sábado, 1 de fevereiro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Porto Editora: Convite - Lançamento de "O Estranho Caso de Sebastião Moncada", de João Pedro Marques



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Anatomia dos Mártires - João Tordo [Opinião]

Título: Anatomia dos Mártires
Autor: João Tordo
Editora: D. Quixote
N.º de Páginas: 272
PVP: 15,90€

Sinopse: 
"Anatomia dos Mártires" é a história de uma obsessão verdadeira transformada em ficção - a de uma investigação contemporânea (e original) sobre o mito de Catarina Eufémia - e também a tentativa de reconciliação de um escritor nascido imediatamente após a Revolução de Abril com o passado. Um jornalista insensato e ambicioso quer provar ao seu editor - um comunista irascível, alcoólico e com bastante desprezo pelos jovens - que não é só mais um na redacção. Escolhido para ir a Berlim entrevistar o biógrafo de um mártir religioso, aproveita a deixa para fazer, no seu artigo, uma analogia com a história de Catarina Eufémia, a camponesa que se tornou um ícone do Partido Comunista, mas de quem, na verdade, pouco ou nada sabe. Quando, porém, o artigo é publicado, as reacções de indignação por parte dos leitores não se fazem esperar, algumas das quais bastante ameaçadoras; e, na noite em que o editor é encontrado na rua em coma, aparentemente brutalizado, o jornalista pergunta-se se não terá sido por defender publicamente o seu artigo e começa a suspeitar de que existe muito mais em jogo do que a simples memória de uma camponesa assassinada pela GNR durante a ditadura. É então que decide investigar obsessivamente a vida de Catarina, desbravando por entre o nevoeiro que paira sobre os mártires e os transforma em mitos de que sempre alguém se apodera. E encontra realidades bem distintas - e mais tenebrosas - do que podia esperar.


A minha opinião:  
Anatomia dos Mártires é a minha estreia com João Tordo, aborda a história de uma mártir portuguesa, Catarina Eufémia, tendo-se transformado, após o seu assassinato, no símbolo da resistência antifascista.

O suicício de um homem que se atira de um prédio e é transformado em mártir e a viagem até Baleizão, no Alentejo profundo tendo como companhia de viagem o editor-chefe, Cinzas vai transformar um apático jornalista num alvo de interesse.

O seu texto, publicado na revista pertencente ao jornal mais vendido em Portugal, vai fazer dele uma pessoa não muito querida por parte da ala comunista. No seu texto sobre o mártir religioso estrangeiro, o jovem jornalista alude a Catarina Eufémia, sobretudo para agradar a Cinzas, um comunista convicto que vê na mártir comunista um exemplo de coragem e determinação. Mas o texto não o deixa em paz levando a partir para uma investigação profunda sobre quem terá sido uma mulher de quem pouco se fala actualmente.

Tordo volta a ser jornalista, reeencarnando no protagonista, investigando a fundo sobre quem foi a mártir escolhida pelo Partido Comunista. Uma jovem mulher assassinada a 19 de Maio de 1954 por um militar da GNR, de costas e, ao que tudo indica, com um filho nos braços, é transformada no símbolo do partido. Catarina, mãe de três filhos e poderia estar grávida de um quarto.

No decorrer da investigação, sempre baseada em testemunhos e no pouco que foi escrito sobre Catarina o jornalista continua a questionar-se: Seria ela uma militante comunista ou unicamente uma mulher em luta pela própria sobrevivência e dos seus filhos?

Gostei da escrita de Tordo, gostei da forma como foi abordada Catarina Eufémia, cada vez mais desconhecida para as pessoas em geral, e gostei da forma como o autor criou uma personagem imatura, inexperiente, mas real, com um amigo afectado pela crise económica mundial, por uma amante irlandesa, também ela jornalista, e por um pai senil.

Este foi o meu primeiro livro de João Tordo, mas certamente não será o último.

Recomendo.


Excertos:
"Era assim que se vivia em Portugal: vivia-se com medo e por causa do medo não se chegava a viver."

