sexta-feira, 8 de janeiro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Augusto, de Revolucionário a Imperador de Roma novidade Esfera dos Livros

Embora seja bastante menos conhecido do que Júlio César, seu tio-avô, César Augusto foi inegavelmente mais importante. Logo na adolescência, mergulhou no mundo violento da política de Roma, planeando tornar-se o seu primeiro imperador. Lutou por isso, foi excecionalmente bem-sucedido e governou durante 44 anos, criando um sistema que se manteve ao longo de séculos e que influenciou profundamente a História do Mundo Ocidental.

No entanto, o percurso de Augusto nem sempre é edificante. Para atingir os seus objetivos, matou e ordenou o massacre dos seus opositores, enquanto ia livremente celebrando e quebrando alianças conforme lhe convinha. Alcançada a vitória, reinventou-se como o “pai do seu país”, mas apesar desta designação empolada, a paz e a estabilidade por ele promovidas eram reais, e o império prosperou sob a sua governação. Manipulador nato, propagandista e sempre muito dramático, Augusto sabia ser impulsivo e emotivo, implacável e generoso. Da família e dos amigos, esperava que desempenhassem os papéis que lhes atribuía, e exilou a filha, o neto e a neta, por não os terem cumprido. A sua vida foi plena de contradições e morreu tranquilamente na sua cama, em 14 d.C. Esta biografia é a primeira, em muitos anos, que descreve ao pormenor a existência deste homem difícil de definir, e Adrian Goldsworthy recorre exclusivamente a fontes antigas para compreender a pessoa e a sua época.

À venda a partir de 15 de Janeiro. 

Sobre o autor:
Adrian Goldsworthy nasceu em 1969. Licenciado em História pela Universidade de Oxford, doutorou-se pela mesma universidade em História Militar Antiga, tendo sido investigador da Universidade de Cardiff durante dois anos. Atualmente dedica-se à escrita e leciona na Universidade de Notre Dame, em Londres. É autor de várias obras sobre história militar antiga das quais destacamos, The Roman Army at War 100 BC - AD 20 e The Punic Wars. A Esfera dos Livros publicou em Portugal Generais Romanos – Os homens que construíram o Império Romano, O Fim do Império Romano – O Lento Declínio da Superpotência, César – A Vida de um Colosso, António e Cleópatra, bem como o primeiro romance do autor, Soldados de Honra – Portugal 1808: Uma História de Guerra e Coragem contra Napoleão.



A Casa de Bonecas - M. J. Arlidge [Opinião]

Título: A Casa de Bonecas
Autor: M. J. Arlidge
O novo lar destas mulheres é agora o seu maior pesadelo.
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 320
Editor: TopSeller
PVP: 17,69€

Sinopse:
O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome.

Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil — um predador que já matou antes.

À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.

A minha opinião: 
Terceiro livro da série Helen Grace, "A Casa de Bonecas" vem consolidar tanto a minha paixão pelo autor como pela protagonista, a detective Helen.

Dividido em duas partes de horror distintas, "A Casa de Bonecas" começa com a jovem Ruby a acordar numa espécie de cave escura e fria, sem se lembrar de como foi ali parar. Ao mesmo tempo, é encontrado numa praia ali perto o corpo de uma jovem rapariga, completamente desnutrido. Pela autópsia, é natural que esse corpo pudesse ter estado em cativeiro há algum tempo, mas o estranho é ninguém ter dado conta do seu desaparecimento.

À medida em que o desenrolar do livro torna a história mais evidente vamos "observando" e "vivenciando" episódios macabros e chocantes, tónica habitual para quem já está habituado a ler os livros de M. J. Arlidge. 


O autor criou um vilão extremamente inteligente, um serial killer obcecado por um modelo de mulher, com um perfil único, e que escolhe mulheres a viver sozinhas, e que não tenham muitas relações com os seus familiares. É assim que consegue fazer com que as raparigas desapareçam sem deixar rasto e que a polícia nunca receba uma queixa de desaparecimento.

Ruby, a rapariga cativa, mostra uma garra impressionante, tentado enganar o seu raptor, mostrando a força onde uma pessoa pode ir para querer sobreviver. O dia a dia no cativeiro é impressionante, mas a forma como ela tenta conhecer o seu captor, sobretudo psicologicamente, é muito interessante.

Helen Grace continua com a mesma garra, o seu desejo de crescer a nível profissional. É uma mulher batalhadora, embora a vida familiar continue o caos de sempre, o seu sobrinho está em parte incerta e a colega Ceri Harwood continua a querer persigui-la. 

Todos estes ingredientes tornam este livro uma excelente leitura.

O quarto livro. "Liar, Liar", será publicado pela Topseller em março, boa notícia para os amantes da série Helen Grace. Neste livro, os três incêndios que iluminam os céus da cidade são mais do que uma mera coincidência, e uma série de cuidadosos e calculosos crimes começam a acontecer. Pela sinopse parece que vem mais um excelente livro!


Opiniões dos primeiros livros da série:






Novidades Gradiva para Janeiro

Título: Os Doze de Inglaterra
Autor: Eduardo Teixeira Coelho / José Ruy (direcção)
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 463
N.º de Páginas: 120 
PVP: € 18,25

Os admiradores do mestre Eduardo Teixeira Coelho poderão aqui apreciar na íntegra uma das obras mais belas que desenhou. Esta obra-prima da literatura de quadradinhos é publicada agora em álbum, numa edição sem os cortes que apresentava quando foi primeiramente publicada n’O Mosquito, na década de 1950. Esta edição associa-se à comemoração dos 80 anos da saída do primeiro número deste mítico jornal, em 14 de Janeiro de 1936.

Título: Henrique Neto: O Estratega
Histórias de vida de um homem de visão
Autor: Filipa Moreno
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 462
N.º de Páginas: 256 
PVP: € 15,00

Este é um texto biográfico acerca de um homem de vasta experiência, sobretudo no campo empresarial, conhecido pela obra feita, nomeadamente com a criação do maior grupo de moldes. Do seu percurso faz também parte a ligação à política, que culminou com a recente candidatura Presidência da República. Uma obra de referência sobre as ideias e o perfil de uma personalidade marcante na história recente do país.



