sábado, 25 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

O Leitor do Comboio - Jean-Paul Didierlaurent [Opinião]

Título: O Leitor do Comboio
Autor:  Jean-Paul Didierlaurent
Editor: Clube do Autor
N.º Páginas: 196

Sinopse:
O poder dos livros através da vida das pessoas que eles salvam. Uma obra que é um hino à literatura, às pessoas comuns e à magia do quotidiano.
Jean-Paul Didier Laurent é um contador de histórias nato. Neste romance, conhecemos Guylain Vignolles, um jovem solteiro, que leva uma existência monótona e solitária, contrariada apenas pelas leituras que faz em voz alta, todos os dias, no comboio das 6h27 para Paris.
A rotina sensaborona do protagonista desta história muda radicalmente no dia em que, por mero acaso, do banquinho rebatível da carruagem salta uma pendrive que contém o diário de Julie, empregada de limpeza das casas de banho num centro comercial e uma solitária como ele… Esses textos vão fazê-lo pintar o seu mundo de outras cores e escrever uma nova história para a sua vida.
O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.

A minha opinião:
A vida de Guylain Vignolles é feita de rotinas. Mas mesmo assim não deixa de ser uma vida peculiar. Todos os dias apanha o comboio para Paris, onde lê, alto e bom som, alguns excertos dos livros que traz consigo. Os outros ocupantes do comboio acham piada a esta particularidade do seu companheiro de viagens, mas não imaginam que o seu trabalho é destruir livros. Sim, Guylain Vignolles trabalha numa empresa de reciclagem de papel, mas o papel dos livros que são publicados e que já não interessam a ninguém. É um trabalho triste, mas é o seu trabalho e quando consegue Guylain Vignolles ainda consegue "roubar" algumas folhas para ir lendo no comboio.

Como a sinopse diz, a vida dele muda quando encontra uma pen, esquecida, num banco da carruagem onde viagem e não resiste à curiosidade de a abrir. O que ela contém vai mesmo mudar a sua vida.

O Leitor do Comboio atrai logo pela capa, muito bem conseguida. Depois, o comboio remete logo para boas e longas leituras. Quem já devorou livros enquanto fazia viagens de comboio, no meu caso, de duas horas e meia todos os dias, sabe do que estou a falar. E a par das leituras encontra-se, de facto. gente bastante peculiar nas nossas viagens. Uns mais que outros.

Mas o livro está muito para além da capa. Escrito de uma forma simples, relata o dia a dia da personagem principal e das pessoas que lhe estão próximas. É um hino à amizade, aos livros, e uma grande crítica à máquina destruidora de livros, esse monstro com uma boca enorme, que com a sua lâmina, pode destruir bem mais do que um simples papel.

É tão bom que sabe a pouco.

Recomendo.





Anna e o Homem Andorinha - Gavriel Savit [Opinião]

Título: Anna e o Homem Andorinha
Autor: Gavriel Savit
Editor: Suma de Letras
Páginas: 224

Sinopse:
Uma história sobre a perda da inocência perante a tragédia.
Ao longo da viagem, Anna e o Homem-Andorinha escaparão a bombas e a soldados e também farão amigos.
Mas, num mundo louco, tudo pode ser um perigo.
Também o Homem-Andorinha. 
«Este romance profundamente comovente une, de forma magistral, a doçura infantil com o fundo cruel e inumano da Segunda Guerra Mundial.»  Publishers Weekly.

A minha opinião: 
Gavriel Savit pega no tema do Holocausto e suaviza-o com Anna e o Homem Andorinha. Um livro que chega a ser poético de tão bonito que é.

Orfã de mãe e pai (este último, professor universitário na Polónia desaparece no dia em que perseguem os intelectuais) Anna encontra refúgio nos braços de um homem misterioso, que raramente sorri, mas que a adopta e protege como ela necessita.

Juntos passam ao lado da verdadeira guerra, (será que passam?), embora Anna vivencie algumas atrocidades e passe bastante fome. No entanto, o homem, que nunca saberemos o nome, arranja sempre forma de a proteger e de lhe dar um porto de abrigo.

"Os nomes são formas de as pessoas nos encontrarem - disse o homem alto. - Se tens um nome, as pessoas sabem por quem perguntar. E se as pessoas souberem por quem perguntar conseguem descobrir onde estiveste, e ficam a um passo mais perto de te encontrar. Nós não queremos ser encontrados."

Caminham pela Polónia, muitas vezes junto à fronteira, sempre a tentar fugir aos nazis e aos russos, mas muito perto deles. Anna designa-os como lobos e ursos numa narrativa amorosa e que ameniza, de certa forma, a realidade em que se encontram.
Se por um lado temos uma criança, que vê a guerra de uma forma inocente e não tão grave, temos, por outro, o seu parceiro de caminhada que a vê de uma forma dura e que faz tudo, mesmo tudo, para que a pequenita não sofra nem se aperceba da realidade que a rodeia.

"Ser encontrado é desaparecer para sempre."

Um hino à amizade em tempo de guerra.

"Porque um amigo não é alguém a quem dás as coisas de que precisas quando o mundo está em guerra. Um amigo é alguém a quem dás as coisas de que necessitas quando o mundo está em paz. E, ao contrário de «tu», querida, «amigo» não é «eu» em Estrada."

Recomendo.