"-entre as meias-verdades e as meias-mentiras de que a história dos incompreendidos se vai alimentando - que me continuava a surpreender que nunca alguém se tivesse ocupado dela com a dedicação que merecia." 



A estante está mais cheia #7

O Filho Perdido de Philomena Lee de Martin Sixsmith, gentilmente oferecido pela Planeta foi o primeiro livro recebido esta semana. será uma das minhas próximas leituras.

Propício para a data que se avizinha (Dia dos Namorados), Primeiro Amor de James Patterson é a minha leitura actual e foi gentilmente oferecido pela Topseller.


Por último, recebi A Rapariga que roubava livros de Markus Zusak, ganho num passatempo do jornal Público e que me encheu as medidas.
Este também será das próximas leituras.

É amanhã...



Albatroz: Testemunho - "No Harém de Kadhafi"

Título: No Harém do Kadhafi
Autor
: Annick Cojean
Tradução: Carlos Sousa de Almeida
Págs.: 224
Capa: mole com badanas
PVP: 15,50 €

No dia 7 de fevereiro, sob a chancela Albatroz, é publicado No Harém de Kadhafi, um livro que relata na primeira pessoa a história de uma das escravas sexuais de Muammar Kadhafi, escrito pela mão da grande repórter do Le Monde Annick Cojean.
Surpreendente e inquietante, este é um testemunho atual de Soraya, uma rapariga capturada aos 15 anos pelo então Chefe de Estado da Líbia. Neste livro, ela revela os crimes que viveu e testemunhou até conseguir fugir do quartel-general de Bab Al-Azizia.
Annick Cojean conheceu Soraya logo após a morte de Kadhafi, em Trípoli, e foi ela a confidente de uma história e de um tempo sobre os quais a Líbia ainda não quer falar.

Sinopse:
Soraya tem apenas 15 anos quando, certa manhã, recebe a notícia da visita do líder da Líbia, Muammar Kadhafi, à sua escola. Como praticamente todos os jovens líbios, também ela cresceu no culto da veneração ao Guia, encarado como um deus, vivendo «num olimpo inatingível». Quando é apresentada ao Coronel, este pousa uma mão sobre a sua cabeça e acaricia-lhe os cabelos. A vida de Soraya, a sua infância e todas as esperanças de futuro terminam nesse exato momento, pois com esse gesto o Guia acabou de indicar às suas guardas que Soraya passará a ser sua escrava sexual. Nos anos seguintes, Soraya é torturada, violada, espancada, obrigada a consumir álcool e drogas. Tenta por várias vezes escapar, e consegue mesmo fugir do país, mas o regime de terror em que vive torna-a frágil, incapaz de interagir com os outros de forma saudável. Nem sequer a morte e o desaparecimento dos seus algozes vem apaziguar o medo, a vergonha, a revolta. A jornalista Annick Cojean foi a fiel depositária desta e de outras histórias, conduzindo uma investigação que traz a lume a utilização das mulheres líbias como armas de guerra no seio de uma sociedade corrompida, cuja população é, ainda hoje, simultaneamente vítima e cúmplice da uma política de silêncio que urge romper, para que se faça finalmente justiça.

Sobre a autora:
Grande repórter do jornal Le Monde, presidente do júri do Prémio Albert Londres, que obteve em 1996, Annick Cojean é uma das jornalistas de maior renome da imprensa francesa. É autora de vários livros, entre os quais se destacam FM, la folle histoire des radios libres, escrito em coautoria com Frank Eskenazi, e Retour sur images.

Imprensa:
Este não é um livro, é uma bomba. Salon Littéraire
Raptos, violações, humilhação. Este foi o destino de inúmeras mulheres, mantidas à mercê do coronel Kadhafi. Neste livro chocante, Annick Cojean dá voz a essas mulheres [...] Elle (França)
É difícil não nos comovermos perante o relato da crueldade que um só homem conseguiu infligir a tantos. [Mas a] persistência [de Annick Cojean] e a coragem de Soraya foram recompensadas. O facto de o livro de Cojean ter sido traduzido para árabe e estar agora disponível na Líbia oferece um pequeno raio de esperança para o futuro. Independent
No sentido oposto da imagem de um Kadhafi “sufragista”, [este livro] revela a exploração sexual [de que foi alvo] um país inteiro. Le Point
No Harém de Kadhafi é ao mesmo tempo comovente, aterrorizador e inquietante. 24 Heures



