sexta-feira, 3 de outubro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Novidades Planeta para Outubro

FICÇÃO NACIONAL


Título: O Homem que era Salazar
Autor:
Anónimo
N.º de Páginas: 128 páginas, 4 págs. extratexto
PVP: 14,41 €
Nas livrarias a partir de 8 de Outubro

Uma ficção de autor anónimo que se constrói como uma «Parábola do Portugal contemporâneo para uso dos cidadãosdesprevenidos».

E se Salazar voltasse hoje, em 2014, a Portugal e à política «à portuguesa»?
Um livro que vai dar muito que falar, com ilustrações de Nuno Saraiva
O que faria Salazar hoje?
O autor do presente conto, que não o assina, pois não deseja que, à semelhança do que aconteceu com o actor da história original, o confundam com o personagem principal, espera que não vejam este trabalho com o sentimento de alguém que faz a apologia do salazarismo e do Estado Novo. Deseja tão-somente que se faça hoje uma reflexão dos 40 anos de democracia que já temos, sem esquecer os 40 anos de poder que foi dado a Salazar.
É nesta intersecção histórica em que nos encontramos que devemos imaginar como seria Portugal se, tal como aconteceu no caso real de Pedro Montoya, aparecesse por aí novamente o ditador Salazar.

«Naquela noite, o actor que interpretava o ditador António de Oliveira Salazar, na peça de teatro Ó Tempo Vota para Trás!, discutiu com o encenador, saiu disparado do camarim sem despir a roupa de cena e decidiu ir jantar ao Gambrinus.»

E as consequências deste rompante perdulário foram dramáticas para o povo daquele pequeno-grande país à beira do Atlântico, a braços com crises de vários tipos, atolado em dívidas e em dúvidas sobre o seu futuro, mas muito consciente das glórias do seu passado...
O que poderia acontecer se, como tantas vezes se ouve nas conversas de café e não só, Salazar regressasse, hoje, a Portugal?

«A apresentadora do programa Há Festa na Aldeia preparou-se para anunciar o próximo convidado. O seu timbre de voz, apesar de estridente, não deixava de ser uma imagem de marca. Podia mesmo dizer-se que até contribuía para o sucesso das audiências, sendo aquele o programa da manhã com a maior audiência entre todos os outros canais concorrentes.
– Antes de apresentar o nosso último convidado, não se esqueça de que ainda pode ligar para o número trezentos, vinte, vinte e habilitar-se a ganhar o magnífico prémio que temos para si! […]
A produtora deu uma indicação com a mão direita para avisar o actor que ele estava prestes a entrar.
– E o meu próximo convidado – começou por anunciar a apresentadora – é doutor em Direito, foi professor em Coimbra das cadeiras de Economia Política, Ciência das Finanças e Economia Social. Foi ainda deputado, ministro das Finanças, Negócios Estrangeiros, Colónias e da Guerra. Estamos a falar do presidente do Conselho de Ministros… – elevou ainda mais a voz para anunciar o nome – António de Oliveira Salazar!
O assistente de realização esbracejou, frenético, a pedir fortes aplausos da parte do público e este respondeu com entusiasmo. O actor sabia que aquela era a deixa e entrou em estúdio, acenando ao público com um ar tímido. Estava já a representar o papel de um Salazar que não lidava bem com grandes contactos com o público.»

Excerto do livro

NÃO FICÇÃO NACIONAL 

Título: Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português
Autor:
Gabriel Magalhães
N.º de páginas: 160
PVP: 15,40 €

Um livro que todos os portugueses desencantados precisam de ler.

Um ensaio provocatório.
Uma análise impiedosa dos nossos defeitos.
Uma obra polémica que não deixará ninguém indiferente, mas deixará cada um pensar sobre quem somos e, principalmente, quem queremos ser, como povo e como indivíduos.
Numa altura em que a troca de ideias se espartilha em um ou dois modelos oficiais de debate, Gabriel Magalhães expõe ideias com uma clareza, um desassombro e uma serenidade que nos faz acreditar que a liberdade de pensamento e opinião ainda existe e é praticável. Este livro é um ensaio, no qual se reflecte sobre os actuais dramas da situação nacional, numa perspectiva que é, simultaneamente, crítica e optimista. Não estamos nem perante um doloroso hara-kiri português, nem diante de uma exaltação nacionalista acrítica.
Também não se trata de um trabalho académico. Pelo contrário, o texto viverá numa certa leveza, que não impede uma intenção de profundidade.
O ensaísta Gabriel Magalhães, que escreve normalmente sobre os portugueses para os estrangeiros, e que agora o faz directamente para os seus concidadãos, conversa e interpela directamente os leitores num tom directo, claro e conversável.
Partindo da noção de Confúcio de “Caminho do Meio”, explicar-se-á que Portugal foi uma grande nação do fim da Idade Média, porventura a mais brilhante que a Europa teve nesse período. Foi assim que o país abriu as rotas da Idade Moderna, no sentido histórico desta expressão. Contudo, esta nação, que rasgou os horizontes da modernidade, nunca achou um modo de se tornar, ela própria, moderna e contemporânea.
Há um pacto que está por fazer, em Portugal, com a modernidade e com a contemporaneidade. Ao falarmos no “Caminho do Meio português”, referimo-nos precisamente a um esboço, por nós proposto, de como esse pacto se poderia finalmente assinar.

