sábado, 31 de maio de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Coolbooks oferece 10 mil e-books na Feira do Livro de Lisboa

A Coolbooks, a nova chancela digital do Grupo Porto Editora, promove uma campanha de incentivo à leitura durante a Feira do Livro de Lisboa 2014. No espaço da Porto Editora, vão ser distribuídos, a quem fizer compras superiores a trinta euros, 10 mil vouchers, através dos quais – com a simples leitura de um QR Code ou digitando um código num endereço disponibilizado para o efeito – se oferecem, sem contrapartidas, 10 mil livros digitais. E esta oferta não é restritiva: é possível escolher o livro que se quer ler, entre os vários já editados pela chancela.

A Rainha Ginga, novo romance de José Eduardo Agualusa: festa de lançamento com Mia Couto e Kalaf Ângelo, dia 6 de junho, 21h30, Clube Ferroviário



20I20 Editora: Eventos Feira do Livro de Lisboa




sexta-feira, 30 de maio de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Segredo do Meu Marido - Liane Moriarty [Opinião]

Título: O Segredo do Meu Marido
Autor: Liane Moriarty
Tradução: Helena Ruão
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 416
PVP: 17,70€

Sinopse:
A carta do marido dizia: "Para ler apenas após a minha morte."
Mas ele estava vivo. E escondia um segredo aterrador.
Cecilia encontrou a carta acidentalmente. Na penumbra do sótão, soube de imediato que não devia lê-la. Que devia devolvê-la ao seu esconderijo, fingir nunca a ter encontrado e respeitar a vontade do marido. Afinal amava John-Paul. Juntos, tinham três filhos e uma vida sem sobressaltos. Argumentos que de pouco serviram perante a sua curiosidade crescente. E quando começou a ler, o tempo parou. A confissão de John-Paul fulminou-a como um raio, dividindo a sua vida em dois: o antes e o depois da carta. Cecilia vai ficar agora perante uma escolha impossível.
Se o segredo do seu marido for revelado, tudo o que construíram será destruído. Mas o silêncio terá um efeito igualmente devastador. Porque há segredos com os quais não se pode viver…
A minha opinião: 
Cecília preparava-se para procurar uma pedra pertencente ao Muro de Berlim, no seu sótão, para dar à sua filha do meio, Esther, obcecada pela temática, quando se depara com uma carta fechada, do seu marido. A carta, endereçada a si, deverá ser apenas aberta quando John-Paul morrer.

Mas o desejo de descobrir o segredo que o seu marido guarda é mais forte e noites mais tarde ela acaba por abrir a carta e o seu conteúdo vai mudar completamente a sua vida, e mudar a sua própria maneira de ver as coisas. Agora ela própria guarda um segredo que não sabe se o quer guardar.

Liane Moriarty, autora que só conheci agora, consegue criar uma história envolvente de uma mulher lutadora, activa, faladora e extrovertida, que está sempre por dentro da comunidade onde está inserida, querendo participar em tudo o que acontece.

Ao mesmo tempo, envolve a história de Cecília com a história de mais outras duas mulheres, todas elas provenientes da mesma localidade, mas cujos destinos são completamente diferentes entre si.

Rachel é uma mulher, já na terceira idade, cuja vida parou quando a sua filha mais velha, Janie foi assassinada quando tinha 17 anos. O assassino nunca foi descoberto e Rachel vive obcecada com o crime, de tal forma que depois de descobrir uma cassete de vídeo que pode conter uma pista de quem poderá ter sido o autor do crime, segue os seus passos e decide vingar-se.

Tess é uma mulher traída. Depois de saber que o seu marido se apaixonou por outra pessoa, Tess decide regressar às origens e volta para a sua terra natal, com o seu filho, a fim de viver com a sua mãe.

A autora descreve, sem grandes floreados, a vida destas três mulheres, acompanhando igualmente um crime que aconteceu há 28 anos. Pelo meio as histórias vão-se cruzando havendo momentos, que apesar de muito previsíveis, não tiraram significado nem valor ao livro.
O epílogo, então, é o melhor do livro. 5*

Por vezes, algumas partes dramáticas que me fizeram um nó no estômago, O Segredo do Meu Marido fez-me desejar ler mais livros da autora, e o mais breve possível.
Dos melhores livros que li este ano.