2.º Festival Literário de Castelo Branco começa já no dia 5



A partir de quarta-feira, dia 5 de fevereiro, o 2.º Festival Literário de Castelo Branco leva 17 autores portugueses ao interior do país. Num evento que celebra a produção literária e o património da cidade, seis escritores albicastrenses têm lugar de destaque, juntamente com 11 autores de projeção nacional que se deslocam a Castelo Branco.

À semelhança da primeira edição, o festival volta a ter como público primordial a população escolar, com visitas de autores agendadas às escolas do concelho. Afonso Cruz, André Letria, António Torrado, Luís Miguel Rocha, Margarida Fonseca Santos, Maria Manuel Viana, Paulo Galindro e Ricardo Henriques são os autores que levam às escolas o tema «Escrever é um ato de rebeldia». Também os autores albicastrenses Carlos Correia, Fernando Paulouro, Gonçalo Salvado, João de Sousa Teixeira e José Pires, o comissário do evento, vão estar presentes nas escolas do concelho.

A comunidade albicastrense prepara-se também para receber os encontros de escritores, abertos à comunidade nos espaços da Biblioteca Municipal e no Cine-teatro Avenida. Daniel Oliveira, Fernando Dacosta, Maria João Fernandes e o albicastrense Florentino Beirão completam a lista dos autores que estarão presentes nestas sessões abertas.

Com esta 2.ª edição, o Festival Literário de Castelo Branco, de periodicidade anual, afirma-se como o principal festival literário do interior do país.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Assassino do Aqueduto - Anabela Natário [Opinião]

Título: O Assassino do Aqueduto
Autor: Anabela Natário
N.º de Páginas: 296
PVP: 16€

Sinopse:
Nas ruas de Lisboa respira-se medo. A cidade não é segura e dentro de portas há um nome que atormenta os homens e mulheres da capital: Diogo Alves, de alcunha o Pancada. Poucos lhe conhecem o rosto, mas todos temem cair nas suas mãos. Lá do alto dos arcos do imponente Aqueduto das Águas Livres, sem dó nem piedade, Diogo Alves atira as suas vítimas num voo trágico de mais de 60 metros de altura. O grito, que faz estremecer tudo e todos, dá lugar ao silêncio da morte. A jornalista Anabela Natário, no seu primeiro romance, traz-nos a arrepiante história deste homem que aterrorizou Lisboa da primeira metade do século XIX. Nascido na Galiza, aos dez anos vem para Lisboa onde de criado nas casas mais abastadas da capital passou a ladrão e de ladrão a assassino cruel. Unido pelo coração à taberneira Parreirinha, com estabelecimento em Palhavã, Diogo Alves torna-se numa verdadeira lenda. Através da consulta dos jornais da época e de peças do processo, Anabela Natário recria o processo judicial de Diogo Alves, num romance recheado de mistério e intriga. É ao juiz Bacelar que cabe a difícil tarefa de descobrir e capturar Diogo Alves e o seu bando de malfeitores. Diogo Alves, embora deixe um rasto de violência e morte, consegue sempre escapar-se às mãos da justiça. É preciso detê-lo. O juiz não desiste e aos poucos, mergulhado no ambiente de violência e miséria que se vive na capital do reino, vai juntando as peças deste complicado puzzle de crimes e assaltos.


A minha opinião:
A história do último condenado à morte em Portugal é retratada num livro que me encheu as medidas: O Assassino do Aqueduto.

Diogo Alves, o Pancada, já há imenso tempo que havia imposto o terror na capital. Começou por assaltar pessoas, sobretudo no Aqueduto das Águas Livres, um local de passagem. Todos os que tinham a infelicidade de se cruzar com este assassino em série, eram roubadas dos seus bens e atiradas, sem dó nem piedade, numa viagem de mais de 60 metros, pelo aqueduto abaixo. O assassinato de mais de 70 pessoas fazia com que não restasse nenhuma vítima que fosse assaltada que não resultasse em morte. Daí nunca terem tido provas para o prenderem e acusarem. O que inicialmente foi tido como uma onda de suicídios foi passando a suspeita...