“Uma das maiores derrotas da nossa Terceira República, inaugurada com o 25 de Abril, esse canteiro de flores da nossa história, consiste no seguinte: olhamos lá para cima, para os tronos e potestades do país – e vemos uma fauna de gente poderosa, uma zoologia de políticos, banqueiros, jornalistas e homens de negócios que controlam o jogo de xadrez lusitano. Perante eles, nós, banais Portugueses, pouco podemos. É claro que uma pessoa, se quiser, se entretém a resmungar intensamente. Mas tais desabafos não mudam a ordem das coisas: eles estão lá acima, invulneráveis, reproduzindo-se, e nós vivemos cá em baixo, penando tristemente as nossas vidas. Esta impressão de uma injustiça estrutural que macula a nação é muito viva na maioria dos Portugueses deste momento. É como se, nas alturas mais altas do país, existisse uma cidadela que tem muito de castelo de senhor feudal: um âmbito privilegiado, com muralhas, onde não entra quem quer. Por isso mesmo, tantos Portugueses têm a sensação de viverem exilados no seu próprio país. Falam – e não os ouvem. Movem-se, agitam-se – e não chegam a lado nenhum. A vida constitui um pesadelo kafkiano em que nós somos os agrimensores, e eles, os habitantes do castelo, mandam no país inteiro.» Excerto do livro

Sobre o autor:
Gabriel Magalhães (Luanda, 1965) publicou já três romances: Não Tenhas Medo do Escuro (Difel, 2009), uma obra que obteve o Prémio de Revelação da APE, Planície de Espelhos (Difel, 2010) e Madrugada na Tua Alma (Alêtheia, 2011).

Tendo vivido uma parte considerável da sua vida em Espanha, alguns dos seus trabalhos literários foram escritos em castelhano e publicados no país vizinho: estão neste caso as crónicas que aparecem mensalmente no diário La Vanguardia, de Barcelona, e o ensaio Los secretos de Portugal: peninsularidad e iberismo (RBA, 2012). Em 2013, saiu o seu primeiro volume de reflexões espirituais: Espelho Meu: A Leitura Diária do Evangelho Pode Mudar a Vida (Paulinas, 2013) – a edição italiana deste ensaio está neste momento em curso. Para além da sua actividade literária, trabalha como professor de literatura na Universidade da Beira Interior. Reside na Covilhã, é casado e pai de uma filha.

FICÇÃO ESTRANGEIRA
Título: Surpreende-me
Autor:
Megan Maxwell
N.º de Páginas: 408
PVP: 17,76 €
Nas livrarias a partir de 08 de Outubro

Acaba de chegar a tão desejada sequela da série erótica mais escaldante de sempre: Pede-me o que Quiseres

Quem leu a trilogia Pede-me o que Quiseres ficou irremediavelmente seduzida por duas das personagens secundárias mais cativantes desta série: Björn e Melanie, que agora protagonizam uma história de amor escaldante e de sexo tórrido.
Os melhores amigos de Eric e Judith entregam-se a uma paixão avassaladora, mas escondem esse facto de todos. Terão de vencer os seus preconceitos se realmente ainda querem amar e construir juntos uma nova vida.
Amor, sexo e luxúria sem limites para ler sem moderação.
Björn é um atraente advogado a quem a vida sempre sorriu. É um homem ardente, alérgico ao compromisso e agrada-lhe desfrutar da companhia feminina nos seus jogos sexuais. Melanie é uma mulher de acção. Como piloto do exército americano está acostumada a levar a vida ao limite, no entanto, a sua principal missão é a de lutar como mãe solteira pelo bem-estar da filha. Quando o destino os põe frente a frente, a tensão entre eles torna-se evidente. O que no começo foi um encontro hostil, pouco a pouco irá converter-se numa atracção irresistível. Conseguirão estes dois titãs entender-se?

Com este romance Megan Maxwell supera-se a ela própria. Surpreende-me é uma intensa história de amor, povoada de fantasias sexuais, tensão e erotismo, onde os protagonistas tratam por tu a paixão.
Björn é uma personagem incrível, extremamente divertido e conquista o leitor a cada capítulo.
Um romance que prende logo nas primeiras páginas pelas cenas altamente escaldantes.

Sobre a autora:
Megan Maxwell é uma reconhecida e prolífica escritora do género romântico. Filha de mãe espanhola e pai americano publicou vários romances.
Em 2010 ganhou o Premio Internacional Seseña de Novela Romántica; em 2010, 2011 e 2012 recebeu o Premio Dama de Clubromantica.com; em 2013 o Aura Galardão do Encuentro Yo Leo RA. Vive numa encantadora aldeia nos arredores de Madrid, na companhia do marido, dos filhos, do cão Drako e do gato Romeo.
Encontrará mais informação sobre a autora e a sua obra em www.megan-maxwell.com

NÃO FICÇÃO ESTRANGEIRA

Título: João Paulo II: Estou Muito nas Mãos de Deus - Os Apontamentos Pessoais 1962 - 2003
Autor:
Karol Wojtyla
N.º de Páginas: 608
PVP: 27,75€
Nas livrarias a partir de 8 de Outubro

Um livro de referência, com pensamentos, divagações e opiniões de um dos papas mais carismáticos dos últimos tempos.
Um livro extraordinário de leitura imprescindível para todos os católicos e não só.

«Não queimei os apontamentos de João Paulo II, uma vez que constituem a chave para entender a sua espiritualidade, ou seja, o que é mais íntimo no homem: a sua relação com Deus, com os outros e com si mesmo.» Cardeal Stanisław Dziwisz
Metropolita de Cracóvia

SEGREDOS DA ALMA DE JOÃO PAULO II
Os Apontamentos Pessoais são um registo de quarenta anos de uma jornada espiritual extraordinária. A partir da primeira afirmação decisiva «Estou muito nas mãos de Deus», até a reflexão de que «O tempo está cumprido», e o último Deo gratias (Graças a Deus), acompanhamos Karol Wojtyla – João Paulo II - em momentos-chave da sua vida e ministério.

Em dois cadernos modestos encontramos as suas questões pessoais mais importantes, as meditações e orações profundas e comoventes, que estabelecem o ritmo do dia-a-dia. Mas há também as entradas que são uma prova da preocupação com os próximos – amigos, colaboradores – e com a Igreja confiada a ele. Estes apontamentos, apesar de registarem os momentos particulares, vão mais além da vida de João Paulo II, transportando-nos para onde o humano e o divino se juntam numa dimensão da santidade.
Estas notas pessoais de João Paulo II despertaram um enorme interesse desde o momento da sua morte.
No seu testamento, o papa deixou instruções para que fossem queimadas pelo Pe. Stanisław Dziwisz, o seu secretário e pessoa mais próxima, que o acompanhou por mais de 40 anos no seu ministério episcopal e papal em Cracóvia e Roma.