Alerta: novo romance do escritor italiano Marcello Simoni

Título: O Inquisidor
Autor: Marcello Simoni
Tradução: Maria Irene Bigotte de Carvalho
N.º de Páginas: 352 
PVP: 17,50 €
Disponível a partir de 6 de Abril

«O retrato de época é credível e autêntico, as intrigas que envolvem a Inquisição são verosímeis assim como a realidade das ordens religiosas dos Jesuítas e dos Franciscanos.

A trama é misteriosa e os diversos episódios estão ligados entre si mantendo o suspenso até ao fim.»
La Repubblica

«O inquisidor evoca a figura do frade Guilherme de Baskerville em O Nome da Rosa graças ao mesmo método analítico e à confiança no raciocínio.» Huffington Post

«Um trillher histórico de cortar a respiração, baseado numa rigorosa investigação e que confirma Simoni como um dos melhores escritores italianos.» Il Giornale

«Marcello Simoni é o mestre do romance histórico. Esta obra revela os meandros de um poder no qual a igreja procura manter intactos os seus valores seculares.» La Stampa

«Nos romances de Simoni, considerado por muitos o sucessor de Umberto Eco, os crimes misteriosos do passado dão corpo à história.» JL Magazine

«Intriga bem construída, ambiente histórico credível e um estilo elegante, revelando um escritor mais sofisticado.» Milano Nera

Sinopse
Século XVII. A poucos dias do início do Ano Santo, a morte de um frade, consultor da Congregação do Índice, o braço mais recente da Inquisição, agita os meios religiosos. O homicídio desde homem, encontrado com o corpo encravado numa prensa tipográfica e com a boca cheia de papéis impressos tem de ser rapidamente resolvido.

A investigação é entregue ao inquisidor Girolamo Svampa. As suspeitas são muitas, envolvendo desde a Companhia de Jesus até agentes misteriosos de potências rivais. E há ainda a surpreendente ligação ao meio dos impressores e tipógrafos de Roma. Svampa depara-se com personalidades poderosas e a situação revela-se, subitamente, delicada e perigosa.

Criatura de hábitos e pouco diplomata, com uma aversão patológica pela fugacidade do presente, o comissarius trabalha de acordo com um código moral rígido. Conseguirá desvendar o crime sem comprometer os seus princípios?

Marcello Simoni cria neste romance uma extraordinária figura de detetive: um dominicano racional como um cientista mas simultaneamente perito em ciências ocultas. Um homem que trabalha em nome da Igreja, embora questione certos comportamentos eclesiásticos. Com efeito, Svampa é filho de um impressor acusado de heresia e transporta consigo uma marca gravada a fogo que nunca cicatrizou…



«Hoje Estarás Comigo no Paraíso», o regresso de Bruno Vieira Amaral

Título: hoje estarás comigo no paraíso
Autor: Bruno Vieira Amaral
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 368
Data de lançamento: 7 de abril
PVP: € 17,70

Bruno Vieira Amaral recebeu todos os prémios literários de prestígio em Portugal: o Prémio Saramago 2015, o Prémio Pen para Narrativa 2013, o Prémio Fernando Namora 2013 e o Prémio Time Out para Livro do Ano 2013. A 7 de abril, chega às livrarias «Hoje Estarás Comigo no Paraíso», o seu mais recente romance, que o confirma como uma das mais interessantes vozes no panorama ficcional português.
Partindo de acontecimentos reais, «Hoje Estarás Comigo no Paraíso» faz a investigação literária do homicídio do primo João Jorge, e usa essa mesma investigação para reconstruir e recuperar memórias pessoais e familiares.
«Para mim, João Jorge nasceu na noite em que o mataram, nas hortas a caminho da Vila Chã. A minha avó materna dizia que, naquela madrugada, ouviu gritos perto do cemitério e, mesmo antes de ter ido à varanda, curiosa e apavorada e sem acender a luz, soube logo que acontecera uma grande desgraça. Até ao fim da vida, quando falava de João Jorge, repetia os passos daquela madrugada distante, ia até à varanda, apontava para o lugar onde antigamente ficavam as hortas e dizia que naquela noite amarga, enquanto lavava a loiça, ouvira uns gritos assustadores, como se estivessem a matar porcos. No dia seguinte – e disto lembro-me perfeitamente – carregada com os sacos de compras, ofegantes e muito vermelha, nem esperou para entrar em casa: «Mataram aquele teu primo, o João Jorge», disse.», é o primeiro parágrafo do mais recente romance de Bruno Vieira Amaral.
Inspirado por autores como Nelson Rodrigues, W.G. Sebald e Mario Vargas Llosa, entre outros, Bruno Vieira Amaral publicou em 2014 o romance «As Primeiras Coisas», que lhe valeu a distinção dos mais importantes prémios literários e a aclamação da crítica e leitores.