Título: Histórias da Física em Portugal no Século XX
Autor: Teresa Peña e Gonçalo Figueira (eds.)
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 457
N.º de Páginas: 464 
PVP: € 16,00

Que legado foi deixado pelos físicos portugueses do séc. XX? Para a análise desta questão contribuem textos de vários autores. As histórias aqui apresentadas permitem concluir pelo amadurecimento das instituições voltadas para o desenvolvimento da Física, bem como pelo crescimento do número de físicos e da sua produção científica, em Portugal. Um livro que desperta a memória e, com isso, se torna uma referência importante para perceber a evolução nesta área, abrindo uma janela para o futuro.

Título: Liberdade da Cultura
Preparar o 25 de Abril
Guilherme d’Oliveira Martins (coord.) / Centro Nacional de Cultura (org.)
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 460
N.º de Páginas: 128 
PVP: € 17,40

Esta obra aborda uma faceta menos recordada da preparação da democracia portuguesa. Os testemunhos, os relatos e as referências que inclui demonstram que para o compromisso institucional que foi possível consolidar após o 25 de Abril de 1974 foi relevante o empenhamento intelectual e cívico de personalidades que acreditaram na importância crucial da liberdade. Um livro para perceber melhor o tempo que conduziu à democracia.

Título: Ser Médico
A arte e o ofício de curar

Autor: Miquel Vilardell
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 464
N.º de Páginas:  156 
PVP: € 14,80

Como será a medicina do futuro? Os médicos estarão a receber a formação adequada para fazer face aos novos desafios sociais? Estas são algumas questões abordadas num livro que reflecte sobre o que é ser médico e a medicina, recorrendo muito ao exemplo pessoal do autor. Assim, é também uma história de vida de um médico actualmente Chefe de Serviço de Medicina Interna do Hospital Universitário Vall d’Hebron. Interessando a todos os que querem saber mais sobre o que é ser médico, apela em particular a quem exerce ou pretende exercer a profissão.

Título: Dom Quixote
E o Seu Labirinto Vital
Autor: 
Fernando Alonso-Fernández
Coleção: «Fora de Colecção», n.º 461 
N.º de Páginas: 200 
PVP: € 17,50

Nesta obra, o autor reflecte sobre o Dom Quixote de Cervantes, inspirando-se no humanismo psiquiátrico, de que resulta uma óptica simultaneamente clínica e humanística. Na sua análise, recorre ao método fenomenológico adaptado às ciências psíquicas. Aqui se traça uma abordagem tão diferente quanto interessante sobre uma obra de todos conhecida.







Coolbooks publica O olhar é o ponto onde duas superfícies se encontram, de Alexandra Pinto

Título: O olhar é o ponto onde duas superfícies se encontram
Autor: Alexandra Pinto
Formato: e-wook
N.º páginas (estimado): 44
PVP: 2,99 €

O ano de 2016 da Coolbooks, chancela digital da Porto Editora, começa com a publicação de O olhar é o ponto onde duas superfícies se encontram, de Alexandra Pinto, que está já disponível em coolbooks.pt e também na livraria virtual wook.pt.
Num registo metafórico em que nenhuma palavra surge por acaso, O olhar é o ponto onde duas superfícies se encontram traz-nos uma delicada reflexão sobre a vida interior das duas personagens, Camila e Daniel, dissecando também as contradições das relações humanas.
Camila é uma mulher que ao chegar à idade madura, e depois de uma relação opressiva, cultiva uma existência livre dos padrões de vínculos afetivos. Daniel é um homem bem-sucedido, cuja aparente superficialidade esconde uma culpa. Entre ambos, mundos de distância, mas o olhar permite por vezes encontros inesperados.
Para ler um excerto deste ebook, clique nesta ligação.

Sobre a autora:
Alexandra Pinto nasceu em S. João da Madeira há 48 anos, mas foi a cidade de Braga, onde atualmente reside, que a acolheu desde os 4 anos. É licenciada em Educação pela Universidade do Minho e tem frequência de doutoramento em Filosofia da Educação. Profissionalmente, esteve sempre ligada a projetos sociais, lidando com problemáticas e contextos de vida mais fragilizados, que contribuíram para ampliar a sua visão da experiência humana.
A escrita é para a autora uma espécie de autognose, de ato íntimo e privado. Expressão que foi amadurecendo. A experiência do conto resulta de um desafio para transpor o hábito dessa escrita mais fragmentada, em textos breves. Não prever nem antecipar, deixar que o texto se declare, é o ponto de partida da viagem que realiza quando se senta para escrever.


Caminho de Sangue, uma investigação minuciosa sobre a luta contra a Al-Qaeda, nas livrarias a 15 de janeiro

Título: Caminho de Sangue – a luta contra o projeto da Al-Qaeda
Autor: Thomas Small e Jonathan Hacker
Género: Atualidade / Política
Tradução: Dinis Pires
N.º de páginas: 504
Data de lançamento: 15 de janeiro
PVP: 19,90€

«Uma análise sólida sobre operações militares que poucas pessoas conhecem.» Publisher’s Weekly

Caminho de Sangue revela-nos a emocionante história do exército subterrâneo que Osama bin Laden criou para atacar o seu alvo número um: a Arábia Saudita, o seu país natal. O objetivo era conquistar a terra das Duas Mesquitas Sagradas, o berço do islamismo, e, a partir daí, estabelecer um império islâmico com força suficiente para conquistar o Ocidente. No entanto, longe da imagem de guerreiros santos obstinados que apresentam ao mundo, o grupo encontra-se dilacerado por lutas internas e falta de disciplina.
Partindo do acesso sem precedentes aos arquivos do governo da Arábia Saudita, entrevistas com funcionários superiores dos serviços secretos do Médio Oriente e Ocidente, bem como a militantes da Al-Qaeda capturados, e a vídeos exclusivos captados a partir das suas células, Caminho de Sangue narra a história da campanha terrorista da Al-Qaeda e da tentativa desesperada e determinada dos serviços de segurança interna da Arábia Saudita para a travar.

Sobre os autores:
Jonathan Hacker frequentou Estudos Modernos na Universidade de Oxford, acabando por ir estudar Cinema para a USC, em Los Angeles. Trabalha, atualmente, como realizador e produtor, tendo os seus filmes e documentários sido galardoados com vários prémios, entre os quais os prestigiados BAFTA e RTS.
Thomas Small, nascido na Califórnia, formou-se em Estudos Árabes e Islâmicos na Univerisdade de Londres. Passou vários anos a viajar pelo Médio Oriente e Mediterrâneo Oriental, tendo vivido um ano em Damasco. Reside atualmente em Londres, onde trabalha como produtor cinematográfico e copywriter.