Excerto: 
"Será que um ato define para sempre quem somos? será que um ato de maldade na adolescência neutraliza vinte anos de casamento, de bom casamento, vinte anos a ser um bom marido e um bom pai?" - Pag. 197

Chegou a Enfermeira Saturada

Título: A Enfermeira Saturada
Autor: Saturnina Gallardo
N.º de Páginas: 128
PVP: 11,99 €
Género: Não Ficção/Saúde/Humor
Nas livrarias a 4 de Junho
Guerra e Paz Editores

Sinopse:
Senhora Enfermeira, o soro tem ar e vai-me matar. Senhora Enfermeira, eu é que sei em que veia me deve picar. Senhora Enfermeira, está aqui para me ajudar e eu é que tenho de trabalhar?

Sim, tens a certeza de que mais facilmente verás um ministro da Saúde aumentar-te o ordenado do que um só penso que tenha o tamanho certo. Mais depressa te dão um cacifo do que um lugar no quadro. Trabalhas de pijama e sentes-te um DJ no turno da noite. A tua mãe confia mais no senhor que inventou o Actimel do que em ti. Tens pesadelos com campainhas a tocar. Já viste mais frasquinhos de urina em papelote do que médicos com letra legível. E o teu sonho é ter um paciente que acredite que sabes mesmo o que estás a fazer.
Sim, este livro é para ti. Bem-vindo ao mundo da Enfermeira Saturada, onde o delírio se mistura com o humor, às vezes negro, mas sempre muito refinado. O mundo onde o dia-a-dia do hospital supera sempre a ficção.

Sobre a autora:A Enfermeira Saturada, define-se como uma profissional em busca de sanidade mental. Os seus turnos podem obrigá-la a percorrer o equivalente a uma maratona, começando na UCI, passando pelos prematuros e acabando nas urgências. Pelintra, em busca do verdadeiro amor e dona de um Seat Ibiza, Satu tem milhares de seguidores nas redes sociais, que todos os dias acompanham as histórias que conta das suas aventuras e desventuras no hospital.
Depois de ter visto o seu original ser rejeitado pelos editores espanhóis, lançou-se sozinha na aventura de publicar o seu primeiro livro, que instantaneamente se tornou um tremendo êxito. A Enfermeira Saturada chega agora, pela primeira vez com a chancela de uma editora, a Portugal.


Miguel Sousa Tavares na Feira do Livro de Lisboa dia 4 de Junho

Eis as datas e os horários das sessões de autógrafos agendadas até 15 de Junho:

- HOJE, 30 Maio, sexta-feira, 19h00: Helena Sacadura Cabral
- 31 Maio, sábado, 16h30: Margarida Fonseca Santos, Rita Vilela, Filipe Luís
- 31 Maio, sábado, 18h00: Helena Sacadura Cabral e Margarida Rebelo Pinto
- 31 Maio, sábado, 19h30: Pedro Adão e Silva
- 1 Junho, domingo, 16h30: Helena Sacadura Cabral e Sérgio Luís de Carvalho
- 4 Junho, quarta-feira, 18h30: Miguel Sousa Tavares
- 6 Junho, sexta-feira, 18h00: Julieta Arroquy
- 6 Junho, sexta-feira, 19h00: Helena Sacadura Cabral
- 7 Junho, sábado, 16h30: Luísa Castel-Branco e Tiago R. Santos
- 7 Junho, sábado, 18h00: Mário Zambujal e Pedro Braga Falcão
- 7 Junho, sábado, 19h30: Helena Sacadura Cabral
- 8 Junho, domingo, 15h00: Margarida Fonseca Santos e José-Manuel Diogo
- 8 Junho, domingo, 16h30: Helena Sacadura Cabral e Mário Zambujal
- 10 Junho, terça-feira, 15h00: Clara Ferreira Alves e Onésimo T. Almeida
- 10 Junho, terça-feira, 18h00: Luísa Castel-Branco
- 12 Junho, quinta-feira, 19h00: Helena Sacadura Cabral e Mário Zambujal
- 13 Junho, sexta-feira, 16h30: José Jorge Letria
- 13 Junho, sexta-feira, 18h00: Margarida Rebelo Pinto e Filipe Luís
- 14 Junho, sábado, 16h30: Mário Zambujal e Margarida Rebelo Pinto
- 15 Junho, domingo, 18h00: Sérgio Luís de Carvalho e Paulo Farinha