Notas de imprensa:
«Bruno Vieira Amaral tem o génio do detalhe, sabe descrever a quinquilharia dos indigentes, usa o calão com justeza, evoca detalhes especiais que dizem tudo.» Pedro Mexia, Expresso
«O romance de estreia de Bruno Vieira Amaral confirma uma grande solidez. E traz uma personagem coletiva, o Bairro Amélia, que talvez tenha vindo para ficar no imaginário literário português.» Isabel Lucas, Público
«Um muito original romance de estreia, escrito com grande maturidade estética e forte conhecimento da realidade descrita. O anúncio de um futuro grande escritor.» Miguel Real, Jornal de Letras
«O epílogo, em tom elegíaco, traz-nos páginas que estão entre as mais belas da literatura portuguesa recente, confirmando o fôlego raro desta estreia triunfal.» José Mário Silva, Expresso

Sinopse:
Em Hoje Estarás Comigo no Paraíso, Bruno Vieira Amaral desenha uma investigação do assassínio do primo João Jorge – morto no bairro em que ambos viviam no início dos anos 80 – e usa essa investigação como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura - ausente - do pai.
Na reconstituição da personalidade e do percurso da vítima, da noite em que tudo aconteceu, na apropriação que o narrador faz de uma ligação com João Jorge (mais ou menos forjada pelos mecanismo da memória) – e de que faz parte essa busca mais ampla das dobras do tempo e do esquecimento – são utilizados os mais diversos materiais: arquivos da imprensa da época, arquivos judiciais, testemunhos de amigos e familiares, e a literatura, propriamente dita – como uma possibilidade de verdade, sempre.

Sobre o autor:
Bruno Vieira Amaral estudou História Contemporânea e é crítico literário, ensaísta e romancista. O seu primeiro romance, «As Primeiras Coisas», foi distinguido com variadíssimos prémios e mereceu, em 2016, a nomeação de Uma das Dez Novas Vozes da Europa (Ten New Voices from Europe), escolhidas pelos jurados da plataforma Literature Across Frontiers.




Novidade Minotauro: A Serpente do Essex – um enredo misterioso, apaixonante e inesquecível


A Serpente do Essex – um enredo misterioso, apaixonante e inesquecível

A Serpente do Essex acaba de chegar às livrarias portuguesas pela Minotauro, uma chancela do Grupo Almedina. É a obra mais recente de Sarah Perry e já bateu Harry Potter na conquista do título de melhor livro do ano 2016 da Waterstones.
Acaba de chegar a Portugal o novo livro de Sarah Perry – A Serpente do Essex –, um enigmático e inesquecível romance que conta a história de Cora Seaborne, uma viúva que decide iniciar uma nova vida após a morte do marido e desvendar o mistério que envolve a lenda de um monstro terrível que semeia terror há mais de 200 anos.
O enredo, considerado pelo The Guardian como um dos melhores de 2016, começa em Londres, em 1893, quando o marido de Cora morre e esta, acompanhada pelo filho, Francis, decide trocar a cidade pelo campo de Essex, onde espera encontrar o refúgio de que necessita. Cora não teve um casamento feliz nem nunca se adequou ao papel de mulher da sociedade e é a vontade de contrariar esse passado que a leva a embarcar nesta aventura, marcada ao mesmo tempo por alívio e tristeza.
Ao chegar a Colchester, ouve rumores de que a Serpente do Essex, conhecida por em tempos ter percorrido os pântanos na sua avidez de colher vidas humanas, regressou à aldeia de Aldwinter. Naturalista amadora e sem interesse por superstições ou questões religiosas, Cora fica empolgada com a ideia de que aquilo que as pessoas da região tomam por uma criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie ainda por descobrir. Quando decide iniciar a sua investigação, conhece o reverendo de Aldwinter, William Ransome. Tal como ela, Will sente uma desconfiança profunda em relação aos boatos, que considera serem um fenómeno de terror de caráter moral e um desvio da verdadeira fé. Enquanto procura tranquilizar os paroquianos, inicia-se entre ele e Cora uma relação intensa, que acaba por modificar a vida de ambos de forma inesperada.
Escrito com uma delicadeza e uma inteligência cheia de requinte, este romance é sobretudo uma celebração do amor e das muitas formas que este pode assumir.

“É (um livro) tão bom que as suas páginas parecem emitir uma espécie de luminosidade. Mal acabei, comecei a lê-lo outra vez do princípio”, referiu Helen Macdonald, autora de A de Açor, depois de ler a obra, sobre a qual o SundayTimes escreve: “A transbordar de sabedoria sobre o comportamento humano e as suas motivações, escrito com um estilo inconfundível, A Serpente do Essex é um dos romances históricos mais inesquecíveis desta década.”
De realçar que a obra acaba de chegar às livrarias portuguesas pela Minotauro, uma chancela do Grupo Almedina, com o pvp de 19,90€.

Sobre a autora
Sarah Perry nasceu no Essex, em 1979. O seu primeiro romance, After Me Comes the Flood, foi nomeado para o Prémio Primeiro Livro, atribuído pelo Guardian e para o Prémio Folio, tendo recebido também o Prémio Livro do Ano de East Anglia, em 2014. Vive em Norwich.

Sobre a Minotauro
A Minotauro é uma chancela do Grupo Almedina que embarca agora numa nova aventura nas áreas da Ficção e Não Ficção para adultos e para o público infantojuvenil. Os livros desta nova era da Minotauro têm como missão conquistar um novo universo de leitores e guiá-los nos labirintos da leitura. Mais informações em: http://www.grupoalmedina.net/.


Porto Editora: Fátima pelo olhar único de Alfredo Cunha

Título: Fátima – Enquanto Houver Portugueses
Autor: Alfredo Cunha
Págs.: 128
Capa: capa dura
PVP: 19,90€

Novo livro de Alfredo Cunha é apresentado no dia 1 de abril, na Galeria Municipal do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.

