quinta-feira, 24 de março de 2016

Novidade Elsinore: Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada - Um romance de cortar a respiração

Título: Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada
Autor: Eimear McBride
N.º de Páginas: 256
PVP: 17,69€
Saída a 28 de março

Galardoado com diversos prémios e considerado logo como um clássico, Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada, um romance breve mas intenso, dá-nos o retrato nu do relacionamento de uma jovem com o seu irmão, e da longa sombra projetada, nas suas vidas, pelo tumor cerebral de que ele padece e pela família profundamente disfuncional em que vivem.
Narrado na primeira pessoa por esta rapariga sem nome, numa espécie de fluxo de consciência repleto de elipses e incoerências, que reflete o estado de quebra emocional da narradora, este é o romance de estreia de Eimear McBride, escritora irlandesa, considerada por muitos críticos a grande revelação de língua inglesa da última década. Ler este livro é mergulhar na mente da narradora, sentir a vida em bruto, tal como ela a atravessa. Nem sempre é uma experiência confortável - mas é decerto uma descoberta.
«Eu acho o teu rosto o melhor que há. Quando éramos nós éramos nós éramos novos. Quando eras pequenino e eu uma menina. Era uma vez. Vou lembrar-te lembra-te bem. Agora. Não nessa altura. E eu ajoelho-me sobre a tua cama tranquila. Beijo a tua cara. Saio do quarto. Eu vou. Dormir. Tal como tu.»
Uma Rapariga É uma Coisa Inacabada venceu diversos prémios: Baileys Women's Prize for Fiction, Goldsmiths Prize,
Kerry Group Irish Novel of the Year Award Desmond Elliott Prize e Geoffrey Faber Memorial Prize.

Sobre a autora: 
Filha de irlandeses, nasceu em 1976 em Liverpool, mas a família regressou à Irlanda quando Eimear ainda era criança. Escreveu um só romance, que demorou nove anos a publicar depois de o ter enviado para dezenas de editoras, sem receber resposta.
Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada foi imediatamente aclamado e considerado um clássico aquando da publicação numa pequena editora, o que lhe garantiu o convite imediato para ser representada por Andrew Wylie e a consagração enquanto grande revelação literária dos últimos anos. Mais sobre a autora em: eimearmcbride.com

Elogios: 
Um futuro clássico. […] Inevitavelmente comparável ao cânone irlandês - os monólogos de Beckett, o solilóquio de Molly Bloom de Joyce em Ulisses, e a prosa ontogenética de Retrato do Artista quando Jovem - e às vanguardistas britânicas e irlandesas: Edna O’Brien, Virginia Woolf, Ann Quin.» Joshua Cohen, New York Times
«Eimear McBride é uma espécie em vias de extinção: um génio. O leitor ousado irá perceber que tem nas mãos um livro a sério, vivo, um livro como nenhum outro.» Anne Enright, vencedora do Man Booker Prize
«Um livro notável. […] A linguagem é desconstruída com engenho para tornar novas e estranhas experiências que nos são familiares, mas existe nessa desordem vitalidade, e até um certo agrado. McBride vai mais longe do que Beckett naquilo a que o próprio chamou "sintaxe da fragilidade".» The New York Review of Books
«Um romance fulgurante e original.» James Wood, The New Yorker


Uma Velha e o Seu Gato, de Doris Lessing, nas livrarias a 1de abril

Título: Uma Velha e o Seu Gato e A História de Dois Cães
Autor: Doris Lessing
Género: Literatura / Conto
Tradução: Ana Falcão Bastos
N.º de páginas: 96
Data de lançamento: 18 de março
PVP: 12,20€

Dois dos mais emblemáticos contos de Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura.
Era célebre a paixão de Doris Lessing pelos animais, especialmente os gatos, bem patente nestas duas histórias.
Em Uma Velha e o Seu Gato, uma mulher de origem cigana, agora velha, viúva, com pouco contacto com os filhos adultos, vai-se lentamente desligando do mundo, das normas sociais e da convivência com os outros. A sua grande companhia é o seu gato, com quem se vai tornando cada vez mais selvagem e mais afastada dos outros humanos.
Em História de Dois Cães, Doris Lessing narra a fascinante amizade entre dois cães, até ao fim da vida de ambos. Um é morto a tiro por roubar ovos, o outro envelhece e entristece com a perda do amigo e acaba por ser “posto a dormir”.