Devido ao seu respeito por João Paulo II, o actual metropólia de Cracóvia não destruiu todos os apontamentos, e apresentou-as à Congregação para as Causas dos Santos, para poderem ser examinadas no processo da beatificação. Uma breve leitura foi o suficiente para confirmar que o autor levou uma intensa vida interior que influenciou todas as dimensões da sua actividade.

«Tal pedido deixou o Santo Padre João Paulo II no seu testamento. Fielmente cumpria vontade do Santo Padre depois da sua morte em 2005, doando todas as coisas que ele possuía, especialmente as lembranças pessoais. No entanto, não tive a coragem de queimar as cartas e cadernos com os apontamentos pessoais que ele deixou, pois contêm as informações importantes sobre a sua vida. Vi-os sobre a mesa do Santo Padre, mas nunca os folheei. Quando li o testamento, fiquei muito comovido pelo facto de que o João Paulo II, a quem acompanhei durante cerca de quarenta anos, me ter também confiado os seus assuntos pessoais.

Não queimei os apontamentos de João Paulo II, uma vez constituírem a chave para entender a sua espiritualidade, ou seja, o que é mais íntimo no homem: a sua relação com Deus, com os outros e consigo mesmo. Estes apontamentos revelam o outro lado da pessoa que nós conhecíamos na qualidade de bispo de Cracóvia e Roma, o Pedro dos nossos tempos, o Pastor da Igreja universal. Os apontamentos reflectem a sua vida ainda nos tempos anteriores, nos anos em que recebeu a ordenação episcopal e obteve o bispado em Cracóvia. Permitem conhecer o relacionamento íntimo e pessoal da fé com Deus Criador, o Doador da vida, o Mestre e Professor. Demonstram, ao mesmo tempo, a fonte da sua espiritualidade.
Oxalá a leitura dos apontamentos espirituais de João Paulo II ajude todos a descobrir as profundezas espirituais do homem do século XXI, e leve a um amor ainda maior a Deus e às pessoas.»
Cardeal Stanislaw Dziwisz

O livro contém fotografias de João Paulo II e imagens com reproduções em fac-símile de seus cadernos.

KAROL WOJTYLA
1920-2005.
Nasceu na pequena cidade polaca de Wadovice perto de Cracóvia. Na década de 1960 foi arcebispo de Cracóvia e depois eleito cardeal. Em Outubro de 1978 tornou-se papa da Igreja Católica e adoptou o nome de João Paulo II. Teve o terceiro maior pontificado da história. Atingindo pela doença de Parkison morreu em 2005 aos 84 anos. Em 2011 foi beatificado pelo papa Bento XVI.

Título: Edição de Aniversário - 60 ANOS
Guinness World Records

N.º de páginas: 256
PVP: 27,75 €
Disponível a partir de 8 de Outubro

Os novos e +espectaculares recordes do mundo Fotos verdadeiramente surpreendentes
Tecnologia 3Dcom mais e melhores realidades aumentadas
60 anos de recordes em retrospectiva.

Edição Especial Aniversário de Diamante do livro anual mais vendido do mundo.
• Milhares de recordes actualizados e novas fotografias.
• Descubra a substância mais pestilenta.
• Arrepie-se com o explorador polar mais jovem.
• Conheça os animais de estimação mais talentosos.
E AINDA…
• Retrospectiva – acompanhe a evolução dos recordes nos últimos 60 anos.
• Compare a sua altura com a do homem mais alto do mundo na nossa app GRÁTIS de realidade aumentada. E terá a oportunidade única de tirar uma foto ao lado deste clássico.

Vai encontrar «Retrospectivas», no início de cada capítulo. Cada uma explora um tema recorde – como os 60 anos no espaço, ou novas descobertas animais ou tecnologias de comunicações.
• É traçada a evolução de algumas das categorias de recordes favoritas..
• Uma das razões do sucesso do Guinness World Records ao longo dos últimos 60 anos é que tentou sempre abraçar os novos hábitos, modas ou tecnologias.
É um livro de referência que reflecte sobre o que está a acontecer à nossa volta.
• Este ano não é excepção, e é por isso que vai encontrar novas categorias de temas, tais como a impressão em 3D, Instagram e Twitter, transportes alternativos e a pirataria digital.


JUVENIL 
Título: Destrói este Diário
Autor:
Keri Smith
N.º de Páginas: 224
PVP: 11€.
A partir de 8 de Outubro

Para todos os espíritos criativos e inconformistas de todas as idades!

Um livro interactivo, que chega para estimular e desafiar a nossa criatividade e imaginação de uma forma bem ousada. Sempre quis destruir um livro e nunca teve coragem?
Destrói este Diário é para todos aqueles que sempre quiseram, mas não conseguiram começar, manter ou acabar um diário. Este livro foi lançado em 2007 pela ilustradora e autora de bestsellers, Keri Smith, e tornou-se logo um dos presentes de Natal mais procurados do ano.
Pode ser «lido» sem uma ordem predeterminada. Abra uma página ao acaso e deixe-se surpreender. Cada página vem com uma proposta diferente e cabe ao leitor interpretar a melhor maneira de a executar
TRATE MAL AS PÁGINAS EM BRANCO E VEJA COMO ELAS RESPONDEM BEM!

Título: Diário de Aventuras
Autor:
Geronimo Stilton
N.º de Páginas: 144
PVP: 14,40€
Disponível a partir de 8 de Outubro

Quem não tem segredos?
Pois agora, os jovens fãs do rato mais famoso do mundo podem escrevê-los e guardá-los neste fantástico diário.

