quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bridget Jones: Ele Dá-me A Volta À Cabeça! - Helen Fielding [Opinião]

Titulo: Bridget Jones: Ele Dá-me A Volta À Cabeça!
Autora:
Helen Fielding
Páginas: 408
Preço: € 18,50


Ele dá-me a volta à cabeça!

• O que fazemos quando uma amiga festeja os seus 60 anos no mesmo dia em que o nosso namorado faz 30?
• É melhor morrer intoxicada com botox, ou morrer de solidão por causa das rugas?
• É imoral irmos ao cabeleireiro quando os nossos filhos estão cheios de piolhos?
• O quinto elemento é a tecnologia? Ou é a madeira?

Confrontada com estes dilemas e muitos outros, Bridget Jones enfrenta os desafios da perda, de criar dois filhos, da tecnologia, das “amizades coloridas” e de reinventar a sua sexualidade na – Ui! Vem aí uma palavra horrível! - meia-idade. Após catorze anos de silêncio, a nossa heroína – mais viva e ativa do que nunca - retoma o seu diário em Bridget Jones: Ele dá-me a volta à cabeça!
Este terceiro livro é um retrato fiel e bem-humorado das situações trágicas e cómicas do nosso dia-a-dia.


A minha opinião:
Já conhecia a Bridget Jones apesar de nunca ter lido a autora que a criou. Vi dos dois filmes de Jones na Tv e achava hilariante a desastrada da Jones e os seus dois amores. Daí ter tido curiosidade em ler um livro mais levezinho que me levantasse a moral no fim de ano.

E Ele Dá-me a Volta À Cabeça é isso mesmo, um livro leve, divertido, e que mostra uma Jones caricata, desastrada, e divertida, mesmo com cinquenta e poucos anos.

Apesar de ter casado com Mark, e de ter tido dois filhos, Bridget está sozinha. Mark morre no Darfur numa missão humanitária e Jones acaba em depressão e não pensa em arranjar alguém.

No entanto, por insistência dos amigos, Jones decide criar uma conta no Twitter e acaba por se apaixonar por um homem bem mais novo que ela: Roxter, 30 anos.

E o livro gira sempre à volta desta relação e do futuro da mesma. Jones sente-se insegura relativamente ao que Roxter pode sentir por si, e Roxter sente-se inseguro por estar a avançar demais numa relação que para ele pode não ter futuro... Isso vai levar Bridget a ficar obsecada com o peso, com as rugas, enfim, com o envelhecimento, comum à maioria das mulheres.

Confesso que Jones como mãe não me convenceu, assim como profissional. As cenas em que está numa reunião de trabalho a mandar mensagens para os amigos e namorados irritou-me um pouco.Não me parece próprio de uma mulher de trinta anos quanto mais de cinquenta e tal. Tanta irresponsabilidade junta até chateia.

Pelo meio do livro vamo-nos dando conta da evolução (ou não) da personagem de Daniel, que se mostra sempre presente na vida de Bridget, mesmo não sendo no campo amoroso.

Um livro leve e divertido, mas não passa disso.


Excerto: 
"Sinto-me gorda. Acho que vou comer um folhado misto."




4 comentários:

Ana Costa disse...

Olá :)

O meu caso é muito semelhante ao teu. Também só conheço Bridget Jones das adaptações cinamatográficas dos livros mas confesso que tenho alguma curiosidade em relação a eles. Muito sinceramente, e depois de ler a tua review, até tenho alguma vontade de ler tudo de seguida, especialmente por dizeres que este último é uma leitura leve e divertida - algo que, provavelmente, também poderá ser dito em relação aos restantes livros.

Beijinhos e boas leituras :)

Maria Manuel Magalhaes disse...

Ana, o livro é mesmo isso leve e divertido, mas confesso que os filmes são bem melhores.
No entanto, não deixa de ser uma leitura descontraída.

Boas leituras,
MM

barroca disse...

Oi!

Li o livro original quando saiu, ainda antes da adaptação ao cinema (que ficou bem divertida) e gostei muito.

Este livro, que já folheei na livraria e não trouxe, parece-me a anos-luz da qualidade inicial e uma tentativa da Helen Fielding "sacar uns trocos" à conta da Bridget. ;)

Maria Manuel Magalhaes disse...

Tenho de concordar consigo... por vários momentos pensei nisso.