sábado, 28 de janeiro de 2017

Os bebés de Auschwitz - Wendy Holden [Opinião]

Título: Os Bebés de Auschwitz
Autor: Wendy Holden
Editor: Vogais
Páginas: 416

Sinopse:
Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz em 1944, três mulheres levavam consigo um segredo quando passaram pelos portões do infame campo de concentração.
Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés.
Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes».
Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história das mães: primeiro em Auschwitz, onde sofreram o escrutínio cruel de Josef Mengele, o médico nazi conhecido como Anjo da Morte, que selecionava as mulheres grávidas à entrada do campo, destinando-as às câmaras de gás; depois num campo de trabalho alemão onde, esfomeadas, lutaram por esconder a sua gravidez; e, por fim, durante a viagem infernal de comboio, que durou 17 dias, até ao campo de concentração de Mauthausen, onde viriam a ser libertadas pelos Aliados.
A biógrafa Wendy Holden descreve toda a história com minúcia, destacando a coragem destas mulheres e a bondade dos desconhecidos que as ajudaram a sobreviver. Os Bebés de Auschwitz é um livro comovente e uma celebração da nossa capacidade de amar, ajudar e sobreviver mesmo nos contextos mais tenebrosos.

A minha opinião: 
Os Bebés de Auschwitz já estava na minha lista de livros desejados para comprar e ler.
Depois de ter falado com a Dora do canal Books & Movies a minha curiosidade aumentou. Logo que pude comprei o livro e decidi lê-lo este mês. Primeiro porque a 27 de janeiro é a comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, mas sobretudo porque a Dora criou um projecto #Hol72 em homenagem a essas mesmas vítimas. O projecto consiste em ler, pelo menos, um livro com a temática do Holocausto em janeiro, mas, caso queiramos, ler um livro por mês até ao final do ano.

E o que decidi fazer foi ler um livro por mês, começando por este livro extraordinário de Wendy Holden.

Os Bebés de Auschwitz centra a sua história na vida de Priska, Rachel e Anka, três mulheres que se cruzam com Mengele na entrada do campo de concentração, mas sem que as suas vidas de cruzem dentro do mesmo campo. As três entraram grávidas em Auschwitz, mas nunca disseram a ninguém que estavam de bebé. Essa ocultação terá sido a sorte delas e dos seus bebés. Caso o Anjo da Morte descobrisse que estavam grávidas teria encaminhado as três mulheres para as câmaras de gás.

Wendy Holden relata a história das três mulheres e da sua vida no campo de concentração, mas também nos mostra como estão os seus rebentos tantos anos depois do término da Segunda Guerra Mundial. Terá sido mesmo a responsável para que se juntassem, pela primeira vez, setenta anos depois.

Oriundas de países diferentes (Priska é natural da Eslovénia, onde em 1944 os relatos do que acontecia nos campos ainda tinham pouco crédito, Rachel da Polónia, onde os judeus eram vítimas de um preconceito generalizado, e Anka da República Checa), não deixa de ser uma coincidência terem acabado por chegar a Auschwitz nos últimos meses de 1944.

"Apesar de tudo o que tinham passado, admitir que Hitler estava a falar a sério quando prometera erra dicar todos os seres humanos de origem étnica indesejável, por forma a criar uma raça superior, estava para lá do que eram capazes de imaginar. No fim de contas, os alemães eram dos povos mais cultos e civilizados do mundo. Não era possível que a nação que produzira Bach e Goethe, Mozart e Beethoven, Einstein, Nietzsche e Durer, criasse um plano tão monstruoso - ou era?" pag. 45

De facto, é curioso como as notícias sobre os campos de concentração e o que os nazis iam fazendo ainda tinham pouca credibilidade na maioria da população. Apesar de terem de sair das suas casas, perder o emprego, ter de ir viver para guetos, a maior parte dos judeus ainda tinha esperança de que tudo ia voltar ao normal e muitos deles recusaram-se mesmo a sair do seu país.

"Apesar de estarmos esfomeados, tentámos não perder a nossa felicidade. Ainda acreditávamos que estava próximo o dia em que tudo iria mudar." pag 78

Já li muitos livros sobre a temática, mas este é completamente diferente porque não tinha conhecimento que teria sido possível uma mulher, com falta de comida, a viver em condições deploráveis, conseguisse levar uma gravidez até ao fim. Além de a conseguir esconder de toda a gente. Mas de facto isso não aconteceu com uma, mas pelo menos com três.
"Tínhamos chegado ao inferno, e não fazíamos ideia porquê." pag. 93

E o mais irónico desta história é que nenhuma das três seguia à risca as regras do judaísmo.
Nem ela, nem os irmãos eram praticantes do judaísmo. "Calhou ser judia e pronto. Não via no que isso pudesse ser obstáculo ao que quer que fosse." pag. 98

Sem me querer alongar muito nos relatos do livro, para que não haja spoilers, posso dizer que mesmo que contasse parte do que se passa na obra, o leitor iria surpreender-se na mesma. A forma como ele é relatado, a crueldade com que viveram estas mulheres e os seus semelhantes, a forma como elas tiveram os filhos, vão deixar ate o leitor mais forte a ficar com uma lágrima no canto do olho.
Uma das coisas que mais me impressionou, para além dos relatos dos partos e do trabalho escravo na fábrica de munições em Freiberg, foi o facto de Hitler ter conseguido enganar uma equipa da Cruz Vermelha Internacional que decidiu filmar o gueto onde estavam centenas de pessoas a passar fome e outras privações. Este só foi filmado depois de Hitler o ter embelezado. E os judeus foram obrigados a colaborar. "O Fuhrer dá aos judeus uma cidade."