Dia 1 de abril, sábado, às 17:00, a Galeria Municipal do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, recebe Alfredo Cunha para a apresentação do seu livro Fátima – Enquanto Houver Portugueses, que irá contar com a presença do jornalista António Marujo, autor do prefácio.
Nas celebrações dos 100 anos das Aparições de Fátima, o fotojornalista mais consagrado de Portugal, Alfredo Cunha, apresenta 100 fotos que fazem uma justa homenagem a todos os fiéis de Fátima e aos peregrinos em particular, que irão rever-se nas imagens e no texto da obra.
A apresentação da obra insere-se na exposição “Tempo depois do tempo. Fotografias de Alfredo Cunha 1970-2017” que apresenta 480 imagens do fotojornalista, captadas ao longo de quase 50 anos de trabalho.
Com introdução de António Marujo em edição bilingue (português e inglês), este livro tem edição reconhecida pelo Santuário de Fátima como integrada nas celebrações do centenário das Aparições.
Fátima – Enquanto Houver Portugueses é um registo único do santuário de Fátima e dos que fizeram daquele um dos maiores locais de peregrinação do mundo cristão.

Sobre o autor:
Alfredo Cunha nasceu em 1953. Começou sua carreira profissional em fotografia publicitária em 1970, e como fotojornalista no Notícias da Amadora em 1971. Trabalhou no jornal O Século e n'O Século Ilustrado (1972), na Agência Noticiosa Portuguesa ANOP (1977) e nas agências de notícias Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). Foi fotógrafo e editor-chefe no Público entre 1989 e 1997, quando decidiu juntar-se ao grupo Edipresse como fotógrafo-chefe. Em 2000, começou a trabalhar na revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Foi o fotógrafo e editor-chefe do Jornal de Notícias entre 2003 e 2009 e diretor fotográfico da Global Imagens entre 2010 a 2012. Atualmente trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais.




Amarguinha Tem Um Irmão, de Tiago Rebelo

Título: Amarguinha tem um Irmão
Autores: de Tiago Rebelo e Danuta Wojciechowska
N.º de Páginas: 56 
PVP 8,50€

Amarguinha tem um irmão é o segundo livro da sério “Amarguinha”, a menina com grandes olhos castanhos e que não gosta de doces, daí o seu nome. Este livro aborda o tema da chegada de um irmão, quando as crianças são filhas únicas.

Amarguinha faz 9 anos e recebe a noticia que vai ter um irmão! A mãe preparou um lanche para ela festejar o aniversário com os seus dois melhores amigos, Branca e Martinho. Mas há mais surpresas, uma bicicleta linda com campainha e tudo! Quando Amarguinha pensava que já não haveria mais presentes, recebeu o melhor de todos: ia ter um irmão!

Os meses foram passando e a ansiedade de Amarguinha crescia. Até que chegou o grande dia e Miguelinho nasceu. Amarguinha sentiu-se a menina mais feliz do mundo, pois agora teria alguém com quem partilhar as brincadeiras.

Tiago Rebelo é um escritor que nos faz procurar compreender quem somos através das suas histórias empolgantes e das suas personagens consistentes. Com mais de uma década de produção literária recheada de êxitos, é um dos autores preferidos do público português

A sua obra está disponível em países como Angola, Brasil, Moçambique, Itália, Suíça, Argentina e Roménia. A par da actividade literária, Tiago Rebelo tem uma longa carreira no jornalismo.


quinta-feira, 23 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Porto Editora - João Céu e Silva - "Fátima – A profecia que assusta o Vaticano"

Título: Fátima – A profecia que assusta o Vaticano
Autor: João Céu e Silva
Págs.: 272
PVP: 15,50 €

Fátima – A profecia que assusta o Vaticano é o novo livro do jornalista João Céu e Silva
A pouco tempo da celebração do centenário das aparições de Fátima ainda há muito por explicar, nomeadamente a razão pela qual todos os papas após Paulo VI se sentiram obrigados a deslocar-se pessoalmente ao Santuário. No epicentro dessa decisão está o terceiro segredo dos Pastorinhos, revelado por João Paulo II e uma das maiores ameaças ao Vaticano: o anúncio da morte de um «bispo vestido de branco». Este mistério é um dos assuntos tratados no novo livro do jornalista João Céu e Silva, Fátima – A profecia que assusta o Vaticano, que a Porto Editora publica a 30 de março.
Recorrendo a depoimentos dos mais altos responsáveis do Santuário, bem como de teólogos reputados, historiadores e especialistas em questões religiosas, João Céu e Silva apresenta toda a história deste século em que a Cova da Iria se tornou um dos principais centros de peregrinação mundial e explica como a construção do mito de Fátima se impôs a toda a Igreja Católica e o culto se propagou em todas as direções.