Este fim de semana na Feira do Livro





3 Junho l 18h30 l Workshop e Apresentação "O Livro das Sanduíches" do Chef Hugo Nascimento. Na Feira do Livro de Lisboa (Praça Leya)



quinta-feira, 29 de maio de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Feira do Livro de Lisboa + Especial Dia Mundial da Criança




Apresentação de livro: Moçambique - para a mãe se lembrar como foi de Manuela Gonzaga.



Arte Plural Edições | Crescer com Pinta em parceria com a Oficina de Psicologia

Crescer com Pinta começa por enfrentar a dificuldade em fazer amigos
A Arte Plural publica a coleção da Oficina de Psicologia, dirigida às crianças e aos adultos que as acompanham.
“Crescer com Pinta” é uma coleção concebida pela Mindkiddo, o ramo da Oficina de Psicologia especializado nos temas infanto-juvenis, e que visa criar resiliência e capacidade de superação de dificuldades frequentes nas crianças. Os livros estão desenhados para que crianças, a partir dos 5 anos, possam partilhar, juntamente com os adultos que as acompanham, momentos de descoberta, reflexão e aprendizagem, de uma forma natural e adequada ao seu contexto de desenvolvimento. Cada livro aborda uma situação desafiante do ponto de vista emocional e social para o protagonista da história, no qual a criança se pode rever, bem como conselhos dirigidos aos pais e educadores sobre como melhor a orientar e ajudar.
Na coleção Crescer com Pinta, os leitores conhecerão um grupo de amigos que, em cada volume, se deparará com uma situação desafiante do ponto de vista emocional e social. Com a orientação de um adulto significativo (pais, professor, psicólogo…) a criança que lê a história explorará diversos recursos, importantes para o seu harmonioso desenvolvimento cognitivo, emocional e social, o que lhe permitirá criar competências específicas e fundamentais para o seu bem-estar.
Ainda este ano será publicado um segundo título, num total de seis a completar até 2016.

O primeiro título da coleção será apresentado na Feira do Livro de Lisboa, no espaço do Grupo Porto Editora, no dia 8 de junho, às 17h00.




Lesley Pearse vai estar presente na Feira do Livro de Lisboa a 14 de Junho

Com mais de 7 milhões de livros vendidos em todo o mundo, a escritora britânica vem a Lisboa apresentar o seu novo romance Perdoa-me

Lesley Pearse, uma das escritoras preferidas do público português, estará em Lisboa, a convite da ASA, por ocasião do lançamento do seu oitavo romance publicado em Portugal, Perdoa-me, que chegará às livrarias a 12 de junho.

Com mais de 7 milhões de livros vendidos em todo o mundo, a autora de bestsellers como Nunca Me Esqueças ou Segue o Coração estará presente na Feira do Livro de Lisboa (Praça LeYa), no dia 14 de junho, às 15h, para contactar com os seus leitores e proceder à entrega do Prémio Mulheres de Coragem ASA/ACTIVA, que distingue a história real de coragem de uma leitora portuguesa.

Escritora britânica cuja própria vida é uma grande fonte de inspiração para os seus romances, Lesley Pearse criou o Women of Courage Award, um prémio que distingue mulheres comuns dotadas de uma coragem extraordinária.

Perdoa-me, o novo romance de Lesley Pearse, será apresentado no dia 13 de junho, pelas 18h30, na FNAC Colombo. No mesmo dia, pelas 14h30, a escritora estará em sessão de autógrafos no Continente Vasco da Gama. 