«Uma Questão Pessoal», de Lee Child, nas livrarias a 22 de janeiro

Título: Uma Questão Pessoal
Autor: Lee Child
Género: Thriller
Tradutor: Vasco Teles de Menezes
N.º de páginas: 400
Data de lançamento: 22 de janeiro de 2016
PVP: € 17,70

«A cada quatro segundos, alguém no mundo compra um livro de Jack Reacher.» Daily Express

No ano em que a Paramount Pictures vai estrear o filme baseado no livro Nunca Voltes Atrás, de Lee Child, com Tom Cruise no papel principal, a Bertrand Editora publica o segundo título do autor em Portugal.
Com mais um enredo em torno de Jack Reacher, os ingredientes do sucesso estão garantidos: ação, política, agentes secretos, atiradores, gangsters, balística e… questões pessoais. Mas que questões? E de que maneira se interligam com os outros elementos deste entusiasmante enredo?
Uma tentativa de assassinato contra o presidente francês em plena Paris é o mote deste thriller. A bala era americana. O tiro foi disparado a uma distância extraordinária: 1400 metros. Quantos atiradores têm essa capacidade de disparar a mais de um quilómetro com total confiança? Muito poucos! E entre a lista restrita de suspeitos está um fantasma do passado de Jack Reacher. Nada mais, nada menos do que John Kott, um ex-militar que passou 15 anos na prisão, tendo sido encurralado por Reacher. Se há alguém capaz de apanhar Kott é ele.
Durante a prisão, Kott trabalhou no duro, encontrando-se em excelentes condições. Estudou o dossier de Reacher, no qual consta os seus falhanços… a morte de uma mulher que não conseguiu salvar.
Embora preferisse trabalhar sozinho, é ao lado de Casey Nice, uma analista viciada em Zoloft, que Jack Reacher vai partir para esta investigação. Por sua conta e risco caso sejam apanhados, ambos vão enfrentar mafiosos implacáveis e criminosos sérvios.
A reunião do G8 está para muito breve e é um momento tentador para qualquer assassino.

Sobre o autor:
Lee Child nasceu em Inglaterra em 1954. Estudou Direito e trabalhou no teatro e como diretor de programação televisiva. Foi despedido aos 40 anos, na sequência de um processo de reestruturação. Sempre fora um leitor voraz e decidiu ver nessa reviravolta da sua vida uma oportunidade para fazer algo interessante. Foi assim que escreveu o primeiro livro da série Jack Reacher, que conheceu um êxito estrondoso.
Lee divide o seu tempo entre Manhattan e as suas casas de campo em Inglaterra e no Sul de França. É casado e tem uma filha.
http://www.leechild.com

«Pode muito bem ser o melhor livro da série para ler numa ilha deserta. A intriga é excecional. E surpreendente.» New York Times
«Jack Reacher é o James Bond dos nossos dias, um herói de thrillers de quem nunca nos fartamos. Leio todos os livros mal aparecem.» Ken Follett

Curiosidades:
- A série Jack Reacher conta com 20 thrillers já publicados e este ano Lee Child prepara-se para lançar o 21º. Na Bertrand Editora estão publicados, para já, dois títulos, mas segue-se o terceiro na rentrée de 2016.
- A série já vendeu mais de 90 milhões de exemplares e está publicada em 97 países e em 42 línguas.
- Em 2012, Jack Reacher foi protagonizado no cinema por Tom Cruise, que em breve lhe dará corpo novamente numa adaptação do livro Nunca Voltes Atrás.
- Lee Child é o pseudónimo usado por Jim Grant.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

20l20 Editora:novidades editoriais para 2016


2016 ficará marcado, inevitavelmente, pela publicação de dois livros da Prémio Nobel de Literatura Svtelana Aleksievitch. Seguem, por chancela, algumas das apostas para 2016.

ELSINORE (Ficção e Não-ficção literária)

Em 2016, a Elsinore publicará dez novos títulos, entre os quais estarão estreias arrojadas e disruptivas (Eimear McBride, Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada, tradução de Daniel Jonas), obras indiscutíveis (Vozes de Chernobyl e A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, de Svetlana Alexievich, Prémio Nobel de Literatura 2015, com tradução, do russo, de Galina Mitrohovitch), escritores marcantes para a literatura da segunda metade do século xx (Crash e Kingdom Come, de J. G. Ballard, com tradução de Maria do Carmo Figueira), e, pela primeira vez, autores nacionais (começando por Extremo Ocidental e Depois do Fim, de Paulo Moura, um dos mais prestigiados repórteres portugueses).

Serão ainda publicadas mais três novidades, de perfis idênticos aos indicados, anunciadas brevemente. A aposta em jovens ilustradores para as nossas capas de ficção, com destaque para o trabalho, justamente elogiado, de Lord Mantraste, será mantida.

Dia 29 de fevereiro chega às livrarias Vozes de Chernobyl, de Svetlana Alexievich, Prémio Nobel de Literatura de 2015. Trata-se de uma das obras mais elogiadas da autora, tida como a mais dura e impactante. Trata-se da primeira obra a apresentar relatos pessoais do desastre de Chernobyl, através de monólogos de centenas de pessoas que viveram a tragédia nuclear de abril de 1986 direta ou indiretamente: desde cidadãos inocentes aos bombeiros chamados para limpar a zona do desastre, bem como membros do governo e forças do regime soviético que tentaram silenciar o ocorrido. Esses relatos, que resultam de um trabalho jornalístico de fundo, não são uma mera citação contínua dos entrevistados, sendo antes transformados pela autora em textos apresentados na primeira pessoa, tecidos entre si apesar da disparidade e dos contrastes brutais revelados. O livro descreve assim a tragédia psicológica e pessoal de Chernobyl, sempre na primeira pessoa, explorando a forma como a catástrofe afetou as vidas das pessoas narradas em três partes: «A Terra dos Mortos», «A Terra dos Vivos» e «Engolidos pela Tristeza». Vozes de Chernobyl é um trabalho crucial, de enorme sensibilidade, inesquecível no seu poder emocional, na sua tremenda carga factual e honestidade.