Sobre a autora:
Doris Lessing (1919-2013) foi uma escritora britânica, autora de uma obra prolífica, que inclui romances, autobiografia e ficção científica. Recebeu o Nobel da Literatura em 2007.



Novidade Quinta Essência: "A última a Saber" de Elizabeth Adler

Título: A Última a Saber
Autor: Elizabeth Adler
N.º de Páginas: 304 
PVP: 15, 90 €

Evening Lake: um refúgio calmo e idílico no Massachusetts ocidental, com uma comunidade de famílias muito unida. O detetive Harry Jordan encara a sua casa à beira do lago como uma pausa na resolução de crimes nas ruas de Boston... até que o crime chega a Evening Lake.

Harry Jordan está a dar uma caminhada quando uma explosão rasga a noite: a casa das Havnel é engolida por uma conflagração e Bea Havnel é vista a fugir com o cabelo em chamas e a mergulhar no lago. Misteriosas e reservadas, Bea e a mãe, Lacey, chegaram há pouco a Evening Lake e são muito diferentes das famílias abastadas da comunidade. Bea sobrevive ao fogo, mas a mãe não, e Harry vê-se metido na investigação. Tal como o jovem Diz Osborne, que, sem o conhecimento de ninguém, carrega um segredo pesado: ele viu outra pessoa a remar no lago naquela noite.

Quando se descobre que Lacey Havnel não morreu por causa da explosão, mas de uma facada, torna-se claro que anda um assassino à solta. E esse assassino está pronto a atacar de novo. Contado no estilo inimitável de Elizabeth Adler, com descrições animadas e uma dinâmica familiar intrincada, Última a Saber é uma história empolgante.

Imprensa:
«Adler tem o dom de construir a tensão em torno de uma vítima inocente que se encontra à mercê de um assassino silencioso.» curledup.com

Sobre a utora:
Elizabeth Adler é britânica. Autora de mais de vinte romances, é reconhecida internacionalmente pelas suas histórias envolventes que combinam de forma magistral mistério, amor e destinos de sonho. Os seus livros estão publicados em vinte e cinco países, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
Adler e o marido viveram em vários países até que fixaram residência em La Quinta, Califórnia, onde passam dias tranquilos na companhia dos seus dois gatos.
Para mais informações, visite: www.elizabethadler.com


quarta-feira, 23 de março de 2016

O Olhar e a Alma de Cristina Carvalho vence Prémio de Melhor Livro de Ficção Narrativa atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores

O livro "O Olhar e a Alma" de Cristina Carvalho venceu o Prémio de Melhor Livro de Ficção Narrativa atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.
Neste livro a autora Cristina Carvalho retratou a vida de Amadeo Modigliani, uma obra apaixonante que tive oportunidade de ler e,
por isso mesmo, recomendo.
O livro é editado pela Planeta.
Nomeados para o mesmo prémio estavam ainda "Jacarandá" de Francisco Duarte Mangas e "Perguntem a Sarah Gross" de João Pinto Coelho, este último também um excelente livro.

Podem ler a minha opinião de "O Olhar e Alma" aqui

terça-feira, 22 de março de 2016

Regresso a Mandalay - Rosanna Ley [Opinião]

Título: Regresso a Mandalay
Autor:
Rosanna Ley
Tradução: Gabriela Pilkington
Págs.: 432
Capa: mole
PVP: 16,60 €

Sinopse:
Eva Gatsby interrogou-se inúmeras vezes sobre o passado do avô, Lawrence Fox, e o que teria exatamente acontecido na Birmânia, quando ele ainda jovem ali viveu. Eva dedica-se à restauração de antiguidades e os patrões propõem-lhe uma viagem de trabalho àquele país – sobre o qual o avô desde sempre lhe contara histórias fascinantes. É então que Lawrence decide quebrar o silêncio e finalmente falar-lhe do grande amor da sua vida, Maya, a mulher que nunca esqueceu. Numa tentativa de sarar as feridas do passado, confia a Eva uma missão que se revelará de contornos imprevisíveis. Eva inicia, assim, uma jornada que irá reconstruir o mosaico da história da família e que em simultâneo a obrigará a confrontar-se com sua capacidade de voltar a acreditar no amor.

