quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Vermelho da Cor do Sangue - Pedro Garcia Rosado [Opinião]

Título: Vermelho da Cor do Sangue
Autor: Pedro Garcia Rosado
Editor: Asa
Colecção: Não Matarás
N.º de Páginas: 304
PVP: 4.90€

Sinopse:
Quando um mercenário ucraniano conhecido por Gengis Khan assalta a casa do banqueiro Ramiro de Sá, além de um segurança morto e das jóias roubadas, deixa atrás de si um problema inesperado: do cofre do banqueiro foi também levado o passaporte de Valentim Zadenko, um emissário do partido comunista da União Soviética que entrou em Lisboa no dia 24 de Novembro de 1975 e aí desapareceu misteriosamente. Enquanto o inspector Joel Franco, da Polícia Judiciária, investiga o homicídio do vigilante, o passaporte torna-se uma relíquia que muitos querem deitar a mão: não só o próprio Ramiro de Sá, mas também o chefe da máfia russa, um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um veterano do PCUS que foi camarada de Zadenko e ainda Svetlana, a filha do operacional desaparecido, que vem para Lisboa à sua procura, alertada por um angolano que estudou em Moscovo e participou no assalto.
Na busca do documento, todos os caminhos acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ir dar a Ulianov, um ex-KGB especialmente treinado que em Portugal se tornou dirigente de um grupo criminoso. Joel terá de contar com a sua ajuda para desenterrar uma conspiração criminosa que nasceu no PREC e envolveu militares revolucionários, banqueiros, assassinos … E várias garrafas de Barca Velha.


A minha opinião: 
Com um estilo que já é habitual, Pedro Garcia Rosado levanta uma ferida que continua a ser bem presente na realidade portuguesa: a corrupção na política portuguesa e a impunidade dos mais poderosos.

Inserido na série "Não Matarás" da qual já li o primeiro livro A Cidade do Medo, este Vermelho da Cor do Sangue, como o nome e a capa sugerem está relacionado com o comunismo de Lenine, com a Máfia de Leste, com o PREC e com negócios pouco claros relativamente a jóias e a negócios da banca.

Tudo começa quando Joel Franco, o inspector já conhecido da série, é chamado ao local do crime. Um segurança foi morto na sequência de um assalto à casa do banqueiro do Banco Global, Ramiro de Sá. A reacção do banqueiro levanta suspeitas logo de início. Primeiro por não revelar o primeiro nome da vítima mortal e depois por não revelar o que foi roubado no cofre.

Além das jóias, foi retirado do cofre um passaporte pertencente a um emissário do partido comunista da União Soviética, Valentim Zadenko, que desencadeará uma onda de mortes, a maior parte delas arrepiantes.

O facto de ter muitos personagens de leste, inseridas em organizações diferentes, fez com que não entrasse logo de primeira no enredo. Mas depressa isso se dissipou. O autor criou, inclusive, uma lista das personagens e o seu papel na trama no início do livro, para que o leitor não se sinta perdido.

Presente em todos os livros que li de Pedro Garcia Rosado são os capítulos curtos, acompanhados por uma frase misteriosa, mas sempre reveladora do que se vai passar aí, o que facilita ainda mais a compreensão da narrativa.

Apesar de pertencer à mesma coleção, este livro não está directamente relacionado com o primeiro, apenas tendo em comum o inspector que investiga os casos, Joel Franco, podendo ler-se separadamente.

Fiquei ainda com mais curiosidade em ler o último livro da série, Triângulo, desejando que neste se solucione a estranha morte do amigo de Joel Franco, Augusto, que o marcou profundamente e que é sempre relembrado por ele em cada caso que tem em mãos.

Bom!


O primeiro livro da série "Não Matarás"
A Cidade do Medo - opinião aqui

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