A seguir à visita tudo foi destruído e voltaram ao mesmo. Nas duas semanas seguintes até passaram mais fome por causa das extravagâncias anteriores.
Depois de vários meses em Auschwitz  e em Freiberg, as mulheres já não conseguiam esconder a gravidez. Mas quando, por fim, descobriram que estavam grávidas, os guardas já não as podiam mandar de volta para Auschwitz, porque Auschwitz deixara de existir. 
"Sorte, coragem e determinação tinham mantido as 3 mulheres ao longo da guerra e precisariam de todas as qualidades para enfrentar a vida «depois».  Tudo tinha mudado. Não tinham nada senão perguntas sem resposta. pag 322

Além de um excelente livro, Os Bebés de Auschwitz é um documentário bem fundamentado sobre a vida real destas três mulheres e do que se passou realmente nos guetos, campos de concentração, e a vida nestes três países aquando da invasão dos alemães.
Muito, muito bom.

Excertos: 
"Agradecemos à Wendy - a nossa nova e honorária irmã - em nome daqueles que, como nós, nasceram num regime que planeava matar-nos, mas cujo destino é, agora, serem os últimos sobreviventes do Holocausto." - Eva, Mark e Hana os bebés de Auschwitz, irmãos de coração que se juntaram pela primeira vez, setenta anos depois.


Com tão pouca comida disponível, era imperioso reduzir o número de bocas a alimentar, por isso mais e mais crianças e idosos foram sendo colocados em comboios rumo ao desconhecido." pag. 87

"Sentia-me muito orgulhosa da minha estrela amarela e pensei "se querem marcar-me, que marquem." Para mim, era igual. Vesti as minhas melhores roupas. Arranjei o cabelo. E saí de cabeça erguida, sem rastejar. Era essa a minha atitude."


"Não podemos dar-nos ao luxo de estar de luto, porque elouqueceríamos." pag. 134
"Havia uma casa de banho com água fria (intermitente) e uma latrina sem papel higiénico. Usavam os forros das roupas, cartão descartado ou jornais - tudo aquilo que conseguiam encontrar. Ficavam principalmente satisfeitas quando conseguiam usar jornais com fotografias de Hitler" pag. 195


"Levaram-nos para o exterior, despiram-no e regaram-no repetidamente com água gelada até congelar completamente." pag 268 - sobre a morte atroz do cantautor checo Karem Hasler que morrer em dezembro de 1941 tendo sido transformado numa estátua de gelo. 


Novidade Quinta Essência: Máscaras ao Luar, de Jude Deveraux

Título: Máscaras ao Luar
Autor: Jude Deveraux
N.º de Páginas: 360 
PVP 16,60€

Sophie Kincaid está a passar por um momento difícil. Foi abandonada pelo noivo e a sua carreira de escultora está num impasse. Felizmente, a sua amiga Kim parece ter a solução: basta que Sophie se mude para Edilean. Kim acredita que a pequena povoação é o Paraíso na Terra. Mas a experiência de Sophie vai assemelhar-se mais a uma descida ao Inferno. Para começar, o seu carro avaria, e quase é atropelada por um condutor em excesso de velocidade. Sophie resolve então levar a cabo uma pequena e criativa «vingança» contra o motorista, que é nada menos do que… o seu novo empregador. E o Dr. Reede Aldredge bem merece ser castigado. Quanto mais não seja pelo seu temperamento amargo e modos rudes, conhecidos de toda a vila. Mas apenas ele sabe os motivos que o levam a agir assim. A fogosa Sophie, porém, fá-lo rir… algo que não acontecia há muito tempo. A química entre eles é palpável. A tensão também. Afinal, ambos têm segredos a esconder.

Quando, sob o luar de Edilean, partilham um momento de pura magia, algo parece mudar… Porém, até os habitantes da vila já perceberam que nada é simples para aqueles dois. Conseguirá a magia sobreviver à luz implacável da manhã, ou transformar-se-á em apenas mais uma memória embaraçosa?

Sobre a autora:
Jude Deveraux nasceu em 1947 em Fairdale, Kentucky. Licenciou-se em Arte na Universidade de Murray. Foi professora antes de se dedicar exclusivamente à escrita. É autora de uma vasta obra de grande sucesso, com 43 títulos que marcaram presença na lista dos livros mais vendidos do New York Times. Os seus livros, bestsellers em vários países, já venderam mais de 60 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzidos para 18 línguas. A escritora vive atualmente na Carolina do Norte


Aparições de Fátima: a construção de uma identidade nacional

Título: Quando o Sol Dançou – Fátima e Portugal
Autor: Jeffrey S. Bennett
N.º de Pàginas: 240
PVP: 16,50 €
Não Ficção/Religião
Nas livrarias a 1 de Fevereiro
Guerra e Paz Editores

Sinopse:
Esta é uma história que todos os portugueses conhecem. Entre Maio e Outubro de 1917, três jovens pastores presenciaram seis aparições da Virgem Maria perto de Fátima. Na última aparição, estima-se que estivessem presentes cerca de 70 mil pessoas, assistindo ao milagre profetizado nos meses anteriores e assim comprovando que as visões dos pastores teriam origem divina. O milagre «aconteceu», e os presentes afirmaram que o «Sol dançou».
De 1917 até aos dias de hoje, Fátima tornou-se um elemento fundamental na sociedade portuguesa. Na Cova da Iria, local ermo, nasceu um santuário gigantesco, e o culto a Nossa Senhora de Fátima não mais cessou, influenciando a vida de milhares de pessoas. Bennett lança-se numa investigação que procura deslindar as complexas relações sociais que permitiram e levaram ao surgimento e manutenção deste culto. Explora as antigas tradições marianas da zona de Leiria, o combate entre republicanos e monárquicos e a ascensão do salazarismo, bem como as eventuais motivações psicológicas dos pastorinhos e dos primeiros devotos. Traça assim um retrato fascinante sobre um dos períodos mais turbulentos da história de Portugal.