Sinopse:
A 13 de maio de 1917 três pastorinhos analfabetos tornaram-se o símbolo de uma Mensagem, já comparada pela Igreja aos textos da Sagrada Escritura, e fizeram de Fátima um santuário que atrai milhões de peregrinos todos os anos, superando os grandes centros de fé mundiais.
Esta mensagem continha uma profecia tão ameaçadora que o papa Pio XII depositou o envelope onde está escrita no Arquivo Secreto do Santo Ofício e proibiu a sua divulgação. O Segredo tem obrigado todos os sumos pontífices (desde a eleição de Paulo VI) a vergarem--se às exigências de Lúcia e a prestarem vassalagem pessoalmente à Senhora da Cova da Iria.
Desde então nenhum papa deixou de ir à Praça Branca – assim chamada por oposição à Praça Vermelha de Moscovo –, ou de submeter o seu pontificado à proteção de Nossa Senhora, como fez o papa Francisco nos dias imediatos à sua nomeação. Já antes, enquanto teólogo, Bento XVI elaborara uma polémica explicação para a terceira parte do Segredo.
Nesta sua investigação, João Céu e Silva procura explicar Fátima em toda a sua dimensão, enriquecendo-a com depoimentos de teólogos portugueses e estrangeiros, bem como de responsáveis do próprio Santuário. E revela a razão que teima em assustar o Vaticano relativamente à terceira parte do Segredo, que João Paulo II tão bem utilizou para explicar o atentado de que foi vítima.

Sobre o autor:
João Céu e Silva nasceu em Alpiarça, em 1959, licenciou-se em História durante os anos em que viveu no Rio de Janeiro e é, desde 1989, jornalista do Diário de Notícias.
Fátima – A profecia que assusta o Vaticano é a sua terceira investigação histórica, após 1961 – O ano que mudou Portugal e 1975 – O ano do furacão revolucionário, que se seguiram à série de investigação literária Uma longa viagem com os escritores José Saramago, António Lobo Antunes, Álvaro Cunhal, Manuel Alegre e Miguel Torga. Em 2013 recebeu o Prémio Literário Alves Redol pelo romance A Sereia Muçulmana, uma das suas obras de ficção publicadas.


Porto Editora: David Walliams apresenta "Sr. Pivete"

Título: Sr. Pivete
Autor: David Walliams
Ilustrações: Quentin Blake
Tradução: Rita Amaral
Págs.: 232
Capa: dura
PVP: 15,50 €

No próximo dia 23 de março, a Porto Editora faz chegar às livrarias um novo e hilariante livro de David Walliams: Sr. Pivete.
A vida de Chloe não é muito fácil: a mãe e a irmã odeiam-na e é, talvez, a menina mais solitária do mundo. Até que conhece e decide ajudar o Sr. Pivete, o misterioso sem-abrigo que anda pelas ruas perto de sua casa e que parece ser a única pessoa do planeta que a trata com simpatia.
Uma fábula muito divertida, em que as gargalhadas das situações criadas por David Walliams se aliam à mensagem sobre o valor da amizade verdadeira, que não se intimida por aparências nem circunstâncias.
Até há poucos anos conhecido como comediante e jurado do programa televisivo Britain’s got talent, David Walliams transformou-se numa das referências no que diz respeito à ficção juvenil: os seus livros venderam mais de 17 milhões de exemplares desde 2008 e está já traduzido em mais de 46 línguas. Foi também distinguido em três ocasiões com o único prémio inglês decidido por crianças, o The Red House Children’s Book Award.

Sinopse:
Chloe é talvez a menina mais solitária do mundo. E, então, conhece o Sr. Pivete, o sem-abrigo que anda pelas ruas perto de sua casa. Sim, ele cheira um pouco mal – mas é também a única pessoa que trata Chloe com alguma simpatia. Por isso, quando o Sr. Pivete precisa de um sítio para ficar, Chloe decide escondê-lo no barraco do jardim.
Mas Chloe depressa descobre que há segredos que prometem sarilhos. E, por falar em segredos, talvez o Sr. Pivete tenha um que te deixe com a pulga atrás da orelha! (Literalmente…)

Sobre o autor: 
David Walliams nasceu em Inglaterra em 1971, e é um ator britânico de comédia, conhecido pela parceria com Matt Lucas, na série Little Britain. Em 2008, tomou o mundo da literatura infantil de assalto. Avozinha Gângster entrou diretamente para o primeiro lugar no top britânico e vendeu mais de um milhão de exemplares até à data. David é atualmente o autor de crescimento mais exponencial no Reino Unido, com vendas superiores a 17 milhões de exemplares. Os livros do autor, traduzidos em cerca de 50 línguas, obtiveram um impacto sem precedentes na crítica, que o compara a um dos mais emblemáticos autores de sempre no género, Roald Dahl.


Gastronomia ‘À Moda do Porto’ fala inglês

Gastronomia ‘À Moda do Porto’ fala inglês

No próximo dia 6 de abril, às 18h30, o Chef Hélio Loureiro apresenta o seu mais recente livro de receitas, À Moda do Porto – Gastronomia com história ao alcance de todos, agora também com versão inglesa. A apresentação será realizada na Casa do Infante, estará a cargo do escritor Mário Cláudio e contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

O Chef Hélio Loureiro é desde sempre um amante da sua cidade natal, o Porto, e um grande investigador da sua história e dos seus paladares. Na obra À Moda do Porto são reunidos todos os clássicos da gastronomia portuense, tornando-os acessíveis a todas as mesas. Imbuída de curiosidades históricas sobre a vivência e a tradição de cada prato, esta obra abre as portas para uma viagem fantástica pelos sabores do Porto. Ao Chef Hélio Loureiro juntam-se também alguns dos chefs mais proeminentes desta cidade, como António Vieira, Camilo Jaña, José Cordeiro, Inês Diniz, João Pupo Lameiras, Luís Américo, Marco Gomes e Rui Paula. Todos eles partilham uma receita inspirada nesta terra maravilhosa, criando verdadeiras obras de arte.


