sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fernando Pessoa - O Romance - Sónia Louro [Opinião]

Título: Fernando Pessoa - O Romance
Autor: Sónia Louro
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 448
Editor: Saída de Emergência
PVP: 16,96€

Sinopse:
Este é o romance biográfico de Fernando Pessoa, o poeta que foi muitos poetas. Órfão de pai aos cinco anos de idade, cedo perde a atenção da mãe quando esta volta a casar. Forçado a partir para a distante África do Sul, onde o nascimento de irmãos o isolam ainda mais, refugia-se em si mesmo e aí cria novos mundos.
No fim da adolescência regressa a Lisboa, na vã tentativa de resgatar os poucos momentos da vida em que fora feliz. Aí conhece personalidades do mundo das artes e da literatura, como Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro ou Adolfo Casais Monteiro. É um dos fundadores da Orpheu, uma revista artística que foi recebida com escândalo pela crítica.
Correspondente comercial, inventor, tradutor, editor, publicitário e astrólogo, Fernando Pessoa procurou várias formas de ganhar a vida. E até o amor lhe bateu à porta quando conheceu Ophélia Queiroz.
Fernando Pessoa, O Romance é uma obra magnífica, fruto de uma pesquisa meticulosa, e uma verdadeira homenagem ao maior poeta da língua portuguesa. Um poeta que Sónia Louro consegue dissecar, desvendando os seus segredos, medos, sonhos e, mais importante, a sua humanidade.

A minha opinião: 
Logo que vi esta novidade saberia que o novo livro de Sónia Louro me iria proporcionar bons momentos. Escrito de uma forma atractiva, fui acompanhando Pessoa e os seus diversos eus quase que de uma forma esquizofrénica, que o iam acompanhando no seu dia a dia, falando com ele, dando-lhe opiniões sobre tudo, falando por ele, escrevendo por ele, quase como se fosse assim que o autor tivesse realmente vivido. E será que não terá sido mesmo assim? Porque não?

Gostei da forma como a autora expôs o poeta que tanto admiro, o despojou, o fragilizou. Um homem sem amigos, que viveu sempre só, desejando sempre o carinho da mãe que sempre o abandonou para viver um amor por um segundo casamento, um amigo que o abandonou para viver a sua própria dor (Sá Carneiro), e que viveu para si e para os seus heterónimos, refugiando-se na bebida e na sua própria fragilidade.

Fernando Pessoa quis ser muito coisa, trazia em si todos os sonhos do mundo, mas tudo se esfumou. Vivia sempre na corda bamba, devia dinheiro a toda a gente, tinha trabalhos precários, mudava constantemente de morada, era um eterno insatisfeito. Fundador, com outros génios, da revista Orpheu que tanto foi criticada na altura, era uma pessoa tão incompreendida, que via na bebia um escape. Não se suicidou por um triz. valeu-lhe os seus "eus".







Mas Pessoa não foi o único. Com ele estavam os mais jovens intelectuais portugueses de Almada Negreiros, Santa Rita Pintor, Sá Carneiro, António Botto, Guilherme de Faria a Amadeo de Souza Cardoso, alguns também morreram jovens, tendo deixado pouca obra.

Sónia Louro soube ainda retratar um Portugal decrépito, cheio de mudanças. Um Portugal onde se saía de uma monarquia, mas onde a República ainda estava a dar os primeiros passos, no início do século. Mas também o início da ditadura e da censura de que também acabaria por prejudicar alguns textos pessoanos. A política e o esoterismo também são determinantes na vida e obra de Pessoa e o episódio da vinda de Crowley também não poderia deixar de estar presente, tendo como palco a Quinta da Regaleira e a Boca do Inferno que achei deliciosos.

Não foi Pessoa quem escreveu este romance, mas bem que podia ter sido.

Louro põe-se no lugar do poeta, e com frases dele, retiradas de textos dele, constrói uma narrativa tão sólida e tão bem estruturada que por momentos julguei estar a ler um livro do próprio. Sem dúvida, o melhor livro que li da autora e recomendo sem quaisquer reservas.