Sobre o autor
Jeffrey S. Bennett. Antropólogo, professor de sociologia e estudos religiosos na Universidade do Missouri, na Cidade do Kansas. Doutorado em Antropologia pela Universidade de Chicago, onde deu aulas, tem-se interessado pelo estudo das consequências sociais e psicológicas da modernidade. Quando o Sol Dançou é o seu primeiro livro.


Novidades Harper Collins para fevereiro

Título: Arte no Sangue
Autor: Bonnie Macbird
N.º de Páginas: 272
PVP: 15,90€

Sinopse:
Londres. 
Um mês de dezembro nevado, 1888

Sherlock Holmes, de 34 anos, definha e volta à cocaína depois de uma desastrosa investigação sobre Jack, o Estripador.
Watson não consegue consolar nem reanimar o seu amigo, até que chega, de Paris, uma carta codificada de modo estranho.
Mademoiselle La Victoire, uma bonita cantora de cabaré francesa, conta que o filho ilegítimo, que teve com um lorde inglês, desapareceu e que ela foi atacada nas ruas de Montmartre.

Acompanhado por Watson, Holmes viaja para Paris e descobre que o menino desaparecido é apenas a ponta do icebergue de um problema muito maior: a estátua mais valiosa desde a Vitória da Samotrácia foi roubada de forma violenta em Marselha, e foram encontradas assassinadas várias crianças de uma fiação de seda em Lancashire. As pistas, nos três casos, apontam para um homem intocável. 
Conseguirá Holmes recuperar a tempo de encontrar o rapaz desaparecido e pôr fim à onda de assassinatos? Para o fazer, terá de ir sempre um passo à frente de um perigoso rival francês e esquivar-se das ameaçadoras intromissões do seu próprio irmão, Mycroft.

Título: A Salvo com o Seu Captor
Autor: Stephanie Laurens
N.º de Páginas: 450

Sinopse:
Três heróis, três resgates, três casamentos.
Temos o prazer de o convidar para o casamento da menina Angelica Cynster, mas antes o seu herói e ela devem enfrentar um inimigo astuto e terminar uma rixa antiga nas Terras Altas da Escócia!

Angelica Cynster é uma dama teimosa que está convencida de que reconhecerá à primeira vista o homem destinado a tornar-se seu marido. Quando os seus olhos se encontram com os de um misterioso cavalheiro num salão de baile iluminado por velas, sabe, sem dúvida alguma, que ele é o escolhido, mas, pouco tempo depois, o seu coração bate acelerado por uma razão muito diferente: o seu herói raptou-a!

O oitavo conde de Glencrae é forçado a sequestrar Angelica, a única irmã Cynster com a qual ele não queria ter que lidar. Para salvar o seu castelo e o seu clã, deve convencê-la a ajudá-lo, e está disposto a casar-se com ela para selar o acordo.





Construtores do Império, da Conquista de Ceuta à criação do governo-geral do Brasil

O Império Português foi construído por todo o Reino: reis, nobres, membros do clero e do povo, pelos que partiam e pelos que ficavam. Um esforço conjunto que permitiu a Portugal mostrar novos Mundos ao Mundo. Mas quem foram as figuras que encabeçaram esta construção? Algumas são bem conhecidas, como o Infante D. Henrique, Afonso de Albuquerque ou D. João de Castro, mas outras ficaram na sombra. Construtores do Império apresenta-nos 12 biografias de personalidades que se revelaram essenciais para a construção do Império Português:D. Fernando, o Infante Santo, pelo seu cativeiro e consequente morte, foi o garante da conservação de Ceuta, peça imprescindível para o poder português no Norte de África; D. Beatriz, a única mulher retratada nesta obra, foi responsável pelo crescimento económico da Madeira, pela reorganização do povoamento dos Açores e pelo desenvolvimento de Cabo Verde; Jos Dutra, capitão do donatário dos Açores, representa este grupo e a sua importância na consolidação do Império; Pedro e Jorge Reinel fazem parte da primeira geração de cartógrafos portugueses, o seu talento e conhecimento permitiram visualizar os novos territórios conquistados. Duarte Coelho começou a sua carreira na Ásia, tendo acabado como colonizador do Brasil, um reflexo do deslizar do centro de interesses do Império Português do Oriente para o Atlântico Sul.

Estas são apenas algumas das figuras que os historiadores João Paulo Oliveira e Costa e Vítor Luís Gaspar Rodrigues nos apresentam nesta obra que realça a dimensão da ação individual na História.



Foto João Paulo Oliveira e Costa
João Paulo Oliveira e Costa nasceu em Lisboa a 1 de abril de 1962. É doutor em História e professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É diretor do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) e titular da Cátedra UNESCO “O Património dos Oceanos”. Para lá da coordenação de projetos de investigação e de orientação de dissertações de mestrado e de doutoramento, é autor de diversas obras, nomeadamente D. Manuel I, Um Príncipe do Renascimento (Temas & Debates, 2007), Henrique,O Infante (A Esfera dos Livros, 2009) e Mare Nostrum (Temas & Debates, 2013) e coordenador e co-autor deHistória da Expansão e do Império Português (A Esfera dos Livros, 2014). Foi coordenador científico, com Artur Teodoro de Matos, da colecção «Biografias dos Reis de Portugal», Lisboa, Círculo de Leitores, 2005-2007; Temas & Debates, 2007-2009.



foto vítor Luís
Vítor Luís Gaspar Rodrigues, Investigador Auxiliar com Agregação da Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Centro de História, Alameda da Universidade, 1600-214, Lisboa, Portugal. Nasceu em Camabatela, Angola, em 1958. Licenciou-se em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 1981. É Doutor em História Moderna pela Universidade dos Açores e obteve a Agregação em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa, em 2007, na FCSH-UNL. Lecionou na Universidade dos Açores (1981-87) e na Universidade de Macau (1990-92) e na Universidade Nova de Lisboa (Curso de Mestrado em História da Expansão Portuguesa – 2005/2006). Foi Investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical até 2015; Diretor do Centro de História do IICT (2009-2015); Presidente do Conselho Científico do IICT de 2011 a 2015. É autor de vários livros e artigos científicos na área de História da Expansão Portuguesa, em especial na sua vertente social e militar.