Com oferta de MOLDURA MAGNÉTICA para as tuas fotos

Querid@ Ratoamig@ este é o meu diário de aventuras. É um livro cheio de histórias engraçadas e segredos, para escreveres tudo o que te acontece. Também encontrarás actividades, trabalhos manuais, ideias para prendas e para te mascarares.

O Diário de Aventuras, em capa dura, vai permitir aos mais novos guardarem todos os seus momentos na escola, com os amigos, com a família, para mais tarde recordarem.

O Diário de Aventuras inclui ainda uma agenda e muitas actividades.






Novidade Clube do Autor: Como reagiria se descobrisse que o carteiro abre as suas cartas?

Título: A Vida Peculiar de um Carteiro Solitário
Autor: Denis Thériault
Tradução: Maria João Freire de Andrade
N.º de Páginas: 168
PVP: 14,00€

A Vida Peculiar de um Carteiro Solitário é um romance sobre o poder da linguagem e dos afetos, que evoca a escrita e o imaginário de Murakami e Julian Barnes.

Bilodo vive sozinho em Montreal num apartamento que divide com o seu peixinho Bill. É aí que todas as noites passa longas horas lendo a correspondência alheia antes de a entregar aos destinatários. Há muito que o carteiro mantém aquele ritual: Bilodo abre as cartas com cuidado e põe-se a imaginar como serão as vidas daquelas pessoas. É o seu segredo.

É assim que um dia Bilodo descobre as cartas de Ségoléne. Ela corresponde-se com Grandpré, um mestre na arte de bem escrever poesia, e as cartas que ambos trocam são compostas por apenas três linhas. Escrevem poemas haiku um ao outro.

Um dia, durante ronda, o carteiro testemunha um trágico acidente. Grandpré fora atropelado e acaba por morrer. Bilodo toma então uma decisão arriscada: meter-se na pele de Grandpré e continuar a escrever a Ségoléne.

E assim começa uma história de amor, uma relação única, intensa e bela, vivida apenas através das cartas e dos poemas que trocam entre si. Mas durante quanto tempo poderá Bilodo continuar a viver aquela mentira – e aquele amor?

Num registo intimista e tocante, Thériault explora neste livro os temas do amor, do sonho e das dimensões inconscientes do espírito humano.

Sobre o autor:
Denis Thériault é um premiado escritor canadiano. A sua primeira obra, L’iguane, foi distinguida com o Prix Anne-Hébert, o Prix Odyssée para o melhor romance de estreia e o Prix France Québec/Jean Hamelin.
 
«Denis Thériault revela-se um espantoso contador de histórias.» Le Devoir

NASCENTE: Alergias? Descubra o que as terapias naturais podem fazer por si


Com a chegada do Outono e do Inverno, é normal o corpo humano reagir a algumas alterações do meio com espirros, comichão nos olhos e pingo no nariz. Sintomas típicos de gripes que, no entanto, podem ser reações do organismo ao contacto com substâncias alergénias.

E as alergias afetam cada vez mais pessoas em todo o mundo. Mas, então, como combater as alergias? Existirá uma única forma de tratar todas as alergias ou devem ser vistas caso a caso? Haverá solução para este problema?

No livro Tratamento Natural das Alergias (Nascente I 208 pp I 15,49€), já à venda em todo o país, a terapeuta e homeopata Rosa Guerrero descreve de que forma as terapias naturais abordam o tratamento das alergias e como trabalham para ativar os mecanismos internos de cada paciente e alcançar a cura.

Contrariamente ao que acontece na medicina convencional, para as terapias naturais é um erro tratar todos os casos da mesma forma. Se cada alergia é única, naturalmente cada tratamento deve também ser único!
• Descubra os diferentes tipos de alergias e as suas principais manifestações clínicas.
• Saiba qual a influência da dieta nas alergias.
• Conheça os tratamentos naturais mais comuns e alguns remédios caseiros.
• Aprenda quais os tratamentos homeopáticos habituais e como se usam as terapias alternativas.

Sobre a autora:
Rosa Guerrero, espanhola, é licenciada em Ciências da Informação, diplomada em Naturopatia, especialista em Nutrição Ortomolecular e pós-graduada em Homeopatia.
É uma terapeuta conceituada e já editou vários livros sobre terapias naturais. Colabora com publicações especializadas em saúde natural, escrevendo artigos técnicos e de opinião.










Coolbooks - "Eu, do Nada", de Isabel Tallysha-Soares

Docente no ensino superior, Isabel Tallysha-Soares encontrou numa
crónica de Miguel Esteves Cardoso o ponto de partida para um romance
cuja escrita foi incentivada pelo jornalista Pedro Rolo Duarte. O resultado
é este Eu, do Nada, uma belíssima obra de estreia, disponível a partir de
hoje em em coolbooks.pt e na livraria virtual wook.pt.
Saga familiar com laivos de realismo mágico, Eu, do Nada remete o leitor
para um universo que encontra paralelo nas primeiras obras de Isabel
Allende, nomeadamente em Retrato a Sépia e A Casa dos Espíritos.
Partilha com elas a abordagem das raízes familiares e ainda uma
plasticidade discursiva que não deixará os leitores indiferentes.
Esta é a vigésima obra publicada pela Coolbooks, a chancela do Grupo
Porto Editora que tem como objetivo dar a conhecer novos autores de
língua portuguesa, editando – em exclusivo – em suporte digital. O
catálogo da Coolbooks é generalista e tem sido construído a partir de um
trabalho cuidado de seleção e edição.

Sinopse:
Esta é a história de um local que resistiu às eras sendo Nada, uma quinta onde, na peculiaridade do nome, sempre se negociou vida e transcendência com a naturalidade do dessassombro. É a história de Luísa, feita varão do Nada, nascida Matilde em 1911. É a história de um país interseccionando-se no quotidiano rural de uma Casa grande de vinho e pão, sobrevivendo às Invasões Francesas, a ciclones, ditaduras, fantasmas e outros bichos, sobrevivendo à dor e à perda da sucessão de tempo atrás de tempo. Sobreviverá o Nada a Luísa? Ou tornar-se-á Luísa uma réplica de Máxima, a Senhora que vive na distância altaneira do segundo andar da Casa do Nada?
Baseado em factos reais.