Lançamento do novo romance Gonçalo M. Tavaresna Lx Factory



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Entrevista a Luísa Castel-Branco no Nós Aqui


Um Caso de Espíritos - Peter Lovesey [Opinião]

Título: Um Caso de Espíritos
Colecção: Crime à Hora do Chá - Volume 6
Autor: Peter Lovesey
Tradução: Daniel Gonçalves
Vencedor Do Prix Du Roman D’aventures, 1987
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 240
Editor: Edições Asa
PVP: 13,90€

Sinopse:
Na era vitoriana, as sessões espíritas são a grande sensação entre os britânicos. De respeitáveis senhoras da alta sociedade a académicos céticos ou improváveis homens de negócios, ninguém parece resistir a conversar com o Outro Lado. Também a Scotland Yard acaba por participar desta nova moda, ainda que de forma indireta. Quando, após uma sessão em casa da abastada família Probert, desaparece uma obra de arte, o sargento Cribb e o guarda Thackeray são chamados a investigar. Tudo parece simples… até acontecer uma morte. Para complicar a investigação, todos os presentes têm motivos para odiar a vítima. Os dois detetives debatem-se com o excêntrico grupo de suspeitos e uma médium assustadoramente convincente. E à medida que se vão movimentando neste mundo perturbador e obscuro, a verdade parece iludi-los a cada passo.

A minha opinião: 
A Colecção Crime À Hora do Chá tem a particularidade de trazer aos leitores nomes de autores policiais um pouco esquecidos. Peter Lovesey é um dos casos. Publicado em alguns números da coleção Vampiro (coleção que devorei quando era jovem), este autor é apenas um dos exemplos de algumas boas leituras, que já foram editadas por cá e que foram descontinuadas.

Em Um Caso de Espíritos, Peter Lovesey pega na "moda" da alta sociedade vitoriana de "falar" ou "evocar" espíritos e daí resultar um crime...

O roubo de uma pintura e de uma vaso, em duas casas diferentes, traz à cena o sargento Cribb e o guarda Thackeray. O mais estranho é que ambos os roubos são insignificantes ante o resto que os envolve, que é muito mais valioso, que levanta ainda mais suspeitas. Não saberá o assaltante nada de arte? Ou o que rouba é propositado?

À medida que a investigação avança, e no meio de mais uma evocação espírita, a terceira, uma morte ocorre, e tudo muda. Isto porque todos os presentes na sessão têm motivos para matar, muito ao estilo dos romances policiais deste género (que em muito me fez lembrar Poirot na última parte) e muitos mistérios do passado vão sendo desvendados.

Gostei e fico à espera de mais livros da coleção.



 

Entre 7 e 9 de dezembro, Matosinhos volta a ser a capital da Poesia

Entre 7 e 9 de dezembro, Matosinhos volta a ser a capital da Poesia.


A Festa da Poesia é um projeto âncora da Câmara Municipal de Matosinhos. Iniciada em 2005, ano da construção do novo edifício da Biblioteca Municipal Florbela Espanca, esta Festa assinala o dia 8 de dezembro, um dia duplamente marcado pelo nascimento e morte desta poetisa portuguesa (1894-1930).

Em 2014, passados 84 anos sobre a morte de Florbela Espanca em Matosinhos e 120 do seu nascimento, a Câmara Municipal de Matosinhos voltará a assinalar este dia, homenageando e celebrando os poetas e a poesia em língua portuguesa. Pretende levar-se a poesia a vários espaços do concelho, da tarde de domingo, 7 de dezembro, à manhã de terça-feira, 9, sempre sob o lema «Poemas para Salvar a Vida». Durante a edição de 2014 da sua Festa, a Poesia fará de tudo para chegar a todos: do Lar de Sant’Ana à prisão de Custoias, passando pela zona circundante à Biblioteca Municipal.