Uma Rapariga é Uma Coisa Inacabada, de Eimear McBride, chega às livrarias em março. Um romance muito elogiado pelos críticos, entre os quais James Wood (McBride has written a blazingly original novel, conveying her protagonist’s psychic collapse in unflinching prose, fuelled by fractured, adventurous language and raw emotion. – James Wood), e que venceu múltiplos prémios. Romance breve, mas exigente, elogiadíssimo pela crítica e vencedor de vários prémios. É narrado por uma jovem acossada por uma família profundamente disfuncional. Logo nas primeiras páginas, o pai abandona a família. A mãe é uma católica fanática que, entre as orações, maltrata a filha. O irmão tem um tumor cerebral. Um tio começa a abusar da narradora quando ela tem 13 anos. Este é apenas o início de uma descida aos infernos, quando a jovem narradora tenta anestesiar a sua existência entregando ao abuso e à violação por estranhos. É tudo contado na primeira pessoa, numa espécie de fluxo de consciência cheio de elipses e incoerências, que reflete o estado de quebra mental e emocional da narradora.

Crash, de J. G. Ballard, chega em Abril. Considerado um dos seus livros mais controversos, Crash é um romance pós-moderno, uma mistura de violência, transgressão e erotismo. Publicado pela primeira vez em 1973, continua a ser uma das mais chocantes obras do século XX. Crash foi, recorde-se, adaptado ao cinema por David Cronenberg, um filme igualmente controverso. O relatório de leitura de Crash da primeira leitora da editora, que era mulher de um psicólogo, rejeitava liminarmente o romance e recomendava que o escritor fosse internado. Esta será a segunda obra de J. G. Ballard editada sob a chancela da Elsinore depois do elogiado Arranha-Céus.

Em maio chega às livrarias Extremo Ocidental, o primeiro livro na Elsinore de Paulo Moura, jornalista português de reputação internacional. Extremo Ocidental aborda a costa ocidental portuguesa como elemento fundador da identidade portuguesa, apresentando histórias interessantes e incomuns. Será, no fundo, um livro de viagens que apresentará a importância da nossa costa para o país e o mundo através de um ensaio em forma de jornalismo literário.

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, o livro de estreia de Svetlana Alexievich, o segundo editado pela Elsinore, é publicado em setembro. Publicado em 1985 e marcante na obra da Prémio Nobel de Literatura de 2015, A Guerra Não Tem Rosto de Mulher revela a intervenção, que a história silenciou, das mulheres durante a Segunda Guerra Mundial – na linha da frente, em plena guerra, e em casa –, mostrando, através de relatos na primeira pessoa, como é marca da escrita da autora, o papel fundamental das mulheres para o desfecho da guerra. Aquando da publicação do livro, Svetlana Alexievich foi processada pelo governo, acusada pelas autoridades comunistas de pacifismo e deturpação do heroísmo da mulher soviética, tendo sido ordenada a destruição da obra. Só a renovação do regime, iniciada por Mikhail Gorbachev, impediu que as consequências se agravassem.

Ainda em setembro, a Elsinore lança Kingdom Come, o último livro publicado por J. G. Ballard, inédito em Portugal. Em outubro chega as escaparates o segundo livro de Paulo MouraDepois do Fim. Trata-se da história dos conflitos armados dos últimos 25 anos, na Europa, na Península Arábica, nos Estados Unidos da América e em África, contada na primeira pessoa e escrita através da experiência de um dos mais conceituados repórteres portugueses e internacionais. A Revolução na Argélia, em 1991; a primeira guerra do Iraque, em 1993; a invasão da Tchetchénia pelos russos, de 1994 a 1996; a guerra do Kosovo, em 1999; o ataque às Twin Towers, em 2001; a guerra contra os Taliban no Afeganistão, em 2001; os atentados em Madrid, em 2004; o conflito do Darfur e as Primaveras Árabes, a partir de 2011; a guerra civil da Síria, em 2015. Paulo Moura esteve lá, viajou para os locais, acompanhou os protagonistas, entrevistou os cidadãos. Os acontecimentos do último quarto de século são relatados por dentro, não na perspetiva da geopolítica e das chancelarias, mas da vida dos seres humanos que os sofreram, nos vários lugares. 

BOOKSMILE (Infantojuvenil)

Os benefícios da leitura no desenvolvimento das crianças é um facto indiscutível. Por isso, incentivá-las a ler desde cedo é um dever de pais e educadores. Para ajudar nesta valiosa missão, a Booksmile vai manter-se concentrada na sua missão de editar livros de qualidade para crianças e jovens. Começando pelo fim, a grande novidade de 2016 será, claro, o lançamento do 11.º livro da coleção O Diário de um Banana, a mais vendida em Portugal, previsto para novembro.

Até lá, vão chegar às livrarias livros da nova série Lego NEXO Knights e dois novos títulos do clássico Dr. Seuss - Green Eggs and Ham e The Cat in the Hat. Crescem, também, as coleções juvenis do autor mais bem-sucedido em todo o mundo, James Patterson - Eu Cómico na TV: O Maior Maluco do Riso! 4 e A Casa dos Robots 2, e do português Nuno Caravela, com três novos títulos d’O Bando das Cavernas (n.º 12, 13 e 14).

Novas coleções vão nascer, como Alice, para crianças a partir dos 4 anos, com textos de Rita Vilela e ilustrações de Ana Afonso. José Fanha, Margarida Fonseca Santos e Maria Inês de Almeida também terão novas histórias a chegar às livrarias. 

TOPSELLER (Ficção)

Mantendo a aposta em autores que têm vindo a conquistar milhões de leitores em todo o mundo, a Topseller arranca em janeiro com uma autora que já conquistou as leitoras em Portugal: Tessa Dare. A Prometida do Capitão é a conclusão da trilogia Castles Ever After, da autora vencedora do prémio RITA 2015 (Romance Writers of America) para Melhor Romance Histórico. Ainda em janeiro, chega às livrarias Os 100: 21 Dias Depois, de Kass Morgan, segundo livro da série de grande sucesso mundial. Os 100: Homecoming - o terceiro e último livro da série - é publicado em junho.

Chama-me, de J. Kenner é o primeiro livro de uma nova trilogia excitante, marcando um regresso ao universo Stark, com novas personagens e uma nova história escaldante, da escritora que conquistou os fãs de EL James e Sylvia Day. Chama-me está nas livrarias em fevereiro, e segundo livro, Recebe-me, será publicado em julho. Ainda em fevereiro chega PS: Ainda Te Amo, de Jenny Han. Trata-se da continuação do livro A Todos os Rapazes que Amei. Uma história delicada e encantadora, que vai mostrar que o amor não é fácil, mas talvez por isso mesmo apaixonar-se seja tão fascinante. Nomeado para Melhor Livro de Young Adult pelo Goodreads Choice Award, em 2015.