Sobre a autora:
Isabel Tallysha-Soares não nasceu nesta língua. Aprendeu-a às pressas
em velhos volumes da Nau Catrineta tomados de tempo e guardados
num armário livreiro com vidraças forradas a carmesim. Decorou Pessoa
e leu Eça na obrigação da aprendizagem de uma língua estranha e
circunvolutória. Fez-lhe as pazes no Ramalho de John Bull percebendo,
por fim, que esta é uma língua de sol e Meridião, que tanto escreve o tudo
como o Nada.
Diários de Nada é o blogue da autora: diariosdenada.blogspot.com


quinta-feira, 2 de outubro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

"Essencialismo" de Greg McKeown, um dos escritores mais populares da Harvard Business Review


«Em Essencialismo, Greg McKeown prova, de forma sustentada, a utilidade de alcançar mais fazendo menos. Neste livro, lembra-nos que um foco claro e a capacidade de dizer “não” são fatores tão críticos quanto desvalorizados no mundo dos negócios, hoje em dia.» - Jeff Weiner, CEO do LinkedIn

Greg McKeown deu conferências em algumas das empresas tecnológicas mais inovadoras do mundo (Apple, Google, Facebook, Pixar, Twitter ou LinkedIn) e é um dos escritores mais populares da Harvard Business Review.

Especialista em liderança e estratégia, o autor desenvolveu o conceito de Essencialismo, uma solução para controlarmos as nossas suas escolhas, identificar as tarefas verdadeiramente importantes na nossa vida e fazer menos, mas melhor. Como? Greg McKeown explica tudo no livro Essencialismo: Aprenda a Fazer Menos mas Melhor (Vogais I 272 pp I 16,99€), já à venda em todo o país. A Vogais disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.

Quantas vezes já reagiu a um pedido dizendo que sim, sem pensar devidamente no assunto? • Considera que está constantemente atarefado, mas não é produtivo? • Costuma aceder aos pedidos dos outros apenas para agradar ou evitar problemas? • Sente que o seu tempo é muitas vezes condicionado às agendas de outras pessoas?

SE RESPONDEU SIM A PELO MENOS UMA DESTAS PERGUNTAS, A SOLUÇÃO PARA SI É O ESSENCIALISMO.

Em Essencialismo, Greg McKeown usa a experiência que obteve e as ideias que criou a partir da colaboração com os líderes de algumas das empresas mais inovadoras no mundo (Facebook, Google, Apple, Twitter, LinkedIn) para mostrar como é possível fazer sempre, e apenas, as coisas certas, tornando-se mais produtivo e bem-sucedido no trabalho, e ganhando tempo para a sua vida pessoal.

Seguindo os conselhos simples e práticos deste livro conseguirá simplificar a sua vida, o seu pensamento e os seus objetivos, aprendendo a rejeitar as tarefas que são supérfluas e apenas o distraem do essencial. No fim, voltará a decidir por si as suas prioridades e eliminará os principais obstáculos para o êxito, tanto no trabalho como em casa.

Sobre o autor:
GREG McKeown é consultor do Grupo Wiseman, onde coordena workshops e formações em liderança, estratégia e inteligência coletiva. É licenciado em jornalismo e possui um MBA pela Universidade de Stanford. Nos últimos anos tem-se dedicado ao Essencialismo, dando conferências e aulas em universidades e empresas em todo o mundo para divulgar a importância de viver e liderar como um Essencialista.

Deu conferências em algumas das empresas tecnológicas mais inovadoras do mundo (Apple, Google, Facebook, Pixar, Twitter ou LinkedIn) e é um dos escritores mais populares da Harvard Business Review. Nascido em Londres, Greg McKeown vive hoje no Sillicon Valley com a mulher e os quatro filhos.

Saiba mais em: www.gregmckeown.com




A Mística de Putin, de Anna Arutunyan, a 10 de outubro nas livrarias

Título: A Mística de Putin
Género: Anna ArutunyanGénero: Biografia / Ciência Política
Tradução: Freitas e Silva
N.º de páginas: 384
Data de lançamento: 10 de outubro
PVP: 18,80€

Porque é que tantos russos o apoiam incondicionalmente?
E porque é tão importante conhecer este homem enigmático e poderoso?
A Mística de Putin – O culto do poder na Rússia leva o leitor numa jornada através da Rússia de Vladimir Putin, designado pela revista Forbes, em 2013, como o homem mais poderoso do mundo. Este é um país neofeudal em que iPads, a filiação na OMC e os fatos de luxo escondem uma estrutura de poder saída diretamente da Idade Média, em que o soberano é visto ao mesmo tempo como divino e demoníaco, em que a riqueza de um homem é determinada pela sua proximidade com o Kremlin, e em que grandes camadas da população vivem numa complacência interrompida por acessos de revolta.
De onde vem este tipo de poder? A resposta não reside no líder, mas no povo: no trabalhador empobrecido que recorre diretamente a Putin para pedir ajuda, no empresário, nos agentes de segurança e nos altos-funcionários do Governo de Putin – muitas vezes disfuncional – que se viram para o seu líder à procura de instruções e de proteção.
Cruzando antropologia, sociologia e reportagem, Anna Arutunyan relata as mais importantes histórias de Putin na última década, apresentando uma perspetiva por dentro do poder de um homem, cujas ações são completamente dissonantes dos padrões da democracia europeia, mas que estão em perfeita consonância com a tradição da autocracia russa. Arutunyan revela um país em que cada soberano, com ou sem coroa, desempenha o papel de um czar.