Além das habituais leituras públicas e das conversas em torno de odes, musas e versos, a edição deste ano quer dar primazia à palavra. Nesse sentido, faz parte da programação o espetáculo «Poemas no Quarto Escuro», que terá lugar segunda-feira, dia 8, pelas 18.30. Apelando ao poder da palavra dita e potenciando esse poder pela via sensorial, Adolfo Luxúria Canibal, Capicua, Daniel Jonas e Renato Filipe Cardoso estarão em cena no auditório da Biblioteca Municipal Florbela Espanca com as luzes totalmente apagadas. Nesta sessão, o som dos poemas na escuridão fica no centro das atenções, dispensando artifícios e figurinos. Não é aconselhável a viciados no Instagram.

Atenta às novas expressões da poesia, a edição deste ano abraça também uma tendência emergente nos centros urbanos: a poetry slam. Numa sessão noturna, pelas 23.00, no Café da Praça (junto à Biblioteca Municipal), que pretende dar a conhecer este novo uso da palavra, estarão presentes alguns dos mais representativos intérpretes nacionais desta arte de dizer, como Alexandre Sá, Cláudia Amorim, Figas de Saint-Piérre de La Buraque e Maria Filigrana, num espetáculo original e irrepetível. No dia seguinte, outras surpresas percorreram aquele espaço.

Num dia de lazer como é o feriado do dia 8, segunda-feira, as famílias serão convidadas a participar, pelas 11.00, na oficina de rimas dinamizada por Adélia Carvalho, que terá lugar na Biblioteca Municipal Florbela Espanca. Uma atividade que visa despertar nos mais novos o interesse pela palavra escrita e falada.

Para terminar, uma pergunta: poderá a poesia ser tábua de salvação em tempos como os que vivemos? Do cardápio de atividades previstas, e tentando responder a esta pergunta, destaca-se a apresentação da antologia Cem Poemas para Salvar a Nossa Vida, às 21.30 de domingo, dia 7, compilada especialmente para esta edição da Festa da Poesia. A apresentação da antologia ficará a cargo do editor e organizador da antologia Francisco José Viegas. Nessa ocasião, Daniel Jonas e João Luís Barreto Guimarães serão convidados a ler poemas publicados nesta edição única, após o que se iniciará o debate, já com a participação de Mário Cláudio, em volta da Palavra e do seu papel na salvação da humanidade.

Julia Navarro em Lisboa para apresentar «Dispara, eu já estou morto»



Apresentação - Cada Garrafa Conta uma História



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Civilização Editora acaba de lançar uma nova coleção: Vício dos Livros

A nova coleção da Civilização Editora, Vício dos Livros, reúne um conjunto selecionado de obras de alguns dos autores mais consagrados da literatura mundial, de Tolstoi a Twain e Jack London.

São obras intemporais que marcaram inúmeras gerações de leitores, seja pelos altos valores humanos nelas veiculados seja pelas aventuras que permitiram viver em prazentosas e infinitas horas de leitura. Muitas chegariam ao cinema e à televisão, caso de Robin dos Bosques, Mulherzinhas ou As Aventuras de Tom Sawyer.

São obras precursoras. Um livro como a Ilha do Tesouro, por exemplo, determinaria o arquétipo do pirata que ainda hoje povoa o nosso imaginário, o da perna de pau e papagaio ao ombro, bem como a imagem clássica que guardamos de um mapa do tesouro, sempre com um grande X a assinalar a localização de um baú cheio de ouro enterrado algures numa remota ilha tropical.

E é também entre estes clássicos que poderemos descobrir e apreciar a faceta de tradutor de um autor consagradíssimo como Eça de Queirós, que traduziu e adaptou superiormente As Minas de Salomão. Em suma, grandes livros para infinitas horas de leitura.