Em março, M. J. Arlidge regressa com Liar, Liar. Arlidge tem vindo a consolidar-se como num nome incontornável do género thriller. Neste livro, os três incêndios que iluminam os céus da cidade são mais do que uma mera coincidência, e uma série de cuidadosos e calculosos crimes começam a acontecer. Ainda em março, destaque para The Crucifix Killer, de Chris Carter. Nascido no Brasil, o autor transpôs para este intenso policial a sua vasta experiência enquanto psicólogo criminal, na descoberta dos meandros da mente de um criminoso que marca todas as suas vítimas com um cruxifixo no pescoço.

Em maio chega Dominus, de Tom Fox. Conhecedor profundo dos meandros do Cristianismo, resultado de vários anos de estudo na academia, Tom Fox explora os negócios corruptos do Vaticano. Nesta grande estreia literária, bem ao gosto dos fãs de Dan Brown, acontece ainda a segunda vinda de Cristo à Terra. J. Kenner regressa com Incendeio-te, terceiro volume da série Most Wanted, da autora vencedora do prémio para Melhor Romance Erótico em 2014. The Mona Lisa Virus, de Tibor Rode, é um dos thrillers que os fãs do género não vão querer perder. Uma história sobre a obsessão com a beleza e que traz à superfície o seu lado mais diabólico.

Em junho já faz calor e apetecem os romances. Tessa Dare está então de volta com os com A Night to Surrender, primeiro volume de uma nova série, Spindle Cove Series. O segundo livro, A Week to be Wicked, chegará em outubro. Em Outubro teremos, ainda, um novo romance histórico de Maria João Fialho Gouveia

VOGAIS (Não-ficção) 

Preparem-se os fãs da Lego, pois em fevereiro chega um livro que miúdos, mas sobretudo graúdos, não vão querer perder. As Figuras que Fazes, de David Scarfe, é um livro recheado de ideias para construir objetos originais e incrivelmente aliciantes. Ainda em fevereiro, chega às livrarias uma espécie de Dowtown Abbey sobre a Casa Branca. A Casa Branca: O Mundo Privado dos Presidentes dos Estados Unidos: fala dos bastidores da vida dos casais presidenciais, pela voz e experiência de quem lá trabalhou. Exemplos? A surpresa que foi para os funcionários terem visto Obama e Michelle a dançar ao som de Mary J. Blige na sua primeira noite na Casa Branca; as discussões dos Clinton marcadas por berros e objetos voadores; os caóticos dias que se seguiram à morte de JFK.

Em março é a vez de dar a voz a Diogo Lopes, um jovem de 15 anos portador de uma doença neurodegenerativa rara que, através da música e da escrita, revela uma forma de estar invulgar. Trata-se de uma obra autobiográfica que irá marcar jovens e adultos e será, acreditamos, um dos lançamentos mais aliciantes e reveladores de 2016. Ainda em março, um lançamento bastante esperado na área da gestão, a biografia Elon Musk: Inventing the Future, de Ashlee Vance. Elon Musk, fundador da PayPal e atual gestor e inventor da Tesla é, após a morte de Steve Jobs, a mais excitante figura no mundo empresarial e das novas tecnologias.

Em maio vamos viajar pela cozinha tradicional portuguesa com o paladar da chef Justa Nobre e imagens do fotógrafo Mário Cerdeira. Semear Sabor e Colher Memórias traz-nos receitas tradicionais portuguesas e versões modernas das mesmas. Em junho, Educação Sexual para Adultos, um livro prático e arrojado sobre sexualidade feminina, de Carmo Gê Pereira (terapeuta sexual), vai fazer corar, mas tem muito para ensinar.

Em setembro chega um dos livros mais cobiçados na Feira de Frankfurt em 2014, mas que a autora apenas terminou agora: Grit: Passion, Perseverance, and the Science of Success. Angela Ducworth, consultora da Casa Branca, Banco Mundial, Fortune 500 e equipas da NBA e NFL, mostra que o segredo para o êxito não é o talento, mas a persistência e resiliência focada, à qual chama grit.

Depois de Catástrofe 1914: A Europa Vai à Guerra, o conhecido jornalista e historiador Max Hastings regressa, em outubro, com The Secret War. Trata-se de uma obra sobre os espiões e as mensagens em código que tiveram um papel crucial na Segunda Guerra Mundial, numa nova perspetiva sobre o maior conflito da História.

Para outubro estão também reservados dois livros que vão marcar a agenda: a biografia oficial de Diego Maradona, Touched my God, que promete polémica, e The Coach in The Machine, do português João Medeiros, editor de ciência da Wired. Esta última é uma obra comparável a Moneyball e aos livros de Malcom Gladwell. Trata-se de um livro sobre o impacto da ciência e da estatística na análise do rendimento desportivo e empresarial. Ainda em outubro é lançado o novo livro de Johanna Basford, a guru dos livros de pintar para adultos, The Forbidden Jungle.

Para além das novidades acima mencionadas, alguns autores portugueses estreiam-se no catálogo da Vogais como: a jornalista Conceição Queirós (História), Marisa Valadas (Culinária) e o jornalista António Marujo (Biografia do Padre Joaquim Carreira). A psicóloga Rita Castanheira Alves continua a ajudar pais a lidar com os filhos. 

NASCENTE (Desenvolvimento Pessoal, Espiritualidades, Autoajuda)

Religião, Meditação e Mindfulness, Yoga, Reiki, Sumos Detox e Dieta são temas que irão estar em evidência no catálogo de 2016. João Magalhães, Susana Alves, Andy Puddicombe, Doreen Virtue, Louise Hay e Don Miguel Ruiz são alguns dos autores, uns repetentes, outros estreias no catálogo, que contribuirão para manter a Nascente como editora de referência no género.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

A estante está mais cheia #35

No mês de Dezembro vieram três livrinhos para a estante. Curiosamente, o mês das prendas de Natal é normalmente a altura em que recebo menos livros. As pessoas não têm por hábito darem-me livros de presente por terem medo de já ter ou já ter lido.
Apesar de gostar de receber livros, quem é livrólico adora recebê-los, compreendo que seja difícil para os outros escolher livros que sejam do nosso gosto.
"Mas podem perguntar pela nossa wishlist." É certo. Mas como sabem a nossa wishlist está sempre a mudar, depressa aquele livro que tanto queríamos já alguém nos ofereceu ou o encontrámos numa promoção e a pessoa corre sempre o risco de dar um livro repetido. É sempre chato.

