segunda-feira, 10 de março de 2014

O Escândalo Modigliani - Ken Follett [Opinião]

Título: O Escândalo Modigliani
Autor: Ken Follett
Título Original: The Modigliani Scandal
Tradução: Isabel Nunes
Páginas: 224
Coleção: Grandes Narrativas N.º 572
PVP: 14,90€


Um dos primeiros policiais de Ken Follett agora em Portugal com a chancela da Editorial Presença

Uma obra-prima perdida. Uma vingança amarga.


O Escândalo Modigliani foi publicado pela primeira vez em 1976. É um policial com um ritmo trepidante e um enredo surpreendente, mas é também uma sátira ao universo dos marchands, das galerias e do mercado de arte. Quando Dee Sleign, uma jovem formada em História de Arte a passar o verão em Paris, se depara com a pista de um Modigliani desconhecido que o pintor terá oferecido a um amigo, comunica a sua descoberta ao tio, Charles Lampeth, dono de uma conceituada galeria de arte em Londres e que de imediato contrata um detetive para descobrir o quadro. Dee parte então para Itália atrás das pistas que tem, desconhecendo que uma série de outras pessoas vão no seu encalce, na esperança de encontrarem o quadro antes dela. Fraudes, vinganças, traições, tudo tem lugar nesta aventurosa corrida contra o tempo pela posse da obra-prima perdida de Modigliani.

A minha opinião: 
Dee Sleign, formada em História de Arte, persegue o rasto de um Modigliani desaparecido que poderá ser o tema base para a sua tese de mestrado. No entanto, por ingenuidade sua, vai contando, através de postais, a sua investigação e há mais interessados na descoberta desse quadro.

Por um lado encontramos o tio de Dee, que logo que sabe que poderá haver possibilidade de encontrar um quadro raro, de quem nunca ouviu falar, contrata um detective privado para ir no seu encalço. A sua descoberta poderia ser muito importante para a sua galeria de arte.

Por outro, existe Julian Black, um homem completamente desinteressante, que após ter tirado o curso de belas artes e não ter jeito nenhum para a pintura opta por abrir uma galeria de arte, mas sem dinheiro para comprar obras. E nem o casamento planeado com a filha de um empresário rico o vai salvar. Então, também decide partir para a descoberta do precioso quadro que poderá colocar a sua galeria nos píncaros.

Pelo meio aparece ainda uma personagem caricata, Peter Usher, que coloca em causa todo o mundo da arte. Peter, um pintor caído em desgraça depois de os seus quadros não se venderem, apesar de todos os galeristas dizerem ser bons, decide falsificar obras de arte e mostrar ao mundo da arte que uma assinatura vale muito, muito mais ainda do que a obra em si.

A busca para o Modigliana remete-nos para um Itália recôndita, para os lados de Rimini, onde encontramos localidades pitorescas, raramente visitadas por turistas.


No seu jeito de escrita habitual, Ken Follett que assinou este seu livro com o pseudónimo de Zachary Stone, traz mais uma vez intrigas, traições, interesses de alto nível, onde quase ninguém se safa, de por uma ou outra vez ser o mau da fita.

Follett cria assim um livro de leitura rápida, viciante, e bastante leve. Aliou o mundo misterioso da arte a um thriller fantástico que nos leva a querer ler mais e mais.


Para os fãs do género e, sobretudo do autor, recomendo.
Excerto: 
"Não posso provar se um quadro é genuíno. A única forma de conseguir isso é ver um artista a pintá-lo do início ao fim, depois levá-lo consigo e trancá-lo num cofre."




Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

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