segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Estranha Viagem do Senhor Daldry - Marc Levy [Opinião]

Título: A Estranha Viagem do Senhor Daldry
Autor: Marc Levy
Edição/reimpressão: 2012
N.º de Páginas: 240
PVP: 16,60€

Sinopse:
«Há duas vidas em ti, Alice. A vida que tu conheces e uma outra que te espera há muito tempo. Estas duas existências não têm nada em comum. O homem de que te falei ontem encontra-se em algum lugar dessa outra vida, e nunca estará presente na vida que levas atualmente. Terás de encontrar seis pessoas antes de chegar até ele. Partir ao encontro dele obrigar-te-á a fazer uma longa viagem. Viagem durante a qual descobrirás que nada daquilo em que acreditavas é verdadeiro.»

Londres, 1950
Alice leva uma existência tranquila entre o seu trabalho como criadora de perfumes, que a apaixona, e o seu grupo de amigos, todos eles artistas nas horas vagas. No entanto, na véspera de Natal, a sua vida vai sofrer um abanão. Durante um passeio a uma feira em Brighton, uma vidente prediz que irá viver uma aventura, em busca de um passado misterioso. Alice não acredita nela, mas também não consegue esquecer as suas palavras; subitamente as suas noites passam a ser povoadas de pesadelos, que lhe parecem tão reais como incompreensíveis.
O seu vizinho, o senhor Daldry, um gentleman excêntrico e celibatário empedernido, convence-a a levar a sério a predição da vidente e a encontrar as seis pessoas que a conduzirão ao seu destino.
De Londres a Istambul, Alice e o senhor Daldry partem na sua estranha viagem…


A minha opinião: 
A Estranha Viagem do Senhor Daldry foi uma perfeita desilusão de uma fã confessa de Marc Levy. Ao longo de todo o livro achei que a sua leitura era chata, apesar do tema até se ter tornado interessante. Pouca acção, pouco atractivo para quem lê, só se mostrando com algum interesse já quase no seu final.

Alice tem um dom. Ela é um "nariz". Por isso mesmo, ganha a vida a fazer perfumes que serão vendidos em várias perfumarias de Londres. Sozinha, (os seus pais morreram no incêndio), diverte-se com um grupo restrito de amigos, que a vão levar a um feira onde uma vidente lhe revela que a encontrará o homem da sua num outro local, onde terá vivido quando pequena. Fala-lhe assim de uma viagem que a levará a Istambul.

Pouco crente em relação a um futuro tal qual como foi lançado pela vidente, Alice retoma a sua normal vida como perfumista, mas as palavras daquela mulher não lhe saem da conversa. É aqui que entra Daldry, o seu estranho vizinho que implica com as festas que ela dá permanentemente em sua casa e que tanto o incomodam. Vendo que esta é uma oportunidade para se aproximar da sua vizinha, Daldry convence-a a falar novamente com a vidente para colocar tudo em "pratos limpos".

Passado entre uma Londres do pós-guerra e Istambul, onde os cheiros estão presentes ao virar da esquina, Alice parte à descoberta das suas origens, do passado que a persegue sem que saiba porquê.

Apesar de emotivo e um pouco misterioso, este livro de Marc Levy não me cativou como os outros. Nem Alice nem Daldry me cativaram por aí além, não tendo, por isso, criado empatia com qualquer um dos dois. O passado de Alice é revelador do dom que ela possui, mas, no meu entender, foi pouco explorado...




2 comentários:

nuno chaves disse...

Oh! Agora fiquei de pé atrás, sou um fã de Levy, desde que começou a ser editado em Portugal ainda pela Presença... Os seus livros têm uma vantagem, raramente desiludem... pois não são grandes as aspirações do autor... no entanto surpreende sempre, com ideias, que não lembram nem ao diabo e que depois são bem espremidas, muito originais e proporcionam excelentes e calmos momentos de leitura.
Este é um dos livros que quero ler, visto ter todos os outros (mais coleccionismo, que outra coisa. ando sempre com um ano de atraso, para nunca falhar um ano.
Aguardo que saia também a 2ª parte do romance "Se pudesse voltar atrás"

Maria Manuel Magalhaes disse...

Pois, Nuno eu também sou fã dele, e fiquei completamente desiludida com este livro... as minhas estrelas no goodreads são mais 2.5 estrelas :(.
Achei maçador e o tema não tem nada a ver com os outros a que já nos habituou.