Anabela Natário não se limitou a contar a história de Diogo Alves, ou melhor, os últimos tempos de vida de O Pancada. A autora enquadrou na perfeição a primeira metade do século XIX, numa altura bastante conturbada a nível político, contribuindo para o enriquecimento da obra.

Diogo Alves é caracterizado como um ladrão e assassino astuto, acompanhado por uma mulher, muito provavelmente, mais inteligente ainda. Parreirinha, assim era apelidada Gertrudes Maria, era uma mulher de armas, tendo sido ela, muito provavelmente, a instigadora de todos os crimes cometidos por Diogo Alves.

Nascido em Espanha, vem aos dez anos para Portugal, onde começa a onda de crimes desde cedo. Apenas deixa os assassinatos no aqueduto quando este é fechado, precisamente por causa do número elevado de mortes. É aí que decide criar uma quadrilha, por forma a realizar assaltos a casas de fidalgos. É no rescaldo do assalto a uma dessas casas, que resultaria em quatro mortes, que o juíz Bacelar reúne provas para o condenar.

A captura de um dos membros do grupo que depois de "apertado" acaba por confessar o crime e desvendar o cabecilha do bando, faz com que o Pancada seja preso, embora sempre com a esperança de sair em liberdade com já tinha acontecido. Uma das testemunhas chave para o condenar seria a sua enteada...




Alves seria enforcado às duas e um quarto da tarde do dia 19 de fevereiro de 1941 no Cais do Tojo...

A sua cabeça seria depois decepada e guardada em formol para futuros estudos por parte de um médico e professor que desejava estudar o seu cérebro. Por causa disso, a sua cabeça ainda figura na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Apesar de conhecer parte da história de Diogo Alves, todo este livro me surpreendeu de uma forma muito positiva. A forma clara e bem estruturada com que foi feito, o enquadramento histórico, fez com que me transportasse para uma época conturbada mas fascinante e conhecesse um assassino horrível, que matava a sangue frio sem pejo nenhum, mas que desejava há muito "conhecer".

Muito bom!



Maria José Morgado e Vicente Jorge Silva apresentam "O Assassino do Aqueduto" de Anabela Natário



Quetzal: Primeiro romance da autora de A Visita do Brutamontes nas livrarias a 7 de fevereiro

Título: O Circo Invisível
Autor: Jennifer Egan
Género: Romance
Tradução: Jorge Pereirinha Pires
N.º de páginas: 400
Data de lançamento: 7 de fevereiro
PVP: 18,80 €

Phoebe vive obcecada com a memória e a morte da irmã, Faith, uma bonita e idealista hippie morta em Itália em 1970. Para descobrir a verdade sobre a vida e a morte desta, Phoebe refaz, passo a passo, a viagem que antecedeu o trágico e misterioso fim de Faith, partindo de São Francisco e atravessando a Europa – demanda que irá produzir revelações complexas e perturbantes sobre a família, o amor e uma geração perdida. Com o drama político e as tensões familiares como pano de fundo, este Circo Invisível é também uma viagem iniciática, a busca pela verdade de uma série de acontecimentos passados, e a busca do indivíduo, no início da idade adulta, pelo sentido da sua própria existência. Do declínio da revolução hippie na América, ao calor da revolução estudantil na Europa, passando pelos movimentos radicais de esquerda da Alemanha, este envolvente primeiro romance de Jennifer Egan é um portentoso exemplo da sua invulgar mestria em criar suspense, personagens de grande profundidade e diversíssimos matizes de emoção.

Sobre a autora:
Jennifer Egan é autora de vários romances e volumes de contos publicados regularmente nas revistas The New Yorker, Harper’s Magazine e GQ, entre outras. O seu mais recente romance, A Visita do Brutamontes, publicado pela Quetzal em 2012, mereceu a aclamação da generalidade da crítica anglo-saxónica, elevando-se ao estatuto de «o novo clássico da ficção americana».

