntamos duas coisas que ainda não se tinham juntado. E o mundo transforma-se. O novo livro de Julian Barnes, publicado já este ano, é sobre balonismo, fotografia, amor e sofrimento; sobre juntar duas coisas, duas pessoas, e sobre separá-las. Um dos jurados que atribuiu a Barnes, em 2011, o Prémio Man Booker descreveu-o como «um incomparável mago do coração». Este livro confirma essa tese.

Sobre o autor:
Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946 e foi viver para Londres no mesmo ano. É autor de 20 livros e foi agraciado, em 2011, com o Prémio Man Booker pelo seu romance O Sentido do Fim. Julian Barnes conheceu Pat Kavanagh em 1978.
Pat Kavanagh nasceu na África do Sul e mudou-se para Londres em 1964. Trabalhou em publicidade e, depois, durante 40 anos, foi agente literária. Casou-se com Julian Barnes em 1979, e morreu em 2008.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013 | By: Maria Manuel Magalhaes

Lugares Escuros - Gillian Flynn [Opinião]

Título: Lugares Escuros
Autor: Gillian Flynn
Editora: Bertrand
N.º de Páginas: 416
PVP: 17,70€

Sinopse:
«Tenho uma ruindade dentro de mim, palpável como um órgão.»
Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no «Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas». Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa da quinta onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino.
Passados vinte cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela.
O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada maquia, estabelecerá contacto com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.
À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease manhosos no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás, à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através da família de Libby, incluindo Ben, um miúdo solitário cuja raiva contra o pai indolente e pela quinta a cair aos pedaços o leva a uma amizade inquietante com a rapariga acabada de chegar à vila.
Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir ao de cima, e Libby dá por si no ponto onde começara: a fugir de um assassino. 

A minha opinião: 
Lugares Escuros é a minha estreia com Gillian Flynn. Apesar da maior parte das críticas (na sua maioria positivas) que li de Em Parte Incerta, publicado este ano, e de ter o livro na minha estante, não havia ainda tido oportunidade de pegar nele. Até que surgiu mais esta novidade, novamente publicada pela Bertrand, para conseguir ler Gillian Flynn.

A 2 de Janeiro de 1985 a mãe e as duas irmãs de Libby Day são assassinadas ao que tudo indica sob as espécie de um ritual satânico. A filha mais nova, Libby escapa por pouco. Pressentindo o que está a acontecer em sua casa, na madrugada desse fatídico dia, Libby consegue fugir do massacre, palmilhando alguns metros de neve, o que faz com que fique sem alguns dedos das mãos e pés. Ben também escapa e logo logo é apontado como o causador de todo esse massacre.

Os Day são uma família completamente marginalizada. Patty Day, a mãe, é dona de uma quinta decrépita, cuja penhora é eminente. Runner, o pai dos seus filhos é um homem desprezível: louco, bêbado e violento. e os quatro filhos vão mostrar, cada um, defeitos que poderão ser normais da convivência (rara) que têm com o progenitor, mas também a carência de afectos, de alimentos e de um pouco de tudo.

Não consegui simpatizar com nenhum dos Day, mas isso não me fez odiar o livro. Pelo contrário. O facto de todos eles terem algo sombrio, algo a esconder e ao mesmo tempo a descobrir, despertou-me a curiosidade e a vontade de querer saber mais.

Lugares Obscuros é contado na primeira pessoa por Libby Day, na actualidade, mas contém também relatos sobre aquele dia fatídico sob a "voz" de Ben e de Patty Day. Só assim conseguimos perceber o desenrolar da história e também as angústias por que passaram naquele dia. Todos os acontecimentos que se desenrolaram vão ser pertinentes para o final da história.

Aquela noite fatídica não foi apenas má para os que morreram naquela noite. Também Liiby e Ben morreram um pouco naquela noite. Libby, de apenas 7 anos, vai ter um depoimentos preponderante para a condenação do seu irmão Ben, mesmo que na investigação surjam lacunas que poderiam levantar dúvidas quanto ao que uma menina de apenas sete anos, que mostrou não ter estado completamente presente em casa, disse. No entanto, é bom lembrar que em 1985 a investigação dos casos não era tão desenvolvida como hoje em dia...

Actualmente Libby mostra ser uma mulher sem rumo, vivendo apenas da caridade de um grupo de pessoas que lhe foi depositando dinheiro numa conta para que pudesse sobreviver, a par das vendas de um livro que escreveu a contar o massacre. Até que surge uma carta, com um pedido no mínimo estranho. A troco de uma quantia irrisória Libby aceitaria estar presente num clube estranho, o Kill Club que tinha como membros pessoas que gostam de solucionar crimes antigos, cujas investigação não terá sido satisfatória. É aqui que conhece Lyle, que a faz questionar sobre muitas das coisas que aconteceram naquela noite, levando-a a prometer encontrar-se com as pessoas que, de uma maneira ou de outra, estiveram envolvidas no desenrolar daquele dia. E é aqui que o livro se torna ainda mais interessante. 
 