Obras de Fernando Namora reeditadas pela Caminho

Depois de reeditar no final do ano passado o livro Retalhos da Vida de um Médico, que esgotou e está já a ser reimpresso, a Caminho publica agora uma nova edição de O Rio Triste, de Fernando Namora, com prefácio de David Mourão-Ferreira e posfácio de Fernando Batista. A nova edição de O Rio Triste chega às livrarias a 31 de janeiro.

Até ao final do ano a Caminho, que está a republicar a obra de Fernando Namora, lança ainda o livro Domingo à Tarde, do mesmo autor.

Sobre O Rio Triste - Fernando Namora

Prefácio de David Mourão-Ferreira e Posfácio de Fernando Batista

No prefácio escrito por David Mourão-Ferreira lê-se: «Talvez O Rio Triste seja o mais polifonicamente ambicioso e o mais arrebatadoramente conseguido de quantos romances Fernando Namora escreveu.»

N.º de Páginas: 328 
PVP: 18,90€



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Chega esta semana às livrarias, A BESTA de J.R. Ward

Título: A Besta 
Autor: J.R. Ward
PVP: 22,90€
N.º de Páginas: 608

Chega esta semana às livrarias, o tão aguardado décimo quarto livro da coleção «Irmandade da Adaga Negra» que traz de volta à acção Rhage e Mary.

Nada é igual para a Irmandade da Adaga Negra. Depois de ter sido evitada a guerra com os Sombras, algumas alianças sofreram alterações e criaram-se limites. Os assassinos da Sociedade dos Minguantes estão mais fortes do que nunca, aproveitando-se das fraquezas humanas para conseguir mais dinheiro, armas e poder. Contudo, enquanto a Irmandade se prepara para um ataque em grande escala, um dos seus elementos trava uma batalha pessoal...

Para Rhage – o Irmão de grandes apetites mas também dono de um coração imenso –, a vida devia ser perfeita ou, pelo menos, perfeitamente agradável. Tem a seu lado Mary, a sua adorada shellan,

e o Rei e os seus irmãos prosperam. Mas Rhage não consegue entender, nem controlar, o pânico e a insegurança que o assolam...

E isso deixa-o aterrorizado ‒ ao mesmo tempo que o afasta da sua companheira. Depois de ter sofrido uma lesão quase mortal em combate, Rhage vê-se obrigado a reavaliar as suas prioridades ‒ e a possível solução faz o seu mundo estremecer... assim como o de Mary. Esta, por seu lado, encontra-se numa viagem muito pessoal ‒ algo que poderá aproximá-los ou levá-los a uma separação da qual nunca irão recuperar...

Sobre o autor:
J. R. Ward é autora de mais de vinte romances, entre eles encontram-se os volumes que compõem a saga bestseller a Irmandade da Adaga Negra. É também autora da série Black Dagger Legacy e do romance J. R. Ward vive com a família e o seu golden retriever no Sul dos Estados Unidos.




Livros do Brasil - Novos livros de Israel Zangwill e Alberto Moravia

Título: Os Indiferentes
Autor: Alberto Moravia
Tradução: Álvaro de Almeida
N.º de Páginas: 296
PVP: 17,70 €
Coleção: Dois Mundos

Um dos livros mais marcantes de Alberto Moravia
Os Indiferentes foi o romance de estreia do autor, publicado quando tinha 21 anos de idade.
Chega no dia 9 de fevereiro às livrarias, com chancela da Livros do Brasil, Os Indiferentes, de Alberto Moravia, um dos grandes romances italianos do século XX. Publicado em 1929, este primeiro romance de Alberto Moravia teve um impacto marcante no meio literário da época e é considerado uma obra-prima da literatura decadentista.
Cinco personagens, alguns dias, uma sucessão de intrigas familiares, Os Indiferentes é uma história de contornos simples que põe em evidência o tédio da existência, o erotismo desapaixonado, a decadência de valores na qual assenta a ascensão social dos tempos modernos.

Sinopse:
Roma. Pós-Primeira Guerra Mundial. Michele é um jovem numa revolta inoperante contra o vazio da vida burguesa. Órfão de pai, vê a mãe agarrar-se com devoção a um amante ocioso e calculista, Leo, enquanto a irmã, sem qualquer confiança na ideia de casamento ou de carreira, se deixa arrastar indolentemente pelos avanços do mesmo homem. Hostil a este que reconhece ser um jogo sem escrúpulos, Michele é instigado por uma amiga da família, também ela antiga amante de Leo, a tomar uma atitude, mas o estado de torpor em que vive – em que todos eles vivem – parece ser demasiado profundo.

O Autor:
Alberto Moravia, pseudónimo de Alberto Pincherle, nasceu em Roma a 28 de novembro de 1907 e morreu nessa mesma cidade a 26 de setembro de 1990. A publicação do seu primeiro romance, Os Indiferentes, em 1929, levou a que fosse desde logo aclamado como um dos mais interessantes autores da narrativa italiana da época. Considerado precursor do existencialismo, com uma obra onde se destacam os temas da sexualidade moderna e da alienação social, viu várias das suas histórias adaptadas ao cinema, entre elas O Conformista (1951), por Bernardo Bertolucci em 1970, e O Desprezo (1954), por Jean-Luc Godard em 1963. A par da produção literária, Moravia foi também jornalista, argumentista de cinema e dramaturgo. Em 1984 foi eleito deputado do Parlamento Europeu pelo Partido Comunista, lugar que ocuparia até à sua morte.