Cemitério de Pianos de José Luís Peixoto foi o meu marido que me deu. Quem melhor que a nossa cara metade para saber o que temos na estante? Mentira :) Mesmo assim teve de ter umas dicas minhas.
Quando o Cuco Chama comprei numa promoção de 50% do Continente e Perguntem a Sarah Gross era um livro que já desejava há muito tempo ler. Estes dois últimos livros foram compras feitas com dinheiro que me deram, logo foi dinheiro convertido em presente.

«És Tu», de Federico Moccia, nas livrarias a 22 de janeiro

Título: És Tu
Autor: Federico Moccia
Género: Literatura / Romance
Tradutor: Diogo Madre Deus
N.º de páginas: 264
Data de lançamento: 22 de janeiro de 2016
PVP: € 16,60

Mais de 5 milhões de exemplares vendidos só em Itália
Federico Moccia popularizou o ritual de prender um cadeado a uma ponte como uma forma de selar o amor entre dois apaixonados, tudo graças às personagens Step e Gin no seu romance Quero-te Muito. Dez anos depois desse grande marco, o escritor italiano continua a tocar milhares de corações com os seus romances, desde jovens a adultos, tendo sempre como tema central o amor.
És Tu, o novo livro do escritor italiano, traz-nos a continuação de Aquele Instante de Felicidade após Ann ter desaparecido, deixando Nicco de coração partido. Tinham-se conhecido durante as férias de Ann em Roma, a cidade Natal de Nicco, mas tudo indicava que estavam a viver muito mais do que um simples romance de verão… O que Nicco sentia era amor verdadeiro. Será que Ann sentia o mesmo? Terá deixado Roma para fugir aos seus sentimentos? Mesmo de coração partido, Nicco vai lutar pelo seu amor, nem que seja preciso viajar até ao outro lado do mundo. Convence o seu melhor amigo, o estouvado Ciccio, a ir com ele em busca de Ann… nos Estados Unidos! Afinal, como concluiu Nicco em Aquele Instante de felicidade, «sem um sonho, não se vai a lado nenhum».
Como vai terminar a história de amor de Ann e Nicco? Descubra em És Tu, de Federico Moccia.

Sobre o autor:
Federico Moccia é um dos autores de ficção romântica com maior sucesso internacional. Os seus livros, que contam histórias simples, reais mas cheias da magia que só o amor pode dar à vida, já tocaram os corações de milhões de leitores em todo o mundo.
Um amante da leitura desde muito jovem, Federico Moccia escreveu o seu primeiro romance apenas aos 30 anos. O sucesso não foi imediato; depois de ser recusado por várias editoras, fez uma edição de autor que, sendo um estrondoso sucesso de vendas, lhe abriu as portas das maiores editoras italianas e o catapultou para a fama. Com sete romances publicados, vários dos quais adaptados ao cinema e à televisão, Federico Moccia é um verdadeiro fenómeno de popularidade, que encontra expressão mesmo fora do mundo dos livros e dos filmes: foi com base numa cena de um dos seus livros que teve início a «moda», hoje comum em todo o mundo, de os namorados prenderem em pontes cadeados com os seus nomes, como sinal de amor eterno.
http://www.federicomoccia.com/


No centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, uma seleção de 1000 frases do escritor, nas livrarias a 15 de janeiro

Título: 1000 Frases de Vergílio Ferreira
Organização de Luís Naves
Género: Literatura
N.º de páginas: 200
Data de lançamento: 15 de janeiro
PVP: 15,50€

No centenário do nascimento de um dos mais importantes escritores portugueses do século XX.
Vergílio Ferreira é um dos mais completos, cultos e emblemáticos autores do século XX português. A sua obra (distribuída pelo romance, contos, ensaio filosófico e literário, além de nove volumes de diário) faz dele uma voz única na história da nossa literatura e do pensamento europeu de hoje. Estas mil citações de Vergílio Ferreira dão conta da diversidade, riqueza e constante atualidade da sua obra, a par da sua atenção tanto ao humano como ao transcendente e ao invisível das nossas vidas – há sempre uma frase que Vergílio Ferreira já escreveu.
Na mesma data, 15 de janeiro, chegam às livrarias três novas edições de obras de Vergílio Ferreira.

Sobre Luís Naves:
Luís Naves nasceu em Lisboa, em 1961. Foi jornalista no Diário de Notícias, nas áreas de economia e de internacional, tendo assinado reportagens em zonas de conflito, nomeadamente aquando dos distúrbios na Guiné-Bissau, em 1998, ou no Paquistão, após os atentados de 11 de Setembro de 2001. Durante vários anos, escreveu no DN sobre assuntos europeus. Além de blogger e cronista, é autor de cinco livros de ficção, três dos quais foram publicados pela desaparecida Campo das Letras: O Silêncio do Vento (1999), Os Reis da Peluda (2002) e Homens no Fio (2006). Os seus dois romances mais recentes foram publicados pela Quetzal: Territórios de Caça (2009) e Jardim Botânico (2011).


«Brooklyn», de Colm Tóibín, nas livrarias a 15 de janeiro

Título: Brooklyn
Autor: Colm Tóibín
Género: Literatura / Romance
Tradutor: C. Santos
N.º de páginas: 256
Data de lançamento: 15 de janeiro de 2016

O livro que deu origem ao filme
Brooklyn, o filme a partir da obra homónima de Colm Tóibín, chega às salas de cinema portuguesas dia 14 de janeiro. Por ocasião da sua adaptação à sétima arte pelo realizador John Crowley e pelo guionista Nick Hornby, a Bertrand volta a disponibilizar nas livrarias este vencedor do prémio Costa Book (melhor romance) e finalista do Man Booker Prize.
Brooklyn tem sido apontado pela imprensa especializada como um forte candidato nas nomeações para os Óscares 2016. E Saoirse Ronan, que interpreta a protagonista Eilis Lacey, está inclusivamente nomeada para um Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz de Drama.
As críticas ao filme têm sido muito positivas, mas o livro, por altura do seu lançamento, também mereceu igual destaque, tendo sido agraciado com vários prémios literários. O jornal britânico The Guardian chegou a eleger Brooklyn como um dos «10 Melhores Romances Históricos». Aquando da publicação em Portugal, a receção a Brooklyn foi igualmente entusiasmada.
Brooklyn é uma história de partida e regresso, de amor e perda, de escolha entre a liberdade pessoal e o dever. Eilis é uma jovem irlandesa que à semelhança de muitas pessoas da sua geração, anos cinquenta, não consegue arranjar trabalho. Quando surge uma oportunidade na América, torna-se evidente que tem de partir. Jovem, sozinha e saudosa, Eilis começa uma nova vida em Brooklyn e a sua tristeza vai sendo gradualmente apaziguada. Quando notícias trágicas a obrigam a regressar à Irlanda, Eilis vê-se confrontada com uma escolha terrível entre o amor e a felicidade na terra a que pertence e as promessas que tem de manter na América.