Sobre o autor:
Anna Arutunyan é jornalista e escritora. Nasceu na União Soviética em 1980, mas cresceu e foi educada nos Estados Unidos, tendo regressado à Rússia em 2002. É editora do jornal The Moscow News, colaborou com várias publicações americanas e, além de autora de dois livros, é também uma conferencista de renome.
Anna Arutunyan tem viajado pela Rússia para se documentar sobre a política moderna. Entrevistou oligarcas e polícias, bispos e políticos, e muitos cidadãos comuns. Este seu livro, que está traduzido em dez línguas, é uma exploração vívida e reveladora do modo como mito, poder e religião interagem para produzir a relação de amor-ódio entre o povo russo e Vladimir Putin.


Apresentação Os Facilitadores,hoje, 2 outubro, FNAC Chiado



Resultado do passatempo A queda dos gigantes

Obrigada a todos que participaram no passatempo "A Queda dos Gigantes" realizado pelo Marcador de Livros e a Editorial Presença.

O feliz contemplado com um exemplar do livro é:
João Paulo Sacramento (Sto António da Charneca)


Além do seu nome figurar no blogue, o contemplado foi ainda avisado através de email.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Maria de Lourdes Modesto lança pela LeYa/Oficina do Livro

Titulo: Sabores Com Histórias - Alimentos, Preceitos e Mais de 60 Receitas
Autor: Maria de Lourdes Modesto
N.º de Páginas: 272 
PVP: 18,90 €

A LeYa e a Oficina do Livro vão publicar o livro Sabores com Histórias (Alimentos, Preceitos e mais de 60 receitas), assinado pela maior referência de sempre da gastronomia nacional: Maria de Lourdes Modesto.

"Para a nossa equipa, trata-se de um momento particularmente feliz, pois acolhemos entre os nossos autores a grande figura da culinária portuguesa. Admirada por várias gerações e inspiradora dos melhores chefs da actualidade, Maria de Lourdes Modeste reúne à sua volta uma unanimidade sem par.

Este é o primeiro livro que Maria de Lourdes Modesto publica no grupo LeYa – o primeiro de muitos projectos que irá desenvolver connosco, esperamos nós. Seja, então, muito bem-vinda!"


O novo livro revela várias curiosidades sobre pratos e ingredientes e inclui conselhos de confecção preciosos para cozinhados que fazem parte da nossa memória colectiva. Sabores com Histórias é também um livro de receitas. Ao todo são 60 – receitas de entradas, de peixe, de carne, de massas e de doces - e trazem o selo de qualidade a que a autora habituou milhares de leitores ao longo das últimas décadas.

O livro que agora sai vai ao encontro de um público alargado: dos fãs de Maria de Lourdes Modesto às donas de casa, passando pela comunidade crescente de apreciadores de livros de cozinha de autor e, ainda, cozinheiros amadores e profissionais. E, como homenagem que é à nossa cultura gastronómica (e não só gastronómica), trata-se de um livro apurado a todos os títulos: desde a capa dura às ilustrações requintadas, do preço muito atractivo aos segredos que a autora nos desvenda página a página.


Maria de Lourdes Modesto iniciou a sua carreira televisiva em 1958. Na RTP apresentou, ao longo de doze anos, o mais popular programa culinário de que há memória no país, tendo sido pioneira portuguesa do live cooking e a primeira cozinheira a ter um programa no horário nobre da TV portuguesa. O sucesso do formato, que partia da sua paixão pela cozinha alentejana, levou-a a alargar horizontes e a estudar a culinária francesa e as tradições gastronómicas portuguesas. Escreveu vários livros, dos quais se destacam a Grande Enciclopédia da Cozinha, Cozinha Tradicional Portuguesa - o livro de culinária mais vendido em Portugal, com mais de 400 mil exemplares vendidos e mais de 26 edições publicadas - e Receitas Escolhidas. É conhecida como «A Diva da Gastronomia Portuguesa». Em 2004 foi nomeada Comendadora da Ordem do Mérito. Adepta da simplicidade na cozinha, Maria de Lourdes Modesto foi, também, uma das primeiras divulgadoras da alimentação saudável, tendo apresentado um programa de TV dedicado a esta área. Muito antes disso chegou a dar aulas de culinária no Liceu.

Sabores com Histórias – Alimentos, Preceitos e mais de 60 receitas será apresentado por José Avillez e Duarte Calvão, na presença da autora, no dia 7 de outubro, às 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa.



terça-feira, 30 de setembro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Lançamento do livro de Claudia Clemente «A Casa Azul», apresentado por Rui Moreira



Lançamento Da Europa de Schuman à Não Europa de Merkel, dia 2 de outubro, 18h30, Bertrand Shopping Cidade do Porto



BOOKSMILE: Nuno Caravela, o autor português que adora viver na Pré-história


Nasceu, da frutífera imaginação de Nuno Caravela, mais um volume das aventuras pré-históricas d’O Bando das Cavernas. Assim, fresquinho nas livrarias está já o nono livro desta divertida coleção, escrita e ilustrada pelo autor português.

O Bando das Cavernas 9: Viagem no Tempo (Booksmile l 128 pp l 8,99€) vai provocar gargalhadas pré-históricas! Os mais novos (7+), que estão a iniciar a leitura autónoma, vão adorar com as novas peripécias d’O Bando das Cavernas. Afinal, este livro, vindo dos confins do tempo, está repleto de aventuras. Tudo por causa de um grupo muito especial de amigos: o Tocha, a Ruby, o Menir, o Kromeleque, o Tzick e o Sabre. Eles são o Bando das Cavernas!

Ah! Qualquer semelhança entre a personagem Maestro Violino de Almeida e o Maestro Vitorino de Almeida é... pura coincidência (ou talvez não)!






Segue o Bando até ao monte dos Ecos e diverte-te com os estranhos rituais das tribos dos Trinca-Espinhas e dos Papa-Açordas. Pelo caminho ficarás a conhecer os Esquilos-só-mais-cinco-minutos, que são sempre os últimos a acordar, e ainda os Pernaltas-poetas, aves que não sabem cantar mas que recitam muito bem, embora os seus poemas sejam, enfim…, um pouco doidos.