Título: O Grande Mistério de Bow
Autor: Israel Zangwill
Tradução: J. Lima da Costa
N.º de Páginas: 152
PVP: 7,70 €
Coleção: Vampiro

O único romance policial de Israel Zangwill, um dos pioneiros nas histórias de crime em quarto fechado
A Livros do Brasil publica, a 2 de fevereiro, O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill, o próximo título da coleção Vampiro. História de crime em quarto fechado, uma das primeiras do género, O Grande Mistério de Bow faz confluir as vivências de precariedade e luta dos habitantes do bairro pobre de Bow numa intriga engenhosa que culmina com um desfecho surpreendente. Único romance policial escrito por Israel Zangwill, publicado pela primeira vez em livro em 1892, este é um texto de estilo vívido e sarcástico que mantém uma espantosa modernidade.

Sinopse:
Numa fria e cinzenta manhã londrina de inícios de dezembro, o filantropo Arthur Constant é descoberto morto no próprio leito. O golpe fatal na garganta parece fazer excluir a hipótese de suicídio, mas a possibilidade de se tratar de um assassínio afigura-se não menos remota: o seu quarto encontrava-se fechado por dentro, com corrente presa no ferrolho e janelas trancadas.

O Autor:
Israel Zangwill nasceu a 21 de janeiro de 1864 em Londres. Judeu de origem russa com infância passada num gueto londrino, tornou-se professor de instrução primária e jornalista. Publicou o seu primeiro romance, Motso Kleis, em 1882 e dez anos depois atingiria o seu maior êxito literário com a obra Children of the Ghetto, uma história bem-humorada sobre a comunidade judaica de Londres. O Grande Mistério de Bow, aquele que foi o único romance policial de Zangwill, saiu em 1891, inicialmente nas páginas do jornal The London Star e em livro no ano seguinte, revelando um dos primeiros mistérios de quarto fechado da história da literatura. Com a viragem do século, Zangwill envolveu-se ativamente na luta política, em particular em movimentos ligados ao sionismo e ao sufrágio feminino. Faleceu a 1 de agosto de 1926.

Já na coleção Vampiro:
N.º 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
N.º 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
N.º 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
N.º 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
N.º 5: Picada Mortal, de Rex Stout
N.º 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
N.º 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
N.º 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine



Novidades Planeta para fevereiro

Título: Pequenas Ideias Antes de Seres Mamã
Autor: Bom & Bon
N.º de Páginas: 112
PVP: 10€
Nas livrarias a partir de 1 de Fevereiro

Muito humor e ilustrações apelativas sobre a maternidade: um livro que antecipa cenários e dá dicas “de combate” para quem está prestes a ser mãe pela primeira vez.
« Ser mãe marca um antes e um depois na vida de uma mulher: altera horários, a relação com o parceiro, carteiras e sapatos, forma de cozinhar... É uma montanha-russa de emoções e transformações.
Para arrancar um sorriso a todas as mulheres decidimos retratar a nossa vivência e a das mulheres que nos rodeiam, e partilhá-la, porque a vida e, sobretudo, as coisas boas, partilhadas sabem sempre melhor.» Bom&Bon
Com a pressão para se ser uma super-tudo – mulher, profissional, dona de casa, mãe – a intenção deste livro é retirar essa pressão às futuras mães: «Antes de começares essa maravilhosa aventura em que estás a ponto de mergulhar, o melhor é saberes rir-te de ti mesma, das tuas inseguranças, dos teus medos, dos problemas que se avizinham...»


Título: O Que Faria eu Se Estivesse no Meu Lugar?
Autor: Celso Filipe
N.º de Páginas: 224
PVP: 16,10€
Nas livrarias a partir de 1 de Fevereiro

À bolina e sem fronteiras pelo pensamento de um dos maiores escritores contemporâneos – a escrita e a posteridade vistas do lugar de uma amizade conversável.
Para memória futura.
Este é um livro que não é uma entrevista, mas sim uma série de conversas sem guião, que vão tecendo o pensamento de António Lobo Antunes ao fio da cumplicidade criada com o jornalista e subdirector do Jornal de Negócios, Celso Filipe.
Uma visão intimista de um de um dos maiores escritores da actualidade que ajuda a conhecer o homem que é escritor, a perceber o que o satisfaz e o atormenta, a descobrir as suas influências e embirrações, os amigos, as recordações, o método de escrita.
«Este não é um livro do António Lobo Antunes nem um livro sobre o António Lobo Antunes. É uma mistura de ambos, construído a partir de dez conversas que tiveram lugar entre Abril e Agosto de 2016.
Quando o escritor me desafiou a fazermos um livro juntos, a tentação subsequente foi a de estabelecer um plano, cada conversa com um tema, por exemplo, a linguagem, a família, o amor, os amigos.
A ideia caiu à primeira conversa. Começámos na metalinguagem e acabámos no lápis partido de George Simenon. Era impossível, absurdo, estúpido até, colocar margens no diálogo. A partir daí, o plano passou a ser não ter plano.
Três, quatro, cinco perguntas preparadas e depois ir ao sabor do momento, procurando atravessar as portas que as palavras iam deixando entreabertas.»

António Lobo Antunes é hoje o escritor português vivo com maior dimensão nacional e internacional no campo da Literatura. O livro inclui uma lista actualizada das obras e dos prémios literários do autor
Um livro que nenhum leitor e admirador de António Lobo Antunes dispensará na sua estante.

Sobre o autor
Celso Filipe nasceu em Setembro de 1964. Considera-se afortunado porque tem duas terras que o preenchem: Lisboa, de onde é natural, e Grândola, onde a sua vida começou a fazer sentido. Empenha-se, embora de forma inconsequente, em seguir o lema de Agostinho da Silva: «não faço planos para a vida, para não atrapalhar os planos que a vida tem para mim».
Frequentou o curso de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa. É jornalista desde 1986 e exerce actualmente o cargo de subdirector do Jornal de Negócios.
Na Planeta publicou já, em 2013, O Poder Angolano em Portugal – Presença e influência do capital de um país emergente e Escrevam a dizer quem foi ao meu funeral (novela policial), em 2015.