«Colm Tóibín fez deste belo e discreto romance um hino à complexidade das vidas banais.» Expresso

Sobre o autor:
É autor de oito romances, incluindo O Testamento de Maria e Nora Webster.
Publicou também duas coleções de contos, uma delas, Mães e Filhos, disponível em português.
Foi três vezes finalista do Man Booker Prize e vencedor de inúmeros prémios literários, incluindo o Costa e o IMPAC.
Vive em Dublin.
http://www.colmtoibin.com/
«O talento de Cóibín está nos detalhes, e na sua capacidade para resistir à tentação de armadilhar o romance com surpresas que, no panorama atual da ficção, seriam mais óbvias do que a sua imperturbável plausibilidade.» Ípsilon
«Colm Tóibín criou uma obra-prima.» Sunday Times


Novidade Bertrand: O Último Segredo do Templo, de Paul Sussman, nas livrarias a 15 de janeiro

Título: O Último Segredo do Templo
Autor: Paul Sussman
Género: Thriller
Tradução: Manuel Cordeiro
N.º de páginas: 592
Data de lançamento: 15 de janeiro
PVP: 18,80€

«Um dos melhores autores de suspense internacional. Extraordinário.» Steve Berry

Um mistério com dois mil anos. Um segredo que tem de ser protegido com a própria vida.
Ao investigar o assassínio do holandês Piet Jansen, Yusuf Khalifa, protagonista de O Exército Perdido e O Labirinto de Osíris, constata uma série de coincidências com o primeiro caso de que se ocupara há treze anos, quando uma israelita de nome Hannah Schlegel fora encontrada morta em Karnak. Contra a opinião dos seus superiores hierárquicos, o inspetor Yusuf decide reabrir esse primeiro caso, mas para o fazer é obrigado a colaborar com um antipático detetive israelita, Arieh Ben-Roi, o qual, por sua vez, depende das informações que lhe são fornecidas por uma jornalista palestiniana de Jerusalém. Esta receberá uma carta anónima, cujo autor afirma estar na posse de dados suscetíveis de alterar a balança de poder no Médio Oriente, e se propõe oferecer-lhe o maior furo jornalístico da sua carreira, relacionado com um estranho manuscrito medieval. Compreende-se assim, aos poucos, que a identidade do assassino de Hannah Schlegel está ligada a um mistério que envolve um antigo tesouro religioso roubado de Castelombres, em França, e ao destino de alguns velhos simpatizantes do nazismo.

Sobre o autor:
Paul Sussman foi jornalista e arqueólogo, atividade que o levou a passar vários meses por ano em escavações no Egipto. Autor best-seller de quatro thrillers, é um dos mais conceituados e populares autores do género e o Independent chamou aos seus livros «a resposta inteligente a Dan Brown». Morreu inesperadamente em 2012, com apenas 45 anos de idade.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016 | By: Maria Manuel Magalhaes

Primeiras novidades do ano da Saída de Emergêcia

A editora Saída de Emergência vai começar o ano com um romance histórico intitulado A Tomada de Madrid de Mário Silva Carvalho, vencedor do prémio literário do Casino da Figueira da Foz de 2014.
A Tomada de Madrid é um romance épico que nos conta como, em Junho de 1706, o exercito português conseguiu um dos maiores feitos da sua história: humilhar Madrid.

Vão ainda relançar uma colecção para o publico juvenil intitulada Os Aventureiros de Isabel Ricardo. O primeiro livro tem como título – Os Aventureiros na Gruta do Tesouro. Vamos publicar cerca de 7 ou 8 livros desta colecção em 2016. A SDE está muito empenhada em desenvolver o gosto pela literatura nos mais novos.

Mulheres de Carol Rossetti – uma Ilustradora muito conhecida no Brasil – Este livro mostra a importância de a mulher se aceitar como é, com os seus defeitos e suas características. É um livro que pretende passar uma mensagem positiva sobre a importância de a mulher gostar de si tal como é. Vamos trazer a autora a Portugal por volta do dia da mulher.

Em Fevereiro a editora vai publicar Viagens da Comida Saudável de Daniela Ricardo. Um viagem pelo mundo de sabores de uma forma consciente e saudável. Um livro cheio de receitas saudáveis de todo o mundo.

Será publicado igualmente um livro do Dr. Mário Cordeiro intitulado Os Príncipes da Medicina. Histórias e percursos de vida de médicos estrangeiros e portugueses que se destacaram noutras áreas para além da medicina, como as artes, pintura, literatura ou até mesmo na política.


Refugiado é a Palavra do Ano 2015

Em cerimónia realizada hoje, às 11:00, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures, a Porto Editora anunciou a PALAVRA DO ANO® 2015 eleita pelos portugueses: “refugiado”.
Foram mais de 20.000 os participantes na eleição da PALAVRA DO ANO® 2015, que decorreu através do site www.palavradoano.pt do dia 1 ao dia 31 de dezembro último.
A palavra “refugiado” foi eleita com 31% dos votos, seguida por “terrorismo” (17%) e “acolhimento” (16%). Os resultados obtidos pelas 10 palavras candidatas nesta edição são:




De lembrar que a palavra “refugiado” foi integrada na lista das 10 candidatas considerando o impacto que teve, ao longo de 2015, o êxodo massivo de pessoas rumo à Europa, provenientes de regiões onde se verificam graves conflitos militares, em processos migratórios altamente perigosos e que muitas vezes têm um final trágico.