8 Dez: 18h30 - Apresentação do livro "28 Minutos e 7 Segundos de Vida", Manuel Forjaz e José Alberto Carvalho. (Fnac NorteShopping)



TOPSELLER: "O Marciano" vence nos "Goodreads Choise Awards 2014"

Mais de 3,3 milhões de leitores de todo o mundo votaram nas obras e autores que mais os apaixonaram ao longo de 2014. Os Goodreads Choice Awards são os óscares dos livros entregues por aqueles a quem os escritores esperam inspirar com as suas palavras e nos mais variados géneros.

O Marciano (Topseller I 384 pp I 19,99€) é um livro simplesmente fabuloso. E, não terá sido com surpresa que Andy Weir acordou esta manhã com a notícia de que o seu livro de estreia conquistou o 1.º lugar no género Ficção Científica, com mais do dobro de votos do segundo classificado. Uma vitória que se junta às já conhecidas distinções da Publishers Weekly e Amazon.com que elegeram O Marciano como um dos Melhores Livros de 2014.

E, não foram apenas os jornalistas, editores e leitores que se renderam à escrita e imaginação de Andy Weir. O realizador Ridley Scott nem hesitou quando descobriu O Marciano.

Ao contrário do que acontece com a maioria dos livros cujos direitos para adaptação são comprados, mas que nunca chegam ao Grande Ecrã, O Marciano já tem estreia marcada para 26 de novembro de 2015 (Portugal) e com um elenco de luxo: Matt Damon, Jessica Chastain, Kate Mara, entre outros. Depois do “Óscar” no Goodreads Choise Awards, O Marciano estará de certeza na corrida à tão apetecida Estatueta de Ouro em 2016.

Sinopse:
Uma Missão a Marte. Um acidente aparatoso. A luta de um homem pela sobrevivência.
Há exatamente seis dias, o astronauta Mark Watney tornou-se uma das primeiras pessoas a caminhar em Marte. Agora, ele tem a certeza de que vai ser a primeira pessoa a morrer ali. Depois de uma tempestade de areia ter obrigado a sua tripulação a evacuar o planeta, e de esta o ter deixado para trás por julgá-lo morto, Mark encontra-se preso em Marte, completamente sozinho, sem perspetivas de conseguir comunicar com a Terra para dizer que está vivo.
E mesmo que o conseguisse fazer, os seus mantimentos esgotar-se-iam muito antes de uma equipa de salvamento o encontrar. De qualquer modo, Mark não terá tempo para morrer de fome. A maquinaria danificada, o meio ambiente implacável e o simples «erro humano» irão, muito provavelmente, matá-lo primeiro.
Apoiando-se nas suas enormes capacidades técnicas, no domínio da engenharia e na determinada recusa em desistir — e num surpreendente sentido de humor a que vai buscar a força para sobreviver —, ele embarca numa missão obstinada para se manter vivo. Será que a sua mestria vai ser suficiente para superar todas as adversidades impossíveis que se erguem contra si?



Novidade Oficina do Livro: As Vítimas do Furacão Espírito Santo, de Filipe S. Fernandes

Título: As Vítimas do Furacão Espírito Santo
Autor: Filipe S. Fernandes
N.º de Páginas: 240
PVP: 14,90 €
E-book: 9,99€

O Furacão Espírito Santo deixou um rasto de destruição que o Financial Times estimou em dez mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 5,9% do PIB. Foram 30 mil accionistas, 2,2 milhões de clientes, 10 mil milhões de perdas, e milhares de empresas afectadas em todo o mundo.

Na sua origem estão guerras familiares, engenharia financeira, prejuízos ocultos, um poder que julgava absoluto e se esboroou. Marcou o fim de uma dinastia financeira e de uma marca com 150 anos, e transformou um banqueiro, Ricardo Salgado de todo poderoso - conhecido como o DDT (Dono Disto Tudo)- numa espécie de maior vilão do século.

A história da derrocada do Grupo Espírito Santo em números ganha contornos de tragédia. O BES apresentou os maiores prejuízos da história empresarial portuguesa no primeiro semestre de 2014 com 3,577 mil milhões de euros. O montante de 4,9 mil milhões de euros para criar o Novo Banco poderá ter um efeito de 2,9% do PIB, a acrescentar ao défice público de 2014.A sua intensidade atingiu o Banco de Portugal, a CMVM, o BCE, o Governo e até o Presidente da República.