Título: O Segredo de Vesálio
Autor: Jordi Llobregat
N.º de Páginas: 527 págs.
PVP: 20,95€
Nas livrarias a partir de 1 de Fevereiro

Um romance de estreia mundial: direitos vendidos em 18 países antes de ser publicado em Espanha, o país natal do autor.
As críticas mundiais enaltecem o talento deste autor e a mestria da obra
«Uma estreia impressionante: uma intriga centrada no livro perdido de Vesálio, o fundador da anatomia moderna e situada na Barcelona de finais do século XIX.» China
«O Segredo de Vesálio tem tudo: personagens memoráveis que vivem uma história magistralmente elaborada.» Israel
«O verdadeiro talento de um escritor é iluminar a realidade com uma história que envolva uma luz nova, inédita e surpreendente. Mas fazer tudo isto de uma forma tão apaixonante, tão sugestiva, é o resultado de um talento ainda maior.
O Segredo de Vesálio é tudo isto e mais.» Itália
«Em mais de 600 páginas, Jordi Llobregat, em O Segredo de Vesálio, o seu primeiro romance, assina um romance magistral: quer se trate de intriga ou de estilo, todos os elementos estão reunidos de forma a fazer deste texto uma obra-prima.» Psych3 des Livres, França
Em Espanha e Holanda foi escolhido como Melhor Livro de 2015

Jordi Llobregat é um dos convidados do próximo festival literário Correntes d’Escritas 2017, na Póvoa do Varzim.

Este viciante primeiro romance de Llobregat é uma descoberta literária. O autor soube combinar com grande sucesso, doses certas de entretenimento, mistério, tragédia e intriga, com uma cuidada recriação histórica, que prende o leitor na primeira página e o mantém expectante até à última.
Frequentemente comparado com Carlos Ruiz Zafón, O Segredo de Vesálio apresenta-se como herdeiro dos grandes textos e personagens de Conan Doyle, mergulhando nos pilares fundamentais da ciência e da medicina e nas razões morais que os sustentam.
O romance é ambientado na Barcelona industrial de 188. Um antigo manuscrito do ilustre médico belga, André Vesálio, considerado uma das figuras universais mais relevantes da investigação médica e autor dum dos livros de anatomia mais influente da história da medicina, De humani corporis fabrica, está directamente relacionado com o mistério deste romance e pode mudar a história.

«Só através do engenho pode o homem viver eternamente.» André Vesálio 1564.

Sobre o autor
Jordi Llobregat, nasceu em Valência, em 1971, e é um apaixonado da história e da evolução das cidades. Há vários anos mantém um vínculo especial com Barcelona, cidade da sua família materna.
Actualmente concilia a escrita com o trabalho à frente de uma empresa dedicada à realização de projectos de competitividade territorial e desenvolvimento local.
É co-criador do festival de romance Valência Negra. Participou em várias antologias e pertence ao grupo literário El Cuaderno Rojo. O Segredo de Vesálio é o seu primeiro romance.

A Trama
Barcelona 1888: várias raparigas aparecem mortas… nada é o que parece e ninguém está a salvo do passado.
Segredos, traições e paixões proibidas na Barcelona fascinante do fim do século XIX. Absorvente do princípio ao fim!
Barcelona, Maio de 1888.
A poucos dias de se inaugurar a primeira Exposição Universal do país, aparecem os corpos horrivelmente mutilados de várias raparigas. As feridas lembram uma antiga maldição da cidade há muito esquecida.
Daniel Amat, jovem professor residente em Oxford, recebe a notícia que o pai morreu em estranhas circunstâncias, o que o obriga a voltar a Barcelona após anos de ausência. A partir desse momento, ver-se-á arrastado na perseguição de um assassino desapiedado enquanto enfrenta as consequências do passado.
Bernat Fleixa, jornalista do Correo de Barcelona, cujo único interesse é conseguir uma notícia que o torne famoso, e Pau Gilbert, um enigmático estudante de medicina, juntam-se a Amat na busca de um antigo manuscrito anatómico que pode mudar a história do conhecimento e que também é o principal objectivo do misterioso assassino.



Um livro que é uma homenagem à literatura

Em Março publicaremos o muito elogiado romance de Jean-Paul Didierlaurent O leitor do comboio, um romance de estreia cujos direitos de publicação já foram vendidos para mais de 30 países.

O leitor do comboio é um livro sobre o amor pelos livros, uma história sobre vidas comuns tocadas pela força do amor e da literatura.

Guylain, o protagonista do livro, é um homem aparentemente simples, uma criatura de hábitos: faz sempre as mesmas coisas, nos mesmos horários. O comboio das 6h27, as pessoas que partilham a mesma carruagem, as paisagens que marcam o caminho, a leitura em voz alta, a rotina de volta da máquina de abate de livros, as folhas (sempre duas, arrancadas dos livros condenados), o peixe no aquário no seu regresso a casa. Um homem apaixonado pelas pequenas coisas, uma rotina com algo de Amelie Poulain, e um certo charme nessa simplicidade.

Até que dois acontecimentos inesperados alteram completamente o sentido da sua vida.

O leitor do comboio chega no início de Março às livrarias nacionais.

