sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O romance que inspirou o ímpeto revolucionário de Lénine

Título: O Que Fazer?
Autor: Nikolai Tchernichévski
N.º de Páginas: 440
PVP: 25,90 €
Nas livrarias a 15 de Novembro
Guerra e Paz Editores

Sinopse: 
O Que Fazer?, único romance de Tchernichévski, mudou o rumo da história. Se não tivesse sido escrito, talvez não tivesse havido a Revolução de Outubro, que mudou o século XX, ao criar a União Soviética. Leitura obrigatória para a juventude russa dos finais do século XIX, os seus ideais de amor e subversão levaram-na, décadas mais tarde, a derrubar a vetusta dinastia dos Romanov.
Esta é a história de Vera, Lopukhov e Krisanov, três jovens, amigos e amantes, que juntos se dedicam à revolução e à utopia. Contra a tirania da moralidade e da sociedade da época, sulcam a punho o seu caminho: tornam-se livres. Rakhmetov, figura misteriosa, mas de eleição para Lénine, revela o caminho a seguir: o do revolucionário, «o rigorista», com características idênticas às de Rakhmetov cujo papel é instruir e iniciar o processo de mudança, e o de ser perfeito, consciente, física e psiquicamente, um quase super-homem. Subversivo, O Que Fazer? incendiou paixões revolucionárias.
Finalmente, 155 anos depois, é agora editado pela primeira vez em Portugal, traduzido do russo. Leia-o e descubra em si a centelha da revolução.
ESTA EDIÇÃO INCLUI: Nota introdutória ∙ Lista de personagens
Tradução: Angelo Segrillo

Sobre o autor: 
Nikolai Gavrílovitch Tchernichévski. Democrata revolucionário russo, nasceu em 12 de Julho de 1828, no seio de uma modesta família de clérigos. Estudou até aos dez anos na Escola Primária Eclesiástica de Tambov. Em 1806, entra para o Seminário de Penza e adopta o toponímico Tchernichévski, em alusão a Tchernichevo, onde havia nascido, província de Penza. Em 1818, muda-se para Saratov e torna-se deão da diocese. Entre 1846 e 1850, estuda História e Filologia na Universidade de São Petersburgo. A partir de 1853, passa a ser crítico literário da revista Sovremennik [O Contemporâneo], na qual permaneceu até 1862, ano em que é preso, acusado de agitação política ao participar na elaboração de um panfleto. Abdicando da fé religiosa em favor do materialismo filosófico, foi um dos maiores expoentes da intelligentsia russa entre as décadas de 1850 e 1860.


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