Clube do Autor reforça aposta na literatura com Imaculada de Paula Lobato de Faria

Imaculada, nas livrarias a partir de 6 de Abril, é o romance de estreia de Paula Lobato de Faria e a grande aposta da editora Clube do Autor no segundo trimestre deste ano. Paula Lobato de Faria, doutorada em Direito e professora da Universidade Nova de Lisboa, tem várias publicações internacionais nas áreas do direito da saúde, bioética e direitos humanos mas este é o seu primeiro livro de ficção.

Habilmente ambientado no Portugal profundo dos anos 50, Imaculada é uma obra na linha dos nossos melhores romances de época e um retrato crítico da condição humana. Paula Lobato de Faria surge assim como um novo nome a seguir com atenção na literatura portuguesa.

Para Teresa Matos, coordenadora-geral, “a publicação deste romance vem reforçar a aposta da editora na literatura nacional, presente desde sempre na nossa estratégia de diversificação editorial”.

Paula Lobato de Faria vem assim juntar-se a nomes como João Felgar, António Brito, João Morgado, João Paulo Guerra, Jorge Sousa Correia e Paulo Ramalho, entre outros.

Teresa Matos salienta também o trabalho de continuidade no que diz respeito à publicação de autores estrangeiros e destaca um dos últimos sucessos da editora.

“O Leitor do Comboio, recém-chegado às livrarias, está a ser muito bem-recebido tanto pelos livreiros como pelos leitores portugueses e esse feedback é muito animador.”

Já na área da não ficção, a editora mantém a aposta nos livros de História, Economia e Política com edições previstas dos livros Os Bárbaros (Canal de História), Dirty Secrets - How Tax Havens Destroy The Economy, um livro sobre o impacto dos offshore na nossa economia, e USA - Modo de Usar, de Clara Ferreira Alves, ainda no primeiro semestre deste ano.





quarta-feira, 22 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

«Entre as Linhas», de Jodi Picoult e Samantha Van Leer, é um romance encantador dirigido ao leitor young adult


Título: Entre as linhas
Autor: Jodi Picoult e Samatha Van Leer
Género: Literatura / Romance Juvenil
Tradução: Rita Carvalho e Guerra
N.º de páginas: 408
Data de lançamento: 17 de março
PVP: € 16,60


Jodi Picoult, autora nº 1 do New York Times, chega-nos com Entre as Linhas, uma incursão na literatura juvenil e que recebeu boas críticas internacionais. A escritora nova-iorquina escreveu este livro juntamente com a sua filha, Samantha Van Leer. O prestigiado jornal The Washington Post tece rasgados elogios a esta obra, assim como o Los Angeles Times. «Um livro que promete deliciar todos, cuja imaginação nos leva a perguntar se a realidade será mais real do que o faz-de-conta», refere aquela publicação norte-americana.
Entre as Linhas é um romance encantador, mágico e ideal para todas as idades, apesar de ser dirigido ao leitor young adult. É um livro que está repleto de personagens maravilhosas, com uma premissa intrigante, um estilo de escrita espirituoso e envolvente. Entre as Linhas tem a hábil capacidade de levar o leitor a dar largas à sua imaginação e de voltar a acreditar no fantástico poder dos contos de fadas.

Referências na imprensa internacional:
«Picoult e a filha, Van Leer, criaram um universo de múltiplas camadas onde aquilo que é real depende do olhar do leitor.» - Voya -
«É mais do que provável que os amantes de livros vão adorar estas fronteiras ténues entre a personagem e o leitor, entre o facto e a ficção.» - Kirkus Reviews -

Sinopse:
Oliver: um príncipe retirado de um conto de fadas, literalmente, e levado para o mundo real. Delilah: a rapariga que quis que Oliver existisse mesmo. É um milagre que a princípio parece perfeito… mas depois fica tudo virado do avesso. Poderá esta história ter um final feliz?

Sobre as autoras:
Jodi Picoult é autora de mais de vinte livros, muitos dos quais chegaram ao número 1 de vendas do New York Times. Com a filha Samantha Van Leer, escreveu Entre as Linhas, também número 1 do New York Times, bem como Off the Page, que retoma a história das personagens Oliver e Delilah. Jodi vive em New Hampshire, nos Estados Unidos da América, como o marido e os três filhos.
www.jodipicoult.com

Samantha van Leer é estudante universitária de Psicologia e Desenvolvimento Humano. É coautora de Entre as Linhas e Off the Page com a sua mãe, Jodi Picoult.
Jodi e Samantha têm quatro cães: Alvin, Harvey, Dudley e Oliver, que deu o nome ao príncipe desta história.