O livro encontra-se dividido em 5 partes, começando com a relação da família Espírito Santo e as alianças com empresários e investidores; Os conflitos com accionistas e as investigações judiciais; A guerra civil nos Espírito Santo; o Aumento de capital; e As vítimas do BES-GES

Sobre o autor:
Filipe S. Fernandes, jornalista, colabora com o Jornal de Negócios, o Diário Económico e o Correio da Manhã. Já escreveu nos jornais Semanário, Expresso e nas revistas Fortunas & Negócios e Exame. É autor de entre outros livros de Alexandre Soares dos Santos, Fortunas & Negócios - Empresários do Século XX, Organizem-se! A Gestão Segundo Pessoa, À Minha Maneira – Como Salazar Resolveu o Grande Escândalo Financeiro do Estado Novo. Em co-autoria: com Hermínio Santos, Excomungados de Abril, com Luís Villalobos, Negócios Vigiados e com Isabel Canha, António Champalimaud: Construtor de Impérios.

A estante está mais cheia #23









Este foi um mês muito bom para a minha estante. Sem a generosidade das editoras e de alguns autores que fizeram a gentileza de me ofereceram a maior parte dos livro não seria possível ter tantos livros na minha estante. A maior parte ainda não foi lida porque o mês de novembro foi parco em leituras, mas prevejo um mês de dezembro muito bom em termos de leituras. Só livros bons!!!!!

De banco a xurdir, eis as candidatas a PALAVRA DO ANO 2014


Dez palavras vão a votos. Vocábulos de diferentes origens que marcaram o presente ano. A votação faz-se em www.infopedia.pt/palavra-do-ano.

Remetem para a política, a saúde, a guerra, hábitos sociais e estratégias de comunicação, e ainda há espaço para regionalismos. As dez candidatas a “PALAVRA DO ANO” estão definidas e a votação está aberta a partir de hoje e é feita através do site Infopédia.pt, decorrendo até o último segundo de 31 de dezembro de 2014.
E as palavras candidatas são:
banco – Toda a polémica em torno da situação de uma conhecida instituição bancária colocou este vocábulo no centro do nosso quotidiano, levando ao aparecimento de expressões como "banco bom" e "banco mau".
basqueiro – Um vocábulo que surpreendeu a opinião pública quando foi utilizado pelo atual ministro da Economia num debate parlamentar.
cibervadiagem – A utilização de plataformas digitais, como as redes sociais, com fins lúdicos durante o exercício de funções profissionais é cada vez mais frequente e é um fenómeno que começa a ser objeto de análise jurídica.
corrupção – Ao longo do ano, foram sendo conhecidos vários casos de suspeita de corrupção em vários setores da sociedade, envolvendo inclusive entidades e personalidades públicas.
ébola – O surto de ébola, que atinge maioritariamente África ocidental, tornou-se uma das preocupações das entidades públicas e das populações durante todo o ano.
legionela – Recentemente, registou-se no nosso país um inesperado surto de legionela, e o impacto que teve fez com que o uso deste vocábulo se tornasse generalizado.
gamificação – Cada vez mais e em inúmeros contextos – educação, saúde, política, etc. – se faz uso de técnicas características de videojogos para resolver problemas práticos ou consciencializar ou motivar um público específico para um determinado assunto. Uma estratégia que tem o nome de gamificação.
jihadismo – O afirmar do jihadismo no Iraque e na Síria, através da utilização dos media e das novas plataformas como formas de propaganda à escala global, colocou este movimento no topo da agenda mediática.
selfie – Mais do que uma moda, mais do que uma tendência, as selfies fazem parte do nosso dia a dia, com presença constante nas redes sociais.
xurdir – Talvez pelas circunstâncias socioeconómicas que o país atravessa, ou pela riqueza da língua portuguesa, verificou-se este ano um aumento significativo da utilização desta palavra que significa “lutar pela vida; mourejar”.
Esta lista do trabalho permanente de acompanhamento e análise da realidade da língua portuguesa feito pela Porto Editora, com base em critérios de frequência de uso e de relevância assumida quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais, quer da utilização dos dicionários da Porto Editora nas suas versões online e mobile.
A “PALAVRA DO ANO” é uma iniciativa da Porto Editora que tem como objetivo principal enaltecer o património da língua portuguesa, sublinhando a importância das palavras e dos seus diferentes sentidos no nosso quotidiano.
Nas edições anteriores, as palavras vencedoras foram “bombeiro” (2013), “entroikado” (2012),  “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar” (2009).