Booktrailer:

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Grandes Histórias de Amor: Páginas que ardem de amor e desejo

Título: Grandes Histórias de Amor - o Livro dos Amantes
Autor: José Jorge Letria
N.º de Páginas: 216
PVP: 15,50 €
Memórias/Testemunhos
Nas livrarias a 1 de Fevereiro
Guerra e Paz Editores | Clube do Livro SIC

Sinopse
PÁGINAS QUE ARDEM DE AMOR E DESEJO

Incendeiam este livro histórias de amores arrebatadores como os de D. Pedro I e D. Inês de Castro, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, Almeida Garrett e a viscondessa da Luz, Ava Gardner e Frank Sinatra, Oscar Wilde e Lord Alfred Douglas, John Lennon e Yoko Ono, Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro. Afinal, como escreveu Luís de Camões, o amor é «fogo que arde sem se ver». O fogo que arde neste livro pode não se ver, mas queima.
Os grandes amores desafiam as barreiras do tempo e do espaço e, muitas vezes, é a sua dimensão trágica que os mitifica e eterniza. Nestas páginas há histórias de amor heterossexual e homossexual, antigas e modernas, famosas e menos conhecidas, mas todas elas capazes de nos fazer suster a respiração.

Sobre o autor
José Jorge Letria. É ficcionista, mas também jornalista, poeta, dramaturgo. Nasceu em Cascais, em 1951, onde foi vereador da Cultura entre 1994 e 2002.
Tem livros traduzidos em mais de uma dezena de idiomas e foi premiado em Portugal e no estrangeiro, destacando-se dois Grandes Prémios da APE, o Prémio Aula de Poesia de Barcelona, o Prémio Internacional UNESCO, o Prémio Eça de Queiroz – Município de Lisboa e o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O essencial da sua obra poética encontra-se condensado nos dois volumes da antologia O Fantasma da Obra.
Ao lado de nomes como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, foi um dos mais destacados cantores políticos portugueses, tendo sido agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade. Mestre em Relações Internacionais e doutorando em Ciências da Comunicação, é presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e do Comité Europeu de Sociedades de Autores da CISAC.
Em 2016, publicou, na Guerra e Paz, os livros Enquanto a Palavra Morte Não Couber Na Nossa Boca, Já Bocage Não Sou e Muros – Os Muros Que Nos Dividem.


Dinossauro Excelentíssimo, de José Cardoso Pires, com prefácio de Carlos Reis e ilustrações de João Abel Manta

Título: Dinossauro Excelentíssimo 
Autor: José Cardoso Pires, com prefácio de Carlos Reis e ilustrações de João Abel Manta é o novo livro da Coleção Essencial – Livros RTP

Dinossauro Excelentíssimo, é uma fábula satírica de José Cardoso Pires que retrata a vida de Salazar, a sua ditadura e o Portugal do Estado Novo num tom bastante irónico e amargurado. Carlos Reis designa a fábula de "relato violentamente satírico sobre a figura de Salazar" (verbete José Cardoso Pires, in Biblos, vol. 2, 213).

«Dinossauro Excelentíssimo está construído sobre o modelo de um género narrativo antigo e respeitável, a fábula, que em Cardoso Pires é objeto de uma refuncionalização apoiada na paródia e no poder de evocação simbólica da alegoria. A destinatária infantil várias vezes invocada (Ritinha) tem a ver diretamente com o culto de um género muito ligado, desde Esopo e Fedro, aos ensinamentos que se deduzem das afinidades comportamentais observadas entre animais e homens; ensinamentos que, entretanto, ganharam uma outra densidade quando a fábula se aproximou do ensaio filosófico cultivado por La Fontaine e pelo classicismo francês. … o desenho e a cor das ilustrações de João Abel Manta. Combinando por vezes a fotografia e a gravura, recorrendo a técnicas que lembram a colagem (ou dela provêm diretamente) e desenhando a traço grosso figuras com forte impacto caricatural, João Abel Manta acompanha e expande o impulso paródico que domina Dinossauro Excelentíssimo.» Prefácio de Carlos Reis

Sobre o autor:
José Cardoso Pires foi jornalista, tendo colaborado em vários jornais e revistas. Iniciou a sua atividade como escritor publicando, em 1949, o livro Os Caminheiros e Outros Contos. Depois seguiram-se, até 1997, ano em que publicou a sua última obra – Lisboa, Livro de Bordo – mais 17 livros, distribuídos por diversos géneros literários – conto, romance, crónica, ensaio, teatro.

A sua obra literária não é redutível a uma escola literária definida. Ela coloca-se entre o surrealismo, o neorrealismo, e sofre uma forte influência da linguagem cinematográfica, bem como de alguns escritores norte-americanos, nomeadamente Ernest Hemingway. As suas obras valeram-lhe vários importantes prémios literários nacionais e internacionais, nomeadamente o Prémio da União Latina, o Prémio Dom Dinis, o Grande Prémio APE, o Prémio Pessoa, entre outros. Várias das suas obras foram traduzidas para outras línguas e adaptadas ao cinema e ao teatro.

José Cardoso Pires morreu em Lisboa em outubro de 1998, com 73 anos de idade.

Sobre a Colecção

A “Coleção Essencial - Livros RTP” é um projeto cultural concebido pela RTP em parceria com a LeYa e que consiste na publicação de um conjunto de obras de ficção de autores de língua portuguesa e de outras línguas. O objetivo desta iniciativa é a promoção do gosto pela leitura através da descoberta (ou redescoberta) de alguns dos autores mais relevantes do século XX, colocando à disposição do público, por um preço reduzido (10 euros) e ao ritmo de um título por mês, algumas das obras-primas da literatura contemporânea, com prefácios assinados por destacadas personalidades da cultura. A curadoria da coleção é de Zeferino Coelho, um dos mais considerados editores do mundo de língua portuguesa, editor da Caminho, integrada na LeYa. No âmbito desta coleção está prevista a publicação de 25 livros.