Sérgio Godinho é o convidado da 54.ª edição do Porto de Encontro

No próximo sábado, dia 25 de março, o auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett é o palco escolhido para a 54.ª edição do Porto de Encontro. A partir das 17:00, Sérgio Godinho é o convidado em destaque desta sessão do ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, que conta ainda com a participação especial de Manuela Azevedo.
Sérgio Godinho é um dos músicos portugueses mais influentes dos últimos quarenta anos e o seu percurso espelha uma vocação de “homem dos sete instrumentos”. Cantautor, compositor, poeta, autor de guiões de cinema, peças de teatro, crónicas, Coração Mais que Perfeito é o seu primeiro romance e vai estar em destaque nesta conversa com o jornalista Sérgio Almeida.
Promovido pela Porto Editora desde 2011, este ciclo de conversas reuniu quase 15.000 espectadores em 53 edições realizadas em diversos espaços da cidade, como a Casa da Música, o Teatro Rivoli, a Casa das Artes ou o Teatro Nacional São João.
A 54.ª edição do “Porto de Encontro” conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, do Jornal de Notícias, da Antena 1, das Livrarias Bertrand e da Arcádia.
Esta iniciativa está a ser divulgada no sítio do Porto de Encontro em www.portoeditora.pt/portodeencontro e também em www.facebook.com/portodeencontro.

segunda-feira, 20 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Passatempo O Poder das pequenas coisas

O Marcador de Livros, em conjunto com a Editorial Presença tem para oferecer, em passatempo, um exemplar de O Poder das pequenas coisas de Jodi Picoult.

Podem ver mais sobre o livro aqui

domingo, 19 de março de 2017 | By: Maria Manuel Magalhaes

Porque hoje é o dia do pai... sugestão de leituras Eu adoro o meu pai

Título: Eu adoro o meu Pai
Autor: Giles Andreae
N.º de Páginas: 32
PVP: 10,99€

Giles Andreae, um dos autores infantis de maior sucesso da atualidade, com mais de três milhões de livros vendidos em todo o mundo, traz-nos uma história divertida e pedagógica, perfeita para o Dia do Pai.
Eu Adoro o meu Pai é a prenda ideal para os mais pequenos oferecerem ao melhor pai do mundo, nesta data tão especial. E depois, de livro na mão, fortalecerem laços e partilharem momentos de boa disposição.
Com textos simples e em rima, e ilustrações encantadoras, de Emma Dood, Eu Adoro o Meu Pai é a leitura ideal para partilhar, ler e reler em qualquer momento.
Um livro ternurento que mostra que a chave para a felicidade está nas coisas mais simples. Uma celebração do amor entre filhos e pais.
Um livro inspirador, mágico e inesquecível!

A minha opinião: 
Porque hoje se comemora o Dia do Pai nada mais indicado falar deste pequeno, grande, livro que li muito recentemente à minha filha. Li eu, leu o pai, porque temos por hábito contar uma história todas as noites quando ela vai para a cama. 
Tem poucas palavras, mas acertadamente verdadeiras. Como eu me revi, enquanto filha naquele livro, e como revi a minha filha com o pai dela. 

É tão bonito, que me emocionei ao lê-lo. Sou de lágrima fácil, é certo, mas para quem gosta de histórias infantis com frases tocantes, e com imagens ainda mais bonitas não vai resistir a comprar e ler este maravilhoso livro. 
É lindo!
E, maravilha, também há o livro Eu adoro a minha mãe. Vou ter de comprar. 


O Anjo da Morte - M. J. Arlidge [Opinião]

Título: O Anjo da Morte
Autor: M. J. Arlidge
Editor: TopSeller
Páginas: 336

Sinopse:
UMA CELA FECHADA.
UM CORPO ESCRUPULOSAMENTE MUTILADO
JAZ NO SEU INTERIOR…
Helen Grace, até aqui considerada a melhor detetive do país, é acusada de homicídio e aguarda julgamento na prisão de Holloway. Odiada pelas restantes prisioneiras e maltratada pelos guardas, Helen tem de enfrentar sozinha este pesadelo. Tudo o que deseja é conseguir provar a sua inocência. Mas, quando um corpo aparece diligentemente mutilado numa cela fechada, essa revela ser, afinal, a menor das suas preocupações.

Os macabros crimes sucedem-se em Holloway e o perigo espreita em cada cela ou corredor sombrio. Helen não pode fugir nem esconder-se por atrás do distintivo.
Precisa agora de ser rápida a encontrar o implacável serial killer… se não quiser tornar-se a sua próxima vítima.

A minha opinião: 
Para quem é fã de M. J. Arlidge e ainda não teve oportunididade de ler o livro anterior da série Helen Grace não deve ler a sinopse deste seu mais recente livro porque revela tudo o que se passa no final de A Boca do Lobo.

Esta é uma série que necessita ser lida pela ordem.

O Anjo da Morte é completamente passado numa prisão feminina. Lá, Helen Grace vai defrontar-se com o assassinato de prisioneiras. Mulheres que estão presas por terem assassinado outras pessoas, mas que de alguma forma ou de outra, se estavam a redimir dos "pecados".

Sem querer entrar muito na história porque isso iria revelar muito quer deste livro, quer do livro anterior, O Anjo da Morte revela o dia a dia de uma prisão feminina. Embora estejamos já um pouco habituados em ver nas diversas séries e filmes policiais que passam no cinema ou na tv, alguns histórias não deixam de ser surpreendentes.
Grupos organizados dentro da prisão, rivalidades entre as prisioneiras, mulheres que, apesar do seu passado, se tornam mais humanas e que até querem mostrar ao mundo que mudaram.

O livro foca sobretudo a fragilidade de quem está preso, quer seja porque há imensa solidão, quer pela pouca camaradagem finalizando nas saudades do mundo lá fora e de quem deixaram para trás. Essa saudade é ainda maior nas mulheres que têm filhos e que não têm mais esperança de vê-los, em liberdade.