A Visita do Brutamontes na imprensa portuguesa:
«O mais espantoso nesta ficção, algures entre o romance de estrutura heterodoxa e a coletânea de contos que funcionam como unidades autónomas, é que Egan nunca perde o sentido do tema que atravessa todas as suas histórias dispersas: o tempo enquanto agente de mudança que tanto pode maltratar-nos (é ele o "brutamontes" do título) como redimir-nos, às vezes inesperadamente.» José Mário Silva, Atual
«Assim, entre vencedores e vencidos, sobreviventes e vítimas, em mansões decrépitas e quartos de hotéis onde o rasto das linhas de coca e as seringas usadas são tão banais como objectos de decoração, estes outrora jovens sem preocupações para além da próxima aventura e da próxima festa vêem-se confrontados com a crise económica, com o terrorismo, com o desaparecimento de referências – e perdidos na Internet, esse santuário global da decadência onde tudo o que é publicado se torna instantaneamente desadequado.» Helena Vasconcelos, Ípsilon
«Jennifer Egan é uma escritora ao estilo Nick Hornby, cheia de referências musicais punk rock, criadora de diálogos rápidos e personagens angustiadas pela vida.» Diana Garrido, i

A Porto Editora publica, no dia 7 de fevereiro, Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto, um romance marcante de Mário de Carvalho

Título: Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto
Autor:
Mário de Carvalho
Págs.: 248
PVP: 14,40 €

A Porto Editora publica, no dia 7 de fevereiro, Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto, um romance marcante de Mário de Carvalho, o primeiro onde o autor coloca em evidência o seu descontentamento para com a sociedade, a política, o elitismo ideológico, a burocracia.
Protagonizado por dois filhos da Revolução de Abril, este é um livro que faz uma crítica social mordaz, mas bem-humorada, e que nos questiona sobre se «a realidade é muito abusadora». Logo no início do romance, fica a advertência: Este livro contém particularidades irritantes para os mais acostumados. Ainda mais para os menos. Tem caricaturas. Humores. Derivações. E alguns anacolutos.

Sinopse:
Mário de Carvalho convoca-nos a todos. A nós e aos nossos conhecidos. Faz humor com ilusões e desilusões, amores e desamores, graças e desgraças. O Partido Comunista não escapa à ironia. Brilha a deslumbrante Lisboa, mas também outros locais e endereços. Eduarda Galvão é o protótipo da jovem jornalista. Jorge de Matos o professor cansado. Joel Strosse o pairar da esperança enquanto há vida. Entram outros burgueses, mais tímidos, mais atrevidos, mais abertos, mais recolhidos. O leitor reconhece-os facilmente, olhando em volta. Políticas também há algumas, bandeiras rubras, livros nas bibliotecas, uma revolução que entardeceu. Comparece o rio magnífico que Lisboa tem. E, já agora, que tal trocarmos umas ideias sobre o assunto?

Sobre o autor:
Mário de Carvalho nasceu em Lisboa em 1944. O seu primeiro livro, Contos da Sétima Esfera, causou surpresa pelo inesperado da abordagem ficcional e pela peculiar atmosfera, entre o maravilhoso e o fantástico. Desde então, tem praticado diversos géneros literários, percorrendo várias épocas e ambientes, sempre em edições sucessivas. Nas diversas modalidades de Romance, Conto e Teatro, foram atribuídos a Mário de Carvalho os prémios literários portugueses mais prestigiados (designadamente os Grandes Prémios de Romance, Conto e Teatro da APE, o prémio do Pen Clube e o prémio internacional Pégaso). Os seus livros encontram-se traduzidos em várias línguas.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Porto Editora é a nova editora do Prémio Nobel da Literatura

As herdeiras de José Saramago escolheram a Porto Editora para editar e promover a obra literária de José Saramago, em papel e e-book, em Portugal e nos demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (à exceção do Brasil). O acordo entre as partes foi firmado hoje e nele se inscreve, também, o compromisso de definir estratégias conjuntas de divulgação da obra do escritor em todo o mundo, com especial atenção à comunidade lusófona.
Na escolha pelas herdeiras de José Saramago a favor da Porto Editora, para além de esta ser uma empresa totalmente portuguesa que se dedica ao livro desde a sua fundação, pesaram duas razões de particular significado afetivo: a de o Prémio Literário José Saramago, que desde 1999 distingue jovens escritores de língua portuguesa, ser promovido pela Fundação Círculo de Leitores (que integra o Grupo Porto Editora desde 2010); e o impulso que o Círculo de Leitores deu à carreira literária de José Saramago com a edição do livro Viagem a Portugal (1981), que veio a permitir que se dedicasse a tempo inteiro à escrita.