Novidade: Fez no Sábado Quinta-Feira

Título: Fez no Sábado Quinta-Feira

Sinopse:
“Porque a vida é uma anedota
 E rir é o melhor remédio
 Viva o humor e a risota
 Morte à tristeza e ao tédio!”
Peta Maria

Sobre a autora:
Perpétua Maria Coelho Aço (Peta Maria) nasceu a 10 de Dezembro de 1963, na freguesia de Benavila, concelho de Avis, junto à albufeira da Barragem do Maranhão.
Foi aí, no coração do Alto Alentejo, que cresceu e estudou até ao 12.º ano de escolaridade, tendo terminado o ensino secundário no Liceu de Portalegre (ano lectivo de 1980/81).
Em 1981 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, cidade para onde então migrou e onde vive até hoje, sem nunca ter descurado a sua paixão pelo Alentejo.
Foi naquela Faculdade que se licenciou em Direito em 1986, trabalhando como jurista desde então. No decurso da sua carreira profissional fez duas Pós-Graduações: “Direito das Comunicações”, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2001/2002); e “Direito Comercial”, pela Faculdade de Direito de Lisboa da Universidade Católica (2009/2010).
O gosto pela leitura e pela escrita manifestou-se muito cedo, tendo desde a infância ensaiado a escrita de diários, pequenos contos e poemas, sobretudo sobre paixões, reais ou imaginárias, gosto esse que foi desenvolvendo e intensificando ao longo da vida. Nos últimos anos a escrita tornou-se mesmo no seu hobby preferido.
Em 2015 publicou a Primavera Prometida, uma coletânea de poemas que escreveu em diversas fases, idades e estações do ano ou estados de alma.
Fez no Sábado Quinta-Feira, uma coletânea de poemas a que ela própria se refere como tendo um registo mais “descomplicado”, é a segunda obra que publica.




Novo romance de Sophie Kinsella "A LUA-DE-MEL"


Título: A Lua-de-Mel
Autor: Sophie Kinsella
PVP 15,90€
N.º de Páginas: 416

Jovens! Com a sua pressa, as suas preocupações e a vontade de desejar todas as respostas, agora… LOTTIE tinha a certeza de que RICHARD, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está BEN, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los!

Já FLISS, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites. O problema é que o mal já está feito… A solução? Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão?

Sobre a autora:
Sophie Kinsella começou a escrever aos 24 anos mas foi com a série Louca Por Compras que a sua carreira se firmou internacionalmente. Tem romances publicados em quarenta países, com um total de vinte e cinco milhões de exemplares vendidos. As razões do seu êxito são variadas: escreve com ritmo e graça sobre assuntos que tocam leitores em todo o mundo, nunca é previsível e diverte-nos sempre. Além disso, as suas histórias são românticas, com protagonistas tão reais que cremos inteiramente neles, apesar dos seus momentos mais disparatados. Sophie Kinsella é assim. Vive em Londres com o marido e a família.

domingo, 22 de janeiro de 2017

O Homem Ausente - Rosenfeldt e Hjorth [Opinião]

Título: O Homem Ausente
Autor:  Hans Rosenfeldt e Michael Hjorth
Editor: Suma de Letras
Páginas: 522

Sinopse:
O aguardado 3º volume da série policial nórdica de maior sucesso internacional!
Na ladeira das montanhas de Jämtland, na Suécia, seis corpos são encontrados.
No início, Sebastian vê o caso como uma oportunidade de escapar da ex-namorada e passar algum tempo com a filha, Vanja.
Mas rapidamente descobre que está mais envolvido no caso do que gostaria de estar.

A minha opinião: 
A dupla sueca Hjorth & Roselfeldt já fazem parte das minhas preferidas quando penso em romances policiais. A série Sebastian Bergman é soberba e quando sei da novidade que mais um livro está para chegar fico em pulgas.

Aconteceu isso mesmo com este último, O Homem Ausente. Logo que chegou a casa desejei terminar o mais rapidamente possível a leitura do livro que estava a folhear para começar com este. É que sei, garantidamente, que vai ser uma leitura apaixonante que não me vai decepcionar.

Sebastian Bergman continua a ser a personagem central da história, como não podia deixar de ser, e acaba mesmo por se suplantar ao desvendar de mais um brutal achado. Seis cadáveres de pessoas são encontrados na montanha de Jamtland o que obriga a Riksmord a deslocar-se ao local. Os problemas pessoais de alguns dos membros vão afectar o grupo, mas quem mais sofre é Sebastian que descobre que a sua filha quer dar um rumo diferente à sua vida. 
É precisamente o relato do dia a dia desta equipa que me fascina nesta série. Os autores não se limitam a criar um crime e a ir revelando a solução do mesmo. Fazem com que o leitor crie empatia com os investigadores pertencentes à Riksmord o que imprime uma veracidade ainda maior na história, enriquecendo a série. 

"Se não acreditamos que tudo está pré-ordenado, que nada daquilo que fazemos tem um efeito qualquer, então a mudança significa sempre que temos de olhar atentamente para nós próprios."
Além disso, Sebastian não é um herói comum. Tem defeitos, muitos defeitos, e por várias vezes age erradamente, o que para ele se aplica a máxima "os fins justificam os meios". À primeira vista isso poderia criar um certo ódio pela personagem principal da série, mas comigo dá-se precisamente o contrário. Desprezível em algumas situações e amoroso noutras, Bergman, consegue contrabalançar perfeitamente o gosto que o leitor tem por ele.

A par disso, vamos conhecendo a história de uma família afegã, mãe e dois filhos, que vive desesperada com o desaparecimento do patriarca. Said Balkhi desapareceu há nove anos, quando a esposa estava grávida do filho mais novo e não deixou rasto. A mulher sente que alguma coisa terá de ter acontecido a Said, não acreditando que ele tenha fugido para o seu país de origem. Persistente, faz tudo para que a verdade seja revelada.

Esta terceira história não me impulsionou tanto a leitura como do livro anterior, mas não podia deixar de dar as minhas 5 estrelas. E, mais uma vez, o final deixa-nos com uma vontade imensa de ler o quarto livro. Desejo que esteja para breve.