Retrata ainda o outro lado, o lado dos guardas prisionais e a forma como a prisão é gerida, o que torna o livro bem mais interessante.

Mais uma vez não consegui descobrir quem era o assassino, embora as minhas suspeitas iniciais sobre determinadas personagens se concretizassem.

E o companheirismo e fidelidade de Charlie para com Helen é de realçar.

Mais uma vez, Arlidge apresenta-nos um livro com suspense desde o início do livro até ao seu final, capítulos curtos o que imprime mais urgência em terminar o livro porque o leitor quer sempre saber o que se passará a seguir, e personagens fantásticas.

Excelente.





«1917 – o ano que mudou o mundo», de Angelo D’Orsi chega amanhã a Portugal

Título: 1917 – o ano que mudou o mundo
Autor: Angelo D’Orsi
Género: História / História em geral
Tradução: José J. C. Guerra
N.º de páginas: 320
Data de lançamento: 17 de março
PVP: € 17,70

Chega amanhã às livrarias portuguesas «1917 – o ano que mudou o mundo», de Angelo D’Orsi, um livro que analisa os acontecimentos mais marcantes e determinantes ao longo de cada um dos 12 meses desse ano que sugerem ligações e estabelecem paralelos com os nossos dias.
Capítulo a capítulo, e mês a mês, o autor constrói uma narrativa que une esses eventos e e que contribui para se compreender a importância de 1917 nas ideias políticas e mundiais e o percurso da História. Miguel Real, prefaciador deste livro, afirma que se trata de «(…) oportuna leitura, contribuindo de um modo decisivo para a consciencialização dos traços fundamentais da história internacional do século XX.»
Em «1917 – o ano que mudou o mundo», são abordados de forma pormenorizada os seguintes episódios:
 Janeiro: A guerra submarina.
 Fevereiro: A revisão da Constituição Mexicana; o conflito com a Igreja Católica.
 Março: «Revolução de Fevereiro» na Rússia; o Czar Nicolau é forçado a abdicar pelos Mencheviques.
 Abril: Entrada dos EUA na I Guerra Mundial; publicação das «Teses de Abril», de Lenin, no Pravda.
 Maio: As aparições de Fátima; os três pastorinhos; a Igreja Católica e a intensificação do culto mariano, o mês sobrenatural.
 Junho: Pesadas derrotas para os aliados; guerra aérea intensifica-se; a Grécia entra na Guerra.
 Julho: Formação da Jugoslávia.
 Agosto: Papa Bento XV toma uma posição pública contra o «massacre inútil» que banha o Mundo de sangue; fica conhecido como o primeiro papa pacifista.
 Setembro: Manifestações pacifistas ani-guerra alastram por várias cidades europeias.
 Outubro: Mata Hari é executada em Paris; as tropas italianas são derrotadas em Caporetto, memória que viria a servir a retórica de Mussolini.
 Novembro: Aprovação da Declaração de Balfour, primeiro passo para a fundação do Estado de Israel e para uma nova organização do Médio Oriente.
 Dezembro: Nasce o Fascio Parlamentare di Difesa Nazionale, partido precursor do fascismo de Mussolini.

«Nestas páginas (…) encontram-se as histórias das aventuras políticas de personagens destinadas a serem imortalizadas, como a da ascensão de Lenine, mas também episódios fundamentais da Cristandade que nunca foram totalmente esclarecidos, como o da aparição de Fátima aos três pastorinhos.» Nuovo Quotidiano de Puglia

«Um livro a ler, se quisermos conhecer as origens de um passado que se crê enterrado, mas que continua a crescer e a expandir-se no presente.» Diario del Web, Maurizio Pagliassotti

Sinopse:
Em março, uma força revolucionária «democrática» obriga o Czar Nicolau II a abdicar. Em abril, os EUA entram na Primeira Guerra Mundial. Em maio, três pastorinhos veem uma «Senhora» vestida de branco em Fátima. Em julho, nasce a Jugoslávia. Em agosto Bento XV insurge-se contra o «massacre inútil» que assola a Europa e o Mundo. Em setembro, diferentes cidades manifestam-se contra a Guerra. Em outubro, Margaretha Zelle – a bailarina conhecida por Mata Hari – é executada em Paris e meros dias depois as tropas italianas são derrotadas em Caporetto. Em novembro, dá-se o primeiro passo para a criação do Estado de Israel e para uma nova organização do Médio Oriente. Em dezembro, cerca de 200 deputados nacionalistas italianos organizam-se no Fascio Parlamentare di Difesa Nazionale, um precursor do fascismo de Mussolini. Dividido em 12 capítulos, um por cada mês, este livro acompanha detalhadamente os acontecimentos de um ano turbulento e marcante para a nossa História atual, sugerindo ligações e estabelecendo paralelos com os nossos dias, nos quais ainda vivemos, de diversas formas, as consequências desse legado.

Sobre o autor:
Angelo D’Orsi é um professor de História do Pensamento Político na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Turim. Foi o fundador da Historia Magistra – Associação pelo Direiro à História, que preside ao FESTIVALSTORIA. É diretor das revistas Historia Magistra. Rivista di storia critica e Gramsciana. Rivista Internazionale di studi su Antonio Gramsci. Tem vários livros publicados e é colaborador do jornal La Stampa. Ao longo da sua carreira, tem desempenhado diversos cargos de promoção e divulgação cultural.