Depois viaja através dos tempos e percorre as pradarias do Oeste selvagem na companhia de índios e cowboys. Por fim, ajuda três Vikings muito especiais a enfrentarem os temíveis Goblins e as suas adivinhas quase impossíveis.

«Com esta coleção pretendo, acima de tudo, divertir e estimular a imaginação dos mais novos, transportá-los ao longo das páginas para um mundo de descobertas, onde tudo é possível. Onde todos os personagens, cada um com as suas diferenças, limitações, defeitos e virtudes, se tornam amigos nos quais se pode confiar e que acompanhamos em qualquer aventura.»

É assim que Nuno Caravela explica o nascimento da coleção, mais uma aposta da Booksmile em autores portugueses que escrevem para jovens leitores (7+).





segunda-feira, 29 de setembro de 2014 | By: Maria Manuel Magalhaes

Assírio & Alvim publica "Poesia Presente", de António Ramos Rosa

Título: Poesia Presente
Autor:
António Ramos Rosa
Organização: Maria Filipe Ramos Rosa
Prefácio: José Tolentino Mendonça
N.º de Páginas: 376
PVP: 19,90 €
Coleção: Documenta Poética

No dia 3 de outubro, a Assírio & Alvim publica Poesia Presente, uma antologia poética de António Ramos Rosa, preparada por Maria Filipe Ramos Rosa, que recupera o título de um projeto de antologia não concretizado que tinha sido, em tempos, idealizado pelo autor. Falecido em 2013, António Ramos Rosa deixou-nos uma obra poética grandiosa, pela sua qualidade e pela sua extensão. O lançamento deste livro decorrerá no próximo dia 17 de outubro — o dia em que o autor faria 90 anos — na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, a partir das 18:00.
No prefácio a este livro, José Tolentino Mendonça diz, de António Ramos Rosa, ter sido alguém «[…] que construiu um corpus poético absolutamente invulgar, em qualidade e em dimensão, com quase oito dezenas de tomos, mas que muito poucos terão lido e acompanhado integralmente, o que fez com que tivesse saído, em grande medida, da zona de controlo da crítica literária, do radar dos média e dessa recensão condescendente trazida, em cada estação, pelo gosto dominante. Tinha estatuto cultural e reconhecimento, mas não se instalou aí a gerir prudentemente, como outros, a carreira literária. A esse nível, a sua relação com a poesia era desarmada de qualquer cálculo […]».

Sobre o autor:
Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do Movimento de União Democrática e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos diretores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia.
O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958.
Autor de uma vastíssima obra poética, é ainda autor
de ensaios, entre eles A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em Lisboa, a 23 de setembro de 2013.

O Puto - autópsia dos ventos da liberdade, de Ricardo de Saavedra, a 10 de outubro nas livrarias

Título: O Puto – Autópsia dos Ventos da Liberdade
Autor: Ricardo de Saavedra
Género: História / Investigação
N.º de páginas: 512
Data de lançamento: 10 de outubro
PVP: 19,90€

Nos anos da Revolução, este homem participou em atentados que puseram o país a ferro e fogo. A voz do comandante Paulo, «o Puto», ouve-se agora pela primeira vez. E conta tudo.
Aos 17 anos foi bater à porta da tropa para ser comando, e o lendário capitão Jaime Neves chamou-lhe «Puto». E «Puto» ficou. Depois participou no 7 de Setembro de 1974; prenderam-no, e evadiu-se da penitenciária. Voltaram a prendê-lo, e fugiu da Tanzânia antes de ser fuzilado. De refugiado na África do Sul seguiu para Angola; assaltou quartéis para obter armas, formou o esquadrão Chipenda, conquistou cidades após cidades para a FNLA. Aí deixou de ser «Puto» para ser Paulo, comandante Paulo. Colaborou na evacuação de Moçâmedes e ia morrendo à sede no deserto. A seguir, o Puto e os outros vieram para Portugal. Queriam apresentar a factura – foi a altura dos atentados bombistas (na Associação Portugal-Moçambique, na torre do radar do aeroporto, em duas torres de alta tensão na Vialonga), uns atrás dos outros, até voltar a ser preso e condenado, primeiro a 16 e no final a 34 anos de cadeia. Mas nem o comandante Paulo nem os seus camaradas eram de ficar presos; cavaram um túnel na segunda mais segura cadeia da Europa, em Alcoentre, e dali escaparam 131 prisioneiros, na maior fuga de que no Ocidente há notícia.
Ricardo de Saavedra entrevistou o Paulo, em Joanesburgo, em 1979, e escondeu as cassetes. Agora apagou as perguntas, apurou o texto e dá-nos um relato impressionante, mais vivo que qualquer romance, onde a realidade ultrapassa a mais incrível das ficções. Onde a realidade dói e a leitura é imparável.

Os dias do fim de Portugal em África e os primeiros tempos da descolonização portuguesa preenchem a maior parte da obra literária de Ricardo de Saavedra. Sejam reportagem, conto, romance ou poesia, alguns dos seus livros tiveram várias edições, e poemas seus constam de antologias organizadas sobre o tema. Mas o documentário que enforma O Puto pode considerar-se o corolário da carreira do jornalista que viveu em Moçambique, África do Sul e Portugal. Em todas as páginas se respira a persistência do repórter inquisitivo, cimentada pela experiência do veterano editor e director que foi de jornais e revistas. Com a chancela da Quetzal, Ricardo de Saavedra publicou, em 2012, a biografia de António Manuel Couto Viana intitulada Memorial do Coração – Conversa a quatro mãos.