Novidade Casa das Letras: A Maçonaria, de Pedro Brandão e António Chaves Fidalgo

Título: A Maçonaria e a Participação de Portugal na I Guerra Mundial
Autor: Pedro Brandão e António Chaves Fidalgo
PVP: 15,90€
N.º de Páginas: 256 

No ano em que se comemora o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, expomos uma reflexão sobre um conflito que contou com a participação dos portugueses e mudou para sempre a vida da humanidade.

Desapareceram impérios, redefiniram-se fronteiras, a ciência e a tecnologia foram colocadas de forma sistematizada ao serviço da capacidade destruidora dos instrumentos de guerra e várias nações, líderes do desenvolvimento industrial e cultural do mundo.

Entre Julho de 1914 e Novembro de 1918, os portugueses participaram em três frentes de combate: Angola, Moçambique e Flandres. Portugal tinha recentemente implantado a república e a vida social, económica e política do país evidenciava uma forte e natural instabilidade que foi acelerada pela cisão do velho Partido Republicano Português e pelas diferentes tentativas de restauração da monarquia.

Por detrás desta nossa participação encontram-se algumas relações causais entre a maçonaria e as decisões de diferentes governos republicanos que originaram o envolvimento de Portugal na Grande Guerra.

Sobre os autores:
Pedro Ramos Brandão nasceu em Coimbra, a 28 de fevereiro de 1965. Licenciado em História e em Engenharia Multimédia, mestre em História Institucional e Política Contemporânea, doutorado em História Política Contemporânea e a terminar o doutoramento em Ciências e Tecnologias de Informação, no ISCTE, é docente do Ensino Secundário e do Ensino Superior e presidente do Conselho Técnico-Científico do ISTEC.É igualmente autor dos livros Salazar – Cerejeira a «Força» da Igreja, A Igreja Católica e o Estado Novo em Moçambique, A Maçonaria e a Implantação da República em Portugal e Salazar e a Conspiração do Opus Dei.

António Chaves Fidalgo nasceu em Montalegre, a 13 de setembro de 1965. Licenciado em Segurança Social e pós-graduado em Economia e Política Social, é professor do Ensino Superior desde 1988, e, atualmente, secretário-geral do ISTEC. Coordenou trabalhos de investigação social aplicada para diversas instituições, nomeadamente, para o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, Ministério da Saúde e Montepio Geral.

Foi responsável por vários artigos e cursos de formação na área do Republicanismo e da Maçonaria e é, também, coautor do livro A Maçonaria e a Implantação da República em Portugal, publicado pela Casa das Letras.

1 Junho l 17h l Apresentação do livro "Estou Nua, E Agora?" de Francisco Salgueiro. (Feira do Livro de Lisboa - Praça Leya)



A Rainha Ginga, o novo romance de José Eduardo Agualusa, a 6 de junho nas livrarias

Título: A Rainha Ginga
E de como os africanos inventaram o mundo
Autor: José Eduardo Agualusa
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 288
Data de lançamento: 6 de junho
PVP: 17,70€

Festa de lançamento com Mia Couto e Kalaf Ângelo, a 6 de junho, 21h30, no Clube Ferroviário

Personalidade originalíssima da história de África e do Mundo, ao mesmo tempo arcaica e de uma assombrosa modernidade, a rainha Ginga tem fascinado gerações, desde o Marquês de Sade (que via nela um exemplo de luxúria selvagem) até às feministas afro-americanas dos nossos dias.
Neste romance, José Eduardo Agualusa dá-nos a ver, através dos olhos de um dos secretários da rainha, um padre pernambucano em plena crise de fé, o agitado século em que esta viveu.
Misturam-se nestas páginas personagens reais – ainda que fantásticas –, como o almirante Jol, o pirata com uma perna de pau que conquistou Luanda para a Companhia das Índias Ocidentais, com outras fictícias, ainda que mais verosímeis do que as primeiras, como Cipriano Gaivoto, o Mouro, um mercenário português ao serviço da rainha Ginga.
Se é verdade que Angola tem ainda muito passado pela frente – no sentido de que há tanto passado angolano por descobrir e ficcionar –, também é verdade que este romance nos devolve um dos fragmentos mais interessantes, senão o mais interessante, deste mesmo passado.
Perturbador, fascinante e poderoso, este romance de José Eduardo Agualusa é, sem dúvida, um dos momentos mais altos da sua obra.