A minha opinião: 
Narrado a três vozes, Regresso a Mandalay levou-me a conhecer a Birmânia, ou Myanmar, de uma forma impressionante. Eva Gatsby cresceu a ouvir histórias contadas pelo avô sobre aquele país sul asiático. Quando lhe falava sobre a Birmânia e no tempo em que lá viveu, Lawrence parecia ter sido uma pessoa completamente diferente, parecia que teria tido uma outra vida. Mas nunca revelou à neta todos os segredos que guardou daquele local.

A Birmânia seria até o motivo de discórdia de parte da sua família. A mãe de Eva, Rosemary, não entendia a paixão do pai por aquele país e nunca foi próxima deste. Depois de um desgosto quando ainda jovem acaba por se afastar da família, inclusive da filha, e vai viver para um outro país.
No entanto, por coincidência ou acaso do destino, seria uma viagem de Eva à Birmânia que iria acabar por juntar uma família praticamente desfeita.

Eva trabalha numa loja de antiguidades como restauradora e a sua vida muda drasticamente quando a sua patroa lhe propõe uma viagem à Birmânia. A sua missão será encontrar antiguidades genuínas, que sejam um bom negócio para a loja.

Eva vê na viagem uma oportunidade para conhecer o passado do avô, até porque este quando sabe da sua viagem lhe pede para que esta encontre o amor da sua vida, uma birmanesa com quem viveu um tórrido romance no início do século XX. Pede ainda que, caso encontre Maya, o seu único amor, lhe entregue um Chinthe, uma peça birmanesa de estimado valor.

Pelos pés e olhos de Eva vamos conhecendo a Birmânia, quer histórica como politicamente. Desde a época colonial, que inclui a Segunda Guerra Mundial (altura em que Lawrence lá vivia) até à atualidade.

Com ótimos recursos naturais sobretudo madeira e rubis de Mogok, e antiguidades, tudo susceptível de ser roubado para posteriormente ser vendido para empresas estrangeiras, Eva vai deparar-se com uma realidade que nem imaginava, o que faz com que este romance tenha ainda bastante aventura acrescida, o que, para mim, ainda o valoriza mais. 

Cheio de história, de paisagens deslumbrantes maravilhosamente descritas, alguns segredos por revelar, cultura e roupa típica daquela região (tão bem descrita pela autora), só faz ter vontade de pegar no livro novamente e reservar o próximo voo para este país que parece tão fascinante. Tivesse eu mais euros na carteira... 

Recomendo.








Novidade Clube do Autor: Numa Floresta Muito Escura de Ruth Ware

Título: Numa Floresta Muito Escura
Autor: Ruth Ware
Páginas: 328
Editor: Clube do Autor
PVP: 17€

Sinopse
«Não vai largar o livro até chegar à última página. A atmosfera densa e as revelações surpreendentes vão deixá-lo sem fôlego.»Entertainment Weekly

Uma mulher solitária recebe um convite inesperado para a despedida de solteira de uma amiga que não via há muito tempo. Relutantemente, ela aceita participar na reunião de amigas, algures numa casa isolada na floresta.
Quarenta e oito horas depois, Nora acorda numa cama do hospital. Está ferida mas não se recorda exatamente do que se passou. Sabe, no entanto, que alguém morreu. O que fiz eu?, pergunta-se ela, consciente de que algo muito grave aconteceu naquela casa na floresta escura, muito escura…


Clube do Autor publica novo livro de Luísa Castel-Branco, Nos teus Olhos Vejo o Mundo

Título: Nos teus Olhos Vejo o Mundo
Autor: Luísa Castel-Branco
Páginas: 224
Editor: Clube do Autor
PVP: 15€

Sinopse
Neste novo livro, Luísa Castel-Branco expõe sem medo a sua verdade. Eis a vida como ela é, nem sempre colorida nem sempre a preto e branco.