Espero por ti - Romance bestseller de Jennifer Armentrout é publicado a 7 de fevereiro

Título: Espero por ti
Autor:
Jennifer Armentrout
Tradução: Inês Amado
Págs.: 352
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

Espero por ti é o romance de Jennifer Armentrout que, publicado inicialmente em formato digital sob o pseudónimo J. Lynn, alcançou o primeiro lugar na lista de e-books mais vendidos do New York Times e USA Today, destronando autores já consagrados. Este romance revelação será publicado pela chancela 5 Sentidos no dia 7 de fevereiro.
Conhecida como autora de ficção científica e fantasia, Jennifer Armentrout estreia-se com Espero por Ti no género erótico. Sedutor e apaixonante, Espero por Ti é um romance sobre o poder de salvação do amor e a força da atração.

Sinopse:
Candidatar-se a uma faculdade a centenas de quilómetros de casa foi a única forma que Avery Morgansten, de dezanove anos, encontrou para fugir ao acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. No entanto, quando se cruza com Cameron Hamilton, um colega mais velho, com um metro e oitenta de altura e uns olhos capazes de derreter qualquer uma, o seu mundo estilhaça-se por completo. Envolver-se com ele é perigoso, mas ignorar a tensão entre os dois parece impossível. Até onde estará Avery disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e dar-lhe a conhecer um mundo de sensações que julgava estarem-lhe negadas para sempre?

Sobre a autora:
Jennifer Armentrout, autora bestseller do New York Times e do USA Today, vive em Martinsburg, na Virgínia Ocidental. Para além de literatura romântica, escreve livros de ficção científica e fantasia. Espero por ti, inicialmente publicado em edição de autor no formato eletrónico, alcançou um feito inédito ao obter o 1.º lugar dos tops norte-americanos de livros digitais, superando as vendas de e-books de autores conhecidos e consagrados.

Mais informações sobre a autora em www.jenniferarmentrout.com

Imprensa:
Jennifer Armentrout prova que os autores de livros digitais não só podem competir com os grandes, como ganhar-lhes. Forbes
Penso que nunca li um romance do género que tivesse tanta profundidade quanto este. Comoveu-me imenso. K-Books
Avery e Cam são irresistíveis. Um livro para todos os que acreditam no poder curativo do amor. Publishers Weekly


Apresentação de "Judeus Ilustres de Portugal" de Miriam Assor, esta quinta-feira, às 18h30, no El Corte inglés



terça-feira, 28 de janeiro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Resultado do passatempo Hotelle - Quarto 2


Obrigada a todos que participaram no passatempo "Hotelle" realizado pelo Marcador de Livros e a Suma de Letras.

As felizes contempladas com um exemplar do livro são:
Gabriela Sá (Chaves)
Roberta Frontini (Coimbra)


Além dos seus nomes figurarem no blogue, as contempladas foram ainda avisadas através de email.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Nós, os Afogados, de Carsten Jensen, nas livrarias a partir de 14 de fevereiro

Título: Nós, os Afogados
Autor: Carsten Jensen
Género: Romance
Tradutor: João Reis
N.º de páginas: 800
Data de lançamento: 14 de fevereiro
PVP: 27,70 €