Sobre o autor:
José Eduardo Agualusa nasceu no Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa. Publicou onze romances: A Conjura (1988), Estação das Chuvas (1996); Nação Crioula (1998), Um Estranho em Goa (2000); O Ano Que Zumbi Tomou o Rio (2002); O Vendedor de Passados (2004); As Mulheres do Meu Pai (2007); Barroco Tropical (2009); Milagrário Pessoal (2010); Teoria Geral do Esquecimento (2012); A Vida no Céu (2013). Publicou ainda quatro recolhas de contos (Fronteiras Perdidas, 1999; Catálogo de Sombras, 2003; Passageiros em Trânsito, 2006, e A Educação Sentimental dos Pássaros, 2012), um volume de poesia, Coração dos Bosques (1980). Com os jornalistas Fernando Semedo e Elza Rocha, publicou uma grande reportagem sobre a comunidade africana em Lisboa, com o título Lisboa Africana (1993). Os seus livros estão traduzidos em 25 línguas. O Vendedor de Passados foi adaptado para cinema pelo realizador brasileiro Lula Buarque de Hollanda. Nação Crioula está a ser adaptado ao cinema pelo realizador Andrucha Waddington. Escreveu quatro peças para teatro: Geração W, Chovem amores na Rua do Matador, A Caixa Negra (estas duas em colaboração com Mia Couto) e Aquela Mulher. Em 2007, a tradução inglesa de O Vendedor de Passados foi distinguida com o Prémio Independent para a melhor ficção estrangeira.



Lançamento "Os Segredos de Jacinta"


O Economista Insurgente no Porto



quarta-feira, 28 de maio de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Os primeiros livros de José Saramago na Porto Editora

Novas edições da obra do Nobel português são publicadas amanhã com o contributo de grandes figuras da cultura nacional

A Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago, foi o local da apresentação à imprensa das novas edições da obra de José Saramago, agora com a chancela da Porto Editora.
São nove os títulos que regressam às livrarias já amanhã, dia 29 de maio, em edições revistas e com novas capas: A Caverna, A Noite, A Viagem do Elefante, As Intermitências da Morte, As Pequenas Memórias, Ensaio sobre a Lucidez, História do Cerco de Lisboa, Manual de Pintura e Caligrafia e O Homem Duplicado. As novas capas, até agora alvo de muita expectativa, foram elaboradas pelo atelier silvadesigners e contam com o contributo especial de grandes figuras da literatura e da cultura portuguesa: Álvaro Siza Vieira, Armando Baptista-Bastos, Eduardo Lourenço, Dulce Maria Cardoso, Gonçalo M. Tavares, Júlio Pomar, Lídia Jorge, Mário de Carvalho e Valter Hugo Mãe caligrafaram o título para a capa de um dos nove livros.
Na sessão de apresentação à imprensa desta manhã, o Administrador do Grupo Porto Editora, Vasco Teixeira, anunciou que «para além da dedicação e do profissionalismo com que estamos já a cuidar das edições do Prémio Nobel da Literatura, a Porto Editora vai apoiar diretamente a Fundação José Saramago para que esta instituição possa continuar a cumprir, nas melhores condições, a sua missão de promover o estudo e a divulgação da obra de José Saramago».
Nas palavras de Pilar del Río, «são livros de José Saramago, esses que, como todos, levam o autor dentro. Neste caso, aproximam-nos dos amigos do autor e de outros leitores que antes passaram por estas páginas. Apetece dizer, "cuidado, estes livros contêm muita vida, tratemo-los com a paixão e o esmero que merecem todos os seres". Todos os seres vivos.»

Sobre o autor:
Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel da Literatura em 1998.


A Feira do Livro voa até sua casa!