De uma forma sombria, mas bastante descritiva, Gillian Flynn fez com que não conseguisse parar de ler o livro. O seu final foi surpreendente tendo-me deixado com cara de espanto com o desvendar do crime. 
O lado satânico de alguns personagens, o amor adolescente e pré-adolescente e os depoimentos das pessoas mais jovens pode levar a uma conclusão, que por vezes, nem sempre é a real. 
Mostra o que muitas vezes o planeado nem sempre sai como esperávamos...



Assírio & Alvim: Novidades - Novos livros de Fernando Pessoa e Stefan Zweig

Título: Novela de Xadrez
Autor:
Stefan Zweig
Tradução do alemão, apresentação e notas: Álvaro Gonçalves
N.º de Páginas: 96
PVP: 11,00 €
Coleção: Imaginário

A Assírio & Alvim publica o livro Novela de Xadrez, de Stefan Zweig, já nas livrarias. Terminada pouco antes do suicídio do autor, esta novela é o seu derradeiro testamento literário, e o único livro onde Stefan Zweig aborda o tema do regime nazi.
Nesta história, os passageiros de um navio que parte de Nova Iorque com destino a Buenos Aires descobrem que a bordo segue com eles o campeão do mundo de xadrez, um homem arrogante e pouco amigável. Rapidamente se forma um grupo que procura testar os seus conhecimentos de xadrez jogando com o campeão, apenas para conhecer uma clamorosa derrota. É então que um misterioso passageiro avança para os aconselhar, e o rumo dos acontecimentos se altera. Nesta magnífica novela psicológica, o autor oscila, com inigualável mestria, entre um enorme suspense e uma reflexão pungente sobre o nazismo.

Sobre o autor: 
Austríaco de ascendência judaica, Stefan Zweig nasceu em 1881 e é um dos mais importantes autores europeus da primeira metade do século XX. Dedicou-se a quase todas as atividades literárias: foi poeta, ensaísta, dramaturgo, novelista, contista, historiador e biógrafo. A crescente influência do nacional-socialismo na Áustria e a instauração do chamado «austrofascismo», regime fundado pelo Chanceler Engelbert Dolfuss e que se baseava na ideologia fascista de Mussolini, levam-no a abandonar a Áustria. Emigra para Inglaterra
acompanhado da sua secretária Lotte — com quem se virá posteriormente a casar — e torna-se cidadão inglês em 1940. Receando não ser distinguido dos alemães e julgando correr o risco de ser considerado um enemy alien, decide partir para o Brasil, obtendo ali um visto permanente. Estabelece-se em Petrópolis, onde, recatado e isolado do bulício do Rio de Janeiro, continua a trabalhar: escreve um breve ensaio sobre Montaigne, termina a autobiografia O Mundo de Ontem e redige a Novela de Xadrez como o seu derradeiro testamento literário. É aí que se suicida com a sua mulher, Lotte Zweig, a 23 de fevereiro de 1942, pouco depois de enviar o manuscrito desta Novela de Xadrez para várias editoras.

Título: O Regresso dos Deuses e outros escritos de António Mora
Autor:
Fernando Pessoa
Edição: Manuela Parreira da Silva
N.º de Páginas: 328
PVP: 17,70 €
Coleção: Obras de Fernando Pessoa

No próximo dia 25 de outubro chega às livrarias o livro O Regresso dos Deuses e outros escritos de António Mora, de Fernando Pessoa. Com um rigoroso trabalho de edição a cargo de Manuela Parreira da Silva, este livro marca a continuação e prova a vitalidade da emblemática coleção Obras de Fernando Pessoa, da Assírio & Alvim.
Definido como «A new type of mind, unknown to our roads of intellect», António Mora é, provavelmente, entre os múltiplos autores fictícios pessoanos, aquele que mais se terá aproximado do estatuto de heterónimo. Ele faz parte, com Álvaro de Campos, Ricardo Reis e o próprio Fernando Pessoa ortónimo, do conjunto dos designados discípulos do Mestre, Alberto Caeiro. Mora é um pensador, isto é, foi concebido para dar expressão à vocação filosofante de Fernando Pessoa. Ao contrário, porém, do seu criador, que se diz «poeta animado pela filosofia», ele é antes «um filósofo animado pela poesia». Inspirado pelos poemas e pela sensibilidade pagã de Alberto Caeiro (mas também de Ricardo Reis), comenta-os com o à-vontade de um crítico literário. E «atreve-se» mesmo a «poetar».
A presente edição tem como objetivo trazer mais um contributo para a compreensão deste autor fictício pessoano, abrindo as portas a uma nova leitura de uma parte importante, e surpreendente, da obra de Fernando Pessoa.


Sessão de lançamento da obra «Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe - Empresariado como fator de desenvolvimento e transformação social. Outros olhares sobre a economia» de Armindo Espírito Santo

 Sessão de lançamento do livro - Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe - Empresariado como fator de desenvolvimento e transformação social. Outros olhares sobre a economia de Armindo do Espírito Santo - LISBOA

Dia 23 de Outubro, quarta-feira, 18h00m, Auditório Armando Guebuza da Universidade Lusófona de Lisboa, no Campo Grande, n.º 376, em Lisboa A obra será apresenta pela Professora Doutora Brígida Brito. A ENTRADA É LIVRE.