Um épico de aventuras, de bravura, de homens intrépidos e apaixonados, escrito por um dos autores mais aclamados da Escandinávia.
Aclamado imediatamente na Europa como sendo um clássico, Nós, os Afogados narra a história da cidade portuária de Marstal, cujos habitantes se fizeram ao mar e navegaram pelo mundo inteiro a partir de meados do século XIX até ao final da Segunda Guerra Mundial. Aqui contam-se as histórias de navios afundados e destruídos em guerras, de lugares de horror e violência que continuam a fascinar todas as gerações; aqui encontramos canibais, sonhos proféticos e sobrevivências miraculosas. O resultado é uma saga apaixonante, repleta de sabedoria e humor, de pais e filhos, das mulheres que eles amam e deixam para trás e da promessa assassina dos mares.
Em 1848, um grupo de navegadores dinamarqueses deixa a ilha de Marstal para lutar contra os alemães. Nem todos regressam, e os que regressam nunca mais serão os mesmos. Entre eles, encontra-se Laurids Madsen, que não tarda a escapar de novo para o anonimato do mar alto. Quando o seu filho Albert atinge a maioridade, parte à procura do pai desaparecido numa viagem que o levará por todo o globo.
Da Terra Nova às plantações da Samoa, da Tasmânia às costas geladas do norte da Rússia, esta história estende-se por quatro gerações, atravessando duas guerras mundiais e um século de história.

Sobre o autor:
Carsten Jensen é um escritor dinamarquês nascido em 1952. Recebeu vários prémios pelos seus ensaios e artigos, bem como pelos livros de viagens que escreveu. É considerado uma das vozes mais frontais e críticas da Dinamarca. O seu livro Nós, os Afogados venceu em 2007 o mais importante dos prémios literários da Dinamarca, o Danske Banks Litteraturpris.

O Êxtase, de Nicole Jordan (Quinta Essência)

Título: O Êxtase
Série Notorious - Volume 4
Autor: Nicole Jordan
Tradução: Maria Ponce de Leão
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 384
PVP: 16,60€

Depois de ver a mãe consumir-se e perder tudo por um amor não correspondido, Raven jura a si mesma que só casará para recuperar a posição social da família. O único capricho que se permite é sonhar com um amante, um pirata que só existe nos seus sonhos e que a preenche de amor e paixão. Porém, quando rebenta um escândalo em torno da sua pessoa, é obrigada a aceitar a proposta de casamento do dono diabolicamente sensual do mais famoso clube de jogo de Londres. Apesar de se sentir irresistivelmente atraída pelo seu enigmático salvador, Raven lutará para resistir ao novo marido, um homem cujas carícias prometem um êxtase para além das suas fantasias mais loucas.

Para salvar a reputação de uma jovem inocente a quem o irmão estava prestes a arruinar a vida, Kell Lasseter sacrifica a sua liberdade para casar com a deslumbrante debutante. Desprezado pelo seu sangue irlandês e passado obscuro, Kell não pode negar que aquela encantadora mulher temperamental não se parece nada com as outras jovens da sociedade... nem sufocar o seu ardente desejo por ela. Dividido entre a lealdade para com o irmão e os crescentes e novos sentimentos pela sua esposa rebelde, Kell tentará libertar o coração relutante de Raven antes de poder conhecer o êxtase do verdadeiro amor.


"O Voluntário de Auschwitz" - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto



Hoje, 27 de fevereiro, comemora-se o do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A escolha do dia não surge por acaso, uma vez que foi a 27 de fevereiro de 1945 que os soviéticos libertaram Auschwitz, o maior e o mais mortífero centro de extermínio do III Reich

Emre Kertész, escritor húngaro de religião judaica, sobrevivente do holocausto, e laureado com o Nobel da Literatura em 2002, afirmou: «O problema de Auschwitz não é o de saber se devemos manter a sua memória ou metê-la numa gaveta da História. O verdadeiro problema de Auschwitz é a sua própria existência e, mesmo com a melhor vontade do mundo, ou com a pior, nada podemos fazer para mudar isso”.

Foram muitas as obras literárias que tentaram recriar o pesadelo que viveram milhões de judeus, vítimas da gigantesca e cruel máquina criminal nazi. Mas nenhuma é tão “crua” e real como O Voluntário de Auschwitz: O herói que se deixou capturar para contar ao mundo a terrível verdade sobre os campos de concentração nazis. Já à venda em todo o país (Vogais I 384 pp I 19,99€), este livro é um documento histórico único e extraordinário.