Mais informações aqui



Apresentação do novo livro de Joana Roque



BOOKSMILE: O Timmy Fiasco de Stephan Pastis, conhecido cartoonista americano, está de volta!

Stephan Pastis é um dos mais conhecidos cartoonistas dos EUA, autor da aclamada BD Pérolas e Porcos, publicada em mais de 600 jornais, entre os quais o New York Times. Em Portugal, é publicada pela Bizâncio.

Ainda que se tenha licenciado em Direito, a sua paixão desde pequeno era desenhar. Durante a infância fechava-se no quarto a criar histórias em BD e os seus desenhos faziam sucesso no jornal da escola.
Já a exercer advocacia, Stephan Pastis decidiu finamente mostrar os seus desenhos a diversas editoras e, depois de algumas rejeições, Pérolas e Porcos fez saltar o autor para a ribalta, com milhares de publicações online, em jornais e em muitos livros bestsellers. Em 2013 decidiu arriscar no mundo da literatura infantil, e assim nasceu Timmy Fiasco, bestseller do New York Times, e considerado um dos melhores livros de 2013 pela Amazon.com.

Depois de Timmy ter metido água nas livrarias nacionais em 2013 com Timmy Fiasco: Sempre a Meter Água, já chegou às prateleiras o segundo volume da coleção: Timmy Fiasco 2: Olha Só o que Fizeste!

​O meu nome é Fiasco. Timmy Fiasco. Sou o fundador, presidente e administrador da agência de detetives com o meu nome: Fiasco, Lda. A Fiasco, Lda. é a melhor agência de detetives da cidade e, provavelmente, da região. Talvez até de todo o país.
Estou perante o maior desafio da minha carreira: ganhar o concurso de detetives da minha escola! Quando o vencer vou deitar as mãos a quinhentos dólares e começar a expansão mundial da minha agência, com a abertura da primeira sucursal no Peru. Para vencer, só tenho que enfrentar o CUECÃO e todos os outros detetives amadores que me querem derrubar.
Mas nenhum consegue ser tão genial como eu, Timmy Fiasco. Vão ver como vou vencer o concurso e, pelo meio, ainda vou ter tempo para resolver um desaparecimento misterioso.



terça-feira, 27 de maio de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Os Aromas do Amor - Dorothy Koomson [Opinião]

Título: Os aromas do amor
Autor:
Dorothy Koomson
Tradução: Irene Ramalho
Págs.: 472
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

Sinopse:
Procuro a combinação perfeita de aromas; o sabor que eras tu. Se o encontrar, sei que voltarás para mim. Há 18 meses atrás, Joel, o marido de Saffron, foi assassinado, e o culpado nunca foi descoberto. Agora, fazendo os possíveis para lidar com a perda, Saffron decide terminar Os aromas do amor, o livro de receitas que Joel tinha começado a escrever antes da sua trágica morte.
Quando, finalmente, tudo parece ter voltado à normalidade, a filha de 14 anos de Saffron faz uma revelação chocante que abala a relação entre ambas. E, ao mesmo tempo, o assassino de Joel começa a enviar cartas afirmando a sua inocência.
Será um grande amor capaz de sobreviver à maior das perdas?


A minha opinião:
Quando pego num livro de Dorothy Koomson estou sempre à espera que este me proporcione uma excelente leitura. Os aromas do amor não foi excepção, mas depois de ter lido A Praia das Pétalas de Rosa no ano passado, era muito difícil encontrar um livro melhor.

Koomson pega na solidão de uma mulher, que sem que nada faça prever perde o marido de uma forma atroz: é assassinado!

Dezoito meses depois ainda não se descobriu o assassino e Saffron Mackleroy terá de assumir várias provações na sua vida. A sua filha mais velha, de 14 anos, tem uma revelação a fazer e como se não bastasse a tia do seu falecido marido é expulsa do lar da terceira idade onde estava, e terá de viver com eles.

Saffron sente-se cada vez mais sozinha. Ter de lidar com a gravidez indesejada da sua filha Phoebe, e não poder tomar decisões por ela; ser olhada de lado por grande parte da comunidade escolar e vizinhos por não ter evitado que tal acontecesse, faz com que a protagonista se sinta incapaz. Vê no melhor amigo do marido, Fynn, o seu ponto de apoio, mas uma acção mais precipitada também vai colocar tudo a perder.