Apresentação de "Exploradores Portugueses e Reis Africanos" de Frederico Delgado Rosa e Filipe Verde, por Fernando Dacosta, amanhã, às 18h30, no Espaço de Autor da Bertrand Chiado



«Traição», Jason Matthews - Espionagem ao mais alto nível no primeiro romance nas últimas décadas a ser escrito por um espião da CIA. Nas livrarias a 24 de outubro

Título: Traição
Autor:
Jason Matthews
N.º de Páginas: 504
PVP: 17,70€

O jogo de espionagem nunca foi tão realista como neste livro - a estreia no romance de Jason Matthews, agente da CIA durante 33 anos.

"Uma estreia impressionante... Nunca li um livro sobre espionagem, e muito menos um romance, tão rico em informações secretas (...)Os antigos inimigos de Matthews em Moscovo vão ficar possessos quando virem até que ponto este livro os desmascara." The New York Times

A Lua de Papel vai lançar esta quinta-feira, dia 24, o excecional primeiro romance de Jason Matthews, agente da CIA durante 33 anos.
Aclamado pela crítica internacional, Traição é um romance de espionagem ao mais alto nível e o primeiro romance nas últimas décadas a ser escrito por um espião da CIA. Jason Matthews trabalhou na agência durante 33 anos, onde conheceu a mulher, também agente. Foi diretor de operações, recrutou espiões, comandou operações clandestinas. Pôs todos os seus conhecimentos ao serviço deste thriller trepidante, que agarra o leitor até ao épico final.
O livro de Jason Matthews, que chega agora a Portugal, é provavelmente o melhor e mais credível romance de espionagem publicado neste século, nos Estados Unidos. A obra retrata o conflito EUA/ Rússia e dá uma imagem muito diferente daquilo que nós julgamos ser a espionagem.
Traição ameaça tornar-se o equivalente contemporâneo de O Espião que Veio do Frio, de John Le Carré. Um romance preciso, de um suspense sufocante, povoado de personagens que não esqueceremos tão cedo – como a dilacerada Dominika, digna rival de Lisbeth Salander, da trilogia Millennium.

Sobre o livro:
Nate Nash acaba de ser descoberto.
O jovem agente está em Moscovo, onde trafica informações com o mais valioso espião da CIA no Kremlin. Os russos não sabem quem os anda a trair. Mas agora perceberam que Nate é o elemento de ligação – a peça chave para desmascarar o agente duplo.
Os russos jogam então o seu trunfo – Dominika Egorova, estrela do ballet clássico caída em desgraça no Teatro Bolshoi. Extremamente atraente, dotada de uma capacidade excecional para “ler” emoções, é forçada por um general corrupto a aceitar uma missão de alto risco: seduzir Nate Nash.
Começa o jogo.
Da Grécia a Helsínquia, dos corredores de Washington aos aposentos imperiais de Vladimir Putin a trama complica-se. As embaixadas agitam-se, os russos apertam o cerco, há um sádico assassino à solta, sucedem-se as armadilhas, fazem-se e desfazem-se alianças. Nate e Dominika percebem que dependem um do outro para sobreviver.

Crítica Internacional:
"O excecional primeiro romance de Matthews vai conquistar os fãs dos romances de espionagem clássicos... Uma carreira de 33 anos na CIA permite-lhe exibir a autenticidade que os leitores deste género exigem.” - Publisher Weekly

"O autor, um veterano da CIA, condimenta este thriller com operações realistas, vilões terríveis, e assombrosas reviravoltas na trama que refletem a luta das personagens pelo controlo... Um intenso mergulho num mundo de paixões carnais, concorrência brutal e operações clandestinas, este livro evoca a época de ouro da espionagem durante a Guerra Fria.” Library Journal

"Jason Matthews não está a inventar nada; ele viveu esta história, e nota-se a cada página. Espionagem ao mais alto nível, um perigo sufocante, sexo, agentes duplos e duplas traições. O que mais pode desejar um leitor?” - Nelson DeMille

"Fiquei a ler até às onze horas da noite e acordei às cinco da manhã para acabar. Aprendi mais sobre os antigos sovietes, os novos russos e os EUA de hoje do que em nos melhores artigos de investigação até aqui publicados. (…) Há já muito tempo que não lia um romance tão apaixonante.” - Doug Stanton, autor de House Soldiers

Sobre o autor:
Jason Matthews trabalhou durante 33 anos na Direcção de Operações da CIA (hoje conhecido como Serviço Nacional Clandestino). Esteve destacado em vários pontos do globo e especializou-se em missões em terrenos proibidos. Recrutou espiões para operarem contra alvos na Rússia, Ásia, Oriente Médio e Caribe. Chefiou vários postos da CIA, comandou projetos de deteção de armas de destruição maciça, participou em operações de contraterrorismo. Vive no Sul da Califórnia com a mulher, também ela uma ex-agente da CIA, onde trabalhou durante 34 anos.