quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Uma Fortuna Perigosa - Ken Follett [Opnião]

Título: Uma Fortuna Perigosa
Autor: Ken Follett
Tradução: João Martins
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 568
Editor: Editorial Presença
PVP: 19,95€

Sinopse
Inglaterra, 1866. O verão anuncia-se quente e, numa tarde de maio, um jovem morre afogado numa pedreira inundada de água. O incidente ocorre em Windfield School, uma escola frequentada por rapazes oriundos de classes abastadas, permanece encoberto em mistério conduzindo a uma trágica saga de amor, poder e vingança que envolve sucessivas gerações de uma família de banqueiros.

A história decorre entre a riqueza e a decadência de uma Inglaterra vitoriana, entre a City londrina e colónias distantes. O leitor acompanha a família Pilaster durante o período áureo do império britânico. Ken Follett inspirou-se num caso real de bancarrota ocorrido no século XIX para escrever este romance extraordinário.

A minha opinião: 
Quem conhece o blogue sabe que adoro Ken Follett, daí não estranhar que tenha dado 5 estrelas a este livro no Goodreads. De facto, o autor britânico escreve como ninguém e retrata com mestria cenas de época, indo ao fundo das questões, envolvendo o leitor com personagens singulares, sendo elas bondosas, aguerridas ou até mesmo malévolas.

Em quase 570 páginas percorremos 30 anos de uma depressão banqueira que muito nos faz lembrar os dias de hoje, com investimentos que poderão soar-nos a jogadas muitos atuais, e que nos poderão ajudar a compreender o porquê de algumas instituições bancárias mundiais terem ido ido à falência.

Dividido em três partes, (3 décadas) vamos acompanhando uma família poderosa de banqueiros, a família Pilaster.

Tudo começa em 1886 quando um rapaz morre afogado numa pedreira e as circunstâncias misteriosas da sua morte nunca são reveladas. O incidente ocorre numa escola frequentada por rapazes oriundos de classes abastadas onde se inserem Edward, filho de Joseph e Augusta Pilaster, Micky Miranda, seu amigo de juventude, oriundo de Córdova. e Hugh, primo de Edward, a parte pobre da família. 



Este mistério vai perseguir a família Pilaster até praticamente ao final do livro.

Na segunda parte do enredo Augusta Pilaster ganha mais força e começa-se a perceber a vontade de querer ver o marido e posteriormente o filho à frente do banco da família. O poder e o dinheiro estão bem vincados na sua pele, e não olha a meios para justificar os seus fins. Para tal vai contar com a ajuda de uma outra personagem bem próxima de sua casa que vai surpreender o leitor.

Hugh, por seu lado, vai continuar a ter destaque. Inteligente, forte, e empreendedor, vais mostrar que é um rapaz a ter em conta para levar o banco a bom porto. O calcanhar de Aquiles é o amor que tem por uma rapariga da vida, que já tinha sido artista de circo!

Edward mostra-se cada vez mais fraco, um rapaz indolente, pau mandado, que vai tomar más decisões que vai originar a decadência do banco.

Micky é um rapaz manipulador que, através do seu jogo de sedução faz o que quer de Edward. Acaba por viver "colado" a Edward e à sua família.

Em poucos dias se conseguem devorar estas quase 600 páginas. E mais viriam!

Um livro que me fez viajar para o século XIX!

Mais informações sobre o livro no site da Presença aqui


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