Como se não bastasse, a tia excêntrica de Joel, é apanhada a ter relações sexuais num local público do lar e acaba por ser expulsa.

A par disso, Saffron começa a receber cartas anónimas da assassina do seu marido!

Com uma história que prende desde as primeiras páginas do livro, com enredos a que já habituou os seus leitores, Dorothy Koomson não desilude.

Ao longo das páginas vamos acompanhando a vida de todas as personagens e vamos revivendo o que se passou durante toda a vida da protagonista, os momentos antes e depois do crime, os momentos em que Saffron e Joel se conheceram, se apaixonaram, o momento em que foram pais, e muitas coisas se vão desvendando ao longo da trama. As cartas anónimas ajudam ao evoluir da história, fazendo que a sua leitura seja ainda mais interessante.

A parte emotiva, as fragilidades de cada uma das personagens, faz com que o livro evolua e se torne numa leitura viciante.

Recomendo.

Excerto:
"Por vezes, uma mentira é a única forma de evitar um desastre."




Porto Editora: Um livro espantoso escrito por um menino com autismo

Título: O Menino de Deus
Autor:
João Carlos da Costa
Prefácio: Valter Hugo Mãe
Págs.: 164
Capa: mole com badanas
PVP: 14,40 €

O que têm em comum Catarina Furtado, Mário Augusto e Valter Hugo Mãe? Os três ficaram rendidos ao caso espantoso de João Carlos Costa, um menino português com autismo, que, para surpresa de familiares e terapeutas, consegue comunicar através da escrita .
O Menino de Deus é um livro que vai dar que falar e que a Porto Editora publica a 13 de junho.

Opiniões:
Tu, João, com este livro, estás a ensinar-nos a viver num outro estado, mas isso só acontecerá se estivermos realmente disponíveis. O som das palavras que tanto queres um dia dominar é apenas um caminho, porque as palavras só fazem sentido através da poesia. Tu sabes o que é a poesia. É como o Amor, a nossa salvação. Catarina Furtado
Se alguma diferença existe no pensamento e expressão do João Carlos é que se percebe que do aparente pequeno mundo interior que é só dele, silencioso e sereno, se vê o Universo tão grande e abrangente que nos engole em palavras. Obriga a pensar. Obrigado, João, pela tua vontade, pelas tuas palavras e pela partilha de emoções fortes. Mário Augusto
Através deste livro, que reclama o sonho, porque o diagnóstico de autismo parece retirar o sonho da vida das pessoas, acompanhamos de modo corajoso e terno a elaboração do mundo. Com recados políticos, sociais, com ideias muito concretas acerca da necessidade e validade de cada gesto, percebemos o que os autistas percebem, sobretudo para o fim do tal preconceito e do medo. Este livro é humanidade. Faz de nós gente. Valter Hugo Mãe, do prefácio

Sobre o autor:
Eu sou o João Carlos da Costa, nasci a 6 de março de 1996 e quero que o mundo olhe o outro com amor. Vivo na Maia e frequento o ensino secundário. Sofro da problemática do autismo mas os olhos veem e o coração sente. Escrevo contos e textos sobre o autismo e o Universo. Tenho um texto publicado no blogue  da Casa Fernando Pessoa. Apesar do pouco que verbalizo, adoro escrever e quero dizer-vos que o mundo interior existe em cada um de nós e que o meu é tão rico quanto o vosso.
Visite o meu sítio e a minha página de Facebook em: www.umcantodoceunaterra.com e www.facebook.com/joaocarlos.cabanoxhassis

Sinopse:
Sinto que tenho de dizer ao mundo que, na verdade, os olhos veem, os ouvidos ouvem e o coração sente.
O João Carlos é um menino com autismo que, para surpresa de muitos, incluindo familiares e terapeutas,  comunica recorrendo à escrita. Fá-lo sempre com papel e lápis, e com a ajuda da mãe que lhe ampara o braço.
Se a escrita do João em si já é surpreendente, as suas palavras tornam-na ainda mais especial: dão a conhecer na primeira pessoa o que sente quem vive com autismo e transmitem uma mensagem de amor, luz e esperança.
O Menino de Deus, o livro com que o João sempre sonhou, é mais uma vitória no caminho que quer percorrer: dar voz aos que como ele sofrem em silêncio e fazer com que a Humanidade desperte para um mundo melhor. As palavras de amor que o João quer partilhar não deixarão ninguém indiferente.