Falo da magia das pequenas grandes coisas. Estou sentada aqui e olho à minha volta e nada me rodeia de grande valor, luxo ou ostentação.
Falo desta conjugação perfeita que se pode sentir numa casa nova, porque se encontrou a coragem para deitar fora o passado e tudo ao nosso redor se tornou leve. Branco. Luminoso.
Falo dos momentos pequeninos em que um dos meus netos me faz rir ou se dobra a rir em gargalhadas.
(…)
E aqui deixo-vos a minha verdade.
Sou apenas isto e nada mais.
Que vos faça boa companhia.



Novidade Booksmile: À Sombra da Vida - Novo livro de Margarida Fonseca Santos

Título: À Sombra da Vida
Autor: Margarida Fonseca Santos
N.º de Páginas: 128
PVP: 8,79€
Saída 14 março

À Sombra da Vida, de Margarida Fonseca Santos, é o segundo volume da coleção A Escolha é Minha. Uma coleção que fala sobre as opções que os jovens têm de tomar todos os dias. Histórias que podem ser contadas por eles.
Se no primeiro título, Bicicleta à Chuva (Booksmile, outubro 2015) - Margarida Fonseca Santos escreveu sobre temas tão atuais entre os jovens como o bullying, coragem e amizade, em À Sombra da Vida, a autora, uma das mais queridas no panorama editorial nacional, traz-nos temas como o divórcio, alcoolismo, mas também a persistência e amizade.

Sinopse: 
A Beatriz, a Madalena e o Henrique eram amigos inseparáveis, até a Beatriz começar a comportar-se de uma forma estranha. Torna-se mais reservada, como se escondesse qualquer coisa.
Quando as notas baixam e a Beatriz começa a perder a cabeça em situações aparentemente simples, a Madalena e o Henrique entram em campo. Só com a ajuda destes dois amigos ela conseguirá recuperar a alegria e a estabilidade perdidas. Pelo caminho, fica o percurso doloroso da mãe, desanimada por um divórcio difícil e pelo álcool, o remédio envenenado que lhe entorpece os dias. Vem daí conhecer estas vidas e descobrir que, afinal, é mesmo verdade: juntos somos mais fortes!
Um livro tão comovente e emocionante que os mais novos não vão conseguir parar de ler!

Sobre a autora:
Margarida Fonseca Santos publicou o seu primeiro livro para crianças há vinte e um anos. Desde esse instante, nunca mais parou de escrever para este público, um verdadeiro desafio que se transformou numa grande paixão.
Autora reconhecida e muito querida do público, tem uma grande parte das suas obras no Plano Nacional de Leitura.
Paralelamente a isso, escreve para adultos e para teatro, trabalha na área da escrita criativa e do treino mental, algo que ficou do tempo em que se dedicava à Pedagogia e à Formação Musical. Esta coleção, A Escolha É Minha, é o reflexo de todo este percurso.


segunda-feira, 21 de março de 2016

Dia Mundial da Poesia

Pequena Elegia Chamada Domingo

O domingo era uma coisa pequena.
Uma coisa tão pequena
que cabia inteirinha nos teus olhos.
Nas tuas mãos
estavam os montes e os rios
e as nuvens.
Mas as rosas,
as rosas estavam na tua boca.

Hoje os montes e os rios
e as nuvens
não vêm nas tuas mãos.
(Se ao menos elas viessem
sem montes e sem nuvens
e sem rios...)
O domingo está apenas nos meus olhos
e é grande.
Os montes estão distantes e ocultam
os rios e as nuvens
e as rosas.

Eugénio de Andrade, in 'Poesia e Prosa [1940-1980]'