segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Os Últimos Dias dos Nossos Pais - Joël Dicker [Opinião]

Título: Os Últimos Dias dos Nossos Pais
Autor: Joël Dicker
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 432
Editor: Alfaguara Portugal
PVP: 18,90€

Sinopse:
E se os ingleses tivessem sido os verdadeiros artesãos da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial? Após a pesada e preocupante derrota do exército britânico em Dunquerque, Churchill tem uma ideia que viria a mudar o curso da história: criar um Executivo de Operações Especiais dentro dos Serviços Secretos. Paul-Émile, um jovem e patriótico parisiense, chega a Londres uns meses mais tarde para integrar o movimento da Resistência e é imediatamente recrutado pelo Executivo de Operações Especiais.
Apesar do patriotismo, ninguém nasce resistente, pelo que aí, junto com outros jovens franceses, irá ser sujeito a uma formação e treinos intensos, de forma a poder voltar a França e assim contribuir para a construção de uma rede de Resistência. Serão estes jovens aprendizes de guerreiros os verdadeiros protagonistas deste romance que nos revela, finalmente, a verdadeira natureza da relação entre o movimento da Resistência e a Inglaterra de Churchill.

A minha opinião:
Depois de A verdade sobre o caso Harry Quebert, um dos melhores livros que li o ano passado, se não o melhor, parti para a leitura deste livro com um misto de emoções. Primeiro com muita curiosidade, depois com algumas reservas, com medo que fosse uma desilusão. Depois de ler a sinopse sabia perfeitamente que seria um livro completamente diferente do primeiro. Até aí tudo bem. Mas isso também já me colocava com receio. O facto de ser um género totalmente diferente do livro anterior (e que amei tanto ler), podia fazer com que me desiludisse e fizesse com que não quisesse não quer ler mais nada do autor no futuro. Mas mesmo assim decidi arriscar. E fiz bem.

De facto, Os Últimos Dias dos Nossos Pais nada tem a ver com A Verdade sobre o caso de Harry Quebert, mas é igualmente bom. Tudo bem, não tão bom como o primeiro, porque o primeiro foi sublime, mas a escrita de Joël Dicker está lá, o saber contar a história continua bem imprimido no leve passagem das páginas, de tal forma que desejamos que a narrativa nunca termine.

Neste livro temos como protagonista Paul-Émile, Pal, um jovem que decide partir para Londres a fim de ingressar na Resistência. Aí, torna-se membro das Forças Especiais, numa espécie de agente secreto e é impedido de ver o pai, a quem é tão dedicado. É na fase de preparação que "forma" uma quase família com os outros membros, também eles agentes secretos.

E é essa convivência que vamos acompanhando e conhecendo todos os membros, todos diferentes, mas todos iguais na vontade de terminar com o domínio alemão rumo à vitória dos Aliados. A amizade, camaradagem, o amor, vão fazer crescer todo o grupo, mas sobretudo Pal. Mas os erros também estão sempre à espreita e podem deitar tudo a perder. O amor está na génese de tudo e na génese deste livro.

Recomendo.

Excerto:
"- Mas é para partirmos juntos? Para estamos juntos! Não interessa para onde vamos, desde que estejamos juntos! Porque tu és o meu pai e eu sou o teu filho" - pag. 264



 

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