Mais sobre o João Carlos: 
O João Carlos sofre de uma perturbação do desenvolvimento com traços autistas. Desde criança que evidenciou um claro interesse por números e letras e embora até ao momento não tenha desenvolvido a expressão verbal, tal facto não tem constituído impedimento para se expressar através da escrita. Tem vindo a trabalhar também a psicomotricidade fina, o controlo das emoções e das frustrações e a concentração. Assim, escreve à mão com o apoio da mãe, que lhe controla os movimentos do braço. Revela pouco interesse pelas tecnologias, mas, nesta altura, está a tentar utilizar o computador para escrever de forma mais autónoma.
Revela muito boas capacidades de aprendizagem e um interesse invulgar por assuntos de índole espiritual ou energética. Fala na sua escrita, desde os primeiros anos de escolaridade, no estado do planeta Terra e da necessidade de a Humanidade se reencontrar e viver segundo novos padrões, numa lógica que assente no amor.
O grande sonho do João Carlos é tornar-se médico de medicina holística ou energética.


Guerra e Paz edita o último livro de Vasco Graça Moura

Título: Retratos de Camões
Autor: Vasco Graça Moura
N.º de Páginas: 88 páginas
PVP: 15 €
Género: Não Ficção/Ensaio
Nas livrarias a 4 de Junho
Guerra e Paz Editores

Sinopse:
Podemos assim concluir, com alguma segurança, que a perda do olho direito marcou psicologicamente o nosso poeta. Isto é, o mesmo sinal fisionómico que depois caracterizou toda a sua iconografia começa por ter uma certa relevância na própria obra do autor. De resto, fazendo a agulha para um tema que também lhe era caro, o da memória, uma das suas redondilhas, que até pode ter sido escrita antes da perda do olho direito, fala da intensificação da faculdade de recordar em quem tenha perdido a vista:

Como aquele que cegou
é cousa vista e notória
que a natureza ordenou
que se lhe dobre em memória
       o que em vista lhe faltou…



Foi o último livro de Vasco Graça Moura. A poucos dias do 10 de Junho, dia de Camões, a Guerra e Paz Editores, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores, tem a honra de fazer chegar aos leitores um livro de Vasco Graça Moura sobre a iconografia camoniana. É um pequeno livro, encadernado, com ilustrações a cores, que inclui retratos contemporâneos de Camões da autoria de Júlio Pomar, José de Guimarães, João Cutileiro e José Aurélio, a par dos retratos clássicos.

«O que esta pequenina edição pretende ser é tudo o que Vasco Graça Moura queria que o livro fosse e a que ele me deu o seu acordo», explica Manuel S. Fonseca, administrador da Guerra e Paz, numa Nota de Editor, agora que o livro está concluído.

Vasco Graça Moura, ao longo deste seu livro faz um estudo histórico dos retratos de Camões, identificando os que terão sido feitos em vida do poeta e os que, posteriormente, deram substância à imagem que hoje temos dele. Quais foram os primeiros retratos dele? Como nos chegaram? Que autenticidade lhes podemos atribuir? Para desfazer o enigma que paira sobre a vera effigies do poeta, Vasco Graça Moura escreveu as 88 páginas do ensaio muito bem documentado e argumentado que é «Retratos de Camões».

A sessão de lançamento de «Retratos de Camões» vai decorrer na terça-feira, 3 de Junho, às 18h30, na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa. Com apresentação do pintor José de Guimarães, Professor Vítor Aguiar e Silva e do presidente da SPA, José Jorge Letria.