A sua adaptação ao cinema está já confirmada, e chegará ao Grande Ecrã pelas mãos de Samuel V. Franco e David Aaron Gray, produtores de World War Z. Vai ser, pela força da história, um dos filmes de 2015. E terá, garantidamente, tanto ou mais impacto como A Lista de Schindler.

Paixão Proibida em Summerset Abbey - T. J. Brown

Título: Paixão Proibida em Summerset Abbey
Autor: T. J. Brown
N.º de Páginas: 296
PVP: 16,00€

Os fãs da série televisiva Downton Abbey têm no novo livro de T. J. Brown mais uma oportunidade de reviver os usos e costumes da época vitoriana e os jogos de poder da aristocracia britânica. A autora inspirou-se na mesma época retratada na famosa série de televisão para contar as histórias de Rowena, Victoria e Prudence, três jovens à procura do seu lugar numa sociedade em mudança. O mundo prepara-se para uma provável guerra e os modelos sociais estão em convulsão.

Neste livro encontramos as três protagonistas em diferentes fases das suas vidas, cada qual com um segredo, cada uma sofrendo por razões distintas à medida que vão perdendo a inocência e decidem lutar pelo seu próprio destino. Além da forte componente histórica, tão elogiada no primeiro romance da autora, destaque também neste livro para a história das três jovens e o reafirmar da sua força e amizade.


A minha opinião:
Paixão em Summerset Abbey, segundo livro de uma trilogia, continua com a história atribulada das três "irmãs" Victoria, Rowena e Prudence.


Apesar de não ter lido o primeiro livro da trilogia, As Mulheres de Summerset Abbey, consegui entrar bem na história, criando empatia com as três protagonistas, sobretudo com a ainda ingénua Victoria.

Num tempo em que as mulheres não tinham qualquer papel na sociedade, quer na tomada de iniciativa, quer no direito ao voto, quer em lugar de destaque numa carreira profissional, T. J. Brown conseguiu, embora de uma forma bastante leve, entrosar a vida destas três jovens com as mudanças que se avizinhavam em Inglaterra, mais precisamente em Londres.

Os movimentos sufragistas começavam a dar os primeiros passos e depois de uma rejeição de um texto por parte de um jornal da capital fez com que Victoria desejasse participar mais activamente no direito ao voto por parte de todas as mulheres. Porém, talvez devido à sua ingenuidade, a mais nova da família acaba por cair numa emboscada e viver momentos dramáticos... A sua rebeldia é posta à prova.

Depois de banida da família e vendo no casamento um escape para a sua vida infeliz Prudence muda-se para Londres. Mas a sua vida não vai ser um mar de rosas. Habituada a que lhe façam tudo, próprio de uma menina de família, e sem criadas que a possam auxiliar, Prudence terá de se "virar" para aprender a cozinhar e a lavar a roupa.. uma tarefa que se mostra mais complicada do que imaginava, mas que a jovem vai mostrar estar à altura como aluna aplicada que é. Ressentida com Rowena vai demorar muito tempo até que lhe perdoe o mal que lhe fez.

Rowena foi a personagem que mais me encantou. O desejo pela aviação e a sua garra destemida em aprender a voar, mesmo que o voo em mulheres seja visto um pouco como preconceito, faz com que veja nela uma mulher lutadora e guerrilheira. A paixão proibida vai ainda dar mais ênfase a esta personagem...

Simples, de fácil e agradável leitura, Paixão em Summerset Abbey abriu-me a vontade de querer devorar o próximo e último livro da trilogia, mas também ler o primeiro que ainda não li e que irá certamente responder a algumas questões que ficaram para trás.

A vida social das meninas de família, o desejo das famílias abastadas em ver as suas jovens herdeiras fazerem um bom casamento, as visitas de cortesia, foram abordados de uma forma clara e bastante objectiva.

Gostei.

Excerto:
"Ler arruina-te a visão e ficarás com rugas por estares com os olhos semicerrados. Além disso, é péssimo para a postura. Vais ficar com as costas arqueadas."