segunda-feira, 3 de março de 2014

O Confidente de Hitler - Peter Conradi [Opinião]

Título: O Confidente de Hitler
Autor: Peter Conradi
N.º de Páginas: 408
PVP: 19,50€
Editora: Matéria-Prima

Sinopse:
A ascensão e queda de Ernst Hanfstaengl, cúmplice de Hitler, aliado de Roosevelt. A incrível história de Ernst Hanfstaengl, o homem que foi confidente de Hitler e que, mais tarde, viria a colaborar com as forças norte-americanas.Com acesso a documentação até então privada, Peter Conradi consegue levar-nos ao convívio íntimo com Adolf Hitler e com os seus colaboradores mais próximos.


A minha opinião: 
O Confidente de Hitler é a prova de que por muitos livros que se leiam sobre a Segunda Guerra Mundial há sempre algo que fica por dizer. Já perdi a conta aos livros que li sobre esta época atroz da história mundial, mas nunca tinha ouvido falar de Ernst Hanfstaengl, mais conhecido como Putzi.

Forte aliado de Hitler, tendo-o ajudado na ascensão do poder, Putzi foi uma peça chave para a formação do partido nazi. Foi Putzi que ensinou a Hitler a saudação Sieg Heil, uma cópia directa da técnica usada pelos animadores das claques de futebol americano, assim como a música ao estilo dos cânticos das universidades americanas. Tudo porque o confidente de Hitler estudou em Harvard, viveu nos EUA muito tempo tendo "bebido" muitas suas ideias nos americanos.

Depois de ter concluído os estudos, Putzi decide rumar para a Alemanha, onde estabelece relações com Hitler através do piano... foi através dele que se conhecem e se tornam próximos.

O que à partida se pode considerar que esta amizade colocará um pouco de bom senso nas ideias de Hitler, depressa constatamos que Putzi se revia na maior parte das ideias fascistas do líder nazi. E só foi afastado do seu cargo de confidente e amigo quando não alinhou em muitas das ideias de Goring e Goebbels. Caso tivesse concordado com tudo teria, muito provavelmente, sido um dos protagonistas do massacre ao povo judeu e outras minorias.

Portanto, a minha opinião sobre esta pessoa foi-se alterando ao longo do livro. Achei-o simpático, inteligente, mas depois fui descobrindo que era uma ser desprezível, vaidoso e que acreditava e apoiava a maior parte das ideias de Hitler.

Depois de desprezado pelo seu "amigo" decide sair da Alemanha, tendo sido mais tarde preso pelos aliados. É aí que decide trabalhar para as autoridades americanas, ajudando a decifrar códigos alemães. No entanto, nem os americanos convenceu.

O retrato íntimo de Hiter foi apenas uma das dezenas de relatórios que Putzi escreveu para os norte-americanos, mas mesmo assim mantinha o anti-semitismo e o anticomunismo.

O homem que descreveu a sua vida como um "teatro de revista melancólica" morreria aos 88 anos praticamente só.

Excerto:
"Assim como o piano tinha sido central na sua relação com Hitler, nos anos seguintes, Putzi imaginou-se a tocar também para Roosevelt."



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