Nuno Markl apresenta «Serpentina», o novo romance de Mário Zambujal



Para Mário Zambujal, o mais importante é saber que os leitores se divertem com os seus livros. É nisso que se concentra quando agarra na caneta e se põe a imaginar peripécias, enredos e personagens. Serpentina não fugiu à regra: eis um supremo divertimento em que a imaginação e o humor se entrelaçam com a reflexão e a emoção, para descobrir a partir de dia 8 de Outubro.

Outra das minhas mal conhecidas virtudes é a capacidade de rir dos meus próprios desastres. (…) Ainda não eram as sete quando espirrei sob o duche frio e comecei a rir de tanto nervosismo nos preparos para conhecer de perto uma desconhecida.
Escanhoo-me com lâmina em estreia, massajo a cara com afetercheive, o tronco, os braços, e as pernas não ficam sem bodimilque. Quanto ao vestir, hesito entre jines e chortes a condizer com a tichârte, mas concluo que indispensável é o blêizer e acompanhado por peças a que se dá os estranhos nomes de calças e camisa.

No novo romance do autor acompanhamos as reviravoltas da vida de Bruno Bracelim – primeiro a partida da família para o Canadá, quando ainda menino, e depois um acidente de trânsito, já em adulto – e divertimo-nos com as situações armadilhadas de um destino tão imprevisível quanto animado.

A poucos dias de soprar as sete velas, o seu destino sofreu um entorse. A família partiu para o Canadá e ele, criança enfermiça, ficou a cargo dos desvelos da madrinha Henriqueta. Chegado à idade adulta, solteiro e bom rapaz, passa as noites no terraço da sua casa, saudando a lua e adivinhando ao longe, noutro terraço, os contornos de uma esguia figura de mulher, enquanto persegue durante anos a fio uma obsessão: a demanda do rosto feminino insuperável. Mas não há bela sem senão. E o destino prega-lhe outra partida. O que parecia ser um mero encontro profissional acaba por se transformar num estranho caso. Uma avaria no seu mini e uma pancada de um jipe com uma mulher enigmática é o princípio de uma trama que o levará a situações nunca imaginadas.

E tudo o que parecia previsível, exato, perfeito, como um relógio suíço, acaba por se transformar num enredo de acasos em que a realidade ultrapassa a ficção a provar que nada é mais imprevisível do que o passado.

 


«Francisco, de Roma a Jerusalém» chega às livrarias a 8 de Outubro


Título: Francisco, de Roma a Jerusalém
Autores: Henrique Cymerman e Jorge Reis-Sá
N.º de páginas: 224 páginas + 16 (extratexto a cores)
PVP: 14,99 €
Nas livrarias a 8 de Outubro
Guerra e Paz|Clube do Livro SIC

Sinopse:
Seguimos os seus passos, ouvimos o bater do seu coração, escutámos as suas palavras: a Paz não é o objectivo – é o caminho. E o caminho não exclui ninguém – é de todos nós.

O papa escolheu a Terra Santa como primeira visita pastoral, mas tudo pare­cia indicar que tal não fosse possível. Henrique Cymerman, que o próprio Francisco apelidou «o anjo da paz», foi decisivo a desbloquear alguns problemas e a visita aconteceu. O jornalista da SIC e o escritor Jorge Reis-Sá acompanharam Francisco nos três dias de peregrinação e estiveram com ele no Vaticano. Desses encontros e dessa viagem nasceu este livro.

Com o conhecimento e a bênção do próprio papa, o livro segue o percurso de Francisco na Terra Santa. Vamos, pois, ser peregrinos ao seu lado: quando pousa a mão no muro das lamentações, estamos lá; quando reza na margem do rio Jordão, estamos lá; quando cruza as fronteiras, quando foge ao protocolo e pára no muro em Belém, estamos lá; quando beija a mão dos sobreviventes do Holocausto, quan­do vai até ao campo de refugiados, quando finalmente consegue realizar a «Invoca­ção pela Paz», no regresso a Roma — nós estamos sempre com ele.

Com fotografias e reproduções de documentos inéditos, as homilias e os discur­sos do papa, os testemunhos exclusivos dos que com ele viajaram e dos seus dois grandes amigos, Alicia Barrios e Abraham Skorka.

Esta é uma viagem pela paz. Uma história escrita, lado a lado, por um judeu e por um católico, cujos caminhos se cruzaram ao encontrar Francisco. O mais importante relato vivo do acontecimento que só foi possível pela mão daquele que melhor en­carna as palavras de Santa Catarina de Sena: «o doce Cristo na Terra».








Sobre os autores:
Henrique Cymerman
Nasceu no Porto em 1959. Licenciou-se em Ciências Políticas e Sociologia pela Universidade de Telavive, onde fez o mes­trado em Ciências Sociais. É correspon­dente no Médio Oriente da SIC, da Globo News do Brasil, da Univision dos EUA, da Telecinco de Espanha e Chanel 2 israeli­ta, bem como dos jornais La Vanguardia e do Expresso. Professor catedrático na Universidade Interdisciplinaria de Herzlia, é autor do livro Entrevistas no Centro do Mundo, publicado em Portugal e tradu­zido para espanhol, hebraico, árabe e in­glês. Entre as suas numerosas distinções contam-se as comendas da Ordem Infan­te D. Henrique e a Ordem do Mérito do Rei de Espanha, o Prémio Daniel Pearl e o recente Prémio dos Direitos Humanos em Espanha pelo seu trabalho em prol da paz na recente visita do Papa Francisco ao Mé­dio Oriente, que o apelidou, na entrevista aqui reproduzida, «anjo da paz».

Jorge Reis-Sá
Nasceu em Vila Nova de Famalicão em 1977. Licencia­do em Biologia, depois de quinze anos como editor (nas Quasi e na Babel), é agora consultor editorial. Como escritor, publicou prosa, poesia (reunida no volu­me Instituto de Antropologia) e crónicas. Colabora frequentemente com a comu­nicação social. O seu próximo romance será publicado em 2015 pela Guerra & Paz, editora na qual, no mesmo ano, será reeditado aquele com que se estreou, Todos os Dias.