O Cavalheiro Inglês, o novo livro de Carla M. Soares à venda a partir de hoje

Uma nação em crise.
Uma família na miséria.
Uma mulher determinada.
Um noivo terrível.
Um inglês apaixonado.
Um crime e uma proposta indecente.

PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.

Os ingleses que ainda permanecem em Portugal não são amados. O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.

Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa narrativa recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família portuguesa.

NO SEIO DE UMA FAMÍLIA, HÁ CORAÇÕES QUE SE AGITAM ENTRE O CURSO DA HISTÓRIA E O IRRESISTÍVEL PERFUME DOS LIVROS.

Sobre a autora:
Carla M. Soares nasceu em Moçâmedes em 1971. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa e tornou-se professora. Tem um mestrado em Estudos Americanos. A tese de doutoramento em História da Arte, começada na Faculdade onde se formou, aguarda dias mais tranquilos para uma conclusão cuidada. Publicou em 2012 o romance de época Alma Rebelde, com a Porto Editora, e embarcou em 2014 na aventura digital, publicando o romance A Chama ao Vento, com a Coolbooks.

À VENDA A PARTIR DE 2 DE DEZEMBRO

Novo livro de Miguel Sousa Tavares esta semana nas livrarias

Título: Não se encontra o que se procura
Autor: Miguel Sousa Tavares
N.º de Páginas: 270 
PVP: 17,00€ 

Se pudesse ter uma vida paralela, gostaria de ter a vida de um caracol, carregando comigo a casa e plantando-a onde houvesse sol e silêncio, onde houvesse mar e espaço, onde houvesse tempo e distância. Onde houvesse essa improvável e louca hipótese de ser feliz fora do mundo.

O novo livro do escritor Miguel Sousa Tavares reúne memórias e histórias pessoais, relatos de viagens e diários. Nesta viagem fora do seu quarto, o autor transporta-nos ao seu mundo mediterrâneo, ao sul de Portugal, à Croácia, a Roma, à Sicília, ao Brasil e aos lugares da História por onde passaram figuras gigantes. No regresso a casa, explica a razão da sua escrita. Neste livro, a sós com as palavras, Miguel Sousa Tavares viaja para dentro de si para partilhar aquilo que só os grandes contadores de histórias sabem fazer, seguindo o lema: “viajar é sonhar.” É fácil dizer que se morre por amor, mas não é fácil, de facto, morrer por amor. A maior parte das vezes, curte-se o desgosto, limpam-se as armas e sai-se de novo em campanha.

Sobre o autor:
Miguel Sousa Tavares estudou Direito e Jornalismo, começando por trabalhar em ambas as áreas. Trabalhou em jornais, revistas e televisão, tendo conquistado diversos prémios como repórter. Foi um dos fundadores da revista Grande Reportagem, que dirigiu durante dez anos. Como comentador político mantém, de há vinte anos para cá, uma presença constante na televisão e na imprensa.
Depois de incursões no domínio da literatura infantil e de viagens, estreou-se no romance, em 2003, com Equador, que vendeu mais de 400.000 exemplares só em Portugal, estando ainda traduzido em 11 línguas e editado em cerca de 30 países, com adaptação televisiva em Portugal e Brasil.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Passatempo de Natal Pack de 2 livros

O blogue Marcador de Livros, em conjunto com a Editorial Presença tem para oferecer em passatempo um pack de 2 livros:  
- A Cor do Coração - Barbara Mutch
- Na Noite em que Tu Nasceste  -  Nancy Tillman

Mais informações sobre os livros aqui e aqui.