De lembrar que a palavra “refugiado” foi integrada na lista das 10 candidatas considerando o impacto que teve, ao longo de 2015, o êxodo massivo de pessoas rumo à Europa, provenientes de regiões onde se verificam graves conflitos militares, em processos migratórios altamente perigosos e que muitas vezes têm um final trágico.

No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, a palavra “refugiado” apresenta-se da seguinte forma:
refugiado
re.fu.gi.a.do
[ʀəfuˈʒjadu]
adjetivo, nome masculino
1. que ou pessoa que se refugiou ou abrigou
2. que ou pessoa que abandonou o seu país para escapar a guerra, fome, condenação, perseguição, etc. e que encontrou refúgio noutro país
Particípio passado de refugiar
Esta foi a sétima edição da PALAVRA DO ANO®, uma iniciativa com a marca registada da Porto Editora que tem como principal objetivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida.
A lista de palavras candidatas a PALAVRA DO ANO® é produto do trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Porto Editora, através da análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora, tendo também em consideração as sugestões dos portugueses através do site www.palavradoano.pt.
A partir de agora, inicia-se o trabalho que conduzirá à definição das 10 palavras candidatas a PALAVRA DO ANO® 2016.



Novidade Guerra & Paz: Caminhar lado a lado com o Papa

Título: Todos os Dias com Francisco

Papa Francisco
N.º de Páhinas: 224 
PVP: 13,90 €
Nas livrarias a 6 de Janeiro
Guerra e Paz|Clube do Livro SIC

É inevitável o sentimento de renovação que um novo ano inspira. O desejo de renovação e de aposta pessoal enche-nos de esperança, um sentimento que queremos prolongar durante o máximo de tempo possível. E é isso que a Guerra e Paz oferece com este novo livro da colecção Clube do Livro SIC, Todos os Dias com Francisco. Uma caminhada lado a lado com o mais carismático dos chefes da Igreja Católica deste século. Para todos os dias de 2016.

Organizado por Helder Guégués, este livro é o mais completo retrato do Papa Francisco. É um retrato feito de palavras e de actos, as palavras e os actos do próprio Francisco. Dia a dia, este livro oferece os grandes momentos da acção do papa, os factos mais marcantes da sua vida, o que disse sobre a pobreza ou o casamento, sobre os refugiados ou sobre a globalização. Este livro é a memória da vida de um homem cuja acção está a marcar a vida de toda a humanidade. Um livro para ler todos os dias, em jeito de agenda perpétua.

Uma ideia aprovada pelo Padre Vítor Melícias, que assina o prefácio: «Mas que feliz ideia esta de seleccionar e organizar os pensamentos, ditos e gestos do Papa Francisco e disponibilizá-los para meditação espiritual e estímulo intelectual e emocional ao ritmo dos dias do ano». 




Viagem a Itália, o clássico de Johann Wolfgang Goethe, nas livrarias a 15 de janeiro

Título: Viagem a Itália
Autor: Johann Wolfgang Goethe
Tradução, Prefácio e Notas de João Barrento
Género: Literatura
Tradução: João Barrento
N.º de páginas: 456
Data de lançamento: 15 de janeiro
PVP: 17,70€

«Quando, em 3 de Setembro de 1786, Goethe não regressa das termas de Karlsbad a Weimar, mas, em vez disso, parte em segredo e incógnito para Itália, está apenas a levar à prática uma decisão pessoal adiada e um imperativo cultural de que nenhum homem de letras, intelectual ou artista pode prescindir a partir de meados do século XVIII.» Do Prefácio
Obra escrita a partir dos diários de Goethe, Viagem a Itália é, como o próprio nome indica, uma descrição da viagem que o autor empreendeu a Itália, entre 1786 e 1788, e que constituiu uma peça marcante no seu percurso estético e filosófico.
A Itália, para Goethe, simbolizava o sul quente e apaixonado, por oposição a um norte frio e cauteloso, um lugar onde o passado clássico, embora devastado, se mantinha vivo numa sequência de espaços e num inventário de símbolos e de hábitos para os quais procurou significado, redescobrindo-se nas interpretações que foi criando no seu percurso.

Sobre o autor:
Johann Wolfgang Goethe nasceu em 1749, em Frankfurt, no seio de uma família nobre. Poeta, dramaturgo, romancista, Goethe tornar-se-ia a mais proeminente figura da literatura moderna alemã. A par de Friedrich von Schiller, foi um dos líderes do movimento literário alemão Sturm und Drang. Entre os seus trabalhos mais famosos contam-se A Paixão do Jovem Werther, romance epistolar com raízes autobiográficas inspirados nos amores de Goethe por uma jovem comprometida com um seu colega, e Fausto, drama escrito ao longo de mais de duas décadas e uma das mais importantes obras da lietratura mundial. Morreu em Weimar, em 1832.


A Hora Solene - Nuno Nepoumceno [Opinião]

Título: A Hora Solene
Freelancer - Livro III
Autor: Nuno Nepomuceno
Lutai, vós homens de valor.
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 430
Editor: Top Books
PVP: 16,99€

Sinopse:
Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.

A minha opinião: 
A Hora Solene põe fim à trilogia Freelancer de Nuno Nepomuneco. Terminada a sua leitura sinto a vazio normal de abandonar o personagem principal, esperando que o autor o coloque em novas aventuras e faça reviver André Marques-Smith e o traga de volta de ao mundo da espionagem. Portugal precisa de um espião do seu gabarito.

Tal como o final de A Espia do Oriente que, a meu ver, foi arrebatador, o início deste livro foi envolvente e viciante. Sangue, muito sangue, terrorismo e muita violência faz com que o leitor não se consiga despegar das suas páginas. Posso apenas acrescentar, e para não estragar muito da história, que o começo do livro é brutal!
Como vem sendo habitual Nuno não deixa que nos desliguemos de histórias antigas já que nos vai relembrando do que foi acontecendo nos livros anteriores (por vezes em demasia).

O último livro da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno é um misto de emoções. Primeiro porque a vontade de que me chegasse às mãos para ver como terminava a história de André era muita mas, por outro, a tristeza por ter chegado ao fim também é grande.

Gostei de acompanhar as aventuras do espião português, que, como todos os espiões, levam uma vida dupla. De me deixar levar pelas peripécias, pelas paisagens, pelos cenários e por todas as aventuras que culminaram neste fantástico livro.

Obrigada pelo agradecimento no final do livro. Eu é que agradeço pelo carinho e pela excelente trilogia. Fico à espera por mais livros.