Lançamento de Marcello Caetano - Um Destino, apresentado pelo Prof. Dr. J. M. Sérvulo Correia, 9 de dezembro, 18:00, Faculdade de Direito de Lisboa



Apresentação do livro «Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português», de Gabriel Magalhães




Esfera dos Livros Apresentação - O Que É Que Os Portugueses têm na Cabeça



Centenário de Romain Gary celebrado em Lisboa

Título: Educação europeia
Autor:
Romain Gary
Tradutor: Manuela Torres
Págs.: 240
PVP: €16,60

Por ocasião do centenário de Romain Gary e da publicação em Portugal de Educação europeia, o seu romance de estreia, o Institut Français du Portugal organiza uma sessão de apresentação deste livro, na próxima quarta-feira, dia 3 de dezembro, às 19:00. A sessão, que se realiza na Mediateca do Instituto, conta com a participação de João Rodrigues, editor da Sextante Editora, e da tradutora Manuela Torres.Educação europeia venceu o Prémio dos Críticos, foi traduzido para 27 línguas e classificado por Maurice Nadeau como «o romance da Resistência». Num misto de Hemingway e clássico russo, este é um romance revelação que catapultou Romain Gary para um prestígio que iria ser consagrado uns anos mais tarde, ao receber, pela primeira vez, o Prémio Goncourt.

Sinopse:
Educação europeia narra a história de um jovem adolescente lituano polaco de 14 anos, Janek Twardowski, que vive refugiado na floresta e se junta a um grupo partisan para sobreviver e lutar contra a ocupação nazi.
Neste conto moral, cruel e otimista, Janek conhecerá o frio, a fome, a traição e a morte, mas também o amor, junto da sua jovem amiga Zosia. Como diz o chefe partisan Dobranski, «a Europa teve sempre as melhores e mais belas universidades […], elas foram o berço da civilização […], mas há também uma outra educação europeia, a que recebemos hoje: os pelotões de execução, a escravatura, a tortura, a violação – a destruição de tudo o que torna a vida bela. É a hora das trevas». Com os seus camaradas de infortúnio, a sua simplicidade e generosidade, Janek aprenderá o valor da amizade e a crença no Homem.

Sobre o autor:
Romain Gary (1914-1980) nasceu há cem anos, em Vilnius, na Lituânia (então Polónia). Judeu de origem russa, emigra com a sua mãe para Nice em 1928. Em 1940 junta-se ao general de Gaulle e às forças livres francesas em Londres e combate como navegador da esquadrilha Lorraine até ao final da guerra. Ferido, recebe a condecoração suprema dos combatentes franceses, Compagnon de la Libération, e será um dos poucos sobreviventes dos duzentos homens da esquadrilha. O êxito dos seus primeiros romances, Educação europeia e As raízes do céu (Prémio Goncourt 1956) tornam-no imediatamente um escritor famoso em todo o mundo. Ocupa vários postos diplomáticos na Europa e nos EUA. Em 1975, escrevendo sob o pseudónimo Émile Ajar, ganha de novo o Prémio Goncourt (caso «impossível» na história do prémio) com A vida diante de si, também editado pela Sextante em 2011. Suicida-se em 1980.

Imprensa:
Ele não escreveu um romance da Resistência mas «o romance» da Resistência. […] Gary, que encontrou a profunda humanidade do romance russo, faz-nos também pensar inevitavelmente no melhor Hemingway. Maurice Nadeau, Combat
Desde há dez anos, quando soaram repentinamente os nomes de Malraux e de Saint-Exupéry, que não líamos um romance alimentado por um talento tão profundo, tão novo, tão luminoso. O poder misterioso da criação revela-se a cada página. Joseph Kessel